História The End - Interativa - Capítulo 18


Escrita por: ~ e ~QueenOfBitchess

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Fim Do Mundo, Interativa, Internato, Sobrevivencia
Exibições 28
Palavras 3.322
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Drama (Tragédia), Festa, Mistério, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Cheguei, atrasada como na maioria das vezes hihi
Mas acontece que esse já é o antepenúltimo capítulo, e estou tentando organizar tudo bem bonitinho pra vocês envolverem ainda mais.

Estão prontos? hihi
Boa Leitura!

Capítulo 18 - Capítulo 18


Fanfic / Fanfiction The End - Interativa - Capítulo 18 - Capítulo 18

Capítulo 18 - The disappearance

“Se meu coração crescesse a cada sentimento acumulado dentro dele, provavelmente ele explodiria. —  Textuar.”

Narrador

A loira engoliu seco de imediato, ao sentir o olhar dos dois homens mais a frente em si. Harry permaneceu em silêncio olhando-a, abaixou a cabeça, respirou fundo e ergueu o olhar novamente para ela.

— Harriet, algum problema? — o mais novo perguntou com total segurança na voz, sendo o mais educado possível.

— Não chegue perto, por favor. Vocês querem nos machucar! — a loira pigarreou, dando passos para trás.

— Não querida, claro que não. Nós vamos fazer o possível para ajudar vocês duas, entende? — Edward suspirou, e olhou no fundo dos olhos da garota ao tocar-lhe nos ombros.

— Aconteceu algo? Você está ferida. — Harry perguntou com os olhos vidrados na blusa manchada de sangue de Harriet, o tiro havia lhe pegado de raspão.

— Aconteceu sim, Augustus foi baleado no alojamento, ele precisa de ajuda.

— Vocês foram até lá sozinhos? Está vendo o grau de perigo daquele lugar, meu filho? — Edward se exaltou, e bateu com o punho fechado em um vaso de plantas do lugar, deixando-o em pedaços.

— Mas não foram os moradores de lá, foi culpa do seus soldados! — a jovem trincou os dentes, e disse seriamente, olhando para ambos os dois.

Ed respirou fundo, e enxugou o suor de sua testa. — Nós leve até lá, por favor.

— Pai, ela está machucada. — Harry interferiu.

— Não, estou bem, vamos logo, Gus precisa de ajuda. — Harriet ignorou completamente o comentário do rapaz, e saiu da sala, indo de volta para o alojamento.

Em um dos andares, a jovem Siera andava pelo quarto a procura de suas meias, certamente iria guardá-las naquela bolsa grande que estava sobre a cama, a garota estava arrumando uma pequena bagagem para os dias que passará na ala médica.

Quando terminou, ela embolou seus cabelos em um coque pela milésima vez, o que não adiantou, pois os mesmos deslizaram por seus ombros novamente.

Siera bufou alto, e foi nesse momento que ela percebeu a presença de uma outra pessoa, na porta do quarto.

— Siera, onde vai? — Zack perguntou com um olhar confuso olhando para a garota.

— Pensei muito, e eu vou fazer a cirurgia, essa coisa está acabando comigo. — Siera disse em um tom calmo. Logo em seguida ela suspirou, e desabotoou os botões de seu vestido, fazendo com que ele deslizasse por seu corpo, parando no chão.

Zack encarou o corpo da jovem, normalmente, com a boca semi aberta.

Estava repleto de marcas vermelhas, horríveis, além da enorme cicatriz em sua barriga.

— Você está muito mal, por que não me procurou? — ele perguntou, ao abaixar e pegar o vestido de seda e colocá-lo sobre os ombros de Siera.

— Na verdade, eu procurei. — a morena respondeu sem humor, fazendo com que Zack parasse de abotoar os botões e encarasse-a.

— Não é o que está pensando.

— Não estou pensando em nada, você é livre para fazer o que quiser Zack, não temos nada um com o outro. — um breve sorriso sem graça  era visível no rosto da garota, e ela logo vestiu-se novamente.

— Não temos nada? É isso que você tem a dizer? — Zack ergueu o cenho, acompanhando a garota com os olhos enquanto a mesma ia na direção da porta com a bolsa em seu ombro direito.

— O que mais quer que eu diga? Que eu gostei de ver vocês dois dormindo juntinhos como duas crianças apaixonadas? Desculpe, mas não! — Siera elevou a voz.

Ambos se encararam por longos segundos, sem saber o que estava havendo ali.

— Olha, a porta emperrou e não queria abrir, tivemos que ficar por lá e esperar alguém abrir. — Zack disse baixo, se aproximando da outra.

