História The Daughter of my Enemy (Second Season) - Capítulo 26


Escrita por: ~

Postado
Categorias Justin Bieber
Exibições 68
Palavras 2.457
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Hello Hello. Esse titulo é meio ultimo capitulo mas nós ainda temos uns pela frente. To nervouser. É estranho pensar que daqui a 8 capítulos TDOME vai chegar ao fim, mas eu realmente agradeço todo o apoio e carinho que eu tive de vocês durante esse tempo. (De quase todos vocês né fantasminhas?)
- Por favor gente comentem, é importante pra mim saber a opinião de vocês ou a raiva e por ai vai. Me deixem sabe, certo?
Chega de enrolar.

Capítulo 26 - Salvação


Fanfic / Fanfiction The Daughter of my Enemy (Second Season) - Capítulo 26 - Salvação

POV. JUSTIN

 

 

Sou uma marionete em suas cordas

E mesmo que você tenha boas intenções

Eu preciso que você me liberte

Você poderia, por favor, ter piedade, piedade do meu coração?

...

Estou preparado para sacrificar a minha vida

Eu faria isso com prazer até duas vezes.

 

Olho a arma em minhas mãos, incrédulo e tento me decidir o que fazer. Não preciso nem olhar pra baixo pra saber que Arthur está me encarando. Sinto seus olhos praticamente perfurando a minha pele.

Apesar de toda a raiva que ele já me fez passar, o que não foi pouca, eu não quero mata-lo. Eu não consigo mata-lo. Arthur é só um homem assustado que precisa de ajuda e apoio, não morrer.

Por mais que eu queira dar a ele esse descanso final, sei que seria errado. E em contradição com tudo que eu já fiz, com todas as mortes das quais já fui responsável, sei que não quero ser responsável pela dele. Não posso.

Não posso, porra.

- Justin p-por fa-favor.- ele choraminga agarrando minhas pernas desesperado me fazendo engolir em seco.- Acaba com essa dor, acaba com essa agonia.

Olho pro teto e nego com a cabeça. Eu não quero mais matar ninguém. Eu podia não perceber antes, mas eu sempre perco alguma coisa quando acabo com a vida de alguém.

E foi Peter quem me fez perceber isso.

 

FlashBack On

 

-Pai?- ouço Peter me chamar e ando em sua direção.

Depois de tanto insistir pra ir brincar no parquinho finalmente eu o havia levado.

- O que foi pequeno?- pergunto me agachando a sua frente.

- O senhor pode me embalar?- ele pede com os olhinhos azuis arregalados e eu já sei que não vou nega-lo.

Vou para atrás dele e começo a balança-lo no balanço vendo seu sorriso se abrir cada vez que  ele vai mais alto.

- Uma vez eu perguntei pra mamãe por que as pessoas morriam- ele conta tranquilo e um sorriso se instala no meu rosto.

- E o que foi que ela disse?

- Ela disse que todas as pessoas tinham uma alma. As vezes a alma que habita um corpo é muito mais velha que o dono, as vezes é jovem.- sinto a cadencia dos embalos diminuir mais ele parece não se importar.- As vezes a alma precisa simplesmente apenas de uma nova vida, um novo corpo pra hospedar. Porque elas são eternas.

- Isso é muito bonito Peter- digo e ele me lança um sorrisinho de canto.

-É sim papai. Só que o corpo que as almas habitam é muito mal.

- Como assim?

- Bom. Os seres humanos sempre erram. Isso nos define.- ele explica.- As vezes nós cometemos erros tão grandes que o corpo morre mais cedo porque a alma não quer ficar sofrendo lá dentro.

Olho pra ele atento e o balanço para completamente. Se eu fosse olhar pra tudo que já fiz eu já deveria ter morrido há muito tempo. Minha alma definitivamente é uma lutadora.

