História The explosion - Capítulo 3


Escrita por: ~ e ~laryssabonfim

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Palavras 1.296
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


GENTEKKKKKKKKKKKKKK MIL DESCULPAS!! EU ESQUECI COMPLETAMENTE DE ATUALIZAR A HISTÓRIA SOS!
ME PERDOERM, MESMO!! É QUE EU TO ESCREVENDO OUTRAS HISTÓRIAS, TIPO SEM POSTAR E PÁ, E TO TODA ATOLADA COM A FACULDADE NESSE FIM DE SEMESTRE... ME PERDOEM MESMO.
QUANDO FOR ASSIM, ME PROCUREM, COMENTEM PEDINDO CAPÍTULO NOVO, ATÉ EU APARECER. SE VOCÊS COMENTAREM ME LEMBRANDO, EU POSSO POSTAR ATÉ TODOS OS DIAS, PORQUE JÁ TENHO TODOS OS CAPÍTULOS PRONTOS.
ENFIM, BOA LEITURA!!

Noah é interpretada por Dua Lipa.

Capítulo 3 - Vamos ter que fazer do jeito difícil.


OLIVIA

Já fazia no mínimo dez minutos que eu encarava o pequeno e gasto espelho de moldura vermelha a minha frente. Eu não fazia a menor ideia, mas ao sair da prisão você se arruma em um banheiro separado, onde tem o luxo de se olhar no espelho, no meu caso, talvez a primeira vez em anos.

Quando fui presa, eles cortaram meu cabelo bem curtinho, como faziam com todas as outras para que não tivessem trabalho. Éramos obrigadas a cortar nossas unhas duas vezes por semana, para não correr o risco de enfiarmos em alguém. Éramos literalmente tratadas como animais.

Meu cabelo agora estava um pouco acima dos meus ombros, já que eles cortavam nossos cabelos a cada seis meses, e aquele, era o máximo que meu cabelo havia chegado em todo esse tempo aqui dentro. Agora ele estava solto, caído por cima de meus ombros, e pela primeira vez em dois anos, eu me sentia como eu mesma. Mesmo que aquela não fosse mais minha intenção.

Dei um pulo ao ouvir uma das guardas me chamar do lado de fora, e me olhei uma última vez no espelho.

Eu estava deixando a Olivia para trás. E a Noah também… Ela faria tanta falta.

Respirei fundo e encarei a porta resgatando toda coragem que tinha dentro de mim. Caminhei calmamente e virei a maçaneta, encarando com um sorriso forçado a policial negra e muito bem conservada de no máximo uns trinta e cinco anos. Passei por ela de cabeça baixa e peguei a pequena mala que foi estendida em minha direção.

— Pronta pra recomeçar? — questionou apoiando sua mão no centro de minhas costas enquanto me guiava para onde eu acreditava ser a saída. Apenas assenti, apertando as alças da mala com minhas duas mãos.

Eu estava pronta para recomeçar, só não sabia como.

Quem daria emprego a uma ex presidiária? Estrangeira ainda. Eu não faço a menor ideia. Mas estou pronta pra correr atrás, e tentar pela primeira vez na vida ser feliz, e ter uma vida normal.

Ao passar pelos enormes portões de ferro eu olhei ao redor vendo as ruas vazias. Já era de se esperar. Era início de inverno, estava muito frio e começava a nevar.

A última vez que eu havia olhado um relógio dentro da penitenciária eram por volta das onze da manhã, então, agora talvez fossem duas horas da tarde, no máximo.

Comecei a caminhar pela rua sem atravessá-la. Eu não fazia ideia de para onde estava indo, só tinha certeza que precisava arrumar algum lugar para ficar, ou quando caísse a noite, eu morreria congelada no meio da neve.

Olhei pra trás por cima do ombro um tanto quanto assustada ao ouvir o barulho de um carro começando a parar. Pelo pouco que eu sabia, aquela área não era muito frequentada, ainda mais por alguém que usasse um carro de luxo como aquele.

A janela do carro abaixou revelando um garoto branquinho com o cabelo meio aloirado e a boca em formato de coração, ele parecia ter mais ou menos a minha idade. Ele sorriu abertamente e eu o encarei de cara fechada ainda andando, enquanto quem quer que fosse que estivesse dirigindo acompanhava meus passos com o carro lentamente.

