História The Elite - Capítulo 6


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Karin, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Sai, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, Suigetsu Hozuki, Temari, TenTen Mitsashi
Tags Akatsuki, Gaaino, Gossip Girl, Naruhina, Naruto, Nejiten, Romance, Sasusaku, Shikatema, Suika
Exibições 218
Palavras 5.138
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Festa, Hentai, Josei, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Título: É Guerra!/ Essa É a Guerra. - Tanto faz.

HELLO!!!!! Sabem pinto no lixo? Sou eu no momento me esbaldando em chocolate e eu lendo os comentários de vocês no cap passado. Muito obrigada por tudo! Sério! É incrível o que vocês estão achando de The Elite e todas as conspirações que estão fazendo, muito obrigada!

Além disso, quase 60 favoritos, eba!!!! Muito obrigada.

Esse capítulo tá... olha... Tiro, Porrada e Bomba!

Capítulo 6 - This Is War


Para Sakura, fazer sexo matinal era bom, mas fazer sexo matinal com Sasuke Uchiha era ainda melhor.

A garota segurou o rosto do moreno enquanto o beijava e ergueu o quadril soltando-o novamente sobre o membro, afastou seus lábios para liberar um gemido desinibido e continuou os movimentos em cima dele, observando-o.

Ambos se olhavam durante o ato, além do contato direto por meio de seus membros, havia algo mais intenso acontecendo mais acima, seus olhos miravam um ao outro deliciando a ambos as expressões extasiadas que faziam durante o envolvimento.

Sakura sentou-se e colocou o cabelo para trás, tirando as mechas rosadas grudadas na fina camada de suor que já aparecia em sua pele, volto a se deitar sobre o moreno e pegou em seus ombros. Sasuke, cansado do joguinho barato dela rebolando com “graciosidade” em si, virou-se tomando autonomia do ato.

Puxou os cabelos de Sakura para trás, fazendo-a inclinar a cabeça e dar-lhe total possessão de seu pescoço alvo. Beijou-lhe ali, enquanto movimentava-se rapidamente contra o corpo da garota. Escorregou os lábios pelo pescoço, e deu-lhe diversos beijos e mordiscou-a. Sakura, sem muitas forças, tirou o rosto dele dali e encostou o seu ao dele, fechando os olhos concentrada apenas em senti-lo em si, ofegante apertou as costas viris.

Sasuke apoiou-se na cama com uma mão e diminuiu o ritmo, tardando seu orgasmo e também o dela, olhou nos olhos esmeraldinos da companheira e os viu nublados de desejo, passou a mão por seu rosto e o polegar por seus lábios rosados e carnudos, possesso de vontade de ouvi-la gemer em seu ouvido novamente.

Sakura retribuiu o gesto, tocou-o e trouxe seu rosto para junto ao dela selando seus lábios aos dele, seguiu as mãos para a nuca do moreno e apertou seus cabelos, sentindo-o voltar a se mover. Os sentimentos de prazer e alegria banharam seu íntimo quando, segundos depois, sentiu Sasuke derramar-se em si, sendo seguido por um gemido embutido em um clamar de seu nome.

Atingiram juntos os seus ápices. O moreno continuou dentro dela. Algo em si não queria interferir no contato deles, tão intenso e sincero e, tão bom.

A rosada observou o moreno analisar analiticamente seu rosto e sentiu-o rubro no mesmo instante, não estava acostumada a todo aquele contato dos dois. Havia algo diferente do momento na noite anterior na sala da casa do Uchiha depois da festa, a matinal havia sido mais gostosa, mais intrínseca e Sakura, pessoalmente, havia adorado sentir esse lado adormecido de seu moreno.

Ele deitou-se ao lado dela ofegante. Ela juntou as mãos no peito, fechou os olhos e tentou acalmar-se depois de cogitar a idéia de Sasuke sentir algo por ela. O moreno olhou-a de esguelha e ponderou em abraçá-la, ele queria fazer isso e até mesmo a beijar mais uma ou duas vezes, mas seu ego não permitia isso, era alma demais para o Touro Desalmado.

Sentou-se na cama e caminhou para o armário. Sakura bufou e catou suas roupas pelo quarto, vestiu-se e esperou pelo moreno sentada,  sentindo um incomodo peculiar em seu ventre. Fazia tempo que ela havia transado e todo esse tempo resultou em um sentimento parecido com a primeira vez, deixando-a mais apertada e com o tal incomodo.

