História The end is just our beginning - Capítulo 19


Escrita por: ~

Postado
Categorias Chandler Riggs, The Walking Dead
Personagens Aaron, Abraham Ford, Carl Grimes, Carol Peletier, Enid, Gabriel Stokes, Glenn Rhee, Maggie Greene, Michonne, Negan, Paul "Jesus" Monroe, Rick Grimes
Tags Apocalipse, Carl Grimes, The Walking Dead
Exibições 265
Palavras 4.363
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá, meus amores! Passando aqui no comecinho para dizer que esse capítulo ficou enorme. Era para esse ser divido em dois, mas como vocês me pediram tanto para fazer um grande, aqui está. Espero que gostem e aproveitem!
Boa leitura!
Ps: Vai ter duas revelações nesse capítulo

Capítulo 19 - Uni, duni, tê


Carl Grimes narrando*

Engulo em seco ao entrar na casa que Enid estava. O frio na barriga é inevitável, mas a força de vontade de ir e dizer tudo o que eu queria é maior. Caminho pela casa, procurando-a, quando finalmente a encontro ela está em seu quarto com um livrinho em mãos, escrevendo coisas aleatórias.

— Acabou — digo sem titubear, colocando os dedos no bolso da frente. Meu cabelo caia em meus olhos, e, rapidamente, ajeito-os.

Ela levanta a cabeça, e sua face está séria. Toda a carisma que eu achava que tinha finalmente fora desmascarada.

— Como assim, Carl? — riu seco.

— Eu estou apaixonado por outra garota — dou de ombros, me arrependendo de ter lhe dado explicações.

— Sem mim você não é nada — levantou, caminhando até mim.

Quem disse? — desta vez, fui eu que ri fraco, amargamente, dando-lhe as costas. Desço as escadas, com o alivio percorrendo minhas veias.

Saio da casa o mais rápido que posso, talvez por não querer vê-la ou ouvir coisas que tinha para me falar, pois com toda certeza iria acabar voltado, ou me descontrolando. Atravesso toda Alexandria, me sentindo revigorado. Finalmente terei Katherine de volta; acho que ela não tem ideia do quão falta me fez. Desejo tê-la novamente cada segundo do meu dia.

 Vejo Katherine na calçada, em silêncio. Ela está sentada, brincando com pedrinhas que estavam no chão. Graças a Deus ela recebeu alta da Denise, porém ficara naquele quartinho da enfermaria cerca de dez horas. Seus cabelos cobriam seu rosto, me impedindo de vê-los. Contudo, ao perceber minha presença, automaticamente se vira, estampando um sorriso largo.

— Finalmente — caminha até mim, de braços abertos. Sua blusa curta se ergue um pouco, mostrando sua barriga.

Ela envolve os seus baços calorosos em torno de mim, faço o mesmo. Deixando minha cabeça entre seus cabelos morenos. O cheiro de baunilha invade minhas narinas, confortando-me. Meu corpo entra em estado de êxtase. Deixo minhas mãos pousadas em sua cintura, prensando seu pequeno corpo junto ao meu.

Por um momento sinto que tudo desapareceu. Os Salvadores desistiram, todos os mortos-vivos estão curados e tudo está normal novamente. Ao nosso redor tudo se cada, inclusive os pássaros afoitos, que de repente, param de voar apenas para apreciar toda essa cena.

Ela se afaga, aninha-se, me aperta. Tampouco me importo de abraça-la por horas e horas...

Katherine se afasta um pouco, dando-me espaço suficiente para dar de encontro seus lábios aos meus. Mordo seu lábio inferior, me sinto completo novamente, parece que finalmente tudo se encaixou. Ela leva sua mão quente a minha bochecha, que logo escorrega, indo para o meu pescoço.

Apenas a luz da lua reflete-nos, deixando o clima bonito. Necessito de seus lábios cada vez mais. Afundo meus dedos em suas costas, puxando-a mais firmemente. Quando paramos, ofegantes, consigo ver os brilhos em seus olhos.

— Senti tanto a sua falta — murmurou, confortando-se em meu peito.

Enlaço meus braços novamente, apoiando meu queixo no topo de sua cabeça.

— Eu também senti — ela pega em minha mão, levando-me para dentro de nossa casa.

