História The Door To His Own Death - Capítulo 3


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Categorias Amor Doce, Coraline, Fran Bow
Tags Amor Doce, Coraline, Fran Bow, O Mundo Secreto
Exibições 17
Palavras 1.738
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Bishoujo, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Ficção Científica, Hentai, Luta, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


OIEEEEEEE,

Gente me desculpem pela demora. Mas ta aí!
Beijinhos! :)

Capítulo 3 - A Primeira Passagem Para o Tormento.


Cora Jones.

- Você veio até aqui pra me pedir uns conselhos amorosos então? – Ironizei. Ainda com dor de cabeça. – Olha, eu tenho uma ideia sim.

- Então desembucha logo avatar. – Ele me encarou com um sorriso debochado.

- Normalmente quando pessoas terminam um relacionamento elas procuram mudar. – Eu disse encarando-o também. – Elas mostram para a pessoa que amadureceu.

- Então eu tenho que ignorar a Debrah? – Ele arqueia uma sobrancelha.

- Não foi isso que eu quis dizer. – Reviro os olhos. – Você tem que falar normal com ela, pra mostrar que é maduro suficiente pra conseguir em frente mesmo vendo ela todos os dias e olhando na cara dela.

- Continue. – Ele fez um gesto com a mão para que eu continuasse.

- É isso. Você tem que falar com ela normalmente, mas mostrar que amadureceu. Assim ela vai ver que você não se deixa abalar com as coisas que ela faz, que você não é o cachorrinho dela. E fazendo isso você até consegue amadurecer de verdade, deixando ela no passado. – Pisquei. – Ah, e também, as pessoas costumam mudar fisicamente.

- Você quer dizer que eu tenho que jogar essas roupas foras e comprar outras? – Ele encara a blusa marrom.

- Ah, talvez sim. Olha essas cores sem graça, que horror. – Eu segurei a blusa preta por baixo da marrom. – Você é um rockeiro, tem que usar roupas chamativas. Além de mostrar pra sua ex-namorada que mudou. – Outra ideia brilhou na minha cabeça. – Que tal mudar a cor do cabelo também? – Eu sorri. Ansiosa.

- Então o motivo de você se transformar em um azulão foi esse? – Ele deu risada. – Eu não quero me pintar de azul não.

- Idiota. – Revirei os olhos. – Pode ser outra cor. Como eu disse: Você é rockeiro. – Eu o encaro.

- E qual a sua sugestão, mademoiselle? – Ele me encara também.

- Vermelho! – Eu praticamente gritei.

- QUE? – Ele encara o parque e depois me encara. – O que? – Disse ele um pouco mais baixo. – Você quer me transformar em uma tocha ou o que? Tá doida? – Ele da risada.

- Ah Castiel me poupe. – Eu disse me levantando. – Se você veio até esse parque pra ficar me criticando ou caçoar da minha cara eu vou embora. Você reclama de tudo, caralho.  – Minha cabeça doeu um pouco mais e eu coloquei a mão.

- Ai azulão, calma. – Ele se levanta e se coloca na minha frente. – Eu só estou zoando. Fazia um tempo que queria mudar a cor do cabelo. Essa ideia não é ruim. Agora me diz o que tenho que fazer. – Ele me olha nos olhos.

- Compre o pó descolorante e dois tipos de tinta. Um vermelho mais fosco e outro um pouco mais gritante. – Eu disse sorrindo.

- Amanhã. Nesse parque 12h00min. Espero você aqui. – Ele disse rindo. – Vem. Eu te levo até o ponto de ônibus.

Eu e Castiel fomos andando até o ponto de ônibus perto da minha antiga casa. Fiquei encarando a mesma por alguns segundos. Conversamos sobre ontem, que eu tinha me mudado para a casa da mãe do Lysandre. Castiel disse que sabia onde era. Eles frequentavam lá na infância, mas a mãe de Lysandre nunca deixava os meninos entrarem.

O que será que tem de errado com essa casa?

Após me despedir de Castiel, paguei minha passagem e estava indo direto para a casa.

Parei naquele ponto que ficava um quarteirão do Pink Palace.

Andei até chegar dentro da área, onde havia duas senhoras vestidas até um pouco vulgar para aquela idade. Gostei.

- EI! AQUELA É NOSSA VIZINHA MIRIAM! – A mais baixinha gritou apontando para mim.

Eu andei até elas. Seria falta de educação minha passar reto.

- Boa tarde... Hãm... – Eu encarei a mesma.

- Spink e Forcible! – A mais alta acrescentou e passou a mão pelos cabelos curtos e platinados.

- Seus cabelos são maravilhosos. Não se acha tinta de qualidade hoje em dia. – A mais baixa dizia praticamente puxando o meu cabelo. Igual aquelas tias que dizem ‘’ você cresceu ‘’ toda vez que tem uma festa em casa.

- Haha, obrigada. – Eu disse me soltando. – Qualquer dia desses, eu passo na casa de vocês! – Eu sorri.

- Venha cá. – A mais velha disse me abaixando. – Não passe pela pequena porta.

[...]

(Um pouco mais tarde naquele dia)

Depois de eu me despedir das senhoras Spink e Forcible, subi as escadas e joguei as minhas botas em algum canto daquele quarto. Fiquei deitada até anoitecer, trocando mensagens com meus amigos sobre a escola amanhã. Conversei com Castiel sobre o que ele deveria fazer quanto as tintas.

Minha mãe me gritou para conversar com ela. E eu desci as escadas. Já estava sentada na mesa com a minha cópia versão boneca.

- Castiel é aquele namorado da cantora que parece que faz streap em uma boate? – Ela disse colocando o jantar sob a mesa.

