História The Die Game - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ciencia, Humanos, Labirintos, Morte, Tecnologia, Violencia
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Palavras 1.149
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Mistério, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Comentem por favor ;-;

Capítulo 4 - Circo



Jon 









As paredes frias pareciam se estreitar a cada passo que eu dava, não dava para pular ou algo do tipo, eu tinha que ficar preso ali, sem ajuda.

Como se isso fosse fazer diferença. 

Os muros me deixavam claustrofóbico, pareciam apertar meus pensamentos dentro de mim mesmo e me deixar asfixiado com todo aquele sentimento estranho. 

O engraçado era ver meus tênis sujos de terra,como se tivesse acabado de sair de uma cova, por algum motivo aquilo era Hilário para mim, a morte era hilaria.

Você já nasce morrendo, aos poucos se encaminha para um túmulo vazio onde ninguém vai se lembrar de você, nem seus pais, nem seus parentes, muito menos os insetos que chama de amigos. 

Balancei a cabeça rindo mais alto,tinha que parar e tentar achar uma saída.

Andei o que pareceram horas, o céu branco não revelava nada,apenas ficava naquela tonalidade tão fraca e indiferente. 

Tão neutra. 

Tão morta. 

Vi ao longe uma espécie de jardim e comecei a correr sentindo o vento cortante esquentar minhas bochechas conforme eu corria. 

Assim que cheguei fiquei meio perplexo. 

Bem no meio do pequeno jardim, que me lembrava mais uma floresta, tinha uma tenda de circo que me atraia, entrei sem nem pensar. 

Lá dentro tinha a pequena arena para os palhaços e coisas desse gênero aparecem, as arquibancadas para o público e o melhor. 

A corda bamba. 

Isso era uma das coisas que sempre me atraía nos circos, ficar a metros do chão,pronto para morrer a qualquer momento. 

Os seres humanos faziam isso o tempo todo. 

Se você não fizesse algo que te matasse rápido era aos poucos, os cortes tiravam seu sangue aos poucos, a bebida te corroía por dentro, os remédios te faziam dependente, as drogas faziam o mesmo. 

Cada maldita pequena coisinha que te matava aos poucos, era normal procurar o perigo, aquela atração por coisas que talvez te matassem ou apenas te dessem medo. 

Foi aí que vi um garoto igual a mim aparecer. 

Não totalmente igual, mas ainda sim era eu. 

Ele tinha olhos amarelo e cabelo vermelho, o sorriso era grande indo até as orelhas, mas costurado com um x até onde seria considerado normal. 

As roupas eram pretas,um tipo de macacão que cobria o corpo todo,e sem falar nos tênis azuis claros. 

O chapéu cocô verde me fazia rir.

Minha insanidade era assim. 

Louca, como eu. 

Caminhei até ele sorrindo,ele apenas riu baixo e me fez sentar na platéia,com um estalar de dedos apareceram meus grandes amigos. 

Sacha, Lauren e Ecktor. Meus grandes amigos felizes. 

Estavam vendados e com as mãos amarradas para trás das costas, senti um sorriso começar a se formar em meu rosto. 

-Senhoras e senhores, estamos aqui para apresentar nosso número principal,... A dança dos mentirosos. -Minha insanidade gritou e ouvi uivos e gritos de incentivo ecoando pela tenda inteira, olhei ao meu redor vendo sombras baterem palmas e pularem em seus lugares de excitação. 

A insanidade bateu palmas e se curvou tirando o chapéu cocô.

Ele então estalou os dedos novamente e apareceu uma mesa com diversas opções de ferramentas. 

Facas,molas, picaretas, os bisturis me deixaram contente.

Lauren soltou um guincho ao sentir a mão de minha insanidade alisando sua cabeça, pobre coitada. 

-Então, primeiro gostariam de dizer algo antes de morrerem? -Minha insanidade disse pegando um bisturi da mesa e se agachando ao lado de Sacha. 

-Eu...-Ela começou mas não terminou tendo sua garganta cortada. 

-Você é muito lenta, com seus amigos sempre lutou pra ser a mais rápida -a insanidade estalou a língua desgostosa. 

Lauren tremia enquanto Ecktor parecia xingar baixinho. 

-Desculpe mas não ouvi o que disse -minha insanidade falou. 

-Eu nunca me importei com você Jon, a verdade é que só falo com você por pena. 

Nesse momento meu sorriso sumiu do rosto, eu que sempre havia tentado ser alguém melhor perto dele e isso que ganho em troca? 

-Preciso de um assistente, que tal você meu jovem? -A insanidade apontou para mim. 

Sai das arquibancadas e fui até lá,assim que cheguei perto de Ecktor peguei um alicate e me posicionei atrás dele. 

-Por favor mostre ao público seus desejos -a insanidade bateu palmas me incentivando enquanto ouvia uivos de incentivo e alegria. 

-Se insiste tanto... -Sorri. 

Puxei os cabelos dele para trás o fazendo abrir a boca, quando vi aqueles dentes malditos comecei a puxar um por um o vendo se contorcer e gritar de dor. 

-Seu problema -Comecei a sussurrar no ouvido dele -é não saber calar a boca no momento certo, pena que você não me ouviu. 

Soltei os cabelos dele pegando o bisturi da mão da insanidade e abri um sorriso na boca de Ecktor o fazendo se engasgar com o próprio sangue. 

Joguei ele no chão e rasguei sua barriga até o peito, arrancando o coração dele. 

Suas tripas pulavam para fora do corpo e seu coração quente e vivo espirrava sangue na minha cara me deixando zonzo. 

-E eu achando que você não tinha um desses -falei jogando o coração no chão e pisando em cima. 

Olhei para Lauren e senti minhas bochechas doerem com o enorme sorriso que dei, a insanidade deve ter entendido pois começamos a subir uma escada pelo poste que tinha ali perto dando na corda bamba. 

Quando chegamos lá em cima tirei a venda dela e comecei a avançar, ela dava passos moles e difíceis já que não conseguia olhar pra trás. 

-Você sempre se culpa por algo que não pode mudar... 

-Jon por favor... 

-Sempre deu valor para aqueles que chegam do nada, pra você sou só alguém que você pode conversar quando ninguém tá disposto a te ouvir... 

-Jon... 

-Você me enoja,-a peguei pelo queixo e sorri friamente -mas sabe o que é pior? As vezes sinto que você é como eu... 

E com isso a empurro pra trás vendo ela se debater no ar desesperada, quando chega ao chão vejo seus miolos se espalharem pelo chão pintando a areia de vermelho. 

Desço as escadas me sentindo entediado, será que toda diversão tinha que acabar tão rápido? 

Quando chego perto da entrada do circo vejo um garotinho pequeno me olhar curioso, me encaminho até ele pensando em uma boa sobremesa. 

Ele estende o braço e ri sem humor. 

-Se pensa que vai me matar sugiro que siga seu caminho carregador de almas. 

Sinto meu pescoço entortar ao olhar para ele, não chegava nem na minha cintura, sem contar nos olhos grandes e azuis como o céu. 

-Vennha,lhe mostrarei algo interessante. -Ele fala pegando em minha mão. 

-Aonde vamos? -Pergunto vendo minha insanidade acenar para mim ao longe. 

-Atrás de algo menos mórbido... Ou seria menos adulto? 

-Quem é você? -Paro o fazendo me olhar. 

Ele olhou para mim com olhos cansados e tristes e olhou para o céu pálido. 

-Sou a única coisa que vocês tanto insistem em perder,sou a inocência. 

Olho pra ele sentindo nojo. 

Desde quando seres humanos são inocentes? 










CONTINUA...











CONTINUA...



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