História The Five Guardians - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Visualizações 212
Palavras 1.808
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Canibalismo, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Cheguei, oba!
Espero que gostem do capítulo e, por favor, ignorem os erros, porque não pude revisar. ;;
Boa leitura!
Ah, se puderem escutem a música que me inspirou nesse capítulo, uh? Deixarei o link nas notas finais. <3

Capítulo 5 - The birth


Fanfic / Fanfiction The Five Guardians - Capítulo 5 - The birth

Era a madrugada do último dia do mês, Damara preparava um chá, enquanto sua irmã brincava no chão ao seu lado. A porta de entrada abriu-se sem pressa, e a pequenina puxou a barra do vestido da irmã para que ela atendesse a visita, mas Damara riu e serviu duas xícaras de chá, adoçando-as antes de as deixar na mesa de madeira. 

– Eu disse que voltaria, não disse?  

Damara virou-se sem pressa de frente para a rainha, apontando uma das cadeiras para ela se sentar, posicionando a xícara de chá em frente ao lugar reservado à rainha. 

– Pandora, minha irmã, vá dormir e deixe-me à sós com essa senhora. 

A pequena apenas concordou e correu para trás da cortina negra, assoprando as velas que iluminavam o local. Ambas sentaram-se uma de frente a outra. 

– Eu preciso da sua ajuda. 

– Eu sei que precisa, senhora, ou não viria aqui.  

– Eu não pensei que seria assim, mas durante esses dias, o rei... 

Damara ergueu o dedo indicador, enquanto tomava seu chá sem pressa, então sorriu. 

– Ele agrediu a senhora, porque não podem ter filhos. Disse que a mataria se não engravidasse, assim como também disse que conseguiria uma mulher fértil, ainda mais jovem que a senhora e mais bonita.  

Os olhos avermelhados da rainha encheram-se de água, então ela abaixou a cabeça e apertou a xícara de seu chá pouco antes de toma-lo de uma só vez, não se importando com a temperatura do mesmo.  

– Eu o amo, Damara. - A voz sôfrega da rainha soou pela cabana, então ela encarou a bruxa. - Ao contrário da Rainha Kim, da Condessa Kim e até mesmo da Baronesa Min, a qual sei que esteve aqui por esses dias, eu não me casei com meu marido por dinheiro ou poder, eu me casei por amor e eu sei que ele também me ama, entende? Eu não queria estar aqui e pecar desta forma, mas eu estou desesperada, senhorita. 

– Você humilhou-me, "sinhá".  

Damara riu, gesticulando aspas com seus dedos, então cruzou os braços e balançou a cabeça. 

– Por favor, eu providenciarei suas terras, suas joias, até mesmo um bom lugar para morar. 

– Eu já tenho o suficiente, senhora. Não é porquê deixo de usufruir o mesmo que a nobreza, que não sou feliz. Eu tenho um bom e amável marido, sou uma mulher fértil, tenho uma belíssima irmã que já tem o destino traçado. Sou jovem, atraente e muito poderosa. Eu não preciso estar em um palácio, não preciso de terras ou os seus restos. 

– Então por que cobra uma fortuna de quem a procura? 

Damara gargalhou, levantando-se em seguida. 

– Porque vocês têm mais que o suficiente, e meus serviços são eficazes, senhora. Nada mais justo, não acha? 

– Ajudará ou não? 

– Sinto muito, senhora.  

Damara apontou para a porta e virou-se de costas para a rainha, que imediatamente começou a chorar. 

– Você é uma mulher apaixonada, não faria qualquer coisa para ver seu marido feliz? Ajude-me, Damara! 

A bruxa a ignorou, mantendo-se firme naquela posição, pois ainda não era o suficiente. Damara queria ver aquela que te enfrentou ser humilhada, ou melhor, humilhando-se. E foi assim que aconteceu. A rainha correu para a frente de Damara e ajoelhou-se aos seus pés, beijando-os enquanto ainda chorava. A bruxa sorriu. 

– Eu imploro, senhora, ajude-me!  

Damara agarrou o cabelo da rainha e a levantou, fazendo-a olhar em seus belos e verdes olhos. 

– Peça perdão, imunda.  

– Perdoe-me, senhora... perdoe-me a humilhação, às ofensas! Perdoe-me... 

