História The Dragonborn Comes - Capítulo 11


Escrita por: ~

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Categorias The Elder Scrolls V: Skyrim
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Drama, Elder, Fic, Ficção, Greybeards, Guerra, Imperial, Jogos, Lunar, Romance, Scroll, Skyrim, Stormcloack, Tes, Yura
Visualizações 45
Palavras 6.326
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Harem, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Survival, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


~Desviando de tijolos~

Essa fanfic que está quase em hiatus, aí que lindo rs

Voltei, e desculpem pela demora. Mas, ta mais difícil do que antes escrever algo.
Não vou mais dar tempo para postar, uma data por que eu nunca vou cumprir risos.
BUT, em menos de um mês eu vou atualizar, isso é fato. Enfim agradeço por lerem. <3

ps: Algumas partes não serão apresentadas parte por partes. Como eu quero fazer a fanfic ir longe, partes desnecessárias, serão cortadas. Mas, isso não vai mudar em nada, sendo que o próprio jogo enche de linguiça rs

[Cópia é crime~]

Boa leitura.

Capítulo 11 - Abençoada com uma Maldição


Fanfic / Fanfiction The Dragonborn Comes - Capítulo 11 - Abençoada com uma Maldição

Matar um dragão para provar que sou a verdadeira Dovahkiin, tsc.. Quando que minha vida tornou-se de cabeça para baixo?

Antes de terminar meu dialogo com Delphine, a lembrei que eu a encontraria lá. Basicamente, ir até lá, matar um dragão totalmente feroz e absorver a sua alma foi o satisfatório o suficiente para que a mulher deixa-se de me achar uma farsa. Neste momento estou sentada aqui, no chão e ao lado dos restos de ossos dragônicos... fazendo o quê?

Bom... Nada.

Estava absorta em meus pensamentos, no qual era: Ser “convidada” a embaixada thalmor e descobrir os propósitos dos mesmos. Delphine não sabia ao certo quando seria a festa que iriam proporcionar, então, me disse para descansar que ela me mandaria uma carta avisando sobre o assunto.

Lembrei-me que necessitava ir a Whiterun comprar algumas poções, afiar a lâmina da arma, comprar uma armadura nova e decerto descansar.

Levantando e seguindo até a Windhelm, pedi para o sujeito da carroça para levar-me a Whiterun. O tempo inclusive passou rápido conforme eu observava a paisagem que Skyrim me proporcionava.

“Ah, aquelas portas, graças aos oitos divinos!!” Pensei

Cheguei depois de um dia, e já havia escurecido. Tratei de procurar The Bannered Mare para descansar, porém, algo em minha alma com o propósito de subir as escadas da cidade e me dirigir à casa toda decorada e misteriosa que ficava de frente ao santuário de Kynareth.

Fato que ao chegar perto da Árvore central, avistei Heimskr – como sempre – pregando seus sermões sobre talos.

“- Confie em mim, Whiterun! Confie em Heimskr! Pois eu sou o escolhido de Talos! Somente eu fui ungido pelo Nono para divulgar sua santa palavra!”

Aproximei-me e depositei uma Dragon’s Tongue junto de 10 gold’s.

- Ola Heimskr, boa noite.

- Oh, Boa noite garota. Talos te abençoe!

Com um simples sorriso e um aceno de cabeça, voltei a subir as escadarias de Jorrvaskr. A casa possuía um telhado quebrado, mas, em pequenas quantidades distribuídas pelo local. A parede muito bem arquitetada mostrava que não era um lugar feito há pouco tempo. O Arco que habitava na frente do estabelecimento, era decorado em madeira com desenhos e esculturas de algum animal, também não pude deixar de notar os dragões esculpidos que se localizava no mesmo teto da casa.

Cheguei à porta e então depois de suspiros, entrei. Por dentro a casa era ainda mais bonita, porém, o grupo de pessoas olhando algo, me fez perder a vontade de encarar a casa.

Era uma briga, onde uma mulher humana ganhou deixando um elfo-negro jogado no chão reclamando de dor. Skjor um homem alto de armadura polida e reluzente, disse-me para conversar com Kodlak, após eu perguntar como fazia para “entrar” nos Companions.

Eu estava nervosa, pois não havia nenhum conhecido naquele lugar, nem mesmos os que me abordaram na entrada de Whiterun quando cheguei aqui pela primeira vez. Tudo em Skyrim era novo demais ‘pra mim.

Fui até o lado esquerdo, e desci os pequenos degraus que me levaram a outra porta, fazendo-me abrir e admirar um enorme corredor esbelto que possuía aquela casa. Segui o rumo até a última porta – Que estava aberta – do corredor e ao chegar vi dois homens sentados à mesa conversando.

Um era homem mais jovem, cabelos negros até o pescoço, era curto. Olhos prateados igual um diamante, tintura de guerra nos olhos e uma barba rala. O rosto em protesto por me ver ali era evidente. Ele e o outro ao seu lado possuíam a mesma armadura – semelhante à de Skjor -, ao desviar meus olhos para o outro homem pude notar que este era muito mais velho, cabelos acinzentados pela idade, olhos perolados também, barba gigante e uma tintura de guerra vermelha em seu rosto. Percebi que o desenho de guerra, era exatamente igual ao meu.

