História The Escape: In Tokyo - Capítulo 26


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bts, Romance, Tóquio, Trafico, Yakuza
Exibições 43
Palavras 2.384
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olha quem voltou! Eu... Depois de quase um mês sem atualizar a fanfic. Estou aqui com nada mais, nada menos que um cap novo.
E ai sentiram falta?
Sim ou Não?
Bom eu vou parar agora e prosseguir.
Ótima leitura Kisu <3

Capítulo 26 - Capitulo 25


Fanfic / Fanfiction The Escape: In Tokyo - Capítulo 26 - Capitulo 25

22 de Fevereiro de 2016

Elisa

“Bipe, Bipe, Bipe”

            Abri meus olhos devagar, por que por uma incrível razão minhas pálpebras estão pesadas, e eu me sinto dormente.

            O cheiro de remédios fortes atinge rapidamente minhas narinas, fazendo doer ainda mais minha cabeça desnorteada.

            Com a visão um tanto embaçada e vacilante, olho em volta tentando identificar o lugar. Alguns flashes de luz reluzem em meio à densa escuridão. Mas antes que eu possa usufruir deles para reconhecer qualquer coisa ao meu redor. Ouço por cima dos zunidos altivos em meus ouvidos, os temíveis sons de aparelhos hospitalares.

            E de pouco em pouco, começo a recordar, o que houve.

            Eu estava voltando para o prédio, depois de ter colocado nos latões da coleta noturna, o lixo que acumulou da festa do Hope.

Preste a pisar dentro d a segurança do edifício. Alguém me puxou brutalmente pelos cabelos e pôs contra minha garganta um objeto afiado.

Então eu ouvi o meu nome ser dito com um ódio mortificante.

Aquela voz, eu reconheci ela.

Era a mesma que assombrava meus sonhos. E acompanhava o rosto que aparecia em todos os meus pesadelos.

Tinha certeza de que era.

A consciência que se alastrava lentamente, junto do medo que estava gelando minha espinha e fazendo minhas pernas tremerem. Tudo o que me confundia, e me deixava à beira da loucura. Começou de uma forma dolorosa se esclarecer.

Por que era tudo real.

As partes aleatórias que rondavam minha mente, e que eu julgava serem frutos macabros da minha imaginação. Eram pedaços fragmentos do meu passado. Distorcidos por uma memória negativa.

Tudo aquilo tinha realmente acontecido.

A verdade sempre esteve comigo, sempre me perseguiu, mas eu não conseguia reconhece-la, eu não queria aceita-la.

Não tinha forças pra suporta-la.

E no fim, tive que engoli-la como puro fel que é, junto do pedido de socorro, frustrado por uma apunhalada fria.

***

Saber o que tive que fazer, pra sobreviver. Ter reavivadas as lembranças dos momentos que sorri junto de Sofia e de todas as meninas, só pra mais tarde inevitavelmente recordar de como foram suas mortes.

É um castigo do qual eu não sou merecedora.

Não sou uma pessoa fria, não vejo maneiras de lidar com isso.

E sinceramente isso me faz querer, não lembrar. Do por que, nunca voltei pra casa. Da razão para eu agora estar ferida. E de todas as circunstâncias, que me fizeram conhecer eles.

Os garotos que eu espero rever, mas não quero também.

Eu preferia ter vivido, para sempre no escuro. Longe da verdade que se escondia nos meus pesadelos.

Fechei os olhos com força, assim que senti uma ferroada ardida no abdômen. Tentei puxar o ar profundamente, para amenizar a sensação incomoda. Mas não consegui. E como uma reação natural do meu corpo, meu abdômen doeu de novo. Só que mais forte.

Meu rosto está molhado. E o oxigênio parece escasso.

Essa falta de ar, a dor em minha barriga, e as lembranças que me atordoam feito demônios. Estão me deixando na ponta de um precipício sem fim.

Nervosismo, medo.

Sozinha, sozinha, sozinha. Minha mente começou a repetir

“Bipe, Bipe, Bipe” – Soou insistentemente.

