História The Fall - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Once Upon a Time
Personagens Emma Swan, Regina Mills (Rainha Malvada)
Tags Jennifer Morrison, Lana Parrilla, Morrilla, Once Upon A Time, Ouat, Swan Queen, Swanqueen, Swen
Exibições 152
Palavras 2.593
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá, olá amores da tia Miriã, tudo bem com vocês? Demorei? Um pouquinho, né? Desculpa mesmo, mas existe uma coisa chamada final de semestre que suga a alma. E ainda tenho outra fanfic e vou reescrever outra nas férias. A atualização pode demorar? Pode sim, mas desculpa a tia, please.

Vamos ao capítulo e até as notas finais.

Minha revisão foi mais inexistente que o true love de Emma com Hook. Então desculpa pelos erros.

Capítulo 5 - Não fale nada, querida.


O mundo ainda continua nas suas atividades normais embaixo daqueles doze andares que Regina tinha na planta dos pés. Contemplar a visão maravilhosa de Belfast estava fazendo a detetive pensar em cada ponto dos casos que estava trabalhando, na sua vida. A forma com que ela compunha sua biografia era de uma singularidade atualmente incompressível pelos outros seres humanos. Mills fecha seus olhos sentindo a brisa ártica que choca-se com sua face, seus cabelos que sempre fora no lugar, agora eram desunidos na atmosfera. Ela volta a abrir os olhos, tinha sua vista tão fixa em algum ponto qualquer da cidade, seus cotovelos e antebraços fixos na barreira que a impedia de mergulhar até sentir o doce chão de cimento. Regina pensava na morte – não na sua, vamos deixar claro –, pensava na vida dessas mulheres que lhe foram arrancadas, perdidas, destruídas. Sua sede para por as mãos em quem comentara tais atos aumentava a cada hora que passava ali. Todos esses pensamentos foram rompidos com o gritante toque do celular.

– Mills.

Seu tom foi mais gélido do que o vento que acariciava seu corpo.

Era Robin que lhe informava de um possível assassinato com as mesmas características dos anteriores. Regina logo mudou seu tom de voz para preocupação. Com seu olhar fixo no celular digitando alguma mensagem ela gira seu corpo indo de encontro a porta de saída, ao levantar sua vista seus músculos são tomado pelo susto. Emma estava parada com suas orbes presas à detetive. A superintendente percorreu com passos firmes o caminho até Emma.

– O que faz aqui?

Perguntou com uma calma que não tinha antes em sua voz.

– Bem, aqui é meu lugar secreto. Agora vejo que não é mais tão secreto.

Emma respondeu, a entonação de sua fala contia uma certa tensão disfarçada.

– Oh, desculpe pela invasão de seu espaço secreto. É um bom lugar para pensar, a vista é linda.

Não existiu ironia em sua frase, algo que Swan estranhou. Existia algo que afligia Regina.

– Aconteceu alguma coisa?

Emma descolou seu corpo da parede dando três passos até ficar mais próxima de Mills, próxima até demais.

– Ainda não sei, vou verificar uma ocorrência agora. Até mais Srta. Swan.

Emma não gostou do jeito que Regina lhe respondera, a loira sentiu a falta de provocação que a detetive tinha sempre nos seus lábios.

Sem esperar alguma resposta a superintendente saiu da presença da patologista. Emma apenas imaginou que aquela forma de tratamento fora por causa da ligação que ela recebeu.

[...]

A detetive chega a cena do crime juntamente com Ruby. Logo ela está completamente vestida com roupas adequadas para entrar na casa. A policial continuou seu trabalho na área externa da casa, o sul de belfast é bem conhecido por ser violento, Lucas não hesitou para chamar reforços.

Ao entrava na casa Regina encontra com um corpo no chão e a jovem que foi atacada em uma maca, logo sua preocupação volta-se para a mulher.

– Como ela está?

Mills questiona o paramédico.

– Muito mal, estamos levando-a as pressas para o hospital.

Ele disse sem parar seu percurso.

A detetive sobre as escadas analisando minuciosamente cada detalhe, a perícia estava no local colhendo as evidências, por sorte alguma amostra de DNA. Ela perde permissão para pegar um cartão que estava na mesinha dentro do quarto da vítima, após receber a concessão, ler o nome no documento. Anne Brawley. Coloca o cartão no mesmo lugar, seus olhos estão concentrados na cama agora, estava toda bagunçada. Regina consegue imaginar toda a cena em sua cabeça, e de alguma forma as imagens criadas em seu cérebro foram projetadas para o local, seus olhos viam tudo bem à sua frente. 

