História The Dark Side. - Capítulo 18


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Categorias Asking Alexandria, Bryan Adams, Elle Fanning, Falling In Reverse, Gerard Way, Hayley Williams, Ian Somerhalder, Lady Gaga, Machine Gun Kelly, Matt Bomer, Motionless In White, Nikki Reed, Rita Ora, Ruby Rose, Taylor Momsen, Zayn Malik
Personagens Ben Bruce, Bryan Adams, Cameron Liddell, Christopher "Chris Motionless" Cerulli, Danny Worsnop, Denis Stoff, Elle Fanning, Gerard Way, Hayley Williams, Ian Somerhalder, James Cassells, Matt Bomer, Nikki Reed, Personagens Originais, Ronnie Radke, Sam Bettley, Taylor Momsen
Tags Ação, Adultério, Aventura, Bruxa, Bryan Adams, Dark, Drogas, Elle Fanning, Festa, Ficção, Hayley Willians, Hentai, Heterossexualidade, Hospital, Ian, Ian Somerhalder, Insinuação De Sexo, Lily Rabe, Linguagem Imprópria, Luta, Magia, Mistério, Momsen, Mutilação, Nikki Reed, Ronnie Radke, Ruby Rose, Sangue, Side, Sobrenatural, Taylor, The, The Dark Side, Vampiro, Vampiros, Viajem, Violencia
Exibições 12
Palavras 4.563
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Poesias, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Boa leitura!

PS: Explicações nas notas finais.

Capítulo 18 - When the sun goes down


Fanfic / Fanfiction The Dark Side. - Capítulo 18 - When the sun goes down

T H E  D A R K  S I D E.

Chapter eighteen — When the sun goes down…

O Lado obscuro. Capítulo dezoito — Quando o sol se põe…

 

​"Quando você sentir o meu calor, olhe nos meus olhos

​é onde meu demônios se escondem" - ​Imagine Dragons.

 

GERARD WAY.

Dois dias depois.​

 

Soltei um longo suspiro... Estava cansado do trabalho. Meu quadril já estava quadrado de ficar sentado por tanto tempo. Já era a segunda cartela de aspirina do dia. Minhas costas doíam por ficar curvado. O design ainda não me agradava, algo estava errado no desenho de Lady Woo. Os cabelos estavam escuros demais, e não destacavam seus olhos amarelados. Ouvi suaves batidas na porta e desviei meus olhos.

Joanne entrou reluzente. Seus cabelos estavam brilhosos e arrumados em um rabo de cavalo firme, seus lábios se destacavam com um batom vermelho escuro e seus olhos maquiados. Ela usava um vestido cinza que se encontrava na altura do joelho, além dos saltos pretos e envernizados de bico fino. Sorriu, se aproximando de minha mesa com seu rebolado simétrico.

— Boa tarde Sr. Way — disse Joanne, me mostrando seus dentes brancos e quadrados.

Joanne faltou pelo período da manhã, a desculpa era uma consulta médica. Não terminei de ler o papel que ela havia me entregado na noite anterior pedindo permissão para sair. E pelos seus dentes, concluí que era ao dentista. Ela tinha se aproximado o suficiente para que eu pudesse ver que Joanne segurava em suas mãos pequenas um envelope cinza.

— Reluzente está, Srta. Nishimura.

Joanne assentiu como um agradecimento, me fitando com seus olhos grandes e puxados. Como de um anime japonês. Sempre havia sido atraído por garotas loiras e asiáticas, e estava noivo de uma ruiva inglesa. Sim, surpreendente afirmar, mas Ashlee era ruiva naturalmente. Ela gostava de intensificar o vermelho de seus cabelos, o deixando em um vermelho fantasia. Conheci Ashlee na Inglaterra, há sete anos atrás.

Fiz uma viagem rápida à Inglaterra. Minhas intenções eram voltar a Nova Jersey o mais rápido possível. Porém, o destino, como sempre, me contrariando, fez-me encontrar a pequenina garota sardenta que havia me encantado em uma loja de conveniências em Oxford. A ruiva desastrada derrubou café em meus sapatos. Nada legal para uma primeira impressão. Seis meses depois estávamos nos mudando para Nova Jersey. Três anos depois estávamos noivos e fazendo uma viagem sem volta para Los Angeles.

