História The Empire Of War - Capítulo 1


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Categorias Naruto
Personagens Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, Temari
Tags Drama, Feudalismo, Guerra, Medieval, Naruhina, Naruto, Revolução Naruhina, Sasusaku, Shikatema
Exibições 272
Palavras 4.329
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shounen, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - Traidores e Traídos


Traidores e Traídos

–MATE TODOS! -gritou o grande homem, balançando seus braços gordos nervosamente. –Mate todos os desgraçados que ousarem estar no caminho do rei!

–Meu rei, creio que isto não seja aconselhável. - o conselheiro argumentou calmamente do outro lado da grande mesa do conselho real, que hoje era apenas ocupada por 4 homens que puderam estar na discusão de guerra daquela tarde. Tais reuniões já não causavam tanto alarde quanto outrora. –Se abrirmos espaço para que esses rebeldes se rendam, e prometam lealdade à coroa podemos acalmar um pouco os ânimos, pelo menos por enquanto. Senhor, são apenas doentes e feridos, uma rendição seria facilm...

–Eu pedi uma rendição? -perguntou o rei com uma expressão grave no rosto. –essas pessoas desafiaram o poder do império. Desafiaram o meu poder. Eu sou o rei! E elas vão morrer por desafiar-me.

A luxuosa sala se tornou silenciosa por fim. Nenhum dos três conselheiros ousou dizer uma unica palavra. Mesmo que em seus olhos era visível o desconforto com a situação. Porém, não poderiam externar tal sentimento, aquele era seu rei afinal.

–Minashe, mande uma correspondência a Fugaku para que compareça a o castelo real, preciso conversar com ele para que dispense alguns homens Uchiha para esta empreitada. Estaremos em vantagem uma vez que o "acampamento" dos traidores esta perto de suas terras.- disse o rei, enquanto o homem rechonchudo saia afobado do local.

–Meu rei temo que Lorde Uchiha não ficara satisfeito em lhe dispensar homens quando se encontra em iminente guerra. - arriscou Danzou, um dos mais velhos conselheiros do reino, que se manteve calado durante toda a reunião que havia se passado.

–Eu sou o rei. Fugaku e qualquer outro deve sua lealdade e seus homens a mim. -respondeu simplesmente o monarca, pondo-se a sair do cômodo. Porém, seu caminho é interrompido por um homem que fazia a segurança da reunião, vestido em trajes nobres,   se lançou em sua direção pronto para um ataque que certamente tiraria a vida do soberano.

Mas a investida foi interceptada pelo guarda que fazia a segurança pessoal do rei. Os outros guardas do local fizeram um cerco ao redor da ameça, contudo o homem fez um sinal reivindicando a morte do traidor, logo todos se afastaram o suficiente para não serem atingidos pelas espadas.
O invasor estava nervoso, e se remexia no interior de sua fraca armadura, amargurado seu erro de calculo, se tivesse esperado mais alguns segundos, talvez tivesse o sangue do rei em suas mãos agora. Porém tudo o que esperava no momento era uma morte rápida, sabia que não era páreo para o guarda real, e sabia que morreria ali, se seu plano fosse bem sucessivo ou não. 

E assim ocorreu. Estava tão perdido em pensamentos que mal viu a investida de seu oponente, dando tempo apenas de esticar o braço para tentar parar seu ataque, o que foi em vão, uma vez que sentiu a espada inimiga fazer um belo corte em seu ombro esquerdo, com a dor não pode acompanhar a velocidade dos movimentos do homem, que com um giro rasgou-lhe a garganta, dando fim a sua vida miserável de forma rápida. Pelo menos a fome não mais o abateria. 

–Incrível Sor Kankurou. Sua postura de luta continua inigualável. - gracejou o velho conselheiro, sem se importar que um pouco do sangue daquele homem tenha respingando em sua vestimenta imaculadamente branca.

–É assim que um traidor deve encontra o seu fim. - disse o rei se aproximando dos homens. –devem ser massacrados pelo sangue do império. É isso que faremos com todos os outros.

