História The Cursed Twins - Capítulo 20


Escrita por: ~

Postado
Categorias Harry Potter
Personagens Aberforth Dumbledore, Alastor Moody, Alecto Carrow, Alvo Dumbledore, Alvo Potter, Amycus Carrow, Andromeda Tonks, Angelina Johnson, Antonin Dolohov, Arabella Figg, Argo Filch, Arthur Weasley, Astoria Greengrass, Augustus Rookwood, Barão Sangrento, Bellatrix Lestrange, Blásio Zabini, Carlinhos Weasley, Cedrico Diggory, Cho Chang, Colin Creevey, Córmaco Mclaggen, Cornélio Fudge, Daphne Greengrass, Dênis Creevey, Dino Thomas, Dobby, Dolores Umbridge, Draco Malfoy, Duda Dursley, Ernesto Macmillan, Evan Rosier, Fenrir Greyback, Fílio Flitwick, Fleur Delacour, Fred Weasley, Gilderoy Lockhart, Gina Weasley, Grope, Gui Weasley, Harry Potter, Helena Ravenclaw, Hermione Granger, Hestia Carrow, Horácio Slughorn, Jorge Weasley, Katie Bell, Lilá Brown, Lílian Evans, Lord Voldemort, Lucius Malfoy, Luna Lovegood, Marcus Flint, Mila Bulstrode, Minerva Mcgonagall, Molly Weasley, Mundungo Fletcher, Murta Que Geme, Narcissa Black Malfoy, Neville Longbottom, Nymphadora Tonks, Olívio Wood, Pansy Parkinson, Parvati Patil, Pedro Pettigrew, Penélope Clearwater, Percy Weasley, Personagens Originais, Petunia Dursley, Poppy Pomfrey (Madame Pomfrey), Quirinus Quirrell, Remo Lupin, Rita Skeeter, Rodolfo Lestrange, Ronald Weasley, Rúbeo Hagrid, Severo Snape, Sibila Trelawney, Simas Finnigan, Sirius Black, Theodore Nott, Tiago Potter, Tom Riddle Jr., Valter Dursley, Viktor Krum, Vincent Crabbe, Walden Macnair, Wilhelmina Grubbly-Plank, Yaxley, Zacharias Smith
Tags Draco Malfoy, Fred, Fred Weasley, Grifinória, Harry Potter, Jorge, Jorge Weasley, Livros, Personagens Originais, Sonserina
Exibições 106
Palavras 3.421
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Escolar, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Musical (Songfic), Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Cheguei nessa bagaça com mais um capítulo nessa bagaça!
Bem, talvez SÓ TALVEZ, eu poste mais capítulos que o normal durante esses meses, já que estou de férias.
TALVEZ!!

Capítulo 20 - Qual é o meu medo?


Fanfic / Fanfiction The Cursed Twins - Capítulo 20 - Qual é o meu medo?

- Eu não vou sair daqui!- bradou Katerina, decidida, enquanto plantava-se como uma árvore, de braços cruzados.

- Vai sim!- disse Madame Pomfrey.- Ele precisa descansar.

- Descansar não significa morrer de tédio retrucou Katerina.

- De qualquer modo, não recomendo que veja o estado em que o braço dele está. Este pobre garoto sofreu ferimentos muito profundos.

- Eu não me importo com sangue, eu me importo com Draco e eu quero vê-lo!- ela insistiu.

- Deixe-a entrar.- pediu Draco, através da cortina e, logo em seguida, gemeu de dor.

Madame Pomfrey hesitou.

- Ah, tudo bem, mas só um pouquinho.- ela disse, abrindo a cortina para Katerina entrar.

Quando Katerina entrou, viu o braço de Draco enfaixado, porém dava para ver algumas manchas de sangue na faixa.

- Você está bem?- perguntou.

- Ah, claro que estou bem, meu braço quase foi arrancado e parece que há alguém constantemente jogando limão no ferimento, mas eu estou ótimo.- disse ele sarcástico.

- Ok, eu mereci essa.- Katerina disse e se sentou na cama ao lado dele.

