História The Destiny Bond - Interativa - Capítulo 4


Escrita por: ~ e ~CondeUndertaker

Postado
Categorias Corpse Party
Personagens Personagens Originais
Tags Anime, Bisexualidade, Colegial, Corpse Party, Drama, Ecchi, Fantasmas, Hentai, Heterosexualismo, Homosexualismo, Horror, Interativa, Lemon, Orange, Romance, Sobrevivencia, Terror, Yaoi, Yuri
Exibições 42
Palavras 2.166
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Artes Marciais, Aventura, Bishoujo, Bishounen, Colegial, Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, Esporte, Fantasia, Ficção, Hentai, Lemon, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Orange, Romance e Novela, Saga, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Visual Novel, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Yo! A continuação do primeiro capítulo! \(^▽^)/

Alguns personagens não apareceram, mas isso não significa que eles não estejam na história, ok? Apenas vão aparecer em outro capítulo, então não se preocupem com isso. Nenhum personagem foi recusado e a sua ficha definitivamente irá aparecer logo.

Algum erro de gramática? Crítica ou sugestão? Sinta-se livre para se expressar nos comentários estamos atentas a tudo oque vocês tem a dizer.

Boa leitura ♡

Capítulo 4 - Capítulo I - "Entrelaço" (Segunda parte)


Fanfic / Fanfiction The Destiny Bond - Interativa - Capítulo 4 - Capítulo I - "Entrelaço" (Segunda parte)

 

 

 

" — Pode sentir este entrelaçar das linhas carmesim de nosso destino ao redor de nossos pulsos? Uma promessa que não precisa de palavras e um pacto ao qual nenhum de nós poderia escapar. Então, considerando estas fortes amarras que agora circulam nossas nucas você poderia apenas agarrar-se firmemente em minha mão enquanto nos imergimos no mais alucinante pesadelo sem intenções de sobreviver ao mesmo."

 

 

 

— E se for verdade? Pergunto-me oque você tem haver com isso. 

Em meio a aquela iluminação minguada sua voz ecoou firme e em seu rosto estava estampada uma feição apática, ainda que seus olhos estivessem por contradizer aquela face tão ríspida. Em seu olhar havia mais dor do que suas palavras poderiam demonstrar naquele momento e aqueles sentimentos não poderiam ser negados.

 

— Por que você é sempre tão defensivo? Sabe... Eu realmente quero ajudar.

O menor disse afastando-se um pouco da mesa que estava entre eles e com seus olhos fitou a superfície da mesma, provavelmente aguardando pela resposta do maior. A sua ansiedade e incerteza eram embaladas gentilmente pelo silêncio no ambiente. O jovem de cabelos rubros pôs-se a fitar aquela figura por alguns instantes, era irrefutável o fato de que o garoto era simplesmente adorável. Apenas ter de vê-lo com um semblante cabisbaixo deixava Hades incomodado e o mesmo não sabia ao certo o motivo de sentir uma obrigação de compensá-lo ou até mesmo justificar sua atitude. Quase como um impulso o desejo breve de abraça-lo surgia em sua mente, porém Hades precisava realmente organizar seus pensamentos e entre um profundo suspiro de derrota o mesmo respondeu com um tom levemente prepotente e ainda assim sereno tal como o de costume.

— É... É tudo verdade. Porém, não há nada que em que eu possa ser ajudado, pessoalmente eu nem preciso disto. 

 

Em um rápido movimento ele deu as costas ao garoto, com um tom méleo de voz o albino responde-o, fazendo com que ele voltasse a olhar em sua direção.

 

— Eu não sei ao certo como era a relação entre vocês... Mas se eu fosse o Koey-kun, nunca deixaria você ir!

Disse Luka com um sorriso acolhedor em seus finos lábios, era difícil saber oque ocupava seus pensamentos naquele momento. As suas palavras exerciam um drástico efeito sobre o maior que agora estava quase estático. Recompor-se demorou alguns minutos, que mais pareciam horas naquele local imerso em mudez. Há muito mais em seus olhos do que em suas palavras, porém a mente de Luka era tal como um labirinto para o ruivo que demostrava-se de certa forma incrédulo perante a boa vontade do garoto, a resposta de Hades veio acompanhada por um riso céptico:

— Eu já disse que não preciso ser confortado. Eu não sou uma garotinha que ficará deprimida só porque terminou um relacionamento, sabe? 

Com seus pertences já em mãos Has caminhou em direção a porta com passos arrastados e sem virar-se se despediu com um tom maçante em sua voz antes de retirar-se deixando Luka completamente sozinho na classe.

 

 

" — Nós nos vemos amanhã."

Era realmente tudo oque ele tinha a dizer? Aquele tom monótono ainda circulava na mente do menor, que se questionava a quão complicada era a situação para a qual ele caminhava. Em um murmúrio o garoto de cabelos alvos deu uma resposta afirmativa com seus braços cruzados em torno de si mesmo. Aos poucos as luzes do ocaso se apagavam e aquelas cores até então alaranjadas e vivas pareciam desbotar no céu, tais como os sentimentos que cresciam silenciosos em seu peito; contudo, o quão complicado  era compreender os seus verdadeiros sentimentos? 

