História The dream is not over - Capítulo 28


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Categorias Julian Draxler, Marco Reus, Robert Lewandowski
Personagens Julian Draxler, Marco Reus, Personagens Originais, Robert Lewandowski
Tags Julian Draxler, Romance
Exibições 26
Palavras 1.166
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Esporte, Romance e Novela
Avisos: Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Força a todos os familiares das vitimas do acidente envolvendo o time do Chapecoense
#ForçaChape


Alguém ainda lê isso?
Indicação de música: Bebe Rexha - I GOT YOU

Capítulo 28 - Don't be afraid


Fanfic / Fanfiction The dream is not over - Capítulo 28 - Don't be afraid

Eu estava sentada na cadeira do lado da cama de Julian com a cabeça pendida para trás, minha mão estava entrelaçada na de Jule, senti seu polegar fazendo carinho na costa da minha mão, eu olhei para Julian e ele permanecia imóvel eu me levantei fiquei o encarando esperando algum outro movimento, mas nada aconteceu.

Eu saí do quarto e avistei a mãe de Jule sentada na cadeira de fora, pedi a ela para que ficasse com ele um pouco para que eu pudesse ao menos comer alguma coisa, ela de bom grado concordou e me pediu para eu trazer um café a ela, assenti e fui em direção a cafeteria do hospital.

Eu peguei um Gatorade e assim sentei em uma das cadeiras de lá, eu suspirei fundo,eu estava cansada, cansada de tudo.A história de Beatriz ainda está na minha cabeça e agora tem Jule, eu só estou o esperando por que eu sei que ele faria o mesmo e por que eu o amo...

Eu dei um tempo a mim, peguei os meus fones coloquei Car Radio do Twenty one Pilots para tocar.Eu fechei meus olhos para tentar descansar um pouco, eu devo ter cochilado por uns 7 mins, eu guardei meu celular, peguei o café da mão de Jule e voltei para o quarto.

Quando cheguei na porta a mãe de Jule estava no batente da porta chorando, eu corri até ela e perguntei o que tinha acontecido, eu olhei para a maca de Jule e lá estava os médicos checando sua visão, seus movimentos, ele falava meio mole mas deve ser devido os remédios que ele anda tomando.

Depois de uns 10 minutos os médicos terminaram os exames dei espaço para que a mãe de Julian falasse com ele, eu me sentei na cadeira de fora esperei por minutos que pareciam horas.

A mãe de Julian me chama e fala que ele quer me ver, eu entrei no quarto novamente, ele estava abatido, mas nada desmanchava aquele lindo sorriso em seu rosto.

Eu me aproximei dele e ele disse:

-A quanto tempo você não tem uma noite tranquila de sono?

-A um bom tempo Jule, mas foi por uma boa causa.

-Minha mãe não quis me dizer... a quanto tempo estou nessa situação Lissa?

-Quer mesmo saber? – ele assentiu – A quase 4 meses Jule...

-Tudo isso!? Desculpa te dar tanto trabalho pequena... – ele pegou minha mão.

-Você faria o mesmo por mim, e eu te amo, nunca te deixaria sozinho aqui.

-Eu também te amo.

-Vamos tomar um banho?

-Vou sim.

Eu chamei uma enfermeira para ajudá-lo a tomar banho, já tinha feito isso antes, mas não nas mesmas situações se é que me entendem.Quando ele terminou ele queria por que queira colocar roupas de casa, no fim a enfermeira cedeu, então ele vestiu uma calça de moletom cinza junto com uma blusa do mesmo confunto.

Jule também ficou impaciente por que tinha que ficar com o fio do soro, segundo ele estava doendo e eu não tiro a razão dele, aquilo realmente doía. (doi msm viu) Quando a comida chegou ele fez uma careta feia:

-Agora eu entendo quando o pessoal fala que a comida do hospital é ruim...

-Para de graça e coma Draxler. – A mãe dele o reprende.

-Sim senhora. – Eu acabo rindo com a frase de Jule. – Mas bem que podia ser a comida da Elissa né, tipo bem melhor e tals. – ele disse pegando uma colherada do purê e fazendo uma careta.

-Quanto mais rápido você melhorar mais rápido você irá comer minha comida novamente... – digo num tom brincalhona.

-Exatamente, Elissa está certa, agora Julian coma.

Ele prontamente começou a comer, até eu peguei uma garfada da comida e não estava ruim como Jule alegava...

2 Semanas depois

Nós estávamos na frente da casa de Jule, ele a olhava com um olhar que eu não conhecia, mas provavelmente deve estar tentando lembrar todas as suas memorias delas.Graças a Deus ele não teve amnésia como eu, mas o médico disse que a possibilidade de uma memória ou outra ele pode ter esquecido ou simplesmente não consegue se lembrar.

Eu entrelacei minha mão na sua e caminhei até a porta, abri a mesma e deixei passagem para que Julian entrasse primeiro.Assim ele fez, entrou e olhou cada detalhe, cada móvel ele realmente não estava se lembrando de algumas coisas...:

-Você está bem? – Digo pondo minha mão em seu ombro.

-Sim... só um pouco extasiado, eu não me lembro de ter esse tapete. – Disse apontando para o tapete felpudo de baixo da mesa de centro.

-Foi uma das primeiras coisas que você colocou na sua casa...

-Sério?! Que loucura... se eu já estou bravo comigo mesmo por não estar lembrando dos meus moveis imagina você sem lembrar das pessoas, com certeza foi agoniante.

-Sim, foi bem agoniante, mas eu tinha você para me lembrar de tudo.

Jule se virou para mim e sorriu ele se aproximou e levou a sua mão que não estava engessada para o meu rosto, se encaixando na minha mandíbula.Senti seus lábios encostando nos meus, fazia um tempo que não sentia uma paz eu esqueci de tudo quando estava só eu e Julian:

-OPA, DESCULPA! – Ouvimos uma voz que nós conhecemos muito bem. Jule rio entre o beijo e logo nos separamos.

-Seu André a quanto tempo! – Jule disse indo até seu amigo.

-Não podem continuar o que vocês estavam fazendo eu fecho os olhos.

-Para de graça André e me dá um abraço seu besta.- que amor

Os dois amigos se abraçaram e eu sorri, eu sei quanto André ficou abalado com o acidente do amigo, ele ia quase todos os dias lá ficava um tempo conversando comigo.

Eu acabei fazendo o almoço para nós três, eu fiz um risoto de frango.Nós conversamos sobre várias coisas, depois André me ajudou a lavar os pratos mas logo teve que ir por causa do treino.

Jule ficou meio triste quando chegamos ao assunto futebol, fazia meses que ele não jogava e isso o preocupava:

-Ei você está bem? – disse enxugando minhas mão no pano de prato.

-Eu estou com medo Lissa, medo de voltar no campo e não saber fazer nada.Medo de esquecer o que eu deveria fazer....

-Eu sei o que você está sentindo, você não acha que eu fiquei com medo de esquecer todas as receitas que sei?Esquecer de como se usa a faca grande?Jule, você vai voltar aos campos tão bom quanto já era.

Eu acariciei seu rosto com os polegares, ele se aproximou e selou nossos lábios novamente, eu mais do que ninguém sei como Jule está se sentindo, é um sentimento que não desejo nem para meu inimigo.

Ter medo é uma coisa horrível, mesmo se for por uma barata no chão, você sabe que é mais forte que ela mas continua tendo medo, e sentir que você não pode fazer aquilo por medo é ainda pior.É um sentimento sufocante, de um certo modo você não tem liberdade quando se tem medo.



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