A porta se abriu de forma brusca, e uma enfermeira passou correndo por ela. – Reconheci o uniforme, antes de ouvir a voz feminina, me dizer.

− Você vai dormir agora, e vai ficar tudo bem. – Ela mexeu no equipo que estava ligado ao meu braço por uma agulha.

Então meus olhos fecharam pesadamente, e eu não ouvi mais nada.

***

Jimin

− Já faz três dias que a Noona está no hospital. – Junkook suspirou e olhou de um modo perdido para o céu do outro lado da janela.  – Vocês acham que ela vai acordar?

− Eu não sei. – Hoseok respondeu olhando pros próprios pés. – Mas espero ter ela com a gente logo.

− Eu não quero pensar que ela não vá voltar. – Taehyun falou com as costas contra o vidro da sala de prática da Pony Canyon.

Apesar de estarmos todos cansados, depois de 10h de treinamento intensivo. Os semblantes abatidos, não se devem ao esforço físico que fizemos. Mas sim a situação que se encontra a minha dama, a nossa mascote.

Elisa foi ferida, na noite da última sexta-feira. Por algum maluco psicótico, que a polícia ainda não encontrou.

Nos últimos três dias, achamos que realmente iriamos perdê-la. Ela teve uma parada cardíaca dentro da ambulância que a levou para o hospital. E por pouco não morreu na mesa de cirurgia. Devida a uma hemorragia interna.

De alguma forma e com muita sorte Elisa resistiu, mas foi posta em um coma induzido, devido pequenas complicações. O fato é que não há previsão de quando ou como ela irá acordar.

E não temos alternativa a não ser aguardar ansiosos, pelo momento em que ela volte à vida. Da maneira correta, com os olhos brilhantes e o sorriso sincero.

− Eu também quero que Elisa volte.

***

Namjoon

Os Hyung(s) estão lidando com isso de modos distintos. Enquanto Suga se tranca no quarto e escreve versos tristes, ou trata os demais de um jeito arrogante. Jin anda distraído e frequentemente aparece com os olhos vermelhos e cintilantes.

Não dá pra saber qual dos dois está mais abalado, mas dá para entender por que.

Gostar de alguém, com o sentimento tão intenso. Faz de você um ser destrutivo, vulnerável. E eles estão parecendo mais cansados do que o normal. Os dois não têm dormido o suficiente, pois não têm tempo suficiente pra isso.

Enquanto Elisa não acorda. Muitas coisas acontecem em sua volta.

Além do fato de ela ter sido transferida ontem, para o hospital localizado em Shinagawa, o Showa. A casa que ela estava morando, perto do nosso hotel, foi desocupada, pelos agentes do consulado Brasileiro de Tóquio.

O Cônsul que está vendo as possibilidades de Elisa voltar pra casa, assim que ela se recuperar.

Disse pro Yoon, que seria melhor se nós nos afastássemos por definitivo dela. E praticamente proibiu que fizéssemos qualquer visita no hospital, onde está internada. Tudo isso aconteceu, após ele ter devolvido o Iphone que Suga deu de presente pra Elisa.

Não sabemos, se quando ela acordar, seremos avisados. Ou aonde Elisa irá morar a partir do momento que tal coisa acontecer. Só sei que as coisas não estão fazendo sentido.

Eu não entendo, por que Elisa foi ferida daquele jeito. As coisas que Yoon diz. Que Jin diz estão gerando um grande ponto de interrogação na minha cabeça.

Afinal o que eles escondem? O que não podemos saber?

De onde Elisa realmente veio?

Ela esqueceu dois anos de sua vida. Por causa de uma amnésia dissociativa. O tipo de distúrbio que atinge apenas pessoas que passaram por algum tipo de trauma horrendo.

A questão é. Que trauma foi esse?

Não sei se terei respostas. Ainda mais agora, que uma avalanche de coisas está atingindo a gente.

E eu ainda tenho que falar para os garotos, que dentre de uma semana estaremos voltando pra Seoul.