- Uma estranha adentra o nosso Hall – Disse o mais velho.

- Eu, gostaria de me tornar uma Companion. – Limpando minha garganta, tratei de dizer tais palavras na qual o velho fez questão de arquear suas sobrancelhas.

- Você quer hm? Venha, deixe-me olhar para você.

Após uma olhada, o mesmo pareceu pensar.

- Hm, sim, talvez. Vejo força de espírito.

Ao termino de sua fala, o moreno ao seu lado trata de dialogar, ignorando-me com todas as suas forças.

- Mestre, você não está pensando realmente em aceita-lá, hm?!

- Não sou mestre de ninguém Vilkas. Pelo que tenho visto, existem muitas camas em Jorrvaskr que estão vazias esperando por pessoas com corações queimando em honra.

- Perdão, mas, talvez esta não seja à hora. Eu nunca ouvi nada sobre esta desconhecida.

- Algumas vezes a fama vem até você. Alguns homens e mulheres vêm até nós para trazer fama. Não faz diferença. – pausou e então o velho trocou seu olhar do moreno, para a minha pessoa. – O que faz diferença, é o coração.

- E seus braços – Provocou Vilkas

- Certamente, como você age em uma batalha, garota?

- Eu tenho muita a aprender.

- Este é o espírito. Vilkas, aqui, vamos começar logo com isto.

Vilkas levantou da cadeira amadeirada e tratou de seguir rumo ao corredor, certamente eu não sabia o que eu tinha de fazer. Kodlak olhou-me e lançou um sorriso calmo, apontou com a cabeça para onde Vilkas estava andando calmamente.

Tratei de retribuir o sorriso e corri para alcançar o moreno, quando chegamos ao hall superior abrimos as portas que dariam ao jardim deles. Lá ele empunhou a espada e disse:

- O velho homem me disse para dar uma olhada em você, então trataremos isso logo. Apenas algumas demonstrações e então poderei julgar sua forma. Não se preocupe, eu posso agüentar.

Concordei com um leve aceno levando minhas mãos a espada e a empunhei. Ninguém ousou de dar o primeiro passo, apenas nos estudávamos, e então o moreno levou sua espada de uma mão em minha direção. Tratei de defender e conclui que tinha feito o certo, o ataquei, porém, o golpe foi bloqueado por seu escudo, novamente tive de recuar e defender seus ataques, mas então – mesmo ele defendendo com o escudo – dei o melhor golpe fazendo defender com o escudo e cair sentado no chão.

- Você fez certo, mas por enquanto você ainda é um filhotinho de lobo para nós, sangue-novo. Então você faz o que lhe dizemos, por exemplo, aqui está minha espada, leve até Eorlund para que seja afiada. Tenha cuidado, provavelmente, vale mais do que você. – Disse levantando-se do chão e arrumando sua armadura.

Fiquei ali parada o observando lançar um sorriso sarcástico e voltar para dentro da “casa”. Com minha Two-handed já nas costas, tratei de segurar a espada de Vilkas.

“Poderia estragar esta espada na parede e jogar atrás deste muro, mas, certamente esta arma deve ter mais honra do que você, Vilkas.” – pensei furiosa.

Forneci a espada de Vilkas para Eorlund e ganhei o escudo de Aela. (virei provavelmente uma garota de entregas e não fiquei sabendo?!). Voltei onde estava Kodlak e perguntei sobre onde estaria Aela, já que ela não estava no Hall superior, ele disse-me para ver o quarto dela.

Ao chegar perto do suposto quarto de Aela, escutei uma conversa baixa e notei a porta fechada.

“- Precisamos ser mais discretos.”

“- Não estamos fazendo nada de errado”

“- Mas o velho não gosta que façamos isso.”

E então um silêncio estabeleceu-se ali. Abri a porta notando Aela e Skjor juntos e um pouco próximos.

- Ah.. hm – eu parecia ter perdido a fala, já que ambos me olhavam igual cobras- Estou com seu escudo, Aela.

- Hm – Seu rosto se suavizou- Eu estive esperando por ele, espere, eu me lembro de você. Então quer dizer que o velhote viu algo em seu coração.

- A conhece? Eu a vi treinando com Vilkas no jardim.

- Sim, soube que fez Vilkas cair de bunda no chão – Aela ironicamente disse.

- Não deixe saber que você disse isso dele.

Aela virou-se para mim e então me perguntou:

- Acha que podia lidar com Vilkas em uma verdadeira luta?

- Não quero me gabar... – Sorri

- Ah, uma mulher que deixa suas atitudes falarem por ela, sabia que tinha gostado de você. Bem me deixe pedir a Farkas para que lhe mostre seu quarto.

- FARKAS!! – Skjor gritou

Logo alguns minutos uma voz na porta fez-me arrepiar. Estava de costas para porta então só pude escutar sua voz masculina e grossa. Ao virar-me, encaro o homem de baixo a cima.

- Me chamaram?

- Mas é claro, cérebro de gelo. Mostre ao Sangue-novo onde os outros dormem.

