História The Dark Of Shadows - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Palavras 3.467
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oieeee, essa é a minha primeira fic da Marvel, espero que gostem ❤️❤️❤️

Só uma coisa, a atriz que interpreta a Sophie é a Alexandra Daddario.

Boa leitura

Capítulo 1 - Capítulo 1


Fanfic / Fanfiction The Dark Of Shadows - Capítulo 1 - Capítulo 1

 

Bom se eu for contar a história de hoje em dia tenho que contar o que aconteceu antes, até os mínimos detalhes para poder contar-lhes o que está acontecendo agora.

 

...

 

Garotos cheios de hormônios, garotas com saias curtas e decotes extremos, professores que reclamam da nossa falta de maturidade, empregados escolares cansados de suas vidas... É assim que é na Waterloo High School, uma escola como todas as outras tendo tudo que elas têm. 

 

Me mudei pra essa cidade há alguns anos, não nasci aqui em Waterloo, sou de Kingston. Sinceramente, preferia mil vezes ter ficado lá. Antes eu tinha amigos, eu tinha uma linda família e tinha pessoas que se importavam comigo, tudo que alguém sempre quis, mas então minha vida virou de cabeça pra baixo. Eu fui embora deixando tudo para trás, tudo por causa da minha mãe e um prazo idiota que criamos. Hoje em dia eu nem lembro mais o nome deles. Tudo porque eu e minha mãe fizemos um prazo, vivemos no máximo três anos em um lugar e então mudamos, isso acontece desde que eu nasci. Minha mãe se esforça até hoje para compensar a perda de meu pai, já que nunca vi ele a em toda a minha vida.

 

Não, não sou aquela garota cheia de problemas, nem aquela que tem traumas de infância porque meu pai me largou, na verdade eu sou o tipo de garota que não importa o que aconteça ela se mostra forte para que as outras pessoas também sejam fortes. Eu tento aturar o peso das minha pedras, mas às vezes dói muito, só que eu continuo, não importa a dor eu sempre estou seguindo meu caminho. Claro que tenho meus traumas, mas isto é outra história.

 

E lá vou eu para mais um dia nesse inferno que tem o nome de escola. Eu pulei dois anos e acabei indo para o último do ensino médio, tudo porque eles não podiam me colocar na turma de formandos ano passado já que a maldita da professora Holbe alegou que eu ainda não era inteligente o bastante para me formar. Essa professora sempre teve algo contra mim, acho que era porque eu sempre dormia ou desenhava em suas aulas, mas sempre tirava a nota máxima. Esse demônio realmente me odiava. Quer saber, acho que não era porque eu dormia na aula e sim porque eu era mais inteligente que seu filho, o garoto rala muito e estuda muito para ser melhor do que eu e conseguir me superar, mas eu sempre estou a frente. Eu e ele nos intendemos super bem, mas eu e sua mãe não. 

 

Assim que desço do meu carro, vou na direção da entrada da maldita escola com uns três livros de sociologia abertos em minhas mão já que tem prova hoje e eu não entendi nada quando fui estudar ontem. Eu cursava meu caminho até meu armário fazendo o máximo de equilíbrio possível para não derrubar meus livros e estava conseguindo, minha professora de etiqueta amaria saber que uma de suas aulas funcionou. Mas como sempre, o mundo não é um mar de rosas, eu cruzei com o caminho dos garotos populares que adoram arranjar motivo para me zoar.

 

Matt Murphy, Thomas Smith, Carter Jones e por ultimo, o líder deles, Alex North ou mais conhecido como o insuportável do meu vizinho. Eu estava rezando para não me perceberem ali, mas assim que o olhar de Alex cruzou com o meu, meu cérebro gritou "Corre". Eu tentei, mas só seria possível se eu não estivesse equilibrando três livros, então Matt veio até mim com um olhar de: "Pode deixar Alex, eu já sei o que fazer"

 

— Sophie, como tem passado? — seu sorriso irônico me deixada enjoada, um livro quase cai, mas eu o equilíbrio de novo— Alex me disse que não tem te visto sair de casa... Deve estar estudando bastante né? — assim que terminou de falar ele derrubou todos os meus três livros. Pelo seu olhar percebi que ele estava se divertindo com isso. 

