História The Degenerated (Sendo Revisada) - Capítulo 75


Escrita por: ~ e ~dreamyandlovely

Postado
Categorias Justin Bieber, One Direction, Zayn Malik
Personagens Harry Styles, Justin Bieber, Liam Payne, Louis Tomlinson, Niall Horan, Zayn Malik
Tags Amor, Criminal, Justin Bieber, Mentiras, Ódio, One Direction, Roubo, Segredos, Trafico, Traição
Exibições 184
Palavras 4.778
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Crossover, Famí­lia, Festa, Luta, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Desculpem pela pequena demora!

Capítulo quentinho para vocês, um pouco confuso, mas legal!

Espero que gostem!


Boa leitura!

Capítulo 75 - Three Brothers?


Alyson piscou alguma vezes levando a mão para frente do rosto, a fim de proteger o mesmo dos pequenos flocos de neve que caíam. Fazia frio naquela manhã. Dois ou três graus talvez. Nada que não fosse comum para a garota. Não era incomum nevar em londres, mas a neve nunca se aumulava como em Nova York.

Ela olhou para o lado e viu Bieber com as mãos dentro dos bolsos. Sua feição era séria, o que estava se tornando comum desde que pisaram em Londres a três dias. Edwin ainda não fizera contato, não que ela soubesse. E aquilo a deixava temerosa. Apesar de terem um trunfo, guardado a sete chaves embaixo dos destroços da velha fábrica, sabia que o pai era capaz de qualquer coisa para ter o que queria. E agora ele tinha Finn Fitzgerald Magroski como aliado.

Fitzgerald era um americano, que aos seus 16 anos armou uma emboscada para o Ivo Magroski,  líder da família conhecida por ser uma das bases da máfia russa. Tudo o que todos sabiam era que Ivo casara a única filha , Kira,  com Finn por um motivo desconhecido,  colocando o futuro de toda máfia em perigo. Eles podiam não ser os mais poderoso ou fortes, mas eram sem dúvidas os mais inteligentes. Eram eles quem sustentavam toda a pirâmide hierárquica mafiosa. Responsáveis por despistar todos os órgãos governamentais,  todos dependiam deles. Colocar tudo isso nas mãos de um americano foi um erro cruel de Magroski.  Ele fora morto com dois tiros no peito e um na cabeça — marca registrada dos russos. Kira e Finn buscaram e encontraram sua vingança num grande derramamento de sangue,  onde também morreram além dos grandes líderes da máfia,  a mãe dela  e o filho mais velho que o casal possuía.

O casal Magroski era muito perigoso. Dominavam, naquela altura do campeonato, toda a Rússia. Mas tanto Justin quanto ALyson, sabiam perfeitamente eu modo de agir. Eles eram uma versão mais jovem do casal. Como Kira, Alyson era a força. Ambas eram exímias lutadoras e atiradoras, entretanto facas não faziam o estilo da russa. Justin e Finn eram os cérebros. Ardilosos, tanto o jovem quanto o mais velho, sempre tiveram tudo o que desejavam planejando e manipulando todos ao seu redor. Os dois foram introduzidos em famílias criminosas que não eram a sua por seus antecessores terem apenas filhas, mulheres.

Os russos eram previsíveis por serem muito semelhantes aos chamados londrinos — apesar de Bieber ser canadense e Alyson francesa. E por conhecê-los tão bem, sem nunca ter os visto, sabiam que seus filhos estavam em perigo. Ao contrário dos Degenerados, os Magroskis não tinham pudor algum em relação a ferir, matar e torturar inocentes. Sendo assim os filhos estavam em perigo.

Esperavam por eles em um pequeno aeroporto clandestino que antes de partirem era de seu domínio. Tiveram de sumir com alguns homens que se diziam mandados por Edwin para proteger o local. Não havia sido problema, visto que eles eram amadores.

