História The End Of Day III - Caos - Capítulo 40


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NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção Científica, Luta, Mistério, Romance e Novela, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Canibalismo, Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


No Capítulo Anterior...

Rhay acorda em um hospital. Ao lado de seu inimigo. E da melhor amiga, que agora se dizia ser sua namorada. Tudo estava diferente, era como se ele tivesse voltado no tempo. Um tempo onde todos que amavam estavam vivos. Mas, aquilo tudo era real?

Capítulo 40 - Evento 2 - O que é real?


Os três dias seguintes foram agitados para Rhay. Testes, exames, monitoramento... E tudo em acompanhamento de Philips. Por mais que Rhay mantivesse a imagem de Philips como seu inimigo, não era bem assim que o homem estava agindo. Parecia que realmente o queria ajudar, vê-lo recuperado. Esse ‘novo’ Philips era bem mais falante; contara-lhe histórias sobre sua vida, mostrou fotos de sua filha e esposa, dizia o que acontecia a cada teste de monitoramento do corpo de Rhay. E segundo ele, Rhay estava ótimo, pronto pra outra. 

Todo o dia Tifany o vinha visitar e vê como estava. Ela contara-lhe o que tinha acontecido nesses seis meses que ele ficara em coma, como tinha se sentindo sozinha, e algumas lembranças que teve com ele. Lembranças essas que ele não lembrava, por mais que forçasse sua mente. Mas pelo que ela contava, parecia que tinha acontecido, pois a alegria e as expressões o mostravam que tudo realmente era real. Mas se fosse, então como Júlia entrava na história? 

No fim do terceiro dia, Rhay pôde se vê livre daquelas roupas de hospital. Tifany o trouxe algumas roupas – que lhes eram familiares – e agora vestido, esperava só a autorização do Dr. Philips para ir pra casa. 

 – Então Rhay, como já falei, você está em perfeito estado, o que é incrível, por sinal. Não volte mais aqui viu? – Ele ri – brincadeira, se sentir algo, é só me procurar. Estarei a disposição. 

 – Obrigado Dr., por tudo que fez por nós. – Fala Tifany, apertando a mão de Philips. 

 – Não foi nada. É só a minha obrigação. 

Rhay estende a mão para apertar a de Philips, e o doutor faz o mesmo. Porém, Rhay não fala nada por segundos, olhando profundamente para os olhos do homem, tentando ver algum sinal de inimizade. 

 – O que foi Rhay? – Pergunta Philips – Ainda está acreditando que somos inimigos? 

 – Não, não é isso. Eu só quero agradecer por... Você sabe, salvar a minha vida. Obrigado. 

 – De nada. Olhe Rhay, eu sei que tudo isso é estranho pra você, afinal você ficou em coma por seis meses e está sofrendo perda de memória. Mas você deve saber que nesse tempo você deixou que as pessoas que te amam preocupadas e apreensivas. Não as deixe acreditar que você ainda não voltou pra eles. Só siga em frente. Aceite tudo e vá viver sua vida. O que quer que tenha sonhado, ou criado em sua mente, não foi real. Isso é real. As pessoas em sua volta são reais. 

 – Certo. E obrigado de novo, Dr. Philips. 

O homem abre um sorriso. 

 – Ok, chega de despedidas. Não desperdice mais seu tempo aqui. 

E com o último aperto de mãos, Rhay sai da sala de recuperação, onde só agora ele notara o número da ala. 

33.1 

Era estranho vê tantas pessoas na rua, indo e vindo, com celulares nos ouvidos, passeando, comendo lanches nos carrinhos de cachorro-quente. Os carros passavam frequentemente na avenida movimentada, alguns xingando quando outros tomavam sua frente. O barulho estava perturbando Rhay, que olhava de um lado a outro, meio assustado. Tinha se desacostumado ao barulho, pois o mundo em que vivia só se ouvia gemidos e silêncio. Era como se ele tivesse vivido outra vida. 

