História The First Time Ever I Saw Your Face - Capítulo 8


Escrita por: ~

Postado
Categorias Glee
Personagens Artie Abrams, Blaine Anderson, Brittany S. Pierce, Finn Hudson, Kitty Wilde, Kurt Hummel, Mercedes Jones, Noah "Puck" Puckerman, Quinn Fabray, Rachel Berry, Sam Evans, Santana Lopez, Tina Cohen-Chang
Tags Blaine Anderson, Glee, Klaine, Kurt Hummel
Visualizações 55
Palavras 2.587
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 8 - 7. Plans for the future


Fanfic / Fanfiction The First Time Ever I Saw Your Face - Capítulo 8 - 7. Plans for the future

Agora Blaine Anderson sabia qual era sensação de ir para a morte. Enquanto caminhava em direção a casa de Kurt tentava repassar tudo que havia combinado com Sam. Conhecer a família. Ser o melhor namorado que Burt Hummel podia imaginar para o filho único. Dizer a verdade a Kurt sobre a bolsa. Essa última parte o assustava e muito. O moreno sabia que o namorado tinha planos para faculdade, mas eles não haviam tido tempo de conversar sobre isso e Blaine tinha certeza que não estava pronto para dizer adeus para o castanho, não tão cedo.

Quando Kurt abriu a porta não pode conter o sorriso, Blaine estava lindo como sempre. Mas o que lhe chamou atenção era a camisa do time favorito de seu pai que o moreno usava escondida por baixo de um grande paletó.

_ Cleveland Cavaliers? Nada sutil, Anderson, nada sutil _ deu um rápido selinho no moreno que arregalou os olhos, surpreso _ O que? Você acha que meu pai está nos espiando pela janela? Blaine, meu pai não é tão clichê assim.

Ao entrar na residência o mais velho pode perceber o quão tudo era simples, mas ao mesmo tempo aconchegante. Logo na entrada se deparou com várias fotos, uma coloca ao lado da outra, formando uma linha do tempo. Podia ver um casal, que deduziu ser Burt e Carole, sorrindo em seus trajes de casamento. Ao lado pode ver um Kurt novinho, sorrindo, mostrando dois dentes faltando. Finn vinha logo em seguida, com um casaco de time bem maior que o garoto na foto. Ao final tinham duas fotos pretas e brancas, que o moreno logo se colocou a perceber que as pessoas naqueles porta-retratos eram a mãe de Kurt e o pai de Finn.

_ Vejo que falou de mim para o garoto, Kurt. Olha a camiseta que ele está usando.

Assustado com a voz atrás de si, Blaine deu um salto dando de cara com Burt. Finn que estava atrás do mesmo tentava manter a expressão séria, mesmo sabendo quão cômica era aquela cena.

_ Senhor Hummel? _ Blaine pigarreou esticando a mão para Burt, que aceitou prontamente, dando um forte aperto _ Meu nome é Blaine Anderson, é um prazer conhecê-lo. Pode parecer muito estranho de acreditar, mas eu sou um verdadeiro fã e torcedor do Cleveland Cavaliers.

_ Primeiro, prefiro te chamar de garoto, por enquanto _ Burt bufou batendo duas vezes com a mão nos ombros do moreno, enquanto ambos iam em direção a sala _ Segundo, acho bom termos algo para conversar, você sabe além do fato de você ser 4 anos mais velho do que meu filho e tê-lo conhecido em um bar.

Blaine tentou olhar para trás e pedir a ajuda de Kurt, mas assim que viu o castanho sumir na cozinha percebeu que a noite seria longa, bem longa.

[...]

Enquanto a conversa fluía na mesa Kurt se pegou olhando ao redor. Carole e Rachel estavam engajadas em uma conversa sobre culinária ao mesmo tempo que Burt, Finn e Blaine falavam sobre defesas e passes errados no campeonato. O castanho se deixou aproveitar daquela sensação de paz que passava por seu corpo. Era difícil imaginar que depois de tanto encontros e desencontros, conversas e mensagens bravas trocadas, tudo estava indo bem, Blaine finalmente estava em sua vida.

