História The Dragon Hunter - Capítulo 3


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Aventura, Dom, Dragão, Dragon, Hunter, Jornada, Magia, Magos, Medieval, Mitologia, Vingança
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Palavras 2.775
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Magia, Romance e Novela, Saga, Shounen, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 3 - Capítulo 2


É difícil ser um príncipe.

 

Principalmente quando esse título não significa nada.

 

Ele era o 3° filho, mas poderia ser o 1° e isso continuaria sendo insignificante. As poucas vantagens de ser príncipe eram: as aulas com bons professores, mas o príncipe não gostava de estudar; a biblioteca real exclusiva para aqueles que moravam no palácio e convidados, teve tantas tentativas contar os exemplares quanto tem livros nas estantes, Mas o príncipe não gostava de ler; o direito de ir e vir para onde quisesse bo reino, mas o príncipe odiava cavalgar e muito menos ficar horas dentro de uma carruagem.

 

É claro que também existia um grande dever dado a todos os príncipes, o dever de ser um bom exemplo.

 

Mas o príncipe não queria dar um bom exemplo.

 

- Leônidas! - uma mulher gritou e a porta do quarto do príncipe foi aberta com tanta violência que o trinco interno se quebrou ao bater na parede.

 

A mulher de longos cabelos dourados que chegavam até a base dos seios, olhos claros de azul-gelo. Tinha 1,65 de altura, o vestido cor esmeralda cobria as belas curvas e os seios fartos da rainha. A vestimenta cobria toda a pele exceto as da mão e do pescoço, era quase todo de cor esmeralda, a preferida pela mulher, duas faixas paralelas de cor dourada começavam no meio do pescoço, desciam até o seios onde exibiam o emblema do rei, um leão usando uma coroa, e então cortavam o vestido na diagonal, passando pela direita do corpo, dava meia volta na cintura e subia pelas costas até a nuca.

 

- Você estragou minha porta de novo - disse o príncipe com o rosto enfiado em um dos travesseiros.

 

- Mercadorias roubadas, garotas abusadas, rapazes enviados para o hospital - a mulher berrava enquanto se aproximava do príncipe - fora todo o dinheiro que você gastou no bordel. Onde isso vai acabar, Leônidas?

 

O príncipe não tinha argumentos para explicar as mercadorias roubadas nem os garotos que ele atacou.

 

- Seu pai se envergonha de você - disse a mulher, ela sempre pensou que isso irritava o garoto, mas ele nem se importava, ela agarrou os cabelos do rapaz e o jogou para o meio da sala.

 

- Ai, pera para que agredir? - o garoto reclamou enquanto se esticava e apertava a cintura em uma área que parecia doer.

 

Leônidas tinha os cabelos dourados e lisos como os da mulher, tem 1,74 de altura e olhos verde-mar.

 

Os olhos de Leônidas deram a rainha muitos problemas em sua juventude. Um ano antes do nascimento de Leônidas, o capitão Aizen Kendler, pai de Leônidas, foi convocado para a guerra contra o reino do norte Laxel, a rainha Arya Vendrys, e seus dois filhos foram deixados no Castelo de seu irmão mais velho, e tio de seus filhos, Lorde Collum Vendrys, ao sudeste do reino, a futura rainha e o capitão só se viam uma vez a cada mês, e em todas as vezes eles se deitaram com prazer, Arya descobriu estar grávida de um 3° filho. Quando Leônidas nasceu todos olharam para os olhos do garoto, nenhum antepassado jamais teve olhos verde-mar, nenhum exceto o irmão da mãe. A família do capitão acusou a mulher de ter se deitado com o próprio irmão, ela teve que se trancar em seu próprio quarto por semanas até o pai de Leônidas vir da guerra para visitar, ela temeu que Aizen, assim como os outros a acusa-se de adultério, mas Aizen amou o recém-nascido e re-instaurou a paz na família aceitando Leônidas apenas como um filho diferente. No entanto todos que a acusaram permaneciam acreditando que ela era uma adúltera, seus próprios filhos se viraram contra ela após algum tempo. Leônidas crescia e cada vez mais se parecia com o tio, cada vez mais a certeza crescia em toda a família, cada vez mais Aizen agia para amenizar as acusações.

 

Leônidas esticava os músculos e ignorava a pergunta. Isso foi a gota d'água para ela.