Ao descer as escadas Regina encontra Emma agachada, examinando o cadáver. Seus olhares – como sempre – ficam presos um ao outro por alguns momentos. Tal ato não dura muito, pois Ruby chega.

– O nome dele é Joseph Brawley, tinha 22 anos é o irmão de Anne Brawley.

Lucas proferiu isso e ficou observando a maneira que as duas se olhavam. Era uma tensão, mas não sexual. O momento não permitira isso, mas quem estivesse de fora conseguia ver a intensidade que existia. Contudo Emma volta sua atenção para o cadáver.

– Ele sufocou no próprio sangue, pela consistência não faz muito tempo que as perfurações foram feitas.

Swan disse mais essas palavras para si, do que para qualquer outra pessoa que estava ao redor. Os paramédicos chegaram, recolheram o corpo colocando na maca para levá-lo ao necrotério onde seria analisado com mais calma.

O celular de Regina toca.

Era David Nolan, um dos detetives que trabalhava no caso das mulheres assassinadas, ele informou a Regina que a Srta. Brawley tinha chegado ao hospital quase estabilizada, todavia ainda estava inconsciente. Regina agradeceu contato.

Ruby continua na cena do crime enquanto Emma e Regina foram para o hospital.

A detetive já estava nervosa com tudo que estava acontecendo naquela noite, e no caminho da superintendente surgiu uma médica que não queria autorizar que a perícia forense fizesse os exames na vítima. Regina perdeu totalmente a cabeça, coisa que não aconteceria em anos. Mills falava palavras o tanto quanto rude, por mais que verdadeiras. Emma, que estava ao seu lado, tentava interrompe-la a todo momento, até que chegou a hora que a loira quase gritou pego-a pelo braço levando para um outro local.

– Ei, calma. Agora estamos vagando pelo meu mundo. Não é levantando a voz com a médica que a Senhorita vai consegui o que deseja. Fique aqui, eu falo com ela.

Emma com toda sua habilidade em relacionamentos interpessoal, consegue com que a médica preencha os papéis solicitando que a família da vítima deve conceder os exames forenses. Em poucos minutos a médica entrega autorização para a patologista. Ela apenas mostra o papel para Regina e segue até o quarto onde a jovem continuava desacordada.

Quase uma hora depois Swan termina os exames e a coleta de materiais. Sua cabeça está mais que confusa, parece bem distante da realidade. Bem abalada por toda aquela situação. Tira a roupa de proteção que usava e vai ao encontro de Regina, ela estava pacientemente esperando sentada. A patologia senta ao seu lado sem pronunciar uma palavra sequer. Mills fica analisando ela por um tempo até que pega o café que tinha em suas mãos e oferecer para Swan.

– Como você está, Emma?

Sim o tom de voz da detetive era completamente de preocupação.

– Nesses momentos percebo que tenho duas de mim habitando no meu corpo. Uma é a médica que estuda cadáveres, doenças, que trabalha com a morte naturalmente. A outra é apenas a Emma que sente-se mal por tudo que vem acontecendo com essas mulheres.

Parou por um momento. Respirou fundo e continuou.

– Uma coisa é fazer exame em um corpo morto, outra coisa é fazer com a vítima ainda estando viva. Isso é muito duro. É difícil.

A superintendente processa essas palavras por alguns minutos, procura dentro de si algo que possa confortar a patologia. Uma atitude que lhe estranhava, por mais que se preocupasse com as outras pessoas, oferecer palavras de carinho não era bem sua especialidade.

– Isso se chama dobrar, ter duas faces. Eu também sou assim, Emma. Temos que ser assim, não apenas porque exercemos esse tipo de profissão. Em qualquer lugar você mudar um novo ser. O que somos no ambiente profissional é diferente de quem somos na vida particular.

Swan não disse mais nada, pareceu perder perder-se dentro de tudo que Regina disse. De tudo que ela pensava e sentia. Sem trocar mais nenhuma palavra elas voltaram para departamento. Era quase onze da noite, mas ainda tinha um longo trabalho a se fazer, era crucial essas primeiras horas para alguns exames. Emma desceu em seu andar, Regina seguiu para seu escritório.