- Sangue-Novo? Oh.. eu me lembro de você. Venha, siga-me. – Ele olhou-me e depois virou começando a andar, segui-o ao lado do mesmo sem vontade nenhuma de puxar algum assunto, porém, ele iniciou outra conversa. – É bom ter um rosto novo nesta casa, aqui chega a ser chato às vezes. – Ele virou seu rosto para me encarar, e pegou-me o observando. – Espero muito que fiquemos com você, esta pode ser uma vida muito rude para um Companion. Hm, você fica com uma destas camas – disse apontando para um quarto gigante com varias camas. – Fique aqui quando se sentir cansada.

- Tudo bem, obrigada por me mostrar. – sorri timidamente.

-Boa sorte – disse se virando e andando para o corredor, porém parou e voltou a olhar pra trás, certamente me olhando nos olhos. – Aliás, Bem vinda aos Companions. – Sorriu e então voltou a andar.

Certamente que Farkas chamou-me muito a atenção, seus cabelos eram negros assim como os de Vilkas e vinha até o ombro, alisado e um pouco volumoso. Seus olhos eram prateados iguais pérolas de diamantes refinados, seu brilho era único. Sua pele era branca, não tanto quanto a minha, estatura alta, porte bonito que destacava com sua armadura Steel profissional, sua tintura de guerra se localizava na região dos olhos, em volta deles para ser especifica.

Quando parei de pensar em sua aparência, me vi sozinha no corredor e tratei de alcançar Farkas e pedir por missão. Uma das minhas primeiras missões em Jorrvaskr era dar uma lição em pessoas indisciplinadas, tais como: Mikael. Basicamente, Mikael mais conhecido como bardo de Whiterun era um conquistador barato, que assediada mulheres incluindo damas comprometidas. Eu tentei ser o máximo possível para aconselhá-lo de que estava perturbando as pessoas, porém, sua destreza de falar besteiras me fez simplesmente perder a paciência, assim nos levando a ter uma briga digna de golpes e socos.

-x-x-

Assim que voltei, e avisei a Farkas que o trabalho havia sido feito, ele disse-me que Skjor estava procurando por mim e que Farkas mesmo não sabia sobre o que era, pediu-me também que eu fosse rápida ao ver o que Skjor queria comigo. Talvez fosse alguma missão, porém ele não tinha muita certeza.

- Ah, aí está você.

- Queria me ver?

- Sim, seu tempo, parece-me que está vindo

- O que quer dizeres com isto?

- Um indivíduo veio até nós, dizendo que sabia onde achar um fragmento de Wuuthrad. – Suspirou pesado – Ele parecia um inútil para nós, porém, se ele estiver certo, a honra dos Companions nos mandará investigar isso.

- E o que isso tem haver comigo?

- Esta é uma tarefa simples, mas o tempo é certo para que seja seu treinamento. Prove-se com honra e será um verdadeiro Companion. – Skjor observou-me e então com um sorriso sarcástico disse-me – Farkas será seu Shield-Sibling nesta aventura, filhotinho de lobo. Ah, tente não morrer e não nos desapontar.

Algo me fazia tremer, ansiedade talvez?! Ou as palavras de Skjor haviam-me pego de tal forma que me desmanchou por dentro. “Tente não morrer e não nos desapontar”, jamais tinha escutado isso de alguém, seria preocupação comigo ou preocupação com o titulo dos Companions?

Presa em pensamentos negativos observei uma sombra se aproximar e assim que levantei o rosto, encontrei aqueles olhos diamantes que por algum motivo, não saiam de minha cabeça. Seu rosto não demonstrava expressão nenhuma, então para que não houvesse problemas agi naturalmente sem deixar que tais pensamentos obscuros voltassem a minha mente.

- Espero que tenha se preparado – Comentou em um tom normal, pelo menos Farkas era o único que não me ridicularizava, ele e Kodlak para ser sincera.

- Então serás meu Irmão-de-escudo? – Brinquei

- Sim, e veremos se me impressionará hoje. – Devolveu no mesmo tom. Era bom saber que ele falava isso brincando, eu espero.

-x-x-x-x Dustman’s Cairn x-x-x-x-

Após uma longa viagem – a pé – com Farkas, chegamos ao nosso destino. Aquelas portas negras com detalhes dragônicos, faziam pensar que havia o pior ali. Skyrim possuía diversas tumbas e dugeon do gênero, não era para ficar-me tão impressionada, mas, talvez fosse meu destino me dando um sinal.

Ao entrarmos, o pequeno corredor mostrava uma mesa de pedra no centro abandonada, entretanto, havia bandidos aqui, sabíamos disso. As armaduras de pelos estavam espalhadas pelo chão.

Cadáveres no chão conforme passamos por corredores, alguns levantaram se suas tumbas e vieram nos atacar. Farkas matava uns enquanto eu matava o resto, estávamos dividindo para que não houvesse briga depois. Ao andarmos com armas empunhadas chegamos ao centro de uma “sala” onde portas de ferros com grades travavam nossa passagem, teríamos que procurar e isso seria muito tedioso.

Farkas parou para ver dois tronos por assim dizer, que eram cadeiras detalhas em ferro. Já eu fui procurar em uma parte onde estava aberta, dito e feito, achei a alavanca com algumas poções dos lados.

- Farkas, achei! – Gritei. Levando minhas mãos até a alavanca a puxei e o que eu menos esperava aconteceu.