De repente, ele sente uma mão quente e macia envolver a sua, e por algum motivo seu coração acelera, mas o deixa mais calmo. Aquilo que ele sentia era a mesma coisa que sentia quando Júlia fazia o mesmo. Por quê? 

 – Você está bem Rhay? – Pergunta Tifany. 

 – Tô... Tô legal. Só tenho que me acostumar com esse barulho novamente. 

 – Vem, eu te levo ao nosso carro. 

 – Nosso carro? 

 – Comprei um carro para nós. Era mais fácil vim te visitar. 

Tifany o leva até o carro cor preto, o que ele senta no banco de passageiro e ela no do motorista. Ele olha um pouco o interior do veículo e nota que o painel mostrava 19hrs3mim da noite. 

A cidade estava viva. Nos outdoors brilhosos mostravam anúncios de tudo que era jeito. As pessoas, por outro lado, seguiam suas vidas normalmente. Em um enorme anúncio, as letras se destacavam ao formarem a frase ‘DEP IRAPLAN, A CIDADE DOS SEUS SONHOS’. Rhay se sentia um pouco mais a vontade, estranhamente a vontade. Estava aceitando tudo rapidamente? Mas, o que faria, já que ainda não tinha encontrado nenhuma pista de que aquilo não era real? De repente, seus olhos visualizam um prédio branco, onde ao ler o letreiro, seu corpo se arrepia e treme. No letreiro, se lia: 

LABORATÓRIO TECNOLÓGICO E PESQUISAS AVANÇADAS  

INDÚSTRIAS MARCK 

 – Indústrias Marck... – Murmura. 

 – O quê? – Pergunta Tifany. 

 – Ah, nada não. 

 – Você falou alguma coisa, e eu quero saber o que é. 

 – Só fiquei abismado com o tamanho do prédio das Indústrias Marck. 

 – O laboratório tecnológico? Ele sempre foi grande assim. 

Uma rua aqui, outra ali, e então Tifany pisa no freio levemente e o carro para. Rhay olha de um lado a outro, tentando reconhecer aquela rua, mas nada. Porque estava diferente? 

 – Essa não é a rua que moro. – Fala finalmente. 

 – Como não? Aquela é a nossa casa. – Aponta. 

 – Nossa casa? Eu não moro mais com a minha mãe? 

 – Não Rhay. Nós moramos junto a alguns meses. Faria um ano nesse mês, se você não tivesse sofrido o acidente. 

 – Moramos juntos? Quer dizer que você nós já fizemos... 

 – Sexo? Ah, com certeza. 

Rhay cora, e sem querer, ele dá uma boa visualizada no corpo de Tifany. E ela nota. 

 – Você já viu tudo o que tem por baixo dessas roupas. Mas não se preocupe, porque eu também vi tudo o que você tem a oferecer. – Ela chega mais perto – E tô doida pra ver de novo. 

Tifany dá um sorriso malicioso com direito a mordidinha nos lábios, e se afasta. 

 – Vem, vamos ver a nossa casa, de novo. 

Rhay sai do carro ainda corado e olha de um lado a outro. A rua estava quase deserta, e por um momento Rhay ficou em alerta, esperando que tudo aquilo fosse uma brincadeira de sua mente e que a qualquer momento iria aparecer um zumbi, Corridors ou Arkman. 

 – Está esperando o quê? – Fala Tifany – Vem logo! Tá frio aqui fora. 

Rhay acompanha Tifany e os dois passam por um jardim bem cuidado, três degraus e findam na porta de madeira da casa. Tifany mexe em sua bolsa e estende a mão com um objeto para Rhay. 

 – Pode fazer as honras. 

 Rhay pega as chaves, insere no buraco da fechadura e gira-a. Depois, ele pressiona a maçaneta para baixo e abre a porta. De repente, a luz se acende sozinha e Rhay vê vultos, logo pondo a mão para trás a fim de proteger Tifany enquanto a outra apalpa o local onde deveria estar suas Eagles. 