[...]

Era madrugada o dia foi corrido e extenso. Emma terminou os laudos iniciais no garoto, porém autópsia completa faria apenas no dia seguinte. Swan não conseguiu esperar até chegar em sua casa, tomou um banho no próprio departamento. Todo aquele cheiro de hospital a estava incomodando, por mais que lhe fosse bem familiar. Hoje tinha um cheiro diferente em suas narinas. Olhou para o relógio quase três da manhã suspirou fundo ao lembrar que as oito da manhã seguinte teria que voltar. Com passos cansados seguiu para o elevador, apertou o botão, aguardou por um momento até que ele chegou. Caminhou para o estacionamento onde ía pegar a sua moto.

Regina estava em um sono profundo, porém não tanto assim, um barulho a fez acordar. Devido a pouca luz que tinha no local e tudo que havia acontecido esses últimos dias, ela logo pegou a sua arma. Viu uma movimentação do lado de fora de sua sala. Sim, Regina estava dormindo dentro de sua sala no departamento de polícia.

– Quem está aí?

Antes de qualquer resposta a sua porta é aberta bruscamente, Regina que estava com a sua arma em punho mira para o ser intruso.

– Regina, não atira! Sou eu, Emma.

Emma falou completamente apavorada ao deparar-se com uma detetive um tanto quanto descabelada, descalça e com uma pistola.

– Ainda bem que sou do tipo que pergunta antes de atirar. O que está fazendo aqui a essa hora, Swan?

Regina pergunta caminhando até a sua mesa colocando a sua arma dentro da primeira gaveta, ela voltou escorou na frente de sua mesa.

– Estava terminando os exames no Sr. Brawley. E por quê você está dormindo aqui? Problemas no hotel?

Ela questionou curiosa.

– Não tem problema no hotel, apenas ficou muito tarde. Teria que voltar daqui a pouco, então resolvi dormir aqui mesmo. E como sabia que ainda estava no departamento?

Regina estranhava essa súbita necessidade de sempre estar explicando-se para Emma.

– Seu carro ainda encontrava-se no estacionamento, pensei ter acontecido alguma coisa. Então subi para saber se tudo estava bem. Pelo visto acabei te acordando. Desculpa por atrapalhar seu sono.

– Você não atrapalhou, querida.

Um frio percorreu por toda a espinha da patologista, ouvir Regina a chamando de querida com aquela voz que já era naturalmente sexy, mas elevou-se em graus devido ao seu recente acordar. Emma estremeceu por completo.

A pouca luz que cobrir as duas vinha do lado de fora, pois a porta estava aberta. Regina percebeu que Emma mudou a sua postura, ficou rígida. A detetive levantou-se e caminhou até ela.

– Você está bem, Swan?

A superintendente a questiona com no seu cenho franzido.

– Si-sim.

Sim, esse foi o momento da morte de Emma, ela estava completamente nervosa e Regina percebeu. Esse nervosismo era só porque estavam as duas numa sala quase escura. Bem próxima a mulher que lhe tentava todos os dias.

– Tem certeza que está bem, menina? Se está, não parece.

– Você me desconcerta, Mills.

– O quê?

– Você. Me. Desconcerta. Mills.

Ela falou pausadamente as palavras como se Regina não fosse a melhor pessoa em interpretação. Sua reação na verdade tinha sido uma pergunta bastante retórica.

– Entendi o que disse, Emma. Apenas não entendi o porquê dizer isso agora.

Regina invadiu o espaço pessoal de Emma, esperou que a loira recuasse, contudo ela continuou imóvel à sua frente. O olhar da detetive alternava entre a boca e os olhos da patologista. A atmosfera pesou em algumas toneladas. A detetive sabia que Emma a desejava, era um sentimento recíproco, e quando a sua mão subiu tocando a pele clara da loira, teve a certeza. Todos os pêlos de Swan arrepiaram. Mills trilhou o caminho da base do pescoço de Swan até seu ombro, um leve roçar das pontas de seus dedos naquela pele macia e pálida que era a da patologista, a mesma tinha os olhos fechados, respiração pesada e quente. O corpo de Emma respondia com grande intensidade aos toques sutis de Regina, suas pálpebras bloqueava sua visão, mas sentiu a mão esquerda da superintendente lentamente tocar seu abdômen, passar pela lateral da cintura e chegar ao destino final, o meio de suas costas. Seu corpo foi guiado gentilmente até o encontro com o da morena, mesmo Regina sendo uns centímetros mais baixa que Emma, ela estava no comando – como sempre. Emma sentiu os seios de Regina colidirem com os seus, Regina tinha o corpo quente, e esse encontro fez com que seus mamilos ficassem rígidos e tão evidente na sua fina camiseta branca. A mão que passeava pela curva do ombro de Swan subiu, a detetive prendeu uma mecha daqueles cabelos loiras atrás da orelha da outra e desceu a mesma mão pelos cachos molhados jogando eles para trás. Regina aproximou seu nariz do local agora exposto, o cheiro doce daquela pele tomou suas narinas, esse breve contato fez a patologista gemer baixinho. Um sorriso ficou desenhado nos lábios de Regina.

