História The Fight - Capítulo 18


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fifth Harmony
Personagens Camila Cabello, Lauren Jauregui
Tags Camren, Camren G!p, Camreng!p, Lauren G!p
Exibições 1.248
Palavras 3.910
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Luta, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Intersexualidade (G!P), Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Nem demorei, gente. Não precisam me apedrejar.

Desculpem qualquer erro.

Capítulo 18 - A hard day's night


Camila on

O choro alto e agudo invadiu meus ouvidos de uma vez, fazendo-me acordar atordoada. Abri meus olhos somente para bufar frustrada ao olhar para o relógio da cabeceira: exatas quatro horas da madrugada. Deixei que minhas pálpebras fechassem-se novamente, dormindo durante dez segundos, antes de sentir os dedos dos pés gélidos de Lauren cutucar minha perna, num pedido mudo para que eu levantasse e desse um jeito no pequeno chorão.

Com muito custo, consegui jogar as cobertas para longe e içar meu corpo para sentar-me na cama. Olhei mais uma vez para a mulher ao meu lado, que dormia com as sobrancelhas franzidas - provavelmente irritada com o barulho. Levantei e me pus a marchar para fora do quarto, não sem antes dar uma última olhada para o colchão fofinho e às cobertas quentes que pareciam gritar por mim.

Enquanto caminhava para o quarto de Ethan, e lembrava das outras três vezes que ele resolveu acordar somente nesta madrugada, concluí que aquele pequeno alto-falante de choro seria meu único filho. A dependência e responsabilidade que uma criança - principalmente recém-nascidos - exigia era demais para um ser totalmente desprevenido como eu. A experiência - de longas quatro semanas - de alimentar, trocar fraldas, cuidar do banho, ter que decifrar o significado de cada choro estava sendo horrível, contudo, uma só estava de bom tamanho para mim.

O cheirinho fraco e gostoso de bebê invadiu minhas narinas no momento em que meu corpo parou em frente a porta branca com letras garrafais em vermelho fosco; assim como o choro se tornou mais alto. Cerrei os olhos e respirei fundo antes de abrir a porta, sabendo que o barulho se tornaria ainda mais chato. 

Ethan barulhento Vause parecia impaciente em seu berço enquanto acordava todos os moradores da casa - quiçá da rua - com seus berros. Seus bracinhos e perninhas estavam agitados e o cabelo castanho claro, quase num tom louro escuro, totalmente bagunçado. O menino parecia querer devorar a mão, babando-a toda.

- Shii, garotinho. - estiquei-me por cima das grades de madeira, pegando-o no colo. - Mamãe já está aqui. - acariciei seu cabelo de forma desajeitada, calando-o.

Caminhei com ele em meus braços para a poltrona, acomodando-o melhor em meu colo. Desfiz o nó da camisola - que graças a Lauren tornara tudo mais rápido - e o posicionei próximo à meu peito. Segurei sua nuca e esperei que Ethan abocanhasse meu mamilo e boa parte da aureola. Ele sugava com força e avidez, como se estivesse há dias sem alimentação. 

Senti sua mãozinha segurar meu dedo indicador e a acariciei, levando-a ao meu nariz, cheirando-a. Seus olhos cinzas encaravam-me, como se ele fosse realmente capaz de identificar cada detalhe do meu rosto. Balancei a cabeça para o lado e seus olhos acompanharam meu movimento, prendendo-se nos meus.

Ethan, sem modéstia alguma, era extremamente lindo. A pele excessivamente alva como a de Lauren, os olhos cinzas - que provavelmente seriam claros como os de Lauren, o cabelo claro num tom mais claro, assim como os de Lauren quando criança; resumindo, Ethan é uma miniatura de Lauren. Salvo seu nariz pequeno e empinado, que era absolutamente parecido com o meu.

- O que você acha de ir dormir, branquelo? - sussurrei com divertimento para ele, que continuava mamando sem dar qualquer importância para as coisas a sua volta. - Não? - mesmo sem resposta, resolvi fazer a única coisa que o adormeceria. - Cantarei para você, então. - balancei sua mão, prendendo-a entre meus dedos.

Pigarreei antes de cantarolar baixinho para ele. Ethan pareceu gostar da escolha da música, já que seus olhos grudaram em mim novamente. Nas últimas estrofes da melodia, seus olhos já fechavam-se sozinhos, apesar de ser visível sua luta interna para se manter acordado.

