História The fault of the life - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Life Is Strange
Personagens Chloe Price, Frank Bowers, Kate Marsh, Mark Jefferson, Maxine Caulfield, Rachel Amber, Samuel Taylor
Tags Aculpaedasestrelas, Lifeisstrange, Pricefield
Exibições 44
Palavras 1.356
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Yuri

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Voltei!
Demorei muito eu sei, mas eu tentei, fiquei mal e passei mal algumas vezes mas hoje consegui acabar.

Vou tentar não demorar pra postar o cap 5, então, boa leitura para você que leu isso ^-^

Capítulo 4 - Capítulo 4


  A punk tinha se calado, apenas o som do motor e a música do rádio preenchiam o interior daquela caminhonete. Respirei fundo algumas vezes. Ela só batucava os dedos no volante, enquanto eu tentava fazer minha cabeça se convencer que, eu tinha iniciado uma amizade. Eu quase nunca saía de casa, era de casa pro curso, e ainda assim não tinha feito amigos. Em Blackwell, a única "amizade" que tinha feito fora com Kate, uma garota tão tímida quanto eu, que também cursava fotografia e tocava maravilhosamente bem seu violino. Eu e ela não trocávamos muitas palavras, só fazíamos trabalhos juntas conversando apenas sobre os mesmos. Então não posso dizer que somos amigas.

Me pergunto o que a punk ao meu lado viu de interessante em mim. Sou apenas uma garota que cursa fotografia, usa roupas sem graça e que tem câncer. Já ela era estilosa, devia ouvir músicas "maneiras" e ter amigos legais. O que duas garotas totalmente diferentes teriam em comum para conversar?

- Hey Mad Max, chegamos! - ela tinha estacionado sua caminhonete em frente à uma casa pintada de azul claro, que parecia não ter sido retocada a certo tempo.

Retirei meu cinto e saí tirando meu carrinho do carro seguindo Chloe até a porta que a mesma abriu me esperando para entrar também. Na entrada se via uma escada que levava ao andar de cima, uma porta que parecia levar a garagem ao lado, e um pequeno corredor que no fim se dava pra ver uma porta de vidro para o quintal.

- Vai subir ou vai ficar admirando minha casa por mais um tempo? - diz Chloe na metade da escada.

- Oh, desculpe. - ter ficado parada olhando para a casa dela feito uma boba não deve ter sido muito legal. Ela só riu.

- Vem, sobe aqui. - Antes de ir ela vira - Quer ajuda com o cilindro?

  Neguei subindo a curta escada e entrei no quarto da Chloe. Era a cara dela, cheio de pôsteres de banda nas paredes, assim como algumas pichações, cinzeiros cheios, uma escrivaninha cheia de tralha, em sua janela tinha uma bandeira desgastada dos Estados unidos e sua lixeira estava com papéis que notei ser mais multas da motorista prodígio.

- Pela sua cara não foi muito com meu quarto. - Diz ela deitando em sua cama.

- Não é isso. - Ela arqueia uma sobrancelha me olhando. - Até que combina com você.

- Vou levar isso como elogio. - Ri.

- Hum, então?

- Ah! - ela levantou da cama e tirou debaixo dela uma caixa vermelha. - Tenho alguns filmes aqui, dá uma olhada.

- Ok. - Peguei a caixa, era meio pesada, tinha muitos filmes mesmo. Tinha de ação, terror/horror, comédia, e aventura. - Esse!

- Qual? - lhe entreguei o filme - Aventuras de pirata?

- Sim! - Meus olhos deveriam estar brilhando agora, isso me trazia uma certa nostalgia de quando meu pai me levava pra pegar doces no dia das bruxas, sempre me fantasiava de pirata, além de assistir vários filmes assim com meu pai junto também. Era assim sempre até descobrirem meu câncer.

*Flashback*

  Foi numa tarde de verão, meses depois da minha primeira menstruação que fui diagnosticada. Parecia que a vida me dizia "Você já é mulher, agora morra!". Me levaram as pressas para a emergência, onde fiquei por um tempo cheia de tubos para que as máquinas retirassem toda a água dos meus pulmões. Até que um dia eu comecei a me deixar levar, fechando os olhos enquanto minha mãe lamentava "Eu não vou ser mais mãe" e me mandava descansar, meu pai só chorava abraçando minha mãe.