Além disso, Sasuke não amenizou a situação de sua genitália ao proferir o ato na noite anterior e mais uma naquela manhã. Em suma: ela se sentia assada.

Sasuke saiu vestindo uma calça de moletom preta e uma blusa branca e olhou-a de esguelha vendo-a remexer as pernas, sentada na beira da cama, com uma careta de dor.

Chamou sua atenção e saiu do quarto na frente, Sakura pediu um minuto para calçar os sapatos e só depois que se viu sozinha no amplo quarto de Sasuke aprovou sua alegria para pular na cama e abraçar o travesseiro que ele dormia, aspirando seu cheiro amadeirado.

 

Sasuke desceu as escadas com as mãos nos bolsos da calça e entrou na sala de jantar, os três pares de olhos viraram-se para o moreno e então voltaram a seus afazeres, Mikoto mexendo em seu iPad, Itachi com os olhos em uma revista de Economia e Fugaku com a cabeça atrás do jornal lendo a cessão de Políticas e resmungando baixo sobre os presidentes em eleição.

Encheu a xícara de chá e bebericou, observou o vapor do líquido dançando sobre o recipiente e lembrou-se dos cabelos róseos movendo-se no travesseiro à medida que Sakura se movia, dormindo.

— O que foi, Sasuke? — Mikoto chamou-o percebendo o pequeno sorriso no canto dos lábios do filho mais novo.

Não iria a responder de qualquer forma, mas a pergunta da senhora Uchiha foi respondida com a entrada de Sakura:

— Bom dia. – Saudou sorridente.

Mikoto sorriu largamente virando o rosto para a garota com os olhos vidrados no filho mais novo. — Sakura, junte-se a nós. — Chamou, empolgada com o envolvimento de Sasuke com uma menina tão boa como Sakura, em sua concepção.

— Dormiu aqui essa noite, senhorita Haruno? — Perguntou Fugaku dobrando o jornal e deixando de lado.

Itachi cruzou os braços, ansioso para a mentira que a Haruno iria contar, mas no fundo ele queria ver a reação dos pais para ouvir a futura Sorority dizer que estava transando no quarto de seu irmão. Sorriu ao pensar, mas logo, após ouvir a resposta dela, sentiu vontade de aplaudir a Megera Indomável

— Sim, senhor Uchiha, Sasuke e eu ficamos até tarde resolvendo alguns problemas, então acabei ficando por aqui. – Sorriu dando de ombros com cortesia.

Fugaku juntou as mãos em frente ao rosto e perguntou:

— Que tipo de problemas, Sakura?

— Ratos. – Disse e logo recebeu diversos olhares franzidos.

— Explique. – Pediu Mikoto, curiosa.

A Haruno sorriu largamente e jogou o cabelo para trás, ergueu uma sobrancelha e respondeu com rancor na voz:

— Ratos nojentos que tentam ser melhores que os gaviões, tentam derrubar aqueles que nasceram apenas para crescer na vida.

Fugaku reparou na feição determinada da rosada e testou seu nível de sagacidade:

— E não há chance desses gaviões serem derrubados?

Ela sorriu satisfeita pelo rumo da conversa, olhou para o irmão mais velho à esquerda do pai, olhou para Sasuke logo ao lado de Itachi, Mikoto à direita de Fugaku e então para o dono da casa e do segundo maior capital de Boston.

— Sempre há algo para impulsioná-los de volta ao topo, Fugaku. – Ergueu uma sobrancelha desafiando-o, o Uchiha mais velho sorriu largamente observando uma nora em potencial.

— Concordo, senhorita Haruno.

Ela ergueu os ombros e jogou o cabelo para trás:

— Agora eu preciso ir, Uchihinhas, até já. – Deu as costas e saiu da sala, pegando um dos carros com motorista e indo para sua casa, se arrumar para uma manhã de aulas e de mais brigas com um tal blogueiro.

 

Sasuke levou um pedaço de sua panqueca à boca e apoiou os cotovelos a mesa observando a porta pela qual a rosada passou, respirou fundo aspirando o cheiro que deixou na sala apenas com aqueles rápidos minutos ali.

— Eu gosto dela. — Fugaku disse abrindo o jornal novamente. — Ela tem visão e determinação.

