História The Dragonborn Comes - Capítulo 12


Escrita por: ~

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Categorias The Elder Scrolls V: Skyrim
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Drama, Elder, Fic, Ficção, Greybeards, Guerra, Imperial, Jogos, Lunar, Romance, Scroll, Skyrim, Stormcloack, Tes, Yura
Visualizações 31
Palavras 3.807
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Harem, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Survival, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Voltei, bem rápido desta vez. <3

Queria dizer que no jogo original, Kodlak morre, porém, já sofri demais por não poder salvar o moço em questão, sendo ele um personagem que TEM que morrer, para a história se seguir. Então como um breve spoiler: Isso não acontecerá na fanfic, pois, quem já jogou sabe o como é difícil perder o NPC; e o mesmo terá muito envolvimento com a protagonista.

Enfim, espero que tenham visto algumas pistas no capítulo anterior, já que neste, muita coisa irá acontecer. Fora que um traidor irá aparecer na história.

[CÓPIA É CRIME]
Boa leitura.

Capítulo 12 - The House Of Wolves - A Casa dos Lobos


Fanfic / Fanfiction The Dragonborn Comes - Capítulo 12 - The House Of Wolves - A Casa dos Lobos

“- Um tenente Silver-Hand tem nos espionado em torno de Whiterun, e o mesmo está acampado em um dos vários locais aqui por perto. – Olhou-me – Preciso que você roube os planos para que a localização do seu esconderijo principal possa ser descoberta. – Ditou Aela”

Lembro-me que tudo estava indo conforme os planos, eu havia pegado o livro com os seguintes planos; Agora eu voltava para a entrada de Whiterun quando, Njord apareceu com uma expressão raivosa.

- Floco de Neve, parece-me cansada

- Oi Njord, estou, mas, e você?! Parece bravo

- Só algumas coisas dando errado, mas, estou feliz que esteja aqui. Posso levá-la para a taverna?

- Ah. Claro. Mas, não sou de tomar nada alcoólico. – Sorri envergonhada.

- Tudo bem, vamos. – O ruivo pegou meu braço e cruzei com o dele, eu ri pela atitude inusitada do mesmo. Ele era alguém engraçado e super gentil. – Pode-me dizer o que houve ontem? Mal conversou comigo.

- Não ficou sabendo da morte de Skjor?!

- Ah sim, fiquei. Mas, não sabia que isso seria tão impactante para você, minha donzela. – Sorriu

-És um bobo, chegamos, o que vais pedir? – Perguntei já notando alguns olhares femininos caindo sobre o homem ao meu lado. A taverna estava um pouco cheia.

- Sente-se – Pediu-me fazendo sentar na cadeira em frente ao balcão, logo sentando ao lado. – Vou querer um Ale e pra ela, um vinho, talvez?! – Perguntou olhando-me para ter certeza, prontamente acenei com a cabeça positivamente para a mulher que estava anotando em um caderninho.

- Vinho. Gostei. – Comentei sorrindo abertamente para o Ruivo ao lado.

- Sabe... – Eu o cortei por ansiedade de saber a resposta que não havia ganhado em Jorrvaskr no dia passado.

- Já decidiu qual delas é a garota que gosta?! – Perguntei animadamente

- Ah. –bufou por ser interrompido – Já, quais eram as opções mesmo?!

- Aela, Njada e Ria

- Nah, nenhuma delas, há uma garota que parece bem mais... Peculiar. – Disse pegando sua Ale da mão da moça e logo eu peguei minha garrafa também.

- Peculiar? Não consigo entender quem é. É de Whiterun?

- Não sei, ela é bem misteriosa. – Sorriu. Imediatamente comecei a sentir as batidas do coração de Njord, de lentas começaram a bater um pouco mais aceleradas. Njord não sabia que eu era Lobisomem, então, ele não sabia que eu podia descrevê-lo inteiramente. Tentei me concentrar no cheio dele, porém, comecei a sentir várias fragrâncias e aquilo começou a bagunçar minha mente. – Está bem floco de neve?

- Sim, o vinho. Bateu rápido demais. – Desvirtuei sabendo que o vinho não tinha mais força para  deixar-me ruim. Sendo um lobisomem, álcool não era algo forte, parecia água. –Se importa se voltarmos a Jorrvaskr?