Bieber virou-se brevemente, vendo três de seus homens vigiando-os ao longe. Um deles fez um breve movimento com a cabeça confirmando que o jato pousaria em breve. Ele suspirou aliviado, levando a mão em direção as têmporas, massageando as de leve. Sua cabeça doía. Havia acontecido tanto em tão pouco tempo. olhou para Alyson e sorriu em vê-la tranquila. Seus olhos pareciam um pouco fundos ainda, devido as horas que passara chorando, por mais que ela não admitisse.

No fim do dia em que voltaram a casa, após um longo banho, sapira do banheira dando de cara com a esposa que vestia nada além de uma lingerie escura, olhando-se no espelho estudando seu corpo. Ela o surpreendeu perguntando se a achava atraente. A resposta era óbvia para aquela pergunta sem nexo. Justin achava sua pequena Allyzinha a garota mais sensual entre todas que conhecia, entretando a garota não sentia-se mais assim.

A confiança de Alyson estava abalada nos últimos dias. Depois da segunda gravidez, sentia-se cada vez mais envelhecida e menos bela. Loucura de sua cabeça, pensava Bieber. O corpo dela parecia ainda melhor: os seios mais fartos, o quadril mais largo, a bunda mais empinada e a cintura mais fina. A pele de Alyson estava mais pálida do que de costume, era verdade, mas aquilo servia para destacar ainda mais a vermelhidão natural dos lábios carnudos, o tom corado de suas bochechas e os olhos cinzentos intensos. Era perfeita a seus olhos.

Alyson o confessara naquela noite, que sentia inveja de Kate e Jazzy por serem tão bonitas. O rapaz, por outro lado, riu afirmando para a garota que nenhuma das duas era tão interessante quanto a morena. A irmã era magricela, segundo ele. Tinha sim certas curvas, mas nada que fosse tão chamativo quando Ally. Katherine era bem mais interessante que Jazmyn, mas faltava a ela o sexyappeall, coisa que sua garota  tinha de sobra. A disse ainda para parar com paranóias e focar em coisas mais importantes, como ele por exemplo. Alyson rira e depois fizera amor com o marido três ou quatro vezes antes de dormir. Era tão bom dormir naquela cama novamente, ainda mais naquele abraço.

Justin sorriu para si mesmo lembrando-se daquela noite. Mas logo o sorriso se fechou quando lembrou do dia seguinte, tornando a expressão séria a parecer.

— Você quer conversar? — Alyson ouviu a voz de Justin soar mais rouca do que o comum, por ter sido praticamente um sussurro.

—Não tenho nada a dizer. — ela aspirou o ar gélido comum nos invernos de Londres.

—Ally — murmurou calmamente. — Precisa falar. Vai sentir-se melhor.

— Estou confusa agora, Bieber. — ela o olhou brevemente. — Quero ficar quieta um pouco.

— Foram muitas descobertas para tão pouco tempo. — ele esfregou uma mão na outra tentando as aquecer. — A família…

— Está grande demais agora, na minha opinião. — o interrompeu virando-se para encará-lo. — Por que, Justin? Por que ela fez isso comigo? Tudo poderia ter sido diferente se ela nunca tivesse me abandonado. —  ela reprimiu as lágrimas que queriam cair.

— Ally… — ele se auto interrompeu quando o som denunciou que o avião estava próximo. Olhou para o céu escuro vendo o jatinho voar baixo. — Chegaram.

O rapaz viu a esposa secar os olhos marejados, e abrir um sorriso largo. Poucos minutos depois o jato estava pousado bem a frente deles. Não demorou muito até a porta se abrir revelando o moreno alto e forte que Alyson gostava de chamar de Ant. Em seus braços ele tinha um pequeno embrulho cor de rosa. Era a pequena Ághata. Alyson praticamente correu em direção ao jovem  plantando um beijo longo em sua bochecha, acariciando a pele quente de seu rosto em seguida. Ele sorriu, mesmo sem entender todo aquele carinho repentino.  Voltou toda atenção para a criança logo depois. E lá estava ela, a filha mais nova, adormecida num sono ingênuo e tranquilo. Alyson acariciou seu cabelos ralos e negros, vendo a filha mover-se levemente nos braços do rapaz.

