História The Determination to Live. - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Undertale
Personagens Alphys, Asgore Dreemurr, Asriel Dreemurr, Chara, Flowey, Frisk, Mettaton, Papyrus, Sans, Toriel, Undyne, W. D. Gaster
Tags Drama, Flowerfell, Frans, Romance, Superação, Underfell
Exibições 171
Palavras 3.810
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense
Avisos: Insinuação de sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Hey guys!

Como vocês estão?

Quero agradecer pelos seus 5 favoritos em menos de um dia, isso realmente me deixou muito feliz! :# ( Obrigada por ter comentado tbm Hani <3 )

Bom, é o mesmo esquema, as frases em negrito são os pensamentos de Frisk :3 mas pela forma de escrita nelas da pra notar isso né? huehuehuehuehue Então em mais delongas, vamos ao segunda Capítulo! Yay!

Toriel Macabra - só que não, nego é full amorzin se fingindo de mal nessa bagaça.q

Capítulo 2 - Capítulo 2 - '' A Guardiã Solitária. ''


Fanfic / Fanfiction The Determination to Live. - Capítulo 2 - Capítulo 2 - '' A Guardiã Solitária. ''

Capítulo 2 – ‘’ A Guardiã Solitária. ‘’

 

 

Respirei fundo fitando o portal no topo da escadaria dupla, meu sexto sentido fazia questão de me alertar que aquela " jornada " não seria nada fácil, mas eu não tinha outra escolha mesmo, era seguir em frente ou ficar presa aqui. Relaxei um pouco e retornei a andar subindo meio apressada uma das escadas e adentrando o comodo. Flowey estava lá já e ele me explicou que aquela era a entrada das Ruínas, um lugar cheio de puzzles e que se eu fizesse algo errado poderia ser meu fim, se bem que eu já sentia que algo assim aconteceria.

 

- Bom, eu demarquei o que você deve fazer aqui, tente Frisk. - Pediu Flowey sorrindo reconfortante para mim, retribui o riso e assenti.

 

Olhei para minha direita, havia 6 plataformas elevadas no chão e uma alavanca na parede, quatro delas tinham... Sementes flutuantes? Acho que é isso, e estavam flutuando sobre as mesmas, com certeza eram aquelas e com cautela passei por cima destas que se rebaixaram a altura normal do chão e, por fim, fui para a alavanca puxando-a. A porta se abriu.

 

- Você tem um pouco de jeito pra isso! - Comentou Flowey ainda sorridente.

 

- Nha, foi fácil, você me guiou oras. Mas, eu ate que gosto dessas coisas de puzzles, são boas para passar o tempo. - Dei de ombros e logo ri baixo achando fofo a forma que Flowey estava feliz com algo tão simples, creio que ele passou tanto tempo com medo e sozinho que essas coisas pequenas estão o fazendo muito feliz e isso também me deixa feliz.

 

- Oh, então você não terá problemas com os outros puzzles certo?

 

- Uhum, não se preocupe pois a Frisk aqui sempre foi uma das alunas com as notas mais altas nas aulas, hehe. - Vangloriei-me fazendo uma pose de heroína o que fez com que Flowey gargalha-se com aquilo. Sorri um pouco mais e fingi tossir voltando a posição normal. - Bom, vamos?

 

- Sim! - E assim ele sumiu pela terra.

 

Suspirei pesarosamente olhando para o meu pulso esquerdo, ainda bem que não tiro esse relógio, posso controlar sem problemas o horário la da superfície. São oito e meia, acho que fiquei uma hora inconsciente pela queda. Olhei para a porta aberta e me dirigi para esta seguindo em frente.

 

 

 

// Quebra de tempo \\

 

 

 

Flowey não brincou quando disse que aquele lugar era repleto de puzzles! As vezes eu não andava nem dez passos e tinha outro puzzle para resolver, minha cabeça ja doia de cansaço... Mas, não deixava de ser divertido resolver eles. Vez e outra, Flowey saia da terra e me contava um pouco da historia dos monstros. Até agora o que eu sabia era que:

 

Aconteceu uma guerra entre os Humanos e Monstros, os Humanos saíram vitoriosos e expulsaram os Monstros da superfície aprisionando-os abaixo da terra (especificamente do Mont Ebott) com a ajuda de feiticeiros (sete ao seu total). Eles fizeram uma barreira que os impedia de sair dali, mas isso não quer dizer que humanos não poderiam cair em Undergound.