A sala onde eu estava que era pequena fechou-se e me vi trancada com enormes barras de ferro, porém, aonde queríamos passar abriu.

- hmm hmm – Farkas cochichou – Olhe o que fez, não se preocupe, sente-se que eu vou achar um jeito de tirar-la daí.

Logo uma movimentação nos fez olhar para o portão que acabou de abrir, trazendo consigo seis ou sete Silver-Hands (Mãos de Prata, inimigos dos Companions.)

- O que foi isso? – Farkas perguntou-se

- É hora de morrer, cachorro. – Disse uma mulher Silver-Hand

- Sabíamos que viriam aqui. – Complementou o outro ao seu lado. – Erro seu, Companion.

- Quem é ela? – Perguntou outra mulher.

- Não importa, se ela veste a armadura deles, ela morre. – Um homem de moicano começou a rir após sua fala. Eles eram loucos, afinal qual a divida deles com os Companions?

Farkas estava quase encostado na grade, ele recuou um pouco enquanto os demais o encurralavam dos lados e na frente. Tanto Farkas quanto os inimigos, empunhavam espadas e olhavam com um ar sádico e misterioso. Estar atrás das grades me fez perguntar se eu estava mais protegida ali, ou mais ferrada.

- Matar você fará uma ótima história. – O Silver-Hand disse.

- Só que nenhum de vocês estará vivo para contá-la. – Farkas comentou em um tom assustador, baixo e que trazia medo para qualquer um.

Neste momento, Farkas começou a inclinar para frente e ficar de joelhos, eu estranhei, entretanto, sua pele começou a mudar, suas mãos começaram a ficar como patas e então, um lobo gigante estava se transformando na minha frente. Os outros ficaram pasmos e suas expressões seriam engraçadas se eu não estivesse com tanto medo. Farkas ou aquele monstro tratou de defender as espadas que eram arremessadas em sua direção e então suas mãos afinas cortavam e estraçalhavam as faces daqueles que um dia era chamado de homens.

As mulheres soltaram suas espadas e tentaram escapar, visto que seus amigos foram destroçados em segundos. O rugido infernal daquele animal fez-me ficar com medo, tamanho medo que me joguei no chão e comecei a chorar silenciosamente.

Mesmo com todo medo, meus olhos recusavam de fechar-se, e assim o lobo pulou em uma das mulheres e começou a devorá-la, causando uma cena digna de terror. O sangue escorria entre seus pelos faciais e o olhar daquele animal sobre a outra menina que caiu no chão foi amedrontador. As garras voaram no peito da humana causando cortes fundos e trazendo sangues para aquele local, já gritando por misericórdia, o lobo começou a se alimentar da carne dela.

Ainda o olhando vi que depois que o monstro que até alguns minutos atrás era meu companheiro Farkas, repousou suas orbes avermelhadas sobre mim, e aquele olhar de fúria e vontade de caçar me trouxe novos arrepios por todo o corpo. Ele conferiu se não havia mais nenhuma vida a não ser a minha e então correu para a saída.

“Prefiro ficar abandonada aqui do que falar com ele” – Pensei

E assim, com uma sorte imensa, depois de uns minutos, as grades de levantam e meu medo pioraram. Tudo bem que enfrentar dragões era horrível, porém algo no meu coração dizia que não precisava ter medo, então as lutas contra os seres místicos me causavam ansiedade e euforia. Nada que um monstro pudesse fazer a mesma coisa, eu não estava acreditando que Farkas era um monstro, eu nunca havia imaginado algo deste tipo.

Farkas voltou em sua forma humana com uma armadura semelhante porém diferente em alguns aspectos. Eu deveria ter perdido o sentido de vergonha na cara, pois, simplesmente fiquei para o encarando. Já ele, vinha com uma expressão estranha, meio triste.

- Eu espero não te-la assustado.

Eu muito provavelmente, fiz uma cara muito estranha em forma de deboche, pois, ele desviou seu olhar do meu.

- O. QUE. FOI. ISSO? – Pausadamente, falei palavra por palavra em um tom assustado e raivoso.

- É uma benção dada a algum de nós. Podemos virar bestas selvagens. Temível.

- Irá me fazer um lobisomem?

- Oh não. Apenas o Circulo possui o sangue-de-besta. Prove sua honra para ser Companion. – Sorriu – “Olhos na presa e não ao horizonte”. Alias, devemos ir, há muitos draugr para se preocupar.

- Achei incrivelmente estranho, mas, legal – Disse sem ser respondida.

Dito isto, Farkas saiu na frente como se nada houvesse acontecido. Aquilo me deixou apavorada, será que eles tinham controle sobre a besta? Pois, se não tivesse eu estaria morta agora.

Enfim, mais salas, mais bandidos, ratos, mortos-vivos, e então a ultima sala. Gigante com varias tumbas em pé, que levavam até o centro na qual tinha outra deitada. Parecia ser importantes, e atrás da tumba: Uma grande parede com palavras do poder, dragônicos. E a mesa com os pedaços que precisávamos.

Era um lugar muito escondido, pela maneira que eu e Farkas tivemos que andar subir e descer escadas. Entrar em portas, entrar por portões e sair em buracos com mais corredores.

