História The Darksouls - Capítulo 36


Escrita por: ~

Postado
Categorias Magcon, Shawn Mendes
Personagens Cameron Dallas, Hayes Grier, Jack and Jack, Nash Grier, Shawn Mendes
Tags Camila Cabello, Darksouls, Dylan O'brien, Ficção, Grace Portman, Magcon, Shawn Mendes, The Darksouls
Visualizações 169
Palavras 1.895
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Desculpem-me pela ausência de capa de capítulo!
Explicações nas notas finais!
Espero que gostem <3

Capítulo 36 - I can't leave my brother alone


Havia uma venda em meus olhos enquanto caminhávamos pelo que parecia ser um extenso corredor. Minhas mãos estavam algemadas, assim como meus pés estavam presos em correntes, limitando-me apenas em conseguir dar pequenos passos. Enquanto caminhávamos, incontáveis vezes tentei me teletransportar para qualquer lugar que vinha em minha mente, porém, era como tentar sair da Central; eu conseguia sentir o local, mas toda a vez que tentava agarrar-me a ele, a imagem simplesmente fugia de mim.

Além disso, também sentia-me impotente. Teriam cuidado da espécie de tiro que levei em minhas costas, mas mesmo assim, era como eu não obtivesse forças o suficiente para usar meu poder em si. Eu apenas não conseguia identificar se era devido ao tiro ou ao vírus que circulava pelo meu corpo naquele exato momento.

— Chegamos — ouvi o garoto dizer ao meu lado. Seu tom era calmo, mas ao mesmo tempo sério enquanto podia ouvir o barulho de grades rangendo. Contorci-me, tentando imaginar há quanto tempo eles escondiam-se naquele local.

As algemas foram retiradas dos meus pulsos enquanto sentia uma mão em minhas costas empurrarem-me fracamente para dentro da cela. Com as mãos livres, retirei a venda dos meus olhos, no exato momento que encarava o local onde estava, as grades fecharam-se atrás de mim.

Mesmo que estivéssemos presos em um lugar desconhecido, que houvesse milhões de perguntas e medos rondando minha mente naquele exato, a única coisa que conseguiu escapar dos meus lábios foi o mais puro alivio enquanto corria em direção a única silhueta que eu queria ver naquele momento e envolvia meus braços em seu corpo, enquanto os seus envolviam minha cintura com força.

— Shawn — sussurrei, sentindo meu coração acelerar enquanto inalava seu perfume, que parecia inabalável e intacto perante a isso tudo.

— Você está realmente aqui — ele sussurrou de volta em meu ouvido. — Eu achei que estivessem mentindo ou sei lá.

Afastamo-nos brevemente, apenas para fitarmos nossos rostos. Inclinei-me em sua direção e colei nossos lábios, dando início a apenas um selinho, mas foi o suficiente para que eu sentisse meu corpo relaxar. Shawn Mendes tinha aquele poder sobre mim. Não importasse o quanto as coisas estivessem dando errado, o quanto o mundo pudesse estar desabando; eu só precisava olhar em seus olhos, envolver em seus braços para sentir que tudo ficaria bem. Que nós ficaríamos bem.

Assim que afastei-me de Shawn, vários corpos aproximaram-se de mim. Todo o meu singelo ciclo de amizade estavam ali, mas não eram os únicos. A cela era enorme, e espalhado pelos cantos estavam outros Darksouls da Central. Todos pareciam cansados, apavorados.

— Grace, o que aconteceu lá? — Johnson perguntou dentre os rostos que fitavam-me.

— Está tudo bem?

— Eles te disseram onde estamos?

— Eles falaram qualquer coisa?

— Eles fizeram algo com você?

Ao ouvir a pergunta, procurei a voz, tão familiar por mim. Meus olhos encontraram as írises azuis congelantes de Nash em uma mistura de preocupação e seriedade.

Naquele momento, tudo ficou preto.

Sem pensar duas vezes, avancei contra o corpo de Nash, minhas mãos avançando na gola de sua blusa enquanto empurrava-o contra a parede com a maior força que consegui. O garoto era muito mais alto e forte do que eu, mas como teria pego-o de surpresa, ele não tinha conseguido revidar. Também senti como se Grier não fizesse questão de revidar, de qualquer forma. Quando suas costas bateram contra a parede fria, notei sua careta de dor e confusão.

— Grace — ele sussurrou, enquanto sentia os olhares queimando-nos.

— Por que não me contou que era um deles? — perguntei, meu tom saindo mais alto do que o que pretendia.

— Você sempre soube que eu era um rebelde — ele retrucou, na defensiva. Nash parecia bravo enquanto dizia aquelas palavras, como se lembrar o seu passado doesse, como uma ferida.

— Mas você nunca me contou que era líder deles — enfatizei, sentindo meu corpo esquentar de raiva. Estava livre de qualquer pensamento racional. Também podia notar que meus amigos, mesmo que involuntariamente, conseguiam ouvir o que eu dizia.