- Achei que não fosse possível amar ainda mais você... - uma voz rouca e sonolenta deixou a frase incompleta, num tom suave, assustando-me.

Levantei meus olhos no mesmo segundo, encontrando Lauren escorada na soleira da porta. Os braços definidos estavam cruzados sobre seu peito quase totalmente descoberto, e seu sorriso lindamente lindo demonstrando sinceridade, confirmando sua frase anterior; seus olhos emanavam encantamento, amor. Senti minhas bochechas esquentarem e deveria estar corando, já que Lauren ria de onde estava.

- Ajude-me aqui. - chamei-a baixinho, depois de me recuperar da vergonha momentânea.

- Dê-me este moleque gordo. - Laur pediu, tirando Ethan de meus braços.

O cuidado e medo com o que Lauren segurava o filho era engraçado; ela parecia segurar alguma obra rara e frágil. Apesar de ser obrigada a segurar ele todo dia, ela ainda se sente desconfortável e insegura.

- Sempre acho que ele quebrará. - Laur comentou, depois de o colocar no berço.

- Sério? Você nunca deixou seu medo transparecer. - debochei, ajeitando a camisola.

- Você sabe, seus peitos são mais bonitos a mostra. - a morena comentou, lançando-me um sorriso malicioso.

- Cale a boca. - devolvi o sorriso, chamando-a com o dedo.

Lauren caminhou imponente para perto de mim, sem deixar que o sorriso ridículo - lindo - saísse de seus lábios. Ergui meus braços e ela me abraçou, acomodando-se por ali e enterrando a cabeça entre meu pescoço e ombro.

- Hm... Seu cheiro está nojento. - Laur comentou, passando o nariz por meu colo. - Leite materno é muito fedorento.

- Que elogio maravilhoso. - zombei, batendo em sua nuca. - Vamos dormir? - tentei levantar, mas seu corpo me impediu de fazer isso.

- Vamos fazer outra coisa? - seus lábios substituíram seu nariz, beijando a parte superior dos meus peitos.

- Que tipo de coisa, hm? - gemi baixinho, sentindo sua língua passear por meu queixo.

- Vamos foder. - e, mais uma vez em sua vida, com sua voz rouca e sexy, Lauren foi direto ao ponto. - Vamos foder como não fazemos há meses.

- Laur... - tentei alertá-la, antes de ser calada por sua boca.

Sua língua ávida e ágil invadiu minha boca sem qualquer aviso, esfregando-se na parte de cima. Enfiei minhas duas mãos em seu cabelo bagunçado, puxando-os. Lauren pareceu gostar daquilo, gemendo baixinho com a língua ainda dentro de minha boca. Senti sua mão subindo pela parte interna de minha coxa, tocando minha intimidade.

- Lauren... - desci meus lábios para seu queixo, o mordendo. - Não posso.

- Claro que pode. - ela gemeu baixo quando passei a língua por seu pescoço. - Vamos?

Antes que pudesse negar mais uma vez, suas mãos - de alguma forma sobrenatural - se meteram entre minhas pernas e a poltrona, içando-me. Pega de surpresa, enlacei minhas pernas em sua cintura - com cuidado, deixando-a me carregar para onde quer que ela quisesse. Seus lábios se apossaram novamente dos meus, beijando-me com volúpia. Senti suas pernas se movendo, levando-me consigo; minhas costas bateram contra a madeira da porta, fazendo-me gemer em surpresa.

- Camila... - a maldita gemeu em meu ouvido, enquanto corria suas mãos por minha bunda.

Apesar de saber que não poderíamos fazer nada enquanto eu estivesse no puerpério, as mãos e lábios de Lauren sobre meu corpo estavam me levando a loucura. Enlacei meus dedos em seu cabelo, puxando sua cabeça e fazendo-a olhar para mim. Seu rosto denunciaria fácil sua excitação. Seus lindos olhos estavam como há tempos eu não via: incendiando de desejo. Seu lábio inferior estava preso entre os dentes, mostrando sua impaciência e prazer; as bochechas estavam rosadas, e seu cabelo bagunçado.

- Você é linda. -  Lauren, que também parecia me analisar, elogiou, me desprendeu dos pensamentos.