 

Sem dizer nenhuma palavra eu recolho meus livros do chão e volto meu corpo em sua direção o encarando. Não havia nenhum tipo de raiva ou ódio em meu olhar, mas sim pena. Pena dele ter uma alma tão podre que ele precisa humilhar alguém para se divertir. Ele me pareceu um pouco acanhado, mas ainda com sua postura confiante ele me empurrou como se tivesse nojo de minha pele. Eu bati minhas costas no armário do corredor e abaixei minha cabeça. Antes dele falar alguma coisa eu virei meu corpo em direção à minha sala e andei até lá. Sentei em minha carteira e guardei meus livros na abertura em baixo da mesa. A professora chegou logo após, distribuiu as provas e se sentou desejando-nos boa sorte. Lá vem mais uma prova de sociologia.

 

[...]

 

Faltavam poucos meses para a formatura e eu já tinha toda a minha vida toda planejada. Já tinha mandado meu formulário para quinze faculdades, tudo para me ver longe daqui. Destas quinze faculdades 3 são o meu sonho por serem algumas das melhores faculdades do mundo em tecnologia. Universidade de Oxford, em Oxford na Inglaterra. Universidade de Cambridge, em Cambridge também na Inglaterra. MIT em Massachusetts, meu sonho. 

 

Tinha acabado de sair da escola, andava normalmente entra as ruas. Haviam casais, famílias, solteiros, bêbados mesmo sendo de dia, entre outras pessoas que andavam por ali. Eu estava com o meu carro numa velocidade baixa, já que não tinha pressa para chegar em casa. Sempre é a mesma coisa, eu chego em casa, como alguma coisa, falo com minha mãe, vou pro meu quarto, durmo, estudo e mexo no meu celular até dar a hora de dormir de novo. 

 

Estava passando por uma das ruas mais movimentadas de Waterloo, isso significa: transito. Só que eu tinha uma coisa a meu favor, como a cidade já estava acostumada com trânsito nessa área o prefeito construiu uma televisão gigante em um dos prédios comerciais dali. Já que meu carro estava parado em meio dos outros eu resolvi ver o que estava passando naquela enorme televisão. Eu não conseguia ouvir o que estavam dizendo, mas pelo o que aparecia no televisor estavam falando da terrível Rosa dos Ventos, a assassina mais famosa da cidade. Se não me engano seu assassinato mais ressente foi ontem de noite, pelo menos foi o que eu li no jornal mais cedo. O homem do telão, que devia ter uns quarenta anos, aparentava estar bravo ou frustrado com algo. Não tinha motivo para ele estar frustrado, ele só estava falando de um criminoso, mas talvez tenha um motivo pessoal. 

 

Estava tão distraída com meus pensamentos que foi preciso o som da buzina do carro atrás para eu acordar de meu transe. Só aí que percebi que podia andar com meu carro já que os outros carros estavam andando e eu era a única parada. Mudei a marcha do carro e apertei levemente o acelerador seguindo em frente. 

 

O rádio tocava Sweater Weather, uma de minhas musicas favoritas. Nunca fui muito a fim de classificar qual o tipo de música que eu gostava, geralmente eu gosto da música pela melodia e não pelo gênero. 

 

— She knows what I think about and what I think about one love, two mouths one love, one house. No shirt, no blouse. Just us, you find out nothing that I really wanna tell you about, no — cantei para mim mesma ao mesmo tempo que a música tocava. Enquanto cantava as letras da música eu batia meus dedos no volante no ritmo. 

 

Estava agitando a cabeça e remexendo meu corpo enquanto prestava atenção nas ruas. 

 

[...]

 

Já estava chegando em casa, só faltava virar na esquina e continuar reto por alguns segundos. Virei a esquina e achei estranho estar tudo vazio, não tinha ninguém andando, nem nenhum sinal de que alguém estava ali. Estava tudo deserto, nenhum ser vivo poderia ser encontrado ali. Decidi ignorar esse fato, deveria ser só um coincidência, em algum lugar aqui perto deveria ter algum festival de churros. Passei por algumas casas até chegar na minha, a pequena casa amarela com detalhes em branco nas laterais. A porta simples de madeira de carvalho, o número da casa ao lado da porta, as plantinhas na frente da casa, tudo isso foi construído do nosso jeito. O meu jeitinho e o da minha mãe. Estacionei meu carro em frente à minha casa, saí dele trancando o carro e colocando a chave do bolso da calça. Andei até a porta subindo as escadas da pequena varanda, quando fui pegar as chaves de casa notei que a tranca estava arrebentada. Pequei na maçaneta e notei que minha mão estava tremendo. 