— Eu sou apenas um dos líderes — o garoto tentou argumentar.

— Cala a boca, Nash — gritei e no impulso, afrouxei minhas mãos da sua blusa. — Por que você não me contou que recriou o vírus para dar mais poderes para os Darksouls? — o rosto do meu melhor amigo ficou mais branco do que o normal. A ferida parecia abrir-se mais e mais conforme eu trazia o passado de Nash à tona para ele, jogando em seu rosto. — Você sabia que eles usaram isso em mim? — soltei-o e dei um passo para trás, mostrando ao garoto o pequeno curativo em meu braço, que possuía o símbolo dos rebeldes. — Vocês já tinham usado isso antes em alguém? Eu fui a primeira? — meu tom de voz diminuiu. — Ou eu sou apenas uma das atacadas?

— Do que vocês estão falando? — Void intrometeu-se na conversa, parecendo tão irritando quanto eu no momento.

Dei mais um passo para trás. Nash respirou fundo, não só porque eu estava machucando-o segundos atrás, mas também para tomar fôlego e começar a explicação.

— Eu não me orgulho do que eu fiz, Grace — seu tom começou baixo, e tivemos que aproximarmos do garoto para conseguir ouvi-lo claramente. Os outros pareciam curiosos, mas ninguém atreveu-se a fazer o mesmo. — Sim, eu recriei o vírus. As pesquisas já tinham sido levantadas, eu só descobri como realizar. Mas eu me arrependo, está bem? — sua expressão tomou uma dor que trouxe-me um desconforto. Mesmo que estivesse irritada com Grier, não podia abandonar a ideia de que há meses ele tinha sido uma parte importante na minha vida. Eu importava-me com ele, acima de tudo. — Eu comecei a me arrepender mesmo quando ainda era um deles. Testamos em alguns Darksouls, mas os resultados...

A frase morreu no ar.

— Mas os resultados? — Shawn incentivou-o a falar, a voz calma, mas séria. Diferente de Dylan, meu pseudo namorado não conseguia explodir e ficar irritado com tanta facilidade.

— Testamos em algumas pessoas, mas todos tiveram resultados negativos — seu tom era quase um sussurro. — Alguns morreram, alguns enlouqueceram, alguns perderam os poderes e, consequentemente, morreram.

— Como assim, consequentemente? — Camila arqueou a sobrancelha.

— Passamos muitos anos com o vírus circulando pelo nosso organismo — Nash começou, respirando fundo antes de continuar a próxima frase. — Isso significa que nosso corpo acaba adaptando-se a ele, como se ele se tornasse uma parte de nós.

— Então, quando perdemos o poder e o vírus some — Callie começou, mas até mesmo a garota parecia perder a força de prosseguir com a frase.

— É como se estivéssemos perdendo uma parte crucial de nós — o garoto assentiu, continuando. — Quando o vírus some aos poucos, o organismo tenta se adaptar, mas ao mesmo tempo começa a perder a força. Até que...

— Ele morre — completei, enquanto olhava para um ponto fixo.

Naquele momento, todo o grupo fitou-me, como se esperassem que a reação acontecesse naquele momento. Como se a qualquer minuto eu pudesse cair no chão, morta. Os olhares preocupados começaram a incomodar-me, enquanto tentava desviar-me aquela ideia.

— Antes de ser pego, eu fiz algumas modificações — Grier apressou-se em dizer, tentado a dar um passo em minha direção, tentando confortar-me. Porém, ele hesitou. — Mas eu não tive tempo de testar.

— Então eles testaram em mim — sussurrei, dando um passo para trás.

— Grace — ele chamou-me. — Eu juro que não sabia...

— Não precisamos pensar nisso agora — cortei-o, lançando um olhar confiante a todos, que ainda fitavam-me como se eu fosse uma granada. — Precisamos dar um jeito de fugir daqui.

— Já tentamos pensar em alguma coisa — Camila disse, cruzando os braços. — Estamos sem nossos poderes e presos.

— Precisamos pensar em alguma coisa — enfatizei, não conseguindo esconder o tremor em meu tom de voz. — E se eles tentarem em mais alguém? E se estiverem pensando em algo pior ainda?

Sentamo-nos no chão, transparecendo a maior calma do mundo enquanto sentíamos os olhares gerais afastando-se de nós. Permanecemos alguns minutos, em silêncio, pensando em alguma solução, qualquer coisa. Contudo, não demorou muito para que todo o grupo separasse-se e fechassem-se. Astrid, Gilinsky, Johnson e Callie sentaram-se num canto, conversando entre sussurros. Há alguns metros, sentou-se Dylan, Camila e Lauren. E, por fim, Nash isolou-se de todos, assim como eu. Não surpreendi-me e nem contestei. Afinal de contas, eu era a única que não tinha chegado a pensar em alguma fuga. Há quanto tempo eles deveriam estar ali, buscando em sua mente qualquer mínima ideia? Respirei fundo, escondendo meu rosto em minhas mãos.