— Este envelope chegou há três dias. Estava entre os papéis da recepção, Shell deve ter esquecido de entregar, é do Sr. Bettley, do estúdio de Nova York — avisou Joanne.

Abri o envelope com sagacidade. Passava meus olhos pelas minúsculas letras pretas do papel sedoso e cinza com rapidez, o lendo com curiosidade; de saber qual intenção daquela carta inesperada, que requeria uma assinatura. Abri um sorriso perspicaz alcançando minha caneta com agilidade. Após assinar coloquei novamente o papel dentro do envelope com cuidado.

— Mande isto para Nova York o mais rápido possível — ordenei Joanne, estendendo o envelope para ela.

Joanne pegou o envelope de minha mão com sutileza. Se virou indo de encontro a porta. Desviei meus olhos para o computador, me ajeitando na cadeira. Ouvi os passos de Joanne pararem, sem entender a fitei, ajeitando minha gravata.

— Posso fazer uma pergunta audaciosa? — questionou com incerteza, se virando para mim.

Respirei fundo, apertei meus dedos sentindo seu olhar aflito sobre mim, me queimando. Fiquei alguns minutos em silêncio decidindo o que responder a ela. Joanne abaixou a cabeça.

— Não deveria ter perguntado, me desculpe Sr. Way — declarou cabisbaixa.

Em passos largos e cautelosos ela deixou a sala.

TAYLOR MOMSEN.

 

O crepúsculo vespertino se expunha com beldade. O sol estava se pondo com sagacidade sobre as altas e nuas árvores. Lá estava ele na linha do horizonte, demonstrando seus últimos raios. Deixando o céu em uma tonalidade alaranjada enquanto uma brisa fria se instalava pelos arredores. A grama de meu jardim já se encontrava enfeitada de pequenos flocos de neve. O dia se arrastou de uma forma tediosa, passei os últimos dois dias arrumando louças e trocando lençóis. Uma pequena nuvem de fumaça tóxica e fedida se expelia de meus pulmões, se dissipando com a brisa fria do crepúsculo vespertino.

— Pensei que a inesperada mudança, incluísse os cigarros e as bebidas. — Comentou Bryan.

Não tive o trabalho de virar para olhá-lo. Sabia que estaria vestindo a camiseta azul celeste de botão, as calças jeans pretas e os seus coturnos baixo de couro brilhante.

— Que engraçado! — exclamei. — Pensei que me mudando estaria livre de você, mas pelo visto estava errada — disse enquanto apagava o cigarro.

— Não vim te perturbar. Recebi uma ligação importante de um hospital. Pensei que iria se interessar, Sra. Mau Humor.

— Quem morreu? Não me importa! Se for Benjamin diga que eu irei fazer uma festa, durante o resto de meus dias — declarei com arrogância. Ele riu.

— Se ele morresse você estaria chateada. Não seja tão desalmada! Todavia, o que irei notificar irá lhe deixar preocupada.

— Desembucha Bryan — ordenei já irritada por seu joguinho de suspense.

— Ronnie! Caiu no palco em um ensaio em Los Angeles.

Pouco me importava, Radke só faltava quebrar o pescoço. Já havia perdido as contas de quantas vezes ele havia se machucado por descuidos, brincadeiras ou brigas. Nada que um gesso e analgésicos para a dor não curasse. Não iria precisar de mim. Poderia estar sendo insolente e egoísta, mas iria continuar ali. Ele tinha a namorada dele para isso, ela o levaria ao hospital para trocar o gesso e iria também comprar os malditos remédios para a dor.

— Foi levado ao hospital por ter quebrado a perna esquerda, porém, quando chegou... Ronnie começou a apresentar sintomas preocupantes, ele entrou em coma. Sei como ele é importante para você. Precisa estar lá! — declarou Bryan.

Me preocupei. Isto não era apenas mais um osso quebrado de sua coleção de machucados.

— E a namorada dele?

— Ela ainda está em Nova York.

Incrível como as namoradas de Ronnie eram inúteis em certo ponto. Tirando eu, é claro! Se fosse inútil como Amber ele não teria dado meu celular para contato de seu plano de saúde. A tia de Ronnie, Blair House, a viúva solidária, tinha morrido há alguns anos. E apenas ela tinha sua guarda legal. Seus pais estavam sumidos. Provavelmente em alguma praia paradisíaca do Caribe, tomando um bom Martini. Imbecis, como todos são imbecis, pensei.

