História The Four Clans - Capítulo 23


Escrita por: ~

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Categorias Rei Leão, Warrior Cats (Gatos Guerreiros)
Personagens Kiara, Kovu, Nala, Personagens Originais, Sarabi, Simba, Vitani
Tags Fuli, Kion, Kiuli, Kovara, The Lion Guard, Warrior Cats
Visualizações 79
Palavras 3.580
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Famí­lia, Ficção, Mistério, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 23 - Empasse


-Por que você fez isso?
​A voz relativamente baixa, parecida com um sussurro na Toca de Fuli, era de Jasiri, seus olhos brilhavam em desaponto, como se não esperasse esse tipo de ação de Fuli. Esta revirou os olhos em suas órbitas, e sentou, como se esperasse uma conversa longa. Logo voltou a encarar o castanho escuro da representante.

-Ele não precisava disso! Ele precisa saber que nós confiamos nele. Isso não vai ajudar.
​Disse por fim, esperando a resposta da Líder, sentou-se também, pronta para ouvir cada palavra. Fuli suspirou, como se cansada e aspirando sabedoria.

-O que ele precisa agora, é uma mentora que deixe-o bem longe dos caminhos da maldade...
​-Espera...

Riu em desdém Jasiri, como se desacreditasse as palavras da melhor amiga, e encarou-a com desafio.

-Você acha que eu não posso dar conta dele?
​Jasiri insinuou, e recebeu um olhar incerto de Fuli, que logo começou a negar.

-É claro que não! Só... Quero ter certeza de seu treinamento de agora em diante.
​Jasiri negou, definitivamente não acreditando em Fuli.

-Não é só por causa disso, você não têm confiado em min, me trata apenas como uma guerreira do Clã! Fuli, sou sua melhor amiga! E se você não estivesse tão cega no seu amor ridículo com Kion, você seria uma Líder e uma amiga Melhor.

Os olhos da representante brilharam em uma ação forte. Fuli soltou um ronco do fundo dos pulmões, estava cansada -Não dormira bem na véspera, sentia falta de Atlas e de observa-lo dormindo no outro lado da Toca, aquilo lhe dava a sensação de que estava fazendo algo bom, mas quando este se foi, se sentiu mal, seu peito apertou e lhe impediu, persistentemente, de dormir-, exausta, e um pouco zangada, e enfrentar Jasiri não lhe fazia sentir melhor, embora sentisse nitidamente as palavras lhe atingirem, justamente por serem, em sua maioria verdades..
​Torceu o focinho, dando certo destaque a sua cicatriz. Sua cauda, assim como a de Jasiri, balançava insistentemente, sem a intenção de parar. Ela olhou nos olhos da representante, e em desdém, crispou os lábios.

-Olha, não importa, está bem?! Eu sou a mentora dele, e acima de tudo, sou sua Líder, me obedeça e não questione. Sei o que estou fazendo, e não pense que poderia fazer melhor.

Jasiri fez sinal de que ia responder, mas não o fez, de repente, se sentiu magoada, e não queria revidar as palavras da Líder, seus olhos arregalados, apenas mostravam confusão enquanto encaravam o verde de Fuli, não teve coragem de proferir outras palavras, não teve coragem de fazer nada, se não se virar e tocar a ponta da cauda no focinho de Fuli, saiu com pisadas largas e pesadas da toca. Fuli rosnou, inflada de raiva, arranhou a terra embaixo de suas patas e virou às costas a saída da toca, como se negasse o diálogo anterior, com raiva, deitou-se em sua cama de musgo, com as patas sobre o peito, e permitiu que sua mente pensasse no que fazer agora.

