História The First Time Ever I Saw Your Face - Capítulo 7


Escrita por: ~

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Categorias Glee
Personagens Artie Abrams, Blaine Anderson, Brittany S. Pierce, Finn Hudson, Kitty Wilde, Kurt Hummel, Mercedes Jones, Noah "Puck" Puckerman, Quinn Fabray, Rachel Berry, Sam Evans, Santana Lopez, Tina Cohen-Chang
Tags Blaine Anderson, Glee, Klaine, Kurt Hummel
Visualizações 52
Palavras 2.421
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 7 - 6. Hold my hand


Fanfic / Fanfiction The First Time Ever I Saw Your Face - Capítulo 7 - 6. Hold my hand

 

Blaine tentava organizar todas as suas roupas naquele momento enquanto procurava algo confortável ou que pudesse agradar a Kurt. Quem ele queria enganar? O moreno não tinha muitas roupas diferentes, eram todas muito práticas e muito pretas. Na porta Sam encara a bagunça do amigo e não conteve a vontade de rir.

 

_ Sabia que você é o cara mais previsível do mundo? _ jogou uma sacola encima do moreno _ Isso era bem... Seu presente de aniversário, então aproveite. Vem com uma gravata, o garoto lá parece gostar.

 

_ O nome dele é Kurt, e eu não vou me magoar Sam, pode ficar seguro disso... E sei que sempre terei você para me ajudar nesses momentos, certo? _ ele levantou a mão em punho esperando um comprimento do loiro que fez o mesmo _ Agora, você acha que uma gravata vai ficar boa em mim? Não é meio, formal demais? 

 

O loiro parou para analisar a situação, mas achando tudo aquilo muito engraçado. Blaine nunca fora de ligado nessas coisas de moda, e agora ali estava ele, parado na frente do espelho pedindo dicas de moda.

 

_ Sabe que eu não sou ligado nessas coisas de moda, mas parando para analisar o garoto parece se vestir muito bem e se isso é para ser um verdadeiro encontro acho melhor você se esforçar para agrada-lo. 

 

Blaine suspirou pegando a gravata borboleta e o paletó preto, enquanto o amigo sorria debochadamente. 

 

[...]

 

Kurt sorriu animado ao entrar no restaurante, a semana não poderia ter sido melhor. Ele e Blaine se falaram todos os dias, e os preparativos para o casamento estavam quase todos prontos. Ele não havia tido tempo para contar para Kitty tudo que tinha acontecido, mas o castanho já sabia o que a loira iria dizer, ela não confiava em Anderson e seria difícil confiar.

 

_ Kurt Hummel? _ Blaine chegou e Kurt não pode deixar de reparar o quão bonito ele estava. O cabelo estava perfeitamente arrumado, seus cachos controlados, vestia um paletó preto e uma camiseta vermelha por dentro com uma pequena gravata borboleta, os olhos do castanho se perderam nas mãos, onde uma delicada rosa branca era segurada _ Para você, eu sei que parece cafona ou antiquado, mas acredite em mim, quando estava vindo para cá passei enfrente a essa floricultura e bem...

 

O castanho pegou a rosa, emocionado, ele nunca tinha ganhado uma na vida. _ Eu vou guardar com muito carinho, obrigada. 

 

Eles seguiram lado a lado até entrar no local, se digiram até uma mesa sentando frente a frente. A verdade é que com toda a correria eles não tiveram tempo de ter uma conversa sincera, sabiam muito pouco sobre um do outro e estavam querendo mudar aquilo, bem aquela era noite. Blaine encarou o castanho como se quisesse memorizar cada pedacinho dele, para nunca, nunca esquecer.

 

_ Então Kurt, me fale sobre esse casamento... O casamento da Kitty e do Artie, eu sinceramente nunca achei que eles iriam durar, mas pelo jeito estava bem enganado.

 

_ Ainda não acredito que você não disse que conhecia eles, mas tudo bem Kitty me explicou que vocês não eram tipo os melhores amigos, por assim dizer. Sim, eles duraram, e posso ser suspeito a falar, mas Artie e Kitty são o casal mais fofo que eu conheço. Quando estão juntos o ar parece mudar, tudo fica mais calmo e sem contar depois de tudo que passaram, você não imagina...