  Eu estava de cara com a morte quando minha médica conseguiu retirar a água dos meus pulmões, e me fez passar por um teste com uma droga experimental que funcionou em mim, por um milagre. Essa droga vai conseguir fazer meus pulmões de araque "funcionarem" por mais uns anos.

  Depois de ter conseguido esse maldito câncer eu não pude mais fazer nada que as outras crianças normais faziam. Não podia correr, pular ou subir escadas sem quase ter um ataque por falta de ar. Meu pai ficou muito ocupado com as coisas do hospital, afinal, era um dos principais médicos do hospital psiquiátrico que eu tinha ficado internada, e com isso nunca saíamos nas noites de Halloween.

  A partir daí não me veio mais a vontade de sair na rua ou para qualquer outro lugar, fotografar as vezes e ler o dia todo se tornaram os meus principais passatempos.

  *Fim do flashback*

  Saí de meus pensamentos ao notar Chloe na minha frente tentando chamar minha atenção me chamando pelo nome e estalando os dedos na minha frente.

- Oi? Terra chamando Max!

- Desculpa, acabei me distraindo - Ela da um risinho.

- Mas você está bem? - assenti - Ótimo, agora vamos descer, mamãe só me deixa assistir lá em baixo. - ela já estava com o filme que escolhi em mãos.

  Desci com ela e fui até a sala de estar, sentei num sofá até que velhinho mas ainda confortável, e esperei Chloe por o filme. Enquanto o filme começava a garota de cabelos azuis falou que ia fazer pipoca, e eu fiquei olhando para a estante que havia ali no cômodo, tinha algumas fotos, em todas havia uma garota de cabelos longos e compridos, parecia com a Chloe.

- O que achou das fotos? - Chloe já havia voltado com a pipoca me assustando com a pergunta inesperada.

- A garota das fotos é muito bonita, e fofa também. - ela ri. - O que foi?

- Aquela sou eu com 14 anos. - eu devia estar com uma cara de supresa agora. As pessoas mudam, e mudanças são boas, mas ela mudou totalmente. - Não precisa fazer essa carinha de surpresa, me faz pensar que não gosta do meu estilo.

- Não é isso, apenas fiquei surpresa com o quanto que mudou. Mas gosto do seu estilo. - falo meio envergonhada.

- Você é uma fofa, Caulfield. Só olha pra TV, porque o filme já começou.

  O filme pirata havia começado, prestei atenção no que passava na tela da televisão. Chloe me ofereceu pipoca, e nos enchemos até ela acabar, que foi bem antes do filme chegar na metade. A punk ria do filme algumas vezes, e confesso que na maior parte do tempo o protagonista é muito palhaço para um capitão conhecido por todos os sete mares.

  Pelo que Chloe tinha dito o filme estava perto de acabar, e a porta da casa foi aberta e uma voz feminina preencheu o cômodo sendo seguida por outra, dessa vez masculina.

- Chloe, o que está fazendo filha? - uma mulher alta com feições pouco marcadas, com um uniforme de garçonete fala se aproximando do sofá. - Ah, amiga nova?

- Eh, mãe. Essa é a Max. E Max essa é a Joyce, minha mãe.

- Muito prazer senhora Price. - sorrio para a mulher próxima de nós duas.

- O prazer é meu, querida - ela sorri e se vira - E esse é o David, meu marido, padrasto da Chloe.

O homem vestido de segurança apenas assente e sai resmungando algo que não consegui entender por ele já estar subindo as escadas. Joyce nega com a cabeça e antes de ir a cozinha me diz:

- Ah, Max. Antes de ir fique para o jantar, faço questão que fique, você parece ser uma boa menina. - a simpática senhora começa a olhar para o cilindro ao lado do sofá - Você usa?

- Infelizmente sim, tenho tireóide.

- Ela é do grupo de apoio, que aliás é muito chato, não é Mad Max?

- Muito.

  Tanto eu, Chloe e Joyce rimos.

- Melhor eu ir fazer o jantar, bom filme meninas.

  A mãe da Chloe era tão simpática quanto ela, comecei a gostar delas, mas reparei que a punk girl parecia não gostar nada do padrasto. O que será que aconteceu com o pai da Chloe?


Notas Finais


Os erros que encontrarem me digam que irei corrigir, aceito qualquer sugestão, crítica ou conselho.

Até a próxima!


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