Vejo de inicio meu pai e Michonne conversando, era possível sentir a atração que ambos emanavam. Eles realmente acham que eu não sei do clima que rola.

— Olá, Michonne, olá Rick — Katherine diz, olhando-os brevemente, sem parar de andar pelas escadas. Meu pai me lança um olhar, com um sorriso malicioso, já Michonne o encarava.

Ao chegar em seu quarto, Katherine tira sua blusa sem pensar duas vezes. Se aproxima, atacando meus lábios ferozmente. De início eu me assunto, mas ao sentir os seus lábios e sua língua adentrar em minha boca, rapidamente uma onda de arrepio percorre.

— Acabamos de reconciliar, quer mesmo isso? — pergunto, quando finalmente separamos nossos lábios. Ela me olha, sorri de canto, e diz:

— Eu estou louca por isso há semanas...

Empurro-a para cama, ficando de pé na ponta da mesma. Tiro minha camiseta, jogando-a para algum canto do cômodo. Ela está ali, de braços estirados, parada para ser fodida. Inclino-me, tirando o short já desabotoado por ela. Katherine escorrega um pouco para baixo pelo meu movimento brusco, mas logo volta para onde estava.

Ela abre o sutiã, não consigo ver seus seios, mas ao me aproximar mais meu pênis se endurece. Tiro minha jeans, e começo a beijar sua barriga desnuda. Vejo o osso de sua bacia sobressair, deixando-a mais sexy ainda. Katherine morde os lábios ao sentir minha boca no meio de seus seios. Abocanho seu peito esquerdo, sugando-o com vontade. Ela geme baixo, agarrando meus cabelos.

Subo para sua boca, dando um selinho rápido. Fico dentre suas pernas, abaixando a calcinha. Com agilidade, penetro lentamente, sentindo o prazer demasiado se instalar em minhas veias. Kath agarra o lençol, buscando alguma coisa para agarrar naquele momento. Afundo meus dedos em sua coxa, inclino um pouco minha cabeça para trás, buscando ar. Mordo meus lábios, aumentando a velocidade. Kath encrava sua unha em minha costela, se envergando um pouco.

Sua boca se abre parcialmente, revelando um longo gemido estridente. Ela morde os lábios, finca a unha em mim e grita por mais. Isso me deixa louco.

Sinto meu ápice chegar, e o dela logo após o meu. Jogo-me como de costume ao seu lado. Katherine finalmente abre os olhos, encarando a parede. Olho para ela, logo em seguida para o teto também. Seu corpo se remexe ao meu lado, quando me dou por percebido, Katherine está no meu colo, com um sorriso sapeca.

— Não se cansou? — pergunto, sorrindo.

— Estou há quatro semanas sem você dentro de mim, Carl. Tenho que aproveitar — não vacilou no sorriso, me deixando mais excitado ainda.

— Não sei se vou aguentar — seguro em sua cintura, me acomodando no travesseiro.

Sua mão desliza para o meu pau, pegando-o com firmeza. Gemo, erguendo um pouco o peito. Ela sorri, passando o dedo entre a cabecinha e o troco do meu pau. Ela morde os lábios, se sentando com vontade. Katherine senta de vagar, rebolando de leve, o que me fez arranhar a lateral de seu corpo. Kath rebola novamente, começando a sentar com força, subindo e descendo rapidamente. Gemidos escapam de sua boca, tornando-se contínuos, assim como os meus que eram soltos de vez em quando. Sentir que estou dentro dela é uma maravilha, e me impressiono Kath estar tão disposta a fazer isso.

Mordo os lábios sentido o gozo sair. Katherine não sai de cima, apenas joga a cabeça para trás, abrindo a boca quando sente meu liquido dentro dela. Katherine se joga ao meu lado. Sem pensar duas vezes eu a puxo para perto, depositando um beijo em sua testa.

Ela desliza sua unha em meu peito.

Deixo meus olhos se pesarem, e o sono me esvair por inteiro.

[...]

Acordo com muito barulho, todos conversavam muito alto. Apalpo o meu lado da cama, percebo que Katherine não está lá. Caminho até a porta, percebendo que o barulho apenas ficava mais alto. Katherine aparece da porta do banheiro, com seus cabelos longos e morenos em apenas um ombro. Ela já está vestida para sair, mas percebo que ela não sabe o que está acontecendo lá embaixo.

