História The dream in the keys - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias One Direction
Personagens Harry Styles, Liam Payne, Louis Tomlinson, Niall Horan, Personagens Originais, Zayn Malik
Tags Drama, Dream, Harry Styles, Keys, Liam Payne, Louis, Niall Horan, Zayn
Exibições 9
Palavras 5.263
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - Bem vinda, Abby!


- Vim visitar a nova integrante da família Johnson! – Uma mulher entrou no novo quarto da casa dos Johnson. Em seu colo estava um menino de três anos de idade, ele carregava uma caixa pequena e cor-de-rosa com um lacinho branco em cima.

O fato é: A família Johnson havia ganhado mais um membro, um bebê pequeno e delicado. Era uma menina. Possuía grandes olhos, cada um de uma cor, o que é raro, mas existe. Os cabelos loiros que chegavam a ser quase brancos lotavam a cabeça da menininha, ela já sorria sem parar, mesmo sem dentes, o que a fazia chegar a ser fofa e engraçada. Ela vestia um pequeno macacão amarelo e tinha em seus pés, sapatinhos de crochê vermelhos. A família que já era composta pela mãe, Jéssica Johnson, pelo pai, Frederico Johnson e pelo mais velho, de quatro anos, Adam Johnson.

O menininho que estava no colo da mãe, tinha pequenos olhos verdes e cabelos pretos como a noite, eram os cabelos mais lindos que alguém já tinha visto. Seu nome era Harry Styles. Ele sempre frequentou a casa dos Johnson desde que nasceu, sua mãe, Sara Styles, sempre foi a melhor amiga de Jéssica. Jéssica acolheu e apoiou Sara quando a mesma foi abandonada pelo marido assim que ficou grávida de Harry, então ele e Adam foram criados como irmãos até Adam completar 3 anos e Harry, 2. Nesse meio tempo, Sara conheceu um homem maravilhoso que decidiu assumir Harry e ela e a pediu em casamento logo em seguida, desde então os dois vivem muito bem juntos e tanto Sara quanto HArry, assumiram o sobrenome do novo marido. Acabaram por se mudar para a mesma vizinhança que os Johnson, a família Styles ficara com a casa no início da rua sem saída e a família Johnson com a última casa da rua.

- Você quer conhecer sua nova amiguinha, Harry? – Sara perguntou para o menininho que escondia o rosto em seu pescoço. Jéssica sorria para a amiga e sussurrou para a mesma para colocar seu filho sobre a cama. – Vá falar com a sua amiguinha, meu amor. – Harry agarrou a blusa da mãe e escondeu ainda mais seu rosto. Sara riu olhando para a amiga e para a menininha que estava na cama. – Ao menos entregue o presente para a titia, Harry. – Harry riu e entregou o presente para a tia.

- Peguei você! – Jéssica pegou o menino no colo e fez cosquinha nele. Rindo, o menino se sentou ao lado da menininha. – Diga “oi”, Harry. Ela será sua nova amiguinha. – Harry olhou para a mãe como se pedisse socorro.

- Dê um beijinho em sua bochecha, Harry. Nós precisamos ir, papai está esperando. – Sara disse para o menino. – Venha aqui, Jéssica. Quero conversar com você e pedir desculpas por não tê-la visitado no hospital, sinto-me uma péssima amiga.

- Para de besteiras, Sara. Eu sei que não tinha como ir até o hospital com o Harry. E sei que Robert estava em uma viagem de trabalho, não se preocupe. – Jéssica segurou a mão da amiga e as duas desceram. Harry estava deitado na cama olhando para a menininha ao seu lado quando Adam apareceu na porta.

- Harry. – Adam sorriu. Os grandes olhos verdes que havia herdado do pai fazia um belo contraste com os cabelos loiros que herdou da mãe.

- Adam. – Harry sorriu e desceu da cama. Os grandes olhos multicolores seguiram o movimento do mais velho.

- Você já conheceu a minha irmãzinha? – Adam se ajoelhou ao lado da cama e com as mãozinhas na pequena mão de Abigail, olhou para Adam. – Eu vou proteger ela de tudo. – Adam sorriu alegremente.