 – SURPRESA! 

O coro ecoa em alto e bom som, enquanto os rostos das pessoas demonstram felicidade e alegria. De um lado a outro da sala, se encontrava uma corda com papéis coloridos formando a frase “BEM-VINDO DE VOLTA RHAY”. Todos que estavam ali presentes eram rostos conhecidos: Abgail, Jason, três colegas policiais que ele conhecera nas aulas, uma garota de cabelos negros perto de Jason, – provavelmente uma colega da escola que ele só vira uma vez – Stevem e uma mulher ao que ele não consegue identificar, pois agora todos estavam em cima de si, abraçando-o e apertando sua mão. Todos tinham muitas perguntas e muita coisas para contar, e dá atenção pra todo mundo estava ficando difícil. 

 – Gente, gente! – Fala Tifany – Deem um pouco de espaço a ele. Ele acabou de chegar do hospital, e ainda está confuso com essa situação. 

 Todos concordam e então finalmente Rhay respira, aliviado. Uma música de balada surge – Colocada por Jason – e Tifany o entrega um copo com uma bebida. 

 – Cerveja? – Pergunta Rhay. 

 – O seu preferido. 

 – Obrigado por tê-los tirado de cima de mim. É muita coisa pra absorver. 

 – Eu sei amor. E aí, a casa é familiar? 

Rhay olha a casa e estranhamente se sente a vontade nela. Ele já tinha ficado naquela casa, mas em circunstâncias diferentes. Mas onde? Onde? Quando Rhay penteia novamente a casa com o olhar, ele percebe. 

Era a casa da Tifany, quando tinha passado a noite antes da cidade ser destruída. 

Tudo estava no seu lugar: A mesa, agora abarrotada de comida, o fogão, a cozinha, a sala com os móveis, a escada. Mas ela parecia um pouco menor. 

 – Sim, eu lembro dela. 

 – Sério? – Os olhos verdes de Tifany brilham – e se lembra de mais alguma coisa? 

 – Infelizmente não. Desculpa. 

 – Tudo bem. Pelo menos agora sei que você pode lembrar de tudo com o tempo. Estou tão feliz! 

Tifany abraça Rhay com afinco, e ele fica sem reação. Seu coração acelera ao sentir o calor do corpo dela, uma sensação maravilhosa de se sentir. Ele sentia algo a mais por ela? Uma coisa ainda não despertada ou lembrada? Tifany o solta e Stevem se aproxima, acompanhado de uma mulher ao qual Rhay ainda não identifica, pois não a tinha olhado direito. 

 – Rhay – Começa Stevem – Que bom que voltou. Não se preocupe, no tempo em que você ficou dormindo, eu cuidei da Tifany como prometi. 

 – Cuidou nada! Foi eu que cuidei de você. 

 – Dá um desconto, ele é meu melhor amigo, e fiquei triste ora! Quem iria me suportar senão ele? 

 – Eu. – Fala um voz feminina atrás de Stevem – Eu suporto você com todo o prazer. 

 – Eu sei querida, estou brincando. Rhay, essa é minha namorada, Júlia. 

Rhay arregala os olhos ao ver Júlia bem ali na sua frente. Ela estava com seus cabelos loiros longos, diferente da última vez que a vira. Mas ela continuava linda como sempre. 

 – Prazer – Fala Júlia ao estender a mão – Júlia Thiessem. 

 – Rhay – fala apertando – Silvers. 

Rhay a fica olhando por uns momentos, segurando sua mão como se tivesse hipnotizado, e Júlia começa a achar estranho. 

 – Terra para Rhay – Fala Stevem – ei, eu sei que ela é bonita e tal, mas ela já é minha, cara. E Tifany também é bonita, então estamos empates. Nada de roubar a namorada do outro ok? 

 – O quê? – Fala Rhay – Ah, desculpe! – Solta a mão de Júlia – não foi isso que eu quis passar. 