Logo depois dele Quinn saíra do avião trazendo consigo Arthur. O garoto ficara quieto durante as últimas horas da viagem, remexendo-se e gritando coisas que ninguém compreendia. Parecia que sentia que me breve veria os pais. Gritou quando Bieber se aproximou estendendo os bracinhos para ele enquanto agitava todo o corpo. Justin sorriu tomando o filho nos braços. O deu um beijo no topo da cabeça sentindo as mãozinhas pequenas do filho puxarem a corrente dourada que tinha no pescoço. Arthur  ganhou um beijo doce da mãe, mas ela esperar pelo terceiro bebê, que era trazido por Clary.

O jovem Joshua, que acabara de acordar, parecia estar de mau humor. Tinha em sua face uma carranca tão grande quanto a de Justin a poucos minutos atrás. Mas logo  que os olhos caíram nos pais, um sorriso de poucos dentes tomou seu pequeno rostinho. Alyson viu do garotinho brilharem quando tomou-o desesperadamente dos braços da amiga. Distribuiu beijinhos por seu rosto o vendo gargalhar como se sentisse cócegas. Bieber sorriu enquanto assistia a cena.

— Papai! Mamãe! — a voz doce e infantil pode ser ouvida por todo aeroporto. Tão forte havia sido o grito.

O jovem casal olhou para a porta do avião vendo a pequena Julia descendo os degraus com dificuldade. Ela correu em direção a ele abraçando a perna dos dois, ao mesmo tempo. Justin abaixou-se, e equilibrando Arthur com apenas um dos braços, tomou Julia em seu colo com o outro. A pequena garota abraçou seu pescoço dando-lhe um beijo molhado na bochecha. Alyson inclinou-se um pouco e beijou a testa da pequena, ganhando o mesmo presente que Bieber.

— Tava sudades. — a garotinha de apenas dois anos murmurou em meio a um bocejo. Ela ergueu os bracinhos espreguiçando-se e maneira fofa.

— Estava mesmo com saudades? — Bieber a encarou com uma falsa dúvida.

—Gandão. — ela abriu os braços querendo mostrar o tamanho da saudades.

— Também sentimos muitas saudades, princesa. — beijou-a novamente. — Vamos para casa agora?

A garota respondeu batendo palmas agitando-se um pouco no colo do pai, que teve que segurá-la firme para não derrubá-la.

— Quer ajuda? — a voz de Cooper soou chamando a atenção de ambos. Viraram-se o vendo ladeado por Angela, Benster e outro rapaz que não reconhecia.

O loiro sequer esperou o rapaz responder estendendo os braços em direção a Arthur, pegou-o no colo, ouvindo-o um murmúrio de protesto do garoto.

— Parece que alguém prefere eu a você. — Justin disse para o ex rival. — Por que será que não estou surpreso?

— Engraçadinho. — Dilan disse sem humor.

Finalmente seus olhos caíram sobre Alyson. Estudou seus traços notando certa amargura na maneira como o encarava. Ficaram alguns segundos encarando-se. Ela com frieza e ele sem entender. Mas não permaneceu assim por muito tempo. Logo entendeu o que acontecia. A garota sabia de tudo. Bieber havia a contado.

— Você o fez? — perguntou a Justin, após um longo suspiro.

— Ela precisava saber. Ela está sofrendo. Não sabe metade do que aconteceu nos últimos dias.

— Não falem como se eu não estivesse aqui. — Alyson exprimiu revezando o olhar entre os dois rapazes. — Temos muito o que conversar, mas aqui não é o melhor local!

Dito aquilo, todos calaram-se e começaram a andar em direção aos carros que os aguardava. Durante todo o percurso, Julia ficou contando aos pais como a casa do Tio Dilan era grande e incrível, e como se divertira lá com todos os brinquedos que ele comprara para ela. Julia era a criança mais mimada de toda europa. Alyson e Justin só tinham que cuidar para aquilo não a estragasse.  