— Tudo bem! Eu irei... Preciso apenas comprar as passagens, fazer as malas e blá, blá, blá aquela enrolação toda de sempre — afirmei cansada, sabendo que a viagem seria longa. Nem tanto, mas sim. Longa de certo modo!

Bryan me fitou com seus olhos azuis e abriu um sorriso de canto.

— Acho que já resolvi um dos problemas — avisou Bryan tirando de seu bolso dois papéis. — Faça suas malas, amanhã estaremos em na cidade dos anjos, querida.

 

[...]

 

GERARD WAY.

 

As horas passaram e eu continuava da mesma forma: curvado na cadeira em uma sala mal iluminada, com os olhos apertados atrás de meus óculos, tomando aspirinas que não faziam efeito. Uma dor insuportável! A pergunta de Joanne havia me deixado intrigado. Curioso e talvez até receoso por sua pergunta sem uma pergunta... Isso não faz sentido, pensei. Meu pescoço latejava, minhas pernas queimavam. Bati os olhos em meu relógio de pulso, vendo que estava na hora de partir.

Levantei de minha cadeira após desligar o computador, agradecendo. Peguei em minha gaveta uma folha de minha colega de trabalho, Lydia Baker. Um papel importante para o departamento de Lydia.

Lydia Baker era uma mulher astuta, que tinha brilhantes olhos castanhos. Era a diretora de um dos departamentos, como eu. Uma desenhista sagaz, que amava o que fazia. Era determinada e corajosa. Mas nada agradável para seus funcionários, ela era brava com eles. Mas tinha muito respeito. Levava a sério seu trabalho e cargo. Sua amizade era incrível, mas aprendi a não a magoá-la. "A vingança é mais doce do que doce, meu caro Way.", dizia ela com repulsa. Avistei Joanne em sua mesa, ela estava concentrada e com um olhar triste. Shell estava na recepção junto a Esmeralda.

Desviei meus olhos para a sala envidraçada de Joanne. Ela fazia rabiscos em um papel. Segui a até a sala de Joanne, adentrando-a. Ela desviou os olhos para mim.  

— Posso ajudar, Sr. Way? — indagou preocupada.

Eu não costumava ir até ela quando queria algo, e sim gritar por seu nome como um insano.

— Sua pergunta era capciosa? — indaguei pacificamente sendo direto. O tom de minha voz era baixo, não querendo que mais ninguém ouvisse.

— Não, apenas audaciosa e um tanto inocente! — afirmou, desviando os olhos. Mordeu os lábios com medo. Sabia que ela era tímida. — Podemos conversar em outro lugar? — questionou me olhando curiosa.

Fomos até minha sala. Coloquei novamente minha bolsa sobre a mesa e me apoiei sobre a mesma. Fiz um gesto para que Joanne se sentasse. Joanne fico em minha frente, ela andava de um lado para o outro pressionando sua palma com seu polegar enquanto mordia o lábio inferior. Estava começando a ficar com um certo medo de sua pergunta. Esperava para que ela falasse, não queria pressioná-la.

— O que eu poderia fazer de mal para você caso me perguntasse isso? — indaguei, olhando para meu relógio de pulso.

— Me demitir, ou colocar alguém em meu lugar. Eu não posso perder este emprego, teria que voltar para o Japão, voltar para meus pais. Arrumar um emprego em uma loja de sapatos e me casar com um retardado bêbado. Mas também não posso deixar de perguntar — declarou Joanne ansiosa e apavorada.

— E colocar Shell em seu lugar? Ela rouba canetas, imagina ela cuidando de minhas contas bancárias. Nem pensar.

Shell Wilson, roubava canetas e qualquer outra coisa. Ela tinha problemas sérios com furto. Joanne, Lydia e Joseph eram as únicas pessoas que eram mais chegadas a mim. E se despedisse Joanne, Lydia não iria me buscar cafés e muito menos mandar flores para Ashlee quando ela estivesse com tensão pré-menstrual. Suspirei ficando com medo de sua pergunta.