_ Então garoto... _ Burt chamou a atenção de Blaine, que ficou um tanto quanto nervoso _ Você tem 22 anos, já sabe o que quer fazer da vida? Ou ser bartender é seu plano para o futuro?

_ PAI! _ gritou Kurt nervoso, enquanto Blaine apenas se colocou a sorrir.

_ Tudo bem, Kurt _ o moreno tocou a mão do namorado que repousa encima da mesa por alguns segundos _ Eu sei que muita gente deve achar que sou inútil, as vezes até me sinto assim, mas eu tive alguns problemas emocionais depois que fui rejeitado pela faculdade dos meus sonhos e achei que não tinha nada para mim por ai. A verdade é que a depressão pode ferrar com a vida de alguém, sei disso mais que ninguém.

Kurt olhou para o moreno com um sentimento estranho no peito. Blaine já havia tido problemas emocionais, e naquele momento ele perceberá que seu relacionamento podia ser sim um campo minado.

_ Porém, acho que vou tentar para alguma faculdade no próximo ano, ficar parado não é mais uma opção para mim _ Blaine sorriu sentindo um frio passar por sua espinha, ele não queria mentir, mas contar para Kurt sobre seus planos não era certo, não naquele momento.

_ Alguma faculdade do seu interesse em Nova York? _ Burt perguntou enquanto encara um Kurt totalmente desconfortável _ Kurt já está finalizando o colegial e sua carta de admissão deve chegar logo, então imagino que vocês já estejam combinando de ir para NY juntos ou algo parecido.

Naquele momento um silencio se formou. Blaine olhou para o namorado sem saber o que falar. Kurt iria para Nova York dali a alguns meses, eles iriam se separar. Nada de bom poderia acontecer na vida de Anderson, naquele segundo ele percebeu que sua felicidade já não era mais a mesma.

[...]

Enquanto caminhavam para saída Blaine e Kurt se mantinham calados. O clima dentro da casa era outro já que Burt e Blaine realmente haviam se dado bem. Mas eles deviam conversam, eles deviam isso um ao outro. Porém o moreno sabia que não estava pronto para contar que sua admissão em Brunel fora aceita, que ele pretendia ir para Londres nos próximos meses.

_ Blaine, me perdoa não ter contado sobre NY antes _ Kurt abaixou a cabeça envergonhado _ Tantas coisas foram acontecendo que eu simplesmente me esqueci sobre a faculdade, sobre o futuro. Eu sonho com essa bolsa de estudos a muito tempo, só de pensar em sair de Lima, de conquistar alguma coisa fora daqui, você imagina a sensação?

Imaginava, Blaine imaginava muito bem como era sonhar em conquistar algo e quando aquilo se concretizava o mundo simplesmente tinha um brilho diferente. Ele sentia isso sobre Brunel, sentia isso sobre Kurt. Por alguns segundos ele queria não pensar no futuro, não pensar que ele teria que escolher um.

_ Mas pensando bem, a ideia de meu pai não foi tão ruim _ Kurt pegou a mão do moreno sorrindo _ Você pode tentar para NYU de novo, podemos morar juntos, o futuro pode ser bom, Blaine. O futuro pode ser bom para nós dois. Sei que nosso relacionamento é bem recente, e que temos muito o que conhecer um do outro, mas... Pensa em quantas coisas nos esperam em Nova York, quantas coisas podemos conquistar... Desculpa, posso estar sendo muito precipitado, mas a ideia me parece muito boa, quero a sua felicidade tanto quanto a minha, isso não te deixa feliz? Imaginar um futuro comigo em NY?

O moreno reparou que os olhos azuis de Kurt tinham um brilho diferente. Ele sabia que Kurt o queria ao seu lado, ele sabia que pela primeira vez ninguém o estava colocando para trás e sim alguém o queria lado a lado. Era ruim imaginar perder tudo isso, imaginar perde alguém que o valorizava tanto quanto ele queria ser valorizado. Levado por aquele pensamento o moreno beijou os lábios do mais novo rapidamente, colando suas testas logo em seguida.

_ Eu quero um futuro com você, Kurt _ sorriu _ Seja em NY ou em qualquer lugar. Porém temos algum tempo para pensar certo? Nada de decisões nesse momento.