–Será uma honra meu rei. - curvou-se o homem. –Todos aqueles que se levantarem contra o império serão degolados em seu nome.

–Ótimo. Assim que Fugaku enviar-nos uma resposta, você partirá como líder do esquadrão e acabará com todos os malditos traidores.

                               ♚  

DOR.

DOR.

DOR! MUITA DOR!

–Puta que pariu Sakura! não da pra ser um pouco mais delicada? -resmungou o homem, que tentava conter seus gemidos e gritos de dor em vão.
–me desculpe Riugao, nunca foi minha intensão machucá-lo. -disse a pequena garota, sem retirar os olhos do ferimento do homem, que ela tentava limpar para que não infeccionasse. –logo a tia Tsunade virá te atender e poderá costurar-lhe, por enquanto tudo que posso fazer é limpar isto.

–certo. Faça isso de forma menos dolorosa por favor. -implorou com lagrimas brotando em seus olhos.

Sakura deu um pequeno sorriso ao homem e olhou ao seu redor, haviam dezenas de pessoas com ferimentos de luta, doentes, ou apenas com fome. Ela e Tsunade passavam horas ali tentando salvar vidas, mas não era sempre possível. Todos os dias perdiam no mínimo três pessoas para a fome ou infecção, mas sabia que as maiores baixas que ela nem poderia ter ideia,eram nas "missões". Poucos voltavam, e os que voltavam ainda tinham uma luta pela vida ali, alguns ferimentos nem eram tão ruins, mas a falta de instrumentos e remédios as deixava de mãos atadas. Aquelas pessoas estavam em péssimo estado, elas precisavam de tratamento adequado, de remédios e comida. Tsunade estava correndo de um lado para o outro tentando atender ao maior numero de pessoas possíveis, mas mesmo que ela seja a maior medica do reino, ainda não daria conta de todas aquelas pessoas, ainda mais no curto espaço de tempo que tinham. Deveriam voltar ao castelo Uchiha rápido, não poderiam notar sua ausência, e Tsunade sendo tão famosa medica não poderia se ausentar por muito tempo sem que todos percebam. 

Se lembrou então de como entrou naquele lugar. Era uma dama, criada e protegida pela sua tia Tsunade desde a morte de seus pais, ela cresceu entre os nobres. Mas nunca se sentiu um deles, com suas vidas regadas a bebidas e discutir qual fita ficava melhor em seu vestido. Ela queria mais. Queria ajudar. Ser útil.

Então, um dia enquanto sua tia saia de fininho do castelo ela a seguira, não desconfiava de nenhum comportamento inapropriado por parte da tia, mas estranhara suas escapadas esporádicas. E assim conhecera este lugar, com tanto a ser feito, com tantas pessoas precisando de ajuda. E implorou a sua tia que a deixasse ajudar também, que lhe ensinasse a fazê-lo. A mais velha de inicio se mostrou contra, mas uma vez que a rosada já sabia seu segredo e não a deixaria em paz até satisfazer ser desejo, aquiesceu. Já estava em treinamento a algumas semanas e talvez ela fosse boa, mas a falta de tempo para praticar à atrasava de certa forma.

–Sakura volte para o castelo Uchiha e diga que estou passando mal, e que nessecito urgentemente de algumas ervas da estufa de lady Mikoto. Pegue todas as que tiverem ação anti-inflamatória. -Tsunade disse se ajoelhado ao lado do homem e já iniciando a costura, unido os pedaços de pele rasgados pela espada imperial.

–certo. -a rosada se levantou rapidamente e parando apenas em um pequeno vestíbulo para trocar de Vestido e ajeitar o cabelo antes de caminhar rapidamente em direção ao castelo. Não poderia aparecer com aquelas vestes. Seria descoberta, e morta por traição.

–senhorita Sakura. -comprimentou o guarda. –não encontrou nada de seu agrado na loja de lady Caroline?

–oh, eu na verdade nem mesmo cheguei a passar por lá. Encontrei uma velha amiga e passei toda a tarde com ela. -Sakura repreendeu-se internamente por ter esquecido de ter trago o vestido que usava enquanto estava no acampamento em seus braços como disfarce, precisava ser cuidadosa ou poderia ir para a forca. –com sua licença senhor.