 

~~~~


 

Após finalmente conseguir fazer Júlia dormir, Ayson a colocara na cama providenciada para ela assim como todo o restante do quarto. Apagou a luz e acendeu o abajur antes de sair. Fechou a porta e encostou-se a ela suspirando. Era hora de ter uma conversa séria com o irmão, ou melhor os irmãos. Todos os três. Era muito estranho pensar que, de uma hora para outra, a família era tão grande.

Apertou o pequeno círculo  dourado que tinha na pulseira, beijando-o em seguida. Se houvesse um deus em algum lugar, que ele a ajudasse a encarar Antony depois de tudo o que havia descoberto em relação a ele.


 

    

—Já chega, Bieber! — a garota juntou toda as forças que tinha empurrando o rapaz de leve, obrigando-o a afastar as mãos de seu corpo. — Você já se distraiu bastante. Agora foque no seu trabalho.

Ela apontou o dedo para o mapa que Justin tinha a sua frente. Havia conseguido um novo fornecedor de armas, e como de costume, precisava traçar rotas seguras para que suas entregas chegassem ao seu destino sem problemas.

—Focar? — ele a encarou com uma falsa expressão de choque. — Como com você toda gostosa sentada bem na minha frente?

— Eu saio, se esse é o problema.

— Fica só mais um pouco, Allyzinha.

Ele a puxou pela mão direita, prensando seu corpo contra a mesa. Seus lábios foram rapidamente de encontro aos dela, antes que pudesse pensar em dizer algo. Sua mão esquerda segura a nuca dela firmemente, enquanto a outra passeava pela lateral do corpo da garota, sem pudor algum. Ela por sua vez contentava-se em pousar as mãos no abdômen do garoto sob a camiseta, sentindo os gominhos formados por horas de exercícios. Quando estava prestes a dar impulso e senta-la na mesa, ouviu um pigarro, obrigando-o a afastar-se novamente.

—Sem querer atrapalhar, mas já atrapalhando…

— Fala logo, Beadles. — Justin cuspiu irritado, fazendo o amigo sorrir satisfeito.

—Eu estava levantando as fichas dos mendigos e adivinha? — estendeu um envelope de papel pardo para Bieber, que pegou-o e abriu-o rapidamente. — Temos uma mentirosa entre nós.

Bieber correu os olhos pelos papéis. Parece que a garota de dezesseis anos que dizia ser Brittney Palmer não era realmente Brittney Palmer.Constava ali que a garota denominada daquela maneira, na realidade, era uma menininha que morrera com insuficiência respiratória semanas após o nascimento a cerca  de sete anos atrás.

Passando para a próxima folha, Justin viu o que parecia ser uma ficha criminal. A foto pertencia a jovem corajosa que o desafiara, mas o nome não era Brittney palmer, mas sim Lorena Sants. Seus pecados não eram graves. Atentado ao pudor, agressão, destruição de patrimônio público, consumo de drogas ilícitas, tudo no estado da Carolina do Norte, nos Estados Unidos.

Passando pela próxima página havia uma manchete de um jornal local de uma cidade desconhecida a sua memória : JOVEM É INTERNADA APÓS ACUSAÇÃO MENTIROSA DE ASSÉDIO SEXUAL.

— Então nossa Brittney Palmer é na verdade a problemática Lorena Sants. — Bieber murmurou para si mesmo enquanto estudava mais algumas informações contidas nos papéis.

— Como disse que ela se chama? — Alyson praticamente gritou atraindo a tenção do rapaz.

—Lorena Sants. — ele franziu o cenho sem entender a cara de choque na esposa.

O rapaz estava confuso assim como o amigo, e ambos ficaram ainda masi confusos quando viram a garota paticamente correr para fora do escritório. Sem entender, optaram por segui-la. Ela foi até a cozinha onde encontrou a jovem Sants encostada ao balcão fazendo cócegas na pequena Emily que estava sentada ali. Ignorando a presença da criança ou de qualquer outro presente, puxou a garota pelo colarinho da blusa assustando-a. Lorena levou a mão em direção ao pescoço massageando-o, olhando perplexa para a patroa. Alyson, sem parar para ponderar seus atos, agarrou o pescoço da garota encostando o corpo dela contra uma parede próxima, erguendo-a um pouco.

— Quem é você?! — rosnou.

— Palmer. — a garota disse juntando as forças que tinha para tentar afastar a mão de alyson. — Brittney Palmer.

—Não minta para mim! — ela afundou as unhas na pele da garota que soltou um grito agudo com a dor.  — Quem é você?

— Alyson! —a voz de Christian se fez presente quando ele e Bieber chegaram a cozinha. — Não precisa matá-la por causa de identidade falsa.

— Não é isso Beadles. — ela virou um pouco a cabeça para olhá-lo. — Essa vadiazinha tem o sobrenome de solteira da minha mãe!

— O quê? — Bieber murmurou.

Alyson viu a jovem garota arregalar os olhos em surpresa. como sabiam. Havia sido completamente direta com o falsificador em relação ao queria. precisava de uma identidade fria. Pessoas que não existisse.