Jasiri saiu bufando da toca da Líder, com o rosto alterado pela feição de desgosto, a ponta de sua calda se mexia nervosamente.
​Não que ela realmente estivesse surpresa pela briga, desde que Fuli se tornara a Líder do Clã, e ela sua representante, ambas têm estado muito ocupadas, Jasiri têm estado exausta, liderando as patrulhas e tomando outras decisões, Fuli esteve ocupada administrando o Clã e se preocupando com os filhotes e aprendizes, principalmente com o seu.
​Ambas tinham pouco tempo para lazer, e quando tinham, não o usava para conversar, no geral, e no máximo, conversavam como uma Líder e uma guerreira a seu serviço.
​Sua relação com Fuli, têm ficado cada vez mais estreita, até estar instável e por fim, ficar pequena o bastante para que a confiança uma na outra não seja o suficiente para manter a amizade, sem considerar as brigas envolventes Zaki, e sua irmã, Aisha.
​Fuli tinha medo do futuro destes filhotes, se preocupar era natural, ainda mais quando se tratava das crias de Makucha, mas Fuli não se preocupava com Makucha, e sim com seus filhotes, e tudo que Jasiri podia fazer era mantê-los longe de Fuli, mas agora, já não tinha certeza se era capaz, Fuli tomara Zaki como seu aprendiz, e agora, sua responsabilidade era total para com Aisha, e agora, não tinha ideia de como poderia poupar Zaki, ou se se fosse mesmo possível. Lhe restava sentar, e esperar que Fuli não fosse a culpada por ele querer seguir seu pai.

Resumindo; Ninguém ficou realmente surpreso quando as palavras explodiram enquanto ambas as amigas estavam na mesma toca; O que surpreendeu mesmo, fora que essa amizade tivesse durado tanto tempo.

Não se surpreendeu quando fora dirigida diretamente para fora da clareira, caminhando pela saída do acampamento, suas patas já não lhe perguntavam mais nada, e não é como se realmente se importasse; Diferente de certos felinos, confiava em si.
​Quando finalmente parou de caminhar, seu olhar não mudou em nada, não estava surpresa que realmente estava ali de novo.

Com convicção, e um brilho incomum nos olhos, observou o solo de pedra, com finas rachaduras, levantou o olhar, e, como se buscasse por algo, correu os olhos no cânion que dava entrada a Terras Sombrias. Não demorou para que, com o vento frio, chegasse o cheiro de uma patrulha Hiena, mais calma, sentou, como se esperasse ansiosamente pelo dono do cheiro que o vento trouxera.

A Hiena de olhar amarelo confuso, e manchas negras, se aproximou da saída do Cânion, em sua boca, jazia um sorriso, que revelava suas presas afiadas brilhando na luz do sol alto, com outras duas hienas ao seu lado, caminhou até a guepardo de pelos escuros, que parecia lhe esperar na entrada da Terras Sombrias. Mostrando suas presas, seu sorriso se alargou, encarando  o felino em sua frente.

-Ora, ora, ora, Jasiri, o que faz aqui?
​Ele perguntou, seu tom passou longe de ser hostil, beirando a mansidão, e um brilho vivo nos olhos escuros, enquanto acenou para que as hienas ao seu lado se afastassem, assim elas fizeram. Jasiri respirou fundo, como se quisesse aliviar um peso indecente nas costas.

-O que aconteceu?
​Ele perguntou, notando a face alterada de ira. Jasiri hesitou antes de falar.

-Você pode ficar aqui muito tempo?
​Ela perguntou, se referindo à Longa conversa que julgava ser necessário para tirar o peso das costas. Janja riu como se Jasiri houvesse falado alguma besteira, o que de certa forma era verdade para ele.

-Eu sou o Líder, além do mais, todos sabem que eu me encontro com você, ele só são muito cabeças-ocas para realmente se preocupar.
​Disse apontando uma de suas patas para o peito e logo em seguida, dando de ombros, com o olhar revirado sem importância. Jasiri, após um curto sorriso, se entregou as verdades de Janja, e se acomodou para que pudesse conversar com a Hiena.

Seus assuntos foram principalmente focados em Fuli, e em como sua amizade e confiança estava quebradiça recentemente. Jasiri sabia que poderia sempre conversar com Janja, era um ótimo ouvinte, dando opiniões apenas quando ela realmente permitia, diferente de uma certa Guepardo que conhecia;
​Além disso, Janja devia à ela, muito mais do que pudesse lembrar. A dívida se referia há um acidente, talvez uns três meses ou menos; Uma manada havia debandado, e ia em direção a um dos cânions mais estreitos da Terras Sombrias, por coincidência, ou destino,​ como Janja gostava de pensar, Jasiri fora enviada ali por Fuli, para avaliar o perigo que as Hienas representavam -O que Jasiri desconfiou que fosse apenas uma desculpa para que fosse à encontro de Kion. Guepardos eram rápidos, muito​ rápidos, e era à essa velocidade que Janja devia sua vida.
​Logo, não demorou para que Jasiri chegasse a conclusão de que as Hienas eram muito cabeças-ocas​ para realmente tivessem consciência de que um dia poderiam vir a ser um problema, embora, já houvessem se aliado com Makucha.