Saiu andado rapidamente pelos corredores do grandioso castelo, sabia que devia ser rápida, Tsunade realmente deveria precisar daquelas ervas o mais rápido possível, porém o destino não parecia muito generoso consigo naquele dia, pois logo sentiu seu corpo que estava em considerável velocidade colidir com uma parede. 

Oh! Não uma parede de tijolos. Era mais uma parede de gelo. Mas que belo dia para esbarrar em Sasuke Uchiha.

–senhorita. -disse simplesmente o homem que se afastou dela rapidamente e olhando para os dois lados, como se estivesse buscando ter certeza que ninguém viu tal infortúnio.

–Meu lorde. -disse a garota com uma breve reverencia já buscando uma forma de sair correndo dali.

–não deveria andar com mais prudência senhorita? -comentou o moreno com seu ar de arrogância de sempre.

–Sinto muito meu lorde, não foi minha intensão causar-lhe transtorno. -a garota lhe falou com o olhar astuto e com certa arrogância que dizia que ela não o sentia. Não. nenhum pouco. Mas não tinha tempo de discutir com o desonroso filho mais novo dos Uchiha. –preciso me retirar, minha tia precisa de algumas ervas e verei com sua mãe se tenho permissão para colhê-las.

–Lhe acompanho senhorita. Não seria bom que saísse trombando com as pessoas pelos corredores.

–Oh! Não é necessário senhor. - A rosada deu dois passos para trás para demonstrar que não desejava sua companhia.

–eu insisto. -disse o homem.

–não. Serio. Não sou tão burra para não saber o caminho até o escritório de sua mãe. - Após sua resposta impertinente Sakura se retirou o mais rápido que pode, e voltou a sua caçada, dessa vez sem interrupções. 

–ela corre de você como o diabo corre da cruz. -a voz do comandante do exército Uchiha foi ouvida no corredor entre uma risada sarcástica, o que era de certa forma raro. –você é uma negação irmãozinho.

–cale a boca Itachi. -rosnou o caçula ao ter o irmão em seu campo de visão. –por que você não procura outra pessoa para atormentar.

–fique calmo irmãozinho, eu não vim falar com a sua pessoa apenas para rir de suas profundas dificuldades de ter uma conversa agradável com alguém, embora este seja um dos maiores prazeres de minha vida. -Itachi mantinha o sorriso cínico em seu rosto ao final da sentença. Provocar seu irmão era realmente divertido.

–eu sabia que você não trepava irmão. -disse Sasuke. 

Ok. Talvez não tão divertido.

–agora me diga. -continuou o Uchiha mais novo. –foi você que realmente fez aquele filho em Ticha? -o sorriso debochado de Sasuke brincava em seu rosto com a muito não ocorria. Muitos considerariam uma brincadeira de mal gosto. Mas ele não se importava, eram irmãos, sempre se provocavam e se amavam. Não diziam. Mas se amavam.

Sasuke apenas se arrependeu quando viu uma nuvem negra passar pelo rosto do irmão.

–é meu filho Sasuke, assim como você é meu irmão...

–Eu não quis dize-

–E é por isso que preciso falar serio com você. -Itachi interrompeu Sasuke antes de suas desculpas, não precisava delas, precisava que seu irmão acordasse. –dentro de algumas semanas marcharemos para as torres, ao chegarmos poderemos tentar mais uma vez um acordo com o Naruto,ou até mesmo uma conversa.

–Ele não vai aceitar. A não ser que você ofereça minha cabeça em uma bandeja de prata. - disse Sasuke com a cabeça baixa. –ainda podemos fazer isso. Você sabe.

–não vamos deixar que você seja morto. -bradou firmemente o comandante. –Naruto também sabe o preço de uma guerra entre nossas casas, sabe que o povo...

–O povo de Konoha quer minha cabeça tanto quanto o Naruto. -suspirou. –se não mais.