- Claro que não, venha. – Entendeu sua mão em minha direção, fazendo-me dar e o incentivando a dar uma leve puxada e colarmos um pouco nossos corpos um no outro. Ele abriu a porta e assim começamos a andar pela cidade.

Ali por ser um o inicio de uma tarde, não tinha muitos cheiros de pessoas, então poderia reconhecê-lo. Sendo ele um humano, era ainda mais fácil captar sua fragrância quando não se possuía mais ninguém por perto.

Cheiro de prata e ferro, um cheiro um pouco salgado comparado aos irmãos Vilkas e Farkas. Fora o cheiro ferroso de Njord, conseguia sentir um cheiro amadeirado e um pouco de Canis Root (Galhos secos de árvores).

- Njord – O chamei, vendo-o me encarar. Estavamos perto da árvore central de Whiterun, basicamente, na frente da casa Jorrvaskr.

- Sim?!

- Hm... Hm... – Eu realmente não sabia como perguntá-lo, eu queria saber sobre ele, o porquê era carinhoso e porque seu coração estava pulando dentro de seu peito. –Está uma tarde linda, vamos sentar aqui.

- Tudo bem, aliás, poderíamos nos conhecer, não é floco de neve?!

- Seria um ótimo passatempo, então, quer-me contar sua historia, senhor ruivo?!

- Haha, bem, é algo triste por assim dizer. Nasci em uma família do campo, com pai, mãe e uma irmã mais nova. – O ar estava mudando, e sentia Njord demonstrar frieza e raiva, por mais que sua expressão fosse calma e suas falas fossem relaxadas. – Eu tinha doze anos de idade quando saí com minha irmã de sete, para colher algumas maçãs e fazer algumas tortas. Mãe Valey sabia fazer uma torta maravilhosa. – Sorriu tristemente — Então, como era um pouco longe, passamos por uma floresta, mas, minha irmã começou a escutar alguns barulhos e ficou com medo. Tivemos que voltar, então tudo começou a se tornar um pesadelo.

Vendo como Njord estava ficando com raiva e bravo, meus instintos me fizeram o abraçar delicadamente. (Eu sempre fui assim, sempre tive essa proeza de abraçar as pessoas quando estavam tristes. Aliás, fiz isso com Aela, que se autodenominava uma mulher sem sentimentos.)

Ele passou um braço sobre o meu e continuou a falar.

- Meu pai estava com um machado de cortar lenha, com Valey morta ao seu lado. Ele estava ensangüentado, ferido com cortes de animais no corpo. Minha mãe já desfalecida, estava caída no chão com mordidas distribuídas pelo corpo todo. Minha irmã abraçou-me e começou a chorar; e eu perguntei para meu pai o que havia acontecido.

- E o que havia ocorrido?

- Ele tinha-me dito que um lobo gigante o atacou, um lobo super grande. Que veio da floresta e tentou entrar na casa e minha mãe ficou apavorada, fazendo o monstro a atacar... Meu pai tinha acertado-o com o machado e ele saiu correndo de volta à floresta. Minha irmã nunca conseguiu superar esse fato e uns dias depois, quando ela foi atender o carteiro, que iria entregar umas cartas com moedas, foi atacada pelo mesmo lobo. Nem mesmo o carteiro conseguiu fugir. – Njord olhava para Jorrvaskr e eu conseguia ver a fina lágrima que descia escondida entre seus cabelos ruivos. Ele havia perdido as mulheres mais importantes para ele e isso não era fácil. – Eu e meu pai, começamos a treinar com espadas e arrumamos uns amigos para matar esse monstro, já que ele destruía plantações dos outros vizinhos nossos.

- Isso, deve ter sido difícil... perder as pessoas da família. Eu... Não sei o que dizer.

- Tudo bem, basicamente depois disso, treinamos, achamos o lobo, porém, era um lobisomem e não um lobo normal.

- S-sério?

- Sim, matamos em grupo, e muitos acabaram se machucando. Entretanto, o lobisomem morreu e eu pude vingar minha mãe e irmã. – Ele olhou-me e apertou ainda mais o seu braço sobre o meu.

- Ah... e o que lhe fez entrar nos Companions?

- Como assim? Eles possuem uma honra enorme, apenas isso. – Sorriu – Agora temos que voltar antes que nos perturbem.

- Tudo bem, vamos. – Levantei-me puxando sua mão de leve, mas, foi quando Njord puxou-me e fez-me ficar cara a cara com ele, que fiquei-me surpresa. – Aconteceu alguma coisa?