...

​-Patrulhas minhas têm sentido um cheiro estranho ao Leste. Não é como se fossem humanos ou presas, parecem felinos...
​Janja disse, coçando o queixo com uma das garras retraídas. Sabe-se lá como entraram neste assunto, mas uma vez aqui, recuar não era do interesse de Jasiri. Ela empinou um pouco mais as orelhas, tentando ouvir mais claramente as palavras vagas de Janja, tombou a cabeça para um lado, e dúvida.

-O que quer dizer? Seria o cheiro de Makucha?
​Ela o perguntou, seus olhos brilhavam em preocupação, com certa razão; Makucha era um assassino, e como representante, era seu deve saber de todo o perigo que ronda seu Clã, mesmo que esteja há quilômetros de distancia. Janja negou com a cabeça, concluindo uma feição um pouco menos decifrável que o necessário.

-Não... Era... Familiar, é como se fossem outros felinos, como você e os outros Clãs, mas... diferente... Não sei como explicar.
​Disse, divagando consigo mesmo, tentando ter em mente uma imagem próxima as expectativas que o cheiro dava, embora, nada nítido. Jasiri desistiu de uma das preocupações, para lidar com outra.

-Acha que apresentam qualquer ameaça?
​Ele deu de ombros, como se não se importasse, outrora passasse bem perto do caso. Ele virou o rosto para um ponto fixo, o olhar divagava em outras lembranças que ele insistia em não compartilhar com Jasiri, não é como se ela realmente se importasse.

-Não acho, é muito longe daqui, nos limites da Terras Sombrias. Duvido que se aproximem mais, seja lá quem forem.
Não demonstrou preocupação, embora se perguntasse se realmente deveria temer o cheiro, seus olhos extremamente escuros eram uma poça cinzenta negra, indecifrável e banhada em lembranças aparentemente avassaladoras. Jasiri deu de ombros, sabia que quando Janja se perdia deste jeito, não fazia sentido algum perguntar, nunca chegavam a um caminho concreto, o que, assim como milhões de outras coisas, não afetava Jasiri. Suspirou, como se quisesse encerrar a conversa, antes que pudesse agir, um grito agudo chamou a atenção de ambos. Janja deu de ombros mais uma vez, reconhecendo que era um chamado de seu Clã para uma reunião, embora incomodado, não se importou com o fato de que apenas ele podia convocar reuniões.

-Eu preciso ir. Sinto muito sobre tudo.

Seus olhos permaneciam inexpressivos, como se não realmente se importasse, Jasiri não ligava para isso, apenas queria, de vez em quando, sair por um mísero minuto do seu posto de representante de Clã, e melhor Amiga paciente de Líder, isso a incomodava, parecia um posto, no qual parecia se arrepender profundamente de estar ali.
​Acenou, e observou Janja trotar até a extremidade do Cânion e fazer uma curva, desaparecendo, deixando um rastro forte de cheiro.
​Jasiri se levantou, e com um suspiro cansado, deu as costas a Terras Sombrias.

...

​Fuli sentou em sua cama de musgo, fria, e estranhamente macia, com as patas no peito, se virou para pentear os ombros, e pôr seus pelos de nuca no lugar. Se permitiu, com cuidado, pensar nas palavras dolorosas de Jasiri e a maneira como tratava Zaki.

