História The Fall - Capítulo 7


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Categorias Chaz Somers, Christian Beadles, Justin Bieber, Lily Collins, Ryan Butler
Personagens Justin Bieber, Lily Collins, Personagens Originais
Tags Ação, Chaz Somers, Christian Beadles, Criminal, Drama, Justin Bieber, Lilly Collins, Revelaçoes, Romance, Ryan Butler
Exibições 82
Palavras 1.793
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


boa leitura e desculpa qualquer erro

Capítulo 7 - Você precisa saber



Point of view: Millie Houston

Abri meus olhos e olhei ao redor, estava escuro eu podia ouvir o canto de alguma coruja lá fora, mas espera aonde eu estava, forcei meus olhos para tentar enxergar, o lugar só era iluminado pela luz da lua que atravessava a grande janela daquele lugar, me levantei lentamente caminhando até ela, de repente uma porta foi aberta e a luz acessa, alguns homens entraram segurando um outro que tinha um capuz na cabeça.

— Olá querida Millie — um deles disseram, provavelmente o chefe de todos ali.

— Quem é você e porquê eu estou aqui. — já sentia minhas pernas bambearem de medo

— Millie, Millie, Millie... — ele parou por um momento, sorriu e continuou - Já te disseram que você faz muitas perguntas? — ele me olhou e em seu olhar havia maldade. — O maior problema do homem é querer buscar a resposta antes que a pergunta seja formulada.

— O que quer dizer?

— Jesus... qual é o seu problema hein? Você se parece muito com ele. — ele apontou para o homem que estava com capuz na cabeça — Tal pai tal filha...

— O quê? — ele tirou o capuz do homem foi quando vi, era meu pai, ele estava todo machucado levei minhas mãos á boca sentindo as lágrimas tomarem conta dos meus olhos.

- Millie eu não fiz nada - meu pai disse

— Essas serão suas últimas palavras? — o tal homem perguntou — ok, papai precisa aprender uma lição, diga adeus Millie

Ele apontou a arma para a cabeça dele e atirou.

— NÃO! — acordei completamente assustada, minhas mãos tremiam levemente, respirei fundo algumas vezes o suor tomava conta do meu corpo, tinha sido um pesadelo, olhei ao redor e vi que não estava em meu quarto, lembrei-me que depois do ocorrido Chris decidiu que seria melhor se eu ficasse na casa deles, olhei no relógio e marcava 5:30 AM, ou seja eu não tinha dormido quase nada, até porque não é fácil ser sequestrada e depois tentar dormir como se nada tivesse acontecido. Senti minha garganta seca, fiquei meio receosa de ir até a cozinha, eu não podia ir até o quarto do Chris e acordar ele só por causa de um copo d'água. Desci da cama, abri a porta do quarto e olhei o corredor, um silêncio absoluto pairava no local, desci as escadas lentamente, quase me perdi na enorme casa mas consegui chegar até a cozinha, abri a geladeira peguei uma jarra de água e procurei por um copo, bebi aquilo em uns dois goles, devolvi a jarra, quando me virei dei de cara com alguém nada agradável, Justin me observava encostado na porta que dava acesso a parte de trás da casa.

— Você... — engoli seco com a mão no peito — me assustou - terminei a frase em um sussuro

— Também não consegue dormir? 

— Não... — era estranho conversar com ele

Ele veio caminhando lentamente até mim, engoli seco enquanto ele se aproximava ainda mais, quando ele parou bem próximo á mim, até pude sentir seus hálito quente com minha testa.

- Posso abrir minha geladeira? — vi que eu estava enconstada na geladeira então rapidamente sai de sua frente, por um momento achei que ele faria outra coisa, não viaja Millie. Ele pegou uma garrafa de água e começou a beber. — Já está quase amanhecendo. — olhei para janela e já podia ver os primeiros sinais do sol.

— Sim... 

— Teve medo? 