- Então eu desenvolvi uma teoria para as pessoas que matam alguém.- ele diz muito sério e sinto meu corpo tencionar.- Se toda vez que nós erramos a alma se machuca, acho que quando nós matamos alguém um pedaço da nossa alma morre junto.           Por isso nós sofremos tantas perdas. É a forma que o mundo tem de compensar a dor da nossa alma.

Não consigo mais encara-lo. Minha alma deve estar em pedaços. Se ele ao menos soubesse...

- Por isso eu nunca vou matar ninguém papai.- ele diz e sinto seus dedos brincando com o meu braço. Traçando o contorno das tatuagens.- Não quero que a alma que está morando aqui dentro perca nenhum pedacinho. Ela é importante pra mim.

- É claro que você não vai meu amor.- digo voltando a ficar do seu tamanho.- Não vou deixar nada morrer ai dentro.

-Eu só queria saber por que eu tenho que sofrer tanto se nunca magoei ninguém. O que foi que eu fiz papai?

O puxo na minha direção sem conseguir mais me segurar e o abraço apertado. Aquele garoto era um presente bonito de mais pra um homem feito eu.

- Nada pequeno. Você não fez nada.

 

FlashBack Off

 

- Eu não posso matar você.- digo mal percebendo quando as palavras escapam da minha boca. Mas me sinto bem ao dizer isso.

- Por que Bieber?- Tresh pergunta confuso e me sento no chão ao seu lado.- Você tem a droga do direito. Depois de tudo que eu fiz a você e a sua família... Eu pensei que você iria atirar sem pensar duas vezes.

- E eu iria.- digo dando de ombros ainda sem encara-lo.- Mas não quero perder mais nenhum pedaço da minha alma.

- Como?

Dou um sorriso e balanço as mãos num pedido silencioso para que ele esqueça o assunto.

- O Peter é um menino tão doce e altruísta que tenho medo de não merece-lo.- confesso e observo Arthur puxar o joelho para o corpo, abraçando-se como se estivesse com frio.

- Eu nunca vou pedir desculpas o suficiente por tudo que eu fiz a ele.- ele diz fraco.- Eu tinha ciúme dele. Ciúme por ele ter e ser uma parte sua que eu nunca teria. Mas admito, Valentina fez um ótimo trabalho.

O observo curioso.

- Como foi vê-lo crescer?

Arthur me encara por um segundo e seus olhos verdes brilham.

- No começo eu só queria mata-lo.- ele admite e eu rio.- Nunca vi um bebê pra chorar tanto! Trocar fralda era um pesadelo então contratei mais do que depressa uma babá. Mas quando ele sorria Justin, e pegava as coisas com aquelas mãos gordinhas minúsculas... Eu só conseguia me sentir orgulhoso pelo filho maravilhoso que você tinha. Ele andou e falou muito cedo. Valentina era um pocinho de felicidade e apesar de não perceber na época, eu também me senti feliz por isso. Eles construíram uma amizade muito forte e não havia nada que eles escondiam um do outro. Nunca foi assim comigo.

Meu coração se aperta e não sei como me sentir sobre isso. Sei que me sinto com ciúmes e mal por não ter podido fazer parte da vida do meu garoto, mas tenho certeza que não poderia ter feito melhor.

- Mesmo que ele não soubesse que eu não era seu pai nós nunca tivemos aquela conecção pai e filho.  Ele me olhava e enxergava um estranho. Mas eu não me importava de não conseguir te substituir. Eu não queria.

Fixo meus olhos nos seus e ele sustenta o meu olhar. Ele está morto lá dentro, eu posso sentir. Não tem nada mais do que a casca de um homem quando ele me olha. E apesar dos pesares, não sei se sinto raiva ou se sinto pena.

Mas eu definitivamente ainda preciso fazer alguma coisa pra salvar a minha família. Salvar os meus amigos.

- Você ainda pode fazer a diferença Tresh- digo me levantando e vejo seu olhar seguir meu movimento confuso.- Ainda pode me ajudar. Aliviar pelo menos uma parte dessa merda toda que você carrega.