 

 

 

 

[Academia Kisaragi/Quinta-feira/15h23min da tarde/Cerca de duas semanas antes do incidente/Meados de março]

 

A mesma reunião habitual entre os representantes dos clubes escolares ocorria na sala do grêmio estudantil e era comandada pela presidente do mesmo. Mantes os ânimos baixos daqueles que ali estavam presentes era uma das tarefas de Akane Masuda, uma jovem de longos e castanhos cabelos com pontas e mechas de coloração dourada. Os seus olhos acinzentados encaravam impassíveis as pequenas provocações e farpas trocadas entre os estudantes. A sala era bastante espaçosa e muito bem organizada, ainda assim a egolatria de muitos parecia ocupar todo o espaço do ambiente. 

 

— Sinceramente, o clube de ginástica não tinha um representante pior para enviar?

 Indagou Yuki Zazuki fazendo uma alusão ao que considerava ser puro desinteresse de Petra na reunião até o momento. O garoto de cabelos prateados olhava em direção a mesa de reunião, porém sem interromper seu próprio trabalho no grêmio ele continuava a ler suas próprias atas, sentado mais ao longe dos outros. 

 

— Yuki-kun, eu não vi você aqui... Que coincidência, eu realmente precisava falar com você. Sabe... Devia tomar mais cuidado com suas coisas o seu armário estava destrancado e você tem belos esmaltes lá. 

Retrucou a rosada fitando-o atentamente com o seu típico olhar traiçoeiro e ríspido, seu cotovelo por sua vez, estava apoiado sutilmente sobre a superfície da mesa enquanto seu rosto era tocado por seus próprios dedos em um movimento desafiador. Eles não eram os únicos que estavam por perder a sua paciência entre si, muitos dos estudantes pareciam irritados naquela tarde de céu límpido. Todavia, o tema daquela reunião era algo verdadeiramente problemático e coisas assim já eram aguardadas. 
A presidente ainda assim não conseguia focar-se na reunião, com seu corpo projetado em direção a grande janela atrás de seu acento e com a sua face voltada em direção ao lado de fora, a jovem observava figuras familiares caminhando no pátio principal. 

O tom índigo do céu parecia ser ofuscado pelo tom esverdeado dos fios de cabelo de uma jovem que por ali caminhava junto de dois outros estudantes, um garoto aparentemente acanhado de cabelos ruivos e outra garota de longos cabelos de coloração branca e levemente rosada. Aquela garota radiante era Alex Horrs, a paixão platônica de Akane desde os seus onze anos de idade, quando se conheceram no colégio e tornaram-se amigas, com ela estava ainda Stuart Suzuki e Amy Azuna, os seus amigos mais próximos na Academia Kisaragi. Mesmo que estudassem na mesma classe e sempre a visse por alguma razão era quase impossível para a garota manter-se concentrada na presença de Alex. Antes que percebesse ela estava completamente perdida em meio aos acontecimentos a mesa e quando questionada não sabia ao certo oque dizer, era frustrante para Akane ficar completamente perdida desta forma em meio aos demais. 

 

— Akane-san? 

Questionou a jovem de pele clara e longos cabelos cor-de-rosa ondulados que alcançavam suas costas, a sua franja cobria seu olho esquerdo ainda assim ela parecia não importar-se com aquilo. Akemi Homura era não apenas a líder e representante titular do clube de música da Academia, como também participava do grêmio, ela sabia que havia algo errado com a presidente porém não tinha certeza do que a estava preocupando, curiosa ela acabara por mastigar uma de suas pastilhas de hortelã enquanto aguardava uma resposta. 
Mesmo que as suas intenções fossem genuínas a morena parecia ainda gaguejar um pouco impedindo que as palavras saíssem por seus lábios. Por sorte ela sabia que poderia sempre contar com Mayumi Takahiro, a loira rapidamente percebeu a situação e juntou-se aos colegas para ajudá-los, deixando brevemente suas próprias tarefas de lado. Cuidadosamente distribuiu os papéis para cada um dos estudantes e prosseguiu dizendo educadamente: 

— Eu não tive a chance de agradecer a presença de todos antes, é muito bom ver o interesse de todos aqui. Srta Presidente, eu posso ler a pauta de nossa reunião se preferir, por que não descansa um pouco? 

 

Akane por sua vez suspirou aliviada e agradeceu a iniciativa de Mayumi em um cumprimento que não precisava de palavras e em um movimento sutil a morena levantou-se de sua cadeira pedindo licença antes de retirar-se.

— Sinto muito por não poder ficar, Mayumi-san vai coordenar a reunião por hoje.

Com uma breve reverência a garota deixou a sala em passos lentos e frequentes. Era complicado organizar seus pensamentos e concluir qual era a razão para sentir-se tão abalada apenas por ver Alex com outras pessoas. 

 

 

Após caminhar um pouco pelos extensos corredores a garota chegou até a escadaria sul e sem muita demora sentou-se sobre a mesma, com suas costas reclinadas sobre a superfície fria da parede que lhe causava arrepios. 