 

E assim a noite fora passando, Kurt contou um pouco sobre sua família, a forma como havia perdido a mãe para o câncer quando ele tinha apenas 8 anos, a constante luta de seu pai para cria-lo sozinho, Carole e Finn entrando em sua vida e como tudo tinha mudado a partir dali. Blaine também não ficou para trás, contando sobre sua relação com o pai e adoração que ele tinha pelo irmão, Cooper, que havia deixado Lima para seguir seu sonho de ator. 

 

_ Bem, e temos a minha mãe _ suspirou pensando em como descrever Angelica _ ela não era das piores sabe? Eu costumava ser o filho favorito, tínhamos longas conversas e não tenho vergonha de dizer que minha mãe era minha melhor amiga. Mas algo mudou, quando completei 13 anos ela começou a ir mais à igreja e dizer que era uma pecadora, e então quando toda bomba sobre a minha sexualidade explodiu ela surtou. Ela me disse tantas ofensas, tantas coisas que me magoaram, Kurt, coisas que eu nunca iria esquecer. 

 

Ao ver o rosto do moreno, Kurt levantou a sua mão juntando com a do mesmo. Sem vergonha, sem medo, ele só sabia que Blaine precisava daquilo. Era verdade, naquele momento eles eram duas pessoas que sentiam muito mais que atração um pelo outro, era algo mais, algo grande, mas quem seria o primeiro a admitir?

 

_ Você não tem que ter vergonha de contar sua história, Blaine, ela é sua e ninguém pode mudar _ Kurt sorriu mostrando as mãos unidas _ Eu acredito no destino, acredito que somos feitos para estar no momento certo, encontrar com as pessoas certas, nada é por acaso. E tudo bem se eu for simplesmente o mais tolo dos românticos, mas se sua mãe não tivesse lhe dito tantas coisas você não teria conhecido Sam e bem, não estaríamos assim... Então que se foda todas as merdas que sua mãe disse, você está bem agora.

 

E Blaine estava, depois de ouvir tantos conselhos, tantas pessoas dizendo para ele superar, conviver com o que a vida havia lhe dado, se você é gay sua vida será miserável*, Kurt o havia mostrado outras formas de pensar. 

 

_ Tudo bem, mas chega de falar de mim, vamos falar sobre algo mais interessante, tipo...

 

_ Nós? _  Kurt deixou escapar enquanto tampava sua boca com a mão _ Desculpa, é só que a ideia desse jantar era nos conhecermos, e sério eu estou muito feliz de saber mais sobre a sua vida, mas nos beijamos duas vezes, estamos segurando a mão um do outro durante um jantar e nossa, você me deu uma rosa, o que devo pensar sobre tudo isso? 

 

_ Você deve pensar que somos duas pessoas que sentem atração uma pela outra, duas pessoas que sentiram que era o momento certo de darem as mãos em um restaurante e Kurt, eu quero muito estar em uma relacionamento com você, mas não acho que sirvo para ser o seu primeiro namorado.

 

Magoado o castanho se afastou fazendo que as mãos se soltasse. _ Você não serve? Está brincando comigo, essa é pior desculpa que alguém pode dar. Se eu sou jovem demais para você ou inexperiente, por favor me diga, não venha com desculpas bobas...

 

_ Mas não é uma desculpa, você acabou de dizer que é um romântico incurável, como posso lhe dar o romance merecido se nem eu tive o meu? _ Blaine suspirou decido a ser completamente sincero _ Ok, você quer me conhecer? Aqui vai... meu primeiro namorado era de Boston, ficamos algumas vezes quando passei os meses com meu irmão, Adam era perfeito e gentil até o momento que decidiu apressar as coisas e tentou me agarrar a força. Eu sempre tive um impecável senso de alto defesa então depois de lhe dar uns bons chutes você sabe aonde sai correndo. Meu segundo namorado Jeremiah era dos melhores, me tratava bem e quando decidimos fazer, ele sumiu dias depois do ato, e devo dizer que isso não foi culpa dele já que minha mãe maluca decidiu xinga-lo de todos os nomes horríveis e dizer que ele iria arder no fogo do inferno. Então sim Kurt, eu não sirvo para lhe dar romance, eu tenho uma imensa bagagem, porque eu não sei ser carinhoso, não quero que você crie em sua mente uma outra versão de Blaine, onde farei atos que lhe tiraram o folego ou que lhe fará pensar por dias a fim, eu não sou assim, e nunca saberei como ser. 