 – Não se preocupe Stevem – Fala Júlia – Mas seu amigo aqui não vai conseguir me tirar de você. 

 – Ah, isso é ótimo! – Fala Stevem e Júlia o beija apaixonadamente. 

Rhay espera uma pontada de ciúmes, mas nada surge. Nem mesmo um pingo. Por quê? 

 – E então... Rhay – Fala Júlia como se tentasse lembrar seu nome – soube que você estava tentando ser policial. 

 – É, eu estava, mas acho que o acidente atrapalhou isso. – Rhay toma á goladas seu copo de cerveja. Respira – Meu copo ficou vazio. Vou buscar mais! 

Rhay dá um beijo na testa de Tifany – Ele não sabe por que fez isso – e vai para a cozinha, ficando de frente para a pia. Nada estava certo. Ele não conseguia entender o porquê disso tudo. Ele nem sabia mais o que era real e o que não era. Como saberia? Tudo indicava que aquele mundo onde existia um apocalipse zumbi no fora real. Mas então como conhecia Júlia? 

 – Rhay – A voz feminina o sobressalta, e ao olhar, ele vê Tifany com uma expressão de preocupada – Você está bem mesmo? 

 – Não Tifany – Ele suspira – Não estou nada bem. Eu não sei o que está acontecendo comigo, e não faço ideia de qual é a vida que tenho aqui... Eu não sei mais no que pensar. Você pode me fazer um favor? 

 – Claro. 

 – Me dê um tempo ok? Um pouco de espaço, até eu me acostumar com tudo, ou até lembrar de algo. Talvez se eu der uma olhada a mais na casa, ou nas fotos, sei lá. Mas até lá, me deixe... Me deixe sozinho. 

Tifany enche os olhos de lágrimas. 

 – Ok Rhay, se é isso que você quer. – Ela se aproxima – mas não esqueça que eu vou está aqui pra você. Pra Sempre, ok? – Rhay assente – Eu te amo Rhay, e isso nunca vai mudar. 

Dito isso, Tifany se vira e sai da cozinha. 

A festa continua. Rhay passa pelos convidados, de vez em quando tendo que dá um desculpa para não conversar. Ele estava interessado na casa, procurando algo que quebrasse aquela realidade. Procurando um meio de voltar ao mundo normal. Mas o que era o mundo normal? Um mundo cheio de zumbis infectados por uma bactéria alienígena, com direito a experiências bizarras e estranhas? E esse mundo em que ele estava vivendo? Não que ele não gostasse dele; pelo contrário, era exatamente esse mundo em que tanto sonhava. Mas ainda assim, ele sentia alguma coisa de errado.  

Passando a olhar um dos móveis, ele vê fotos em quadros emoldurados, e as pessoas nas fotos mostravam um belo sorriso enquanto se abraçavam ou ficavam próximos. O problema era que essas pessoas era exatamente ele e Tifany. Rhay pega uma em especial, que o mostra com o rosto colado a de Tifany enquanto a mesma tira uma selfie dos dois. De repente, uma série de imagens surgem em sua memória, o mostrando como, onde e em que circunstâncias aquela foto tinha sido tirada, tudo rapidamente... Uma lembrança. Rhay solta sem querer o quadro e o objeto se despedaça a seus pés no momento em que toca o chão. O som do vidro se partindo em pedaços ecoa pela casa e chama a atenção de todos. 

 – Ah, me desculpem! – Fala Rhay – Eu vou limpar. 

 – Não, deixe aí querido – Fala Abgail – eu limpo, não se preocupe. 

 – Obrigado mãe. Eu, eu acho que vou tomar um ar. 

Rhay sai apressadamente da sala e se dirige para a escada. Se aquela casa fosse igual a do outro mundo, então haveria um sótão, com uma portinhola que daria acesso ao telhado. 