 

"Talvez... Seja apenas por saber que ela não me vê da mesma forma que eu a vejo. Por quanto tempo esses sentimentos ainda vão existir? Não... Isto está errado, nós somos apenas amigas e meu coração não deveria palpitar dessa forma!"

 

O tempo parecia não passar, entretanto já fazia algum tempo desde que o sinal havia tocado, Akane ainda assim não via necessidade de deixar a escadaria, pois a mesma não era muito utilizada naquele período do dia. Todavia, ela também precisava de um tempo para recompor-se daquela tristeza que repentinamente invadiu o seu peito. Um toque gentil lhe tirou de seus pensamentos e ao virar-se ela pode perceber que aquela era Mayumi.

— Tudo bem se eu me sentar com você?

 

As lágrimas escorriam dos olhos da morena enquanto ela fitava a loira com um olhar surpreso e de leve desconforto, ela definitivamente não queria ser vista em uma situação tão constrangedora como aquela. Acuada em um canto com lágrimas amargas descendo por seu rosto quase ruborizado por completo. Em um movimento súbito ela concordou movimentando sua cabeça e logo em seguida tentou limpar suas lágrimas com seu antebraço sem muito sucesso, já que suas lágrimas não pareciam dar sinal de que cessariam tão facilmente. 

— Oque aconteceu Akane-sama? 

A jovem disse sentando-se ao lado da menor com uma feição de preocupação. Akane parecia hesitante em falar oque realmente tinha em mente naquele momento por considerar-se uma pessoa egoísta e infantil naquele momento. 

— Eu não sei ao certo... Já faz algum tempo desde que eu comecei a me sentir "estranha" desse jeito.

— Oque quer dizer com isto? Está sentindo-se doente? 

— Não, e-eu apenas sinto que algo mudou entre mim e Alex-chan. Temos sido apenas nós duas desde que eramos pequenas, no entanto por alguma razão meu coração palpita de uma forma diferente quando ela está por perto e as palavras não saem por mais que eu me esforce. 

 

A atmosfera no local pareceu mudar de alguma forma e o tom de voz de Mayumi também já não parecia ser mais o mesmo, talvez um pouco desanimado ou aquela era apenas a imaginação de Akane?

— Entendo... Então, você gosta dela a quanto tempo?

— E-eu não gosto dela dessa forma... Isso é errado! Afinal, nós somos como amigas de infância. Não há possibilidade alguma que eu tenha passado a vê-la de outra forma, certo?

— Eu acho que você está certa, perdoe-me por fazer uma pergunta assim. Não sei oque estive pensando, você também me disse uma vez que ela gosta de garotos, não é? 

— Eu acho que sim.

Akane respondeu após um suspiro profundo, sem saber ao certo por que aquelas circunstâncias a estavam machucando tanto. O gosto salgado de suas lágrimas sobre seus lábios era a única coisa que ela poderia sentir além de dor e incerteza naquele momento. Ainda que estivesse quebrada por dentro, ela pode perceber que o sorriso caloroso de Mayumi desaparecia de seus lábios rosados paulatinamente. Com os olhos chorosos a morena fitava atentamente a loira que não demorou a fazer contato visual com a menor sentada ao seu lado. Antes que tivesse a chance de questioná-la Mayumi delicadamente usou as costas de sua mão para secar as lágrimas da garota. 

— Akane-sama... Eu odeio ver você triste... E se começar a chorar dessa forma eu provavelmente eu farei o mesmo, sabe?

Antes de dar-se conta Akane já havia apoiado seu rosto no colo de Mayumi procurando consolo e conforto nos braços da mesma, a loira pareceu surpresa com a atitude repentina da mais baixa.

 

— Me desculpe por ser sempre uma chorona, Yumi-san.

Ela sussurrou ainda mantendo seu rosto escondido enquanto Mayumi apenas respondeu tocando carinhosamente os cabelos da mesma. Por alguma razão Akane sentia-se mais segura na presença de Mayumi. Enquanto aqueles sentimentos consumiam pouco a pouco aquelas duas garotas em outra parte da academia as linhas do destino pareciam continuar a enroscar-se uma a outra em uma teia da qual ninguém estaria apto a escapar. Linhas agridoce que faziam com que todos aqueles escolhidos a dedo pelo acaso e as circunstâncias, desejarem ainda mais sentir a mais profunda dor apenas para poderem sentir-se vivos mais uma vez. 
Encostado sobre uma pilastra quaisquer Ishi Tomura observava de relance a pessoa que provocou nele um interesse quase que repentino. Ele havia pensado em tantas coisas para dizer, porém por alguma razão sua mente estava em completo branco após vê-lo tão de perto. Aquilo tudo era relativamente novo, passar por uma situação como esta fazia repensar novamente oque estava por motivá-lo tanto? Acreditar em destino era mesmo uma tolice então por que isto parecia tão certo?

Lá estava ele, sentado no mesmo local e envolto pela mesma atmosfera taciturnidade do dia em que ele havia visto o jovem pela primeira vez [...]

 


Notas Finais




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