 

- Você vai limpar todas as mesas da biblioteca até a hora do jantar ou vai dormir sem comer. – ela disse sabendo que nem mesmo 50 empregadas juntas terminariam a tempo.

 

O garoto ainda meio confuso coçou o rosto e se levantou.

 

- Ah, eu adoraria fazer isso mamãe, seria o maior prazer da minha vida - ele disse e a mãe quase acreditou - mas sabe infelizmente não vai dar, eu vou finalmente despertar amanhã e tals - ele mordeu os lábios - preciso preparar minha mente para o desafio e sabe, limpar todas as mesas deixaria o meu braço incapaz de levantar uma espada pelo resto da semana ,então... - ele fez uma pausa e coçou a cabeça - é, não vai dar.

 

A rainha finalmente chegou ao seu limite, de seu busto uma intensa luz amarromzada se projetou, finalmente o rapaz sentiu medo e se afastou. Um urso pardo com 1 metro e meio de altura e quase 3 de comprimento se projetou na sala e rugiu, estava tão furioso quanto a mãe do garoto, Leônidas teve medo, sabia que a mãe jamais o machucaria, gravemente pelo menos, mas um urso pardo era bem diferente.

 

- Mamãe, acalma aí, não queremos tomar decisões das quais vamos nos arrepender depois - ele disse num tom bem mais calmo - recolhe a Furiosa, por favor.

 

A mãe deu um passo, e Leônidas percebeu a desarmonia, para o lado animal, o passo quebrou o piso e derrubou quadros das paredes, Leônidas agradeceu a todos os deuses por ter recusado o quarto no segundo piso.

 

A ursa avançou junto com a mãe, e Leônidas fixou seu olhar na fera, ignorando a mãe. Arya avançou, ela tinha olhos repletos por uma fúria assassina nos olhos, a mulher se aproximou e levantou uma das mãos, a palma da mão se carregou com energia, o rapaz ficaria inconsciente por dias se aquilo o atingisse, para a surpresa de Leônidas, a ursa encarou a rainha e grunhiu e se colocou entre mãe e filho, Leônidas percebeu que o desequilíbrio era muito maior do que ele pensara, a mãe já não tinha praticamente nenhuma alma humana, ela era uma fera movida pela raiva, e a ursa era uma humana, movida pelas escolhas e consequências.

 

A mãe encarou sua parceira e abaixou a mão, ela não iria atacar a própria alma, o príncipe viu a porta do quarto aberta e disparou em direção a ela, se conseguisse chegar ao corredor encontraria soldados no fundo e poderia pedir ajuda, mas ele não era capaz de vencer o dom de sua mãe, em poucos passos ela agarrou a camisa do filho e o jogou contra a parede do quarto, a força bruta era a característica mais forte daqueles com o dom do urso, Leônidas sentiu ela na pele ao voar por todo o quarto e atingir a parede com força, a dor se espalhou pelo corpo do rapaz, ele gritou tanto por dor quanto por ajuda. A ursa não teve escolha além de lutar.

 

A fera se levantou sobre duas patas e se jogou sobre a rainha a derrubando e prendendo seus braços embaixo das patas. Leônidas tentou se levantar, mas seus músculos queimaram e os ossos reclamaram pelo movimento.

 

Os soldados ouviram o grito, eles se moveram com armas nas mãos, dois linces apareceram junto com os soldados, ao verem o urso sobre a rainha pensaram que se tratava de algo totalmente diferente do correto.

 

Ambas as lâminas atravessaram a carne do animal, os linces atacaram as patas, fazendo o urso recuar, ele se desfez e foi absorvido pela rainha, ela gritou sentindo o que era chamado de "dor da alma". Leônidas ainda imobilizado pela dor conseguiu sorrir e então caiu inconsciente.

 

~x~

 

Finalmente a noite chegava, não que isso fosse muito bom, como eu conseguiria dormir sabendo que amanhã eu finalmente teria o meu dom? Amanhã eu daria meu primeiro passo da minha vingança. Daqui 100 anos iriam contar sobre este dia, o dia em que a extinção dos dragões teve seu início.

 

Olhei para as estrelas brilhando na imensidão negra. Os mestres videntes de Cablet ao oeste da capital, diziam que as estrelas contavam o futuro, mas para mim eram apenas luzes aleatórias que nós insistimos em dizer que afetam nossa vida.