- Sim, você. – Dito isso, senti Njord aproximar-me e depositar um beijo rápido e carinhoso em meus lábios. Apenas um e então, olhou-me hesitante. – Agora ficou claro para você, floco de neve?

Meus olhos ainda estavam mirando-o, eu não sentia meu coração bater rápido, não sentia vontade de retribuí-lo. Eu acenei positivamente com a cabeça e lancei-lhe um sorriso, porém, tudo me indicava que ele não era alguém que me faria feliz. Talvez o livro que recebi de Vilkas, ajude-me a descobrir mais sobre o laicanismo.

Njord foi à frente eu o acompanhei logo atrás, eu sentia o cheiro de ansiedade e felicidade, mas, só agora eu podia perceber que ele estava gostando da minha presença e tudo sobre mim. Talvez, só talvez, eu pensaria em agradá-lo.

Chegando à Jorrvaskr o clima parecia normal, mas, Farkas e Vilkas que conversavam no Hall, travaram seus olhares em nós, e aproximaram-se.

- Olá Yura, quero conversar com você. – Vilkas tomou a iniciativa de abrir uma conversação.

- Tudo bem – Segui para o lado de Farkas e nem consegui me despedir de Njord, o mesmo só nos olhou e seguiu caminho ao Hall inferior, provavelmente iria dormir. – O que aconteceu?

-Olha.. Somos lobisomens superiores, sabemos muito bem usarmos nossas habilidades, e é claro que Njord está muito atraído por você. – Vilkas suspirou após sua fala, já Farkas mantinha-se quieto.

- Bem ele me beijou hoje, agora pouco na verdade... – Sussurrei sem lembrar da existência dos gêmeos. Quando percebi, fiquei com certa vergonha.

- O QUE??! Grr... Suas bochechas estão vermelhas, é obvio que está tímida. O que eu quero dizer, é que : Njord quando está em suas viagens “típicas”, ele some, sem dizer a ninguém e depois volta com marcas, sangue, e coisas do gênero.

- Ele faz as missões de Jorrvaskr, Vilkas. Não seja chato.

- O problema, é que nenhum de nós ofereceu algum tipo de missão. Ele é suspeito, e algo me diz que o aproximar de vocês dois, não é por pura atração. – Farkas comentou sério, ríspido.

- Tudo bem, e o que querem comigo?

- Sentiu, viu ou descobriu algo sobre Njord? – Vilkas perguntou olhando para a porta de entrada, focando seu olhar em algum objeto da casa.

- Ele contou-me um pouco de sua história, disse que sua família foi atacada por um lobisomem e ele perdeu a mãe e a irmã. Depois o pai e ele começaram a reunir pessoas para matar esse monstro. Depois eu não sei, já que ele não me respondeu o resto.

- Queremos que saiba que existem lobisomens que não possuem forma humana. Muitos ficam presos nesta forma e perdem toda a sua lógica e racionalidade. São monstros que não se controlam, então eles fazem realmente mal a qualquer um. – Suspirou. – Não queremos que pense que foi algum Companion. – Dialogou Farkas.

- Sim, eu entendo. Li um pouco do livro que me deram. Posso descrever o cheiro que Njord  tinha...– Olhei para o chão tentando em uma maneira idiota de me lembrar do cheiro de Njord. – Era um cheiro de prata e ferro, um pouco salgado. Fora isso eu conseguia sentir um cheiro amadeirado e um pouco de Canis Root. – Completei.

- Cheiro de Silver-Hands. – Rosnou os irmãos.

- E-eu.. o que?!

- Você não conhece os cheiros dos Silver-Hands pelo fato que aprendeu a usar suas habilidades depois da morte de Skjor, e quando fomos a sua primeira missão, você ainda não era um lobo. – Disse Farkas com sua expressão furiosa.

- Acha que talvez, Njord poderia ser um traidor? – Perguntei

- Visando que ele é mais desconhecido do que você, saí e quando volta, diz que os sangues e marcas são de animais que encontrou na rua... Sim! Ele não estava aqui quando você matou um dos primeiros tenentes dos Silver-Hands... – Vilkas pronunciou-se

- Ele estava furioso quando cheguei daquela missão, mas, disse que não era nada. – Re-lembrei

- És muitos motivos, não?! – Os irmãos ainda me olhavam de modo severo. – Fique. Longe. Dele. Ouviu-nos? – Farkas ditou-me

- Sim, bom, eu tenho os fragmentos de Wuuthrad para pegar. Tenho mais o que fazer. – Terminei a conversação indo falar com Aela.

x-x-x-x

Mais um fragmento adquirido, e mais uma caverna cheia de mortos. Agora eu entendia, tudo fazia sentido, o cheiro dos Silver-Hands, eram iguais aos de Njord, não tão iguais, pois, cada um tem um cheiro diferente do outro, porém, o ferro e prata se faziam sempre presente.

