História The Difficult Choices - Capítulo 43


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Bts, J-hope, Jikook, Jimin, Jin, Jungkook, Namjin, Rap Monster, Suga, Taehyung, Yoonmin
Visualizações 1.506
Palavras 2.215
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Drama (Tragédia), Lemon, Mistério, Romance e Novela, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


- EU TENTO SAIR DA MADRUGADA, MAS A MADRUGADA NÃO SAI DE MIM!
- Oii gente! Tudo bem com vocês? Espero muito que sim ^^
- E olha o capítulo que muitos estavam esperando!! Chegou hein!
- O QUE SÃO AQUELES POSTERES QUE A BIG HIT DISPONIBILIZOU DO PRÓXIMO COMEBACK? JÁ QUERO TEORIAS NA MINHA MESA AGORAAA!! kkkkk
- Espero que gostem!!
- Beijoss e boa leitura <3

Capítulo 43 - Chapter XLIII


Fanfic / Fanfiction The Difficult Choices - Capítulo 43 - Chapter XLIII

P.O.V Taehyung

Minutos antes

Deveria ser mais um dia comum. Se é que se pode ter mais uma rotina normal em meio a tudo que tinha acontecido nos últimos dias. E pareciam piorar a cada instante que passava. A última noite foi algo terrível de comentar, já que mal consegui pregar os olhos tendo que escutar a conversa entre Jungkook e Minho que durou horas. O assunto era algo relacionado à música, e pelo tom de voz os garotos pareciam bem excitados. Completamente o oposto de mim, que virava o corpo de um lado para o outro no colchão tentando descarregar o mal estar e tirar o peso da consciência de algo que nem eu sabia o que era.

E sem citar o encontro repentino no elevador. O clima ficou pesado, não tem como negar, mas assim que notei a expressão de insatisfação plantada no rosto de Jimin, tudo já valeu a pena. E Jungkook também reagiu aquele acontecido, só que positivamente. A sua volta no time foi muito bem aceita pelos outros jogadores, que suspiraram aliviados ao perceber que teriam que se esforçar menos por ali em diante. E o moleque parecia que tinha voltado com o gás total. Marcou dois gols em menos de cinco minutos com grande facilidade.

Afastei a passos curtos com um sorriso no rosto, que automaticamente se desmanchou ao perceber os olhos furtivos de Jackson sobre mim. Ele se aproximou.

– Olha só, o grande astro e jogador favorito do capitão voltou! – ele não perdia uma oportunidade de me irritar. – Como o convenceu? Rolou contato físico?

Soltei uma lufada de ar ao perceber que o garoto tinha bloqueado a minha passagem. Ele era do tipo persistente e bastante irritante. Jackson se encaixa bem na frase “eu perco um amigo, mas não a piada". Suspeitava até que foi criada por ele próprio.

– O que foi? Tá incomodado? – retruquei com um singelo sorriso. – Todos perceberam que você tem inveja das técnicas do Jungkook. Mesmo querendo ou não, você não passa de um mero coadjuvante nesse time.

A sua expressão ficou séria.

– Eu não tenho invejo daquele moleque. – Jackson estirou o pescoço para observar melhor o treino que estava acontecendo. – Só quero o melhor para o time...

– Ah cala a boca! Você não tem moral nenhuma para optar o que é melhor ou pior para o MEU time. – passei por ele com um ar vitorioso. – É melhor começar a aceitar.

Toquei em seu ombro e caminhei até a saída.

– Aonde você vai? – Jackson gritou assim que cruzei o portão.

– Tenho aula daqui a meia hora. – respondi, virando o corpo, mas continuando a me afastar de costas. – O Jungkook vai me substituir. Ao contrário de alguns, ele sabe liderar.

Andei a passos lentos sobre o gramado em direção aos dormitórios que ficavam a cerca de cem metros de distância em linha reta. Em linha íngreme pra ser mais exato, já que a universidade foi construída em uma pequena montanha. Mas era nada do tipo, super alto que precisasse escalar. Na verdade tudo ficava quase no mesmo nivelamento, mas em alguns setores era preciso subir uma grande quantidades de escadas que estavam postas ao ar livre. Os dormitórios ficavam localizados no ponto mais alto, assim como o campo de futebol e o teatro.

Olhei a construção do meu lado direito e senti um calafrio assim que uma rajada de vento fria atingiu o meu corpo. Apertei ainda mais o meu casaco sobre o meu corpo e olhei pra cima, avistando o céu começando a ficar nublado e sem vida.

– É melhor eu correr. – disse para mim mesmo. Não tinha uma pessoa sequer no raio de vários metros. Pareciam que os coreanos tinha um radar implantado no meio da testa que constatava quando era a hora certa para andar pelas ruas. Nos dias mais chuvosos e frios, não se via ninguém. Mas quando era verão e o país todo ficava abafado, as ruas pareciam formigueiros.