—Fala, vadia! — a garota apertou ainda mais as unhas. — Quem é você?

— Tá bom! — ela gritou deixando algumas lágrimas escorrerem pelo rosto. — Mas não me mate, por favor!

Alyson sorriu. Como era bom ver novamente o medo na voz e no face das pessoas enquanto encaravam-na. Soltou a garota lentamente a vendo cair de joelhos no chão. Lorena secou as lágrimas com as costas das mãos levantando. Seus olhos estavam fixos na figura a sua frente.  

— Fale! — ordenou.

— Me chamo Lorena Thalia Sants.

— Isso já sabemos, menina! — Beadles disse tão impaciente quanto qualquer um naquele cômodo. — Vá para explicação. Por que tem o mesmo sobrenome da mãe da Alyson?

— Porque ela é minha mãe também! — ela disse abaixando os olhos por breves segundos tomando coragem para prosseguir. — Sou filha de Elisabeth Mary Sants. Somos irmãs, Alyson.

Alyson soltou uma gargalhada forçada cruzando os braços. Estava chocada. Como aquela garotinha tinha a audácia de entrar na sua casa e mentir em  sua cara? Estava certo que era realmente estranho a garota saber o nome completo de sua mãe quando nem a própria sabia. O pai nunca falara muito sobre o assunto, sempre referia-se a esposa como Liz. Sabia sobre o sobrenome pois, certa vez, ela e Horan invadiram o escritório de Edwin atrás de alguma assinatura, a fim de imitá-la em uma falso contrato que fizeram. Vira lá entre os papéis do pai uma velha carta com remetente escrito E. Sants. Soube naquele momento em que a mãe chamava-se Elizabeth Sants quando solteira.

— Não seja tola! — Alyson lançou a mão contra o rosto da garota acertando um tapa estalado na lateral esquerda. — Minha mãe morreu no meu parto! Pensa mesmo que pode mentir assim na minha cara.

— Isso é o que ela queria que seu pai pensasse!  — a garota ergueu o tom de voz, pressionando a mão contra o local atingido. — Ele fez tanto mal para ela, que não aguentaria ficar mais um segundo com ele.

—Você não se cansa?! — Alyson vociferou. — Não tem medo das consequências de brincar com meu passado assim?!

— Eu precisava te encontrar, Alyson! — a voz soou um pouco embargada pelo choro. — Precisava encontrar vocês dois.

— Dois?

— O seu irmão gêmeo. — ela murmurou engolindo o choro em seco. — Liza queria nomeá-lo de Andrew.

— Isso só melhora. — ela gargalhou falsamente olhando para os rapazes atrás dela. Há uma hora daquelas todos eles já estavam ali. Assistindo o que parecia um ótimo teatro de Lorena.  — Conseguem acreditar nisso? Um gêmeo?

— Já chega.  Bieber disse chamando a atenção de todos. — A gente tenta fazer uma boa ação e só aparece maluco! — sibilou para si mesmo. — Malik, amarre-a no porão, eu vou descobrir como essa vadiazinha sabe tanto e como chegou até nós.

— Não! — lorena gritou debatendo-se quando Malik a segurou contra seu coropo. — ESTOU DIZENDO A VERDADE! —gritava. — A PULSEIRA! ELA TE DEIXOU UM SINAL!

— O quê? —Alyson suspirou baixo. Como ela sabia sobre a pulseira de sua mãe. Apenas ela sabia. Havia roubado do cofre de seu pai logo após sua morte. Sabia que era da mãe e queria uma recordação. A guardava em seu porta joias, mas nunca usara.

— A PULSEIRA! — ouviu a garota gritar antes do rapaz a arrastar para fora do campo de visão de Alyson.

— Você está bem? — Chaz perguntou aproximando-se da amiga.

— Eu preciso ver a pulseira! — disse antes de sair correndo em direção as escadas de serviço.

—Vá atrás dela, Charles. — Bieber disse passando a mãos pelo rosto, suspirando pesadamente logo depois. Olhou para o lado vendo uma mulher abraçar a garotinha que chorava baixo. — Ryan.

—Sim.

—Sua com esses sem tetos daqui.

    —Pode deixar.


 

    ~~~~


 

    Quando Charles finalmente chegou a velho quarto e Alyson que tinha um cheiro forte de tinta fresca, já que ali seria o no quarto de Júlia, encontrou-a segurando uma pequena pulseira dourada. Os olhos haviam sido tomados por lágrimas, que escorriam livremente pelo rosto, enquanto apertava o pequeno objeto em suas mãos. Sobre a cômoda, notou o porta joias virado e todas as demais jogadas por ali.

— Ally. — chamou calmamente tocando o ombro da amiga.

— Está escrito Norte. — ela sussurrou estendendo a correntinha para o amigo.

Ele tomou-a de suas mãos e virou o pequeno pingente circular preso a pulseira. Era perfeitamente visível a palavra Nord. O garoto não sabia, mas era francês, língua que Alyson só dominava por ter nascido no país assim como a mãe.

—O que tem o Norte?

— Lorena nasceu na Carolina do Norte.

Charles mal ouviu as palavras e os olhos arregalaram-se. Tudo se interligava.

—Precisamos falar com aquela garota!


 