- Odeio você. - pus meus braços em seus ombros, os enlaçando em seu pescoço.

Colei nossos lábios mais uma vez, desta vez com carinho, com amor. Era incrível como nossas bocas pareciam se encaixar, sempre. Senti sua língua encostar em meu lábio, pedindo passagem para bisbilhotar por ali. Entreabri minha boca, chupando sua língua assim que senti-a roçar na minha. E o beijo que era para ser calmo, já havia pegado fogo mais uma vez.

Desci de seu colo e girei nossos corpos, invertendo nossas posições. Agora eu estava no comando, e Lauren pareceu gostar daquilo. Passei a pontinha dos dedos por seu abdome, arranhando-o; continuei meu trajeto até chegar em sua calça moletom, encontrando o enorme volume por ali.

- Hm... esperava por algo? - comentei, ao puxar o cós de sua calça e perceber que ela não usava cueca.

- A esperança é a última que morre. - Laur riu, enfiando minha mão por ali.

Fechei minha mão em seu comprimento, deixando que ela guiasse meus movimentos.  Seus dedos se fecharam sobre os meus e movimentram-se para cima, puxando-se para baixo segundos depois. Lauren revirou os olhos, antes de fechá-los, deixando que gemidos roucos escapassem por sua garganta.

- Merda. - sua mão acelerou sobre a minha, fazendo-me ir mais rápido. - Isso est... - sua frase foi interrompida por um gritinho infantil agudo. - Estava muito bom. - a morena bufou, realmente frustrada.

- Desculpe. - mordi o lábio para segurar a risada devido a sua expressão derrotada.

- Isso, Camila, ri. - ela resmungou, enrugando as sobrancelhas com raiva. - Vou para o quarto.

- Não. Me espere. - pus a mão em seu peito, ficando nas pontas dos pés para depositar um selinho rápido em seus lábios. - Eu amo você. - sussurrei, fazendo-a sorrir.

- Vou esperar por ti lá fora. - assenti, vendo-a sair do cômodo.

Como se realmente só quisesse atrapalhar nosso momento, Ethan parou de resmungar no segundo em que Lauren pôs os pés para fora de seu quarto. Ajeitei-o no berço, após limpar as mãos, puxando o cobertor para o cobrir quase que completamente. Dei-lhe um beijo e me encaminhei para fora de seu quarto.

- Algo me diz que ele só queria que eu saísse de seu quarto... - Lauren debochou, abrindo os braços para que eu me aconchegasse ali.

- Hm... eu também acho. - ri de sua expressão zangada, enlaçando nossos dedos.

Caminhamos em silêncio, abraçadas, para o quarto de Lauren. Quase em silêncio, já que Laur insistia em cantarolar uma melodia dos Beatles, a mesma música que eu havia cantado para Ethan minutos atrás.

- Que sono. - resmunguei ao entrar no quarto, correndo para a enorme cama que me puxava como um imã.

Aconcheguei-me sob as cobertas quentinhas, sentindo todos os meus músculos relaxaram e meus olhos se fecharem automaticamente. Ouvi Lauren bufar e o colchão afundar ao meu lado. Continuei como estava, fazendo-a bufar mais uma vez, agora mais alto. E outra, e outra, e outra vez.

- Se você não parar com isso, vou arrancar sua bolinha esquerda com um alicate. - murmurei serenamente, ouvindo seu choramingo.

- E quanto a isso? - sua voz continuou chorosa, então abri os olhos para saber do que ela estava falando.

- Meu amor... vamos dormir. - acariciei sua perna, próximo ao seu membro, que continuava ereto.

- Você vai me deixar assim? - assenti, fechando os olhos novamente e abraçando o travesseiro. - Tudo bem. Resolvo sozinha. - abri meus olhos minimamente para ver como ela iria se livrar dessa situação.

Lauren se ajeitou sobre a cama e puxou a calça para baixo, deixando seu pau livre. Ela levou a mão para perto da boca e cuspiu na palma, levando-a de volta para baixo e acariciando todo seu comprimento, dando início a seus movimentos com lentidão.

- Oh, Camila. - maldita! O primeiro gemido que a desgraçada dá é chamando meu nome. Mas que golpe baixo!