–Vamos dar um jeito. Nosso pai já mandou contatar os Senju. A senhora Tsunade já estar aqui é grande ajuda, uma vez que eles não vão querer arriscar a segurança dela.

–Então já estamos formando lados. Já estamos nos preparando para a guerra. -Sasuke murmurou amargurado. –vamos partir o reino ao meio em uma guerra por um maldito traidor?

–Sasuke você não...

–Eu sou um traidor Itachi. Eu trai meu melhor amigo e mereço ser decapitado. -gritou furioso o homem. 

–Não importa irmãozinho, não ha provas e se for necessário que eu declare guerra a todo o reino para que você viva, eu o farei. -declarou Itachi. –O Naruto quer sua cabeça empalhada em uma estaca em frente ao castelo Uzumaki? . Mas se pretende fazê-lo terá que causar uma guerra. Por que não vamos entregá-lo.

                                    ♚

 –Lorde Hyuuga, é uma grande honra recebê-lo em minhas terras -O homem saudou. –sente-se por favor. Aceita um pouco de vinho senhor...

–Lorde Uzumaki, creio que o senhor assim como eu não tenha tempo a dispensar com tolos comprimentos. Então iremos direto a problemática. -O chefe da casa Hyuuga disse seriamente. –Vim falar-lhe de guerra.

–Creio que veio em resposta a minha carta meu lorde. -O Uzumaki manteve-se sério, tentando não demonstrar seu nervosismo. 

Se Hyuuga Hiashi aceitasse lutar ao seu lado teria uma grande vantagem, afinal aquele era o homem mais rico do reino, possuía um castelo com torres tão altas que parecia desafiar a gravidade ao se manter ereto. 

A questão era que ele precisava daquele homem para vencer os Uchihas pois ele tinha certeza que estes não iriam para batalha sozinhos. Porém, se ele veio ao seu encontro, era por que provavelmente iria aceitar sua proposta. -imagino que se simpatiza com a minha causa...

–Não simpatizo com causas. Faço alianças que percebo vantajosas. -advertiu o mais velho, lembrando ao Uzumaki de que ele não era o homem mais rico do reino por acaso. Aquele homem não jogava para perder. –E vi no senhor uma grande oportunidade.

–Explique-me Sor. -Naruto agarrou o jarro de vinho recusado anteriormente, enchendo uma bela taça.

–Sejamos sinceros, o reino esta se partindo, e me espanta que tenha demorado tanto. -seus olhos perolados se levaram até o teto, analisando os belos contornos do ponto mais alto do castelo Uzumaki. –esta guerra que se inicia entre a sua casa e a Uchiha irá mudar tudo, não irá apenas afetar suas casas, mas todo o reino. O que na verdade é extremamente bom meu lorde, este lugar precisa de mudanças drásticas, mais precisamente de um novo rei.

–E o senhor deseja que eu seja esse novo rei? -O dono da casa questionou ceticamente.

–oh, eu não me importo em lhe ver coroado rei, mas se você vencer esta guerra e tomar o reino, espero ter meu nome na linhagem real.

–O que insinua? -Naruto questionou mesmo que já tivesse pegado a linha de pensamento de Hiashi.

–Que pretendo unir nossas casas pelo matrimonio. -respondeu simplesmente o homem.

–me desculpe senhor, mas nunca foi minha intensão tomar o reino. Então talvez devesse procurar outro rei para a lady Hanabi, Sor Kankuro talvez se interesse. -O jovem senhor disse firme. –eu sou um lorde, tenho minha honra. Não sou um traidor.

–é claro que não meu lorde. Você é o traído. Traído pelo seu melhor amigo. Que entrou em suas terras, na sua casa e lhe tomou o homem que mais amava no mundo. -o Hyuuga alfinetou,sendo sua vez se servir do vinho despretensiosamente. –Creio Lorde Uzumaki que se deseja meu apoio para ter a cabeça de Sasuke Uchiha e vingar a morte de seu pai, terá que abrir concessões, como lhe informei anteriormente faço apenas alianças vantajosas. Para os dois lados é claro.

