História The Forest - Interativa - Capítulo 6


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Tags Interativa
Exibições 39
Palavras 1.613
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Romance e Novela, Sobrenatural, Terror e Horror
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Olá! ~

Antes de mais nada, eu gostaria de me desculpar pela demora. Eu não esperava que o meu computador fosse me deixar na mão, e como eu simplesmente detesto escrever por celular, eu decidi esperar e aqui estou eu outra vez!

Quero que saibam que o capítulo será INTEIRAMENTE focado na história da ilha em que os seus personagens estão, por isso o capítulo não ficou extenso, mas eu espero que gostem.

E claro, eu gostaria de agradecer a @witchcraft pela capa maravilhosa! Obrigada ♥

Enfim, me desculpem se eu deixei passar algum erro.

Boa leitura ~

Capítulo 6 - Antigas histórias


O silêncio parecia sufocar Robert; cada segundo dentro daquela sala havia se tornado tenso o suficiente para que o homem permanecesse vidrado, olhando especificamente para o monitor que reproduzia a imagem daquela câmera, onde ele podia enxergar algo que, na verdade, ele gostaria de não poder enxergar.

Até aquele momento tudo parecia estar indo muito bem. Na verdade, Robert poderia jurar que nada atrapalharia seus planos, mas aquela coisa em especial poderia acabar com tudo de uma só vez. Ele jamais imaginou que um dia poderia se sentir tão inseguro com tudo, estava arrasado por ver algo que acreditou que nunca veria, era simplesmente inacreditável.

 — Mas… O que é aquilo? — Tyler estava ao lado de seu superior, olhando para aquele monitor tão impressionado quanto Robert. — E não é só um, veja, senhor! — Apontou para aquela tela, logo em seguida cobrindo a boca com ambas as mãos, mostrando o quanto estava pasmo.

 — Eu sei muito bem que não é só um, porra! O que você acha que eu posso fazer, Tyler?! Eu não posso fazer mais nada, eles já estão lá! — Robert gritou, descontando todo o seu desespero em seu capanga. — Na verdade, eu não planejava tirá-los de lá, pois… Tsc, esse era o plano, eles deveriam ficar lá até restar apenas um, mas agora eu duvido muito que poderá restar ao menos um deles… Na verdade, eu não posso te afirmar nada, pois não posso prever o futuro.

 — Sim senhor, eu sei disso… Mas, o senhor desacreditou dos avisos daqueles nativos que eram proprietários daquelas terras. Eles deixaram avisado o quanto aquele solo é ~

 — Amaldiçoado? — Interrompeu o rapaz. — Como eu poderia acreditar naquelas palavras? Eles apenas me pareciam desesperados pelo dinheiro que ofereci por aquelas terras, eles apenas pareciam estar desesperados para levarem suas vidas para bem… Longe. — Sussurrou a última palavra, observando um ponto qualquer naquela sala.

 — Talvez fosse esse o maior dos motivos para você acreditar neles, senhor. — Robert suspirou fundo e espalmou suas mãos fortemente sobre a mesa.

 — Agora eu não posso fazer nada… E não faria nem se eu pudesse, eu quero mesmo é que eles se fodam, Tyler. — Dizia amargamente. — Mas, as histórias que ouvi sobre aquele lugar são realmente inacreditáveis… Eu nunca pensei que um dia um assunto desses poderia perturbar o meu humor.

 — O que tanto o senhor ouviu? — Tyler não era capaz de esconder sua curiosidade, na verdade, ele sequer fez questão de esconder.

Robert o encarou com desdém, mas logo girou sua poltrona e ficou sentado de frente para o capanga, repensando se deveria mesmo contar tudo a ele. De repente, o diretor apenas suspirou e fez sinal para que Tyler se sentasse, e assim o mesmo o fez depois de hesitar por alguns segundos.

 — Eu não deveria mesmo estar te contando todas essas coisas, pois nada disso diz respeito a você, ou a qualquer outro idiota. Mas, já que você viu tudo isso… Eu não diria que não tenho escolhas, apenas estou sendo… Generoso.