Sua mão subia e descia, agora numa velocidade maior, e seus gemidos já havia ficado mais altos. Ela continuava com os olhos fechados e com o lábio entre os dentes, parecendo estar imaginando algo muito bom. Ajeitei-me na cama para assistir melhor aquele espetáculo ao meu lado, sentindo meu centro pulsar e meu cérebro relembrar a primeira recomendação de Tristan: nada de sexo por, pelo menos, quarenta dias.

- Você poderia participar também, se quisesse. - a voz deliciosa de Lauren me despertou.

- Estou tentando dormir.

- Com certeza. - ela debochou ofegante. - Você está quase babando... que tal trazer essa boquinha para cá?

- Cá onde? - fiz-me de desentendida, sentando na cama.

- No meu pau. - sua mão segurou meu cabelo sem qualquer delicadeza, enquanto ela enfiava sua língua em minha boca.

Larguei-me de seu aperto e baixei a cabeça, levando minha boca para onde ela tanto queria. Passei a língua por meus lábios, os umedecendo, antes de abocanhar sua glande. Rodeei sua cabecinha com minha língua, recolhendo seu pré-gozo, pondo-a de volta em minha boca. Chupei sem força, de forma lenta, ganhando um pseudo-urro de Lauren, que pôs a mão em meu cabelo mais uma vez.

Livrei seu pau de minha boca, segurando-o com minha mão enquanto encarava os lindos olhos de Lauren, que pareciam mais escuros. Sorri safado para ela, fazendo-a semicerrar os olhos e morder o lábio inferior, aprovando aquela provocação. Sem quebrar nosso contato visual, baixei vagarosamente minha cabeça para o meio de suas pernas, serpenteando a língua por toda a extensão de seu membro.

Deixei rastros de saliva por todo seu pau, antes de começá-lo a chupar novamente. Desci minha boca até metade da base, sugando com mais força. Fechei os olhos sentindo aquela sensação maravilhosa de ter Lauren em minha boca, ouvindo-a gemer meu nome com prazer. Continuei indo apenas até a matade de seu pau, provocando-a.

- Anda, vagabunda, chupa logo tudo. - Laur disse entredentes, forçando minha cabeça para baixo.

Resolvi atender sua vontade, engolindo todo seu comprimento. Fui devagar, apreciando as expressões agoniadas e prazerosas de Lauren enquanto fazia meu caminho completo. Voltei para sua glande, lambendo-a e indo até a metade mais uma vez, engolindo tudo novamente.

Lauren parecia fora de si, gemendo alto meu nome, sem se importar com os outros moradores da casa - inclusive seu filho pequeno que precisava de silêncio. Suas duas mãos empurravam minha cabeça para baixo e sua pélvis subia rápido, estocando fundo seu pau em minha boca, encostando-se na barreira de minha garganta.

- Por que tem algo molhado em minhas pernas? - Lauren perguntou ofegante e num tom risonho, sem parar seus movimentos, e me fazendo perceber minha camisola molhada. Soltei seu pau e senti meu rosto esquentar, realmente constrangida com aquilo.

- Merda... meus peitos está vazando. - bufei, tentando levantar.

- Para onde pensa que vai? - a branquela segurou meu cabelo, tentando me manter no lugar.

- Vou me limpar? - indaguei, passando os dedos no cantinho da minha boca, limpando-os.

- Termine isso antes. - eu pude ver a suplica em seus olhos e dei de ombros, voltando às atividades.

Chupei-a por mais alguns minutos, antes de sentí-la rígida e, segundos depois, seu gozo quente em minha boca. Engoli tudo, limpando até a última gota de porra que estava em seu membro. Soltei seu pau, passando as costas da mão em meus lábios, limpando-os.

- Aonde você vai? - Laur perguntou, com a respiração descompassada, no momento em que levantei da cama.

- Já disse. - revirei os olhos, sentindo mais leite escorrer.

- Certo. Mas você irá limpar isso de mim primeiro. - ela apontou para as pernas, que possuíam pequenas marquinhas molhadas. - Lamba. - seu tom de nojo transformou-se num divertido.

- Vá para o inferno! - tirei a camisola suja e joguei-a em Lauren, que se debateu na cama. - Quanto nojo, hein?

- Meu amor, isso fede demais! - ela segurou a peça com as pontinhas dos dedos, antes de jogá-la para longe.