Ele estava se referindo ao que tinha acontecido algumas horas atrás.

— Sim, muito

— Pensou que iria morrer?

— Pensei. — ele me analisava, senti meu rosto queimar de vergonha, o sol começava a nascer pude perceber isso quando alguns raios atravessaram a janela e foram diretamente iluminar seu rosto, ele era tão bonito, parecia um anjo, mas seu jeito e suas atitudes não eram.

— Não é defesa pessoal — ele me olhou com o cenho franzido

— Como?

— Chris disse que as armas e esses homens que ficam aqui são para defesa pessoal de vocês mas não é.

Eu não estava racíocinando o que estava dizendo, só se passava pela minha mente tudo o que tem acontecido e talvez eu fosse muito burra, desde do sequestrado isso não saía da minha cabeça, não é defesa pessoal, ele mexiam com algo á mais, eu só não sabia dizer o que, talvez eles vendessem drogas sei lá mas eles não eram pessoas normais, eu era uma pessoa normal, Becca, Lia, meus tios e Tyler, nós somos pessoas normais. Justin me observava em silêncio.

— Meu pai...

— O que tem ele - o olhei rapidamente, não conseguia decifrar seu olhar — Você conhece seu pai? sabe o que ele faz? — ele parecia estar ficando nervoso, seu semblante transbordava maldade.

— Eu...

— HEIN MILLIE, VOCÊ SABE QUEM ELE É? — ele havia se alterado do nada, encolhi meus ombros, os primeiros sinais do medo já apareciam — RESPONDE!

— Policial... — disse em um sussuro, ele gargalhou alto e sua risada era assustadora, havia deboche nela.

Ele se aproximou de mim.

— Meu Deus como deve ser aí dentro do seu cérebro, deve ser um tédio. O que você precisa saber Millie é que seu pai mente pra você, e o mais engraçado é que você acredita em tudo. — ele disse a última frase sorrindo, ele parecia um psicopata.

Eu não sabia o que responder, minha mente se tornou um grande vazio, eu tinha a sensação de estar ficando louca.

— Por culpa dele, o que aconteceu com você ontem é só o começo, talvez te deixem em paz... mas é melhor você também ter uma arma, sabe... só por defesa pessoal.

 Ele deu um sorriso maldoso para mim, eu estava prestes a começar a chorar, como um bebê eu só queria cair no chão abraçar minhas pernas e chorar e tudo por que em meu corpo uma corrente de emoções se formava, eu sentia tudo e ao mesmo tempo nada, senti meu rosto arder e meus olhos se enxerem de lágrimas, Chris entrou na cozinha, olhou para mim e para Justin.

— Millie? — corri até seus braços, eu estava tão confusa e com tanto medo — O que aconteceu? — ele segurou em meus ombros 

— Eu estou com medo Chris — disse em meios ás lágrimas que insistiam em descer

— O que você disse pra ela Justin? 

— O que ela precisa saber. — ele se virou e saiu para parte de trás da casa

— VOCÊ É UM IDIOTA SABIA! — Chris gritou em direção a porta que ele tinha saído. — Não liga pra ele Millie

— Você disse que ele é legal quando quer, eu ainda não vi isso

 — As vezes ele também é um babaca

— você disse que quando ele toca piano ele relaxa, então manda ele tocar bastante.— enxuguei as lágrimas com as costas da mão

Chris riu e logo me apertou contra seu corpo.

— Não vou deixar que nada aconteça com você

— Obrigada Chris. 

O apertei ainda mais, eu só queria me sentir bem, queria que todo aquele medo fosse embora.


Point of view: Justin Bieber

Sentando na grama eu observava o enorme jardim logo a frente, a brisa da manhã batia em meu rosto fazendo eu me sentir leve, fazia tempo que eu não tinha essa sensação.

— Você pegou pesado. — Chris disse parando ao meu lado, continuei olhando para o jardim — Ouviu o que eu disse Justin?