A primeira humana que caiu lá se chamava Chara. O príncipe Asriel, filho do rei e da rainha de underground, achou ela no mesmo local onde cai. Flowey disse que todos amavam a mais nova princesa de Underground, que ela era assim como eu, uma pessoa amorosa que pensava no bem de todos os monstros e fazia de tudo para ver seus amigos e companheiros felizes. Um dia, Chara adoeceu e não resistiu assim morrendo, seu ultimo pedido foi ver as flores douradas de seu vilarejo ao pé do Mont Ebott. Asriel decidiu absorver a alma dela e assim conseguiu sair da barreira com seu corpo levando-a para o campo de flores que ficava entre o vilarejo e o pé de Ebott e repousando o corpo desta sobre elas. Infelizmente, os moradores de lá viram isso e acharam que Asriel havia matado a garota atacando assim o filho do rei e da rainha que não revidou mesmo com o incrível poder que possuía ao absorver a alma de Chara. Asriel conseguiu retornar até sua casa, mas morreu pouco depois disso.

 

- Nossa... – Murmurei um tanto abismada. – É muito triste mas... Eu não sei, me parece tão lindo... Lindamente depressivo por assim dizer.

 

- Sim... Bom, tenho que te contar uma coisa, Frisk. – Ele disse um tanto cabisbaixo o que chamou minha atenção me fazendo fita-lo.

 

Havíamos feito uma pausa e eu estava sentada em um pequeno montinho de flores com as costas recostadas na parede do longo corredor que se estendia a frente, merecia esse descanso após atravessas uma ponte maluca cheia de espinhos, ainda bem que consegui sai só com uns arranhões aqui e ali.

 

- Diga Flowey, o que lhe atormenta?

 

- Não é que algo esteja me atormentando, é que... Sabe o Asriel? – Eu assenti com a cabeça incentivando-o a continuar. – Bem, eu sou o Asriel...

 

Okay, aquilo me surpreendeu e muito! Flowey era o Asriel? Oh, agora faz sentido por que ele fica tão triste, mais do que deveria, ao dizer o nome de Chara.

 

- Entendo... Espera, como você virou uma flor então? – Indaguei curiosa.

 

- Acho que a alma de Chara fez isso, sabe? Existe algo nas almas humanas que não existe em uma alma de monstro. Isso se chama Determinação. Seja ela a de viver, proteger alguém ou coisas do gênero, a determinação da alma humana faz com que a mesma persista mesmo algum tempo após a morte de seu corpo. Por isso consegui absorve-la naquela hora, acho que Chara queria que eu fizesse isso. – Assenti com a cabeça novamente, aquilo fazia sentido até. – Eu carregava algumas das flores douradas quando morri e creio que minha alma ‘’ escorreu ‘’ para uma delas, então eu fiquei assim e resolvi passar a me chamar de Flowey...

 

- É bem complicado, mas acho que entendi... Ai então depois disso os outros humanos que caíram aqui queriam matar todos os monstros que viam pela frente e então chegamos ao presente, certo?

 

- Certo. Asgore, o rei de Underground, meio que declarou guerra eterna aos humanos dizendo que qualquer humano que caísse aqui deveria morrer e sua alma serviria para quebrar a barreira, ao saírem eles planejam destruir a humanidade. – Aquilo me deu náuseas ao ouvir. Não são apenas os humanos que adoram vingança e coisas do gênero, os monstros pareciam dispostos a fazer isso também diante o que Flowey diz.

 

- E a rainha? O que houve com ela?

 

- Ela veio para as ruinas... – Flowey paralisou momentaneamente. – Oh não... Se Toriel nos ver, estamos perdidos!

 

- Por que...? – Fiquei com um pouco de medo da resposta.

 

- Toriel enlouqueceu após eu e Chara morrermos, bem eu não morri né, mas para eles tecnicamente sim. E e-ela já matou um humano e o comeu! – Engoli em seco, aquilo estava ficando macabro demais. – Temos que tomar muito cuidado mesmo...

 

- E passar por ela sem fazer nada?