Até que eu me acostumei em matar, pode ser estranho pensar deste modo, entretanto, matar em Skyrim significa poder viver e se defender. Não estamos em uma época onde tudo se resolve com florzinhas, aqui é o mundo real, e você precisa matar para não ser morto.

Voltando com alguns pedaços da futura arma, deparo-me com Njord, perto de Whiterun, não era na entrada e sim um pouco mais longe. Ele falava com outra mulher que trajava armadura feita por pelos, ela era morena e cabelos amarelados. Digamos que era muito atraente, alias, foi este o fato de levar Njord até ela e a beijar com ternura.

Para não ser descoberta ali, fui em modo furtivo para dentro de Whiterun, que chegando lá fui parada por dois homens, (eram Redguards). Enquanto ia andando e vendo a cidade movimentada, percebi que Delphine não mandara mensagens ‘pra mim, talvez o assunto com os thalmor’s fosse tão sério e talvez tudo teria que ser projetado de maneira correta.

- Aqui Aela, os fragmentos. – Toquei-lhe seu ombro a assustando um pouco, logo ela pegou e guardou em sua bolsa.

- Kodlak quer falar com você. Não diga coisas que ele não precisa saber, Sangue-Novo.

“Hm?! O que ele queria? Lembro-me que ele foi um pouco frio comigo quando disse sobre Skjor.” Pensei.

Pensei em sentar na cadeira ao lado do mestre, e o fiz, atraindo a atenção do mais velho sobre mim, podia sentir que o assunto era sério.

- Ouvi dizer que estava bem ocupada esses últimos dias... – Começou.

- Aela e eu estávamos vingando a morte de Skjor. – O olhei com certa tristeza, ainda era difícil lidar com a perda de Skjor, pra ele eu diria.

- Seus corações estão cheios de tristeza e meu próprio queixa à perda de Skjor. Mas, sua morte foi vingada há muito tempo. Você tomou mais vidas do que as exigências de honra. O ciclo de retaliação pode continuar por algum tempo. – Suspirou baixo. – De qualquer forma, eu tenho uma missão à você. Você sabe como nós nos tornamos lobisomens?

- Vilkas disse que era uma maldição dos antigos Companheiros..

- O menino tem uma pegada de verdade, mas, a realidade é mais complicada do que isso. É sempre.

- E qual é a verdade Kodlak? – Perguntei curiosa

- Os Companheiros têm quase cinco mil anos. Esta questão do sangue-de-besta só nos preocupou por algumas centenas. Um dos meus predecessores era um bom, mas curto, um homem perverso. Ele fez uma pechincha com as bruxas de Glenmoril Coven. Se os Companheiros caíssem em nome de seu senhor, Hircine, teríamos grande poder.

- E eles tornaram-se lobisomens?

- Eles não acreditavam que a mudança seria permanente. As bruxas ofereceram pagamento, como qualquer outra pessoa. Mas, nós nos enganamos. 

- As bruxas deveriam pagar por tudo que fizeram, deveriam pagar pela sua brincadeira ridícula.

- Chegarei a isso. Ainda não é tão simples como apenas matá-las. – Olhou-me e continuou sua fala, calma e tranqüila. - A doença, você vê, afeta não apenas nossos corpos. Ele se infiltra no espírito. Após a morte, os lobisomens são reivindicados por Hircine para os seus campos de caça. Para alguns, isso é um paraíso. Eles não querem nada mais do que perseguir presas com seu mestre para a eternidade. E essa é a escolha deles. Mas, eu ainda sou um verdadeiro Nord  e eu desejo ir à Sovngarde com meu espírito em casa.

- E há uma cura para tudo isso?