Uma lembrança. Rhay tinha tido uma lembrança. Fora rápido, mas o suficiente para acreditar ainda mais que aquele mundo era real. Agora sentado em cima do telhado, Rhay olha a cidade viva, com suas luzes brilhantes pintando a noite. Uma imagem bem diferente de Dep Iraplan que vira ultimamente. O vento fresco tocava a sua pele, e naquele momento isso era a única coisa que o confortava. De repente, ele ouve a portinhola ser aberta e logo ele vê Stevem surgindo por ela. 

 – Cara, que imagem linda! – Começa Stevem. 

 – É lindo mesmo. A cidade não estava assim na última vez que subimos aqui. 

 – Não é querendo cortar o seu barato mas eu nunca subi aqui. É a primeira vez. 

 – Eu... Acho que sei disso. 

Os dois ficam em silêncio por um tempo. 

 – Então Rhay – continua Stevem, sentando a seu lado – eu sei que você está de saco cheio de ouvir essa pergunta, mas você está bem? Digo, a Tifany está muito preocupada com você. Ela falou que você está... Diferente. E ela estava com os olhos cheios d’águas quando me falou isso. A última vez que a vi assim foi quando o medico disse que você poderia não acordar mais. A preocupação dela é a minha também. 

Rhay fica calado. 

 – Você sabe que somos melhores amigos né? Pode me contar tudo, como sempre fez. 

 – Melhores amigos? Essa é a primeira coisa que eu vi que não mudou. 

 – Ah qualé! Não importa onde estivermos, isso nunca vai mudar. Pode confiar em mim. 

Rhay fica pensativo. 

 – Ok Stevem. Eu vou contar tudo, quer dizer, em resumo. Mas tem que me prometer que não vai contar a ninguém. 

 – Até parece que eu saio contando nossos segredos. Você já confiou mais em mim. Vai, desembucha. 

Rhay suspira. 

 – Certo... Na outra versão do mundo, tudo é diferente. 

 – Outra versão? – Fala arqueando a sobrancelha. 

 – Outra versão, universo alternativo, não importa. Eu vivi lá. É como se lá fosse o meu mundo, e não aqui. 

 – Isso é esquisito cara. 

 – É, eu sei. E eu nem comecei. Na outra versão, as Indústrias Marck são responsáveis em fazer pesquisas em uma bactéria chamada Kansus. Um cientista com raiva das Marck liberou a bactéria na nossa cidade, e essa bactéria faz as pessoas virarem zumbis. E assim começou o Apocalipse. Minha mãe, Jason, a irmã gêmea de Tifany, todos morreram. Conseguimos escapar por pouco... 

 – Conseguimos? Quem? 

 – Eu, você, Tifany, Júlia e Mary. Saímos em um helicóptero antes de a cidade ser dizimada, e aí nos juntamos com a OMC, Organização Contra as Marck, e lutamos contra ela. Então, as Indústrias decidiram contaminar todo o Brasil com a bactéria, transformando algumas pessoas em monstros. Um desses monstros me feriu e aí eu adquiri poderes... Poderes, como eu me esqueci disso! – Pensa Rhay – Só um minuto! 

Rhay ergue o punho e põe toda a força, jogando o braço contra uma telha. Assim que seu punho colide com o objeto, a telha racha e uma dor sobe pelo seu braço. 

 – Ai!!!!!... Ai? 

 – Isso é o que as pessoas dizem quando se machucam! Porque você fez isso? 

 Rhay não entende. Ele deveria ter os poderes. Aquele soco deveria ter pelo menos quebrado duas dúzias delas. 

 – Eu tinha poderes. 

 – Poderes? Tipo o Superman? Olha cara, isso não existe. Vamos analisar: Primeiro, porque uma Indústria de tecnologia estaria mexendo com uma bactéria super perigosa? Não faz sentido. Zumbis? Isso é coisa de vídeo-game e filmes. E como pode ver, nem sua mãe e nem Jason estão mortos. Tifany nunca teve uma irmã gêmea, mas Mary morreu faz dois anos, de Câncer. 

– E como você explica como conheço Júlia nessa versão do mundo, se eu não a conhecia antes de acordar? 