- Hum, eu vou ter que colocar uma faixa mais grossa.- disse Madame Pomfrey, pegando um rolo de faixas, ela segurou o braço dele e começou a retirar as ataduras mais finas, revelando os três profundos cortes, passou algum tipo de soro nos cortes, o que fez Draco agarrar a mão de Katerina desesperadamente. A garota sentiu a força do aperto e pôde notar que estava doendo muito. Ela estava meio que sem saber o que fazer, então passou a mão em seus cabelos loiros, quase prata, como sua tia costumava fazer quando sentia dor.

- Ah, o amor jovem é tão bonito.- suspirou Madame Pomfrey.

- Nós não namoramos!- os dois exclamaram.

- Ainda.- sussurrou a enfermeira, olhando para os dois.- Tenho de ir pedir a Dumbledore por mais remédios, pois o estoque daqui já está acabando. Será que poderia fazer companhia a ele enquanto isso?

- Claro.- respondeu Katerina e Madame Pomfrey se retirou da enfermaria.

- Como é que jogarei quadribol agora?- perguntou Draco melancólico.

- Você não vai.- Katerina disse sincera.- Vão arranjar um substituto até que esteja melhor.

- Aquele pateta do Hagrid vai me pagar caro.

- Bem... A culpa meio que foi sua.- ela disse, dando um sorriso amarelo.- Não devia tê-lo desrespeitado, sabe, hipogrifos são muito sensíveis à ofensas, eles acabam ficando agressivos.

- Como sabe disso?- perguntou.

- Primeiro, porque eu prestei atenção na aula.- disse Katerina.- Segundo, porque o hipogrifo é a minha segunda criatura favorita do mundo bruxo.

- E qual a primeira?- perguntou Draco.

- Você.- ela respondeu sorrindo.

- Eu sou uma ‘’criatura’’ agora?

- Sempre foi.- ela disse e os dois desandaram a rir.

- Draquinho?- chamou a voz falsa e arrasada de Pansy.

Katerina revirou os olhos.

- O que é?- perguntou.

- O que está fazendo aí com o meu Draquinho?- perguntou Pansy, abrindo as cortinas e se ajoelhando no chão, para olhar o rosto de Draco mais perto.

- Nada que te interesse, agora, volte ao Inferno do qual brotou.- respondeu Katerina grossamente.

Estava em um momento exclusivo com meu... Meu melhor amigo e essa coisa brota do submundo para chamá-lo de Draquinho? Ah, faça-me o favor! Pensou Katerina.

- Tenho tanto direito de estar aqui quanto você.- a garota retrucou.

- Na verdade, não. E eu poderia citar um milhão de porquês, mas eu citarei apenas um: Madame Pomfrey me deu permissão para ficar aqui com ele e eu não me lembro de ela ter te dado essa permissão, então bye bye querida.- disse Katerina.

- Ela tem razão.- Draco disse, dando de ombros (ou pelo menos tentou, pois gemeu de dor ao mero movimento do braço).- Madame Pomfrey não te deu permissão.

Pansy parecia indignada, tentou argumentar, mas as palavras não saíam. Então ela apenas se virou de saiu da enfermaria, deixando os dois sozinhos.

- Eu imaginei que iria querer que Pansy ficasse.- disse Katerina.

- Não, ela me irrita às vezes.- ele disse e a garota sorriu.

Depois de minutos de conversa jogada fora, Madame Pomfrey retornou com os remédios e disse para que Katerina saísse, para que Draco pudesse dormir.

Então, Katerina deu um beijo na bochecha de Draco e saiu de lá.

Quando já estava na metade do corredor, parou subitamente.

Por que raios eu beijei a bochecha dele? Pensou, um tanto desesperada. O que se passava dentro da minha cabeça para fazer isso? Pelo amor de Merlin.

Então, lembrou-se de algo mais.

Ele rejeitou Pansy por causa de mim? Pensou novamente. Ah, mas é claro que não, ele apenas disse que Pansy não tinha permissão de Madame Pomfrey para ficar lá. É, é, foi só isso.

~...~

Annabelle acabara de ter a melhor aula de toda a sua vida.

Assim que entrou na sala, percebeu que a aula seria junto aos sonserinos. Este ano realmente estava perigoso... Três matérias junto à Sonserina só poderia significar problemas.

O Professor Lupin não estava na sala quando chegou, acompanhada por Harry e Rony. Quando sentou-se atrás de Katerina, que estava ao lado de Daphne, como normalmente, o professor adentrou a sala.

