História The Difficult Choices - Capítulo 42


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Bts, J-hope, Jikook, Jimin, Jin, Jungkook, Namjin, Rap Monster, Suga, Taehyung, Yoonmin
Visualizações 985
Palavras 1.654
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Drama (Tragédia), Lemon, Mistério, Romance e Novela, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


- Tenho algo a dizer. Vocês devem estar querendo me matar pelo atraso, e eu realmente entendo vocês... Mas gente, a faculdade tá me pegando agora. Está chegando a semana de provas, e estou me virando feito uma coreana nos estudos. Tem dias que não tenho tempo nem de entrar na internet! Que foi no caso de ontem. Desculpem meus amores ^^
- Mas não vou desistir da fanfic por nada! E só peço que você também não desistam de mim <3
- Esse foi um capítulo que AMEI escrever, então espero que gostem tanto quanto eu.
- Beijoss e boa leitura <3

Capítulo 42 - Chapter XLII


Fanfic / Fanfiction The Difficult Choices - Capítulo 42 - Chapter XLII

P.O.V Hoseok

Estava tentando me manter forte. Naquele momento havia uma luta interminável entre mim e o meu subconsciente, que necessitava explodir. Mas eu me mantive neutro, no máximo de tempo possível. Ver as expressões de choque dentre todos os presentes, só me fez concluir que eu precisava agir diferente. Pois seria assim que um bom líder agiria. Com foco e segurança. Pelo menos eu pensava que seria assim liderar algo.

Apesar de que eu sabia ao certo, que não existia mais líder algum. Não havia mais nada o que liderar, logo...

Sempre fui muito sentimental, ao extremo. Quando estou feliz, tenho a necessidade de contagiar o próximo com todas as minhas táticas. Faz parte de mim querer fazer loucuras e expressar o que sinto de forma abrupta e algumas vezes exageradas. É a minha personalidade, e isso nunca mudou. Tanto que sempre tento alegrar o dia alheio. Isso está comigo desde os primórdios da minha vida. Ainda criança, eu era tipo como maluco, pois era sempre mais enérgico e sorridente do que os outros tidos como normais.

Mas o problema é que eu era apenas feliz. E naquela época, a felicidade parecia já algo em extinção. Isso se resume aos gráficos alarmantes de casos de depressão ocasionados pela solidão, que cresce todo ano. Mas era exatamente assim que eu via o mundo. Um fio de felicidade mergulhado em um mar profundo de tristeza e rancor. Cada dia mais, o ser humano se mostra ser mais “individual”. Demonstrado em seus atos do dia-dia que se resumem a uma não solidariedade escancarada.

Não é generalizando, longe disso, há sim pessoas bondosas e que realmente se importam com o próximo. Mas se fomos pegar esses exemplos e coloca-los a mercê de todos os outros casos relatados ao redor do mundo isso vira quase insignificante. Desde atos de xenofobia, preconceito racial e religioso, até agressões a homossexuais, simplesmente por serem diferentes da concepção deles de ser “o politicamente correto”, tenho a plena certeza que estamos vivendo no verdadeiro inferno. E que cada vez mais, o mal está se sobressaindo sobre o bem.

E o momento que estava passando naquele exato instante poderia resumir bem o que quero expor. Pois há sim pessoas que se sentem satisfeitas com o sofrimento alheio. E são mais comuns do que pensa. Como já tinha especificado, a tristeza só tomava conta de mim em momentos raros e específicos. Isso por que eu sempre fui otimista, e via as coisas pelo seu lado bom. Mas nos últimos dias, esta cada vez mais difícil enxergar por esse lado.

Principalmente depois do ressurgimento dele.

– Por quê? – soltou Jimin ainda estagnado. Ele é o que estava mais próximo de Hick, e parecia afetado por isso. Tanto, que logo depois que ele apareceu, o garoto ficou se distanciando cada vez mais de forma discreta.

Meu corpo estava na frente do de Yoongi. Momentos atrás ele estava transtornado com tudo aquilo, mas agora agia como uma pessoa assustada. Demonstrando pela primeira vez desde que o conheci, sentimentos naturais. Antes ele parecia engessado, como se tivesse medo de se expressar verdadeiramente.

Assim como Taehyung...

Lisa, o último membro presente, parecia ser também a mais desconexa. Sentada em uma das primeiras cadeiras, encarava o nada, como se tivesse problemas bem piores a resolver. Já fazia semanas que via aos poucos o seu brilho apagar. E sim, me sinto culpado por estar tão pilhado naquilo tudo, que não tenho alternativa a não ser deixa-la de lado.

– Você quer realmente saber o motivo? Pensei que já havia explicado. – Hick revirou os olhos, em uma tentativa de parecer cansado. – Negócios. Gerar dinheiro. Simples assim.

– Mas tinha que ser exatamente aqui? – Yoongi rebateu com força na voz. Me fez relembrar o jantar de boas-vindas. – O que não falta nesse campus é espaço para construir prédios alá Dubai.

O rosto de Hick enrijeceu.

– Mas o que posso fazer se certo alguém levou esse local à quase falência? – em seguida, o mesmo sorriu satisfeito ao notar que aquilo tinha me afetado. – Só estou seguindo o que é melhor tanto para a minha empresa, quanto para essa universidade. Ou seja, acabar com todo o lixo que ainda a cerca.

Ele enfatizava isso olhando diretamente pra mim. Ao perceber aquilo, Yoongi se moveu para o lado em uma tentativa de se afastar do meu bloqueio, mas eu agarrei o seu braço e gesticulei um não com a cabeça. O mesmo pareceu decepcionado por não agir.

– Então a porta da universidade tá aberta. Saia. – Jimin expressou de forma natural. – Ainda não percebeu que o embuste aqui é você?

