História The Darkest Side - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias O Lado Mais Sombrio
Personagens Personagens Originais
Exibições 3
Palavras 2.154
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fantasia, Ficção, Magia, Romance e Novela
Avisos: Homossexualidade, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 4 - Pijama Party


Caminhamos lado a lado até minha casa. Ele tenta segurar minha mão algumas vezes durante o percurso e em todas elas lhe dou um tapa bem forte, até ele desistir.

Eu não sei exatamente o que estou pensando. Meu amigo de infância, que agora é um homem bem atraente dormindo na minha casa sem meus pais por perto. Eu nunca dormi sozinho com Jeb. Mas, não vai acontecer nada, então não há motivos para eu me sentir culpado.

Quando chego na porta de casa, paro Morfeu abruptamente antes que ele possa ter tempo de processar meu movimento.

- Escute bem. – Digo, olhando para ele firmemente. – Sem gracinhas. E você sai amanhã depois de mim, não quero correr o risco de Jeb ou Jen te pegarem saindo da minha casa e tirarem conclusões precipitadas ao verem que meus pais não estão aí. Entendeu?

- Sim, senhor. – Ele assentiu. Decido que vou lhe dar um voto de confiança.

-Err... Hmm... P-Pode... – Gaguejo, sem jeito, após abrir a porta, indicando a entrada com a mão.

- Que graça. Você fica sem ação perto de mim. Eu sabia que meus sentimentos eram correspondidos.

- Deixe os sonhos para a hora de dormir. – Retruco, me recompondo.

- Pode ir na frente, amor. Eu tenho que pegar algumas coisas no carro, que, aliás, só está aqui por conta da gentiliza de uma das garotas da sua escola. Eu nem precisei dizer o caminho. Qual era o nome dela mesmo? Tiffany? Thalia...

- Taelor. – Ótimo. Tudo que eu mais queria era que ela soubesse que Morfeu irá dormir na minha casa.

- Isso! Taelor. Que garota encantadora. Enfim, eu volto daqui a pouco.

- Tanto faz. O quarto de hóspedes é o da esquerda, lá em cima. – Dito isso, fecho a porta e vou para o meu quarto subindo a escada de dois em dois degraus. Depois bato a porta e a tranco em seguida.

O que eu estou fazendo? Por que eu estou deixando ele dormir aqui?

Na verdade, eu sei as respostas para essas perguntas, mas elas me assustam muito, então resolvo deixar isso para lá.

Tiro os coturnos e calço minhas pantufas, deixando para tomar banho mais tarde. Descendo as escadas devagar, e percebo que Morfeu ainda não entrou.

Menos mal.

Vou até a cozinha e pego um pedaço do bolo de hoje cedo, agora mastigando-o devagar. Se Morfeu entrou na casa em algum momento, foi muito silencioso, pois os únicos sons que ouço são os da minha mastigação. Tomo um copo de água e resolvo voltar para o meu quarto, porém, quando chego no terceiro degrau, acabo escorregando numa meia que eu tinha largado na tarde anterior. Me preparo para o impacto, mas a única coisa que sinto são braços fortes envolvendo minhas costas.

- Existe algo que poderia ser mais clichê do que essa cena? – Ele me gira para que eu possa encara-lo. – Para quem estava reclamando das minhas cantadas agora há pouco, você não se saiu muito melhor.

- Cala a boca. Eu só escorreguei. Você que parece ter a habilidade de ser extremamente inconveniente. – Digo, tentando me livrar de seus braços. Porém ele é mais forte e me segura mais firme. A proximidade é tanta, que nossos narizes quase se tocam.

- Ah, Art. Nós não vemos há quase um ano. Que tal uma trégua? – Ele me coloca no chão a sua frente. – Eu prometo ser bonzinho e só fazer coisas clichês.

Ele faz uma cara de cachorro abandonado. Eu sei que é tudo faixada, mas eu realmente senti falta dele. – Tudo bem. – Digo. Seus olhos se iluminam.

- Vamos começar com uma festa do pijama.

- Ok. E o que você tem em mente?

 

...

 

- Sério?

- Qual é? Cookies é uma tradição em festas do pijama.

- Como você pode saber disso se no País das Maravilhas não tem festas do pijama?

- Eu observo muito o mundo humano. Agora, para de ser chato e pega a farinha e o leite.

Eu me sinto uma criança de novo com Morfeu ao meu lado e ingredientes de biscoito espalhados por toda a cozinha. Ele pega algumas gotas de chocolate e enfia na boca.

- Ei! Desse jeito não vai sobrar para os cookies. – Finjo reclamar.