- Ela tem cara de joelho. – Harry disse pendendo a cabeça para o lado e encarando a menina a sua frente. Adam riu divertido e concordou.

- Um joelho bonito. – Os menininhos riram juntos.

 

 

5 anos depois..

 

 

- É o aniversário de um dos meninos da sala, Abby. – Adam estava sentado no tapete azul cor do céu que ficava no meio do quarto da menina. A pequena usava os cabelos presos com a presilhinha de lacinho que havia ganhado quando bebê. Estava com a blusa do irmão mais velho, uma blusa preta que tinha o nome “The Beatles” na frente e um shortinho branco com meias listradas em rosa e branco nos pés. – Não posso brincar com você.

- Você nunca brinca comigo. – A pequena olhou para baixo com um olhar triste. Ela sabia que ele tinha que ir só que seu irmão quase não lhe dava atenção, mas ela sabia que ele tinha as coisas dele. – Tudo bem, Adam. Pode ir, quando você voltar à gente brinca, né? – A pequena boca rosada da menina se abriu em um enorme sorriso. Levantou-se do chão fazendo com que a blusa do irmão chegasse aos seus joelhos e andou até a porta do quarto, olhou para o irmão e pendeu a cabeça para o lado. Adam estava sentado no chão e segurava um carrinho e uma boneca nas mãos.

- Eu posso me desculpar com ele depois, venha aqui, pequena. – Adam sorriu para a irmã. Ela sabia que ele queria ir ao aniversário, havia falado disso a semana toda.

- Não quero brincar, vou ajudar o papai a fazer um bolo. – Abby deu língua para o irmão e correu escada abaixo.

- Quantas vezes eu já disse para não descer as escadas correndo, Abigail? – Jéssica olhou de cara fechada para a menininha. – E já disse que precisa parar de pegar as roupas do seu irmão. – Abigail riu e correu para a cozinha deixando uma mãe risonha para trás.

Adam desceu as escadas segurando uma caixa enrolada com papel de presente que tinha carrinhos de corrida estampados. Olhou para a sala e procurou pela presença de Harry na sua casa ou de sua tia Sara, mas ele não encontrou nenhum deles.

- ADAM, NÓS ESTAMOS ATRASADOS! – Harry entrou correndo na casa dos Johnson e encontrou um Adam parado no fim da escada. – Ah, aí está você. Vamos, mamãe está falando com tia Jéssica. – HArry olhou em volta e percebendo que Abby não estava por ali, suspirou aliviado. – Vamos antes que a Abby apareça. – Deixando a frase no ar, correu para fora.

Adam que agora tinha nove anos, estava crescido, batia na cintura da mãe. Os cabelos loiros estavam sempre espetados para cima, não porque queria, era apenas porque não ficavam no lugar certo, os olhos verdes pareciam maiores e o deixavam com uma linda cara de cachorrinho sem dono. Como um bom fã de rock, seu guarda-roupa era quase todo montado por blusas de bandas e calças pretas. Harry com oito anos batia nos ombros de Adam, os olhos verdes não haviam crescido tanto, por isso sempre que sorria os olhos fechavam. A covinha do lado direito do rosto quase não era perceptível se não prestasse bastante atenção, os cabelos pretos cresceram rebeldes e não ficavam parados, estavam sempre bagunçados. O garoto gostava de rock tanto quanto Adam, os dois cresceram fazendo tudo juntos, talvez por isso fossem tão iguais nos gostos. Mas tinha algo que os dois não concordavam: Abigail Johnson. Adam era apaixonado pela irmã mais nova e a tratava como uma princesa, mesmo não ficando muito com ela por causa de Harry. Já Harry, não gostava de Abigail, ele a achava irritante, e o sentimento era recíproco pelo lado da menina. Ela estava sempre com eles porque era louca pelo irmão.