 — Sim, senhor. — O rapaz assentiu. — Compreendo.

 — Ótimo. — Sorriu cinicamente.

Durante longos e quase intermináveis minutos, Robert permaneceu em silêncio. O homem pensava por onde deveria começar, visto que havia escutado muitas histórias estranhas sobre aquela ilha. Naquele momento, ele apenas tentava relembrar claramente de todos os detalhes.

Lembrou-se de quando avistou um dos nativos daquela ilha, o mais velho deles, que não parecia estar assustado quando viu o diretor pela primeira vez, ao contrário disso, ele parecia estar aliviado. De certa forma, o alívio daquele velho atingiu um nível ainda maior quando recebeu a notícia de que Robert estava pretendendo comprar todas aquelas terras.

De início, todos os habitantes daquele local discordaram completamente, pois Robert havia oferecido muito pouco, uma quantidade quase insignificante de dinheiro, mesmo depois de algumas horas cansativas de conversa.

Mesmo depois de ofender e ameaçar todos os integrantes daquele grupo, Robert se viu derrotado ao perceber que não conseguiria o que queria. Ninguém estava disposto a colaborar, e de certa forma, ele se sentia um completo idiota por ter ido sozinho até aquele lugar. Sabia dos riscos desde o início, sabia que aqueles nativos poderiam considerá-lo uma ameaça de grande escala, mas, sendo um grande ambicioso, o que ele não poderia fazer para simplesmente conseguir cumprir um desejo como aquele?

A única coisa que conseguiu fazer depois de tanto conversar foi concordar com o preço. Mesmo sabendo que a quantidade de dinheiro exigida pelo líder daquelas pessoas não fosse muita, Robert detestava gastar mais do que julgava ser suficiente. Um homem miserável por natureza.

No fundo de sua consciência, o homem sabia mais do que ninguém que sem aquele pagamento, aqueles nativos jamais poderiam seguir para um local comum, para levarem uma vida normal. Ninguém aceitaria um bando de homens selvagens sem receber algo em troca, muito menos numa cidade. Pelo menos com aquele dinheiro, eles poderiam ter alguma chance.

Porém, Robert sentiu um arrepio percorrer todo o seu corpo ao relembrar-se das palavras daquele velho.

“Não sei se isso te fará mudar de ideia, mas você não conhece todos os mistérios que se escondem por esse lugar, rapaz… Você não conhece nada daqui.”

 

Lembrou-se de como o olhou sem entender, o semblante daquele velho não deixava transparecer nada.

“Aconteceu há seculos, mas não deixe o tempo te enganar, pois amaldiçoados serão todos aqueles que insistirem em pisar aqui… O tempo não desfez nada do que aconteceu, pelo contrário, apenas fez com que todos aqueles que sofreram se revoltassem… Todos eles.”

 

Naquele momento, Robert lembrou-se de ter soltado uma longa gargalhada, lembrou-se também de como todos o encararam horrorizados com sua descrença.

“Você está brincando comigo! Isso não fará com que eu aumente a quantidade que ofereço a vocês!”

 

No fundo, o diretor acreditava em partes, mas seu orgulho apenas o fez gritar com todos aqueles que estavam presentes no local. Mais uma vez ele havia agido como um tolo. 

“Eu estou satisfeito com o nosso acordo, rapaz… Mas, antes de partir, eu insisto para que ouça com cuidado o que eu tenho para lhe contar. Há séculos, quando nossos antepassados ainda dominavam esse lugar, uma guerra acabou dividindo os antigos povos em grupos… Com o tempo, todos acabaram adotando diferentes formas de viver, mas um dos grupos adotou um método bastante radical… Eles acabaram aproveitando o conhecimento que tinham sobre a arte das trevas...”

 

Naquele momento, Robert o interrompeu outra vez.