Senti um braço rodar-me e envolver-me. Encostei minha cabeça no peito de Shawn enquanto sua respiração calma podia ser ouvida, misturada ao som da minha. Não falamos nada durante alguns minutos, apenas abraçados enquanto minha mente me torturava de todas as formas possíveis.

— Vamos dar um jeito — ele sussurrou. — Sempre damos.

— É disso que eu tenho medo — sussurrei de volta, e mesmo sem poder ver o rosto de Mendes, conseguia visualizar sua expressão de confusão em minha cabeça. — Meu irmão mais novo está aqui — fitei Shawn. Seu rosto contorceu-se em surpresa. — Não como um prisioneiro, mas como um rebelde do Oeste — suspirei. — Mesmo se conseguirmos fugir, o que eu irei fazer? Ele não quer ir embora, Shawn — dei uma risada fraca, nenhum humor em meu tom de voz. — Então, o que eu devo fazer? Deixar ele aqui? Sequestrá-lo e leva-lo comigo contra a sua vontade? Me juntar a eles?

— Grace — Shawn cortou-me, franzindo o seu cenho. — Você não está pensando em...

— Eu não posso deixar meu irmão sozinho, Shawn — comprimi meus lábios. — Mas, é só uma cogitação, não é como se eu fosse minha primeira opção — balancei minha cabeça, voltando a apoiar minha cabeça no peito do garoto.

— E qual é?

— Eu não sei.

 

As horas arrastavam-se. Pessoas perambulavam por toda a extensão da cela. Sussurros pareciam perseguir minha mente conforme os minutos corriam lentamente. Com minha cabeça encostada no ombro de Shawn, lutava comigo mesma para não perder minha sanidade. Não ter noção das horas era uma das piores torturas que eu poderia presenciar no momento. Era manhã? Tarde? Noite? Não havia como saber.

Quando o cansaço tomou meu corpo e peguei-me piscando diversas vezes para manter meus olhos abertos, Mendes sussurrou em meu ouvido, incentivando-me a dar um breve cochilo, mesmo que pudesse sentir seu corpo contrair-se de tensão. Não podia culpa-lo por isso. Eu também estava com medo de fechar os olhos e ser pega por uma reação negativa do vírus e acabar morrendo, sem nem ter tempo de me despedir. De avisá-lo o que estaria acontecendo. Morrer dormindo, para a maioria das pessoas, é o tipo de morte dos sonhos; algo silencioso, que não acarreta nenhum tipo de dor. Naquele momento, era a pior coisa que poderia me acontecer.

Assim que meu corpo já teria desistido de pegar no sono, ouvimos as portas das celas rangerem mais uma vez, arrepiando-me meu corpo com aquele barulho ensurdecedor. Encarei a porta, encontrando dois garotos e, entre eles, com a mesma expressão de superioridade que parecia estar tatuada ao seu rosto, Suzane lançou um olhar coletivo à todos os Darksouls.

— Espero que vocês tenham aproveitado a viagem — seu tom era alto, forte. Mesmo com todas as expressões de ódios viradas para ela, a garota não parecia abalar-se. — Meu nome é Suzane, sou a líder do Oeste. Sei que vocês são aspirantes a heróis, mas preciso anunciar algo para todos vocês — sutilmente, um sorriso debochado abriu-se em seu rosto. — É melhor que acomodem-se: Vocês não sairão daqui tão cedo.

 


Notas Finais


Essa capitulo foi bem simples pelos seguintes motivos:
a. Essa semana foi muito corrida para mim, e há uma grande probabilidade da próxima ser também.
b. As ideias estão borbulhando na minha cabeça, mas preciso de tempo para desenvolve-las, e achei que seria melhor desenvolve-las no próximo capítulo e deixá-los com esse, que também tem umas explicações muito boas.

Então o próximo capítulo com certeza será um pouco mais em questão de conteúdo, considerando que há muita coisa para acontecer hihihi

Comentem o que vocês estão achando! Críticas, sugestões, teorias, opiniões, tudo é muito bem-vindo! Os comentários de vocês incentivam-me muito a continuar escrevendo esta história!

GOSTARIA DE DIVULGAR UMA HISTÓRINHA BEM BACANA PRA VOCÊS!
É de uma leitora, que é um amorzinho de pessoa!
A história é bem legal com um casal maravilhoso e um triângulo amoroso mais maravilhoso ainda. Afinal, escolher entre Matthew e Cameron não vai ser uma tarefa nada fácil!
LINK: https://spiritfanfics.com/historia/the-best-friend-of-my-brother-9303445
Se gostarem, já sabem, não é?

Obrigada por tudo, galerinha!
Meu twitter caso queiram conversar comigo: https://twitter.com/jugwhead


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...