— Sakura é uma forte concorrente a final das Sororities. — Mikoto disse chamando atenção de ambos os filhos, ela olhou para os dois e ameaçou. — Se eu descobrir que contaram isso a ela, eu juro que faço da vida dos mocinhos um pandemônio.

Fugaku sorriu enquanto lia as últimas pesquisas, orgulhoso pela mulher decidida com quem havia se casado, ele esperava que seus filhos tivessem a mesma postura em relação as futuras esposas e com isso em mente deixou a mesa rumo a mais um dia de negócios e finanças na Bolsa de Valores de Boston.

 

Naruto sentou-se no banco, jogou a cabeça para trás e sentiu todo o calor do sol penetrar suas células. Ele se sentia um tremendo bocó pelo o que fez na noite passada. Certo que havia tomado algumas, mas foi totalmente burro por ter caído na lábia de Shion e ido para a cama com ela.

Xingava-se de hipócrita a todo instante porque era isso que ele era. Um hipócrita.

Em um momento era totalmente repulsivo com a loira,  recusava se quer a olhá-la e então na manhã seguinte desperta em um hotel de luxo com a garota adormecida em seu tórax. Queria martirizar-se por tal feito, mas havia outras coisas com as quais se preocupar e a primeira delas vinha em sua direção.

— O que quer, Naruto? — A ruiva perguntou cansada.

Jogou-se ao lado dele e fechou os olhos, Naruto cruzou os braços e olhou para a prima:

— Quanto precisa, Karin?

Ela revirou os olhos e bufou. — Eu não preciso de seu dinheiro, Naruto.

— Não, não precisa, mas por que ainda faz isso? — Ela olhou para ele de esguelha e retirou os óculos de sol ao perceber o olhar repreendedor que lhe lançava.

— Porra, Naruto! Eu tenho minhas necessidades, caralho! — Vociferou Karin — Minhas contas estão congeladas, eu preciso do dinheiro! Como acha que vou conseguir agüentar todo esse lance de ainda ser Elitizada?

O loiro respirou fundo tentando encontrar as palavras certas para não ferir a prima, queria que ela parasse com tais atos, mas também compreendia o motivo de seus tios terem bloqueado todas as contas da ruiva. Ela estava passando dos limites nos últimos meses e não houve outra solução se não segurar os vícios impulsivos por compras.

Molhou os lábios observando a movimentação dos alunos no corredor a alguns metros deles, virou os orbes azuis para a prima e garantiu:

— Pare, por favor. Eu te ajudo nessa questão, eu juro.

Ela respirou fundo e negou, levantando-se.

— Eu tenho aula, preciso ir. — Deu alguns passos e virou-se. — Eu não preciso de sua ajuda, Naruto.

O loiro observou a prima caminhar pelos corredores com sua habitual pose de autoridade perante os pobretões, sabendo que não haveria outra maneira de fazê-la parar com os atos profanos, puxou o celular do bolso e discou o número do único cara capaz de fazê-la tomar rumo na vida.

— Naruto. — Virou-se assustado e abaixou o celular, viu a cabeleira azulada e franziu.

— Hinata, oi. — A garota sorriu e perguntou se podia sentar-se ao lado dele, concordou e deu espaço para ela sentar-se no banco.

Ainda com o cenho franzido, observou a garota de perfil tentando compreender o que se passava em sua mente e no porquê dela ter vindo procurá-lo do lado contrário ao do seu Campus. Abriu a boca para iniciar a perguntar quando ela se virou para ele e desatou:

— Como consegue? — Ele franziu assustado pela afobação da garota de estranhos cabelos azuis marinho. — Eu não sei como fazer isso! Todos ficam me olhando torto, ouço cochicharem sobre mim por onde passo, quando trato alguém bem eles ficam com medo de mim. — Viu lágrimas se formarem nos olhos azuis claros da garota, franziu e continuou a ouvi-la – Por quê estão agindo assim comigo?

Ele sabia perfeitamente o porquê de toda afobação da garota, só não entendia o porquê de ter vindo recorrer a ele por uma ajuda. Atolado de preocupações e o martírio próprio azucrinando-o no ouvido, Naruto levantou-se e pegou suas coisas:

— É o que dá ser uma Elite, Hinata. Bem vinda ao inferno.

E saiu deixando-a perdida em um lugar tão conhecido.