 

- É isso ou virar prato no cardápio dela...

 

- Mas e se eu puder fazer algo por ela?

 

- O que você acha que pode fazer? Ela enlouqueceu! Todos os monstros alias! Eles matam os mais fracos para crescer no LOVE... Todos em underground acham que é Matar ou Morrer.

 

- Todos não. - Flowey me olhou sem entender e assim eu sorri para o mesmo e abraçando ele em seguida da forma mais delicada que consegui o que surpreendeu-o. – Você não fez nada comigo, Flowey. Não, Asriel. Chamarei-te assim quando estivermos sozinhos, mas se tiver monstros por perto irei te chamar de Flowey, você não quer que saibam que é você certo? – Eu logo senti algo quente tocar meu braço e o ouvi fungar, agora eu que me surpreendi, ele estava chorando. Olhei-o preocupada. – H-Hey, não chora...

 

- E-Estou chorando de felicidade... E-Eu achei que ninguém mais me chamaria assim... Que nunca mais veria e sentiria o carinho de alguém, seja monstro ou humano... – Ele respirou fundo e sorriu ‘’ de orelha a orelha ‘’ – Eu acredito que exista outro tipo de LOVE, não este que os monstros usam, o Level Of ViolEnce. Eu acredito em um Love que muda as pessoas, um que eu possuo por meus pais, Chara e agora por você, Frisk.

 

- Você acredita no verdadeiro Love, Asriel. O Amor é o sentimento mais forte que os humanos podem sentir e ele pode nos fazer realizar loucuras pelas pessoas que amamos... Podemos amar nossos pais, irmãos, amigos e o tipo de amor mais forte é aquele que se sente por alguém em especial, eu chamo esse amor de ‘’ aquele para se casar ‘’. Você amava Chara assim, não é? – Ele ficou levemente vermelho e assentiu com a cabeça, eu ri baixo de sua reação.

 

- S-Sim... Graças a Chara, eu sei que nem tudo se resume a essa violência, que não é preciso viver em um mundo onde se deve matar ou ser morto...

 

- Sim, mas não se esqueça de que as pessoas podem matar outras para proteger aqueles que amam... Nisso surge à vingança, pois alguém pode amar aquela pessoa que fora morta e esta irá querer vingar sua morte... É um ciclo de ódio vicioso e destrutivo... Imagina só se Asgore, por exemplo, consegue minha alma, liberta os monstros de Underground e mata os humanos, ele conseguiu sua vingança, mas... O que ele faria após isso, se aquilo era o que o movia, se era isso que o fazia querer viver?

 

- Ele não teria mais o que fazer... – Disse Flowey perplexo.

 

- Exato... Você consegue entender exatamente o que a humanidade vive constantemente... Muitos vivem em base desse ciclo de ódio, mas isso não quer dizer que são todos os humanos. O mesmo quanto a todos serem mal intencionados, vocês deram azar de os seis humanos que caíram aqui terem sido tão ruins, a maior parte dos seres humanos tem corações bondosos mesmo que ser bom em um mundo corrompido não seja a melhor escolha, essas pessoas procuram fazer o máximo de si para que os outros ao menos sorriam. Irei mostrar isso a todos de Underground. Irei provar a eles que só por causa de meia dúzia, não quer dizer que milhares sejam iguais a eles.

 

- Você tem razão! – Exclamou Flowey, sua coragem parecia revigorada. – Todos em Underground já sofreram demais, vamos mostrar a eles que essa lei não é o centro de nosso mundo, que podemos ser melhores que isso!

 

- É assim que se fala, Asreil! Já fiquei parada demais aqui, são... – Olhei para o relógio em meu pulso esquerdo e sorri de canto. – Nove e quinze. Não podemos ficar mais muito tempo parados certo?

 

- Sim senhora! Rumo á saída das ruinas! Eu vou à frente para ver os puzzles no caminho, okay?

 

- Okay!