Mas era lindo, ao chegar perto das palavras, elas começaram a queimar na parede, ficar azuladas e então Farkas se aproximou, vendo as palavras voarem para perto de mim. Aprendi sem nenhum problema, era a segunda parte do Fire Breath: Fire, Fire Breath.

- Você não é o único aqui que sabe impressionar. – Disse após Farkas olhar-me e dizer “Dragonborn?”

Peguei os fragmentos, coloquei na minha bolsa pequena. E Farkas iria sair se não fosse por todas as tumbas se abrirem e saírem de lá, novos oponentes para se lutar.

Dia terrível, horrível, horrível.” – pensei.

-x-x-x-x-

Depois de horas, chegamos ao anoitecer em Whiterun. Farkas me disse para segui-lo e levou-me para o – Jardim, mais conhecido como parte de traz de Jorrvaskr – e lá estava: Aela na direita, Skjor a sua esquerda, no Centro Kodlak, a direta de Kodlak, Farkas se posicionou ali e Vilkas a minha esquerda. Todos de frente ‘pra mim.

– Irmão e irmãs do circulo. Hoje receberemos uma nova alma em nossa sobra mortal. – Kodlak dizia alegremente. – Esta garota sofreu, desafiou e mostrou seu valor. Quem irá dizer por ela?

– Sou testemunho da coragem da alma entre nós. – Farkas comentou logo Kodlak começou as perguntas.

– Seguraria seu escudo por ela?

– Eu ficaria de costas que o mundo nunca mais nos ultrapassaria

– Levantaria sua espada na honra dela?

– A espada estaria ponta para provar o sangue de seus inimigos

– E você levantaria uma caneca em honra da garota?

– Eu guiaria a música em triunfo enquanto nosso salão se deleitasse em suas historias.

–  Então este julgamento deste Círculo está completo. O seu coração bate com fúria e coragem que uniram os Companheiros desde os dias dos verões verdes distantes. – Kodlak olhou-me – Deixe-o bater com os nossos, para que as montanhas possam ecoar e nossos inimigos possam tremer no chamado.

– Então isto será. – Disse Vilkas

Todos se retiraram e Kodlak ainda ficou, e aproximou-se um pouco. Logo chamando minha atenção.

– Então garota é uma de nós agora. Confio que nunca ira nos desapontar. – E sorriu

- Então, Kodlak, posso perguntar uma coisa?

- Claro

- Os Companheiros são realmente lobisomens?

- Vejo que você tem permitido conhecer alguns segredos antes do seu horário designado. Sim, é verdade. Nem todo Companion, não, apenas membros do Círculo compartilham o sangue da besta. Alguns levam para isso mais do que outros

- E o que pensa sobre isso?

- Bem, eu envelheço. Minha mente se volta para o horizonte, para Sovngarde. Eu me preocupo que Shor não chamará de guerreiro animal como ele seria um verdadeiro guerreiro do Nord. Vivendo Como bestas atrai nossas almas mais perto do senhor Daedric, Hircine. Alguns podem preferir a eternidade em seus campos de caça, mas eu anseio a irmandade de Sovngarde.

- Nunca tentou curar-se? Ou achar uma cura?

- Sim, mas não é fácil. Mas, você não precisa compartilhar as preocupações de um velho guerreiro. Este dia é se alegrar de sua bravura e falar com Eorlund para uma arma melhor do que ... seja o que for. – Sorriu novamente levando sua mão ao topo da minha cabeça fazendo um breve carinho.

Kodlak me lembrava um pai no qual eu nunca tive, Handrall era tudo pra mim e eu ainda mais queria ver meus verdadeiros pais. Porém, Skyrim me mostrava que a realidade era outra. Procurar meus pais nas horas vagas era difícil, ninguém nunca sabia, nunca viu e muito menos sabia que existia. Isso me deixava triste e fazia-me desistir aos poucos, também me vinha a preocupação de como Handrall estaria lidando com meu desaparecimento.

Aquilo me atormentava, Farkas, Vilkas, Aela e Skjor me atormentavam. Dragões me atormentavam, e eu sabia que isso ainda iria mudar e muito mais coisas iriam piorar.

“Ah, essa sensação de perca novamente, o que havendo comigo” – Pensei em voz alta. Sentada sozinha nas escadas da parte de traz de Jorrvaskr.

- Hey garota, o que houve? – Perguntou um homem novo.

- Hm, me desculpe, mas, quem seria você?

- Sou Njord, entrei recentemente, porém, estive ocupado esses últimos dias. E você minha dama, nova Companion.

- Yura, prazer. – Demos a mão em um gesto de comprimento e ao invés dele apenas sacudir minha mão, ele a levou ate os lábios e beijou as costas de minha mão.

- O prazer é todo meu. – Sorriu e então pude vê-lo de perto.

Cabelos ruivos que vinham até ao meio de suas costas, comprido e liso. Sua pele branca um pouco queimada pelo sol constante, porte grande, musculoso e com sua armadura Steel iniciante. Seus olhos eram verdes iguais a natureza, barba rala e um rosto totalmente desenhado. Seu maxilar um pouco saltado, porém, nada feio. As maçãs do rosto um pouco saltadas o dando um rosto limpo e juvenil para um homem, lábios nem tão finos e nem tão carnudos, perfeito. Não iria mentir, ele era bonito, mas, junto do ar bonito, uma atmosfera misteriosa rondava sobre ele.