- Isso tudo é culpa de quem? Isso mesmo, sua. - acusei, rindo em seguida.

- Minha? - Laur indagou, fingindo estar ofendida.

- Sim. Você quem não usou camisinha. - pus as mãos em minha cintura, vendo-a sentar na cama, indignada.

- Ei! Você quis foder tanto quanto eu. E você poderia ter se protegido também. - ela se defendeu, cruzando os braços. - A proposito, ainda estou esperando você trazer sua boquinha aqui para lamber minhas pernas e me livrar desta coisinha nojenta.

- Certo. - caminhei até a cama, pensando em algo maravilhoso para fazer. - Lolo, você não acha que tem algo estranho aqui?

Apontei para meu mamilo, fazendo-a se aproximar curiosa para ver do que eu estava falando. Quando ela já estava perto o suficiente, procurando por alguma coisa em meu mamilo, apertei meu peito, fazendo leite espirrar na cara dela. 

- Camila, porra! - Lauren berrou, passando desesperadamente as mãos no rosto. - Ah, que nojo!

- Quem diria que a grande Lauren, campeã invicta e maior nome do UFC, não seria páreo para um pouquinho de leite materno. - debochei, vendo-a simular - ou estava mesmo - segurar o vomito.

- Ah, que desgraça! - ela continuava enjoada, fazendo caretas.

- Fresca. - revirei os olhos, levantando da cama. - O que acha de tomarmos um banho? - a olhei co malicia, sorrindo.

- Aceito. - Lauren pulou do colchão, pondo-me no colo de qualquer forma e correndo para o banheiro.

[...]

- Vamos lá, Mila, temos que gravar as novas músicas! - Harry suplicou, bufando frustrado em seguida.

- Bambinho, eu não posso ir. - apontei para Ethan, que ronronava em meu colo.

- Por que não? - ele parecia indignado com minhas recusas.

- Não tenho com quem o deixar. Piper e Alison estão fora da cidade. - ele assentiu, como se estivesse pensando em alguma coisa.

- Espere um minuto. - o moreno pediu, antes de levantar.

Antes que eu pudesse perguntar para onde ele ia, o moreno correu para fora do quarto, deixando-me a sós com o meu filho. Como não havia outra escolha, resolvi esperar pela volta de Harry. E, como na velocidade da luz, segundos depois ele estava de volta, com Lauren ao seu lado.

- Quando ele perdeu o medo que tinha por mim? - minha namorada perguntou, ajeitando a camisa. Olhei-a sem entender nada e ela resolveu ajudar. - Estava no meio de uma missão, quando um cervo aparece do nada e desliga o vídeo-game. - ela cruzou os braços, emburrada.

- Cala a boca, Lauren. - Harry, que parecia irritado, bateu na testa dela.

- Estou sem moral nenhuma mesmo. - Laur massageou a testa, sorrindo ao olhar para meu colo. - Por que eu estou aqui, se você conseguiu domar a fera?

- Já disse para calar a boca. - o moreno a repreendeu mais uma vez, fazendo-a respirar fundo. - Você ficará com seu filho, enquanto Camila irá gravar algumas músicas novas para o próximo álbum do grupo. - resolvi não me meter na conversa e só observá-la.

- Mas eu, eu, eu não sei cuidar de um bebê. - ela tentou se esquivar, num tom choroso.

- Camila também não sabia, mas cuida dele. - Harry cruzou os braços, desafiador. - Ele é tanto seu quanto dela. 

- E se ele sentir fome? Dor? Frio? - Lauren parecia totalmente perdida, com um olhar pidão em minha direção.

- Leite, remédio e cobertor. - o moreno continuou, irredutível.

- Mas ele mama!

- Camila estava me contando que fez um lindo estoque de leite materno na geladeira de vocês.

- Mas... Tudo bem. - ela finalmente se deu por vencida, suspirando. - Dê-me ele e vá se preparar para a saída.

- Harry...

- Cala a boca também. - ele me cortou antes que eu pudesse falar algo, apontando para fora do quarto. - Vá, antes que ela desista.