- Boa tarde.- cumprimentou ele.- Por favor, guardem todos os livros de volta nas mochilas. Hoje teremos uma aula prática. Os senhores só vão precisar das varinhas.

Os alunos se entreolharam curiosos e animados, afinal, nunca havia tido uma aula prática de Defesa Contra as Artes das Trevas.

- Certo, então.- disse Lupin, quando todos estavam prontos.- Queiram me seguir.

- Louco, lobo, Lupin...- cantarolava Pirraça, o poltergeist de Hogwarts, enquanto eles passavam.- Louco, lobo, Lupin…

- Eu tiraria o chiclete do buraco da fechadura se fosse você, Pirraça.- disse Lupin gentilmente, enquanto mantinha seu leve sorriso.- O Sr. Filch não vai poder apanhar as vassouras dele.

O poltergeist não pareceu não dar a mínima para aquilo.Lupin soltou um suspiro e puxou a varinha. Assim que fez um feitiço para retirar a bola de chiclete de lá, os alunos se impressionaram por finalmente ter um professor que sabe o que está fazendo.

As gêmeas já sabiam que ele era bom, assim como seus pais.

- Entrem, por favor. - disse Lupin, abrindo a porta e se afastando para os alunos passarem.

A sala dos professores era comprida, com móveis antigos e estava vazia, exceto por Snape, que estava sentado, lendo algo.

- Pode deixá-la aberta, Lupin. Eu prefiro não estar presente. - ao dizer isto, levantou-se e caminhou até a saída, suas vestes negras se esvoaçando conforme andava. - Provavelmente ninguém o alertou, Lupin, mas essa turma tem Neville Longbottom. Eu o aconselharia a não confiar a esse menino nada que apresente dificuldade. A não ser que a Srta, Granger se incumba de cochichar instruções ao ouvido dele.

Neville ficou vermelho de vergonha. Involuntariamente, Annabelle concordou com o pensamento do professor. Nada contra o garoto, apenas sabia que ele era péssimo e praticamente todas as matérias.

- Pois eu pretendia chamar Neville para me ajudar na primeira etapa da operação, e tenho certeza de que ele vai fazer isso admiravelmente.

Snape crispou os lábios com desdém e se retirou.

- Agora, então. - disse Lupin, chamando a turma para um canto da sala, onde havia um armário grande e velho, que se sacudiu. Annabelle deu um pulo de susto para trás. - Não se preocupem. Há um bicho-papão ai dentro.

A maioria dos alunos não se aliviou com a ideia, eles olhavam apreensivos em direção ao armário, cuja maçaneta balançava violentamente.

- Bichos-papões gostam de lugares escuros e fechados. - continuou Lupin. - Guarda-roupas, o vão embaixo das camas, os armários sob as pias… Eu já encontrei um alojado dentro de um relógio de parede antigo. Este aí se mudou para cá ontem à tarde e perguntei ao diretor se os professores poderiam deixá-lo para eu dar uma aula prática aos meus alunos do terceiro ano. Então, a primeira pergunta que devemos nos fazer é, o que é um bicho-papão?

Hermione levantou a mão. Annabelle reparou que Katerina, que estava ao seu lado, revirou os olhos.

- É um transformista. - respondeu Hermione. - É capaz de assumir a forma do que achar que pode nos assustar mais.

- Eu mesmo não poderia ter dado uma definição melhor. - Lupin disse e a Granger sorriu presunçosa.

- Puxa saco. - sussurrou Katerina a Draco e Daphne, que riram.

- Então o bicho-papão que está sentado no escuro aí dentro ainda não assumiu forma alguma. Ele ainda não sabe o que pode assustar a pessoa que está do lado de fora. Ninguém sabe qual é a aparência de um bicho-papão quando está sozinho, mas quando eu o deixar sair, ele imediatamente se transformará naquilo que cada um de nós mais teme. Isto significa - informou Lupin. - que temos uma enorme vantagem sobre o bicho-papão para começar. Você já sabe qual é, Katerina?

Mesmo a pergunta sendo direcionada à Katerina, Hermione levantava a mão e saltitava impaciente, para o professor escolhê-la.