 

Levantei-me enquanto Flowey *N/A: Ah gnt, vou continuar pondo Flowey pq ele é uma flor.q* se enfiara dentro da terra como das outras  vezes. – Minha boca está meio seca de tanto falar, esse cinto foi a melhor coisa que eu poderia ter. – Murmurei para mim mesma pegando a minha garrafa de água presa ao cinto e bebi um pouco de seu liquido, apenas o suficiente pra matar a sede e molhar a garganta. – Parando pra pensar... Acho que eu tinha amarrado muito fraco aquela corda no cinto, se não, eu não estaria nessa roubada, hehe. Era pra eu cair mesmo, maldito destino. – E assim dei de ombros começando a caminhar.

 

 

...

 

 

 

Mais uns puzzles aqui e ali, aquilo realmente estava ficando cansativo, quando isso iria parar? Bufei enquanto andava por um corredor extenso e a cada passo que eu dava para mais perto da saída, eu me sentia um pouco mais incomodada, não tardou muito para eu topar com outro monstro. Suas roupas, ou melhor, a sua túnica era rasgada nas extremidades (principalmente na inferior). A melhor forma que posso descrever esse monstro é que parece uma cabra, uma cabra bípede. Okay eu acho que eu realmente não vi mesmo de tudo na minha pacata vida. Seu olhar me causou arrepios na espinha, este me fitou como se estivesse preste a pular em mim, mas, ao invés disse.

 

- Oh minha pequena criança... – Cri... Criança?! Eu faço vinte e cinco anos daqui a seis meses! Éeerr... Ainda tem um bom tempo pela frente, mas esse tempo passa beeeeeeem rápido então né. Permaneci calada, apenas inflei as bochechas indignada por ser chamada de criança. – Você deve estar tão confu...

 

- Frisk! – Flowey ‘’ brotou ‘’ do chão ao meu lado chamando nossas atenções. – Por que você está demorando tan... – Eu movi meus olhos para o lado e rapidamente voltei a olhar para ele que olhou na direção que apontei com meu olhar, acho que ele congelou.

 

- Como eu estava dizendo... – Ignorou Flowey. – Você deve estar confusa com muitas coisas minha criança, por que não vem para minha casa mais tarde e lhe ensino tudo sobre como funciona as coisas aqui em baixo?

 

- Mas eu já...

 

- Ótimo! Irei fazer uma torta para você, gosta de Caramelo com canela? – Ela me interrompeu bruscamente o que me fez suspirar e ficar levemente irritada com aquilo, mas me contive apenas assentindo com a cabeça. – Então será isso. Até breve, querida. – E simplesmente saiu a passos apressados indo para a direção da qual veio.

 

Olhei para Flowey e novamente para a direção que ela(?) estava instantes antes. Mais uma vez movi o olhar para ele.

 

- Ahn... Asriel?

 

- Ferrou... E-Ela nos viu! – Exclamou saindo do transe de medo.

 

- Ah, é ela mesmo... Pera, ela quem?

 

- A rainha Toriel, atualmente a Guardiã das Ruinas!

 

- Aah... Pera, O QUE?! – Cai sentada no chão fitando Flowey perplexa. – T-Todos os monstros são assustadores assim...?

 

Flowey simplesmente assentiu com a cabeça e então eu permiti que meu corpo se repousasse sobre o chão, fiquei assim fitando o teto.

 

- Estamos perdidos... Eu vi nos olhos dela que ela é meio sociopata, mas... Sei lá, acho que vi algo a mais no fundo deles... Solidão, talvez? Asriel, você disse que ela enlouqueceu após a ‘’sua’’ morte e a de Chara, certo? – Indaguei-o enfatizando o ‘’sua’’, era estranho falar que ele tinha morrido se estava bem ali consciente de tudo que acontecia com o povo de Underground. Flowey assentiu tentando entender aonde eu queria chegar. – Toriel é uma mãe, qualquer mãe ficaria arrasada e muito triste em perder um filho, ainda mais dois! Ela precisa relembrar como é amar alguém, ela necessita sentir novamente o amor que uma mãe possui para com seu filho... Já sei o que irei fazer Flowey, já sei como salva-la de sua escuridão. – Sorri confiante e acho que ele gostou de minha ideia, pois retribuiu o meu sorriso e então se manifestou.

 

- Você tem razão... Ela era meio triste antes de tudo isso, talvez matar humanos ou monstros tenha sido sua melhor saída do sofrimento que sentia por nos perder... Só espero que você não se coloque em um perigo grande com isso.