Abigail tinha olhos enormes, um era da cor azul e o outro de um castanho bem claro, havia herdado a heterocromia da mãe, isso chamava atenção até sem querer, os cabelos loiros que iam até a metade das costas eram pesados e lisos, e era interessante ver que algumas mechas do cabelo eram castanhas por causa do cabelo do pai que era muito escuro.

 

 

7 anos depois...

 

 

Abby agora estava com doze anos e media 1,46m, era considerada a menor da turma, mas o corpo já estava se formando. Os seios da menina já começavam a aparecer e suas pernas eram torneadas como a de sua mãe que havia nascido no Brasil, a bunda da garota não era das maiores, mas era durinha e empinada como deveria ser e tinha a barriga que muitas garotas se matavam para ter. Os cabelos agora eram usados na altura dos ombros, ela havia escutado atrás da porta do quarto do irmão que os meninos preferiam cabelos curtos e então, no dia seguinte ela pediu para ir ao salão com sua mãe e cortou o cabelo. Os olhos da menina estavam lindos e ainda mais brilhantes do que nunca, mas precisava usar óculos quando fosse estudar ou ler alguma coisa. E a marca da garota era exatamente os seus olhos.

Adam estava com dezesseis anos e tinha cerca de 1,78m de altura. Os olhos verdes eram claros e pareciam sumir quando o sol batia sobre eles, os cabelos loiros viviam cortados de forma que pareciam mais rebeldes e que não obedeciam ao pente. Os ombros largos e barriga de tanquinho fechavam o pacote completo de “garoto mais bonito do bairro”. E tinha também o seu sorriso, aquele sorriso que parecia sem maldade e um poço de compreensão.

Harry estava com quinze anos e era da mesma altura que Adam. Os olhos e o sorriso de Harry chamavam atenção por causa do contraste que faziam, os olhos pareciam sumir e o sorriso brilhava como nunca, a covinha passou a ser percebida por muitas meninas, se é que dá para entender. Os cabelos bagunçados continuaram com ele e o estilo de bad boy passou a ser o seu preferido. O menino tinha o mesmo porte que Adam, mas era um pouco mais forte, os braços eram definidos, mas não muito grandes, a barriga era dividida de forma sutil, mas tinha as tão desejadas “entradas” no fim do abdômen.

- Homem da lua. – Abby estava no chão da casa da árvore. Olhava para o céu sorrindo. – Eu vim conversar com o senhor de novo, não queria que se sentisse excluído do meu aniversário. – A menina riu sozinha.

Na porta que dava acesso para o jardim no fundo da casa, que era onde estava localizada a casa na árvore, estava dona Sara e Harry. Harry segurava uma pequena caixa com papel de presente que simulava o céu e sussurrava para a mãe que não subiria “naquela casa sozinho para entregar um presente a uma maluca perversa”. Sara ria divertida e puxava a orelha do filho quando ele falava mais alto do que deveria. A contragosto e depois de muita insistência, Harry subiu as escadas e se sentou ao lado da menina. Abby estava de olhos fechados e olhando para o céu.

- Homem da lua, as meninas da minha escola me zoam todos os dias porque sou a única menina que ainda não deu o primeiro beijo. – Abby fez biquinho. – Eu não quero mais ser zoada, é cansativo e dói bem aqui, dói muito aqui. – A menininha olhou para o chão e abriu os olhos, tinha as duas mãos sobre o lado esquerdo do peito. Adam observava aquilo com atenção.

- Então... – Harry disse baixinho e Abby pulou de susto.

- O que faz aqui? É o meu esconderijo. Desça! – Abby reclamou.

- Ei, não venha brigar comigo, minha mãe me forçou a subir porque queria que eu a entregasse isso, então pegue de uma vez. – Harry jogou a caixa sobre o colo da menina e juntou os joelhos perto do peito, apoiando sobre eles os braços. – E para um esconderijo, ele está muito visível.

- Já me entregou, agora desça. – Abby apontou as escadas, ignorando o outro comentário do garoto.

- Ela disse que quer que eu veja sua reação, então apenas abra de uma vez e eu irei descer, Abigail. – Harry disse sem olhá-la. Abby suspirou alto em sinal de desaprovação.