- Hum, Granger, que eu me lembre, a pergunta foi para mim. - falou Katerina, arrancando risadas da Sonserina. - A resposta para a sua pergunta, professor Lupin é que somos muitos, ele não vai saber que forma tomar.

Draco sussurrou algo em seu ouvido, fazendo com que ela risse.

- Precisamente - concordou o professor e Hermione baixou a mão, desapontada por não ter sido escolhida, por Katerina ter acertado a resposta e ainda humilhado-a. - É sempre melhor estarmos acompanhados quando enfrentamos um bicho-papão. Assim, ele se confunde. No que deverá se transformar, num corpo sem cabeça ou numa lesma carnívora? Uma vez vi um bicho-papão cometer exatamente este erro, tentou assustar duas pessoas e se transformou em meia lesma. O que, nem de longe, pode assustar alguém. O feitiço que repele um bicho-papão é simples, mas exige concentração. Vejam, a coisa que realmente acaba com um bicho-papão é o riso. Então o que precisam fazer é forçá-lo a assumir uma forma que vocês achem engraçada. Vamos praticar o feitiço sem as varinhas primeiro. Repitam comigo, por favor... Riddikulus!

- Riddikulus. - os alunos repetiram.

- Ótimo. - aprovou Lupin. - Muito bem. Mas receio que esta seja a parte mais fácil. Sabem, a palavra sozinha não basta. E é aqui que você vai entrar Neville.

O armário tremia, mas não tanto quanto Neville.

- Certo, Neville. - o professor disse. - Vamos começar pelo começo: Qual, você diria, que é a coisa que pode assustá-lo mais neste mundo? - Neville disse algo, mas fora inaudível. - Não ouvi o que você disse, Neville, me desculpe.

Neville olhou para os lados desesperado, então disse num sussurro:

- O professor Snape.

Quase todo mundo riu, especialmente os alunos da Sonserina.

- Professor Snape… Hummm… Neville, eu creio que você mora com a sua avó?

- Sim… Moro. - disse Neville, nervoso. - Mas também não quero que o bicho-papão se transforme na minha avó.

- Não, não, você não entendeu. - disse Lupin, agora rindo. - Será que você podia nos descrever que tipo de roupas a sua avó normalmente usa?

- Bem… Sempre o mesmo chapéu. Um bem alto com um urubu empalhado na ponta. E um vestido comprido… Verde, normalmente… E às vezes uma raposa.

- E uma bolsa?

- Vermelha e bem grande.

- Certo então. - o professor disse. - Você é capaz de imaginar essas roupas com clareza, Neville? Você consegue vê-las mentalmente?

- Consigo. - respondeu Neville, hesitante.

- Quando o bicho-papão irromper daquele guarda-roupa, Neville, e vir você, ele vai assumir a forma do Profº. Snape. E você vai erguer a varinha… Assim… E gritar “Riddikulus”… E se concentrar com todas as suas forças nas roupas de sua avó. Se tudo correr bem, o Profº. Bicho-papão-Snape será forçado a vestir aquele chapéu com o urubu, aquele vestido verde e carregar aquela enorme bolsa vermelha.

- Se Neville acertar, o bicho-papão provavelmente vai voltar a atenção para cada um de nós individualmente. Eu gostaria que todos gastassem algum tempo, agora, para pensar na coisa de que têm mais medo e imaginar como poderia fazê-la parecer cômica…

A sala ficou silenciosa. Annabelle pensava qual seria seu medo.

Palhaços com certeza a assustavam. E muito. É, ela iria fazer os balões que o palhaço segurava se enchessem tanto, que ele flutuaria, bateria a cabeça no teto e cairia no chão.

- Todos prontos? - perguntou Lupin. - Neville, nós vamos recuar. Assim você fica com o campo livre, está bem? Vou chamar o próximo a vir para frente… Todos para trás, agora, de modo que Neville tenha espaço para agitar a varinha…

Todos recuaram. O professor fez uma contagem regressiva, quando terminou, ele abriu o armário com um feitiço. De lá, saiu Snape, suas vestes negras esvoaçantes como sempre.

- R… R.. Riddikulus! - gaguejou Neville.

Snape tropeçou, agora usava as vestes da avó de Neville, exatamente como ele descrevera. Ninguém foi capaz de não rir, nem os sonserinos, muito menos o professor Lupin.