Bufei, pondo Ethan em seu berço e indo para meu quarto. Tomei um banho rápido, e poucos minutos depois já estava de pronta. Era perceptível o receio e o desespero nos olhos e Lauren, que mordia o lábio nervosamente. Definitivamente, deixá-la sozinha com Ethan era a última coisa que eu queria. Porém, o álbum já estava alguns meses atrasados por minha causa.

- Vamos, Kim? - Harry limpou a garganta, segurando o riso.

- Bambinho, não posso levá-lo comigo? - fiz uma carinha pidona, fazendo-o rir.

- Hum-hum. - ele negou com a cabeça, mordendo o lábio. - Ele tirará sua concentração, gatinha. Deixo-o com Lauren, ela não o matará. - Harry me reconfortou, amarrando o cabelo num coque frouxo.

- Tudo bem... - respirei fundo, segurando a enorme vontade de chorar por ter que me separar do meu bebê.

- Ih, deixa de drama, bunduda. - o moreno bateu palmas baixinhas, mandando-me sair. - Você só ficará fora por algumas horas.

- Você diz isso porque não tem um filho. - engoli o bolo que havia se formado em minha garganta mais uma vez. - Ele é tão pequeno para ficar sozinho e...

- Ei! - Lauren se defendeu, cruzando os braços. - Eu estou aqui.

- Ele é tão pequeno para ficar sozinho. - reforcei, olhando-a torto. - E, acompanhado de Lauren, a situação é ainda pior.

- Vamos logo, Camila! - meu amigo bufou, segurando minha mão. - Dê uns beijos em seus dois branquelos e vamos embora. - ele saiu do cômodo, cantarolando uma música qualquer.

Olhei para Lauren, que parecia ofendida pelo o que eu disse minutos atrás. Suas bochechas rosadas estavam infladas, os lábios formavam um bico contrariado e seus braços estavam cruzados. Sorri para ela, que fingiu não me ver e virou o rosto.

- Vem cá, branquela. - chamei-a com o dedo, mas ela continuou me ignorando. - Não vai me dar nem um beijinho, bebê? - ela riu, negando com a cabeça.

- "bebê" é foda. - neguei, chamando-a mais uma vez.

- Não é, não. - puxei sua camisa, trazendo-a para perto de mim. - Amo você. - sussurrei, antes de colar meus lábios nos dela.

- Hm, volte logo. - assenti, a beijando mais uma vez.

- Qualquer coisa, por menor que seja, me avise. - acariciei sua bochecha, ganhando um sorriso em resposta. - Cuide bem dele.

- Confie em mim. - Lauren pediu, enfiando o rosto entre meu pescoço e ombro e apertando seu braços ao redor de minha cintura. - Bom trabalho. - ela murmurou, plantando um beijo casto por onde estava.

- Agora, irei falar com meu outro bebê. - gargalhando alto, Lauren se afastou de mim, deixando-me livre.

Respirei fundo, indo até o bercinho branco posto próximo a janela. O pequeno monstro ronronava baixinho, num sono aparentemente profundo. A chupeta vermelha que simulava uma dentadura com dois enormes dentes - presente de Veronica, obviamente - descia e subia freneticamente em sua boquinha, enquanto ele tentava, inutilmente, conseguir algum alimento dela. Nem havia saído ainda e já sentia a saudade me consumindo.

- Camila, vamos! - a voz impaciente de Harry chamou mais uma vez. - As meninas já estão no estúdio.

- Tudo bem, tudo bem. - suspirei, baixando-me para plantar um beijinho na testa de Ethan. - Amo você. - sussurrei para ele, assim como fiz com Lauren.

- Não precisa chorar, Camila. - Lauren debochou. - Você só ficará fora por algumas horas.

- Quem disse que eu quero chorar? - virei-me para encará-la.

- Seus olhos. - Harry se meteu, revirando os olhos.

- Vamos, antes que eu desista de ir. - bufei, enlaçando meu braço no de Harry.

Dei uma última olhada para Ethan, que ainda dormia, e para Lauren, que parecia desesperada mais uma vez. Mandei um beijinho no ar para ela, deixando-me ser arrastada por Harry escadas abaixo. Esse seria um longo dia.


Notas Finais


Gente, oi. Sei que estou em divida - cobrem - com vocês, por isso, vou tentar postar o próximo o mais rápido possível. Algumas coisas aconteceram e pioraram ainda mais minha situação, mas já melhoraram. Obregadjinha.


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