Joanne se aproximou com um ar sedutor e também apavorado, me olhou profundamente nos olhos então gesticulou…

— Sei que isto é errado, mas estou há dois anos trabalhando com você todos os dias, me sinto íntima. Como algo a mais. Eu amo você Gerard Way... Você gosta de mim?

Minha garganta fechou e uma gota de suor escorreu de minha testa. Baixei o olhar vendo aqueles olhos negros me encarando, com esperança de uma resposta positiva. Ela era dez anos mais nova que eu, me sentia horrível. Nunca tive a intenção nenhuma com Joanne.

— Sim, mas acredito que não da forma como espera. Não sei se posso retribuir os mesmos sentimentos, queria poder... Você é incrível, mas... — suspirei — eu estou com Ashlee, ela é minha noiva, nós temos um relacionamento de anos.

Seus olhos se encheram de lágrimas, algumas escorriam por suas bochechas. Joanne se virou de costas ainda cabisbaixa. Soluçava como uma adolescente que não queria ser ouvida, chorando baixo, para evitar que os pais percebessem. Com receio, pousei minha mão em seu ombro, tentando consolá-la de alguma forma. Mas sabia que não poderia! Já havia partido seu coração, matado suas ilusões e esperanças de um futuro próximo comigo. Me sentia um assassino canalha! Ela se virou delicadamente... Seus olhos ainda se encontravam inundados de mágoas e sonhos mortos, sua maquiagem estava borrada, suas bochechas levemente rosadas. Seus lábios vermelhos estavam entreabertos. A abracei, sentindo o cheiro doce de seu perfume feminino e infantil.

— Me desculpe, me desculpe, me desculpe Sr. Way — se redimiu. Era possível ver medo em seus olhos.

 

BENJAMIN BRUCE.

 

Minha cabeça já rodava por causa dos tantos cigarros que havia tragado naquela tarde. O frio já havia se instalado por toda a New York. Flocos de neves pousavam com delicadeza sobre o parapeito da janela. Doses de whisky aqueciam minha garganta. Uma brisa de inverno fazia meus cabelos voarem com sutileza. Meus lábios já se encontravam arroxeados, meus dedos frios. Tocava algumas notas simbólicas nas cordas velhas de meu violão. Nada que realmente fizesse sentido.

Danny saiu da sala de reuniões, vestido como um velho cowboy do Tennessee, que acabara de sair de um filme regravado. Mas era um cowboy social... Camisa de botão preta, calças e as botas curtas do almejado couro de cobra chileno. Só não usava chapéu por estar em uma reunião de negócios. Ouvi saltos baterem contra o chão de madeira escuro. E o cheiro vivo de sangue se esvaindo pelos ares conforme as moças se distanciavam. Danny jogou na minha frente um maço de papéis grampeados. Milhares de letrinhas pretas e no final da página uma assinatura; Rebecca Moore Del Rei. Uma letra cursiva e arredondada.

— Mais um contrato assinado com as irmãs Del Rei — disse Danny empolgado. Se serviu com whisky e se sentou.

Dois sofás de couro, uma mesa de centro, chão de madeira escuro — já com algumas tábuas soltas —, disco e quadros nas paredes. Um vaso de samambaias. Uma grande janela, que dava a visão do Centro Park. As árvores estavam nuas e o gramado coberto de neve.

— Espero que aquelas piranhas não nos processe de novo! James precisa ficar longe de Deise — retomou com preocupação enquanto passava seus olhos pelos quadros nas paredes.

Discos de ouro e obras artísticas de velhos pintores romanos. Continuei a tocar, não estava com vontade de jogar conversa fora.

— Viu o Cameron? — perguntou Danny se levantando.

— Está com Sam e James naquele bar da rua Duanne.

Danny havia saído silenciosamente. Então retomou me questionando.

— Você acha que Lucy voltou para te buscar ou avisar?

— Sinceramente não sei…

— Se ela quisesse te levar, já teria levado. Então o problema não é com você. Eles estão aprontando outra coisa...Talvez tenha vindo avisar que os outros três estão vindo para Nova York. Mas o que eles querem…

— Por que três, Danny? — questionei aflito. Se for o que estou pensando, estou totalmente ferrado.