— Bom dia, amorzinho — sorri, e automaticamente sorrio de lábios fechados. Ela se aproxima, me dá um beijo na bochecha, e entra em seu quarto colocando a pequena bolsa na cômoda.  

Vou ao banheiro, fazendo minhas higienes rapidamente, logo descendo ao lado de Kath.

— Nós precisamos ir procurar Daryl, e levar Maggie para Hilltop. Ela está piorando cada vez mais! — Rick grita, calando todos. Katherine pega em minha mão, e eu agarro sua cintura, juntando-a perto de mim. Ambos vendo tudo acontecer.

— Eles estão perdidos lá fora. Então, eu vou com vocês — Abraham começa — nós vamos — ele toca de leve no ombro de Sasha que sorri fraco.

— Encontro vocês lá fora, estaremos prontos para sair! — todos começam a sair pela porta, sorrindo de leve para mim e Katherine que estamos na ponta da escada.

— O que aconteceu com a Maggie? — Katherine desce correndo, indo até meu pai. Ela mexe em seus dedos nervosamente, com os olhos arregalados, implorando uma resposta urgente.

— Ela piorou esta noite. Está péssima... — meu pai diz, ajeitando em sua cintura uma arma.

— Ai meu Deus — se desesperou.

— Aliás, Maggie quer falar com você — Rick diz, passando por Katherine que some ao sair pela porta— Carl... Daryl sumiu juntamente com Glenn. Eugene diz ter visto pessoas vigiando Alexandria. Preciso da sua ajuda. Posso contar contigo? — esticou a mão, sério.

Encaro a mão, em seguida ele. Aperto com força.

— Claro que pode.

Katherine Pierce narrando*

— Está tudo bem? O que houve? — pergunto desesperada, tocando em sua testa pálida e suada.

— Ela piorou esta noite. Sangrou um pouco também. Precisamos rápido da ajuda dos médicos de Hilltop — Denise fala, guardando o termômetro em uma caixinha de plástico— Cuide dela. Irei falar com os meninos para leva-la ao trailer.

Os lábios de Maggie tremiam, e sua face está branca como papel. Sento-me ao lado dela na cama, acariciando seus cabelos morenos. Sinto o canto de meus olhos arderem, dando espaço para lágrimas

— Tudo ficará bem, meu amor — ela estica a mão lentamente ao meu rosto.

— Nunca iria me perdoar se algo acontecesse com você — murmuro, tocando em sua bochecha.

Ela sorri fraco, e gotas de suor desciam constantemente por sua testa.

— Você vai com o Carl? Atrás de Glenn?

— Onde está o Glenn?

— Ele desapareceu recentemente, juntamente com Daryl e Rosita. Por favor, Kath, vá. Por mim. — implorou.

— Claro que sim — me aproximo, dando-lhe um beijo na testa.

— Não se machuque — sorriu fraco.

— Precisava falar comigo? — indago, afinal.

— Sim, preciso — diz, baixo — Abra aquela gaveta — apontou para cômoda, assim fiz, vejo uma espécie de termômetro. Levo para ela, sentando-me novamente— Sabe o que é isso?

— E-eu deveria?

— Um teste de gravidez, KitKat — afirma, me encarando — Faça isso, por mim.

Minha barriga gelou, e os enjoos juntamente com vontade de vomitar voltam. Como assim grávida? Isso é impossível! Eu apenas transei com o Carl sem camisinha uma vez, duas se contar a noite passada. Um filme pequeno se passa pela minha mente: eu indo contar ao Carl que estou grávida e dizer que descobri recentemente. Porra, tenho apenas quinze anos, isso não pode acontecer de jeito maneira.

Me encolho, engolindo em seco. Minhas mãos hesitam ao segurar o objeto pequeno. Maggie percebe, tocando em minha mão, permanecendo ali.

— Faça KitKat, apenas para ter certeza — pediu.

Eu assenti. O medo era grande e a vontade de gritar ainda mais. Me levanto em silêncio indo até o banheiro. Me lembro uma vez que eu havia lido em uma revista os passos para fazer um teste de gravidez, então, tento reproduzir os atos de vagar. Assim que acabo, sento-me no chão, esperando os minutos que me aconselha.