(Meu pai que havia feito).

- É. E eles são EX- namorados. – Eu dizia entediada. Encarando o prato horrível na minha frente.

- Então ele está abrindo novas vagas? – Minha mãe dizia terminando de colocar a comida em seu prato. Fazendo meu pai me encarar por alguns segundos, me senti irritada e vermelha.

- Ah mãe da licença. – Eu dizia jogando o prato para frente com uma mão. – Eu não sou obrigada a comer essa comida horrível e ter papos horríveis com vocês.

- Comida horrível mais saudável, vai te fazer bem. – Minha mãe dizia com uma expressão facial de vencedora de maratonas.

- O que me faz bem tem cheiro de bueiro. – Eu dizia revirando os olhos.

- Cora Jones, nós já conversamos sobre isso. Seu pai cozinha, eu trabalho e limpo a casa, você não faz nada na vida, só estuda, então não amola! – Ela me olha com uma sobrancelha arqueada e cara de raiva.

- Ah pelo amor de Deus vocês em. Eu não quero comer isso aqui. Tenho saudade da nossa rotina de antes... – Eu dizia me levantando da mesa.

- Não dá pra voltar no tempo, Cora. Se não quer comer, então suba as escadas e não atormente nossa vida. – Meu pai dizia dando uma garfada na comida. As olheiras estavam ali em seu rosto fino e os cabelos castanhos escuros caiam sobre seus óculos.

Subi as escadas fervendo de raiva, eu de fato odiava tudo aquilo que eles estavam fazendo. Bati a porta do quarto com toda a força que tinha, coloquei a boneca no criado-mudo ao lado de minha cama.

Chorei como um bebê, acho que adolescentes tem o costume de fazer isso quando estão com raiva. Instantaneamente olhei para a boneca.

- Estou cansada. Por que simplesmente não posso ter uma vida normal? Uma mãe que me apoia e escuta os meus problemas, uma casa na qual fosse sempre unida, um dia sem querer enfiar a minha cara em um pote de sorvete e em filmes de romance; mesmo sabendo que nem isso faria com que o vazio passasse. Eu de fato preciso de algo, algo que me entenda; alguém que me entenda.

Levantei-me da cama enxugando minhas lágrimas. Andei até o banheiro sem fazer barulho. Escutava o barulho da louça batendo na pia.

Chegando ao banheiro tirei toda aquela roupa e joguei no canto da porta.

Entrei na pequena banheira que continha na casa – pequena até de mais – e a agua começou a encher a mesma, me fazendo relaxar por um tempo.

A dor de cabeça havia voltado com mais intensidade. Abri os olhos e vi tudo vermelho novamente, sentindo algo pesar sob meus ombros. Fechei os olhos e os abri novamente, assustada. A imagem havia sumido, que raios que está acontecendo aqui?

[...]

Estava usando uma blusa larga que ia até os joelhos; a cor era acinzentada e continha um Mickey mostrando o dedo do meio. Castiel que havia me dado, ele dizia que combinava comigo.

E fiz o que sempre faço, um coque largo no topo da cabeça, jogando a franjinha de lado e deixando que alguns fios caíssem sobre meu rosto.

Liguei o meu abajur de luzinhas de cavalos de carrossel – que giravam a noite inteira – e apaguei a luz, me cobrindo e abraçando o meu pequenino clone.

Mas sentia um incomodo no quarto. Sentia que algo me chamava para fora. Eu abria os olhos e espiava a porta diversas vezes, e parecia que realmente aquilo me chamava, era tentador.

Eu morria de medo de escuro. Então, peguei o meu celular e liguei a lanterna, indo até o corredor do quarto, deixando minha boneca na cama.

Fui até o espaço que não era uma escada e observei a casa de lá de cima. Havia um lugar na casa onde tinha os quadros e a lareira, o mesmo lugar que eu e Lysandre arrumamos no dia da mudança.

Ouvi barulhos do quarto e uma luz azul. A curiosidade e o sorriso em meu rosto vieram à tona. Desci correndo e fui até o quarto.

E me deparei com ratinhos pequenos comendo queijo perto de uma porta pequena. Sério mesmo? Tinha um ninho de ratos ali?

Corri até eles e me surpreendi com o que via a frente. A pequena porta se abriu, dando espaço a um túnel azul escuro que se mexia e emitia um som suave.

Os ratos passaram pelo mesmo e eu fui atrás, deixando o meu celular com a lanterna ligada atrás de mim.

Após chegar no final daquilo, encarei o que estava a minha volta. O que é isso? Um tipo de brincadeira? Ou efeito da mente? Será que eu estou dormindo e não sei? É, deve ser isso. Tipo viajens astrais nos sonhos. Por incrível que pareça, eu não estava assustada.

Senti um cheiro bom da cozinha da casa. Minha mente é realmente estranha, sente fome até nos sonhos.

Andei até a cozinha e me deparei com a silhueta de minha mãe, ela estava animada e ouvia um som no pequeno radio em cima da pia.

O meu pai estava sentado na mesa com um jornal, me impedindo de ver seu rosto. Arqueei uma sobrancelha.

- Mãe? O que está fazendo? – Eu dizia chegando perto.

Quando a figura se voltou para mim. Eu assustei e arregalei meus olhos pretos.

Ela continha olhos de botão.

Isso não é a minha mãe.

- Q-Quem é você? – Eu dizia coçando os olhos. – E-eu estou sonhando.

- Eu sou a sua felicidade querida! – A figura sorriu. – E isso é completamente real.

CONTINUA...


Notas Finais


Mais uma vez: Desculpa.

E me desculpem se o capítulo não ta muito bom. Prometo que melhoro!

Até mais, amo vocês.


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