— Rannyna procurou Hayley em Londres para tentar quebrar a ligação que existe entre todos. Ele está vivo, Benjamin... E pelo o que entendi, eles querem sua cabeça como uma decoração de sala.

 

GERARD WAY

 

Abri a porta de casa ainda calado. Eu era um canalha que partia corações. Ashlee nunca iria me perdoar, talvez eu nunca me perdoe... Me coloquei na situação dela e com certeza eu não iria perdoar. Os lábios vermelhos de minha assistente eram um perigo, ela era viciante e quente. Hábil, ágil, sagaz, maliciosa e... Diferente! Suas mãos pequenas, os cabelos escuros. Os olhos puxados e negros, tão intensos! A pele macia... Me sentia um criminoso. Eu era um. Um ladrão de beijos. Um homem ruim, que na primeira oportunidade que tinha, estava lá... Na casa de sua assistente, transando com ela em sua cama dura. E fingindo que não existia uma aliança em seu anelar.

A consciência pensava a cada minuto. Eu sou um canalha, eu sou um canalha, eu sou eu canalha, eu sou um canalha, eu sou um maldito canalha. No último ano, meu relacionamento com Ashlee estava indo água a baixo, mas isso não era nenhum motivo para trair minha namorada com minha assistente. E se Taylor me desse essa chance? Iria trair minha namorada com a loira gostosa? Com a maldita loira gostosa? Talvez! Sim! Com certeza! Eu sou um maldito canalha traíra. Não tinha que me sentir mal por isso, eu traí, e tenho que me conscientizar que traí. Precisava contar a Ashlee que tinha... Feito. O que ela iria dizer ou pensar não me importava, não podia continuar a jogar desta forma: Sorrir para Ashlee no café da manhã e estar jantando com minha assistente ou estar jantando minha assistente. Eu sou um canalha.

Joguei minhas coisas sobre o sofá e fui até a cozinha. Lá estava ela; cozinhando para mim toda sorridente. Usava uma de minhas camisas sociais. Estava amassada e com os botões abertos, por baixo disso uma lingerie vermelha rendada. Seus cabelos jogados sobre o ombro. O rosto lavado. Sua bochechas estavam rosadas pelo fogo, seus olhos brilhantes. Ela cantarolava felizmente, enquanto movimentava seu corpo picando uma cebola roxa. Me lançou um olhar curioso e sorriu. Se inclinou para a frente e disse com prazer:

— Olá bonitão.

 

TAYLOR MOMSEN

 

Despejei minhas duas malas e fui na direção de Bryan, que estava mexendo em seu celular. Usava óculos e boné. Uma forma de se esconder dos fãs malucos. Eu nem me preocupava, em todos os lugares em que ia tinha algum fã de meu Twitter gritando e correndo em minha direção. Com seus braços abertos, alguns eram mais agressivos e mal humorados (como eu). Sem contar com os paparrazzis, todo canto tinha um carregando sua câmera grande. Com flashes cegantes e perguntas constrangedoras.

Bryan suspirou, descartou uma ligação, respondeu mensagens, tirou fotos com fãs e finalmente sentou. Sorriu sinceramente para mim. Um sorriso rápido sem mostrar seus dentes brilhantes, mas um sorriso sincero.

Me deixei levar, brincando com uma mecha de meu cabelo. Pessoas passavam apressadas, preocupadas, sonolentas e sorridentes. Enquanto carregavam suas malas e bolsas e até mesmo suas crianças. Algumas dormiam como anjos e outras estouravam meus tímpanos com seus berros agudos de "Me alimente”, "Troque minha fralda suja", "Me leve para casa".

— Quanto tempo ainda falta?

Indaguei, já impaciente pela demora. Novamente me sentia parada, e como odiava isto! Bryan especulou uma vitrine de doces e se levantou me ignorando. Revirei os olhos. Estávamos sentados em uma lanchonete dentro do aeroporto. Pequenas mesinhas brancas e em nossa frente, um balcão. O cheiro forte de café invadia minhas narinas violentamente. Um cheiro delicioso.