A morena virou o rosto vendo o loiro entrar nos largos corredores e caminhar de um modo até mesmo superior para com todos os alunos.

Observando-o de longe percebeu que ele emanava poder e veracidade. E então, como um click  percebeu que ele havia coagido com a Elite para desmascará-la. É claro, ele ERA da Elite.

Sentiu náuseas, ele havia feito a cabeça dela para fazê-la aparecer publicamente e não ser descoberta, e sim, se exibir. Havia sido aquele garoto bonzinho e simpático e agora se mostrava o nojento que era.

Ele era da Elite, repetia para si mesma.

Os mecanismos da mente da Hyuuga trabalhavam intensamente tentando desvendar como ele soube que era ela a tão misteriosa caloura de medicina e quando chegou à conclusão, rosnou.

— Neji.

Avistou o primo caminhar de encontro ao tão temido Sasuke Uchiha.

Trincou os dentes juntando todas as peças restantes. Ela não ganhou dois anos seguidos de um concurso de lógica no colegial por ser burra, ela usava freqüentemente sua mente perversa e calculista com coisas banais, mas agora era diferente. Realmente não queria fazer parte da Elite de Boston, todavia, agora que fazia não via outra solução a não ser agir como um deles.

Ao perceber que tudo havia sido um plano do Touro Desalmado com a Megera Indomável para não serem descobertos por sabe-se lá o que tiverem feito, Hinata iniciou seu plano para destruir a vida daqueles membros tão populares da Elite e faria de sua entrada no bando, como algo inesquecível.

 

Ino se sentia no paraíso. Havia conseguido uma das cinco vagas disputadíssimas para as Sororities, namorava o ruivo mais perfeito de toda universidade e não via a hora de esmagar Sakura Haruno ganhando o tão precioso título de mais nova Sorority de Boston.

Caminhava sorridente pelos corredores, apesar de seus saltos serem um número menor que o apropriado aos seus pés e estar enfrentando um regime sério para tentar desfilar no New York Fashion Week que se aproximava. Ino estava disposta a enfrentar qualquer mal que aparecesse e a impedisse de ser perfeita.

— Olá, Twilight. — Arrancou os óculos de sol do rosto e fechou a cara para o Matsumoto.

— Por que não postou o que rolou entre a vadia e o vadio?

— Desconheço. — Sai disse olhando as unhas e esperando a loira surtar, o que não demorou muito.

— É CLARO QUE SABE! — Sorriu largamente ao vê-la com raiva. — Você sempre sabe de tudo, seu nojento! — Cruzou os braços e recompôs-se. — Diga, Sai, qual o seu preço para me dizer o que aconteceu com meu ex e minha inimiga?

O moço alvo e alto ficou ao lado da loira e enlaçou seu braço no dela, caminharam pelo prédio até que entraram no refeitório, Ino fez uma careta observando o quão nojento - em sua concepção - era o local em que os pobretões se reuniam para comer.

Sentindo um mal-estar, Ino colocou a mão na boca e murmurou:

— Um restaurante em North End seria melhor. O que quer, Sai?

— Você acha que seria justo com eles?

A loira olhou de esguelha para o rapaz alto. Não era da índole dele ser altruísta com os de baixa condição, então, com isso em mente, resolveu prender o Matsumoto contra a parede, testando-o:

— O que aconteceu com o temido Sai Matsumoto, huh? — Semicerrou os olhos virando o corpo para frente dele. — Não diga que foi ameaçado. Deveria postar sobre você também, não acha? As pessoas ficaram satisfeitas em saberem o que acontece na vida de Sai Matsumoto... Ou tem medo do que vão falar sobre o próprio autor?

Então percebeu.

— Por isso não entregou o bônus. Eles te ameaçaram.

Afastou-se rindo e jogou o cabelo para trás:

— E eu pensei que você fosse ficar mais astuto esse semestre. — Deu as costas e deu alguns passos antes de afirmar. — Mas continua o mesmo molenga de sempre.

Riu e deu tchau seguindo seu caminho para o prédio de seu curso, ser infestada por uma manhã emocionante de aulas sobre Designe de Moda.

Sai soltou os ombros refletindo até onde Ino conseguiria controlando a mente das pessoas, talvez o jeito risonho e descontraído, misturado a beleza digna de modelos, pensava que tudo junto mais o quanto conhecia os amigos, criando uma atmosfera amigável e controladora.