E, ao faltar apenas um minuto o teste já estava exposto no palitinho. Caminho de vagar, fitando o troço. Ergo a cabeça, olhando para a Maggie que estava esperançosa.

— E aí? O que deu? — perguntou, se ajeitando na cama.

Carl Grimes narrando*

Caminho até meu pai, vendo que o mesmo conversava com o Padre Gabriel. Ambos estavam parados ao lado de um trailer antigo, composto pelas cores vermelha e branca. O clima seco e gelado fazia com que pequenas nuvens brancas saíssem de suas bocas ao trocar palavras.

— Os postos estão abastecidos e com vigilância vinte e quatro horas. Não tem o que se preocupar — Padre Gabriel lhe fala, confiante— Caso há algum contratempo, Judith será minha prioridade.

Após terminarem a conversa, vejo ao longe Katherine caminhar ao lado de Abraham que trazia Maggie em mãos. Kath tem a feição de desespero, concluo que ficará pior logo. Entro no trailer, deixado o saco de armas perto de uma mesa. Abraham coloca Maggie na parte de trás, onde há uma cama.

Kath se aproxima, sentando ao meu lado. Ela suspira, quieta. Afago-a em meus braços, a mesma começa a chorar baixinho. Beijo seus cabelos com calma, deixando com que ela molhasse minha blusa.

— Tudo vai ficar bem, ok? — ergo seu rosto, em seguida beijo seus lábios. Ela assente, mexendo em seu piercing no septo.

Porém, sinto que ela não chorava por conta de Maggie.

Todos chegam rapidamente, ocupando todos os lugares do trailer. Começamos a andar. Katherine se deita despojadamente em meu colo, e eu mexo em seus cabelos, olhando a paisagem passar.

Arvores secas, e os dois lados da rua era mata. O vento batia forte em nossas faces. Todos estavam em silêncio, sabemos que tememos, e que o pior está por vir, mas preferem não falar para não ferir uns aos outros. Katherine, já adormecida, se mexe involuntariamente, colocando as mãos se uma maneira adorável na barriga. Fico incomodado, pois era a primeira vez que a via fazer isso.

Passam-se um bom tempo, quando meu pai troca de lugar com Aaron, indo conversar com Maggie. Ambos conversam em um tom moderado, sem medo de que os outros ali ouçam. Katherine treme em meu colo, se levantando rapidamente. Ela está grogue, enquanto ajeita seu cabelo.

— Estou com fome — balbuciou.

Pego minha mochila que está embaixo da mesa de madeira, abro-a de vagar, dando a vista pacotes de salgadinho. Katherine enfia a mão dentro do mesmo, abrindo rápido, comendo ferozmente. Fico perplexo. O que ela comeu e vomitou está repondo agora. Ela não se contentou com apenas uma embalagem, comeu três de uma vez, e ainda bebericou uma latinha de Pepsi.

— Comeu feito uma grávida, Katherine — riu, Michonne, abrindo um pacote de rufles.

Kath a encara séria, sem levar a brincadeira na esportiva. Michonne se encolhe envergonhada, enchendo a boca de salgadinho.

Não me arrependo de largar Enid para ficar com a Katherine. Posso ter tido meus contratempos com ela, mas agora tudo foi selado. Enid sumiu por um bom tempo e reapareceu do nada, me deixando confuso. Contudo, percebi coisas que ela não fazia antigamente. Enid está fria, agindo meticulosamente. Talvez, eu não tenha percebido que ela sempre foi assim. Tá aí um motivo para qual ninguém gostar de Enid. Todos meus amigos se afastaram, inclusive pessoas adultas, como Michonne. Enid é uma má influência, e todos veem isso. Menos eu. Ou melhor, via.

Katherine se levanta sem dizer nada. Pegou uma garrafinha de água, indo até o pequeno quarto onde Maggie estava. Ela se inclina, dando de beber a Meg.

— Inimigo próximo — ouço Abraham dizer, enquanto parava gradativamente o trailer.

Meu pai vai até ele com pressa, inclinando-se para ver o que acontecia. Me aproximo, olhando a situação. Cerca de oito pessoas armadas se juntaram perto de carros, impedido a nossa passagem da rua. Havia um de nossos membros de Alexandria jogado no chão, creio que morto.

