História The Fault In Our Stars ( JIKOOK ) - Capítulo 7


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Categorias A Culpa É Das Estrelas, Bangtan Boys (BTS)
Personagens Augustus Waters, Hazel Grace Lancaster, J-hope, Jimin, Jin, Jungkook
Tags A Culpa É Das Estrelas, Bts, Jikook, Jimin, Jungkook, Kpop
Exibições 43
Palavras 1.148
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 7 - Capítulo 6


Fanfic / Fanfiction The Fault In Our Stars ( JIKOOK ) - Capítulo 7 - Capítulo 6

Jungkook dirigia muito mal. Tanto na freada quanto na arrancada, dava sempre um TRANCO enorme. Eu voava de encontro ao cinto de segurança da caminhonete Toyota toda vez que ele freava, e meu pescoço chicoteava pra trás quando o pé ia para o acelerador. Eu deveria estar nervosa-- sentada no carro de um estranho, indo para a casa dele, perfeitamente ciente do fato que meus pulmões de araque iriam dificultar quaisquer esforços para evitar avanços indesejados--, mas ele dirigia tão mal que eu não conseguia pensar em outra coisa.

Tínhamos percorrido quase uns dois quilômetros em silêncio, ouvindo só os barulhos do carro, quando o Jungkook disse :

  - Fui reprovado três vezes no teste de direção.

  - Não diga.

Ele riu e balançou a cabeça.

  - É que eu não consigo sentir nada com a boa e velha prótese aqui, e não me acustumo a dirigir com o pé esquerdo. Meus médicos disseram que a maioria dos amputados conseguem dirigir sem problemas, mais...bem. Não é meu caso. Aí eu cheguei para meu quarto teste de direção e rolou mais ou menos como agora.-- Quase um quilômetro à frente o sinal ficou vermelho. Jungkooo pisou fundo no freio, me atirando num braço triangular com o cinto de segurança. --- Foi mal. Juro por Deus que estou tentando fazer tudo devagar. Mas, aí , no fim do teste , eu estava certo que iria ser reprovado como todas as vezes, e o instrutor disse : " Seu jeito de dirigir é incômodo , mas não é arriscado , tecnicamente falando. "

  - Não sei se concordo com ele - falei- Acho que foi mais um caso de "privilégios do câncer ".

Os " privilégios do câncer" são pequenas coisas que as crianças  com a doença recebem e as saudáveis , não : bolas de basquete autografadas por ídolos do esporte , perdão pelo atraso na entrega do dever de casa , carteiras de motorista não merecidas etc.

  - É .- ele disse

O sinal ficou verde . Segurei firme no banco . Jungkook meteu o pé no acelerador.

  - Você sabe qie existem controles  manuais para pessoas que não podem dirigir usando os pedais?- perguntei.

  - Sei . - ele respondeu- Quem sabe algum dia?

E suspirou de um jeito que me fez pensar se ele achava que esse 'algum dia' iria chegar.Eu sabia que o osteossarcoma tinha uma probabilidade de cura muito grande, mas, mesmo assim....

Existem várias maneiras de estabelecer a expectativa de vida aproximada de alguém sem perguntar isso diretamente. Eu fui pela mais tradicional.

  - Então , você estuda?

Normalmente seus pais tiram você da escola quando já estão esperando que bata as botas.

  - Estudo - ele respondeu.- Mais estou atrasado um ano , dei uma parada no segundo . E você ?

Pensei em mentir . Afinal de contas , ninguém se interessa por um cadáver ambulante. Mais acabei dizendo a verdade.

  - Não. Meus pais me tiraram da escola há três anos.

  - Três anos? - ele perguntou, boqueaberto.

Contei á Jungkook a versão resumida do meu milagre: diagnosticado com câncer de tireoide em estágio IV aos treze anos. ( Não contei que o diagnóstico veio três meses depois da minha primeira ' puberdade' ) E , foi oque nos disseram, era incurável .

Passei por uma cirurgia chamada 'dissecação radical do pescoço, tão desagradável quanto o nome. Depois , radioterapia. Aí tentaram quimioterapia para os tumores do pulmão , que diminuíram num primeiro momento, mas cresceram de novo. Nessa época eu já tinha quatorze anos. Meus pulmões começaram a se encher de líquido. Basicamente ,  eu parecia um morto-vivo -- as mãos e os pés inchados como balões, a pele rachada , os lábios sempre roxos. Existe um remédio que faz você não ficar totalmente apavorado pelo fato de não conseguir respirar , e eu tinha uma grande quantidade dele fluindo dentro de mim  por um cateter central inserido perifericamente -- PICC, para os íntimos -- e mais de uma dezena de outros medicamentos. Mesmo assim, a sensação de afogamento é meio desagradável , principalmente quando dura vários meses. Por fim , acabei  na UTI com pineumonia, e minha Omma se ajoelhou ao lado do meu leito e perguntou : " Você está pronto, querido? " Eu respondi que estava , e meu pai ficava repetindo  que me amava com aquela voz embargada de sempre, e eu dizia que o amava também, e todo mundo de mãos dadas, eu sem conseguir respirar ,meus pulmões funcionando no desespero, sem fôlego , me forçando a me ajeitar para tentar achar uma posição que permitisse que o ar entrasse, eu constrangido pelo desespero dos meus pulmões, passado por eles não desistirem, simplismente, e me lembro da minha Omma dizendo que estava tudo bem , que eu estava bem , que eu ficaria bem , e do meu pai fazendo um esforço tão grande para não chorar que , quando caía no choro, o que acontecia com frequência, parecia um terremoto. E me lembro de não querer ficar acordado.

Todo mundo achou que aquele fosse meu fim , mais minha médica do câncer, Maria, conseguiu  drenar um pouco do líquido dos pulmões e logo depois , os antibióticos que eu tomava para tratar a pneumonia começaram a fazer efeito.

Acordei e logo entrei num daqueles testes clínicos com remédios experimentais que são famosos por 'não funcionarem. A droga se chamava Falanxifor, uma tal de molécula projetada para grudar nas células cancerosas e diminuir a velocidade de multiplicação delas.  Não funcionavam em mais ou menos setenta por cento das pessoas. Mas funcionou em mim . Os tumores reduziram de tamanho.
E continuaram reduzidos.Viva o Falanxifor!! Nos últimos dezoito meses minhas metátases quase não aumentaram , deixando para mim pulmões que são péssimos, mas que poderiam, a princípio, continuar funcionando indefinidamente no sacrifício com o auxílio da chuvinha de oxigênio e de doses diárias de Flanxifor.
Devo confessar que a história de milagre de meu câncer só resultou em um pequeni ganho de tempo. (Eu só não sabia ainda quão pequeno)
Mas, enquanto contava tudo a Jungkook , pintei o quadro mais otimista possível, ressaltando a miraculosidade do milagre.

  - Enão você pecisa voltar a estudar-ele disse.

  - Na verdade,não dá - expliquei.- porque já peguei meu certificado de conclusão do ensino médio. Por isso tenho assistido as aulas no MCC-que é a faculdade comunitária da cidade.

  - Uma universitária. -ele disse balançando a cabeça.- Isso explica a aura de sostificação.
 
Ele abriu um sorriso afetado. Dei um empurrão no seu braço, de brincadeira. E pude sentir o músculo logo abaixo da pele, todo contraído e incrível.

Fizemos uma curva cantando pneu e entramos em um loteamento com muro emboçado de dois metros e meio de altura. A casa dele era a primeira á esquerda. Estilo colonial, dois andares. Paramos, com um tranco, na entrada de carros.


Notas Finais


O que acharam?


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