~~~~


 

— Me solta! — a menina gritava enquanto Zayn a arrastava.

—Sinto muito, lindinha, mas você mexeu com a esposa do Bieber. — ele riu maldosamente. — Ele vai te fazer implorar para morrer agora.

— Eu estou dizendo a verdade. — ela choramingou olhando para Malik com os olhos marejados.

—Sinto muito, gatinha. — ele depositou sussurrou na orelha da garota que estava de costas para ele. — Mas comigo essa não funciona.

Lorena urrou virando a cabeça, cravando com toda sua força os dentes no braço do rapaz. Sentiu o gosto amargo do sangue em sua boca. Ele gritou, soltando-a completamente surpreso. Levou a mão até o local vendo a menina correr em direção a porta, mas antes que ela pudesse subir o primeiro degrau, viu Justi Alyson descendo sendo seguida por Justin e Chaz.

— Essa vadia me mordeu! — Zayn gritou ainda chocado. — Está sangrando.

A garota sorriu com um olhar maldoso voltado para o garoto.

—Lorena! — Justin chamou atenção dela que recuou um passo temerosa. — Sente-se. Vamos conversar.

Ela o encarou duvidosa. depois seus olhos correram para alyson que segurava o pequeno objeto dourado em suas mãos. Ela suspirou aliviada caminhando em direção a uma cadeira de madeira que havia no centro do quarto que era um pouco escuro. Justin puxou e Alyson puxaram outras cadeiras sentando-se de frente para ela.

— Quero me diga calmamente, quem é você.

—Eu… — a garota abaixou os olhos temendo por seu destino. Precisava dizer tudo, para que Justin não a machucasse como pretendia, mesmo que isso prejudicasse sua mãe. — Me chamo Lorena e sou filha de Elisabeth Sants e Ethan Williams. Nasci na Carolina do Norte.

— Querida. — Justin engoliu a vontade de puxar sua arma e explodir a cabeça daquela garota. — Vamos ao que me interessa, por favor. — forçou um sorriso, que aos olhos de Lorena, era completamente assustador.