Mas Hick não pareceu satisfeito ao receber aquela critica. O modo como o seu maxilar se moveu, não foi nada satisfatório. Ele mudou o foco da visão, e sorriu. Uma das suas mãos foi em direção ao cabelo, enquanto a outra se estendeu e tocou o braço do mais baixo. Era uma cena desproporcional, já que Hick era mais de 10 centímetros mais alto e com um porte mais avantajado.

– Olha aqui... – sibilou, mas Jimin continuava com o queixo erguido sem demonstrar fraqueza.

– EI! – Yoongi rugiu. E nem se tivesse três replicas exatas de mim no seu caminho, não conseguiam deter a força que ele irradiou naquele momento. – Não toca nele. Que tal arrumar confusão com alguém do seu tamanho?

Hick sorriu. Mas não era por menos. Yoongi era ainda mais baixo do que Jimin, mas a sua força de vontade fazia-o parecer sem bem maior do que aparentava. O outro ergueu as mãos em rendição.

– Eu posso me defender. – Jimin disse em direção a Yoongi que deu de ombros.

– Só estava precavendo. – em contraste, ele não parava de encarar Hick com o peito estufado.

– Então Hoseok. – Hick teve que mover a cabeça um pouco para o lado pra poder me olhar novamente. Agora era a vez de Yoongi ficar na minha frente. – Eu não ouvi a sua voz até então...

Ele estava certo. Eu tinha travado. Mas não pelo medo ou susto. Só não queria gastar saliva naquele tipo de situação. Sabia que não valeria a pena.

– Quero saber a sua opinião sobre isso tudo. – continuou. – Como se sente sabendo que o fruto do seu trabalho vai virar entulho?

Aquilo foi um soco no meu estômago.

– Ah, mas você é um folgado filho da puta... – Yoongi gritou. Certamente o barulho tinha sido audível no raio de uns cinquenta metros. Lisa se contorceu assustada.

– Não Yoongi. Ele está certo. – finalmente falei, fazendo o moreno me encarar com uma interrogação na testa. – Eu posso ser um idiota ao quadrado que não soube administrar bem esse lugar e que agora está pagando o preço por isso. Ponto pra você.

Suspirei ainda cabisbaixo.

– Mas essa história de empreendimento não cola. Eu sei bem que você está fazendo isso tudo simplesmente por que não aceita que foi trocado. – retruquei, fazendo Hick debochar.

– Trocado? – ele riu, forçadamente.

– Vai me dizer que não? – entrei na jogada e também sorri. – Hick querido, tu és a pessoa mais mimada e desprezível que já tive o prazer de conhecer.

Aos poucos o descontentamento ganhou forma em seu rosto, antes contorcido por um sorriso vitorioso.

– A vida no colegial foi terrível. Via as pessoas me olharem com nojo e se afastarem de mim, simplesmente por que você estava próximo. Todos te odiavam, e automaticamente passavam isso para mim também. – indaguei com a voz falha. – Mas eu não ligava pra elas, estava cego pela confiança que depositei em seus ombros. Você me desprezava de todas as maneiras, mas eu persistia, pois pensava que ainda poderia encontrar o seu lado bom e quem sabe ajuda-lo. Sentia pena de você. Agi como um idiota durante anos.

Encarei o chão, em uma tentativa falha de conter os sentimentos fortes que estavam tomando conta de mim. Relembrar o passado nunca foi uma tarefa fácil. Principalmente quando um dos maiores contribuintes para o mesmo se tornar um inferno estava parado na minha frente.

– E quando a pessoa certa apareceu, uma chama reacendeu no meu peito. Eu já não aguentava mais ter que lidar com a sua personalidade mesquinha, então dei um basta. – as palavras fluíram de um jeito mágico. Era a primeira vez que estava lidando com aquele assunto em voz alta e em companhia. –Mas eu deveria saber que, além disso, tu também era possessivo ao extremo. Tanto que queria com todas as forças me transformar em uma replica exata de você mesmo. Ou seja, um completo rejeitado.

Pelo silêncio, todos pareciam estar antenados naquela confissão.

– Só que fui burro ao te dar outra oportunidade, pois na minha cabeça você queria mesmo me ajudar. Estava começando a pensar que o tempo afastado tinha te mudado. – ao chegar naquele ponto eu não consegui segurar as lágrimas. – E na primeira oportunidade, me apunhalou pelas costas ao expor aquele maldito vídeo.

Eu só tinha olhos para Hick, que naquele instante estava cabisbaixo, como se aquilo o tivesse afetado grandemente. Mas foi apenas piscar, para o mesmo levantar a cabeça com um sorriso extenso entre os lábios ressecados. Do fundo da sua garganta saiu uma risada fina e repetitiva. O som ecoou pelas paredes do lugar me fazendo arrepiar.

– Fiz e faria novamente. – ele estendeu os braços em comemoração. – Já falei o quanto foi gratificante ao perceber o paizinho do Taehyung descobrindo que o mesmo era uma gay enrustida?

Ele fez gestos simplórios com as mãos, fazendo o meu estômago revirar.

– Você é amargurado. Simplesmente não aceita a felicidade de outras pessoas, quando a sua vida é uma total merda. – argumentei com força no olhar que depositei sobre os dele. – Mas isso não vai funcionar comigo. Não outra vez. Pode acabar com tudo. Destrói o teatro se isso for encher o seu minúsculo ego. Só que a minha esperança e felicidade você não tira mais.

E meus olhos foram de encontro à porta, onde uma pessoa se destacava por estar com as mãos cerradas e os olhos nada amigáveis. Taehyung.


Notas Finais


OLHA A TRETA VINDO kkkkkk
Até a próxima, FUI!


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