— Olivia? — ele chamou e eu arregalei os olhos começando a apertar o passo. — Ok, parece que vamos ter que fazer do jeito difícil. — ele falou num tom alto, mas não parecia falar comigo.

Eu ia começar a correr quando ouvi uma freada alta e dei de cara com o carro em minha frente. Dei alguns passos pra trás por conta do susto e um garoto alto, forte e extremamente branco abriu a porta do lado do motorista vindo em minha direção. Gritei e dei mais alguns passos pra trás, e quando pensei novamente em correr ele já havia me puxado para trás pelos braços, fazendo com que minha mala caísse no chão.

— Quem são vocês? — gritei desesperada, mas eles se mantiveram em silêncio.

Fui jogada no banco de trás e logo vi minha mala ser colocada ao meu lado. O garoto que falou comigo me empurrou para o lado e sentou-se no banco. Tratou de amarrar minhas mãos com um tecido grosso e colocar uma fita em minha boca.

Eu tentava gritar, espernear e me debater, mas era praticamente impossível naquela situação.

— Ela é muito pequena, nunca diria que seria bravinha desse jeito. — o garoto que estava atrás do volante me olhou pelo retrovisor e sorriu com ar de deboche.

Se eu estivesse com as mãos soltas, com certeza teria mostrado meus dedos do meio pra ele.

Babaca.

Meus pulsos já estavam doendo, e meu corpo extremamente cansado por eu ter ficado me debatendo por tanto tempo. Eu já não aguentava mais, então, resolvi largar o corpo no banco do carro de luxo em que me encontrava.

Assim que percebi que estávamos nos afastando do bairro onde era a penitenciária, ganhei de presente uma venda. Era óbvio que eu não podia saber para onde estavam me levando.

Se esses imbecis acham que vão ganhar algum dinheiro me sequestrando… Coitados!

Meu coração estava batendo tão acelerado que fazia meu peito doer. O medo de ser levada até o cara em quem eu atirei a dois anos atrás tomou conta do meu corpo, fazendo o mesmo estremecer em repulsa e medo.

Mas se fosse realmente ele, talvez fosse bom, aí quem sabe eu não acertasse finalmente sua cabeça.

Fui jogada para fora de meus devaneios quando o garoto “loiro” me puxou para fora do carro tirando a venda do meu rosto. Olhei ao redor e se eu estivesse sem aquela fita em minha boca, ela estaria aberta em choque. Uma mansão branca e de no mínimo três andares estava a minha frente, ao redor só havia árvores e grama, o local parecia ser bem afastado, e era obviamente de luxo. Não haviam casas vizinhas, pelo menos não ao alcance dos meus olhos.

Os dois garotos seguraram meus braços, um de cada lado e me guiaram para onde eu acreditava ser a parte de trás da casa. Me surpreendi ao passar por uma porta que a princípio acreditei ser a de entrada da cozinha ou sei lá, mas era na verdade a porta de um elevador.

— Nós vamos soltar você. Porém, nenhuma palavra. E nem adianta gritar, como você mesma pôde ver, não temos vizinhos pra te socorrer. — o mais forte falou com desdém e puxou a fita de minha boca, me fazendo soltar um gemido de dor.

Trinquei o maxilar e fechei os olhos tentando controlar minha raiva. A minha vontade era de socar a cara dos dois, e de quem quer que fosse que estivesse mandando eles fazerem aquilo comigo.

Minhas mãos foram desatadas, e finalmente, a porta do elevador fora aberta. Franzi o cenho ao ver o corredor apertado, parecia todo de metal. Era mal iluminado e frio. O garoto mais forte passou a minha frente, e o loiro ficou atrás de mim, me guiando com a mão em meu ombro.

Eu olhava para os lados completamente confusa, e no fundo, apavorada. Franzi o cenho ao ver um deles digitando uma senha na única porta daquele corredor, abrindo-a e nos revelando mais um corredor igual aquele, porém, melhor iluminado.

No corredor haviam várias portas, parecia uma espécie de dormitório de máxima proteção ou sei lá. Aquele lugar passava a sensação de que mesmo que caísse um meteoro na Terra, nada que estivesse ali seria atingido.

Mais uma porta fora destrava por senha, e eu fui empurrada pra dentro da mesma com a minha mala. Tentei correr em direção a porta para fugir, mas já era tarde demais. Eles haviam me trancado ali dentro. E agora, a única coisa que eu ainda ouvia eram os passos deles se afastando.


Notas Finais




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