História The Dragon Hunter - Capítulo 11


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Personagens Personagens Originais
Tags Aventura, Dom, Dragão, Dragon, Hunter, Jornada, Magia, Magos, Medieval, Mitologia, Vingança
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Luta, Magia, Romance e Novela, Saga, Shounen, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 11 - Capítulo 10


Com o empate a minha permanência entre os Dragon Hunters recaiu sobre os generais, com exceção de Jillion, todos concordaram que me treinar valeria a pena, baseando-se na força que eu mostrei ao atingir a Harmonia Perfeita.

 

Dean Calok permaneceu inconsciente por dias, e depois de acordar ele permaneceu em – repouso e ordenando que não fosse incomodado, mesmo assim eu fui incomodar ele.

 

Bati na porta e quando Colak me viu, ele se sentou na cama.

 

– Você precisava mesmo ter usado magia? ele perguntou sorrindo – Eu já não conseguia me levantar.

 

Eu abaixei a cabeça.

 

– Eu precisava mostrar a eles o poder da harmonia e o que eu podia fazer quando chegava na minha força total.

 

– Você se segurou, certo? – ele perguntou olhando a parede – Aquele ataque não era sua força total.

 

Ele estava certo, quando liberei o poder mágico, eu calculei para que Dean ficasse inconsciente, mas sem danos permanentes.

 

– Sim, com a força total você estaria morto agora.

 

O comandante sorriu e olhou diretamente nos meus olhos.

 

– Eu nunca imaginei que o poder perfeito pudesse ser tão absoluto. – ele fechou os olhos – Precisa aprender a controlar, o que você fez de diferente durante a luta?

 

– Eu não sei. – eu enrolei os dedos das mãos e olhei para o chão – Eu só senti tudo ao mesmo tempo... Ódio dos dragões, amor pela minha família, desejo de vingança, frustração por ser tão fraco, raiva de você, tudo ao mesmo tempo, meu instinto me mandou invocar Silver e minha mente confirmou esse desejo, eu aguentei as dores e levantei e então, eu explodi e deixei tudo sair.

 

Dean continuou me olhando, mas seu olhar começou a se tornar distante como se ele pensasse em algo importante.

 

– Eu simplesmente canalizei tudo no desejo de vencer ali, de vencer agora, e quando eu invoquei Silver ele veio com perfeição.

 

Dean levantou a mão e me fez parar.

 

– Poderia ser... Não, isso não faz sentido... Mas talvez... – o comandante murmurava.

 

Comecei a me perguntar o que ele estava pensando, ele parecia ter enxergado algo que eu não enxergava.

 

– Comandante...

 

– Will, me deixe sozinho, me dê papel, tinta e uma pena e saía, preciso escrever uma carta, diga para me trazerem uma coruja.

 

– Senhor, você entendeu alguma coisa, não foi? Descobriu algo sobre meu problema. – falei. Ele me encarou e suspirou.

 

– Eu não tenho certeza Will, mas sim, acho que eu posso ter entendido a sua dificuldade, mas não quero dizer sem ter certeza.

 

Eu me lembrei das palavras de Opal, logo eu iria entender a minha desarmonia.

 

– A sua teoria – eu perguntei – tem solução?

 

Dean se manteve em silêncio por um longo tempo, ele olhava para os cantos como se buscasse se lembrar de algo.

 

– Tem uma solução, mas não vai ser fácil. Agora vá, amanhã nós dois nos encontraremos com o rei.

 

Eu queria ficar e discutir, queria que ele me dissesse no que estava pensando, em qual era a solução.

 

Mas eu sabia que seria inútil argumentar com ele agora.

 

– Amanhã sem falta, levo você arrastado se for preciso – e então eu saí do quarto e me encontrei com outros sargentos que vinham falar com Dean, disse a eles que Dean pediu uma coruja e então me afastei, só depois de chegar ao fim do corredor eu percebi que não dei a ele o papel, nem a tinta e nem a pena.

 

~X~

 

Algumas horas depois nós fomos chamados para o jantar, como já estava virando costume eu me sentei com Leônidas, que cada vez mais me provava ser mais do que um príncipe arrogante.

 

–Então, como foi a conversa com Dean?

 

– Como sabe que eu falei com ele? – eu não havia dito a ninguém sobre isso.