Naruto estava contra a parede, sentiu vontade de bagunça os cabelos pelo nervosismo, um habito que naquele momento demonstraria fraqueza perante aquele homem, então controlou-se. Mas não importava pois podia sentir os olhos gelados de Hiashi o seguindo, lendo a sua alma. Todos os Hyuugas que conhecera possuíam esse olhar. Malditos Hyuugas!

–Lady Hyuuga esta de acordo com seu plano? -questionou para ganhar tempo, mesmo sabendo que não havia saída.

–ainda não. Estou aguardando sua resposta para poder conversar com minha filha adequadamente. -Hiashi comentou sem retirar os olhos do homem a sua frente. –De qualquer forma sei que ela acatará minhas ordens, Hinata foi treinada para ser uma líder.

–não sabia que possuía outra filha meu lorde.

–sim, Hinata é minha filha mais velha. -O Hyuuga bateu a taça levemente na mesa de mármore, como um anuncio da sua impaciência com tamanha "enrolação" –E então senhor? A sua resposta?

–me casarei com sua filha, mas quanto ao resto, é preciso vencer uma guerra antes. -Naruto anunciou derrotado, aquela guerra lhe sairia cara, de uma forma ou de outra.

                                 ♚  

–Senhorita! Senhorita! -uma mulher vinha gritando pelos corredores de Castely Rose. –A Senhorita não pode sair do conselho assim. Senhorita!
Mulher parou de correr quando a garota perseguida se vira rapidamente fazendo com os corpos quase se chocassem.

–Com todo respeito lady gafel mas foda-se o conselho, foda-se madre superior, e quer saber vai se fuder você também. -a garota disse enraivessida, abrindo a pesada porta ao seu lado e adrentando, deixando para fora a monitora embasbacada.

O cômodo estava completamente escuro e silencioso. E antes que a garota pudesse sair a procura de uma vela, sentiu um projétil passar a milímetros do seu rosto deixando como prova de que ele esteve ali apenas um fino corte em sua bochecha.

–Mas que porra?! Hinata!

–Pelos deuses! - a voz fina e preocupada da Hyuuga foi ouvida ao longe. Temari apenas a viu quando a garota acendeu algumas velas pelo quarto enquanto vinha ao seu encontro. 

–Temari! O que você ta fazendo aqui?

–você atirou uma adaga em mim? -A loira ignorou a pergunta da amiga ao ver o objeto fincado na madeira da porta. –que diabos você estava fazendo naquela escuridão?

–Me desculpa eu não sabia que era você. Eu só... -A morena suspirou pesadamente. –Eu não sei. Estava nervosa e querendo matar algo e você apareceu aqui do nada.

–Caramba, pensei que eu era a maluca assassina. -Temari comentou simplesmente já ignorando o ocorrido, não é como se existissem pessoas normais naquele lugar. 

–Eu realmente sinto muito, foi uma atitude impensada. -Hinata disse se curvando e com a face culpada.

Temari apenas deu de ombros e se jogou na grande cama do cômodo, que era basicamente igual ao seu. As mesmas paredes de pedra adornadas por cortinas vermelho sangue (cor oficial de Castely Rose) uma pequena mesa, o armário enorme e um monte de coisas frescas e desnecessárias, mas que era praxe da corte. –mas que porra aconteceu pra você ficar tão nervosa? Não querendo ofender mas você é tão calma que da vontade de te bater as vezes.

–O meu pai me traiu Temari. -Hinata se sentou na cama ao lado da amiga. –Ele me prometeu que não ia me vender como um saco de trigo mas ele o fez.

–Te vendeu? Como assim te vendeu? -a loira questionou já se alterando novamente.

–Recebi uma carta do castelo Hyuuga esta manhã mas só tive tempo de lê-la a uma hora. Meu pai esta me obrigando a casar com um lorde do norte. Ele me prometeu. Me prometeu que nunca me obrigaria a casar com alguém que eu não queria, me prometeu que eu iria liderar os Hyuuga. Mas ele mentiu. -disse a garota que a muito já chorava. –O melhor veio ao final, quando tudo o que ele disse pra se despedir foi: Assim que se casar trate de ter um herdeiro, precisámos de garantias. Eu passei de herdeira do trono Hyuuga,para uma égua parideira!