- Você sempre é tão chato assim? – Ele dá um sorriso, me provocando.

- Eu? Chato? – Pego um pouco de farinha e jogo nele, com um sorriso infantil no rosto.

- Arthur Victor Gardner, você não fez isso. – Ele força uma voz dramática. – Você acaba de invocar a ira de um dos intraterrenos mais forte do País das Maravilhas.

- E você acha que eu tenho medo de você? – Lhe olho, desafiando.

Ele começa a se aproximar de mim, como uma mão escondida nas costas. Quando ele chega perto o suficiente, quebra um ovo no topo de minha cabeça.

Quando me dou conta, estamos brincando de pega-pega na cozinha, cada um com dois ovos em cada mão, sendo a mesa, a única coisa que nos separa. Depois de alguns minutos de empasse, acabo arremessando os dois ovos de minha mão direita nele, um acertando seu peito e o outro o armário embaixo da pia. Ele revida acertando minha perna e meu ombro direito, espalhando gema e clara de ovo por toda a extensão do chão da cozinha. Recomeçamos a corrida, e quando ele finalmente me alcança, os dois caem no chão escorregadio, rindo como duas criancinhas bobas, Morfeu de barriga para cima e eu por cima dele.

Ainda em meio à crise de riso, surpreendo a nós dois quando aproximo meu rosto do dele e o beijo. Ele não hesita nem um segundo e retribui o beijo com mais intensidade.

- Senti sua falta. – Sussurro em seus lábios. Ele olha para mim, estarrecido e puxa meu pescoço, juntando nossas bocas novamente.

Por um momento eu não me importo com o cheiro de ovo que emana de nós, nem com os cookies abandonados, nem mesmo com Jeb. Só existe seus lábios nos meus.

- Era tudo que eu queria ouvir. – Ele se levanta, ainda comigo grudado em seu pescoço, e começa a nos guiar escada acima, minhas pernas enroladas em sua cintura, os beijos ganhando mais intensidade a cada degrau.

- Que tal um banho? – Ele pergunta de maneira maliciosa, aproveitando-se da situação. Só tenho forças para fazer um sim com a cabeça, meu lado intraterreno assumindo total controle sobre meu corpo, minhas ações e meus pensamentos.

Imagino que as flores nos azulejos do banheiro ganhem vida e estiquem seus caules formando uma algema, prendendo os braços dele. De repente, Morfeu se vê preso contra a parede do banheiro.

As joias em seu rosto brilham, revelando o quanto ele está excitado.

- Não sabia que você gostava desse tipo de jogo. – Imagino outro caule cobrindo sua boca, forçando uma mordaça improvisada.

Primeiro, arranco o avental que ele tinha colocado, afim de evitar se sujar, puxando bruscamente, revelando uma camisa social fina branca de botões que são arremessados no chão do banheiro devido a minha força exagerada. Uma vez que jogo os restos de sua camisa no chão, me permito apreciar seu corpo antes do próximo passo.

Seu tórax magro, levemente definido cintila sob a luz forte do banheiro. Corro os dedos pela sua barriga, observando-o sua pele arrepiar sob meu toque. Depois beijo seu pescoço, deixando marcas leves e desço, dando mordidas fracas em seus mamilos. Ele se contorce e geme de prazer, me incentivando. Paro um pouco abaixo de seu umbigo e me ajoelho para tirar seu cinto e depois sua calça, bem devagar, instigando-o.

Arthur, você me deixa louco.

Depois de jogar a calça longe, e deixando-o somente com uma cueca box preta, reparando em seu membro que estava bem marcado, me levanto e imagino a mordaça saindo de sua boca, deixando as algemas ainda intactas. Percebo que seu rosto está corado.

No momento que a mordaça se vai, ele me beija desesperada e apaixonadamente. Colando meu corpo no seu, imagino os caules se afrouxando, dando-lhe algum tempo de liberdade.

Assim que suas mãos se libertam, ele começa a me despir, deixando blusa e calça em frangalhos. Quando nós dois estamos só de cueca, prendo suas mãos de novo, só que dessa vez nas paredes dentro do box do banheiro. Enquanto ligo o chuveiro, posso sentir o calor que emana de seu corpo, um calor quase febril. Era de se esperar. Ele deve ter aguardado isso por bastante tempo.

Quando finalmente regulo a temperatura da água, me volto novamente para Morfeu. Dessa vez seus olhos são suplicantes.

Eu junto nossos corpos de novo e o beijo no pescoço, enquanto minhas mãos, rasgam sua cueca. Ele geme, mas eu o interrompo mordendo seu lábio.