Todos resolvem descer, acompanho-os, engatilhando minha arma. Deixo Katherine com Maggie, pois acho a melhor coisa a se fazer. Não quero que a machuquem. Fico um pouco atrás do meu pai, quando um cara careca e com bigode começa a dizer:

— Nós tentamos falar, mas vocês ignoraram... — disse. Relembro que meu pai me dissera sobre Daryl ter atirado nos mesmos com uma bazuca, explodindo tudo e todos.

— Podemos fazer um acordo. Bem aqui, agora — meu pai diz, ainda mostrando sua metralhadora levantada, em sinal de paz.

— Sim nós podemos — o cara não demora a responder — É simples. Vocês nós dão suas armas, matamos um de vocês, então, podemos começar a fazer um trato — deu de ombros, segurando seu revolver.

O clima pesado pareou. Meu pai ajeita a metralhadora em mãos, então fala:

— Esse trato não irá funcionar para nós.

Um dos homens que está atrás do de bigode começa a sacodir um pequeno frasco branco, espirrando o liquido no homem que vejo estar vivo. Todos ficam em silêncio, nossa distancia deles é razoável, porém o ar de ameaça ainda emana com força.

— Desculpe, apenas rola nosso trato. Não iremos negociar — o de bigode volta a falar.

Meu pai faz um sinal para que começássemos a andar, assim feito. Andamos de vagar para trás.

— Tudo bem, amigo. Há muitos caminhos para onde está indo — sorriu malicioso, vejo seu bigode tremer. Por fim, se virou, falando com os seus comparsas. Entramos no trailer, indo embora dali.

[...]

Passamos por vários lugares, entretanto todos estavam barrados com pessoas vinda e enviadas por Negan. Comecei a estremecer em pensar que algo poderia acontecer conosco. Ou pior: algo pudesse acontecer com Katherine.

Afago seus cabelos, dando-lhe um beijo demorado. Kath está tão área hoje. Silenciosa, sem saber o que dizer. Perplexa. Começamos a parar novamente, Katherine agarra minha mão com força, se virando para ver o que acontecia.

— Esse foi o último caminho que tínhamos para ir, Rick — Sasha diz, olhando o mapa que está estirado na mesa.

Está começando a escurecer novamente, até que Eugene se aproxima com seu rosto rechonchudo e cor-de-rosa.

— Vão pela mata. Tem como dobrar pela esquerda, e logo estarão em Hilltop. Eu posso ficar tomando conta do Trailer, posso vagar pelos caminhos que já fizemos então, irei distrai-los. Eles não me conhecem, vocês conseguirão chegar. Os Salvadores vão se cansar uma hora e ir embora, vocês me pegam aqui — ele faz um círculo imaginário no mapa, mostrando onde estaria.

Meu pai suspira fundo, sem saber mais o que fazer. Por um tempo Rick olha para Abraham, que está sério. Abraham assente, a final. Meu pai faz o mesmo ato de assentir. Descemos do trailer. Katherine anda até a ponta da mata, olhando para o céu negro e escuro. Caminho até ela, passando meus braços pela sua cintura, beijo seu pescoço, enfim vejo um sorriso em seu rosto.

— Eu te amo — ela se vira, beijando meus lábios.

— Eu amo você — abraço-a com força.

Vimos Maggie ser levado no colchão para dentro das arvores, caminhamos juntos de mãos dadas, logo atrás deles. Entretanto, tivemos de soltar pois havíamos de segurar a arma. 

Mortos-vivos se aproximavam com seus rostos decomposto. Me aproximo, pegando uma faca, corto o rosto no meio.

— Não vou deixar que aconteça como aconteceu com minha mãe ou com qualquer pessoa que morreu. Eles são importantes mesmo mortos — suspiro, pegando o ar gelado daquela pequena mata— Temos que acabar com os Salvadores. Não irei permitir que aconteça novamente — comento com meu pai, desviando de pequenos matos esverdeados no chão.

— Filho... — meu pai começou.

— O quê? — respondo de imediato.

Contudo, assobios nos tira a atenção, começando a olhar em volta. O medo volta, apenas consigo ouvir meu pai dizer:

— Vão!

Corro, tentando encontrar Katherine, mas era impossível naquele mar de escuridão e arvores. Uma luz forte bate em nossos rostos, nos vemos cercados por várias pessoas armadas, carros impedia-nos de sair de onde estamos, assim com as armas.