Foi com um sorriso incerto, e as safiras brilhando em satisfação, que lembrou com cautela, de que Badili era filho de Makucha, e que Zaki e Aisha eram irmãos de Badili. Com um sorriso amargo, se lembrou de Badili e seus olhos castanhos, do modo como sua pelagem brilhava ao sol e, ás vezes, á lua. O sentimento velho e conhecido, que não sentia há muito tempo, lhe inundou como uma enchente. Saudade, era cortante e parecia lhe machucar de alguma forma, fazia muito tempo que não o sentia, e admitia que Kion era o principal culpado, ele estava lá quando precisava, e sabia que Badili aprovara sua escolha quanto a ele, -Mesmo sendo de outro Clã. Com angústia e um brilho culpado nos olhos, se lembrou que Jasiri também sempre estivera lá para lhe dar apoio.

Sentiu sua calda estremecer; Sempre acontecia quando percebia que estava errada -Tinha certeza que era de Família.
​Levantou a cabeça levemente, sorvendo o ar e esperando uma resposta concreta de seu subconsciente; Estava errada, afinal, estava errada em tratar Zaki desse jeito, sentia-se melhor em saber que eram os irmãos de Badili, que eram de sua família, e que, afinal, Badili teria um legado. Sentiu sua cauda se remoer em um espasmo, como se estivesse sendo, sem êxito, forçada a encara a verdade. Sua orelha se estremeceu nervosa brevemente e se levantou com patas rígidas.

Saiu de sua toca e sentiu automaticamente o calor da Estação Seca, com a pelagem úmida, por causa do banho, se sentiu melhor.
​Elevou a cabeça levemente, sentindo no ar, o fraco cheiro de Jasiri, indicava que passara ali, e não voltara. Com decepção, foi até a Toca dos Aprendizes, para treinar com o seu novo aluno.

Colocou a cabeça para dentro, estava vazia, com um ou dois filhotes dormindo, um deles era Zaki, e o outro sua irmã, Aisha, estava enrolados como se passassem por algo difícil, e tivessem que superar juntos, não fazia tanto tempo que agia da mesma forma com seu irmão. Se Aisha estava ali, raciocinara, significa que Jasiri não estava no acampamento e que fora sozinha, bufou, frustrada, recojitando a ideia de se desculpar.
​Com passos leves, foi até Zaki, e em sua feição calma e relaxada, pela primeira vez, enxergou Badili, balançou a cabeça levemente, afastou a saudade e os pensamentos distantes.

Tocou com seu focinho a testa de Zaki, ele desnorteado, levantou a cabeça com o olhos semicerrados, levou uma das patas até os olhos e os esfregou. Com a voz embreada de sono, disse:

-Fuli...? O que foi...?
​Ainda com o olhos entreabertos, sua voz saiu doce, como se não incomodado por ter sido acordado.

-Temos que continuar seu treinamento. Vamos.
​Ele bocejou, e Fuli apontou, com o focinho, a saída, o apressando. Ele se levantou, lentamente, e em pé, cambaleou duas ou três vezes antes de se firmar completamente.

-Coma alguma coisa e me encontre na saída do acampamento.
​Ela disse, autoritária, e ele assentiu, se arrastando até a saída da toca. Uma vez fora da toca, Fuli foi até a farmácia, para falar com James sobre a profecia, e saber com mais exatidão como ela poderia ser realizada. Com as narinas infestadas com o cheiro meio ácido de alguma planta que não reconheceu, entrou no carvalho do curandeiro, e foi recebido com um nariz minúsculo no pé de seu peito. Era urbi, a aprendiz de James, com os olhos amarelos brilhando como ouro, ela a recebeu.

-Fuli, o que a traz aqui?

Tombou a cabeça para o lado, demonstrando timidez, uma das características que ela e James possuíam.

-Queria falar com James sobre... Uma coisa...
Hesitante, começou a falar, se perguntando se Urbi estava a par da profecia, com uma remexida divertida nos bigodes, Urbi assentiu.

-A profecia, eu sei. Espere, vou chama-lo.

Assentiu e na escuridão, sumiu por último a calda curta e escura de Urbi. Poucos pulos de coelhos depois e James chegara até Fuli.

-James, por favor, diga que os ancestrais mandaram algum tipo de mensagem, ou algo que possa nos ajudar com nosso probleminha de profecia.

Disse, esperando ansiosamente uma resposta positiva, que apenas lhe fora negada com um rosto birrento.