***

Yoongi

Isso tudo é culpa minha.

Se eu não tivesse ignorado as mensagens dela. Se eu tivesse aceitado falar sobre qualquer assunto, que Elisa quisesse discutir.

Ela não teria saído do apartamento naquela noite. Não teria sido descuidada.

E não teria sido ferida.

Eu sabia que havia pessoas atrás dela. Que queriam dar a Elisa o mesmo fim das garotas, encontradas no porto de Yokohama.

Eu tinha registrado em mente que ela não deveria sair sozinha. Ou sequer ficar.

Mas sou um idiota orgulhoso. Que não consigo ver o que está a minha frente. O Cônsul tinha me dito que Elisa corria risco de vida, que deveríamos ficar de olho. Que era nosso dever primordial cuida-la e protegê-la.

Mas o que eu fiz? O que eu fiz?

Nada. Eu tinha que mandar um grande foda-se para o fato de Jin tê-la conquistado. Nós nem deveríamos, estar preocupados com romance.

Esse nunca foi o objetivo.

Arranquei a folha do caderno. Amacei e atirei no lixo.

Fui um grande egoísta.

E agora Elisa está num quarto de hospital. E eu não posso nem fazer uma curta visita. Nenhum de nós pode. Se depender do Cônsul Augusto, jamais a veremos novamente.

Ele está determinado a cortar os laços que criamos com ela.

***

27 de fevereiro de 2016

Jin

− Hyung. Está tudo bem? – Jungkook perguntou, enquanto terminava de arrumar suas coisas dentro da mala.

− Sim. Eu só estou pensando um pouco. – Respondi. Fechando o zíper da minha.

− É sobre ela, não é? – Ele perguntou um pouco relutante.

− É. – Não tenho motivos, que me façam esconder isso. – O destino está sendo cruel com ela. – Demais. – E eu não vou poder estar lá pra Elisa, em nenhum momento. – Olhei Jungkook. − Afinal temos que retornar pra Seoul agora, e acima de tudo nós estamos restringidos de vê-la.

− Eu realmente não entendo. O que esse Cônsul pensa. Por que ele está nos proibindo de vê-la outra vez?

Eu queria poder dizer. Que é por que, não somos capazes de mantê-la em segurança. Que não estamos mais lidando com possibilidades, mas com ameaças reais. Que pessoas perigosas estão atrás de Elisa. E que aquele homem só quer ter as coisas sob seu controle.

Mas não acho que eles devam ficar a par disto. Afinal pra nós acabou agora.

− Todos nós sabíamos que seria temporário. – Falei.

***

4 de março de 2016

Aiko Matsuda

− Senhorita Aiko! – O meu superior Akira Saito me chamou de seu escritório.

Larguei sobre minha mesa, os papéis que estava analisando. E fui até lá.

− Sim chefe. – Falei entrando pela porta da sala, que fica no centro do Departamento Oficial de Policia de Minato.

− Sente-se tenho duas notícias pra você. − Ele falou, balançando a caneta em seu poder, para a cadeira vazia do outro lado de sua mesa bagunçada, com ordens e mandatos de busca e apreensão, e dossiês da Operação Paradise. O foco principal de todo o departamento.

Sentei na cadeira que vive rangendo e esperei para ouvir as novidades que lhe fizeram me chamar.

Ele nem sequer me olhou antes de começar a dizer: − O sangue que estava perto do corpo de Elisa, na noite em que ela foi esfaqueada. – Ele não precisava ter usado este termo. – Não a pertence. – Completou – Pedi então pra Masako Sensei que analisasse a amostra e comparasse com as que existentes no banco de dados genéticos do Japão. – Akira Sensei tomou um pouco de seu café. – E adivinha o que descobrimos Srta. Aiko.

− O que Sensei? – Perguntei já curiosa.