 – Os médicos falaram que uma pessoa em coma pode ouvir, e seria bom que conversássemos com você. Contei sobre ela todas as vezes que vinha te visitar. Acho que o nome dela ficou em sua mente de algum modo. 

Rhay fica pensativo. 

 – Rhay, você acha que eu mentiria pra você? Se esse não é o mundo real, então como veio parar aqui? Não faz sentido. 

 – É... Você tem razão. Obrigado Stevem. 

 – De nada. Agora vamos lá para baixo curtir a sua festa. 

 – Eu vou já, pode ir na frente. 

Rhay ainda não entendia nada, mas decidira uma coisa: Se lembrasse de algo a mais sobre aquela vida, isso significava que tudo na outra vida não passara de uma brincadeira de sua mente. 

A festa acabou por volta das 23hrs30min. Os convidados tinham se despedido de Rhay e o desejado melhoras. Tifany o mostrara a casa, o quarto do casal, o guarda-roupas... Mas nada vinha como uma lembrança. Rhay, por fim, decidira dar aquele dia como encerrado e concordou com Tifany em irem dormir. E agora, ele esperava ela se trocar no banheiro do quarto. Sem muito o que fazer, Rhay olha a cama impecavelmente arrumada e tenta imaginar ele e Tifany deitados ali. Não tendo sucesso, Rhay tira sua roupa e fica somente de cueca box, e ao olhar para o espelho, ele vê seu físico, coisa que não via fazia tempo. Seu peitoral malhado definia todos os músculos, seus braços fortes mostrando o bíceps, tríceps e antebraço. Seu abdômen definia belos músculos da barriga, deixando os famosos cubinhos. Descendo mais, ele via um volume marcando a cueca, suas coxas grossas e suas panturrilhas dura. Nada mal, pensa ele. 

A porta do banheiro abre e logo Tifany sai, deixando Rhay surpreso. Ele não fala, mas sua mente passa a palavra ‘linda’ quando olha para ela. Tifany vestia um baby-doll de seda, enquanto o tecido fino e liso marcava e desenhava seus seios. Ela deixara seus cabelos longos e cacheados soltos, fazendo alguns dos fios caírem sobre os ombros. O baby-doll ia até acima do joelho, mostrando o resto das pernas delicadas e lisa para Rhay. Tifany o olha de volta e dá uma boa visualizada em Rhay, mostrando uma expressão de surpresa. 

 – Nossa – Fala Tifany – você está em boa forma. E está de cueca. Não esperava ter essa bela visão hoje. 

Rhay estranhamente não ficara constrangido em ficar só de cueca para Tifany, como se já fosse acostumado a tudo aquilo. 

 – Bem, – Continua Tifany, desviando o olhar – eu vou pegar só um travesseiro para dormir no sofá. – passa por ele, pegando o objeto – Não quero deixá-lo confuso. – Passa novamente. 

Rhay segura delicadamente o braço de Tifany. 

 – Tifany, não precisa fazer isso. Você pode dormir comigo na cama. 

 – Sério? 

 – Sério. 

Tifany abre um largo sorriso e quase enche os olhos de lágrimas. Então, os dois se deitam. A primeira coisa que Tifany faz é colocar sua cabeça sob o peito de Rhay, enquanto leva sua mão para o outro. Sua perna desliza por cima da perna dele, até se sentir confortável. Rhay, por sua vez, passa uma mão na cintura dela, sentindo o tecido do baby-doll, e se enrola no lençol. E então, os dois adormecem. 