Assim que movi o corpo apressado, um barulho me obrigou a fazer uma parada brusca. Parecia ser um tipo de rugido abafado pelas paredes do teatro. Reconheceria a voz de Yoongi em qualquer lugar, principalmente naquela intensidade. Fiquei parado com a testa franzida, tentando processar o que poderia ter acontecido. E por um milésimo de segundo, esqueci tudo o que Hick havia me ameaçado caso tentasse me aproximar de Hoseok ou qualquer coisa relacionada a ele, e segui os rastros de som do teatro, no que parecia ser uma discussão calorosa. A curiosidade falou mais alto do que a noção do meu bem estar.

A cada passo de aproximação, mas alto as vozes soavam. Foi ai que percebi que uma delas era nada mais, nada menos do que a de Hick. O que com certeza significava que boa coisa não estava rolando. O portão de entrada estava entreaberto, deixando passar um feixe de luz amarelado fraco. Afastando um pouco e com muito receio, coloquei a cabeça pra dentro e depois todo o corpo. Isso sem fazer o menor barulho.

Tinha um grupo reunido mais na frente, onde se destaca Yoongi e Hoseok em cima do palco e Jimin e Hick que estavam próximos, só que perto das arquibancadas. Uma garota loira, também estava presente, mas eu nem sabia o seu nome. Não parecia ser importante.

– E quando a pessoa certa apareceu, uma chama reacendeu no meu peito. Eu já não aguentava mais ter que lidar com a sua personalidade mesquinha, então dei um basta. – a voz de Hoseok soou forte. Eu nunca o tinha visto falar daquele jeito. E seu olhar estava cravado em Hick. Pelo jeito, estava com certeza relembrando o passado. Mas espera, a pessoa certa que ele estava se referindo... Era eu? – Mas eu deveria saber que, além disso, tu também era possessivo ao extremo. Tanto que queria com todas as forças me transformar em uma replica exata de você mesmo. Ou seja, um completo rejeitado.

O que porra estava acontecendo? Estava atônito e confuso. As palmas da minha mão começaram a suar de repente e tive que seca-las sobre a calça.

– Só que fui burro ao te dar outra oportunidade, pois na minha cabeça você queria mesmo me ajudar. Estava começando a pensar que o tempo afastado tinha te mudado. – no palco, o garoto parecia frágil e sem vida. Principalmente quando começou a chorar. Sem motivo algum, eu também queria expressar os meus sentimentos daquela mesma forma. – E na primeira oportunidade, me apunhalou pelas costas ao expor aquele maldito vídeo.

O ar sumiu dos meus pulmões com um só suspiro de frustração. Flashs do passado zuniram em minha cabeça, relembrando cada momento daquela noite maldita. O modo como às pessoas se viraram se perguntando se eu era a pessoa presente naquele slide. Como todos se afastaram de mim com nojo do que eu poderia ser. Aquilo me afetou de uma maneira grandiosa.

Eu odiava ser quem eu era.

Até aquele momento.

A raiva que eu estava sentindo de mim mesmo tinha superado qualquer outro acontecimento. O orgulho e a raiva haviam tapado os meus olhos de uma coisa que estava bem abaixo do meu nariz. Até as outras pessoas, como Minho, por exemplo, tinham percebido que havia mais coisas nessa história.

Criei uma mascara para esconder quem realmente era, mas não para a sociedade preconceituosa em si. Eu é que era o problema naquele tempo todo.

O meu maior inimigo se chamava Kim Taehyung.

– Fiz e faria novamente. – a risada seca de Hick fez os meus pulsos cerrarem. – Já falei o quanto foi gratificante ao perceber o paizinho do Taehyung descobrindo que o mesmo era uma gay enrustida?

Hoseok falou mais algumas vezes, mas eu não escutei. Estava ocupado demais tentando conter a necessidade de explodir. Os sentimentos guardados durante anos estavam a postos de serem liberados. A pessoa que eu realmente pensava ser culpada era na verdade tão vítima quanto eu.

E foi naquele momento que os nossos olhos se cruzaram e a cena do nosso beijo veio à tona. O modo como os nossos lábios se encontraram, era de fato inesquecível. Tanto, que em todo esse tempo tentava esquecer aquele instante, mas só era colocar os olhos em Hoseok que tudo voltava. A raiva que nutri por ele sempre foi intensa, mas no meio daquilo tudo ainda tinha boas lembranças.

E eu agradeci a mim mesmo por nunca ter esquecido.

– Porra. – a palavra saiu da boca de Hoseok em seguida como um sussurro.

Jimin foi o primeiro a notar e olhar pra trás, esbugalhando os olhos ao me notar.

– Porra. – repetiu colocando a mão atrás da cabeça. – Em dobro.

Ao perceber as expressões, Hick também se virou e sorriu. Parecia satisfeito e ao mesmo tempo furioso em me ver.

– Finalmente estamos todos reunidos! – ele juntou as mãos em uma batida abafada. – Isso me faz lembrar dos tempos da escola...