Satisfeita, Damara sorriu e a empurrou para trás, rapidamente indo às suas velas e posicionando-as. 

– Já sabe o que fazer, minha rainha. 

Um fio de esperança e alívio invadiram o corpo da rainha, que logo começou a despir-se em frente à bruxa, que preparava o círculo mágico, não escondendo o sorriso satisfeito por ver aquela mulher se humilhar aos seus pés, implorando por sua ajuda e seu perdão.  

Os planos estavam se concretizando pouco a pouco, agora o quarto filho de Lúcifer viria, o Guardião da Luz nasceria em pouco tempo, logo após o Guardião das Sombras, que teve seu ritual realizado com sucesso anteriormente. Então, agora restava apenas uma, a jovem camponesa - já selecionada - que, mesmo sem sua permissão, conceberia a quinta e última filha de Lúcifer, aquela que guiaria as almas para o pai, a Guardiã da Morte.  

 

 

Dia 5 de novembro de 1488. 

 

A noite fria e o céu nublado serviam de um belíssimo cenário para a data tão especial. Damara, Alcander e a pequena Pandora apreciavam a correria do povo na praça central do reino vizinho, em frente à Igreja, e assim como os passos do padre em direção ao palácio, as notícias também corriam rapidamente. Naquela noite gélida, agitada e nublada o primeiro filho nasceria, em poucos minutos a Rainha Kim daria a luz ao mais belo filho de Lúcifer. As trovoadas começavam e os relâmpagos que cortavam as nuvens negras anunciavam que o momento estava próximo, então, sabendo o que aconteceria, os três foram para a entrada da Igreja, assim protegendo-se da tempestade que se iniciou. O céu iluminado por clarões e as nuvens que corriam em círculos anunciava a chegada de Kim SeokJin. 

– É como se eu pudesse vê-lo, ouvi-lo... 

Sussurrou Damara com seus olhos fechados, sorrindo o mais largo que conseguiu enquanto sentia respingos da chuva em seu rosto. E, de fato, ela conseguia ver a criança daquela forma. 

– Como ele é, minha dama? 

– Ah, senhor... é a criança mais bela que já vi.  

– De quem estão falando, irmã?  

Após suas palavras emboladas e mal pronunciadas, a pequenina moveu sua cabeça para o lado, fazendo os cachos ruivos voarem com o vento, então Damara segurou sua mão, abaixando-se em frente a ela. 

– Do seu destino, minha pequena.  

A menina ainda não entendia, mal sabia falar e ainda caía vez ou outra ao andar, mas algo novo estava surgindo para ela, algo inexplicável e inédito. Em seu coração, forte e sensitivo como o de sua irmã, um formigar ansioso se espalhava, algo semelhante a cócegas. Pandora, tão pequena, já possuía grande poder. 

A chuva cessou e as pessoas, novamente, saiam de suas casas, enquanto aqueles três, antes cobertos pela Igreja, agora caminhavam de volta à carruagem dada pela Baronesa Min, para que assim voltassem à floresta que separava os reinos.  

E assim seria o nascimento de cada um. A cada parte de Lúcifer que nasceria, o céu se revoltaria e choraria, as trevas dominariam a terra e, então, o poder de Alcander, secretamente, cresceria.  

 

Ano de 1494. 

 

A manhã quente e ensolarada mascarava a floresta, que a cada dia que se passava, tornava-se mais sombria, exceto durante a estadia do sol naquela área, pois até mesmo o rio que tantos morreram em oferenda ao demônio tornava-se belo.  

Jin corria apressado entre as árvores junto de seu primo NamJoon, poucos dias mais novo que ele, e JungKook. A gargalhada era alta e assustava os animais de porte pequeno, que sempre que os viam, escondiam-se em algum tronco de árvore. JungKook escondeu-se junto de NamJoon atrás de uma árvore, enquanto Jin corria para longe deles. Os garotos sempre faziam o mesmo quando juntavam-se: corriam para longe do palácio e quando os pais os encontravam, o culpado acabava sendo o mais velho deles. Mas desta vez o lugar era perigoso, pois a cada passo que o garoto dava, chegava mais perto da cabana onde a bruxa morava. Ele continuaria correndo, ainda pensando estar sendo seguido pelos outros dois garotos, mas então ele ouviu um doce e calmo cantarolar.  