— Acredito em você, mas agora eu tenho que ir, tá? — Siera deu dois passos atrás, mas Zack segurou sua mão rapidamente, impedindo-a de ir.

— Vou com você. — o rapaz disse firmemente, e viu Siera morder o lábio, como se hesitasse por um momento.

Ela soltou sua mão da de Zack, e virou-se de costas. Foi nesse momento que uma forte dor lhe atingiu na região da cabeça, ela tentou disfarçar o incômodo ao escorar-se na parede devido a tontura.

— Não precisa, o Max vai acompanhar minha cirurgia e … — antes que ela pudesse continuar, apagou de vez.

E antes que batesse a cabeça no chão, Zack segurou-a com certa urgência e preocupação, levando-a na direção da sala de cirurgia.

***

Harriet permanecia de joelhos no chão, em frente a poça de sangue, possivelmente de Augustus. Ela levou as mãos até sua cabeça, jogando seus cabelos levemente suados para trás, e levantou-se, apreensiva.

— Ele estava bem aqui, eu juro, eu … — a loira sentiu tudo girar ao ver o desespero tomar conta de seu corpo.

— Calma Dowson, não tem ninguém aqui. E os guardas não o viram. — Harry tentou acalmar a garota, segurando-lhe o rosto.

— Não, ele estava bem aqui, tenho certeza! — Harriet trincou os dentes ao se soltar e dar voltas em torno do lugar.

— Faremos buscas no local, fique tranquila.

— Tranquila? Eles devem ter matado o Gus! E olha, se ele morrer, eu juro que faço disso aqui um inferno. — a jovem disse friamente, encarando profundamente o moreno.

Harry ficou surpreso diante da loira.

Os dois logo perceberam que Edward estava se aproximando, segurando seu charuto com a mão direita, e seu celular com a mão esquerda.

— Parece que um soldado foi morto, Wells era meu melhor soldado. — o mais velho suspirou.

— Pelo visto não tem bons homens aqui então. — Harriet indagou, de forma seca.

— Sabe algo sobre isso? — Harry perguntou, com a mão estendida contra o próprio rosto, impedindo-o que o sol entrasse em contato com o mesmo.

— Wells e um outro soldado tentaram me agarrar, eu só me defendi. — a loira disse baixo, desviando o olhar para onde viu Augustus pela última vez.

— Harriet, sei como era difícil a sobrevivência lá fora, mas não é necessário que vocês sejam violentos, ou hajam como animais aqui dentro . — Ed disse em um tom sereno, ao mesmo tempo frio, e tocou no topo da cabeça de Harriet, fazendo-a assentir.

Ao abrir a boca para respondê-lo, Harry interrompeu-a.

— É melhor você ir, logo mais será feito a sua cirurgia. — o rapaz levou as mãos ao seu bolso, e não obteve resposta da jovem.

Harriet apenas deu as costas, ignorando todos os dois completamente.

O refeitório do prédio estava bastante vazio, pouco movimentado, e as únicas pessoas ali presentes eram os ajudantes da cozinha, e dois jovens sentados em uma mesa à direita. Era visível o clima tenso entre ambos, sendo que um deles, amassava a caixinha de sua bebida com a mão tão fortemente ao ponto de estourá-la a qualquer momento.

Por fim, os dois se levantaram, e foram até o quarto oito.

— O quê? Eu não vou fazer isso. — Liam quase engasgou-se com a própria saliva.

— Não temos escolha Liam, é o único jeito de recomeçarmos em paz. — o rapaz de olhos claros disse de forma pacífica, mexendo com as próprias mãos a todo instante.

— Chama isso de paz, Louis? É muito arriscado! — Liam encarou o outro fortemente, e sem perceber, segurou os dois ombros do ruivo, com certa força e intensidade, fazendo com que ambos se olhassem de forma constrangedora.

Liam balançou a cabeça, ao pensar ver Peter em Louis, então se afastou.

— Não, não é. Pense bem Liam, era isso que o Nathan iria querer. — o ruivo se levantou, ao suspirar.

— Por isso mesmo não vou fazer, ele era um cabeça dura. Aliás, o Ed sabe sobre isso? — Liam perguntou ainda de costas, com uma de suas mãos na cintura e a outra em seu queixo.

— Não, claro que não.

— Desistam dessa ideia, não vão ter minha ajuda. — o mais alto adentrou no banheiro, fechou a porta, e escorou-se com a cabeça na mesma.