 

"Porque isso está arrebentando? Não... Não pode ser... Não, Não, isso é só um mal intendido, não tem ninguém na minha casa que não seja minha mãe" minha cabeça estava um confusão. Estava tentando impôr na minha cabeça, mas meu corpo não parava de tremer. Tentei girar a maçaneta, mas como eu não consegui empurrei a porta até ela ficar aberta o suficiente pra eu poder olhar pra minha sala. Estava tudo apagado, as cortinas das janelas cobriam a luz do sol e assim dava uma completa escuridão. Com muita relutância eu entrei na casa e encostei a porta. Estava com medo do que poderia encontrar ali, mas eu tinha que confirmar que era só um mal intendido e não estava acontecendo nada. 

 

— Mãe — falo alto procurando por algum sinal dela, mas tudo que ouço são gemidos de dor. Quase como gritos, mas não tão potentes. Parecia que alguém estava sendo torturado ou alguma coisa assim. 

 

Não estava conseguindo controlar meu corpo, minhas pernas andavam sozinhas em direção do barulho que agonizava meus ouvidos, ainda estava tremendo, mas a minha curiosidade foi maior. Parecia que meu corpo estava sendo controlado pela vontade de saber o que estava acontecendo, eu não tinha noção do que estava fazendo até chegar na porta do corredor. Andei mais alguns passos e cheguei na porta do quarto de minha mãe, percebi que era dali que vinham os gemidos de dor. A porta do quarto de minha mãe estava aberta, não pensei em nada, eu tinha que olhar o que estava acontecendo. A essa altura eu não sabia nem o que estava fazendo.

 

"Por que eu não corri quando vi a fechadura arrebentada? Por que não liguei pra polícia quando estava na sala?" Essas perguntas rodeavam minha cabeça. Eu não sabia a resposta, meu corpo não estava sob o meu controle, todos os meus membros começaram a se mexer sozinhos a partir do momento que vi a fechadura arrebentada. 

 

Quando eu cheguei na porta senti minhas pernas falharem, caí de joelhos no chão já com lágrimas inundando meus olhos. Eu não consegui acreditar, isso não podia estar acontecendo, não assim. O cheiro imundo de sangue invadiu minhas narinas, já conseguia sentir milhões de lagrimas escorrendo por meus olhos. Eu não conseguia dizer ou fazer nada, meu corpo estava em choque, tudo que sentia era uma dor no peito que não parava. Não tinha forças para me levantar e ir em seu encontro para saber se ela estava viva, não conseguia fazer isso, pois eu sabia que se eu fizesse seria pior. 

 

— Sophie...— sua voz, ela estava se esforçando para falar. Assim que ouvi a melodia do som de sua voz eu despertei, finalmente eu tinha conseguido controlar meu corpo. Ela estava viva. 

 

Cheguei mais perto dela, sujando minhas roupas com o sangue derramado no chão. Ajoelhei ao seu lado e estendi minha mão até seu corpo. Ele estava cheio de cortes e pela aparência supus serem de facas especializadas. 

 

— Mãe... O q-que a-aconteceu — eu estava nervosa, não sabia o que fazer. Se eu ligava pra ambulância ou ficava com ela aqui. 

 

— Mi-minha filha... Q-que bo-bom que você está bem... — sua voz era quase um sussurro, mas eu conseguia ouvir pois estava ao seu lado.

 

— Q-quem fe-fez isso com você? — minhas lágrimas caiam em sima das gotas de sangue fazendo-as se misturar. 

 

— I-isso não importa agora... s-só me faça um favor, ok? — mesmo com o corpo todo cortado ela estendeu a mão até o meu rosto e alisou o mesmo, como se fosse a última vez.

 

— S-Sim, eu fa-faço qualquer coisa. — coloquei minha mão sobre a sua em minha bochecha tentando tornar o contato mais longo. 