 

_ Você está errado _ Kurt sorriu deixando Blaine ainda mais surpreso _ Você já faz isso, eu penso em você todos os dias desde que nos conhecemos, já perdi a conta de quantas vezes você me deixou sem ar e eu aceito você, aceito toda sua bagagem, aceito que você não pode ser meu príncipe encantado, mas romance não é algo que se tenha, é algo que se aprende. Eu posso te ensinar e você pode me ensinar a manter os pés na realidade, porque eu não quero mudar meus sonhos assim como não quero que você mude sua essência. Fomos feitos para dar certo, eu e você, Blaine. Por favor, nos dê apenas uma chance.  

 

O moreno pensou nas possibilidades, recuar enquanto ainda era tempo e poderia ser poupado de todo o sofrimento ou se render para o que poderia ser muito mais do que apenas uma aventura. Ele levantou esticando a mão para Kurt enquanto deixava o dinheiro do jantar na mesa. Kurt estava tenso, ele não sabia o aquilo poderia significar. Ok, ele tinha certeza que havia ido longe demais e agora Blaine o levaria para casa. Mas ele não contava que assim que ambos chegassem a traseira do carro o moreno pegasse em sua cintura o virando rapidamente para ele e antes mesmo que qualquer frase fosse pensada os lábios estavam juntos de novo.

 

Aquele beijo não era calmo e de longe não era nada parecido com o primeiro. As mãos de Kurt agarram o pescoço do mais baixo o puxando para frente, enquanto pela primeira vez as línguas se juntavam em uma dança única. Blaine não conseguia conter à vontade de se juntar cada vez mais ao castanho e o puxou fortemente fazendo que seus corpos quase formassem um só. Ninguém queria acabar com aquele momento, mas o ar era preciso, e então Kurt foi o primeiro a se separar colando sua testa com a do moreno. 

 

_ Então isso é um sim? _ sorriu junto a Blaine, que com um aceno de cabeça confirmou. 

 

_ Seja meu namorado, Hummel? Prometo tentar ser o melhor dos românticos. 

 

_ Eu sou seu namorado, Anderson, a fim de que você prometa nunca perder sua essência, nem por mim. 

 

Blaine prometeu e com um selinho eles finalizaram aquela noite, mesmo sabendo que aquele fim era apenas o começo.

 

[...]

 

Hummel respirou fundo quando adentrou a sala naquela segunda-feira. Já faziam exatos 3 dias que ele e Blaine começaram a namorar e eles não conseguiam ficar sem se falar por menos de 1 hora, mas prometeram manter tudo em segredo até o castanho e o pai tiverem uma conversa séria. Porém ele precisava falar com alguém sobre o assunto e assim que viu Kitty sentada na sua habitual cadeira na sala de informática decidiu conversa com a amiga. Se aproximou fazendo a loira se assustar com a forma bruta que sentou no banco.

 

_ Precisamos conversar, você vai ouvir, sem fazer comentários até eu contar toda a história _ Kitty assentiou já preocupada sobre aonde aquela conversa os levaria _ Eu estou namorando, estou namorando com Blaine Anderson e antes que você diga sobre a bagagem dele, sim eu sei toda a sua história agora e aceito isso, eu realmente sinto algo por ele e bem você não pode me julgar levando em conta tudo que passou com Artie. Então eu quero que seja minha amiga e seja racional, porque eu preciso de você nesse momento. 