— Liam, você está sendo burro, não vê? — a voz do ruivo chegou feito um sussurro até Liam do outro lado da porta.

— Não, estou sendo uma pessoa de verdade. — Liam respirou fundo.

— Então seja uma pessoa de verdade pelo menos uma vez, e preste atenção à sua volta. — Louis disse de forma fria, e breve, logo afastando-se da porta, e saindo do quarto.

Liam levou as mãos em seus cabelos, e deslizou as costas na porta até o chão, permitindo-se colocar sua cabeça dentre seus joelhos, já sentindo a incerteza tomar conta de si.

Ele não queria ter de decepcionar ninguém, mas era a melhor opção naquele momento.

(...)

As cirurgias estavam em andamento à pouco mais de cinco horas, e a única informação que se tinha, era que uma das garotas teve uma hemorragia grave, nada mais que isso.

Max andava em torno de si mesmo o tempo todo, enquanto Zack balançava a perna com certa frequência, eles esperavam notícias na sala de espera, ambos estavam nervosos.

Depois de uma hora, um enfermeiro entrou na sala de espera, e direcionou o olhar para os dois rapazes.

— Como elas estão? — Zack perguntou rapidamente ao se levantar, junto a Max.

— Siera está bem, ainda não acordou, mas a Harriet perdeu muito sangue, vai precisar de uma transfusão. — o enfermeiro disse depois de soltar um longo suspiro.

— Eu posso doar. — os dois jovens disseram em coro, apreensivos.

— Não é simples assim, tem que ser uma pessoa compatível.

O de cabelos ondulados encarou cada um dos dois, e depois saiu do local. Max sentou-se novamente, e afundou seu rosto em suas mãos suadas.

Minutos depois Harry adentrou na sala de espera, com um olhar sério, e com um papel em mãos.

— Não se preocupem, acabei de checar todos as suas amostras de sangue, nenhum de vocês é compatível, a não ser … — fez uma pausa ao entregar o exame nas mãos do loiro.

— A não ser? — Zack franziu o cenho.

— Eu sou compatível. — Harry disse de forma clara, enquanto permanecia encarando os dois rapazes a sua frente.

— Como isso é possível? — Max perguntou baixo, visivelmente confuso, ainda com o papel do exame em mãos.

— Não sei, mas vou ajudá-la, vocês concordam? — Harry perguntou seriamente.

Zack olhou para Max por um momento, e apenas lhe deu dois tapinhas no ombro, logo saiu da sala, indo em direção da enfermaria onde Siera estava.

Max ergueu o olhar para o jovem médico, e apenas assentiu.

Há alguns dias, Wendy acordou do coma devido ao traumatismo, e como já era esperado, ela teve de ficar com algumas sequelas, como por exemplo, não se lembra bem do que aconteceu para ela ter ficado naquele estado, além de não lembrar de alguns detalhes do passado. Mas nada muito sério.

— Você se lembra de ter visto alguém aqui? — Finn perguntou, alisando vagarosamente os cabelos secos de Wendy.

— Não, mas eu me lembro de sentir a sensação de algo me sufocando. — a menor respondeu de forma distante.

— O Max estava certo … — Finn murmurou.

— Disse alguma coisa? — Wendy desviou o olhar para o rapaz, encarando-o, enquanto segurava sua mão esquerda.

— Não, não disse nada. — o jovem esboçou um pequeno sorriso, e inclinou-se, depositando um beijo na testa da garota.

— Você viu a Leah ou a Siera, por acaso? — Wendy perguntou.

— Estou aqui, Wen. A Siera está ocupada agora, mas vem lhe ver depois. — Leah indagou ao entrar de imediato no quarto, logo sentando-se ao lado de Finn.

— Me falem a verdade, por favor. — Wendy encarou ambos os dois, esperando por uma resposta, Finn e Leah se olharam, pensando em algo que não a deixasse aflita demais.

— Ela foi fazer uma cirurgia de risco, para a retirada de seja lá o que foi que a deixou daquele jeito. — o rapaz disse tentando ser o mais conveniente possível.

— E como ela tá?

— Não sabemos ainda. — Finn respondeu, rápido.

— Ela vai ficar bem, é uma garota bem forte, hum? — Leah passou carinhosamente seus dedos no rosto pálido da garota.

— Vocês podem me deixar sozinha, por favor? — Wendy perguntou ao olhar além das janelas.

Os dois estranharam, mas apenas assentiram, despediram-se rápido, e logo deixaram a jovem Wendy sozinha.

(...)