–E você vai aceitar isso. -Temari disse séria, não era uma pergunta ela sabia que mesmo que Hinata se sentisse traída e indignada, ela seguiria as ordens, foi pra isso que ela foi treinada afinal. Não a questionaria. –O que me intriga é por que seu pai lhe venderia assim, ele sempre foi orgulhoso demais para demonstrar fraqueza, e vender sua herdeira, por mais que seja comum, poderia dar a entender que ele já não é tão poderoso e precisa de alianças com urgencia, ou o outro lado do negócio tem algo a oferecer que é tão valioso quanto a sua própria filha.

–consegue imaginar quem? -perguntou nervosamente a Hyuuga secando suas lagrimas, se lady Mei a visse daquela forma, provavelmente iria ser punida. Severamente.

–um lorde do norte, tirando vocês. Vejamos... -Temari se virou de barriga para cima, enquanto seus olhos verdes esquadrinhavam o teto. -Nas torres temos os Naras, próximos aos Akimichi, e a casa Yamanaka. Porém, eles se casam entre eles numa tradição estranha de amizade. Então, descartados. Temos também os Lee mas eles tem um juramento de castidade. -a loira deu um sorriso cínico e Hinata a acompanhou em uma risadinha tímida. –algo relacionado a dedicar a vida a proteger seus senhores apenas. Os fukujima e os tamashiros são pequenos e insignificantes demais para Hiashi ao menos considerar lhes dirigir a palavra. E os Uzumakis, a antiga família real de konoha. Sim, se alguém tem algo que tentaria o poderoso chefe Hyuuga com certeza são os Uzumakis.

-Um Uzumaki... - A Hyuuga sussurou pensativa.

-É a minha aposta. Se eu estiver certa você me deve uma espada Uchiha.

-Certo. É praticamente certeza que você acertou. Então agora chega de falar de mim. -A alma altruísta de Hinata prevaleceu como sempre, não era possivel imaginar como uma alma tão boa era Hyuuga. –Até onde sei você não é telepática pra adivinhar meus problemas, então veio aqui por outro motivo. Diga.

–Fui chamada ao conselho hoje. -A loira olhou para a amiga pelo canto do olho. –O oráculo já decidiu meu trabalho de conclusão.

–E qual é?

–tenho que matar o mal que destrói o reino.

–O que isso quer dizer? -Hinata questionou. –Quem é o mal?

–Eu não sei. Mas o conselho acha que é o meu irmão, Gaara.

–espera, ele não estava morto?

–ele foi dado como morto, por que desapareceu, mas o corpo nunca foi encontrado. - A Sabaku suspirou longamente e se levantou andando pelo quarto. –A teoria do conselho é que ele esta vivo e que quer tomar o reino do meu pai. E então devo matá-lo.

–Deixa eu adivinhar, você mandou todo mundo ir se fuder, e saiu de lá igual uma doida varrida. -A Hyuuga disse divertida.

-exato.

-você sabe que se quiser sair desse inferno, você precisa fazer o trabalho de conclusão. -Hinata a alertou agora com a face preocupada. -Se você não seguir a ordem do oráculo...

–Eu não vou matar o meu irmão. -a loira disse firme. –Isso é, se ele realmente estiver vivo.

–Qual seu prazo? -Hinata perguntou.

–6 meses... Como você conseguiu?-Temari questionou de repente.

Hinata havia realizado seu trabalho de conclusão a um mês. Agora estava apenas recebendo honras e regulamentado algumas pendências. Ela iria embora ao fim daquela semana. –Digo, como não desistiu?

–não podia fazer isso. Tinha que honrar e salvar minha família. -A morena disse séria. 

–Mas você o considerava um pai. Ele também era sua família. -Temari rebateu.

–Não. Ele queria destruí-la. -Hinata suspirou cansada e olhou nos olhos da outra. –Sei que você ainda não entende e Neji provavelmente vai me odiar pelo resto da vida, mas foi o certo a ser feito. E eu sei que você também fará o certo. Se ele estiver vivo e for uma ameaça você tem que matar o Gaara.