 

_ Eu sou racional, não tenho nada contra o Blaine, pelo contrário, eu disse a você que tentei ser amiga dele, mas Anderson é ou era uma pessoa isolada, o que te faz feliz me faz feliz, Kurt. Só me prometa ficar longe daquela família dele, principalmente aquela mãe, eles são uma bagunça e duvido que Blaine sabia tudo sobre eles.

 

Kurt achou estranho a forma com a loira falou, mas não queria aprofundar o assunto naquele momento e com a ajuda dela ele pensou na melhor forma de contar para Burt que ele estava namorando. Não seria fácil, porém o castanho sabia que o pai só o queria ver feliz, e até aquele ponto, Blaine era a sua felicidade. 

 

[...]

 

_ Deixa eu ver se entendi..._ Burt colocou a mão no queixo enquanto Kurt o encarava seriamente _ Você está namorando um garoto chamado Blaine Anderson, que tem 22 anos, um rapaz que você conheceu em um bar e ele demonstra ser um menino de paz?

 

_ Pai, eu não disse dessa forma, mas sim eu gosto de Blaine e só queria informa ao senhor da situação, deve ser perturbador eu sei, mas tentarei manter ele longe dessa casa _ suspirou.

 

Burt não poderia negar que o relacionamento do filho era uma surpresa, porque apesar da conversa que tiveram, ele nunca imaginou que Kurt, seu menino, fosse ter tamanha atitude. Mas seria injusto com o castanho não permitir que seu namorado visitasse sua casa levando em conta que Rachel estava ali quase todos os dias. 

 

_ Tudo bem, pode trazer esse piralho aqui, quero conhece-lo, chame-o para o jantar de quarta-feira, vou falar com Finn para chamar Rachel também, será um jantar perfeito _ eu espero, pensou. 

 

Kurt estranhou a atitude do pai, mas preferiu novamente ignorar aquela mudança de humor e aproveitar que pela primeira vez na vida ele podia sentir que tudo estava dando certo, pela primeira vez Kurt sentia que nada poderia atrapalhar sua felicidade. 

 

[...]

 

_ MERDA, MERDA, MERDA

 

Sam correu para a sala ao ouvir os gritos de Blaine colocando sua camisa. O moreno estava parado na sala, com uma carta em mãos e o rosto petrificado. 

 

_ Cara, o que foi? Blaine você está me assustando... 

 

_ Lembra da bolsa de estudos a qual eu me candidatei em Brunel? Meu pai me mandou essa carta hoje, chegou no escritório dele e...

 

_ E o que diz? _ Sam se aproximou pegando a carta da mão do moreno _ Caro Sr. Blaine Anderson, temos o prazer de informar que o senhor foi aceito para o nosso PROGRAMA DE BOLSAS... CARA VOCÊ CONSEGUIU... BLAINE VOCÊ CONSEGUIU.

 

E naquele momento Blaine se sentiu completo, ele tinha conseguido, após tanto tempo pensando em novas universidades e depois de perder a esperança, ali estava sua chance, sua carta de alforria. Ele estava livre de Lima, iria embora, Londres e Brunel o aguardavam. E naquele momento de impacto Blaine percebeu, que a sua felicidade não estaria completa, porque naquele momento, ele não sabia como contar a novidade para Kurt. 


Notas Finais


Olá olá... Algumas declarações. Me desculpe se tiver algum erro ou se o cap está sem formatação, foi bem dificil postar hoje já que o site está saindo do ar hora ou outro. Outra coisa, que está mais para um desabafo, fiquei chateada com o último cap ter perdido mais comentários... A fic está crescendo, posso ver isso pelo número de fav e de visualizações, mas vocês não podem me culpar por me sentir desmotivada já que não vejo ninguém comentando. É sério eu não mordo e dicas são sempre bem vindas. Enfim, só queria dizer isso, e avisar que a fic está chegando nos seus pontos altos.
Eu queria informar para aqueles que ainda estão por aqui que a fic terá um flashforward, ou seja, um salto temporal, mas o que terá acontecido nesse tempo? MUITAS EMOÇÕES AAHAHA
Aqueles que comentaram, obrigada, e desculpa por não poder responder, espero que o cap tenha agradado a vocês e aos fantasminhas.
BEIJOS DE ALGODÃO ★


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