— Elizabeth me contou a alguns anos que engravidou de um casal de gêmeos de um antigo namorado. — começou engolindo a vontade de chorar. — Disse que ele era violento e os filhos eram fruto dessa mesma violência. Contou ainda que ele ameaçou matar a filha, pois a ele não interessava ter uma menina. — Alyson revirou os olhos cruzando os braços. Aquilo era a cara de Edwin. — No dia em que ela entrou em trabalho de parto, pediu que um dos seguranças da casa, que era um grande amigo, levá-la ao hospital e não notificasse Ed. Ele fez isso. — a garota respirou fundo levantando a cabeça para encarar o casal. — Ela tinha tudo planejado. Pediu a enfermeira que arranjasse uma família para sua garotinha, sabia que Ed cuidaria bem do seu herdeiro homem, então ela poderia morrer em paz.  — ela parou mais uma vez para tomar ar. — Só que as coisas não saíram como o planejado.

— A enfermeira trocou os bebê. — Alyson colocou a mão sobre a boca reprimindo o choro, quando viu a garota confessar. Justin segurou a mão esquerda dela, que ainda estava pousada sobre o colo, tentando confortá-la.

— Ela e o segurança fugiram. Mas antes ela deixou um sinal para os filhos encontrá-la.

—Aposto que na pulseira dele está escrito Carolina.

— É um crucifixo. — Lorena corrigiu. — Ele tem um crucifixo. Precisamos encontrá-lo, Alyson. E voltar para casa.

—Não vai ser preciso. — ela secou os olhos marejados. — Sei exatamente quem é.


 

Logo que chegou à porta do escritório de Bieber, assim que os olhos de antony caíram sobre alyson, ele sorriu sereno. A garota retribuiu o sorriso. Como nunca havia notado era seu irmão. Talvez porque não tivessem muito em comum. Nada além dos cabelos escuros e do tom de pele claro. Mas, para ser honesta, ela conseguia ver semelhanças entre ele e Cooper. Os dois tinham sorrisos parecidos, eram altos e fortes. Os narizes também eram muito parecidos assim como o jeito de portar-se.

—Hey, Ally. — chamou-a. — Cooper estava me contando uma história maluca sobre serem irmãos.

—É uma loucura.  — ela olhou para Lorena que estava encolhida sentada no sofá ao canto. — Posso ver aquele crucifixo que me mostrou uma vez e new York?

— O que era da minha mãe biológica? —  indagou estranhando aquele pedido.

—Sim.

— Tá legal…

Falou arrastado duvidoso, enquanto puxava o pequeno cordão de ouro para fora da camisa azul marinho. Alyson sequer esperou que ele tirasse a joia do corpo e virou a virou. Como o esperado estava gravado Caroline du.

—Acho que talvez seja o nome dela. — o rapaz murmurou.

— É sua localização. — ela disse encostando-se à mesa de madeira. — Ela se chama Elizabeth, Ross.

—Como você sabe disso? — a encarou completamente confuso. — Está me assustando , Alyson.

— Sei porque ela era a minha mãe. — murmurou baixo vendo a boca dos dois rapazes se abrir num perfeito O. — Aliás, minha, sua e da Lorena.

— Isso é loucura.

— Eu sei que parece loucura, Antony, mas é a realidade. — ela o estendeu sua pulseira. O rapaz encarou o objeto por alguns segundos antes de pegar. —Junte todas as palavras. Caroline du Nord, ou , Carolina do Norte.

— Eu não posso acreditar nisso! — ele levantou-se extasiado. A pele antes branca agora estava vermelha. A respiração estava pesada. Tudo aquilo soava como insanidade.

— Mas é a verdade, Antony! — a voz doce de Lorena se fez presente. — Somos irmãos. Liz teve que abandonar vocês para poder manter-se viva.Ela sofre por isso até hoje.

— Eu…

— Escute, Antony. — Alyson caminhou até ele tomando seu rosto entre as mãos. — Ela não queria abandoná-lo. Você viveria com Edwin e teria a vida que Justin tem. Era pra eu ter passado por tudo que você passou.