- É o que eu passei meus anos crepuscular tentando descobrir. E agora, encontrei a resposta. A magia das bruxas nos atraiu, e somente sua magia pode libertar-nos. Elas não vão dar de bom grado, mas, podemos extrair seus poderes sujos pela força. Quero que você as procure. Vá para o seu Coven na região selvagem. Golpeie-os como uma verdadeira guerreira da natureza. E me traga suas cabeças, o assento de suas habilidades. A partir daí, podemos começar a desfazer séculos de impurezas. – Sorriu por fim.

- Então, devo fazer isto sozinha, não?!

- Você não terá nenhum Escudo-Irmão desta vez. Mas, o espírito de Ysgramor vai com você, para restaurar a honra de seu legado. Talos a guie, pequena Yura...

x-x-x-x

Aqui, a entrada mostrava que quem vivia ali, só poderia ser a pessoa, ou melhor, as pessoas que estava procurando. A árvore morta encontrada ao lado da caverna, mostrava que: o que entrava ali, não saia vivo. Deixei meu cavalo na parte de fora e puxei o saco comigo.

Empunhei minha nova arma dada por Eorlund ‘pra mim, um Steel Battleaxe. O segurei em mãos e adentrei a caverna misteriosa por mim. A escuridão fazia parte do cenário, algumas partes eram clareadas por caldeirões com fogo e algum objeto dentro, no centro bem mais a frente, uma das primeiras Bruxas estava fazendo algo no chão. Preparando meu “Fus Ro Dah” marchei até ela.

A mesma sentiu-me perto e direcionou seu olhar no meu, sua expressão zangada e raivosa, só foi um risco para que pudesse criar bolas de fogo com as mãos e começar a ameaçar, eu comecei a andar muito mais rápido em sua direção, quando ela atirou sua primeira bola de fogo. Senti meu corpo arder, uma dor horrível, porém, fez-me ter aindam mais força ao soltar um Shout nela.

Seu corpo voou nas paredes rochosas da caverna, dando um impacto enorme de suas costas à parede e depois ao chão, corri até a mesma e levantei minha arma com força a trazendo com deveras raiva até seu pescoço. E assim, o sangue alastrou-se por todo o local, eu havia decapita-a e o sangue não era tímido para sair de seu corpo e fazer uma pintura no chão barroso.

Como eu tinha tirado tudo de desnecessário sobre mim e apenas pego um saco enorme. Tratei de colocar a cabeça decapitada da bruxa no saco. Kodlak não tinha dito quantas, porém, Farkas e Vilkas não gostavam do lobo que possuíam dentro de si, decido matar mais duas, caso alguém do circulo tente mudar de idéia, ou, eu me arrependa futuramente.

Com a passagem clareando, segui a outro buraco que me levou a outro “espaço” onde se encontrava outra bruxa. Essa era mais forte, suas bolas de fogo, além de atingir e machucar explodiam; o que me custou algumas poções de vida varias vezes. Suas magias fazia-me esconder-me nas pedras. Após alguns golpes, poções e cortes, mais uma cabeça traria companhia a primeira bruxa. Isso levou ao mesmo que a outra, matei-a depois de algumas horas.

Voltando ao centro da caverna e indo em direção a saída, percebi que havia mais duas bruxas que não ousaram saírem de suas tocas, mas, por fim, elas não seriam úteis, ou, eu voltaria aqui depois de um tempo e as caçaria.

Voltei ao meu cavalo, coloquei o saco – Que por sinal, estava um pouco pesado. – sobre o cavalo. Eu amarrei em mim e a ponta do mesmo, para que não pudesse cair no chão e nem abrir e alguma cabeça ficar durante o caminho.

x-x-x-x

Voltando a Whiterun, percebi olhares dos Guardas sobre mim, indo até Jorrvaskr, existiam pessoas chorando, fora de suas casas, e então, um desespero me bateu, quando Aela gritou por mim, larguei o saco perto dela e corri casa adentro.

Notei primeiramente o corpo de Athis morto perto de Njord, que com sua espada estava indo tentar matar Kodlak; Memórias e alucinações rondavam minha mente de uma hora para a outra, meu espírito queimou, fazendo-me soltar o Shout: Fus, o obrigando-o a voar longe. Minha pele automaticamente ardeu e a única coisa que eu tinha na minha cabeça era:

“Não o deixe matar seu pai!”

E quando eu menos esperei, eu era um lobo, transformado, na frente de todos os Companions, Njord assustou-se com meu rugido e pude sentir minhas patas o impedindo de levantar-se do chão, o olhei com vontade de destroçá-lo. Uma raiva súbita abraçou-me trazendo consigo vontades malignas.