“Está me dizendo que eu não deveria estar aqui, pois os antigos povos tinham costumes estranhos? Escuta aqui, velhote, seja lá o que tenha acontecido aqui, seja lá que tipo de costumes eles tiveram, eu não me importo! Isso é uma piada!”

 

Era impressionante perceber que mesmo depois de tratá-los com tamanha agressividade e arrogância, os nativos permaneciam agindo de forma pacífica.

“E então, aqueles que podiam se aproveitar das artes das trevas ficaram no controle de tudo, eles perseguiram os demais e quando conseguiam capturá-los, eles os escravizavam, os torturavam de inúmeras formas terríveis, e quando cansavam, eles os matavam. Alguns feiticeiros foram longe demais ao tentarem dominar as forças da natureza… Não tiveram muito sucesso, mas conseguiram afetar quase completamente o tempo e clima desse lugar. Tudo acabou se tornando instável, as pessoas morriam aos montes por conta disso, e ainda assim, os feiticeiros não desistiram da guerra. Eles resolveram transformar todos os seus prisioneiros em criaturas demoníacas, as quais se alimentavam do desespero e sofrimento de outros… Mas, aquilo não durou muito, pois numa noite fria, uma tempestade acabou devastando quase tudo, os dominantes das artes das trevas perderam o controle do próprio poder e então, aquela tempestade levou quase todos eles, restando apenas alguns prisioneiros… Por isso, eu digo que aquela maldição dura até os tempos atuais, e não é impossível de se encontrar com algumas daquelas criaturas, ou até mesmo com a alma atormentada daqueles que morreram… Muitos ainda vagam por estes solos.”

 

Após relembrar-se de todas aquelas palavras, Robert riu amargamente, depositando seu olhar frígido sobre o seu capanga, o qual permanecia inquieto, com a respiração irregular.

 — Não me diga que está com medo, Tyler? — O homem zombou, mas, no fundo, sabia que estava com tanto medo quanto seu capanga. — Eram apenas histórias para crianças dormirem… Aqueles nativos apenas estavam brincando comigo, por isso eu espero que todos os antepassados deles estejam queimando no inferno.

 — Mas, nós vimos ~

 — Não vimos! — Gritou. — A câmera deve estar com algum problema, vou pedir para que entrem lá e verifiquem isso… Mas, não agora. Por enquanto, eu apenas quero ver todos aqueles vermes inúteis morrendo, um por um. — Sorriu perversamente, logo se levantou de sua cadeira e acendeu rapidamente um cigarro. — E eu não quero que comente isso com alguém, ouviu bem? Ou eu juro que enviarei sua cabeça e entranhas para as suas belas filhas. — Tyler assentiu rapidamente, logo se levantou.

 — Eu juro por qualquer coisa que o senhor tem a minha palavra. Eu jamais tocarei nesse assunto com qualquer outro… Tudo o que conversamos morrerá aqui, senhor, eu juro.

 — É claro que não fará nada de errado… Caso contrário, suas belas filhas pagarão o preço. E você também, imbecil. — Aproximou-se do rapaz e tocou-lhe o ombro, lançando-lhe um sorriso asqueroso. — E acredite, eu gosto de machucar garotinhas, e você poderá me dar esse gosto se me desobedecer. Todos aqueles que destruírem minha confiança pagarão bem caro, suas famílias também.

 — E-Eu entendo, senhor… Entendo perfeitamente!

 — Bom rapaz… — Soprou a fumaça de seu cigarro diretamente no rosto de Tyler.

Mesmo que ambos tivessem encerrado o assunto, Robert ainda não conseguia tirar a imagem daquilo que havia visto. A silhueta negra e turva daquela criatura desconhecida havia sumido do monitor, e ele apenas esperava não ter que ver aquilo novamente.

 

 

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado do capítulo, e espero que suas dúvidas tenham sido sanadas :)

Eu gostaria muito de saber o que vocês acharam ♥

E eu prometo que vou tentar não demorar para atualizar a fanfic!

Obrigada por lerem até aqui, até a próxima ~


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...