Kurt achou estranho a atitude de Anderson, mas sabia que o moreno estava certo. Se precipitar não levaria nada, apenas a decepção. Ele queria não ter dito todos aqueles planos logo de cara, mas a verdade era que ele estava feliz. Sua futura carreira profissional estava caminhando juntamente com seu relacionamento. Afinal, todos diziam que naquele momento da vida uma escolha devia ser tomada. Carreira ou amor. Kurt, poderia ter os dois. Assim ele achava.

[...]

Sam Evans tinha adquirido um abito de perceber situações desconfortáveis a algum tempo. Então quando Blaine começou a ficar abatido após voltar do jantar da casa do namorado, a duas semanas atrás, ele sabia que alguma coisa não estava certa. Seu amigo estava mais calado do que o costume, tinha bloqueado o assunto sobre a admissão na faculdade e eles tinham algumas discussões constantes sobre isso. O loiro sabia que Anderson não tinha contado sobre a bolsa para Hummel, sabia muito bem o motivo, mas não era a história dele para se meter, mesmo sabendo quanto estrago uma depressão poderia causar.

Ele teve certeza sobre o que estava fazendo assim que viu Kurt entrar em seu apartamento. Blaine tinha ido visitar o irmão no fim de semana, e Sam viu a chance perfeita de conversar com o castanho, mesmo sabendo que poderia perder a amizade de Blaine para sempre.

_ Eu sei sobre o que isso se trata _ Kurt sentou desconfortavelmente no sofá _ Você não gosta de mim, imaginei isso desde do começo, mas Sam eu prometo que não vou causar nenhum mal ao seu amigo, eu só quero vê-lo feliz.

_ Kurt, eu sei o quanto você se importa com Blaine, admiro isso... Mas eu não quero ver meu amigo sendo levado para um caminho sem volta por causa de uma doença _ Sam suspirou sentando na frente do castanho _ Você deve saber sobre a depressão que o Blaine teve logo depois que foi rejeitado da faculdade, não é?

Kurt confirmou com a cabeça tentando imaginar aonde toda aquela conversa iria. _ Ele comentou algo sobre isso no jantar que tivemos na minha casa, mas não quis ir a fundo. Mas não entendo o que quis dizer com ser levado para um caminho sem volta.

_ Vou te contar uma história e espero que você entenda o que realmente sinto sobre você _ o castanho se endireitou pronto a ouvir cada palavra proferida pelo loiro em sua frente _ Eu me mudei para Lima quando tinha 21 anos, tinha pouco dinheiro e consegui sobreviver por algum tempo até comprar o bar. Quando conheci Blaine, ele estava na merda, a mãe estava perturbando o juízo dele, o pai é bem ausente e bem o irmão eu nunca vi. Não ajudei ele por que era um bêbado no banheiro do meu bar, mas sim porque percebi que era alguém sofrendo, alguém sofrendo por um mal que tinha acabado com a minha família.

“Eu tinha um irmão, seu nome era John, tínhamos 5 anos de diferença, mas éramos unidos. Minha mãe costumava nos chamar de unha e carne, por que quando estamos juntos, era impossível nos separar. Quando ele entrou no ensino médio, começou a mudar, suas amizades eram estranhas e ele sempre sai com pessoas diferentes. Tentei conversar com ele algumas vezes, mas sua desculpa era que ele estava se descobrindo. Quando ele completou 15 anos seus tais amigos o levaram para uma boate, onde fotos foram tirados dele, em seu momento íntimo... com um homem. Eu sempre soube que John era diferente, então quando ele se assumiu gay para mim e meus pais não foi uma grande surpresa, meus pais aceitaram muito bem e bom, ele era meu irmãozinho, nada que mostrassem ou dissessem poderia mudar isso. Mas aquelas fotos tiradas foram parar na internet, no jornal da escola, foram passadas de celular para celular, como um vírus. John foi perdendo a alegria, a juventude e eu não fiz nada para ajudar. Eu dizia para ele que tudo ia passar, que ele deveria enfrentar a todos, que aquilo iria sumir, mas não sumiu. Uma noite eu cheguei antes dos meus pais em casa e achei estranho a porta do quarto de John está aberta. Lembro perfeitamente de escutar o barulho da água caindo, de sentir ela molhar meus pés enquanto eu entrava naquele banheiro e encontrava meu irmão morto com sangue em seus pulsos e seus olhos abertos e sem vidas. Eu gritei, chorei, chamei ajuda, mesmo sabendo que era tarde demais e meu melhor amigo, meu irmãozinho havia perdido aquela batalha. ”