 

— Ah uns dois metros atrás de você tem uma madeira solta, quero que abra ela. — delicadamente, eu coloquei ela no chão de novo. Começo a olhar ao meu redor procurando por um desnível pelas madeiras do piso e então encontro depois de um tempo. Fui de encontro a madeira e puxei-a, ela saio facilmente revelando um buraco escuro. — De-dentro desse buraco te-tem uma caixa... Pegue-a — assim que ela falou eu enfiei meu braço lá dentro. Senti coisas macias e grudentas como se fossem teias de aranhas e areia, até que consegui sentir um objeto. Puxei-o pra fora e encontrei uma caixinha de madeira com uma trança de metal. — Gire a tranca uma vez para o lado direito e duas para o esquerdo — nem sabia porque estava fazendo isso, mas eu obedeci. Ouvi um barulho como se algo se destranca-se. — Abra-a e pegue tudo que tem aí. 

 

Abri a caixa e encontrei o que menos esperava. Esperava ter remédios ou algo que ela queria me dar antes de morrer, mas isso? Seriamente, eu estava em choque.

 

— Ma-mãe o que é isso? — eu não acreditava no que via, não podia ter varias notas de dinheiro, um passaporte e uma arma ali dentro. 

 

— E-eu sei que parece estranho, ma-mas pegue tu-tudo que tiver aí... Tro-troque de roupa rápido... Vo-você s-só tem 15 minutos para... — ela ia falar alguma coisa depois, mas foi interrompida por uma tosse onde saiu um pouco de sangue pela sua boca. 

 

— Co-como assim? O-o que aconteceu a-aqui? Me explica? Po-porque você está a-assim? — eu estava desesperada, o que estava acontecendo ali? Por que minha mãe tinha uma arma escondida 

 

— Vo-você vai saber... Ma-mas não agora. Na-não por mim — ela cuspiu sangue outra vez... Eu estava em choque, não conseguia me mover, afinal o que estava acontecendo aqui? Por que tudo estava assim? Por que ela está me pedindo isso? E o mais importante. POR QUE EU TÔ OBEDECENDO? — Na-não temos te-tempo, vo-você precisa ir rápido. 

 

— Ma-mas mãe... — eu tentei falar com os soluços do choro, mas minha mãe me interrompeu.

 

— N-não... Fa-faça o que e-eu estou ma-mandando. I-isso é uma ordem — ela tosse mais uma vez, só que sai mais sangue do que antes. Assim que ela falou "isso é uma ordem" eu soube que ela não admitiria qualquer ação minha sem ser a que ela determinou. — Pe-pegue o dinheiro e-e o passapo-porte, se le-levante, tro-troque de roupa e-e vá embora. Me-me deixe a-aqui antes que voltem.

 

"Quem? Quem vai voltar?" Eu pensei em falar isso, mas eu sabia que ela me olharia com seu temido olhar decepcionado. Uni todas as minhas forças internas e me levantei com muita relutância. Peguei minha bolsa no chão e coloquei o dinheiro junto com o passaporte e a arma. Escorriam lágrimas dos meus olhos sem parar, não acredito que minha mãe tinha me pedido isso. Coloquei a bolça no ombro e me virei em direção ao sobretudo pendurado atrás da porta escancarada. Andei relutante até a peça de roupa cinza escura. O peguei-o e vesti, ficou um pouco grande, mas coube. Olhei pra minha mãe como se pedisse pra ela desfazer a ordem, eu não queria deixá-la, não podia deixá-la naquele estado. Meu coração doía tanto que preferia que ele estivesse sendo esquartejado do que sentir a dor de abandonar minha mãe naquele estado. Minha respiração restava falha, eu já não conseguia achar o ar. Com toda a certeza do mundo, meus olhos deveriam estar mais vermelhos que tomates já que estavam ardendo muito. Minha mãe ergueu um pouco a cabeça, mesmo com tamanha a dor que sentia, e sorrio. Nessa hora meu psicológico desmoronou. Como minha mãe poderia ser tão forte? 

 

— Você te-tem os mesmo o-olhos que seu pai... Azuis intensos... Você pa-parece tanto co-com ele. — seu sorriso se alargou como se lembrasse de alguma coisa. Eu não sinto falta de meu pai, ele nunca quis saber de mim, não é agora que eu vou querer saber de alguma coisa dele. — Agora vá... fa-faltam menos de-de 10 minutos. 

 

Olhei pra ela uma última vez, aquela não podia ser a última, ainda não tinha caído a ficha. Logo a minha mãe, a mulher que me deu à luz, que me protegeu, a mulher que me alimentou e cuidou. Ela sempre foi um exemplo pra mim, sempre quis ser uma mulher como ela. E lá estava eu quebrando todos os meus princípios e deixando minha mãe à beira da morte. Olhei fundo em seus olhos, dei uma última analisada em seu rosto e ela sorriso pra mim dando uma piscadela junto com um sinal de "ok" com a mão. Aquilo me fez lembrar daquele dia e consequentemente uma lágrima caiu.