Ele a odiou naquele momento.

Entrou no refeitório dos pobretões pela primeira vez em muito, e puxou o tablet da bolsa Prada carmesim, dobrou a capa LV e começou a digitar a mais nova postagem. Leu e re-leu diversas vezes quando terminada, iria comprar uma briga feia, mas valeria à pena.

Bom dia, povo de Boston

Me julguem, eu sei que fui um completo vadio quando me recusei a entregar o segredo sagrado da Megera com o Touro, mas que tal algo melhor? Algo fora do conhecimento até de Deus? Mentirinha, não quero ter o mesmo final do Titanic.

Bom senhoras e senhores, espero que estejam sentados porque a notícia do momento é melhor que qualquer coisa que já contei aqui, preparados?

Sai cruzou as pernas e analisou a expressão de cada um dos pobretões ao lerem a nova postagem, sorriu largamente e abaixou o rosto para a tela brilhante do aparelho, vendo mais e mais comentários caírem na página e mais compartilhamentos.

— Sai Matsumoto, você é um gênio.— Murmurou para si mesmo, levantando-se, guardando as coisas e saindo de nariz empinado do refeitório.

Sabem a Twilight Sparkle e o namorico com o Cabeça de Fósforo? Bom, digamos que todo esse envolvimento não tenha começado após o término do relacionamento com Sasuke Uchiha, e sim durante.

O que acham? Meio conspiratório, certo? Mas não, apenas verdadeiro.

Sim, Ino Yamanaka traiu o Touro Desalmado e para piorar, a falsa da Twilight, que tanto alegava amar o Uchiha, não esperou muito para cair de boca em Gaara, com apenas uma semana de relacionamento com Sasuke, a loira foi vista literalmente de boca no ruivo.

A vida é uma caixinha de surpresas, não acham? E preciso admitir: falar isso é bem melhor do que dizer o podre de Sakura com Sasuke, afinal, modelos causam mais polêmica.

Carpe Diem, Sai Matsumoto

Hinata encostou-se na pilastra com um sorriso sacana no rosto, era a oportunidade perfeita para ser aliada a Sasuke e Sakura e derrubá-los, afinal, é como dizem: mantenha seus amigos perto e seus inimigos mais ainda. Ouviu um grito ao Sul e sorriu largamente discando o número do primo:

Para quê?- Perguntou Neji, a morena franziu o cenho percebendo o quão ofegante ele estava.

— Eu quero me envolver na Elite, Neji. Não foi você que disse que eu era uma Elitizada em ascensão?— Fechou os olhos agradecendo aos céus por ter pensando tão rápido naquele argumento, sentou-se em um banco e abraçou o punhado de livros contra o busto.

Neji entregou o número de Karin para a prima e desligou alegando estar ocupado. Hinata salvou o novo contato, eufórica, e só não ligou para a ruiva porque se viu na obrigação de correr para a sala de aula, ainda estava em horário de aulas e precisava terminar Medicina antes dos 30, mas não deu muito certo, a morena só conseguia pensar em como iria usar Karin Uzumaki para se aproximar da Elite.

 

Sasuke nunca se sentiu tão humilhado em toda sua vida. Nunca.

Levantou os orbes ônix para os colegas de classe e os viu rindo de si, cochichando coisas de como ele era idiota, burro, o novo Sasuke Uchorno e diversos outros nomes que antes eram, apenas, aplicados à Naruto.

Para sua sorte, ou azar, a aula deu-se por terminada. Juntou suas coisas rapidamente e saiu da sala trincando os dentes, segurando-se para não encontrar Gaara pelos corredores de Ciências Contábeis e esmurrar a face dele. Apesar de ambos fazerem o mesmo curso, ADM, uma das matérias que Sasuke optou continuar foi contrária a do ruivo, querendo sair e graças àquele ocorrido eles não estavam na mesma sala.

Pisou um pé fora da sala e viu uma cabeleira exótica o esperando. Encostada a parede com um sorriso cínico e vitorioso estava ninguém menos que a Megera Indomável.

Contendo todo seu excesso de alegria com a notícia do dia, a Haruno achou que o “Uchorno” iria querer algum tipo de consolo ou, mais provável, alguma ajuda em sua prévia vingança em destruir toda popularidade da Yamanaka, e ninguém melhor que a Megera e arquiinimiga da ex, certo?