Cambaleio para trás, ficando ao lado de Katherine, que colocava a mão em cima do rosto para conseguir enxergar melhor o que acontecia. Eugene está ajoelhado e amordaçado no chão, com sangue escorrendo em sua têmpora. Ele treme, com lágrimas escorrendo pelo rosto. Não deveríamos ter confiado nele.

Uma voz reconhecível soa.

— Ora, meus amigos! — O cara careca de bigode aparece, com um sorriso estampado no rosto— Para onde pensam que estão indo? — se aproxima, falando conosco como se fossemos amigos de anos— Me deem suas armas — ele tira uma da cintura — Agora.

— Vamos conversar... — meu pai pede.

— Sem conversa. Hora de ouvir — grunhiu. Pessoas desconhecidas começam a pegar nossas armas, apalpando-nos. Maggie é retirada da cama, vejo Katherine fuzilar o homem que a tirou dali.

A raiva se instalou e a vontade de matar todos era enorme.

— Essa arma é sua? — o careca pergunta, chegando seu rosto magro perto do meu. Me calo, trancando o maxilar. Ele segura minha pistola, sorrindo com malicia — Sim. Claro que é — sua respiração seca e abafada chega ao meu rosto, seus dedos se movem rápido ao bater de leve em meu chapéu, erguendo-o mais.

Ele se afasta, tento encontrar Katherine que está na outra ponta.

— Certo... todos se joelhos — ordenou. Rick e Abraham ajuda Maggie a ficar e joelhos. Katherine fica ao lado dela.

O rosto de meu pai tremia ao se ajoelhar, o suor gelado escorria por sua testa, e até em seus cabelos já exarcado. Tento caçar Kath com os olhos, encontrá-la de alguma maneira e chegar até a mesma. Mas, o careca me empurra, me jogado de joelhos no chão.

— Certo... — começou novamente— Agora vamos encontrar os outros.

De uma van que havia ali, sai de dentro do camburão Glenn, Rosita, e Daryl que sangrava. Glenn ao ser jogado, vê Maggie e lhe lança um olhar piedoso.

— Agora vamos conhecer o maioral — o careca bate três vezes em um trailer que estava em nossa frente.

De lá, sai um homem alto e barbudo, que por incrível que pareça se parecia muito com Katherine. Me inclino um pouco, vendo sua face. Ela não esbanjava alguma emoção, apenas se mantinha seria, e focada. Mordo os lábios em amparo.

— Já mijaram na calça? — Negan diz, apoiando seu bastão nas costas.

Ele caminha vagarosamente para nós. Com um sorriso sacaneador ele se aproxima.

— Ou, logo teremos calças mijadas... — riu baixo. Ele levanta a mão, fazendo um movimento — Qual de vocês babacas é o líder?

O careca aponta ao o meu pai dizendo: ‘esse’.

— Oi, Rick. Eu sou o Negan. E posso te afirmar que não gostei nada de vocês terem matado meus caras — disse rápido, fitando meu pai — Boatos que uma garota matou meus dois braços diretos — riu, se afastando um pouco — Quem é a vadia?

— Pai? — ouço Katherine pronunciar, Negan corre o olhar entre nós, parando em Katherine. Sua feição muda, tirando a sátira, ficando sério.

— Katherine? — Negan caminha até ela — Por onde você esteve? — agachou-se na frente dela.

Fico indignado, assim como os outros, assistindo a cena. Negan sorri, passando os dedos cobertos por uma luva de couro. Katherine fica irritada, então grita:

— Filho da puta — ela cospe na cara dele, que fecha os olhos por um tempo, logo sorrindo ao limpar a baba.

— É bom te ver aqui também —sorriu áspero, balançando seu bastão.

— Deixe-nos ir, somos boas pessoas — continuou com seu tom elevado, tentando atacar Negan, porém um cara a segurava.

— Cala a boca — o cara que a segurava lhe dá um tapa forte e estalado.

Me contenho no lugar, segurando-me para não avançar no mesmo. Katherine titubeou, balançando a cabeça para o lado.

— Que maus modos. A tua mãe não te ensinou a ser educada, filinha? — Negan coloca as mãos na cintura.

— Fico muito feliz por não ter você ao meu lado por anos — grunhiu, vejo a lateral de seu rosto ficar avermelhada— Você não passa de um filho da puta viciado em dinheiro.