— Sim.

— Você não pode dizer coisas assim pra ela

— Ela já sabe

— Sabe do que

— Da tal defesa pessoal - sorri cínico para ele

Ele se sentou ao meu lado.

— Eu iria contar 

— Olá Millie eu conheço muito bem o mundo da máfia e inclusive estou nele mas mesmo assim quer ser minha amiga? — debochei

— Eu não ia dizer isso

— Iria dizer o que então Chris? — ele ficou em silêncio. — A garota não é muito sortuda, tem um pai corrupto e agora um amigo que não diz a verdade pra ela.

Ele se levantou. — EU SÓ QUERIA TER ALGUÉM DIFERENTE DAS PESSOAS QUE TENHO QUE CONVIVER TODOS OS DIAS TÁ LEGAL 

Foi minha vez de se levantar e perder a paciência.

— SABE QUE DO JEITO QUE NÓS VIVEMOS NÃO DÁ PRA TER ALGUÉM COMO ELA POR PERTO, E VOCÊ SABE QUE PESSOAS COMO ELA NÃO SABEM SE DEFENDER E QUEM NÃO SABE MORRE, PESSOAS ASSIM MORREM CHRISTIAN - respirei fundo tentando me acalmar

— Eu só queria que esse vazio que ela deixou... fosse embora Justin. —  ele me olhou com os olhos marejados

— Eu entendo, ela também deixou em mim... mas você não pode substituir uma pessoa por outra, é um erro fazer isso.

Ele apenas concordava com a cabeça.

— Mas agora Millie precisa de mim, como Caitlin precisava, eu não posso deixar ela ir Justin, não posso

— Faça o que você acha certo. 

Voltei a me sentar na grama

— Uma coisa você não pode negar, Millie lembra muito a Caitlin

— Que eu me lembre já te pedi pra não dizer mais esse nome

— O nome da minha irmã? a garota que você amou?

— CHEGA CHRISTIAN

— Só estou tentando superar.

— E eu tentando não me culpar todos os dias... porque não volta pra dentro e vai cuidar da sua nova amiga ou irmã, sei la, só me deixa ficar sozinho.

— É o que você mais tem feito... ficado sozinho. — ele se virou e saiu.

Ainda sentado eu mantinha meu olhar em direção ao jardim, aquilo fazia eu me sentir mais leve, vivo. Me lembrei que não tinha comido nada ainda mas na verdade eu nem sentia fome, e eu ainda precisava conversar com os garotos sobre o tal leilão. Levantei e fui para dentro de casa, em direção ao piano, comecei a tocar algumas notas aleatórias, aquilo me acalmava, depois de um tempo comecei a tocar uma música que eu mesmo tinha composto, na verdade só comecei mas não terminei, percebi que alguém me observava, olhei em direção ao corredor que ia para a cozinha, Millie estava atrás da parede me observando, quando ela percebeu meu olhar sobre o dela, ela abaixou sua cabeça mas continuou ali.

— Não gosto que me observem tocar.

— Mas você toca bem... — ela parecia envergonhada e com um certo medo

— Sabe tocar?

— Não, nunca tentei. — ela disse se aproximando lentamente como se eu fosse um animal feroz e perigoso.

Ainda tocando, direcionei meu olhar a garota, ela mantinha seu olhar em minhas mãos, apreciando a melodia, pude ver que ela é somente uma menina que não entendia muita coisa, que precisava ser amada que tinha medo de se sentir sozinha, há muito tempo eu não parava para refletir e agora a olhando eu pude fazer isso, talvez meu lado humano ainda estivesse ali, ou não.

— Drew. — Chaz me chamou descendo as escadas. — Não quero te atrapalhar mas precisamos conversar sobre... — ele olhou para Millie. — aquele assunto.

— Eu sei, chame os caras, tô indo pro escritório. — parei de tocar e me levantei indo em direção ao escritório e a deixando lá.



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