Abby abriu devagar e tentou ao máximo não rasgar o papel de presente, assim que retirou a caixa do papel, a abriu e se deparou com uma presilha parecida com a que sempre usava. Era um lacinho branco que tinha uma pérola no centro. A menina sorriu e sem controlar a alegria que sentia, pulou nos braços de Harry.

- Obrigada, Harry. Obrigada mesmo. – A menina o abraçava pelo pescoço, mas ele não tinha reação. – Adam quebrou a minha semana passada. – Ela o apertou mais. Assim que se separaram, Harry e Abby se olharam nos olhos. Não precisava dizer muita coisa naquele momento, Harry apenas tocou a bochecha de Abby, o que a deixou vermelha e então a beijou sem aviso.

- Esse foi o segundo presente, só para não ser zoada no colégio. – Harry disse com pressa e desceu rapidamente as escadas da casa na árvore.

A verdade é que Harry quem havia quebrado a presilha da menina, mas Adam assumiu a culpa para que Abby não ficasse tão irritada. Quando ele se sentiu culpado, comprou uma nova para presenteá-la, sabia como aquela presilha era importante para ela. Mas foi quando comprou, que ouviu da mãe que a presilha que Abby tanto amava, tinha sido escolhida por ele quando tinha apenas três anos. Mas nem ele e nem Abby sabiam disso.

- Ela gostou do presente que comprou? – Sara perguntou ao filho assim que ele surgiu na sala.

- Sim. – Harry respondeu no automático, ainda estava surpreso com a atitude que teve de beijá-la.

- Tudo bem, mano? – Adam perguntou quando saiu da cozinha segurando um copo com água. Harry o encarou e puxou o copo de sua mão, tomando de uma vez o líquido que estava dentro.

- Sua irmã é perigosa. – Dizendo isso, Harry saiu da cada dos Johnson e voltou para a casa dele.

Abby estava estática no chão da casa da árvore, ela tocava a boca com uma mão, enquanto na outra, ela segurava a presilha.

 

 

3 anos depois...

 

 

- VAI, BULLDOGS! – Abby gritou pela milésima vez. Tinha em mãos uma luva de torcedor da cor vermelha que tinha escrito “Bulldogs” em branco, e vestia a blusa também vermelha do número 37 que era o Adam, a blusa cobria quase que por completo o seu short jeans e calçava vans vermelho nos pés. Ela não tinha mais voz, mas precisava gritar por ele, ele precisava saber que ela estava ali, por ele.

Era a abertura da temporada de futebol americano e Adam estava nervoso, fez com que Abby prometesse estar na primeira fila torcendo por ele, e ela prometeu de dedinho. Promessas feitas aos irmãos não podem ser quebradas.

- BOA, GAROTO! – Harry estava de pé ao seu lado. Estava com a camisa enrolada na mão e exibia os maravilhosos músculos sem piedade, a calça preta e o vans vermelho em seus pés o deixavam extremamente gostoso. Não que Abby gostasse dele, ainda o odiava. Principalmente por ter tirado dela a oportunidade de dar o meu primeiro beijo com quem realmente gostasse.

- Minha camisa está um pouco suada, mas posso lhe emprestar se quiser limpar a baba. – Harry olhou-a nos olhos. Abby virou-se para frente fechando os olhos com força e murmurando para si mesma que não deveria ter olhado.

- Eu estava apenas procurando pela AnnaBela. – Mentiu descaradamente.

- Claro que estava. – Harry riu e gritou por Adam.

Logo após o jogo acabar, sendo os Bulldogs os vencedores, alguns jogadores subiram nas arquibancadas para cumprimentar seus amigos e colegas, dali iriam todos para a pizzaria do Phil.

- Parabéns, irmão! – A menina abraçou Adam sem me importar se ele estaria completamente suado, estava orgulhosa dele.

- Obrigada, irmã. – Adam soltou-a e beijou sua testa, continuavam com uma enorme diferença de altura, ele estava com cerca de 1,85m e ela, 1,55m.