Me lembrava bastante da cafeteria no sul da Romênia, uma cidade pacata perto de altas montanhas. Um cheiro bruto e totalmente agradável. Minha mãe adorava as férias de verão, quando podíamos viajar. Havíamos ido duas vezes para Romênia atrás de uma erva para um feitiço complexo. E sempre fugíamos para essa cafeteria no sul. Lembro que Morgan gostava de tomar o café enquanto apreciava o céu azul sobre sua cabeça. Ela tragava um cigarro pacificamente, como um bilhete para a paz. Ela se aliviava com aquilo. Insano ver como aquilo a agradava. Como as pequenas coisas a agradavam.

Bryan voltou. Ele estava calado e preocupado. Trouxe consigo dois croissants e dois copos de café. Peguei um delas. Ele não se preocupou e começou a comer. Achava estranho se alimentar de comida humana e não de humanos.

 

 

[...]

 

O voo 1323 havia pousado em Los Angeles há uma hora atrás. Já estava a caminho do Hospital. Bryan não estava comigo. Ele ficou para cuidar de algumas de suas coisas. Prometeu que logo estaria de volta ao hospital. Bryan continuava calado, e aquilo estava me irritando, ele parecia estar escondendo algo de mim. Estava muito suspeito.

Adentrei pela porta principal do hospital. Uma recepção no centro de tudo. As paredes eram brancas e depressivas. As pessoas que circulavam por alii tinham cara de tédio. Salas e corredores sem fim. Segui até a recepção. Um mulher gorducha e com os olhos castanhos apertados atrás de duas lentes grandes, de seus olhos pretos.

— Estou procurando o paciente Ronnie Radke.

— Você é da família? — perguntou a recepcionista.

— Ainda bem que não! — afirmei sorrindo, sarcástica.

A mulher continuou da mesma forma, não levou em consideração minha brincadeira.

— Posso perguntar qual é a natureza da sua relação com o paciente?

— Amigos.  —  Disse.

— Nome completo? — perguntou desinteressada.

— Taylor Angeline Michel Momsen.

A mulher começou a digitar em seu computador. Ergueu uma caneta em minha direção e logo depois um caderno grande. Assinei meu nome no livro de visitas. Após alguns minutos ela me entregou um adesivo de acompanhante, para colocar no peito. E assim fiz.

— Quarto 323, terceiro andar.

Já se passava das três da manhã. Tudo estava silencioso pelos corredores. Médicos passavam com seus jalecos brancos e perfeitos. Rostos cansados. A penúltima porta do corredor. Quarto 323. Terceiro andar. Pousei minha mão sobre a maçaneta abrindo a porta com cautela.

Chão e paredes brancas, uma janela grande que ajudava a iluminar o quarto. No centro de tudo, lá estava ele. Fiquei espantada com o estado lamentável de Ronnie: rosto pálido, os lábios secos, uma manta fina cobrindo-lhe até a metade do peito, diversos fios conectados a aparelhos de monitoramento, uma cânula de soro espetada na mão esquerda, sua perna esquerda engessada, hematomas roxos por seu corpo, cortes em seu rosto. Suspirei, me aproximando da cama. Passei meus olhos novamente, para ter certeza que aquilo não era um erro. Me sentei na beirada da cama, pegando sua mão com delicadeza.

Lhe acariciava com sutileza e talvez medo de lhe machucar. Seu coração batia fortemente, me fazendo abrir um sorriso de canto.

A porta do quarto foi aberta, me fazendo desviar os olhos. Um médico! Alto, magro, amedrontador, vestido completamente de preto, apenas o jaleco branco iluminava sua figura irada. Seus olhos eram pretos, e os cabelos na altura dos ombros também pretos. Sua pele extremamente clara e pálida. Ele parecia ter acabado de matar alguém. Em sua boca tinha piercing's, usava uma maquiagem escura nos olhos. Eu estou enxergando direito?, pensei.

— Um astro do rock fantasiado de médico? — perguntei.

— Como dizem meus colegas de trabalho: um satanista psicopata mal humorado e cético — riu irônico. — Gostava de enlouquecer o palco com meu som, até meus irmãos me convencerem a fazer a faculdade — disse. Sua voz era sedutora e também tinha um sotaque diferente. Ele se aproximou saindo do breu escuro do canto da porta.

— Doutor Zummbach — se apresentou, o sotaque era evidente em sua fala. Era uma mistura sólida. Um sotaque forte da Romênia, mas também tinha um pouco de Inglês. O sotaque inglês da Inglaterra.