 

- Não se preocupe Flowey, qualquer coisa eu sei defesa pessoal, heeh.

 

 

 

 

// Quebra de tempo \\

 

 

 

 

Após organizar meu ‘’ plano ‘’ com Flowey, retornamos uma vez mais a seguir nosso rumo. Em meio disso eu esbarrei com outro monstro, Napstablook, foi bem difícil de lidar com ele e sair ilesa. Mas eu consegui e ‘’ exorcizar ‘’ ele, sabe, ele era um monstro fantasma, que piada bosta... Tenho que parar com isso!

 

Nota mental

 

Chega de fazer essas piadas tosca Frisk.

 

Cheguei em um lugar onde eu podia seguir em frente ou virar à minha esquerda, Flowey apareceu e me disse que pela esquerda fica a casa de Toriel e consequentemente a saída das Ruínas para ‘’ A capital ‘’. Era hora de por o plano em ação, mas antes, eu precisava de algo. – Asriel, me espere aqui. – Pedi e ele murmurou um ‘’ Certo ’’ enquanto me dirigi para o caminho mais a frente. Olhei cautelosamente por onde eu andava, durante todo o percurso não achei nenhum recipiente assim, mas eu precisava disso, qualquer coisa servia... – Isso! Essa bota é perfeita! – Exclamei alegre ao avistar um pé de bota surrado jogado em um canto qualquer, me apressei em pegar o mesmo e voltar para Flowey que ao me ver com aquilo só faltou ter uma interrogação desenhada acima de sua cabeça.

 

- Pra que isso, Frisk?

 

- Para você, oras. – Falei como se fosse obvio, e era. Ajoelhei-me afrente dele e enchi a bota com um pouco da terra do chão das ruinas e olhei para ele dizendo – Pula dentro, vai ser mais fácil pra você estando aqui, não acha? Se acontecer qualquer coisa é só eu jogar a bota no chão e você pula pra dentro da terra e se esconde, fechado?

 

- É... Olhando por esse lado fica mais fácil, mas... Nem pensar que vou te abandonar se algo perigoso acontecer! – Exclamou indignado por eu ter pedido para ele fugir quando isso fosse ocorrer.

 

- Não, você vai fazer isso sim, eu não sei o que seria de mim se algo lhe acontecesse. Não sou uma criança Asriel, sei me defender e me virar ao modo de um humano. Posso não ser forte aqui em baixo, mas meus amigos sempre reclamavam de meus tapas, mesmo que leves. – Ri baixo ao lembrar isso. - Posso garantir que consigo fazer algo para me tirar de algum perigo. – E assim sorri tentado conforta-lo sobre aquela ideia e ele se deu por vencido ao bufar e resmungar um ‘’ Certo, então. ‘’ enquanto saia do chão para entrar na bota. – Obrigada...

 

- Tanto faz, eu não ia conseguir entrar lá se estivesse pelo chão das ruins de toda forma. Eu que agradeço por pensar nisso também... – Disse sincero enquanto sorrira de volta pra mim.

 

Levantei-me segurando a bota que ele estava e olhei para o norte, em direção a casa dela, senti meu corpo travar por alguns instantes e Flowey percebeu isso, mas foi algo repentino por tanto logo eu comecei a andar. Havia uma grande e seca árvore ali, sobre o chão mais daquelas folhas vermelhas que vi pelo caminho para cá e de costas para mim virada para tal árvore estava ela, Toriel. A rainha percebeu minha presença e se virou sorrindo alegre por me ver ali, aquilo vez com que o meu sorriso de instantes atrás retornasse ao meu rosto.

 

- Obrigada por vir minha criança! – Exclamou um tanto exaltada.

 

- Por favor, chame-me de Frisk, Toriel. E eu não sou uma criança... – Falei desconcertada, ta, pode ser que minha estatura é... baixa (um metro e cinquenta e oito centímetros, cof, cof.) mas não quer dizer que sou criança! Não tenho o corpo de uma oras... – Mas tudo bem... Se você gosta de me chamar assim, não tem problema! – Não tinha por que não fazer esse agrado a ela, não é?

 

- Oh, entendo... Não tem problema mesmo? – Ela pareceu um pouco triste por eu ter a repreendido.