 

– Você tá com uma cara de que ouviu alguma coisa que não gostou, só duas pessoas aqui teriam coragem de fazer isso, Jillion que você faria calar a boca e Dean, que você não pode fazer nada. – ele explicou enquanto encarava alguma coisa verde no prato – Perguntei pra metade do refeitório, você sabe o que é isso?

 

– Você descobriu tudo isso pela minha cara de frustração? – eu olhei a coisa verde no meu prato – E não come a coisa verde.

 

Ele não comeu a coisa verde.

 

– Então, o que Dean te disse? – ele começou a comer do lado oposto do prato – Eu não vou comer nada verde, e se eu virar um gigante verde e furioso que sai por aí esmagando tudo e gritando "LEON ESMAGA".

 

A imagem de um gigante verde musculoso e loiro não me parecia uma coisa muito agradável.

 

– Ele descobriu alguma coisa sobre a minha desarmonia, tem uma teoria, mandou uma carta para alguém. A única coisa que eu sei é que a teoria dele tem uma solução. Amanhã vamos falar com seu pai sobre isso. – eu comecei a comer - É melhor ignorar a coisa verde mesmo, não quero que você destrua metade da nossa cidade.

 

– Que interessante, tô ficando louco pra saber o que realmente tá acontecendo aqui eu vou lá amanhã com você. – de repente ouvimos alguém vomitando – Com certeza ele mexeu na coisa verde.

 

Eu comecei a rir e então voltei a comer, esquecendo temporariamente da carta de Dean, onde ele com certeza escrevia a resposta para o meu problema.

 

Temporariamente.

 

~X~

 

A carta chegou no segundo exato em que eu escrevia o "e" de "escada" 37 segundos depois do último relâmpago, e 0,17 centésimos de segundo antes de eu me lembrar que ela chegaria hoje.

 

Ser o deus do tempo não me tornava onisciente só... Onitemporal.

 

A coruja negra que trouxe a carta pousou no poleiro número 38, mesmo assim recebeu prioridade.

 

É claro que eu já sabia que a coruja-da-igreja no poleiro 13 tinha muito mais importância, se tratava de uma possível guerra entre Akanta e o deserto de Sagan, mas tem guerras desde o início dos tempos, eu não aguento mais ficar resolvendo essas coisas, ninguém têm paciência pra isso. Seria melhor se eles se matassem de uma vez? Não, o grande problema é esse, se eles começarem a se matar, a guerra vai causar a morte de milhares de inocentes, a morte deles vai gerar mais guerras e mais guerras até que a raça humana toda seja extinta.

 

Eu me olhei no espelho e sorri ao ver minha verdadeira forma, um jovem de 18 anos cabelo grisalho e curto e olhos castanhos, corpo não muito forte, cerca 1,80 de altura. É, nada do visual velho caduco dessa vez, era essa a verdadeira aparência de Opal, o deus do tempo, 44% de equilíbrio dom da coruja-branca, filho de Diane e Odyx.

 

Eu li a carta para recordar se as revelações que eu iria dar ao jovem Dragon Hunter eram as corretas.

 

Isso é importante, se eu dissesse alguma coisa fora do momento histórico era garantido que eu iria bagunçar toda a história do mundo e então, é claro eu ia passar milênios tentando achar um jeito de desfazer o meu erro, e sim eu aprendi isso do pior jeito possível.

 

A carta continha as informações básicas sobre a teoria que Dean sobre Will Savina, quase toda correta. Exceto a solução, é tão irritante como o cérebro de Will Savina simplesmente ignorou a informação que eu meticulosamente dei a ele para solucionar o problema, é tão simples, ele nem precisaria entender o problema.

 

– Mãe! – eu fui andando até o quarto dos meus país no Palácio Godious.

 

Era frustrante ter que pedir permissão para sair, quer dizer eu sou um homem de 18 anos? Sim, mas eu sei sobre a verdade das verdades, sei o dia e a forma da morte de cada ser humano que caminha nesse mundo, sei a resposta para perguntas que a humanidade ainda nem sabe que um dia vai perguntar.

 

–Diga, filho.

 

– Preciso ir até a capital de novo, lembra o garoto perfeito?

 

Os olhos da deusa brilharam e o sorriso se abriu, mais branco que a cor branca, ela adorava Will Savina.

 

– O que ele fez?