Se passavam das cinco da tarde, Leah e Cerise permaneciam sentadas nas camas do quarto, de braços cruzados, e em silêncio, enquanto viam Sam arrumar-se logo após sair do banho, e ao se aproximar da porta, a colorada foi surpreendida.

— Sam, você não vai sair. — Cerise indagou, séria.

— Como assim? Eu preciso falar com … — ela foi interrompida.

— O Ed, sabemos.  — Leah respondeu sendo breve, e em seguida se aproximou da menor junto a Cerise.

— Encontraram vários corpos carbonizado na cozinha, sabe algo sobre isso? — Cerise perguntou olhando no fundo dos olhos de Sam.

— Não, eu não … — a colorada quase gaguejou, e os olhares sobre ela ficaram ainda mais tensos. Ela respirou fundo, e continuou: — Tudo bem, eu falo. Eu estava na cozinha, quando do nada uma das serviçais veio pra cima de mim com uma arma grande, nunca tinha visto nada igual. Eu só me defendi, juro.

— O que você fez, Sam? — Leah franziu as sobrancelhas.

— Nós lutamos, eu consegui tomar a arma e me vi sem saída, chegaram outros serviçais armados. Então, eu atirei e acabei acertando o botijão de gás. — as lágrimas eram visíveis no rosto de Sam, e logo começaram a escorrer pelo mesmo.

Cerise arregalou os olhos por um momento, e puxou Sam para si, abraçando-a. Tal coisa fez com que a garota soltasse um baixo gemido de dor.  — Meu Deus Sam, você se feriu?

— Não é nada demais. — ela respondeu ao se afastar, e ajeitar sua blusa de frio.

— Isso é mais grave do que eu pensava. — Leah levou a mão até seu queixo, enquanto dava voltas pelo quarto, logo continuou: — E só me faz pensar em uma coisa, aqui é realmente seguro?

As três jovens se olharam de forma confusa, logo percebendo os pensamentos sobre tal coisa em suas cabeças.

***

Duas semanas se passaram, os jovens estavam ficando cada vez mais impacientes naquele lugar, alguns queriam saber de suas famílias, mas não se tinha resposta de ninguém. E até agora, não foi achado nem rastro de Gus, a não ser sua blusa ensanguentada um pouco longe do alojamento, as buscas foram encerradas pela manhã, e Edward logo tratou de contar a notícia para Harriet que, por ter perdido sangue e por demais complicações na cirurgia, ainda estava na enfermaria.

Naquele momento, ela não era a única ali.

— Ainda pensando nele? — Siera perguntou enquanto uma enfermeira checava sua pressão.

Harriet respirou fundo. — É só nisso que penso, ele me ajudou, e depois desapareceu.

— E o Ed?

— Parou as buscas, já se passaram duas semanas e não acharam nem rastro do Gus. — a loira disse com a voz falha, com tristeza no olhar.

— Eu sinto muito. — Siera disse baixo.

Não houve resposta. A enfermeira saiu do quarto no minuto seguinte, deixando as duas à sós, em um silêncio constrangedor.

— Estou com medo de perdê-lo, não aguento isso novamente, sabe? — Harriet suspirou, ao olhar para a garota ao lado.

— Tenho certeza que ele vai voltar. — Siera esboçou um fraco sorriso para a loira, estava tentando confortá-la, mesmo sabendo que seria quase impossível que Augustus voltasse.

— Era o que Andrew me dizia quando você se afastou de mim. — a loira disse quase em um murmuro, com os olhos vidrados em Siera que, pareceu ficar surpresa por um instante.

Siera ajeitou-se na poltrona, respirou fundo ao levantar sua cabeça, e segurou a mão da outra, apertando-a de leve. — Eu estou aqui agora, hum?

Harriet assentiu com os olhos parcialmente marejados, e simplesmente não conseguiu se segurar. Ela afundou o rosto na curva do pescoço de Siera, e a mesma lhe abraçou fortemente, dizendo que ficaria tudo bem.

Mesmo sabendo que na verdade, não ficaria nada bem.

Harriet abriu os olhos por um segundo, e por detrás do ombro de Siera, viu uma frase se formar na parede bem diante dos seus olhos. Ela assustou-se com tal coisa, e afastou-se da outra rapidamente.

Siera olhou para trás, e ficou com os olhos vidrados na parede.

Suivre le rouge … — sussurrou.

Não demorou muito para que o tempo começasse a esfriar, e junto com o frio, veio também a chuva, fina e gelada. Uma garota permanecia de pé na sacada de um dos quartos, olhando para o horizonte. Seu cabelo bagunçado balançava com o vento, enquanto as marcas de agulhas eram visíveis em seu braço direito. Ela havia arrancado os medicamentos que recebia em suas veias.