Sasuke saiu da porta, após empatar a saída de diversos alunos, e caminhou pelo corredor apertando a alça da bolsa.

— Estou à seu dispor.

O moreno aquiesceu e murmurou:

— Diga para todos nos encontrarem na sala do laboratório.

A rosada ficou para trás e puxou o aparelho da bolsa, discou o número de Matsumoto e observou Sasuke afastar-se. Uma parte dela queria que ele ficasse com ela, outra queria ver a reação do moreno quando avistasse Ino ou Gaara e a mais forte queria que Ino sentisse na pele o que é ver a “bff” com o ex que tanto dizia amar.

Parou no meio do corredor com um sorriso malicioso e falou após Sai atender ao celular:

— Convocação, Matsumoto.

 

Sai levantou-se sorridente no mesmo instante que atendeu ao aparelho, saiu da sala de aula e caminhou pelo corredor esperando mais informações. Ele sabia o que significava uma “convocação” saindo da boca de Sakura Haruno. Não! Todos sabiam! E era algo bom para alguns e as trevas para outros.

Sala de Laboratório. CC24.

No mesmo instante que ela desligou a ligação, recebeu outra, Sai ergueu uma sobrancelha e atendeu:

— Ora, ora, Cinderela, perdeu o sapatinho e não veio para a faculdade?

Você quer uma festa foda ou não?

Ergueu as mãos para o céu e alegou:

— Exagere nas bebidas, suas festas sempre dão em Megera Desalmada trocado genes com Touro Indomável.

Não seria o contrário?

— Sim, mas foi um trocadilho.— Revirou os olhos, vendo-se obrigado a explicar.— Trocar genes e trocar os pseudônimos.— Segundos depois Temari gargalhou do outro lado, exclamando um “entendi”.— Você ta mais pra Bela Adormecida do que pra Cinderela, hein? Cinderela que foi a inteligente, a primeira a burra.

Eu não seria capaz de ferir meus dedinhos com uma agulha, prefiro outras pessoas. — Sai gargalhou e concordou.

— Não vai vir para a reunião? — Ela ficou em silêncio e ele sorriu. — A Megera convocou-nos para uma.

Você sabe que sempre ocorre em outro lugar, essas reuniões são apenas uma convocação para uma guerra em outro momento.

— Não acho que o Touro vá conseguir se segurar.

Ouviu o silêncio e sentiu-se desconfortável. Não era da índole de Temari ficar quieta por tanto tempo e ela sabia melhor que qualquer um que Sasuke e Sakura, quando irritados, reviram Boston inteira.

O Uchiha tem classe, Sai.— O moreno ergueu uma sobrancelha com a indireta da Cinderela.— Além do mais, agora ele está mais próximo de Sakura e nós sabemos que ela é uma vadia.— Sorriu anotando em seu caderno mental as palavras de Temari com sua melhor amiga, de verdade.

Do mesmo modo que Temari sabia que Sakura era uma vadia, ela tinha certeza que Sai era bem mais, então mediu suas palavras:

Então, logicamente vai controlá-lo e juntos vão derrubar todos que se meterem na frente. — Suspirou imaginando no trabalho que teria que fazer junto a eles. Já Sai, engoliu em seco. Sakura era terrível. Sasuke, um demônio. Juntos são iguais à?

— Puta merda. — Exclamou passando a mão no cabelo, para então erguer as mãos para o céu gargalhando. — Eu sou um gênio, Cinderela!

Claro, Aladdin, só criou uma guerra na Faculdade.

Parou de pular e sentou-se em um banco, cruzou as pernas e disse:

— Não é nem metade, querida.— Ouviu Temari suspirando do outro lado da linha. — Sai Matsumoto tem muito a falar ainda.

E eu tenho muitas bebidas e comidas para provar, adeus. — Desligando em seguida.

Sai ficou sentado no banco de braços cruzados observando a movimentação do corredor, todos cochichavam da traição de Ino com Sasuke, alguns espalhavam o novo apelido dele, Sasuke “Uchorno”, e outros alegavam tentar conquistar o moreno de agora em diante. A última o fez rir, mal sabiam que Sasuke já havia sua rainha.