 

– Descobriram o problema dele, e eu vou lá impedir que eles façam besteira e façam o garoto treinando uma coisa inútil a vida toda.

 

– Então, você vai me dizer como é o futuro dele?

 

– Não, você ia contar pra ele bagunçar todo o futuro e eu ia ter que resolver – eu suspirei – Já disse que a linha do tempo não é algo que eu me arrisco a mudar.

 

– Eu sou a deusa da vida, – ela respondeu indignada – rainha dos deuses.

 

– Você entende de saúde, entende de emoções, entende os instintos e o motivo de um pássaro ir para a direita e não para a esquerda, eu sou quem entende do tempo.

 

Ela fechou os olhos, o discurso ia começar.

 

– Bom, mãe, eu só vim te avisar pra não se preocupar, eu volto em um segundo – eu comecei a desaparecer – literalmente.

 

~X~

 

Dean me pegou logo após o almoço, dispensado dos treinos da tarde, eu e Leon o seguimos para o castelo real para conversarmos com o rei. Não nos surpreendemos ao ver Opal nos esperando.

 

– Eu estava certo? – Dean perguntou.

 

– Em quase tudo, o mais óbvio você errou.

 

Eu percebi que uma longa conversa começaria ali, então eu segurei os dois e os puxei para dentro do Castelo até a sala do trono.

 

– Majestade – todos nos curvamos, exceto Opal.

 

– O que posso fazer por você, Dean?

 

– Senhor, quero que autorize Will Savina a realizar treinamentos especiais para sua harmonia.

 

Opal interveio.

 

– Foi esse o seu erro, a solução.

 

Todos incluindo o rei olharam confusos para o Deus.

 

– O que realmente queremos, meu rei, é um navio e uma autorização para navegamos até Laxus. –disse Opal.

 

Espera o que? Primeiro treinamento especial, depois viagem para Laxus?

 

— Não estou entendendo. — o rei disse — Qual o objetivo da viagem?

 

— Permite-se explicar de uma vez por todas, o porquê nosso jovem Will, não consegue entrar em harmonia, método descoberto com Dean Colak.

 

Ele estalou os dedos e um bancada com alguns objetos surgiram, uma jarra d'água, um prato totalmente plano, uma bacia e pequenas esferas coloridas.

 

Opal colocou as esferas sobre o prato.

 

— Imaginem que isso é o seu equilíbrio, como ninguém e prefeito, exceto Will, ele sempre fica inclinado – ele inclinou o prato, as esferas pareciam ter uma cola pois todas permaneceram paradas — as esferas são suas características: inteligência, resistência, amor, ódio, frustração, absolutamente cada um dos seus detalhes.

 

Até aqui nada interessante.

 

— Quando você usa a harmonia é como jogar água no seu equilíbrio — ele derramou água da jarra no prato demonstrando que obviamente escorria para a parte mais baixa — todas as suas características são puxadas pela harmonia, percebem como todas vão para o mesmo lado? Sempre juntas. 

 

Quando ele disse isso, Leon deu um tapa na testa.

 

— Então é esse o problema? Não tem solução pra isso.

 

— Eu ainda não entendi — disse ao meu mais novo amigo.

 

— Will, a água segue pra um lado porque a superfície não está reta, e a superfície não está reta porque somos desequilibrados, mas você, Will, não é.

 

Nessa hora eu entendi. E para confirmar Opal deixou o prato reto, as esferas agora caiam para todos os lados, não se juntavam em um único ponto, a bacia onde a água estava representando meu dom, e agora algumas esferas não caiam no meu dom, características que Silver não recebia, desarmonia.

 

– Isso explica porque eu consegui aumentar minha força durante a luta, toda vez que ela aumentava era porque eu tinha me concentrado em alguma característica diferente.

 

— Só precisa de concentrar, Will, você pode aprender a invocar...

 

— Não dá Colak. — eu respondi — Não tem como eu sentir tudo ao mesmo tempo, eu nem sei como aconteceu antes, — eu olhei para Opal — mas você sabe de outro jeito, não é...?

 

De repente a porta se abriu, uma garota loira, que eu já havia visto antes, entrou no salão a passos rápidos.

 

— Se tivesse lido o livro que eu recomendei saberia qual é a solução.

 

A vice-Comandante do esquadrão Asas de Prata entrou e se curvou diante o rei.