Katherine range os dentes, pegando um punhado de grama seca discretamente e apertando-o com força.

— Mas, chega de casos de família e vamos ao que interessa — ele pigarreou, se virando ao meu pai — Você matou meus caras, e ao invés de parar, você mata mais dos meus caras, e ainda manda a minha filha do coração matar mais gente? — riu amargo, forçando o irônico em ‘minha filha do coração’ — Isso não foi legal. Não foi nada legal. Você não tem ideia de como não foi legal. Mas irei te mostrar o quanto não gostei — ele se inclina um pouco para trás, apoiando novamente o bastão no ombro. — E nem com a segunda ordem mundial vocês podem se mover. Irão se arrepender por ter me desafiado. Agora é o seguinte: Vocês trabalham para mim. Tudo o que tiverem, darão para mim — Negan aponta seu bastão enfarpado na cara do meu pai— Se não me derem, será simples: eu mato todos vocês.

Ele se afasta, sorrindo para todos nós.

— Vocês não acharam que iriam passar por tudo isso, e ainda assim não ser punidos, não é? — riu novamente. Tudo para ele tem graça — Vocês mataram muitos dos meus, um montão, mais do que eu aceito. E agora, irei acabar com vocês na porrada — Negan leva sua mão para a barba grisalha.

Ele vai até Katherine, puxando-a pela blusa. A mesma é arrastada, grunhi e grita com o pai. Negan à solta, deixando-a na frente de todos nós. Katherine não chora, apenas está com raiva. Ela ergue o olhar para o pai que a encarava, e o mesmo diz:

— Olhe que legal, você verá todos os seus amigos morrerem! — Negan balança seu bastão na cara dela. Ele se afasta, se virando para nós.

O olhar de Kath se encontra ao meu, e por um momento me sinto reconfortado.

— Uni — começou Negan, apontando o bastão para o meu pai

Todos ali se calam, não havia nenhum movimento.

— Duni...— apontou para Rosita

 Negan brinca com seu bastão em nossas faces.

—Tê — Apontou para Abraham

Minha respiração falha.

— Salame, minguê, o sorvete colorê... — ele passa o bastão na cara de todos, inclusive na minha

Vejo Katherine respirar com a boca parcialmente aberta, olhando aquilo acontecer.

— O escolhido foi você.

Meu coração dispara ao ver a ponta do bastão na minha face, ergo um pouco mais e vejo que ele me olhava com ódio, e raiva. O mesmo tira o bastão, erguendo-o.

Negan sorri, agachando-se.

— Soube que você está com uma de nossas armas — ele estica a mão, apalpando a arma que o bigodudo havia largado — Você me roubou garoto. E se tem uma coisa que eu odeio é pessoa que me roubam — Negan se levanta, ficando na minha frente.

Seu bastão se ergue, vejo seus dedos apertarem, ele iria com toda força. Ouço meu pai implorar, e Michonne chorar alto, pedindo para que não fizesse isso.

— Podem rir, podem chorar, mas se fizer algum movimento vou tirar o segundo olho do garoto quando estiver morto — riu, minha última visão foi Katherine, que começou a chorar no mesmo momento.

— Por favor, não! — ela se joga, tentando chegar aos pés do pai — Não faça isso com ele, por favor — os seus cabelos caem em sua face quando ela se arrasta, mas homens se aproximam para segura-la — Por favor — implorou, Negan apenas a encarava.

— Por que eu não faria isso com ele? — se aproximou de Katherine, agachando-se.

— Não o mate por favor — pediu novamente, com lágrimas no rosto — Estou grávida — Engoliu em seco, minha boca se abre por um momento.

Fico atordoado, encarando-a sem entender nada. Náuseas me atingem, fazendo-me cambalear a cabeça. Mal podia olhar para os outros. 

— Estou grávida do Carl, por favor, não o mate... 


Notas Finais


O que acharam? Demorei horas para escrever e editar. Espero que tenham gostado.
Agora a fanfic irá tomar um rumo diferente. Terá mais ação, mortes, e muuuitas revelações. Não se esqueça de acompanhar TWD pela televisão, pois a maioria dos acontecimentos irão ser baseado nos capítulos da série.
Um beijo <3


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