O bicho-papão parou, confuso, e Lupin gritou:

- Parvati! Avante!

O Snape de Neville tornou-se uma múmia.

- Riddikulus! - exclamou Parvati.

A múmia tropeçou em uma de suas ataduras e caiu, fazendo sua cabeça rolar até o outro lado da sala.

- Simas! - bradou o professor.

Craque! Onde estivera a múmia surgiu uma mulher de cabelos negros que iam até o chão e um esquelético. Ela abriu a boca e soltou um grito, deixando todos arrepiados.

- Riddikulus! - bradou Simas.

A mulher colocou as mãos na garganta, ela perdera a voz.

Então, ela se transformou em um rato que corria em volta do próprio rabo. Depois em uma cobra, que virou borracha. Em seguida um lobo coberto de sangue, que se transformou em um cachorrinho. Depois, em um único globo ocular gigante.

- Confundimos o bicho! - gritou Lupin. - Já estamos quase no fim! Dino!

Dino adiantou-se correndo.

O olho se transformou em uma mão decepada, que  saiu andando de lado como um siri.

- Riddikulus! - berrou Dino.

A mão ficou presa em uma ratoeira.

- Excelente! Annabelle, sua vez! - o professor disse e ela deu um passo a frente.

Por algum motivo, o palhaço sumiu de sua cabeça. E só conseguia pensar em uma coisa. Apenas uma:

Quando estava na Câmara Secreta.

Craque! No lugar da aranha sem pernas estava um garoto bonito, de cabelos negros e olhos cinzentos. Vestindo o uniforme da Sonserina e dizendo algo em língua de cobra.

Tom Riddle.

Ficou paralisada por um momento, mas conseguiu pensar algo de supetão.

- Riddikulus. - gritou, com a varinha apontada para o cretino, que ficou vestido com um vestido rodado rosa, Maria-chiquinha igual à da Murta Que Geme.

Alguns alunos ficaram confusos. As garotas principalmente, se perguntando o porque ela teria medo de um garoto bonito como aquele.

Apenas Katerina, Harry, Rony e Hermione sabiam o porquê.

 

Katerina se assustou ao ver que o medo da irmão era Tom Riddle.

É claro que seria. Pensou. Ele a sequestrou, colocou abobrinhas em sua cabeça e ainda roubou parte de sua força vital, é claro que teria medo dele. Afinal, é Voldemort.

- Draco, sua vez. - o professor disse e Draco caminhou até o Tom travesti.

Com um craque, ele se transformou em ninguém mais, ninguém menos que Lúcio Malfoy.

- O que acha que faz? Andando com aquela traidorazinha do sangue Thompkins. Não se lembra do que os pais dela fizeram? - gritava o Malfoy pai, enquanto caminhava para perto do filho.

Com isso Katerina se surpreendeu.

- R-Riddikulus. - Draco disse, com uma leve gaguejada, e o Malfoy pai tropeçou em seu próprio pé, caindo no chão e quebrando o nariz.

- Katerina! Avante! - disse Lupin e ela o fez.

Realmente não fazia a menor ideia do que aquilo iria se transformar. Não conseguia pensar em medo algum.

Que ótima maneira para se descobrir seu próprio medo. Pensou irônica. Nossa, eu sou irônica até no meu próprio pensamento.

Craque!

O que apareceu foi um tanto quanto traumatizante. Tanto para ela, quanto para os outros, alguns até soltaram alguns gritinhos.

Annabelle, Draco, Daphne, Ericka, Fred, Jorge, Harry, Rony... Inclusive ela mesma. Estavam todos jogados no chão e ensanguentados.

Estavam todos mortos.

Ela prendeu a respiração, pensando em como é que deixaria aquilo engraçado.

Lembrou-se, então, de um clipe, inclusive era muito bom, que vira alguns anos atrás.

- Riddikulus. - bradou e os mortos levantaram-se, como zumbis, então, começaram a dançar a coreografia de Thriller do cantor Michael Jackson (Sim, ele é bruxo! Como acha que ele consegue fazer os passinhos dele?).

Isso arrancou uma risada nervosa da turma. Afinal, fora traumatizante.

- Rony, você é o próximo! - o professor disse, para amenizar a situação.

Rony correu para frente.

Craque!