- Solte a minha garota, Johnson. – Zayn, um dos melhores amigos de Adam e amigo de Abby, disse quando puxou a menina para seus braços, tirando-a do chão. Abby riu divertida e enlaçou a cintura do garoto com as pernas.

- Ela ainda é a minha irmã, gay. – Adam olhou para as mãos de Zayn, estavam nas coxas da garota.

Após a comemoração da pizzaria do Phil, todos foram para suas respectivas casas, exceto Harry: ele dormiria na casa dos Johnson por um tempo, os pais estavam viajando para comemorar o aniversário de casamento.

- Maninha, hoje eu vou a uma festa com o Harry, durma cedo e não faça nada errado. – Adam avisou assim que chegaram à porta da frente.

- Você só pode estar brincando. – Abby cruzou os braços na frente dos seios. – Eu não vou ficar em casa em pleno sábado à noite, Adam. Eu vou com vocês. – Abby jogou os longos cabelos loiros para trás e entrou em casa rebolando. – E não pense em fugir de mim, a Cindy se tornou uma grande grudenta, ainda tenho o número dela. –A garota sorriu olhando para trás. – Estarei no meu quarto, me arrumando, é bom me chamar quando estiver saindo.

Os garotos ainda estavam parados frente à porta, ambos de boca aberta com o jeito que a garota agira. Harry foi o primeiro a rir.

- Você tá muito fodido com essa garota, irmão. – Harry deu três tapinhas nas costas de Adam e entrou na casa colocando a camisa em volta do pescoço. Adam o seguiu e fechou a porta atrás de si.

Abby escolheu um short cintura alta preto com estampa de margaridas e colocou um cropped branco com manga ¾. Nos pés ela estava com um vans da cor branca. O cabelo loiro estava preso em um rapo de cavalo de lado e claro que a presilha estava presa à chucha. Abby havia passado apenas rímel, sua boca não precisava de batom e seus olhos não precisavam de lápis, eram bem delineados. Depois de pronta, pegou o celular e checou a hora, eram 23:40h.

- Vamos logo, Abigail. – Harry quem fora chamar a garota. Ele usava uma calça da cor preta skinny, estava com uma blusa cinza e que tinha mangas ¾ da cor preta, nos pés estava um supra branco. Além disso, usava um boné preto que tinha o logo da Diamond Supply Co virado para trás.

Abby abriu a porta e deu de cara com as costas largas de Harry, prendeu a respiração quase que imediatamente. Quando Harry se virou para encarar a menina, os olhos arregalados e a falta de alguma reação de Harry a fez soltar o ar com rapidez, tossir e corar. Os olhos do garoto secaram o corpo inteiro da menina e se se prenderam nos olhos dela.

- Estou pronta. – Abby conseguiu dizer. A menina encarava o piercing que Harry tinha na sobrancelha direita, estava tentando evitar olhar para o imenso mar verde que eram os olhos dele.

- Vamos. – Harry pigarreou e ajeitou o boné. O menino se virou para as escadas e se forçou a andar. Abby o seguiu.

Os dois não falaram muito, apenas riram por vergonha. Abby estava crescida, pelo menos quando se fala do corpo dela. Graças à genética da mãe, a menina tinha pernas bem delineadas e uma bunda empinada, a barriga era negativa e a cintura de violão, os seios não eram dos maiores, afinal ela puxara a família da mãe e a mesma, era brasileira. Os cabelos loiros batiam acima da bunda e eram lisos, mas cheio. O rosto era perfeito, tinha um nariz arrebitado e uma boca pequena, o que mostrava a dimensão dos olhos e permitia que a heterocromia se destacasse sem pedir licença. Sua pele não era branca como do irmão ou do pai, era como a da mãe, dourada.

Abby e Harry chegaram à sala e encontraram duas garotas lá, uma morena e uma ruiva. A morena estava no colo de Harry e usava um vestido preto minúsculo, além de um enorme salto vermelho. A ruiva usava um short branco e um top vermelho, estava com uma gargantilha preta e saltos nos pés. Na cabeça de Abby, aquilo era, no mínimo, vulgar.