Digitou a mensagem a todos os Elitizados e mandou-os comparecerem a tal sala dita pela Megera, levantou-se e caminhou pelo campus ansioso.

 

Suigetsu sentiu seu celular vibrando no bolso, olhou para Shikamaru ao seu lado com a feição espantada:

— Você leu a postagem de Sai?

— Não. — Respondeu esticando o pescoço para o telefone do amigo.

Shikamaru entregou o aparelho ao de cabelos descoloridos e esperou tamborilando os dedos sobre a superfície de plástico. Primeiro: Sai lança o estopim para uma futura guerra e depois, avisa que Sakura está chamando todos em uma sala para uma reunião. Lascou.

Fechou os olhos, cansado de toda situação problemática e ouviu a gargalhada do amigo ao lado, chamando a atenção de todos da sala.

— Algum problema, senhor Hozuki? — Perguntou Assuma.

Ele não conseguia parar de rir e foi assim que respondeu ao professor.

Uchorno.

Shikamaru revirou os olhos tentando conter o riso, precisava confessar que achou um nome bastante apropriado para o Uchiha, mas ao mesmo tempo sentiu pena, já não gostava de ver o ex-extrovertido se tornar um excêntrico, brabo e chato, se Sasuke já possuía tais qualidades antes de ser tachado de corno, Deus os acuda agora.

Saíram da aula e caminharam para a tal sala:

— Mas Sasuke também não traiu a Ino?— Shika pensou alto, chamando atenção do amigo.

— COMO É?!— O Bicho-Preguiça levantou as mãos e bocejou.

— Só pensei alto. — Suigetsu ergueu uma sobrancelha, Shikamaru revirou os olhos e explicou. — Lembra que Sai havia algo para falar sobre a Megera e o Touro? E se for isso?

Suigetsu coçou o queixo e avistou o prédio de comunicações. Havia uma movimentação fora do comum ali, sorriu largamente e disse:

— De qual lado está, Shika?— O moreno franziu. — A guerra vai começar.

 

Sakura entrou na sala e encontrou Sasuke em uma troca de olhares com o técnico que ajustava os computadores para as seguintes aulas, ela respirou fundo e esbanjou seu melhor sorriso.

— Professor Kabuto! — Os olhares foram em direção à rosada, ela ficou entre os dois e de frente ao técnico. Sakura o conhecia, sabia o que usar para tirá-lo da sala e o primeiro ponto já havia sido mandado, chamá-lo de “professor” quem não era ninguém. — Nós sabemos que está ocupado, perdoe o Sasuke.

Ela não viu, mas o Uchiha logo atrás ergueu uma sobrancelha encarando os cabelos longos e róseos amarrados em um rabo de cavalo.— Mas, nós vamos precisar da sala, ou seja, saia.

— Senhorita Haruno, eu estou ocupado no momento não tenho tempo...

Levou seu indicador ao próprio lábio mandando-o se calar, sorriu e balançou o rosto em negativa.

— Acho que não entendeu, Kabuto.— Puxou uma folha da bolsa e mostrou a ele. — Este é o requerimento que pediu para o conselho, afirmando que os computadores desta sala fossem trocados por versões mais recentes, certo?— Não esperou a resposta. — Professor, se olhar bem, verá que existem três erros de gramática e dois de pontuação, se eu fosse você, professor, eu iria correr para atualizar este requerimento.

Kabuto tomou a folha das mãos da garota, levantou os óculos e passou os olhos no papel, abismado com a crítica:

— E esse erro fatídico vindo de um mero técnico que sonha em se tornar o professor de informática, tomando o lugar de Orochimaru... É lamentável.

Sorriu e observou o rapaz sair correndo da sala de aula, virou-se para o Uchiha e o viu com um sorriso de canto. Sentiu-se orgulhosa de si mesma, vê-lo sorrir para ela de um jeito tão puro e sincero a fazia delirar e sentir seu coração palpitante, era bom.

Sasuke estava realmente impressionado com a destreza da garota, já havia trabalhado com ela em outros momentos, mas vê-la tomar tanta atitude e conseguir as coisas desse modo... Fácil, era a primeira.

O moreno pegou uma folha de papel ofício e puxou uma caneta da bolsa, apertou o botão e escreveu o comunicado, Sakura ficou ao seu lado e murmurou:

— Sasuke Uchiha, o homem de poucas palavras.