Wendy apertou o nó fortemente pela última vez, e jogou a emenda de cortinas sacada abaixo. Ela respirou fundo ao olhar para baixo, e pulou.

— Está atrasada, Wen. — a mulher disse depois de virar-se para a mais nova, ao perceber que a mesma havia chegado no lugar combinado.

O mais afastado possível do alojamento.

— Desculpe, tive imprevistos. — Wendy sorriu de forma gentil, balançando-se na ponta dos pés.

— Vamos indo? — a outra perguntou ao passar a mão nos cabelos de Wendy.

— Desculpe, mas não posso. — a menor firmou os pés no chão, estava com as mãos atrás das costas, e seu sorriso simplesmente desapareceu.

— Por que … — Wendy a interrompeu ao cravar o objeto afiado na testa da ruiva, fazendo com que jorrasse sangue em seu rosto.

A mais velha arregalou os olhos enquanto o sangue quente escorria por seu rosto pálido, logo ela caiu de bustos no chão, morta.

Wendy retirou a faca da cabeça da outra, e cravou-a no coração da mesma duas vezes, retirando um mini chip de dentro da pele da ruiva.

— Porque você não é a Melissa. — Wendy murmurou friamente com o pequeno objeto em mãos, e se afastou, indo na direção da floresta.

“Elimine o que não ilumina. — Eu me chamo Antônio.

 

Em algum dia qualquer

Vestiário masculino

— Franz, isso é pó de mico misturado na água do desodorante. — Max disse entre risadinhas ao ver o outro passando seu desodorante.

— O quê? — Franz quase gritou, jogando o objeto para longe.

— Por essa você não esperava. — Andrew debochou.

— Vocês planejaram isso? Eu odeio vocês, definitivamente odeio. — o moreno gesticulou com as mãos, passando a blusa em sua axila.

— Qual é Franz, só vai coçar muito. — Max ironizou, enquanto trocava seu calção.

— Ou talvez caia seus pelos da axila, nada demais. Você merece uma lição por sempre usar nossos desodorantes. — Liam que estava deitado no banco do vestiário murmurou ao abrir os olhos.

— Vão se danar! — Franz entrou para dentro de um dos chuveiros.

— Opa, diz aí Andrew, como é pegar a ex do amigo? — Liam perguntou, sarcástico ao se levantar com uma toalha nos ombros.

— É melhor do que não pegar ninguém. — Andy escorou-se na pia, e encarou o outro com um olhar desafiador.

— Essa doeu. — Max murmurou.

— Isso é o que você pensa. Estou indo nessa, Nathan pediu minhas anotações emprestadas. — Liam disse normalmente, indo na direção da porta com uma mochila em mãos.

O silêncio reinou no lugar.

— Mudando de assunto, alguém sabe sobre o paradeiro do Gus? — Franz perguntou ao sair do chuveiro com os braços parcialmente molhados.

— Não, ele não voltou ao internato ainda. — Andrew respondeu baixo, de forma triste, olhando janela a fora.

O moreno suspirou, e saiu do vestiário. A primeira coisa que avistou foi Harriet sentada no alto da colina de grama, próxima às arquibancadas. Ele passou pela multidão de alunos que corriam rumo aos quartos, e finalmente chegou até a loira.

Ele sentou-se ao lado da mesma, e envolveu seu braço por detrás dos ombros dela.

— Ela vai voltar, você vai ver. — Andrew disse encarando Siera do outro lado do campo, com outras pessoas ao seu lado.

— Ela está melhor sem mim. — Hary murmurou, com um fraco sorriso no rosto.

— Ei, não gosto de te ver triste. — o rapaz inclinou a garota para trás, mordendo de leve a ponta de seu nariz, arrancando-lhe gargalhadas.

Harriet olhou no fundo dos olhos dele, e acariciou-lhe no rosto. — Promete não me deixar?

— Eu prometo tentar, Harriet Dowson.

Eles riram meio aos beijos, estavam cada vez mais envolvidos um pelo outro.

Mal sabiam o que estava pra acontecer, não é mesmo?


Notas Finais


Me aguardem no próximo capítulo. *risos*
(da última vez que que eu disse isso, rolou altas coisas né?!)

Bom crianças, e se eu lhes disser que poderia haver uma possível gravidez dentro dessa fic, saberiam quem seria a possível girl? hihi
Não esqueçam dos comentários!


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