- Finalmente, docinho. – A ruiva saltou para Harry como um gato e o enlaçou com seus braços. Beijou o pescoço do menino. Abby observou e revirou os olhos.

- Ainda bem que mamãe e papai não estão em casa nesse fim de semana. – Abby encostou-se ao corrimão da escada.

- Quem é essa criança? – A loira ousou perguntar.

- Sou a dona dessa casa, florzinha. – Abby sorriu sem mostrar os dentes. – Mas vocês... Olhando para o tipinho, me atrevo a dizer que não passam de garotas da diversão. Pior tipo. – Abby riu e encarou a ruiva.

- Como se atreve a dizer isso?! – A ruiva colocou as mãos na cintura e olhou para Abby com os olhos semicerrados. Harry e Adam se encaravam calados.

- Apenas aceite que não vai passar dessa noite. Os dois vão transar com você e na manhã seguinte nem lembrarão seus nomes, vocês não vão passar de uma trepada do fim de semana. – Abby caminhou até a porta enquanto falava. – Só esperava que o nível deles fosse mais alto. – A menina olhou para trás e checou as roupas das meninas. – Não esperava que pegasse garotas com tanto mau gosto para roupa. – Abby deu de ombros e saiu porta a fora. As meninas estavam borbulhando de tanta raiva, Adam e Harry não pensaram em desmentir, eles nem mesmo lembravam o nome das meninas, Abby estava mais do que certa.

Abby seguiu para a festa com os meninos, as meninas também estavam por perto, mas grudaram em Harry, pois Adam estava segurando sua irmã pela cintura. O garoto não queria ninguém mexendo com ela, afinal a menina era sua princesinha e ele sabia dos sonhos indecentes que seus amigos tinham quando o assunto era Abigail Johnson.

- Vão dar uma voltinha, eu vou ficar perto da comida, vai que alguém tente roubá-la. – Abby disse e apontou para a mesa. Adam riu e concordou, mandou a menina se cuidar e disse que era para estar sempre olhando o celular.

Harry observou a garota caminhar até a mesa e olhar ao redor, olhando de novo para a comida, começou a por de tudo na boca, era realmente a Abby que ele conhecia e se forçava a odiar. Adam e Harry caminharam até as escadas e ficaram encostados lá, as meninas estavam penduradas em seus pescoços enquanto eles conversavam os outros meninos do time.

- Vou pegar uma bebida, você quer, Adam? – Harry disse ao se livrar do abraço grudento da garota ruiva.

- Eu quero uma cerveja. – Disse a menina, Harry nem lhe deu ouvidos.

- Uma cerveja. – Adam balançou a garrafa em sua mão.

Harry caminhou até a cozinha olhando tudo a sua volta, estava procurando por Abby. Depois de pegar as cervejas, voltou para perto de Adam.

Abby estava no fundo da casa, o lugar estava lotado de adolescentes que faziam brincadeiras para se embebedar.

- AGORA A GENTE VAI JOGAR BEER PONG! – Uma garota morena, gritou com os braços para cima. Abby estava observando tudo e rindo da reação de algumas pessoas. Zayn estava na festa e ria dos amigos que participavam da brincadeira.

- Ei, Abby! – Zayn beijou a testa da menina. Abby sorriu para ele.

- Zayn, vamos jogar! – Um menino que Abby conhecia, chamou pelo menino. – Arranja uma parceira! – Ele terminou a frase enquanto arruma os copos na mesa.

- Quer jogar? – Zayn perguntou coçando a nuca e sorrindo.

- Claro, por que não? – Abby sorriu e caminhou ao lado de Zayn para a mesa.

- Estamos aqui, Alan. – Zayn virou o restante da bebida que tinha em seu copo e sorriu para o menino.

- Ótimo, quem vai com voc... Uou! Abby! – O moreno acenou para a menina. – Quanto tempo. – Abby sorriu e acenou. – Vamos começar.

