História The Feeler - Capítulo 34


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Categorias Originais
Tags Badapple Poesias Feeler
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NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Poesias, Romance e Novela

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 34 - Dama das Sombras


Dama das Sombras

És sutil sua elegância quando caminha através das noites,

Nos becos, vielas e corredores onde a luz se esconde.

Quem é essa atraída por bebidas e cigarros?

Mas que sabe o momento exato de dar adeus,

Aos débeis lacaios que caem em encantos teus.

Sim, uma silhueta dançante de sedução e drama...

De carícias e piadas sujas sob os lençóis da cama.

É ela, meus senhores,

A Dama das Sombras.

 

Uma carta diferente nos baralhos de pôquer,

Jogado nos botecos ao sereno vento emanado da foice,

Que dilacera as cabeças de seus amantes.

A garota que escondida sob um manto de escuridão,

Dá voz em bares a sua lenta canção,

De armação, sujeição, adoração.

Os bêbados desamados caem diante seus pés...

Como se servissem ao que tua voz lhes canta,

Com doce abrando em suas cordas vocais,

Como um barítono de Jazz clássico.

 

A mulher que só vive a noite,

E que de seu dia revela mistério...

Assim como o de sua história,

Ou de sua face que a própria lua inveja...

Uma Dama que faz seu salto alto ecoar,

Em cada alameda suja de estradas vazias...

Com seu batom azul da meia-noite,

E seus olhos enevoados de magia.

 

És uma lenda nas cantigas de homens...

Que sequer tiveram a oportunidade,

De te ver desfilar e cantar aquela sua doce música...

Encantada como o canto das sereias mais mortais,

Entoada com o timbre mais frígido,

Que a lâmina afiada do capataz pôde cortar...

 

Eis uma Dama, desenhada para viver nas sombras,

Que esconde quem verdadeiramente és.

Que se mistura à noite da cabeça aos pés.

Que conhece a natureza da sorte e do viés.

O caminho das bebidas e cigarros ainda a leva,

Em uma trilha que pela manhã se perde na adega.

 

Pois ela é a Dama das Sombras,

E é para lá que ela volta...

Como a última carta de pôquer,

Pendurada na porta,

Do bar na qual ela sempre retorna.

~Gabriel.



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