História The Falling of an Order - Capítulo 24


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Exibições 16
Palavras 1.304
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Escolar, Esporte, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Não demorei tanto dessa vez, estou empolgada pois estamos próximos ao final, demorei por não saber descrever muito bem luta entre personagens, mas saiu isso ai, espero que não esteja uma bosta :) Boa leitura e até lá em baixo. Bjs.

Capítulo 24 - O que aconteceu?


Então abri meus olhos e tudo parecia diferente, aquele meu desespero desapareceu, e surpreendentemente meu corpo estava leve, ainda sentia dor, mas não era como antes, nada a partir dali seria como antes. A minha vontade era de fazer aquele monstro sofrer com minhas próprias mãos, ele ainda vinha em minha direção vagarosamente, e como se eu tivesse feito isso desde de criança meu corpo pareceu se mover por impulso batendo com a sola do meu amado tênis cano médio no chão, e em obediência, o chão se moveu fazendo-o se desequilibrar e olhar para baixo ainda com as mãos juntas. A pequena elevação que surgiu desaparecia conforme eu elevava a sola do meu tênis, agora ele me olhava e no fundo dos seus olhos eu vi um pouco de medo, o que me fez sorrir mesmo que involuntariamente.

- Não pensou que seria tão fácil, ou pensou? – Perguntei quando com ajuda da terra me levantei ainda que cambaleante, não fazia ideia de onde achei coragem ou de como estava fazendo aquilo, mas toda a adrenalina do momento me movia. Ele fez uma cara de raiva e se moveu para vir em minha direção, movimentei meu pé para o lado e novamente me obedecendo o lugar onde ele estava correu para o lado o fazendo cair por cima do próprio braço, ele prendeu um grito de dor, vi que o peso que estava em sua mão direita caiu sobre o braço esquerdo que imediatamente amoleceu, fui em sua direção, eu estava tomada por toda a raiva e pelo medo que tinha sentindo até aquele momento, imagens de quando jogaram ovos em mim, ou de cada vez que fui humilhada pelo meu jeito de ser vieram à minha mente me deixando ainda mais descontrolada, tudo que eu mais queria era que ele sentisse a dor que sentia por tudo que me aconteceu um dia, ele estava deitado no chão segurando o braço e me xingando de todos os nome possíveis, me aproximei dele e levantei uma das mãos uma das pedras grandes que haviam próximas a beirada da escola seguindo o comando se ergueu vindo lentamente em minha direção, as feições de dor misturadas com o desespero dele em ver a pedra se aproximar cada vez mais fez com que eu acordasse e percebesse o que iria fazer, eu não era um mostro e nem queria ser, minha mão abaixou, e a pedra pesou a centímetros dele.

- O que foi, não vai terminar o serviço? – Ele falou depois de respirar aliviado quando percebeu que a pedra caiu no chão não em cima dele.

- Eu não sou você, eu não sou igual ao meu tio. – Falei me virando de costas e começando a mancar em direção à frente do prédio. Sinto- me puxada para trás novamente, minhas costas pareciam estar sendo partidas ao meio, a dor que me invadiu foi duas vezes pior, eu não conseguia ver nada direito, o ouvi se aproximando e me encolhi apertando meus próprios braços por instinto. O chão tremeu novamente, e eu ouvi um grito que ia ficando cada vez mais longe, mas eu não conseguia abrir os olhos para ver o que acontecia, eu sabia que estava perto da beirada da escola, estava ali esperando por um impacto que não veio, quando consegui abrir meus olhos, não havia ninguém lá, não conseguia se quer respirar direito, e acabei desmaiando.

Acordei o que parecia ser horas depois, lutei para conseguir abrir os olhos, eu estava deitada de buços, tentei me levantar mas a dor em minhas costas me fez cair novamente gemendo, uma luz invadiu o pequeno campo de visão que eu tinha, um ranger de porta quebrou o silencio que ali estava imposto desde que acordei.