 

- Relaxa, eu não ligo se quiser... Hãn... P-Posso te chamar de mãe... Só se você quiser, claro! – Ela pareceu surpresa, muito alias. Suas bochechas ruborizaram diante isso e o seu sorriso se alargou. Meu plano estava indo bem, olhei para um Flowey boquiaberta e sem reação em meus braços o que me fez rir baixo e voltar a fitar Toriel.

 

- Realmente? Oh minha criança, eu adoraria isso!

 

- Certo então, mãe! – Só aquilo a deixou radiante, o brilho em seu olhar mudara de um assassino para um meigo e gentil. – Então... V-Você não disse que i-ia fazer uma to-torta pra mim...? – Foi vergonhoso fazer essa pergunta um tanto descarada, então eu não consegui evitar gaguejar um pouco, o que fez a maior rir disso.

 

- Sim, e ela está no forno querida, você pode descansar um pouco enquanto esperamos ficar pronto o que acha? Você deve estar muito cansada não? – Assenti com a cabeça, aqueles puzzles me deixaram cansada tanto física quanto mentalmente, descanso era o que meu corpo implorava pra ter e em segundo era comida. – Venha, vamos entrar, vou te mostrar seu quarto.

 

Ela me deu as costas e se dirigiu para dentro da casa mais adiante, eu apenas a segui entrando na mesma. Toriel segurou levemente minha destra ao eu entrar na casa e me guiou para o corredor à minha direita parando fronte a primeira porta onde, ao chegar, ali soltou minha mão e levou a sua até meus cabelos acariciando-os. Eu estava certa, uma vez mãe, sempre será mãe.

 

- Pode descansar tranquila, pequena, qualquer coisa deixarei para você um pedaço de torta na cabeceira, se você quiser mais pode ir pegar na cozinha sem medo.

 

- Obrigada mãe! Você é a melhor! Irei dormir um pouco, sinto meu corpo moído de tanto andar e por causa da queda... Realmente, muito obrigada. – Proferi constantemente sorridente olhando para a mesma que meio desconcertada com a situação mantinha-se a sorrir também. Toriel logo saiu dali, talvez ela fosse ir ver a torta. Olhei para a porta em minha frente e entrei no cômodo.

 

- Belo quarto. – Comentei enquanto andava até a cabeceira da cama e coloquei a bota com Flowey ali, que parecia não entender ainda o que tinha acontecido. – Eu disse não? Toriel é uma Mãe Asriel, ela só precisava do amor e carinho de seus amados filhos. Você me disse que eu lembro a Chara, então serei ela para Toriel, eu definitivamente vou abrir seus olhos e mente mergulhados em tormenta, tristeza e ódio.

 

- Depois de ver isso, eu não duvido que você seja capaz de fazer tal coisa, Frisk. Acho que devo te agradecer, se não fosse por você eu nunca mais veria minha mãe assim. Sério, muito obrigada por ser uma Pacifista e não Genocida, Frisk.

 

- Não precisa agradecer, estou apenas fazendo o que é certo e o que eu exatamente faria, apenas ver os outros felizes já é uma das melhores recompensas que posso receber. – Falei enquanto colocava a garrafa d’água ao lado de Flowei e o frasco com meus remédios ao lado deste, por fim tirei aquele ‘’ cinto de segurança ‘’, não sei como eu deveria chamar aquilo, e o pendurei na lateral da cama me jogando em seguida sobre esta. – Asriel, cuida das pílulas pra mim? Não quero arriscar pede-las, acho que após eu tomar meu remédio quando eu acordar, vou esconde-la na terra da bota, tudo bem?

 

- Sem problemas! É melhor você fazer isso mesmo, cuidarei deles por você! – Ele proferiu meigamente para mim e sorriu.

 

- Obrigada... Boa Noite, Asriel...

 

- Boa noite, Frisk.

 

Saber que realmente ‘’ existe uma luz no fim do túnel ‘’ e que você é capaz de fazer o que deseja realizar para todos.

 

Isso te enche de DETERMINAÇÃO.


Notas Finais


Obrigada por lerem! Gostou? Favorite e deixe seu comentário! Não gostou? Comente também! Dê sua opinião do que eu poderia fazer no próximo capítulo ou faça uma crítica construtiva! <3

Até o próximo capítulo pessoal!


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