Kurt não sabia o que dizer, seus olhos estavam marejados e ele sentia uma vontade louca de beber alguma coisa. Ele percebeu que o homem em sua frente não havia derramado uma lagrima enquanto contava aquela história, ele imaginava quantas vezes Sam havia contado sobre o irmão a alguém.

_ A culpa me consumiu de uma forma avassaladora, eu sabia que podia ter feito algo para ajudar meu irmão. Durante um tempo o quarto de John era meu refúgio, eu podia sentir seu cheiro, as vezes minha mente me pregava uma peça e eu o esperava voltar, com um sorriso no rosto dizendo que eu era seu parceiro. Mas ele nunca mais voltou e eu percebi que ficar naquela casa, naquela cidade, só me lembraria tudo que perdi. Então, larguei a faculdade, e com o dinheiro que havia sobrado comprei minha vinda para Lima, e construí tudo isso que você pode ver.

_ E seus pais? _ Kurt pigarreou tentando esconder a rouquidão em sua voz _ O que eles acharam de sua mudança?

_ Eles entenderam _ Sam suspirou _ Não era fácil para nenhum de nós ficar ali, então eles juntaram alguma grana e agora vivem viajando pelo mundo, aproveitando cada momento. Eu estou bem Kurt, com tudo isso, aprendi a viver. E quando conheci Blaine, tudo melhorou. Não que eu esteja substituindo John ou imaginando que Blaine seja como meu irmão, longe disso. Apenas aprendi a amar Blaine como um irmão e não me perdoaria se a história viesse a se repetir. E eu não tenho nada contra você, apenas tenho receio, receio que Blaine esqueça quem é, que ele dependa muito de você e que isso possa desencadear uma recaída profunda, mesmo que o relacionamento de vocês seja muito recente. Blaine não precisa ser dependente de ninguém, apenas dele mesmo.

O castanho entendia aonde Sam queria chegar. Blaine podia aparentar ser forte, podia até ser de fato uma pessoa no controle de sua vida, mas depressão não era brincadeira, ele sabia muito bem o que uma palavra dita de forma errada ou uma atitude tomada no momento da raiva podia desencadear uma série de problemas.

_ Eu quero que ele seja o mesmo, Sam _ confessou Kurt _ eu quero que ele seja feliz, você tem minha palavra que não vou magoa-lo, que vou colocar Blaine em primeiro lugar, mesmo que ele não se veja assim, vou conquistar a sua confiança também... Sei o quanto se importa com ele e o quanto ele te admira, quero ser a pessoa na qual você possa ver uma ancora para Blaine, quando ele precisa de uma.

Sam sorriu, sabendo que Kurt era uma boa pessoa. Os dois se assustaram quando a porta foi aberta brutamente por um Blaine cansado e com os olhos vermelhos. O moreno achou estranho ver seu namorado ali naquele momento, mas sua cabeça não parava de rodar, muitas informações ao mesmo tempo, muitas coisas que ele queria esquecer.

_ Blaine, o que aconteceu? _ Kurt se aproximou dele, colocando seu braço na cintura do moreno que deixou o corpo tombar para o lado _ Você estava chorando? O que aconteceu?

_ Angelica _ disse tentando tomar fôlego _ Angelica não é minha mãe biológica.


Sam e Kurt abriram a boca em surpresa, a vida de Blaine parecia estar longe de colocada nos eixos e ele estava cansado de tanta infelicidade. Quando seria a vez de ele ser feliz?


Notas Finais


Não falarei nada sobre a falta de comentários, estou muito feliz de ter voltado a escrever depois de tanto tempo e essa história é a minha bebê, irei termina-lá SIM!
Capitulo veio adiantado, fortes emoções não??? MELHORES CAPS VIRAM EU PROMETO.
Beijos de algodão ⭐


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