Continuávamos naquela posição, um olhando para o outro nos olhos, e ele com minha mão perto de sua boca, até que ouvimos um limpar de garganta e viramos para observar quem era, ou melhor, quem eram.

Vilkas e Farkas estavam um do lado do outro, nos observando com caras nada satisfatórias. Eu puxei meu braço com delicadeza e me recompus junto de Njord.

- Queria falar, com você sangue-novo, mas já vimos que está ocupada com o novato nem tão novato, chamado Njord. – Vilkas disse em um tom calmo, estranho e sombrio.

- Ele só veio conhecer-me – Disse olhando para baixo com um tom suave

- Os irmãozinhos sempre enchendo meu saco, tsc – Desta vez Njord dialogou.

- Espere, pelos deuses, vocês são incrivelmente iguais e eu nunca percebi que eram irmãos. – Disse rindo desta vez, vendo os três com caras de taxo.

- Nada de se esperar de você, Yura.

- Vilkas, eu te odeio. Tenha uma péssima noite. – Comecei a andar batendo do ombro de Vilkas de propósito. Virei-me, e com meu melhor sorriso me despedi de Njord e Farkas. – Boa noite meninos.

Vilkas me dava nos nervos, era sarcástico e irônico. Diferente do seu irmão. Como que Farkas disse que Vilkas puxou a inteligência de Ysgramor se ele era um completo idiota?!

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Acabei por dormir em Jorrvaskr mesmo, já que era a única casa que eu tinha. Aela me deu uma missão livre para matar uma Hagraven, não demorou muito então voltei.

- Olá floco de neve – Njord disse aleatório ao ver-me

- Ola, Njord.

- Muitas missões?

- Nah, só matei uma Hagraven, nada demais. E você?

- Tenho uma vida fora daqui, passo mais tempo lá fora, aventurando-me. – Sorriu logo seu sorriso morreu – Diga-me, por acaso aqueles dois ali – Apontou em direção a algo que estava atrás de mim- Não param de me olhar feio não?!

- Quem? – Me virei e na mesa onde todos comiam animadamente e conversavam. Vilkas e Farkas não tiravam os olhos da gente. – Não ligue, Vilkas adora me irritar.

- Hm, cheguei uns dias antes que você, e eles não faziam isso comigo. Agora fazem.

- Devem estar com medo que eu roube você deles – Disse rindo da cara de bravo de Njord.

- Me erra Yura, acho que alguém já chamou minha atenção, não estou disposto a perder.

- Sério?! Njada, Ria ou Aela?

- Você é uma sem graça Yura. – Sorriu dando passos para se afastar

- Ahm? Eu.. não entendi.- Mas era tarde, ele já havia se afastado e eu fiquei tentando entender quem era a garota. Aela nunca daria bola para alguém se não fosse Skjor, provavelmente que fosse Ria, uma das mais bonitas aqui, porque Njada era alguém... ignorante e mesquinha. Não que eu a odeie, longe disso.

- Caçando o Njord, Yura?- Aela riu ao me assustar repentinamente.

- N-não, claro que não. Fiquei confusa com o que ele disse, enfim. Matei a Hagraven que pediu.

- Sei.. Bom, fico feliz, está se saindo muito bem, Skjor quer vê-la. Ele mandou avisar.

- Hm, tudo bem? Sabe o que ele quer comigo?

- Melhor falar com ele, olá Skjor.

Vir-me-ei e vi Aela sair rapidamente, logo eu e o homem foram para a parede onde ninguém nos ouviria. Estranho...

- Ah aí esta você. Eu tenho algo planejado, diferente desta vez. Mas, ninguém pode nos ouvir, encontre-me em baixo da forja as 8h da noite.

- Em baixo da Forja?

- Sim, onde Eorlund trabalha, há uma porta secreta lá. Vejo-te lá.

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- Está preparada?

- Sim, para qualquer treino que for.

- Não é um teste, sangue-novo. É um presente, entre.

Ao entrar senti Skjor fechando a porta feita de pedra. La dentro... um lobisomem. Na frente de um altar pequeno com uma espécie de curvatura feita em pedra.

- Teremos que fazer isto em segredo, Pois Kodlak está tentando achar um jeito de curar essa maldição no qual ele denomina. Ele acha que estamos amaldiçoados, mas estamos abençoados. Como que um poder tão magnífico como este pode ser chamado de maldição? – Comentou Skjor, vendo que eu não o responderia, ele perguntou mais uma coisa: - Está preparada para receber uma o espírito de uma besta selvagem, garota?

- Sim, não era algo que eu pensei que um dia eu fosse, mas, eu quero, sinto que quero.

- Muito bem. – Skjor retirou uma adaga de sua cintura e foi ao lado do lobisomem, disse-me ele que era Aela. Ele pegou sua mão e a trouxe para o centro do altar, passou a lâmina na palma da mão do animal, e o liquido vermelho e viscoso começou a descer. Enquanto caia, começa a encher o pequeno altar de sangue. Ambos me olharam, e então levei minha mão até o sangue trazendo em pouca quantidade em minha boca.

Aquele cheiro era horrível, quando comecei a ingeri-lo o gosto ferroso desceu em forma de fogo. Levei duas mãos e peguei mais sangue, e conforme fui tomando, minha visão foi escurecendo, trazendo-me para a escuridão, para o silencio completo.