— Momsen — disse.

Doutor Zummbach desviou os olhos para Ronnie. Ele era extremamente novo, parecia ter acabado de sair da faculdade e talvez de um palco.

— Sou infectologista e nefrologista, especialista em diagnósticos. Peguei o caso do seu namorado apenas por pressão da minha irmã, então não se impressione comigo — disse sério e sincero.

— Ele não é meu namorado.

— Eu sei — disse. — Queria apenas ver o que iria falar.  

— O que Ronnie tem?

Ele suspirou, desviando os olhos para Ronnie. Doutor Zummbach tinha a crueldade em seu olhar, tudo era negro dentro de seus olhos.

— Além da perna quebrada... Uma infecção que está se espalhando pelo corpo. Minha equipe está administrando medicamentos para podermos ter tempo de descobrir o que é. Ele irá ficar bem. Nós não falhamos — afirmou.

— E o coma?

— Trauma por queda, acidente. Não teve danos no crânio então não é grave. Já fizemos exames mais detalhados, e com certeza Ronnie não terá sequelas

— Então ele irá acordar?

— Há quanto tempo está aqui? — questionou confuso.

— Acabei de chegar de Nova York.

— Ronnie sai de um coma e entra em outro. Então não posso lhe responder. Pode ficar assim pra sempre.

— Sério?

— Não! — riu. — Ele irá acordar de verdade.

Percebi que em seu dedo indicador da mão direita tinha um anel da pedra da lua, o anel era antigo. Ele aparentemente não havia percebido pois desviei meu olhar rápido. Tentei invadir sua mente enquanto olhava fixamente nos olhos. Ele sorriu de canto, e um barulho estranho começou a tocar. Doutor Zummbach tirou de seu bolso um pequeno aparelho preto.

— Adoraria que você continuasse a invadir minha mente pequena Taylor, porém tenho coisas mais importantes para fazer — disse ele antes de sair do quarto fechando a porta.

 

[...]

 

O sol expunha seus primeiros raios com preguiça. Na linha do horizonte, atrás de nuvens sobrecarregadas de amor. A chuva estava prestes a chegar…

Duas enfermeiras vieram durante a noite trocar medicamentos e limpar os machucados de Ronnie. Saí do quarto... Precisava de um tempo, nem que fosse por cinco segundos. Prendi meus cabelos enquanto perambulava pelos corredores do hospital.

Minha cabeça rodopiava, tentava não ouvir meus pensamentos; porém era impossível. Aquele Doutor tinha muitas coisas a explicar. Ele realmente era um médico? Zummbach não era um nome estranho! Tinha ouvido poucas vezes, e todas elas saíram da boca de minha mãe. Ela odiava os Zummbach por um motivo desconhecido por mim. Talvez Brian soubesse…

Mas apostava que ele não iria me dizer nada, e muito menos num quarto de hospital. Sabia que essas pessoas não eram nada boas.

Meu corpo bateu contra algo duro e gelado. Me empurrando para trás de uma forma brusca. Ouvi um barulho de algo caindo do chão. O corredor estava deserto. Exceto por mim e a outra pessoa... Ergui o olhar, vendo um médico me olhar assustado.

Seus olhos eram azuis como o céu, e seus cabelos tinham cor de chocolate, partindo para um dourado iluminado. Um jaleco branco passado e perfeito. Ele estava acompanhado de mais duas pessoas. A mulher se virou escondendo seu rosto e seguiu andando para onde tinha vindo, seus cabelos eram longos e ondulados, tinha por volta de um metro e meio de altura. A outra pessoa era o tão esperado doutor Zummbach. Seus cabelos estavam presos em um coque frágil no alto de sua cabeça, ele usava a mesma maquiagem escura nos olhos e as roupas pretas: calça jeans, camiseta. Em seus pés um tênis também preto.

— Falei que ela iria aparecer!

Conversavam entre si. Se entreolhavam como se estivessem sozinhos.

— Ela tentou invadir minha mente ontem quando conversávamos. É lógico que não iria fugir como uma covarde, ela é a filha da Lucy, se esqueceu? — disse Zummbach.

— Ela não é a filha da Lucy. E a Lucy é uma covarde — exclamou o outro.