“Não o deixe matar seu pai”

Fiz sua arma correr para longe, a lançando para algum lugar da casa, mas, percebi tirar uma adaga e fincar em meu braço com toda sua força. "Floco de neve"  ele era um traidor, a adrenalina aumentou e era tão alta que eu só pensava em saboreá-lo.

“Não o deixe matar seu pai”

Então, a cena horrorosa tomou conta de Jorrvaskr, com minhas garras eu finquei-as em seu peito, fazendo cuspir sangue. Puxei novamente para fora cravando-a em seu coração. Njord ainda gritava e tentava a todo custo sair de baixo de mim.

"Resistente" pensei.

Com meus dentes, sentia a face de Njord não pertencer mais a ele, com mordidas, arranhados, cortes, buracos eu ia matando o ruivo lentamente.

“Seu pai ainda precisa de você, Yura.”

Então, logo percebi que os gritos pararam, e um corpo todo desfigurado fazia parte daquele ambiente. Todos olhavam-me de modo surpreso e assustado, eu comecei a ficar com medo, entretanto: Aela transformou-se em lobisomem e pulou em cima de mim, comecei a sentir uma forte dor de cabeça e então, ela puxou-me, ou melhor, arrastou-me para o hall inferior, levando-me até o quarto dela.

"Eu era um monstro?"

"O que foi que você fez, yura?"

Minha mente lutava contra mim mesma, julgando-me e me fazendo cair em uma escuridão profunda.

x-x-x-x

Algum tempo depois, senti que meu corpo voltara a ser como antes, e Aela estava ao meu lado sentada com um sorriso discreto.

- Acordou hum?! – Pensou – Você adormeceu por 18h, vista esta roupa e encontre-me na sala de Kodlak. – Dito isso, levantou-se e seguiu para fora do quarto, fechando as portas.

Levantei-me e notei meu braço enfaixado, no momento não tinha visto nem percebido que Njord havia cravado até demais a adaga em meu antebraço... Aquilo doía.

Troquei-me e depois de respirar algumas vezes, fui à sala de Kodlak como pedido, abrindo a porta, notei o velho sentado na cadeira amadeirada com uma roupa normal, sem armadura e cheio de faixas, sua expressão era feliz, era alegre, mas continha tristeza. Farkas estava ao seu lado esquerdo encostado na estante de livros, ele também estava com uma expressão calma e feliz.

Por outro lado, Vilkas, que agora parecia não querer-me confrontar, acenou com a cabeça e sorriu. Aela já estava sorrindo desde o momento no quarto quando chamou-me.

- Yura... Yura... Como lhe devo recompensá-la por ter salvado minha vida? E ainda, ter-me a honra de trazer as cabeças de bruxas? – Comentou o velho em um tom divertido.

Meus olhos encheram de lágrimas, sentia as linhas úmidas descerem pelo meu rosto, o máximo que pude fazer foi abrir os braços em uma maneira estúpida e infantil para pedir por um abraço. E sim, o velho levantou-se e abraçou-me, mesmo com dificuldade. Deixei lágrimas severas caírem sobre seu ombro e meu choro podia ser escutado por todo o hall.

Era uma mistura de vitória com medo, saudade e presente. Eu via Kodlak como um pai, e ele se portava com tal ‘pra mim. O senti abraçar mais forte e sussurrar as seguintes palavras: - És uma pena perder um grande homem como Athis, entretanto Yura, cuidarei de ti como se fostes minha filha.

Ainda de olhos fechado disse com minha voz chorosa, não importando-me se os outros escutariam disse:

- Nunca conheci meus pais, um homem disse-me que eles estavam vivos aqui em Skyrim, mas, não os encontro... sobre a guerra onde eles estavam, dizem que todos morreram – abracei-o mais forte– eu tenho medo Kodlak, por favor, prometa não partir antes da hora, velhote.

- Eu prometo nova Harbinger.

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado, desculpe pelo capítulo pequeno;
No caso da escritora, meu cheiro é lagrimas e sangue das inimigas -q //risca
.
Mentira, mas, realmente, foi muito divertido e triste 'pra mim escrever este capítulo. Faz 3 anos que tenho isso em mente, de salvar o Kodlak, porém, não havia descoberto o incrível mundo das fanfics.
Enfim, gostaria muito de saber como andam as opiniões de vocês sobre a fic e até a próxima.

Com amor, Yura.


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