Zayn e Abby ficaram de um lado da mesa e Alan e outra menina que tinha cabelos cor-de-rosa no outro lado. Cada grupo tinha 16 copos de cerveja arrumados como um triângulo, todos os copos estavam cheios até a boca. Na ponta da mesa estava um copo com água para “lavar” a bolinha caso caísse na grama.

- Ok, o jogo é o seguinte. – Alan começou. – Cada dupla tem que acertar essa bolinha de ping-pong em um dos copos do outro lado da mesa. – Alan sorriu. – Se eu ou a minha dupla acertarmos em um dos seus copos, um de vocês bebe a cerveja que está nele, se revezando, obviamente. E se não acertar, não precisa beber.

Alan e a garota de cabelo rosa erraram nas dez primeiras tentativas e Zayn e Abby acertaram cerca dos seis copos do adversário. Quando Alan começou a acertar, as risadas começaram a acontecer, pois era uma comemoração atrás da outra. Abby já tinha bebido cinco copos e Zayn, seis. Quando a brincadeira acabou, ainda restavam 5 copos do lado de Abby, Alan e a garota haviam perdido e estavam deitados na grama rindo.

- Você joga bem, garota! – Zayn levantou a mão para Abby e fizeram um high five. A menina estava bem, apenas um pouco risonha.

- Obrigada, obrigada. – Abby riu e se curvou para agradecer, assim se desequilibrou e Zayn a segurou, mas foram juntos ao chão, Abby estava caída por cima de Zayn. A menina começou a rir desesperadamente e foi logo acompanhado pelo garoto que encostou a cabeça na grama e ainda segurava os braços da menina.

Os dois se sentaram no batente da escada que ligava a cozinha até os fundos da casa e continuaram observando as pessoas que estavam no fundo. Um menino subiu no banco e levantou as duas mãos, em uma estava uma garrafa de vodca e na outra, cartas de baralho.

- SUECA, PORRA! – O garoto gritou e Abby se levantou puxando Carlos pela mão.

- Vamos jogar, eu amo esse jogo! – A menina pulou e correu puxando o menino, Zayn riu e a acompanhou.

Quando formou um grupo de 7 pessoas, todas se sentaram em uma rodinha e o garoto se pôs a explicar.

- Nós jogaremos com 2 litros de vodca pura. – O menino avisou e Abby sorriu.

- O jogo é o seguinte, cada um vai pegar uma carta e cada carta possui uma consequência ou ordem, a brincadeira segue em sentido horário. – Abby interrompeu o garoto.

- Se você tirara a carta “A”, você precisa escolher alguém pra beber uma dose. Se tirar a carta “2”, você escolhe duas pessoas para beber uma dose ou uma pessoa para beber duas doses. – Zayn decidiu continuar.

- Se você tirar a carta “3”, precisa escolher três pessoas pra beber uma dose. E se tirara a carta “4”, você bebe uma dose dupla. – Abby bateu palminhas.

- Você estará realmente ferrado se tirara a carta “5”, porque terá que esperar até que outra pessoa tire para poder ir ao banheiro, e se não aguentar, quando voltar tem que virar uma dose dupla. – Abby disse rindo. Zayn concordou.

- As cartas “6”, “7”, “8” são insignificantes, ninguém brinca com elas. – Zayn avisou.

- Elas já foram retiradas do baralho. Continuem. – O menino que segurava o baralho se pronunciou.

- A carta “9” fará você se confundir, porque você precisa dizer números, mas tem um detalhe, múltiplos de três precisam ser chamados de “PI”. – Zayn disse e Abby assentiu. – A carta “10” é a que nos permite por uma regra. – Ele olhou para o menino. – Qual vai ser?

- A cada três doses que uma pessoa bebe, ela precisa virar uma dose dupla pra pagar. – Abby disse. – Essa é a regra. – Zayn e o moreno encararam a menina e ela deu de ombros. – A brincadeira fica interessante.