– No qual você destruiu? – respondi de forma ríspida.

– Destruí? – Hick falou da forma mais extravagante possível. – Na minha singela opinião foi uma maravilha. O que foi que eu fiz pra estragar?

O modo como ele sorriu me fez ficar ainda mais puto.

– Vai continuar mentindo na minha cara que não foi você quem expos aquele slide? – grunhi, sentindo as minhas pernas caminharem sozinhas em sua direção.

– Em momento algum eu neguei esse fato. – Hick admitiu. – Não posso fazer nada se você acreditou esse tempo todo em algo que a sua mente ingênua perpetuou.

Parei a poucos passos de toca-lo. Minha respiração estava descontrolada. Sentia o batimento do coração palpitar freneticamente. Os nós de meus dedos ganhavam aos poucos marcas brancas. E pela onda de calor que atingiu o meu corpo, não precisava de espelhos para perceber que o meu rosto havia corado.

– Você age como se não houvesse problema no que fez. – disse, entredentes.

Jimin percebendo o que prestes a acontecer, se afastou indo de encontro ao pouco junto aos outros. Mas meus olhos focavam apenas em Hick. Pra mim, só tinha nós dois dentro daquele local. E ninguém atrapalharia a nossa conversa.

– E eu não vejo problema mesmo! – ele continuou com as gracinhas. – Quero mais é que “coisas” como vocês realmente se fodam. O seu papaizinho com certeza concorda comigo.

Encarei o chão para controlar a mistura de coisas que estava sentindo. Nem sabia definir bem o que era. Mas uma coisa em si se destacava. Estava com muita raiva.

– Mas o que posso fazer se a verdade sempre dói. – continuou, alargando um sorriso de orelha a orelha.

E foi ai que eu não resisti aos meus instintos. Dei um passo largo na sua direção e desferi um murro no seu rosto com força total fazendo com que o mesmo cambaleasse um pouco para o lado com o impacto. Um completo silêncio depois disso. Parece que meu ato pegou todos de surpresa. Só que eu sabia que no fundo eles queriam ter feito o mesmo. Até Hick, que se recompôs levando a mão ao conto da boca onde tinha surgido um pequeno corte, não parecia acreditar no que tinha acabado de receber. Seus olhos estavam irritadiços.

Mas mesmo assim o desgraçado sorriu.

– Essa é tudo Taehyung? Estou decepcionado. – falou apontando para Hoseok. – Até ele tem mais força no braço do que você.

E eu aqui na provocação mais uma vez.

– Esse foi pelo vídeo. – respondi, desferindo mais um murro na sua face. – Isso é pela sua homofobia.

Nem deu tempo de ele processar os segundo que eu já desferi o terceiro. Hick caiu de joelhos sobre o chão com os olhos tortos. Meus dedos estavam doidos e com resquícios de sangue. Teria até continuado com a brincadeira, mas Yoongi puxou o meu corpo pra trás em forma de proteção.

– Esse foi por... Sei lá, eu só não gosto muito de você. – ironizei, vendo o mesmo ter dificuldade de se levantar.

– Você tá fudido. – Hick respondeu, cuspindo no chão sangue puro. – Muito fudido.

E soltou uma risada fraca.

– O que você fez cara? – Yoongi falou no meu ouvido, me levando até a saída. – Tem noção da merda?

– Simplesmente dei o que ele mais merecia nesse tempo todo. – respondi, me desvencilhando dos seus braços. – Vai me dizer que não?

Ele não respondeu. Mas estava na cara que ele concordava.

– Taehyung! – ouvi a voz de Hoseok e me virei para fita-lo se aproximando com pressa. E a culpa que estava sentindo não me fazia ter coragem de encara-lo por muito tempo. Tanto que drasticamente mudei o foco para Yoongi ao meu lado. – Você tá bem?

– Acho que a pergunta ficaria mais bem especificada caso fosse direcionada a ele. – apontei para Hick que naquele momento ainda estava tentando se recompor. O mesmo soltou um palavrão furioso ao receber a ajuda da garota loira, que se afastou totalmente assustada.

– Ele que se foda. – simplesmente respondeu com cara de nojo. Sorri. – Mas depois dessa confusão toda, é melhor você ir embora...

Concordei levando a mão ao bolso da jaqueta.

– Lógico. – abri a porta, sentindo a mão pinicar com a dor. Lá fora, gotículas de chuva começaram a cair em um ritmo fraco.

Antes de ir, olhei mais uma vez para Hoseok que soltou um leve sorriso de lado em forma de compreensão.

Pela primeira vez eu sabia o significado de reciprocidade. E com todo a prazer falei a seguinte palavra com sensatez e toda a sinceridade que ainda me restavam:

– Desculpa.


Notas Finais


Eitaaa!! Só na base do soco na cara.
Mas essa treta parece que está longe de acabar...
Até a próxima, FUI!


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