— Eu estou aqui!

— Não somos cegos — disse Zummbach, com seu mau humor sólido.

O impacto foi muito forte ou esses dois são irmãos?, me perguntei em pensamento. A forma que falavam era igual, o jeito de olhar (mesmo os olhos não sendo da mesma cor), o mesmo sotaque, textura de cabelo. Como era evidente a ligação entre os dois. Por um segundo eles me lembraram de Benjamin. O mesmo jeito de olhar, a forma que os lábios se mexiam, o sotaque parecido. A forma de como Zummbach olhava era a mesma que Benjamin. Um olhar frio e manipulador, mas por trás de toda a escuridão existia um coração frio batendo. Existia um alguém querendo sair do mar negro de terror. Uma coincidência estranha.

— Isso não importa! — disse o senhor mau humor, ouvindo meus pensamentos — Isto não estava planejado Kayo! — disse ele para o tal Kayo, que o fitava, e volta e meia me lançava um olhar curioso e assustador. Como de uma criança em pânico, mas com curiosidade.

— Eu sei que não. Você sabe o fazer — Kayo verificou seu relógio de pulso — Tenho uma cirurgia agora. Nos encontramos depois do almoço — disse ele, saindo andando.

— O que eu farei com você? — perguntou Zummbach.

— Me responde seu nome primeiro!

Ele me analisou dos pés a cabeça.

— Quem é seu amigo e quem é a mulher que saiu andando?

— Acredito que senhorita curiosidade faz perguntas demais  — disse ele, fazendo pouco caso de mim.

— Você me lembra alguém…

— Quem? O cara com quem você tem sonhos eróticos? —  riu sarcástico.

— Não, um ex-namorado. Benjamin — disse. Sua reação foi diferente do que eu poderia esperar: ele se calou, seu semblante mudou.

— Que peninha. Adoraria estar em seus sonhos, mas talvez eu seja muito mais que apenas um sonho — sorriu malicioso, me mostrando seus dentes brilhantes. E lá estava... Suas presas! Um vampiro com toda a certeza.

Seguiu andando com pressa, entrou no primeiro corredor a direita e sumiu. Me deixando sozinha no deserto corredor.

 

 

Continua...


Notas Finais


Olá seres humanos belos, acredito que vocês estão querendo minha cabeça (LOL). Um mês e alguns dias sem postar um capítulo, ou dar sinal de vida por estes arredores. Mas, não se preocupem, eu trouxe um capítulo novinho para vocês. Como já disse, lá na minha timeline (quem não é meu amigo, não viu), eu notifiquei e me redimi diversas vezes; o capítulo tinha sido mandado para uma betagem, tive problemas com o pedido, e acabei indo parar em outro site. Fiz o pedido a dois dias a trás, e ele já chegou. Não estou crendo nisto, é maravilhoso! Enfim, como eu sou um pessoa bem gentil quando não estou com fome (alias eu já estou alimentada, por isso a gentileza), irei postar amanhã o capítulo 19. Virão como sou legal? Sim, eu sou!

O capítulo 20 já está quase pronto, mas eu não irei postar (tão cedo). Vou terminar de escrever, mandar para a betagem e trago para você. Como minhas aulas já terminaram, e a temporada começou talvez as águas não fiquem tão baixa para mim, eu costumo "trabalhar" na temporada, e isto acabará ou não... Me prejudicando, espero que não. Darei o máximo de mim, para poder estar postado para vocês. Peço mil desculpas, por este atraso. Eu costumo ser pontual (e me orgulho disso), só que as vezes realmente não dá. Escrever é algo que não tenho preguiça, mas... eu tenho constantemente o famoso bloqueio de criatividade, e isto me atrapalha muito. Espero que me entendam, e que gostem bastante do capítulo.

The Dark Side, está se pondo nos trilhos, eu estou conseguindo deixar está fanfiction da forma que gosto, e espero continuar assim. Me desculpem que acabo pisando na bola com vocês, com os capítulos, ou quando não resolvo fazer manutenção e vocês tem que ler tudo de novo (LOL). Bom, me desculpem de verdade.

Amanhã dia 27 de novembro, tem CAPÍTULO NOVO.

Gratidão, pela sua atenção. - Sky.

XOXO


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