As 3hrs17min, Rhay acorda e não consegue mais dormir. Tifany continuava dormindo suavemente em seu peito, e ele não sabia o porquê, mas agora estava fortemente atraído por aquela mulher. Júlia já quase não existia mais em sua mente, ficara como uma garota ao qual conhecera no colegial e que não importava em sua vida. Como a tinha esquecido tão rapidamente? Talvez realmente ele não a conhecesse, e sim aquela mulher que estava deitada a seu lado naquele momento. Ele só tinha que se lembrar. Rhay alisa os cabelos cacheados de Tifany, e ela se mexe um pouco, aninhando-se mais e tirando um sorriso dele. O que faria agora? Continuaria uma família com Tifany? Não seria uma má ideia. Mas ele ainda não podia cair de cabeça naquilo, não sem provas concretas. 

Tentando não acordá-la, Rhay a tira de fininho de cima de si e sai do quarto. Descendo as escadas, ele vai para a cozinha, abre a geladeira e pega uma garrafa de vinho, servindo-se em um copo. Depois, ele volta para a sala e senta no sofá. Um gole aqui, uma olhada nos móveis, e uma cômoda o chama a atenção. Ele estranha e se ergue, abrindo uma das gavetas e vendo o que ela guardava. Dentre algumas coisas, uma em especial era um tablet, e pegando-o, ele volta para o sofá e senta, encarando o objeto. 

Ele liga o tablet, vai para a galeria e vê várias fotos, a maioria dele com Tifany. Passeios, em frente da casa, reuniões em família... Rhay toca em uma delas e várias imagens vem em sua mente, o levando a momentos antes da foto ser tirada. Passando para o lado, acontece a mesma coisa com a foto seguinte. E outra, e outra. Todas as fotos que ele olhava, vinham as imagens de como elas aconteceram... Eram as lembranças voltando para sua mente. De repente, ele ouve passos, e ao olhar em direção, ele vê Tifany. 

 – Que aconteceu? – Pergunta ela – Porque está acordado? 

 – Fiquei sem sono. 

 – O que está fazendo? 

 – Vendo esse tablet. Tem muitas fotos nossa. 

Tifany senta a seu lado. 

 – A gente gostava de tirar muitas fotos. Essa aqui foi quando a gente foi para a praia. – Fala, tocando sem querer no dedo de Rhay – o mar estava agitado... 

 – E decidimos não tomar banho. – O coração de Rhay acelera – e essa aqui é a sua favorita. Foi quando lhe pedi em namoro. 

 – Você está lembrando! 

 – Sim. Não tudo, mas, a maior parte. E sabe o que eu percebi?... Que eu te amo Tifany. Muito. 

Sim, ele tinha que aceitar. Todas as provas estavam ali. Como questionar? 

 – Também te amo Rhay! 

Tifany pula em Rhay e os dois se deitam no sofá. Logo, os dois se beijam apaixonadamente, esfregando o corpo um no outro enquanto sentem o calor do momento subir a cabeça. A mulher passa a mão nos músculos de Rhay enquanto desce até sua cueca, tirando-a. Rhay, por sua vez, agarra a nádega de Tifany e aperta, tirando um delicioso gemido dela. Logo, Tifany se posiciona e senta em Rhay, enquanto o mesmo apalpa os seios debaixo do baby-doll da mesma, sentindo os mamilos duros, a pele lisa e macia. 

E então, Rhay se entrega completamente a Tifany.


Notas Finais


E aí meus queridos leitores?
Confesso que confundi a maioria das vezes o nome Tifany de Júlia kkkkkkkkk. Mas é a vida.
Então, alguns leitores vão pensar que Rhay aceitou a situação muito rapidamente, mas não vejo dessa forma. Acho que se acontecessem algo parecido conosco, a gente iria acreditar no que veria, não é? Principalmente na situação de Rhay, em que realmente é um absurdo acreditar em um apocalipse zumbi kkkkkkkkkkkkk. E se prestarem atenção ao capítulo, tem outras coisinhas em que levam Rhay a aceitar tudo, mas isso eu vou deixar vocês perceberem.
Eu planejava fazer essa parte de Rhay e Tifany se pegando mais pra frente, mas decidi fazer logo. Não quero deixar a historia sem ação por muito tempo hahaha.
Bem, acho que é isso. Comentários?
Até um futuro próximo!


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