− Que é deste homem. – Ele pegou uma pasta abandonada em cima de sua mesa. E entregou pra mim. Peguei o material feito de papel grosso e pardo, abri, e logo no alto da primeira folha encontrei a foto de um homem fixada com um clips pequeno, junto de uma chuva de informações ao lado. – Seu nome é Kenjiro Kawasaki. – Akira Sensei falou. – Tem 36 anos. Foi preso há 11 anos, pelo crime de extorsão. E é oficialmente integrante da Inagawa-kai.

Sensei.  – Olhei para o chefe Akira, segurando firme a pasta em minhas mãos. – O que está querendo me dizer. É que foi ele que feriu Elisa? – Questionei absorta.

− Com toda certeza.

− E o que vamos fazer então?

− Mandei nosso detetive atrás dele. Se conseguirmos pega-lo. Será um grande passo.

− Sim. – Nós estaríamos mais perto de resolver essa merda. E livrar Elisa de um fardo.

− Bom. – Akira Sensei resmungou, assinou alguns papéis e tomou mais café. – A outra notícia é... Que ela finalmente acordou.

− Elisa? – Perguntei mais feliz do que pretendia transparecer. Mas pelo jeito que meu chefe ainda estava concentrado no trabalho. Acredito que ele não notou.

− Sim. – Ele respondeu. – Augusto San me ligou ontem para avisar. Ela vai passar por uma bateria de exames. E daqui a três dias terá alta. – Suspirei aliviada, não acreditando que Elisa Chan realmente estava de volta. – Quando derem alta pra ela Senhorita Aiko, você deverá busca-la e leva-la até a nova casa que conseguimos alugar.

− Eu sei Sensei.

− Então. Era somente isso. Pode voltar aos seus afazeres.

− Obrigado por contar comigo Akira Sensei. − Disse me curvando, após me levantar pra sair. Meu chefe me olhou, antes que eu caminhasse até a porta de seu escritório.

− Seja uma boa amiga pra ela Srta. Aiko. – Ele falou com sua seriedade habitual. – Agora vocês estarão morando sob o mesmo teto.

− Darei o meu melhor Chefe Akira. – Prometi antes de sair e voltar pra minha própria bagunça, organizada.

***

7 de março de 2016

Elisa

Na segunda-feira, eu acordei me sentindo um pouco melhor. Não estava mais com dores no abdômen. Não precisava de aparelhos pra respirar. E podia comer alimentos sólidos, mas sem gosto algum.

As pessoas que me visitaram durante os dias que fiquei aqui. Foram apenas os médicos. Dra. Simukka, o Sr. Augusto e Aiko.

Eles? Não vieram. Não ligaram. E eu sei que disse que não teria coragem e um caráter digno para encara-los novamente. Mas estou triste, por ter sido abandonada assim.

Eu realmente pensei que erámos amigos, que eu importava nem que fosse um pouquinho. E que Jin gostasse de mim.

Mas acho que me iludi demais.

Cheguei a pensar que tudo que vivi com os meninos, tinha sido um sonho. Mas se fosse, Aiko não estaria aqui, o Cônsul e minha médica também não.

Eu só queria... Queria. Vê-los só mais uma vez.

O Senhor Augusto carrega minha mala. Enquanto Aiko empurra a cadeira de rodas em que eu estou sentada.

− Você vai gostar da nova casa, Elisa. – Ela começa, tentando engatar uma nova conversa. No momento que atravessamos o estacionamento. − É mais espaçosa que o seu antigo apartamento. – Fala sozinha.

Chegamos até o carro, onde com um pouco de dificuldade eu consegui entrar sozinha.

Eu gosto de Aiko. E a considero bastante. Mas não quero conversar agora. Ainda estou tentando digerir meu passado, sem surtar ou coisa parecida.

Ainda estou procurando uma forma para pensar sobre isso sem me ter em lágrimas.

Eu só quero chegar à nova morada, e dormir um pouco numa cama descente. E depois comer algo que tenha sabor.

Só quero deixar meu corpo saudável, pra enfim pensar no que fazer. Daqui pra frente.


Notas Finais


Até a próxima. E obrigado por esperarem.


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