 

— Eu li o livro. — falei e ela riu.

 

— Não até o fim. 

 

Eu fiquei muito confuso, o método alternativo, por que ele queria ir para Laxus? Existe algum objeto lá?

 

Não, Não é um objeto... A resposta era tão óbvia, a única coisa em Laxus que poderia me resolver... Era Silver Death, o verdadeiro Silver Death, e não a invocação desarmonizada.

 

— O que importa é a proximidade das almas —eu me lembrei das palavras de Opal e então me dirigi ao rei.

 

— Majestade, o tigre branco que compartilha a alma comigo está em Laxus, se autorizar a viagem...

 

— Estamos falando de Laxus, eles não gostam de deixar que seus inimigos se fortalecem, se souberem sobre a harmonia perfeita vão matar você, garoto. Dean, estou autorizando o treinamento especial.

 

Todos ficaram em silêncio, de repente ouvi um cochicho atrás de mim.

 

— Hey, príncipe Leônidas, eu não tinha certeza antes, mas agora eu lembrei, é a partir de agora que você deixa de ser o filho bastardo do rei e começa a ser futuro... Quase dei spoiler... Espera, a palavra spoiler já foi inventada?

 

Eu acho que a palavra spoiler não tinha sido inventada, mas Leon entendeu o recado.

 

— Tem tanto medo assim dos vikings?

 

Leônidas caminhou até perto de seu pai.

 

— Se não permitirem que procuremos, nós podemos negociar, podemos retomar o Valhalla e usar como moeda de troca.

 

— Os vikings cortarão sua cabeça antes de negociar, eles irão invadir Aderen, marchar até aqui, cortar a minha cabeça e tomar nosso reino.

 

— Já não se passou a hora de ter medo, pai? A geração de vikings que você enfrentou já são velhos, a maioria deve estar morta. Deixe que a nova geração comece uma nova relação com os vikings.

 

— Leônidas, eu não permitirei.

 

— Eu tenho o dom do leão, eu herdei de você a capacidade de ser um líder, o desejo de proteger o reino de Aderen está tanto em mim quanto em você, se você realmente acredita que eu sou seu filho.

 

— Basta — disse o rei e se levantou — A viagem não está autorizada.

 

Leônidas olhou para o Opal e abriu os braços sem saber o que fazer. Opal sorriu e Leônidas voltou a olhar o rei.

 

— E o poder militar? — disse a garota, sorrindo.

 

— É, você estava na luta, aquele ataque que derrotou o comandante Dean não foi o poder total da harmonia perfeita.

 

— Um único homem não faz um exército.

 

 — Mas a harmonia perfeita faz, o reino de Aderen seria temido e respeitado, todos temem o poder da harmonia perfeita. Não precisamos dizer que nosso interesse é na harmonia perfeita, encontramos uma desculpa para ir lá buscar o tigre. Dizemos... que é o meu dom, e que eu tive o desejo de tê-lo pessoalmente.

 

— Vão pedir que você prove, quando não provar eles vão te matar, e mesmo que fizéssemos uma prova falsa, eles te matariam porque tem medo do Silver Death — eu expliquei.

 

— Então eu sei como entrar, e como fazer os vikings nos ajudarem a procurar, dizemos que queremos matar o Silver Death, dizemos que ele compartilha a alma com um traidor do reino que fugiu e se mantém escondido, convencemos eles de que queremos matar o Silver, quando acharmos o Silver, Will pode nocautear os vikings, então fugimos se eles tentarem atacar, vamos ter a harmonia perfeita para contra-atacar, ao mesmo tempo que defendemos nossas fronteiras, mostramos a eles o poder absoluto que Aderen possui agora.

 

A ideia pareceu agradar a todos os presentes.

 

- Eu, Ray Omena, vice-lider das Asas de Prata me voluntario para a missão - disse a garota, então ela se chama Ray.

 

O rei parecia procurar motivos para negar, mas ao mesmo tempo parecia achar que os motivos que ele encontrou eram pequenos.

 

— Tudo bem, eu autorizo que Dean Colak lidere um esquadrão com alguns dos nossos soldados, acompanhado de Will Savina, Ray Omena... E Leônidas Kendler. Para o território de Laxus na missão de busca do tigre...

 

— Silver, majestade... Silver Death.



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