O menino escondeu-se atrás do tronco de uma árvore e ficou em silêncio, observando a menina apenas dois anos mais velha alimentar um filhote de coelho. O vento fez os longos e, aparentemente, macios cachos voarem e Jin perdeu-se naqueles fios ruivos que dançavam sutilmente ao som da suave voz da garota. A pele clara, quase intocada pelo sol, contrastava com as sardas espalhadas por seu rosto, tão delicadamente esculpido. O garoto estava hipnotizado por tal beleza, mesmo sendo tão jovem, conseguia perceber a beleza das pessoas e das coisas. O canto foi interrompido e substituído por um gemido de dor quando o coelho mordeu, sem querer, o dedo da garota. Preocupado, Jin correu até ela e agachou em sua frente. Os olhos, antes de cor desconhecida, cruzaram-se com os dele, então ele encontrou outro belo abismo: o verde claro dos olhos dela. Ele levou o dedo da menina até a boca para controlar o sangue, assim como sua mãe fazia quando ele se machucava, enquanto apenas o canto dos pássaros quebrava o silêncio. 

– Tome cuidado, os dentinhos deles são afiados.  

– Quem é você? Um garoto da nobreza não deveria passear sozinho pela floresta.  

A ruiva sorriu, fazendo o coração do garoto acelerar e suas bochechas ficarem vermelhas. 

– Como sabe que sou da nobreza? 

– Suas roupas, oras! Vá, senhorzinho, antes que peguem-no aqui. 

– Você não tem medo de ficar aqui sozinha? Dizem que há uma bruxa má! 

Ela gargalhou a ouvir aquilo, balançando suas mãos rapidamente. 

– Má, a minha irmã? Oras, ela é um anjo! 

– Você é irmã da bruxa má? 

– Sim, eu sou. - Sorriu orgulhosa, mas ao perceber o receio do rapaz, abaixou sua cabeça. - Agora ficará com medo de mim também... todas as crianças sentem medo de mim por isso. 

– Não diga isso, senhorita! Se você diz que ela é boa, eu acreditarei! 

– Mesmo? 

A menina sorriu e ergueu sua cabeça, vendo o outro assentir, também sorridente. 

– E sua irmã usa magia negra?  

– Senhorzinho, a magia não tem cor e muito menos lado! A magia não é ruim.  

– Mas o padre explicou-me sobre magia negra, oras! 

– Repito a ti, senhorzinho: a magia não tem cor. O que define se será boa ou ruim são as pessoas que dela usarão. Resta a você escolher se usará para o bem... - Ela pegou um galho morto, acariciando-o, então o mesmo reviveu. - Ou para o mal. - Assim como ela deu vida ao galho, o matou após quebra-lo ao meio, tornando-o seco e escuro outra vez. 

– Isso foi incrível! Por favor, ensine-me a magia, senhorita! 

– Ensino-te, mas corra, sua mãe virá em poucos minutos! 

– Como sabe? 

– Explicarei sobre vidência outra hora, apenas corra, senhorzinho! 

A garota levantou-se e o ajudou a levantar, andando na direção oposta. 

– Espere, senhorita! Diga-me seu nome! 

Ela olhou-o por cima dos ombros e sorriu. 

– Meu nome é Pandora, senhorzinho. 

– E o meu é Jin! Kim SeokJin. 

– O herdeiro dos Kim.  

– Isso! Estarei aqui amanhã neste horário, poderíamos nos ver? Quero aprender sobre magia! 

– Será um prazer, senhor. 

– Chame-me de Jin, Pandora. 

– Até o entardecer, Jin. 

Pandora correu entre as árvores de volta à sua casa, enquanto Jin, ainda encantado com sua nova amiga, voltava para o palácio. Ela não saía da cabeça do garoto, e ele, tão perdido em sua inocência, nem imaginava que seus destinos foram traçados antes de seu nascimento.


Notas Finais


E por hoje é só, espero que tenham gostado, amores!
Não esqueçam de dizer o que acharam, uh? Suas opiniões me motivam! <3
Beijinhos e até o próximo. <3

Link da música: https://www.youtube.com/watch?v=19bBGxf5k6k


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