Em um fio de voz, Emma quebra o silêncio.

– Eu penso que isso tudo é errado, Srta. Mills.

– Então não pense, Srta. Swan.

Regina lhe respondeu jogado seu hálito quente no lóbulo de Swan. Ela apertou aquele corpo atlético contra o seu mais forte, com sua direita passou a segurar a lateral do rosto de Emma, a detetive passou a observar cada detalhe no rosto da loira, mesmo com a pouca luz que tinha no ambiente, os traços angelicais de Swan enchiam os olhos de Regina. Quando finalmente a patologista abre seus olhos vê os da morena dançando em suas caixas, tinha o olhar docemente sensual, quente, predador. Era dona de uma calma que só Regina Mills possuía. Enquanto o corpo de Swan queimava em desejo, a morena encurtou mais ainda a pequena distancia que existia entre elas, seu polegar desenhou o formato do maxilar da loira até seu queixo. Regina umedece sua boca com a língua, aquela ação foi a morte para mulher que estava em seus braços. Emma suspirou.

– Por favor, deixe-me provar sua boca.

O tom roco da detetive soa como música para a patologista.

– Sim.

A voz de Swan saiu por entre os lábios levando consigo o último resquício de sanidade.

Regina ouviu a resposta mais esperada por ela naquele momento. E sem aguardar mais um segundo sequer, tomou os lábios de Emma. O encontro tão almejado por ambas, um beijo que tinha uma lentidão de mortificar, cada pedacinho dos lábios da patologista foi saboreado com afinco pela detetive, porém ela queria mais. Sua mão foi até a nuca de Swan para intensificar esse encontro. Sua língua foi recebida com tanta gratidão dentro da boca de Emma, a loira tinha o gosto mais saboroso que a superintendente já provou. Swan não era doce apenas nas suas feições, Regina poderia garantir a partir de agora. Existe uma briga silenciosa de quem tinha mais comando sobre o beijo. Nessa altura Emma tinha perdido o receio e suas mãos estavam na cintura da outra, puxando a morena mais para si, como se seus corpos não fosse a maior união já vista. Unificou-se.

Tudo era ritmado, as línguas, os batimentos cardíacos, o mover das cabeças. O beijo tinha virando uma coisa carnal, primitiva. Regina puxava forte o lábio inferior da loira, maltrata sem dó a boca de Swan, e ela não deixava barato, fazia o mesmo com os lábios de Mills. Emma não percebeu que seu corpo movia até choca-se com a parede, nessa hora o beijo cessou. Regina afundou sua cabeça por cima do ombro da loira e ela fez o mesmo. As respirações eram completamente descontroladas, puxavam o ar com tanta força que chegava a doer ao entrar em seus pulmões.

Alguns minutos depois a detetive afasta-se um pouco tomando o olhar de Swan para o seu.

– Reg...

Mills coloca seu indicador nos lábios finos e rosados de Emma, impediu-a de terminar o que seria um protesto.

– Não fale nada, querida.

Elas perderam-se na atmosfera sensual e quente que as próprias criaram. Aquela sala tornou-se minúscula para tamanha experiência. Os toques, os olhares, o beijo. Tudo estava sendo processado e absorvido.Ah, será que as coisas agora mudam?


Notas Finais


FINALMENTE!!! Quero voluntárias para encenar esse beijo comigo. KKKKKKKKKK É brincadeira, ou não...

Meu tt: @reginswan não tenha medo de ir lá, dm's são sempre bem viadas.

Conte tudo nos comentários!

Beijos e até mais! <3


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