 

~Flashback on~

 

— Aí — eu não consegui me equilibrar e acabei caindo de bunda no chão. 

 

Eu e mamãe estávamos praticando Kendo, uma técnica de combate japonesa. Adoro treinar isso, pegar na espada de madeira é como se pegasse numa de verdade. Só que o único problema é que eu nunca consigo ganhar de minha mãe. Aqui em Kingston estava muito quente o que me deixou muito feliz já que logo em meu aniversário de 11 anos tinha feito sol. Minha mãe apareceu em minha frente com um lindo sorriso no rosto e nessa hora eu vi que ela era a mulher mais linda do mundo. Seus olhos castanho emitiam ternura e honestidade, seu sorriso alegra a qualquer um que o encara, mas o que eu mais gosto nela é seu cheiro, um cheiro misturado de baunilha com lavanda. 

 

— Você está bem meu tesouro? — ela perguntou doce. Coloquei o sorriso mais fofo que pude em meus lábios e falei:

 

— Mamãe, será que quando eu crescer e for adulta eu posso ser como você? — tinha certeza que meus olhos brilhavam naquele momento. 

 

— Não meu tesouro — meu sorriso desabrochou, por quê eu não poderia ser como ela? — Você será você. Quando crescer, você vai ser essa pessoa incrível que você é. Você vai ser bem melhor que a mamãe. 

 

Com isso eu fiz um bico xoxo com a minha boca. Eu quero ser igual a minha mãe, uma mulher forte, decidida, tranquila e acima de tudo linda. Minha mãe era o ser mais perfeito na terra, ela é linda, esperta, ágil, extrovertida e engraçada. Eu amo ela.

 

Respondendo a minha cara de choro ela expressou um sorriso lindo e ergueu o braço direito num sinal de "ok" enquanto me dava um piscadela. Aquilo me fez ficar feliz, com aquele gesto ela me mostrou que confiava em mim. Senti uma lágrima de felicidade escorrer pela minha bochecha, sequei-a rapidamente e me levantei apoiando-me na espada. Posicionei-me e olhei pra minha mãe como se a desafiasse.

 

— Estou pronta mamãe... Vamos. 

 

~Flashback off~

 

Senti mais lágrimas escorrerem pelo meu rosto, lembrar daquele dia nesse momento é como se eu levasse trinta facadas no mesmo lugar. Eu não podia deixar minha mãe ali morrendo, eu tinha que chamar uma ambulância ou socorrê-la, mas ela tinha me dado a ordem e eu não podia desobedecer. Fui instruída dês que nasci a não desobedecer quando ela falasse "é uma ordem". 

 

— Por favor mãe... me deixa... — tentei o máximo possível não deixar minha voz falhar, mas nem tudo funciona como queremos. 

 

— Na-não, vá logo. Pe-pegue o primeiro voo pa-para bem longe daqui e-e desapareça... A-assim como eu te-te ensinei. Vo-você foi preparada pa-para isso de-dês que nasceu e-então você sabe o-o que fazer. — seu olhar era de ternura, mas sua voz era de autoridade. 

 

Analisei seu rosto e vi que aquela seria a última vez que a veria. A única pessoa por quem eu senti amor, a única pessoa que faz meus muros caírem. A partir agora ela só seria uma lembrança... Minha mãe... Foi com ela que eu aprendi o que era felicidade, foi ela que esteve ao meu lado quando eu estava triste, ela me ensinou a ser gentil e não ligar para o que as pessoas falam de você, mas digamos que eu não sou muito assim. Minha mãe me conhece melhor do que eu mesma, ela costumava a me dizer que não importasse o quanto te menosprezassem você tem que ser forte e continuar de cabeça erguida. Aquela seria a última imagem de minha mãe, ver ela deitada no chão, inteiramente ensanguentada. Olho pra ela pela última vez e me viro chorando horrores, ela estava me obrigando a dar as costas pra ela mesma. 

 

Esse foi o último tchau... O último adeus... a última lembrança...


Notas Finais


Eai o que acharam? Gostaram? Espero que sim, se gostou então espere o próximo porque eu juro que não decepcionarei você.

Beijos, até o próximo


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