 

Eu tirei os pés da fresta, e escorreguei pelo telhado eram 5 andares até o chão, enquanto escorregava eu me levantei, ao chegar a borda eu saltei para a árvore em frente e desci, entrei no orfanato e fui para a minha cama, como eu esperava ninguém conseguia dormir, eles conservavam sobre como seria o dia seguinte, eu me joguei e fiquei ouvindo a conversa, fazendo breves comentários até que acabei dormindo sem nem perceber.

 

~x~

 

Depois do café da manhã as freiras nos mandaram guardar todos os nossos bens pessoais, então separaram os garotos e as garotas e nos mandaram tirar as roupas.

 

As tatuagens eram feitas com qualquer cor que fosse visível contra nossa pele, ou seja tinta preta para a maioria das pessoas e aqueles com pele escura eram pintados com tinta branca. A tatuagem era simples, um círculo em volta do rosto, uma linha descia pelo queixo e outro círculo era desenhado no busto, desse círculo mais linhas saiam, uma para cada braço, e uma para cada perna, nas costas apenas outro círculo era desenhado. A única peça que podíamos usar eram as roupas de baixo.

 

Depois disso finalmente nos levaram para o altar. Era uma construção simples, apenas um chão de pedras lisas e um pilar nos quatro cantos, no chão de pedras, um círculo foi esculpido, dentro havia um círculo menor, e entre os dois uma escrita antiga. Dentro do círculo havia um homem, com braços e pernas abertas, toda a anatomia do homem estava esculpida dentro do corpo.

 

Opal apareceu depois de alguns minutos e deu um discurso sobre a importância do dia de hoje, parabenizou os jovens que iriam hoje descobrir seu futuro e nos desejou boa sorte em todas as provações da vida. A mesma coisa de sempre, mas agora ele não dizia os verbos no futuro e sim no presente, o que por alguma razão me fez perceber pela primeira vez o quanto aquele discurso era importante.

 

Ele então chamou o primeiro, Drake Denver era um dos meus companheiro no orfanato, ele estava nervoso, foi andando até o deus e quase tropeçou na frente todos, arrancou risadinhas entre os observadores, ele se deitou sobre o homem colocou braços e pernas na mesma posição. Opal fechou os olhos e entoou o cântico em uma língua antiga, há muito esquecida. As palavras esculpidas entre os círculos se iluminavam conforme ele avançava e quando ele completou o corpo de Drake foi envolvido por uma luz branca, segundos depois a luz desapareceu e o jovem estava em pé, um corpo de luz verde se enrolava pelo corpo de Drake saindo do círculo tatuado no seu peito, as tatuagens se espalharam por todo o corpo do garoto, pareciam... escamas. Elas logo brilharam e desapareceram, quando a luz verde sumiu foi fácil identificar a cobra-rei que partilhava a alma do meu ex-colega. Não houve comemorações, serpentes não eram bem vistas pelas outras pessoas.

 

- A cobra Rei, com 33% de poder - anunciou Opal. Drake recebeu os parabéns do deus e saiu do altar enquanto absorvia a serpente.

 

As coisas seguiram assim por mais 17 pessoas, todas com aproximadamente 30% de poder nos seus Dons. Até que o deus chamou alguém interessante.

 

- Leônidas Kendler, aproxime-se.

 

O príncipe Leônidas caminhou e se deitou, pude perceber algumas caretas, algumas certamente de dor, a maioria das garotas soltaram suspiros atrás de mim sobre como o príncipe era belo, outros sussurraram sobre o rumor do príncipe não ser filho do rei, mas sim do irmão da rainha. Todos os cochichos pararam, quando a luz dourada brilhou por todo o corpo do garoto, ele se pôs de pé, mas a luz cobria toda sua pele, raios de luz saíram de várias partes do corpo do príncipe até formarem o Leão na frente do rapaz, a multidão gritou enquanto o Leão rugia furiosamente. Não consegui evitar de olhar para o rei, que assistia a cerimônia, ele dava um sorriso orgulhoso assim como a rainha, mas o restante da família real estava paralisado, era compreensível, por anos eles diziam que Leônidas era um bastardo e agora lá estava ele, despertando o Dom do leão. O Dom não foi herdado pelo sangue, mas aparentemente Leônidas herdara a capacidade de liderança do pai, mesmo que não demonstrasse isso de maneira muito positiva.