Meu corpo ardia, paria fogo queimando minha pela, pedindo-me para ser livre. Meu coração começou a bater rápido, ele pedia-me para correr, pedia-me para gritar. Ah, a dor era insuportável, corria todo meu corpo fazendo delirar, o inferno parecia mais aceitável do que essa dor. E conforme a dor aumentava – se é que era possível- em um instante, tudo sumiu. E a vontade de ser livre agora era enorme.

Vi-me abrindo os olhos e simplesmente corri, corri para a parte de trás de Jorrvaskr e me vi subindo a forja de Eorlund, ao subir, podia ver quase a cidade toda, então algo na minha garganta queimou, me fazendo rugir, alto, sombriamente e sadicamente. Eu me sentia única, mais forte, eu me via sendo melhor que todos, e o que eram esses humanos perto de mim agora? Eu poderia matá-los com minhas mãos.

Pelos deuses, eu não era assim, o que havia acontecido comigo? Todos sabiam lidar com seu lobo. Ajuda-me. Eu queria gritar por ajuda, e eu fiz. Uivei, uivei tanto que a tontura repentina fez-se presente. Minha cabeça doeu, comecei a ficar com tontura. E Simplesmente, escuro novamente.

x-x-x-x

- Sua transformação, não foi uma das mais fáceis. Mas, você continua viva, então, meus parabéns. - Sorriu cinicamente. – Você é instável, pior que Farkas, você não possuiu controle sobre si mesma, então é melhor não se transformar até compreender o que pode ser feito, hm?! – Suspirou - Temos uma celebração planejada para você. Há um bando de caçadores de lobisomens aqui em Gallows Rock. Os Mãos-De-Prata, que já deve ter conhecido. Vamos que Skjor já foi à frente.

Fomos então ao destino, e começamos a matar alguns homens e mulheres Silver-Hands. O mesmo sentimento que tive quando fui consagrada parte do Circulo voltou, a sensação de perda, ela estava me rondando como se fosse um tigre caçando sua presa. Um, dois, três, quarto e assim sucessivamente, foram às pessoas morrendo. Até que então, não achamos Skjor em lugar algum. Aela me mostrou um lobisomem morto e torturado, supostamente era isso a discórdia que eles possuíam um com o outro.

Prosseguirmos e então o desespero bateu em Aela por ver Skjor no chão. Matamos o líder depois de termos sofrido bastante, eles eram fortes e isso me levou a pensar que eu morreria ali mesmo se não fosse por Aela acertar uma flecha na cabeça do líder.

- Esses bastardos, conseguiram achar um modo de matar Skjor.. – Aela dizia enquando sentava ao lado do corpo, apoiando a cabeça do mesmo em suas pernas. As lagrimas de Aela desciam sem piedade e era notável como ela estava vulnerável naquele momento. Eu tinha medo de perder alguém, e sabia como era devastadora. – Skjor era um dos mais fortes, porém, o numero de Silver-Hands era demais. Suma daqui vou tentar achar uma informação nos corpos deles. Você e eu temos trabalho a se fazer.

Aproximei-me de Aela, sentei-me e então a abracei, eu sabia que eles eram treinados para agüentar perdas, mas, eu não. A apertei pensando no quão sofrido é perder um irmão, ou no caso dela, alguém que gostava. Eu não sabia se eles estavam juntos, mas, tudo que estava em volta deles os denunciavam.

- Ta tudo bem Aela, eu vou vingá-lo. Ou melhor, você vai vingá-lo. Porém, não faça nada por impulso. Eu estou aqui, vou ficar triste se eu te perder também.

-Você.. é de bom coração Yura, agora vai. Preciso cuidar disso... sozinha.

Acenei levemente e a soltei. Ao levantar Aela me deu a espada de Skjor, dizendo-me “Fique com isto”. Tratei de ir para Jorrvaskr. Chegando lá minha expressão não era uma das melhores e Njord veio-me perguntar.

- Hey, o que houve?!

- Skjor.. – Não consegui terminar de falar, aquilo era culpa minha, ele morreu por minha culpa.

Sai correndo com lagrimas nos olhos, todos me olhavam de forma estranha, talvez pela curiosidade de saber o que havia acontecido. Eu não sabia o que fazer, não sabia pra onde ir, tudo o que eu sabia era que uma pessoa havia morrido por minha culpa, por culpa do lobo que me tornei, pelo mostro que virei.

Correndo ate o Hall inferior, corri até Kodlak, aliás, ele deveria saber disso. Notei que Farkas e Vilkas estavam falando com ele, e do nada eu entrei. Sem importar-me o peguei de surpresa, o abracei e deixei tudo de ruim sair em lagrimas. Sua reação foi automaticamente me abraçar, mesmo um tanto surpreso. Não me importei com Farkas, muito menos com Vilkas.

- Sangue-Novo, o que houve?! Aliás, você parece-me estranha.

- Me desculpa, me desculpa...

- Yura?! – Ouvi a voz de Farkas, até me assustei ao escutar Vilkas me chamar depois.

- O que aconteceu?! – Vilkas perguntou.

- Skjor... eu.. me desculpa foi culpa minha..