Ele revirou os olhos e escreveu suas iniciais, prendeu o papel na tela de um dos computadores e viu a rosada chateada:

— O que foi? — Perguntou.

Sakura tombou a cabeça para o lado e perguntou:

— É o tempo que vai pensar no que fazer com Ino?

— Não, é o tempo em que vamos pensar no que fazer com Ino.

Sentiu seu rosto queimar ao ouvi-lo dar ênfase no “vamos”, concordou e saiu com ele da sala. Contudo, ao abrir a porta depararam-se com uma quantidade absurda de alunos esperando para saber o que iria acontecer na sala. Abriram caminho na multidão de curiosos e se afastaram dos inúmeros pares de pernas.

 

Ino caminhava com passos pesados pelos corredores do prédio, avistou a porta da sala infestada de pobretões e urrou enraivecida, passou empurrando qualquer um que se metesse em sua frente e empurrou a porta.

Dentro estava um trio. Suigetsu, Shikamaru e Naruto. Franziu e aproximou-se deles e puxou um papel preso na tela de um computador:

Brunch das Sororities. Domingo.

S. U.

Trincou os dentes e rasgou o papel em 1001 pedaços, amassou-os e tacou no lixo mais próximo. Virou-se para os meninos e bateu o pé:

— Se virem Sai Matsumoto, avisem-no que está morto.

Saiu da sala e os viu. Aproximou-se do casal e colocou as mãos na cintura:

— Vocês acham que eu não sei do casinho que tiveram, não é? Pensam que sou otária, mas eu sempre soube de todo rolo entre os dois, entenderam?

Sakura ergueu uma sobrancelha e olhou para Sasuke, o moreno a olhou de esguelha e disse:

— Isso não muda nada, Ino.

Sakura o completou.— Você continua a ser otária.

Ino estufou o peito e riu.

— Gaara fode melhor que você. — E saiu desfilando.

 

Hinata aproximou-se da multidão incerta se deveria ou não entrar, ela era prima de Neji, a mais rica da faculdade, mas deveria mesmo se considerar uma Elitizada aos olhos dos membros da Elite?

Ficou na ponta dos pés procurando qualquer rosto conhecido, mas o que recebeu foi um empurrão da loira alta. Ino Yamanaka, recordava-se de seu nome. Viu de onde ela saia xingando tanto e teve seus olhos encontrados pela Megera e o Touro, a rosada sorriu para si e chamou-a com um dedo.

Sentiu-se pressionada a se aproximar, deu um passo à frente e quando viu já estava próxima o suficiente dos reis de Boston. Engoliu em seco extasiada com todo poder que eles emanavam, toda fortuna, beleza e graciosidade. Eles eram lindos, precisava admitir.

— Hinata Stewart, é um prazer em te conhecer, querida. — Sakura disse sorrindo. — Por que tem vergonha de ser Hyuuga?

Hinata ficou quieta, seria uma ofensa ao modo de viver da Haruno se entregasse que repugnava toda forma de ódio e vingança que eles proferiam uns sobre os outros, o que chegava a ser irônico já que é isso que ela quer fazer com o casal em sua frente.

Sakura percebeu o conflito interno dentro da baixinha de medicina e sorriu. Sentiu seu pulso apertado e olhou para Sasuke que a chamava para irem embora com um simples olhar.

Murmurou algo e disse. — Apareça no Brunch, acho que vai gostar.

A morena concordou nervosa e quando deu por si, havia reverenciado os dois e saído correndo. Encostou-se na parede e bateu em sua própria testa, xingou-se e bateu a cabeça na parede.

 

Sakura olhou para a garota correndo pelo corredor e sorriu revivendo a cena da reverência em sua mente repetidas vezes:

— Eu vou me acostumar com isso, Sasuke.

— Hm.— Puxou-a pelo pulso e saíram do prédio sob olhos curiosos com a cena.


Notas Finais


Gente, esse foi o último capítulo pronto então.... um tempinho sem TE. Vocês viram a capa? Eu achei muito foda, a imagem é do Google, só troquei o nome de baixo (Boston).

Quem lê minha outra fic Gasolina, eu quero informar que estou com uma onda de falta de inspiração, que eu espero encarecidamente que volte após o ENEM, então saibam que eu NÃO abandonei. Assim como também não irei abandonar TE.

É isso, beijos e até breve.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...