História The fault in our stars - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Girls' Generation
Personagens Taeyeon, Tiffany
Tags Girls' Generation, Taeny, Taeyeon, Tiffany
Exibições 20
Palavras 1.058
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - Capítulo 1



Faltando pouco para eu completar meu décimo sétimo ano de vida, minha mãe resolveu que eu estava deprimida, provavelmente porque quase nunca saía de casa, passava horas na cama, lia o mesmo livro várias vezes, raramente comia e dedicava grande parte do meu abundante tempo livre pensando na morte.
Sempre que você lê um folheto, uma página da internet ou sei lá o que mais sobre câncer, a depressão aparece na lista dos efeitos colaterais. Só que, na verdade, ela não é uma efeito colateral do câncer. É um efeito colateral de se estar morrendo. Mas a mamãe achava que eu precisava de tratamento, então me levou ao meu médico comum, o Jim, que concordou que eu, de fato, estava nadando numa depressão paralisante e totalmente clínica e, portanto, ele ia trocar meus remédios, e além disso, eu teria que frequentar um grupo de apoio uma vez por semana.
O grupo era formado por um elenco rotativo de pessoas com várias questões psicológicas desencadeadas pelos tumores. A razão de o elenco ser rotativo? Efeito colateral de se estar morrendo.
O grupo de apoio era mega deprimente, óbvio. A reunião acontecia toda quarta-feira no porão de uma igreja episcopal - uma construção no formato de cruz com paredes de pedra. Nós nos sentávamos em uma roda bem no meio da cruz : onde os dois pedaços de madeira um dia se cruzaram, onde esteve o coração de Jesus,
Sabia disso porque o Siwon, Líder do grupo de apoio e o único naquela lugar com mais de dezoito anos, falava sobre o coração de Jesus todo raio de reunião, sobre como nós, jovens sobreviventes do câncer, estávamos sentados bem no sagrado coração de Cristo, e tal.
Bem, era assim que acontecia no coração do Senhor : Os seis ou sete ou dez de nós chegávamos lá a pé/de cadeira de rodas, comíamos um pouco daqueles biscoitos velhos com limonada, sentávamos na roda da esperança e ouvíamos o Siwon contar pela milésima vez a história ultra deprimente e super infeliz da sua vida - sobre ter tido câncer nas bolas e acharem que ele ia morrer, mas não morreu, e ali estava, já adulto, no porão da igreja 137 cidade mais linda dos Estados Unidos, divorciado, viciado em videogames, quase sem amigos, levando uma vida sem graça, explorando seu fantástico passado com câncer, ralando para terminar um mestrado que não vai melhorar sua perspectiva de progresso na carreira e esperando, como todos nós. que a espada de Dâmocles traga para ele o alívio do qual escapou por muitos anos atrás, quando o câncer levou seus testículos e lhe deixou algo que só a alma mais generosa podia chamar de vida.
E VOCÊS TAMBÉM PODEM TER ESSA SORTE!
Aí nós apresentávamos : Nome, idade, Diagnóstico. E como estávamos no dia. Meu nome é Tiffany, dizia na minha vez. Dezesseis. Tireoide, originalmente, mas com uma respeitável colônia satélite há muito tempo instalada nos pulmôes. E está tudo bem comigo.
Depois do último da rodada, o Siwon sempre perguntava se alguém queria se abrir. E aí começava a punheta grupal de apoio mútuo : todo mundo falando de lutar, combater, vencer, remitir e examinar. Para não ser injusta com o Siwon, ele nos deixava  falar da morte. A maioria viveria até a idade adulta. Como o Siwon.
A única coisa que salvava no grupo de apoio era uma menina chamada Yoona. uma magrela de rosto comprido, com cabelos loiros, lisos e longo.  E seu problema eram os olhos. Ele teve um tipo inacreditavelmente improvável de câncer ocular. Um olho foi extraído quando ele era pequeno, e agora Yoona usava um par de óculos fundo de garrafa que fazia os olhos parecerem sobrenaturalmente grandes, como se a cabeça inteira fosse basicamente o globo ocular de mentira e o de verdade olhando para você. Pelo que pude entender das raras vez que ele se abriu para o grupo, uma recorrência colocou o olho que resta em perigo mortal.
A Yoona e eu nos comunicávamos quase exclusivamente por meio de suspiros. Cada vez que alguém falava de dietas anticâncer, de cheirar cartilagem de tubarão em pó ou sei lá, ela me olhava e suspirava de leve. Eu balançava a cabeça em um movimento microscópico e dava um suspiro em resposta.
Então o grupo de apoio deu o que tinha que dar r, e depois de algumas semanas eu passei a surtar quando tocavam no assunto. Na verdade, na quarta-feira em que conheci Kim Taeyeon, tinha feito de tudo para me livrar da ida à sessão de grupo enquanto estava sentada no sofá com a mamãe, no meio da terceira parte da maratona de doze horas da temporada anterior de America’s Next Top Model, que, confesso, já tinha visto, mas mesmo assim…
Eu: “Eu me recuso a ir ao Grupo de Apoio.”
Mamãe: “Um dos sintomas da depressão é a falta de interesse em participar de atividades.”
Eu: “Por favor, mãe, deixe eu ficar vendo America’s Next Top Model. Isso é uma atividade.”
Mamãe: “Televisão é passividade.”
Eu: “Pô, mãe, por favor…”
Mamãe: “Hazel, você já é adolescente. Não é mais criancinha. Precisa fazer amigos, sair de casa, viver sua vida.”
Eu: “Se você quer que eu aja como adolescente, não me mande para o Grupo de Apoio. Compre uma carteira de identidade falsa para mim e aí eu vou sair à noite, beber vodca e tomar baseado.”
Mamãe: “Para início de conversa, não se toma baseado.”
Eu: “Viu? Esse é o tipo de coisa que eu saberia se você comprasse uma carteira de identidade falsa para mim.”
Mamãe: “Você vai para o Grupo de Apoio.”
Eu: “SAAAAAAACO.”
Mamãe: “Tiffany, você merece uma vida.”
Aquilo me fez calar a boca, mesmo não tendo conseguido entender o que a ida ao Grupo de Apoio tinha a ver com a definição de vida. De qualquer jeito, concordei em ir — depois de negociar o direito de gravar o episódio e meio do ANTM que eu ia perder. Ia ao Grupo de Apoio pelo mesmo motivo que uma vez deixei enfermeiras com um ano e meio de faculdade me envenenarem com substâncias químicas de nomes exóticos: queria fazer meus pais felizes. Só tem uma coisa pior nesse mundo que bater as botas aos dezesseis anos por causa de um câncer: ter um filho que bate as botas por causa de um câncer.
 



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