- Arthur. – Ele sussurra cheio de desejo.

Certo, eu já o fiz esperar demais.

Eu ajoelho no chão molhado e seguro seu pênis completamente ereto em minhas mãos e depois começo a chupar sua cabeça bem devagar, escutando-o delirar acima de mim. Antes de ir mais fundo, libero suas amarras. Imediatamente, suas mãos enroscam em meus cabelos, fazendo minha cabeça se movimentar com mais rapidez e a aprofundar mais o boquete. Quanto mais ele geme, mais excitado eu fico. Depois de alguns minutos, ele aumenta ainda mais a velocidade de suas mãos, os gemidos se intensificando, seu corpo se contorcendo de prazer. Então, quando sinto o jato quente na minha boca, nem me surpreendo. Engulo tudo olhando para ele, que agora parece mais relaxado. Levanto do chão e vou de encontro a sua boca, mas agora é a vez dele de me surpreender prensando-me contra a parede, e influenciando a água que cai do chuveiro a contornar meus pulsos erguidos e me prender. Tento me desvencilhar, mas a água é dura feito pedra.

- Minha vez de brincar, amor.

Antes que eu tenha tempo de usar minha magia, ele fica sob um joelho e começa a retribuir o oral, fazendo com que eu perdesse totalmente a linha de raciocínio.

Sua boca quente percorre todo o comprimento de meu membro, sua expressão mostrando que ele adorou o fato de conseguir me excitar.

Como se ele já não soubesse disso.

Quero me soltar. Quero segurar seu cabelo azul encharcado em minhas mãos, mas seu contato me desvirtua de qualquer pensamento coerente o suficiente para liberar minha mágica e me soltar.

Quanto mais eu gemo, mais ele aumenta a velocidade, suas mãos nas partes que sua boca não consegue alcançar. Sinto que vou explodir, meu corpo tendo espasmos involuntários.

- Morfeu... – Digo, arfando.

Ele me olha maliciosamente enquanto gozo em sua boca, soltando um gemido fraco. Ele lambe os lábios e me liberta de minhas amarras.

Nossas bocas se encontram, desesperadas uma pela outra. Ele me beija, um beijo tão apaixonado que não posso fazer outra coisa senão retribuir sua intensidade. De repente ele para.

- Por mais que eu esteja adorando isso, – Ele diz, ainda arfando, com um sorriso bobo no rosto. – Esse cheiro de ovo está me deixando enjoado.

Ele pega o shampoo na cantoneira, despeja um pouco na mão e começa a lavar meu cabelo, o mais delicadamente possível. Enquanto eu começo a tirar a espuma da minha cabeça, ele esfrega seu cabelo rapidamente com um pouco do produto. Quando a espuma se vai, ele me beija, agora mais ternamente, desligando a água e me pega no colo, abruptamente.

- Acho que a gente deveria terminar isso no quarto, não?

 

...

 

Ele nos conduz até meu quarto, deixando um rastro de água pelo caminho. Ele me joga na cama e cai por cima de mim, os beijos voltando a ter intensidade. Quando ele começa a beijar meu pescoço, aproveito o momento para pegar um lubrificante que eu guardava no criado mudo perto da minha cama para quando tivesse minha primeira vez com... Com quem mesmo?

Ele toma o potinho de minhas mãos e passa um pouco nos dedos indicador e médio, logo em seguida introduzindo-os em meu ânus.

Gemo baixinho enquanto ele estimula minha próstata, sentindo mais prazer do que eu pensei que sentiria. Ele insere mais um dedo, mas desta vez não reprimo o gemido. Ele beija meu pescoço deixando marcas.

Como ele está distraído, inverto as posições e o deixo por baixo, já não aguentando mais sua demora para me penetrar. Sento em seu colo, encaixando nossos corpos. Ele me olha, surpreso pela minha iniciativa e com um olhar cheio de aprovação e desejo. Começo a rebolar em seu colo enquanto ele me masturba, seus dedos são ágeis e delicados em meu pênis. Ele senta na cama e começa a se movimentar mais rápido, suas mãos acompanhando o ritmo de seus quadris. Ele goza primeiro. Sinto seu líquido quente me preenchendo enquanto ele tem leves espasmos, logo em seguida ejaculo em sua mão.

Caio em cima dele, exausto, ambos arfando.

Ele se vira para mim com uma expressão infantil no rosto. – A gente pode fazer uma festa do pijama amanhã também?


Notas Finais


Desculpem a demora.
Aulas corridas.
Nessas férias atualizo com mais frequência.
Obrigada por ler <3


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