                                ♚

 –se sente melhor hoje meu lorde. -Um homem perguntou ao adentrar no pequeno quarto escuro e abrir as cortinas,fazendo os raios de luz inundarem o aposento. 

–Baki, já lhe disse que eu não sou um lorde. -o garoto falou tentando livrar-se das cobertas.

–deixe-me ajudá-lo. -O homem retirou o grosso cobertor, o jogou em cima de uma pequena mesa ao lado, ajudando logo depois o jovem a se ajeitar melhor na cama.

–Eu posso fazer isso sozinho. -O menino falou bufando. –Eu e senhora Tsunade temos feito grandes avanços juntos.

–Oh, o lorde Uzumaki bem me avisou que o senhor estava tendo controle quase total de seus membros superiores.

–Viu o naruto hoje? -o menino interresou-se. –já faz um tempo que ele não vem aqui.

–O senhor Naruto se encontra com sérios problemas meu lorde. Ao que parece Sor Itachi pode...
O rangido da grande porta de madeira cortou o comentário de Baki e anunciou a chegada do lorde.

–Naruto! Estávamos falando sobre você. -Gaara comentou com um sorriso raro.

–é verdade? Sobre o que falavam?
–Baki me contou que esta com problemas. -o ruivo falou.

–Senhor Gaara! -Baki ralhou. –Juro que não foi minha intensão iniciar mexericos meu lorde.

–Esta tudo bem Baki. -Naruto disse ao se sentar em uma poltrona ao lado da cama de Gaara. –Não é como se não fossem problemas tão conhecidos como a existência dos deuses.

–É claro meu lorde, mas eu não tinha o direito de...

–Baki, esta tudo bem, mas você poderia por favor nos buscar um pouco de vinho? -Naruto odiava ser grosso mas precisava ficar sozinho com Gaara, era uma das únicas pessoas que ainda confiava.

Baki assentiu sem graça, enquanto Naruto suspirava cansado, a negociação com Hiashi havia sido exaustiva, levaram quase duas horas para resolver os pormenores e ainda teve que discutir com seu conselho por ter tomado tamanha decisão sozinho. Mas que escolha ele tinha?!

–então, é sobre a punição do assassino do senhor Minato? -Gaara perguntou com os olhos fixos no loiro assim que Baki fechou a porta atrás de sí.

–de certa forma sim. -Naruto suspirou pelo que ele achava ser a milésima vez naquele dia. –A verdade Gaara é que você precisa sacrificar algumas coisa para chegar ao seu objetivo. Por isso vou sacrificar minha liberdade e me casar com a herdeira dos Hyuuga. -o Uzumaki anunciou amargurado. –e de brinde terei que deixar a honra de lado e tomar o trono também.

–Não acho que o último seja desonroso. -Gaara disse simplesmente. –O meu pai é um louco sem escrúpulos e você é o herdeiro do antigo reino de konoha. Você seria um rei infinitas vezes melhor que ele. -O ruivo dizia serio. –olha pra mim Naruto! Se não fosse por você eu estaria morto. Morto a mando do meu próprio pai! Traiu e atententou contra a vida do próprio filho, tudo por que eu sou um maldito invalido e...

-Gaara você não é invalido. É meu amigo, e eu não faço quase nada, você vive aqui trancado e escondido como se você tivesse cometido um crime.

-Naruto se eu estou vivo é por que você me ajudou.

  -Você é honrado e bravo, e seria sim um grande rei. Você tem sangue real afinal. 


Notas Finais


Oi, é primeira vez que posto aqui, e já faz um bom tempo que eu não posto fanfic nenhuma em lugar nenhum, então tenham paciência comigo kkkk
Os dois primeiros capítulos são introdutórios por isso o próximo já sai no domingo, o resto vai ser um capitulo por semana. Bom... Comentem se gostaram, e se não gostarem também. Como eu disse já faz um tempo que não faço fanfic preciso saber se ainda levo jeito kkkkk


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