- O que você quer que eu faça?- ele pergunta cansado. Quase irreconhecível se comparado ao homem vingativo e dissimulado que tinha entrado por aquela porta.

- Solta os meus amigos.- digo vestindo minha camisa novamente. Recolocando os pontos sem que ele perceba- Deixa eles irem. Mata-los não vai te ajudar em nada.

- Eu não posso simplesmente descer e pedir pra solta-los... e-eu...

- Eu estou implorando.- peço mais uma vez começando a ficar nervoso. Eu não posso simplesmente descer as escadas atirando. Eles são muitos só pra mim.- Todo mundo merece uma segunda chance pra ser bom Arthur. Você só tem que fazer a escolha certa.

Ele me encara totalmente aéreo e me pergunto se fiz ou não uma idiotice largando a arma perto de onde ele está sentado. Sei que estou me arriscando em fazer as coisas desse jeito. Droga, eu podia ter colocado uma arma na cabeça dele e o feito de moeda de troca por todos lá em baixo.

Meu pai...

- Se você não pode fazer isso pelo Peter, faz por mim.

Isso parece desperta-lo do seu torpor e em um segundo Tresh está de pé e ao meu lado. Arma em punho com aquele mesmo olhar assassino. Pronto pra matar todo mundo.

Dou um passo pra trás e ele ri.

- Vamos lá Justin, precisamos entrar no papel. Eu sou o cara mal e você é o bonzinho que se fode. Certo?

Dou um meio sorriso da sua idiotice e deixo ele sair na frente, passando pelo lugar tão confiante quanto Moises quando abriu o Mar Vermelho.

- Diga ao Peter que eu volto logo Ryan- falo porque sei que ele está ouvindo.- Chega de enterros por aqui.

- Você é um filho da puta de merda Drew.- ele reclama e não consigo evitar pensar de daqui a poucos minutos tudo isso vai estar finalmente acabado.

Fim de jogo.

- Cadê a merda daquele segurança imprestável?!- Arthur grita nas escadas e eu me apresso para acompanha-lo.

Mais rápido do que eu poderia contar até cinco um homem alto e corpulento, provavelmente o mesmo que levou Valentina, aparece na entrada da sala. Levantando rapidamente a arma assim que me vê.

- Abaixe essa porcaria seu grande imbecil! Drew é meu convidado!

- Sinto muito, senhor. Eu pensei que...

- Eu não quero saber o que você pensou.- ele retruca cruzando os braço e eu me jogo no sofá ao seu lado.- Onde estão meus prisioneiros?

- No seu escritório como o senhor havia pedido.- ele diz ainda me encarando confuso. Levanto uma sobrancelha questionadora pra ele e o segurança desvia o olhar parecendo totalmente confuso e constrangido.

- Traga-os aqui.- Tresh pede e seus olhos verdes cintilam quase o desafiando a fazer o contrario. –Depois você e toda a sua equipe podem ir embora. Eu me viro a partir daqui.

- Mas senhor...

- Qual é a porra do seu problema? Eu falei grego por acaso?- Arthur pergunta irritado e o homem dá um passo pra trás. - Traga-os aqui e vá embora.

Ele não precisa de um convite, é claro. Vai embora rapidamente e logo em seguida volta com seus amiguinhos, cada um empurrando meus amigos roxos e ensanguentados pela sala.

 Meu corpo tenciona ao ver o sangue vermelho que banha a camisa de Christian quando ele cai no chão vendado e amarrado ao chão( todos estão assim). Isaac vem logo depois,  tem algumas marcas roxas nos pulsos e está tremendo inteiro.

Clary é posta no chão sem cerimonia, ela tem um corte na boca, mas nada tão grave. Valentina vem andando calmamente mas sei que ela está tentando não enlouquecer.

Mas nenhum deles, no entanto, me deixa mais preocupado ou mais nervoso do que meu pai. Jeremy.

Ele tem várias partes do seu corpo roxas e anda tropeçando nos próprios pés, quase como se fosse cair a qualquer momento.