- Yura, sente-se. – Kodlak me fez sentar em uma das cadeiras amadeiradas de sua sala, e assim agachou-se na minha frente e os irmãos ficaram ao seu lado. Os olhares eram de medo e surpresa. – Me conte, tudo o que aconteceu.

- Eu fui convidada por Skjor para ir até a parte secreta. Lá, ele perguntou-me se eu gostaria de virar um lobisomem. – Percebi os três trocarem olhares. – Eu aceitei, eu não sei o que deu em mim, meu coração bateu forte e por algum motivo eu queria aquilo, mas, eu não consegui ter controle, Aela me disse que não me controlo que sou instável. E pediu-me para não fazer novamente. Então, para celebrar, Skjor e Aela me levaram a um campo de Silver-Hands, mas...

- Mas?! – Kodlak indicou que eu podia falar

- Não o vimos em lugar algum, e no final, ele já estava morto. – Minha cabeça possuía muitos pensamentos negativos, fazendo-me abaixar o rosto por não poder encarar nenhum deles. – Foi minha culpa, me desculpa...

- Isto é ... ele não deveria ter ido sozinho. Obrigado por me dizer. Um dia em que nossas almas devem chorar, e os nossos corações responderão. Vá. Sofra de qualquer maneira que você conheça. Porém, não se culpe, apenas limpe seu coração das magoas. - Kodlak terminou sua frase, e logo saiu da sala.

Levantei meus joelhos e os apoiei na cadeira, deitei minha cabeça neles e fiquei ali chorando. Aliás, quem mais morreria por minha culpa?! Eu tenho Skyrim para defender, mas, será que agüentarei perder aqueles que amo?! A partir de agora comecei a ver que onde eu estava vivendo era uma loucura, eu iria ter de fazer sacrifícios, escolher de duas pessoas quem morreria e quem eu salvaria. E com Alduin, seria a mesma coisa?!

- Garota, você deve saber lidar com essas coisas.

- Vilkas, ele era seu irmão basicamente, eu não posso lidar com isso sendo culpa minha.

- A vida não é um mar de rosas, Yura.

- Se ao menos.. eu soube-se lidar com o que eu tenho dentro de mim. Esse lobo, eu... é normal sentir coisas diferentes?

- Como assim?! – Farkas intrometeu-se

- Eu sentia o cheiro de todos daqui, quando abri a porta no hall superior. Sinto coisas que não sentia antes.

- Isso é normal, quando se torna um lobo, você... ganha as habilidades de um lobo, incluindo: Sentir cheiros diversos. Quando a pessoa sente medo de você, ela demonstra um cheiro, quando ela esta feliz, quando esta triste... – Comentou Farkas

- Morangos, Dragon’s Tongue e Deathbell. Isso é você Yura. – Vilkas sorriu dizendo.

- Ahn?!

- É o cheiro pra nós lobos, todos sabem que esse cheiro é seu. Quando está aqui em Jorrvaskr sentimos isso.

- Ah.. eu..

- Não precisa ficar com vergonha, é normal. E quanto a nós, tente descobrir. – Farkas divertia-se com minha cara

Com o rosto ainda molhado das lagrimas, levantei o rosto olhando para Vilkas que estava por perto, concentrei-me em descobrir um cheiro, porém, eu sentia vários tipos. Não sabia ao certo.

- Cheiro amadeirado, como aquelas árvores que ficam a chuva no meio de uma floresta. Aquele cheiro maravilhoso de natureza, limpo e que qualquer pessoa consegue gostar, folhas secas com uma leve pitada de Nightshade. – disse enquanto encarava o chão, então observei os gêmeos.

- Este é Farkas, agora sabe conhecê-lo caso não o veja. – Vilkas comentou. – Agora ignore esses cheiros e capte os outros.

- Cheiro que encontra quando se esta perto de lagos, aquela fragrância de ar puro. Ervas e frutas cítricas.

-Agora sim, este o Vilkas, haha. – Farkas riu da minha cara de taxo. – Se sentir esses cheiros, nos reconhecerá de longe. Cada lobisomem reconhece o outro, por isso é bom entender dos cheiros um dos outros. Fora que quando se é lobisomem, podemos ouvir as batidas do coração de outra pessoa. Como no caso, quando você chegou aqui agora pouco, você estava assustada.

- Pelos deuses, se eu fizesse algo, vocês saberiam.

- Exato

- Eu mereço.. Eu... me desculpe, eu vou tentar melhorar, e Aela vai me ajudar a vingar Skjor. Por mais que não mude o fato de que ele esteja morto, eu vou fazer ele se orgulhar de ver os Silver-Hands mortos.

- É assim que se diz garota, agora vamos. – Vilkas me puxou andando ao meu lado, e Farkas do outro. Fomos assim até o Hall superior no qual comemos algo, já que eu estava sem comer.

E foi assim que tentei ignorar tudo que eu sentia, aliás, eu sentia os batimentos cardíacos dos gêmeos, e estavam batendo muito rápido comparado aos outros que estavam na sala. Talvez, estivessem pensando em Skjor, talvez.

 


Notas Finais


Njord é um personagem meu que não existe no universo Tes V. Grata

Espero que tenham gostado, e até mais.

Com amor, Yura.


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