- Ainda temos três cartas. – O moreno disse e riu para Abby. – A “J” mostra que todos precisam beber, a “Q”, só as mulheres bebem e a “K”, só os homens.

A brincadeira começou e logo na quarta rodada, um litro e meio já haviam acabado. Abby estava tonta e mostrava que precisava sair da brincadeira, o que foi ideia de Zayn, pois ele sabia que ela ainda tinha 15 anos e um porre como aquele marcaria sua vida. Mas Zayn não sabia quantos porres aquela menina já havia tido.

Zayn caminhou ao lado de Abby, a menina tinha o braço direito ao redor do pescoço de Zayn e ele tinha o braço esquerdo ao redor da cintura da menina. Os dois caminharam até a sala e sentaram-se em um sofá no canto. Harry tinha uma visão perfeita de onde os dois estavam, e teve que lutar contra seus instintos para não tirar a garota de lá.

Não demorou muito para que Harry chegasse ao limite após ver Abby levantar-se rindo para dançar com os braços levantados e os olhos fechados e, então ver o Zayn puxá-la pela mão para seu colo. Abby caiu rindo, abraçou o menino pelo pescoço, jogou a cabeça para trás e levantou os pés, sacudindo-os. Harry puxou Adam pela camisa.

- O que aquele mané tá fazendo com a Abby? – O tom de voz controlado não passou despercebido por Adam. O loiro direcionou os olhos para onde Harry olhava e presenciou o exato momento que Zayn tentou beijá-la. Adam não sabe como, mas a mão que segurava sua camisa havia sumido e o dono da mesma estava segurando agora, a camisa de outro. Adam correu até lá.

- O que você estava tentando fazer, idiota? – A voz de Harry ecoou pela festa, a música havia parado e todos os olhares estavam perfeitamente direcionados para ele, Abby, Adam e Zayn.

Abby estava sentada no chão com os enormes olhos multicor arregalados, tentando entender o que estava acontecendo. Adam estava ajoelhado ao seu lado e perguntava se ela estava bem, mas ela não o ouvia, estava focada na cena a sua frente: Harry estava segurando Zayn pela camisa, completamente irritado, era visível o tom escuro de verde que seus olhos tomaram. Zayn tinha olhos arregalados e as mãos para cima.

- Calma aê, Adam. Eu não estava fazendo nada. – Os olhos verdes suavizaram o mínimo possível, mas voltaram a escurecer assim que ouviu o sussurro de Zayn. – Ainda. – Adam levantou-se com o susto, Zayn estava no sofá com a cabeça para o lado.

- Nunca mais encoste nela. – Adam avisou e segurou a mão da menina que ainda parecia alheia ao que estava acontecendo.

Adam foi resolver com o dono da festa o que havia acontecido e pediu para que Harry adiantasse levando sua irmã para casa. Abby havia gritado com Harry metade do caminho.

- Ok, Abby, eu já entendi. Mas eu não ia deixar que ele se aproveitasse de você dessa forma.

- Ele não estava se aproveitando de mim, imbecil. – Abby gritou e Harry revirou os olhos. Os dois continuaram o caminho calados, até Abby parar e após alguns passos, Harry também parar.

- O que é agora? – Harry cruzou os braços.

- Me leva nas costas. – A menina fez bico e estendeu os braços.

- Quê? Não. Anda logo. – O menino a encarou e Abby colocou as mãos na cintura.

- Era pra eu ter beijado o Zayn, pelo menos estaria em outro lugar, não aqui com você, sendo forçada a caminhar e escutar você me irritar, eu pod... – Abby calou a boca assim que Harry caminhou a passos largos e duros em sua direção, parando a centímetros de distância.

- Eu nunca permitiria que essa boca beijasse a daquele idiota. – Abby arregalou os olhos e Harry sorriu. O menino deu as costas a Abby e se agachou. – Suba se quer carona. – Abby não disse nada, apenas se acomodou nas costas do menino. O moreno levantou-se e segurou as pernas de Abby, não demorou muito até que a loira dormisse.


Notas Finais


Os próximos capítulos serão menores, espero que gostem.


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