 

- Com 45% de poder, e o Dom do Leão - disse Opal orgulhoso, mas sua voz se tornou séria - no entanto... Apenas os leões mais fortes sobrevivem e se tornam dignos de liderar, sob essa lei, o Príncipe Leônidas Kendler é designado, obrigatoriamente, como membro honorário dos Dragon Hunters. Será dispensado apenas quando completar o treinamento e participar de um grupo que obtiver sucesso na missão de executar um dragão.

 

O sorriso do príncipe tremeu um pouco, mas ele apenas saiu do altar absorvendo seu parceiro.

 

As coisas então voltaram ao normal, várias pessoas com 30% de poder e nenhuma grande mudança, o mais interessante foi uma garota que despertou o dom do tigre com 42% de poder e foi mandada para os Dragon Hunters, eu não ouvi o nome dela. Então aconteceu algo, algo que eu nunca tinha visto, algo que eu imaginei que ninguém ali com menos de 200 anos tinha visto.

 

O brilho dourado apareceu em todo o altar, Opal desapareceu e todos precisaram desviar os olhos enquanto escutavam um uivo vindo do altar, o brilho foi diminuindo até que conseguimos ver, a garota, cujas tatuagens pareciam pelos e ao seu lado uma raposa se sentava.

 

Opal ficou paralisado, e a garota começou a se sentir desconfortável e confusa.

 

- Desculpem... Eu fiz algo errado? - Ela perguntou baixo. E Opal gritou ainda nervoso.

 

- Dom da raposa - ele parou - com - outra pausa e a garota se sentia cada vez pior - 49% de poder - ela então entendeu o que acontecia.

 

- Isso é - ela sorriu e começou a chorar emocionada.

 

- Sortuda - ouvi um rapaz do meu lado - Despertou com o maior poder já registrado. Só sendo perfeito pra superar isso.

 

Ela então desceu do altar, mas não recolheu seu dom ela pulou nos braços de uma mulher que eu imaginei ser a sua mãe. E sorriu.

 

- Will Savina - disse Opal.

 

- O Dragon Hunter - sussurrou uma garota a alguns passos de mim e uma amiga deu risinhos abafados.

 

Eu caminhei até o meio do altar e me deitei coloquei os braços e pernas sobre os do homem esculpido, e então Opal começou o cântico, eu fechei meus olhos e vi o rosto de Amaya, não... eu não vi o rosto... apenas os olhos, era a única coisa da qual eu ainda lembrava, na minha mente eu revivi todos os 21 golpes fatais que ela me deu naquele dia, todos os nossos confrontos, ela devia estar sentada entre a multidão me observando e ansiosa para saber no que seu irmãozinho se tornaria. Mas isso foi tirado dela por aquele maldito dragão.

 

Eu abri meus olhos e percebi que já não estava no reino. Eu estava em pé, ainda usava apenas a roupa de baixo, mas as tatuagens sumiram, uma parede vermelha estava na minha frente, eu olhei para cima, ela subia por aproximadamente 20 metros, ao mesmo tempo eu percebi que o céu era roxo, um tipo escuro e maligno de roxo. Eu me virei e percebi qual era a prova, eu estava em um labirinto e obviamente eu precisava encontrar o meu parceiro. Mas então percebi algo a minha direita, uma tipo de mancha escura e sem forma, percebi que parecia pensar o mesmo que eu.

 

Então é você?

 

Uma voz soou em minha mente.

 

"Eu esperava um humano um pouco maior para receber minha alma, tem certeza que consegue me aguentar fraquinho?"

 

- Porquê eu não consigo saber que animal é você? - eu perguntei certo de que aquele era meu parceiro.

 

"Pergunte isso a outra pessoa, então um labirinto? Isso vai ser bem divertido, vamos baixinho tô sentindo uma brisa, podemos segui-la e sair daqui... Caramba, então isso é a tal inteligência? Sabe que até que é legal."

 

Eu dei um sorriso fraco. Eu podia perguntar se ele era um tigre como eu esperava que fosse, mas eu ia saber no final vamos esperar pela surpresa.

 

- Vamos, parceiro, temos uma prova para completar.



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