Arthur parece perceber minha agonia e me lança um olhar arrependido.

Tento ignorar que o homem que eu pensei que tinha morrido a vida toda pra me salvar está bem ali ao meu lado e endureço o meu olhar. Ele não pode me ver, mas os seguranças podem. E eu definitivamente não quero encara-lo ainda. Eu me sinto traído.

- Bom,- Arthur começa voltando a sua posse irônica e corajosa.- Vocês já podem dar o fora.

- Senhor você está cert...

- Eu sei o que eu estou fazendo deem o fora da merda da minha casa!- ele grita e os seguranças se entreolham assustados, mas fazem o que ele mandou.

Um silencio cai sobre todos mas não consigo abrir a boca ou dar um passo a frente. Não consigo acreditar que as coisas finalmente deram certo, em parte mas deram.

Arthur me entrega uma faquinha para solta-los e logo em seguida aponta uma arma para a própria cabeça.

- O que você está fazendo?- sussurro não querendo chamar atenção dos outros que ainda não fazem a mínima ideia do que está acontecendo. Apesar de estarmos no mesmo ambiente eles estão consideravelmente longe de nós.

- Eu já fiz o que tinha que ser feito Justin, mas soltar seus amigos e te deixar ir não eximi minha culpa muito menos minha dor.- ele explica com a voz cansada.- Morrer é a única coisa que me resta e se você não consegue fazer isso Drew, eu consigo.  Eu só espero que você tenha uma vida feliz a partir de agora. Você realmente merece.

Não tenho tempo de abrir a boca nem muito menos soltar a respiração quando o assisto, em câmera lenta, fechar os olhos e apertar o gatilho. Sua cabeça pende pra trás e um filete de sangue desce pela sua testa, os olhos verdes definitivamente mortos agora. Mortos mas em paz.

Ouço gritos a minha costa e me lembro que não estou sozinho.

- Justin... Por favor...- Valentina chora desesperada e meu coração se aperta.- Você é um monstro Arthur! Um mostro! Eu espero que você morra seu grande filho da puta!

Dou um passo pra frente e aperto seu corpo frágil ao meu redor. Ela se contorce e esperneia tentando se livrar do meu aperto mas não desisto e continuo a segura-la.

- Eu estou aqui, meu amor- digo quando finalmente encontro a minha voz.- Acabou agora.

- Justin?- Isaac pergunta confuso e sinto Valentina inclinar seu corpo na minha direção. Tentando me abraçar mesmo amarrada.

- Estou aqui. Acabou.

Todos soltam suspiros aliviados ao meu lado e sinto Jeremy rir no canto da sala fazendo meu corpo tencionar.

- Quem diria garoto... Quem diria.

Ignoro totalmente sua presença e solto e desvendo Valentina que finalmente me abraça livre e apertado.

- Sem querer ser chato e tal- Chris resmunga me fazendo rir.- Mas eu ainda estou sangrando aqui, sabe? Três tiros e tal? Nada contra o casal, até gosto, mas isso meio que arde e doi pra um caralho então se você puder agilizar ai Justin...

Rio ainda mais e solto Isaac ao meu lado que me encara agradecido e sai logo em seguida pra soltar os outros.

Clary anda devagar em minha direção quando é liberta, nervosa e receosa, mas parece não se aguentar e me abraça. Tão apertado que me sinto sufocar.

- Eu sempre quis ter um irmão.- Ela sussurra no meu ouvido e me amaldiçoo mentalmente porque sei que Ryan pode ouvir.

E quando ele ri e diz que eu estou fudido com outra garota na família sei que pelo menos por hora, tudo vai ficar bem.

- Eu disse que te acharia sua maluca. – digo encarando os olhos azuis de Valentina a minha frente.- Parece que eu cumpri minha promessa.


Notas Finais


E ai people? Quem tá irritado por que não se sentiu vingado o suficiente? Só sei dizer que sinto muito.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...