- Que bom que acordou. – Uma voz que não me era estranha veio da mesma direção que antes a porta havia sido aberta. – Achei que demoraria mais para acordar, até coloquei o temporizador aqui neste quarto. – Ele falava se aproximando e eu tentava me lembrar de quem era aquela voz. Tentei me levantar para ver o rosto mas novamente cai rendida na cama gemendo de dor. – Não tenta se levantar, a enfermeira já vem aqui para tentar te ajudar, fico feliz que consegui te tirar de lá a tempo.

- O-obrigado. – Foi o que consegui dizer com a voz entrecortada. A porta se abriu novamente e um perfume feminino invadiu o local.

- O que aconteceu? – A voz da enfermeira soou pelo pequeno quarto.

- Um dos capangas do J tentou matar ela, mas ela conseguiu controlar o poder dela. – Ele falou com animação a última parte.

- Ela controlou o poder dela sem nem ao menos ter treinado? – Ela perguntou espantada se aproximando. – Isso deve ter acabado a deixando frágil, por isso tem tantas fraturas. – Ela falou passando uma das mão em minhas costas, me contorci involuntariamente tentando me esquivar do contato. – E onde está o capanga agora? – Após esta pergunta um silencio que me deixou tensa se instalou naquele lugar, como se estivessem receio de falar o que havia acontecido.

- Bom, quando eu cheguei ele estava prestes a matá-la, tentei me aproximar para ajudar mas ela se encolheu e a terra a obedeceu... Enfim, o chão se elevou impulsionando-o para frente, ele acabou caindo pela beirada da escola. – Ele suspirou ao final da frase e então finalmente a minha ficha caiu, eu havia matado alguém.

- Eu não... Eu não queria matar ele, eu não sou como meu tio... Eu... – Tentava falar quase em desespero, eu ainda não acreditava que eu havia tirado a vida de alguém.

- Não fica assim Mar, não foi culpa sua, era você ou ele. – A voz que eu finalmente tinha conseguido identificar como a do Joseph invadiu meus ouvidos de uma forma tranquilizadora.

- Mesmo assim, eu não sou como eles, eu nunca mataria alguém, eu sou um risco, eu não sei me controlar. – Lagrimas já escorriam pelo meu rosto, eu estava com medo de mim mesma, tinha medo do que meu poder poderia fazer, eu poderia acabar machucando alguém.

- É para isso que estamos aqui, vamos te ensinar a controla-lo, e não se culpe pelo que aconteceu, foi apenas uma auto reação, agora se acalme. – A enfermeira falou passando levemente os dedos na minha coluna uma dor indescritível me invadiu me fazendo gritar.

- O que está fazendo com ela. – Na voz de Joseph o desespero estava nítido.

- Ela quebrou alguns ossos, tenho que coloca-los no lugar, eu sei que o quanto doí, mas terá que conseguir suportar, Mar. – Ela falava com a voz firme. – Joseph, aqui tem isolamento sonoro, certo?  -- Ela perguntou e ele fez um barulho nasal demostrando que havia. Ela agarrou minha coluna com mais força, parecia que todos os ossos ali estavam se partindo, eu me contorcia, lagrimas saiam pelo meu rosto incessantemente e eu gritava para que ela parrasse, mesmo sabendo que aquilo era o melhor para mim a dor fazia com que eu procurasse por qualquer coisa que me desse um simples alivio, e então após alguns minutos me debatendo, um estalo foi ouvido, eu cai esgotada e ofegante, em meu rosto a mistura de lagrimas e suor eram visíveis. – Agora você vai dormir, quando acordar vai estar melhor, e então conversaremos, não se preocupe com o tempo, quando se passar uma hora aqui, e como se fosse apenas um segundo para todos da escola, as aulas ainda nem começaram, descanse. – Eu sentia meus olhos pesarem um pouco a cada palavra dita por ela.

- A chave. – Sussurrei lembrando que ela não estava na mão, foi a única coisa que conseguir pensar, parecia muito importante quando o homem misterioso havia me dado, mas mesmo assim, aquela leveza parecia ser maior que eu, fui fechando os olhos até que com um suspiro adormeci.


Notas Finais


E ai? O que acharam? Espero que tenham gostado, até o próximo :)


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