—Ally. — ele segurou as mãos da garota sorriso compreensivo. — Eu tive uma vida maravilhosa. Você quem sofreu vivendo ao lado daquele monstro. Eu podia ter evitado tudo isso, mas eu fui idiota.

—Você não tem culpa, Tony.

— Então o Ross também é meu meio irmão? — Cooper perguntou esfregando as têmporas. — Isso tudo é bem confuso.

— Sabe… — Alyson chamou atenção do moreno que ria da expressão de Dilan. — Essa foi uma das melhores coisas que descobri no últimos anos.

—É. — ele concordou. — Mas sabe o eu lembrei agora?

—O quê?

—Nós nos beijamos. — ele disse fazendo uma cara de nojo, ganhando um tapa no peito e fazendo os quatro gargalharem.

— Eu já beijei Dilan também. — ela deu de ombros encostando-se à mesa novamente. — Aliás! — ela virou-se para Cooper com a cara fechada. — Por que o Bieber sabia que você era meu irmão e eu não?

— Eu precisava desabafar um dia, e falei com o corpo dele.— falou como se aquilo não fosse nada demais. — Ele estava em coma a meses. Não sabia que ele estava ouvindo.

— Você não confia em mim, Dilan? — ela perguntou com mágoa na voz.

— Você é uma das únicas pessoas que confio no mundo!

— Por que não me contou então?

— Minha mãe pode morrer por causa da traição dela. Só quero protegê-la.

— Isso é tão estranho. — a garota suspirou. — Eu sempre me senti tão sozinha, enquanto eu tinha três irmãos por aí.

— Eu creci sem meu pai, Alyson. — Lorena a encarou como se sua história fosse muito por do que a dela. — Meu padrasto tentava me assediar. Todos diziam que eu era louca inclusive elizabeth. Eu fugi do hospital para encontrar você e o Antony. Esperava que vocês me tirasse do inferno. Fiquei semanas seguindo-os por aí. E quando estava perto de encontrá-los, os perdi de vista. Fiquei um ano vivendo de restos e morando na rua. Quase tive que me prostituir para conseguir dinheiro. Por sorte encontrei aquelas pessoas gentis, e Bieber os expulsou.

—Quanto a isso não posso fazer nada. —Alyson deu de ombros. — Não quero aquela gente dentro da minha casa. Os empregados que Bieber contratou são profissionais. As coisa que acontecem aqui dentro, Lorena, devem ficar aqui dentro!

— Eu poderia pedir a eles que ficassem quietos.

—Isso não daria certo. E no final teria que matá-los.

—Você fala isso com se fosse normal.

— Quarenta e sete! — Alyson disse após passar as mãos pelo rosto, tentando manter a calma com a irmã mais nova.

— O quê?

—Matei quarenta e sete pessoas. — Cooper ergueu uma das sobrancelhas a encarando com deboche. — Nem abra a boca, Cooper. Sei que seu número é o dobro do meu.

— Quase chego a três dígitos.

—Está brincando! — a garota levou a mãos em direção a boca chocada.

—Tenho vinte e cinco anos Alyson. São seis anos a mais do que vocês, aí se vão dez anos matando pessoas para ver meu pai feliz e para sobreviver. Não tenho orgulho disso, mas nunca matei um inocente.

—Somos dois.

—Nossa. — Antony murmurou extasiado. — Vocês não se sentem culpados?

—No começo. — Alyson respondeu calmamente. — Mas se eu não tivesse matado cada uma dessas pessoas que matei, talvez estivesse morta, ou pior, encarcerada.

— Eu não terei que matar ninguém, não é? — Antony a encarou implorando internamente por uma resposta negativa.

— Farei de tudo para mantê-lo longe disso. — ela sorriu de maneira meiga. — Você e a louquinha ali.

— Aê! — os irmãos riram da cara de indignação da mais nova. — O que acontece agora? — perguntou quando os risos cessaram.

— Vocês se armam. Chegaram no meio de uma guerra.


 


Notas Finais


Lorena Sants, quem diria?


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