Muitos gritaram quando uma aranha gigante surgiu no lugar da mão decepada.

- Riddikulus! - berrou Rony, e as pernas da aranha desapareceram; ela ficou rolando pelo chão.

Quando Harry se preparava para fazer o feitiço, Lupin de repente se jogou em sua frente.

- Tome! - gritou.

Craque!

A aranha sem pernas sumira. Um globo prateado pairava no ar, quase imediatamente, o professor disse o feitiço e o globo despencou e saiu rolando.

Craque!

- Para frente, Neville, e acabe com ela! - mandou o professor..

Craque! Snape reapareceu.

Desta vez, Neville estava decidido e confiante.

- Riddikulus! - gritou, e, por uma fração de segundo, seus colegas tiveram uma visão de Snape com o vestido da avó de Neville. O bicho-papão explodiu em milhares de fiapinhos e desapareceu.

- Excelente! - exclamou o Profº. Lupin enquanto a classe aplaudia, até mesmo os sonserinos. - Excelente Neville. Muito bem, pessoal… Deixe-me ver… Cinco pontos para a Grifinória e a Sonserina para cada pessoa que enfrentou o bicho-papão... Dez para Neville porque ele o enfrentou duas vezes. Mais cinco para Katerina  e Hermione por responderem corretamente às perguntas.

Os alunos comemoraram.

- Muito bem, pessoal, foi uma aula excelente. Dever de casa: por favor, leiam o capítulo sobre os bichos-papões e façam um resumo para me entregar… Na segunda-feira. E por hoje é só.

As gêmeas Thompkins ficaram na sala, parte porque Annabelle não queria enfrentar perguntas sobre seu bicho-papão, parte porque as duas queriam falar com Lupin.

- Ah, olá garotas, vocês se saíram muito bem. - ele disse.

- Obrigada. - as duas agradeceram. - Sentimos sua falta, já fazem anos que não janta conosco.

- Bem, vocês sabem como é complicado viver em sociedade na minha condição. - ele disse, as garotas sabiam que era um lobisomen desde quando, acidentalmente, ouviram-no falar sobre isso com sua tia. - Mas prometo que de agora em diante vou visitá-las mais, contentes?

- Sim! - responderam satisfeitas.

- Vocês estão muito crescidas. - ele disse e se virou para Annabelle. - Hum, se não for intromissão da minha parte... Por que seu medo era aquele garoto?

- Ãhm, é que... Bem, não sei se sabe, já que o caso foi abafado, mas eu fui levada para a Câmara Secreta e bem...

- Digamos que aquilo era a versão mirim de Voldemort. - completou Katerina, Lpin levou um leve susto, mas conseguiu disfarçar.

- Eu ouvi boatos, mas nenhum no qual eu acreditasse. - ele disse. - E como anda sua tia?

- Ah, bem. - falou Annabelle.

- Bem paranoica. - corrigiu Katerina.

- Como assim? - perguntou Lupin.

- Ela anda muito nervosa com a fuga de Sirius Black. - falou Annabelle.

- Quase não saímos de casa. - continuou Katerina.

- Ela tranca tudo com feitiços. - disse Annabelle.

- Eu juro para você que a coisa mais difícil da minha vida foi convencer ela a assinar o formulário para Hogsmead. - diz Katerina.

- Nós achamos que isso é porque ela e nossos pais eram amigos dele, mas não sei. - diz Annabelle.

- Vou contar-lhes uma coisa, mas não devem falar para ninguém.

- Pode mandar. - disse Katerina ansiosa.

- De fato, ela era amiga dele, mas, em algum momento, ela deixou de ser só isso. - ele disse em tom mais baixo.

- Ai. - falou Katerina pasma.

- Meu. - continuou Annabelle.

- Deus! - as gêmeas disseram juntas.

- Agora tudo faz sentido. - falou Annabelle.

- Ela está com medo que ele vá visitá-la porque ele era apaixonado por ela. - disse Katerina, juntando os pontos.

- Precisamente isso. - ele concordou. - Agora vão, se não se atrasarão para sua próxima aula.


Notas Finais


Depois de um século, afirmei uma coisa que já sabiam!
E aí, o que acharam dos medos?
No próximo capítulo de The Cursed Twins: Beijos!
Bjs da Rainha da Bad <3


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...