-Se é isso que quer ouvir, eu até diria, mas não seria verdade.
​Um brilho brincalhão respondeu os olhos ambares do curandeiro e seu bigodes se mexeram, pela primeira vez, ele não fora tão tímido com Fuli, deixou o fato passar e suspirou pesado.

-Obrigada mesmo assim.
​Deu ás costas e foi até a clareira, dando de cara com Maya, e seus olhos azuis penetrantes, infestado de ansiedade.

-Fuli...
​Ela atendeu Maya com um movimento na cauda, e assentiu para que continuasse.

-Falta pouco para meus filhotes completarem seis meses, precisamos pensar em uma cerimônia e em mentores...
​Disse, como sempre amigável e direta, balançou as orelhas, concordando, e pensando em mentores.

-Tudo bem, vou sair com Zaki...
​Percebeu por segundos um brilho acusador nos olhos dela, e uma orelha nervosa, que logo se recompôs.

-Quando eu voltar, me diga quem gostaria que fossem seus mentores, certo?
​Torceu o focinho, concordando, e logo Fuli foi até a saída do acampamento, encontrando seu pequeno aprendiz, esperando obedientemente.
​Tocou-o em seu pelo macio de filhote, e o guiou para a saída do acampamento, para uma sessão de treinamento que se baseava em pegar presas para o Clã.

...

​Sob a luz da Lua cheia, corpos magros se movimentavam na floresta, cheios de pintas e manchas, se moviam até uma clareira rodeada por quatro Baobás enormes, vivas durante gerações. A líder os guia até o centro da clareira com seu fiel aprendiz o seu lado, deu um rápido olhar a sua representante, que o rejeitou, virando o olhar, ainda estavam 'De Mal'​, pois quando Fuli decidiu estar errada, e pedir desculpas, Jasiri simplesmente desaparecera, fazendo Fuli repensar suas ações, não de um jeito bom.

Não demorou para que seu Clã se sentasse com seus amigos de outros Clãs, havia Luas que não tinham problemas ou verdadeiras razões para brigarem e isso fortaleceu as relações que outros Clãs tinham. Fuli ronronou com tamanha satisfação, até Kion, e seu colega​ se aproximarem. Ryver deu um sorriso à Fuli e ela retribuiu, logo em seguida, Kion empurrou o ombro de Ryver com hostilidade e este deu de ombros, duvidando de qualquer desafio ne frente de uma Líder de Clã.

-Ryver, Kion, é bom vê-los!
​-É bom vê-la também, Fuli...

Ryver inclinou a cabeça respeitoso para a Líder do outro Clã, Kion apenas revirou os olhos, balançando furiosamente sua cauda. Fuli riu, e viu uma silhueta se aproximar do grupo, reconheceu, com certa amargura, que era Zuri, com uma orelha nervosa a cumprimentou com um movimento na cauda.

-Fuli, quanto tempo... É bom vê-la como Líder, depois de ser uma refugiada em acampamento inimigo!
​Fuli torceu o focinho, mas não permitiu-se mudar de expressão, tentando ignorar o comentário. Em questão de segundos, o ar ficou tenso e Fuli encarava Zuri com faíscas. A jovem Leoa se sentou perto de Kion, roçando seus pelos, e pela primeira vez, Fuli sentiu-se como Kion quando encarava Fuli e Ryver juntos. Com a orelha nervosa, ouviu o chamado de Atlas na pedra Alta, com ansiedade, olhou encantada para seu antigo aprendiz.

Subiu na pedra em um salto, e encarou o olhar verde de seu ex-aluno, trocaram roçadas de focinhos, e Atlas lhe  envolveu com sua cauda, agora seu tamanho era quase ao de Fuli. Não demorou para que a reunião começasse, finalmente. Depois de algumas apresentações de guerreiros e Aprendizes, Fuli considerava a reunião encerrada, até que viu na escuridão de noite, os olhos amarelos mergulhados em verde de Makucha brilhando sob a luz da Lua, com os músculos rígidos, emitiu um sinal de alerta a todos os outros felinos, e logo todos olharam para Makucha, este entrou se medo na clareira, acompanhado de outros sete felinos, eram misturados em espécies, sem uma em específico, pareciam tigres, Leões ou até guepardos, e uma das poucas coisas que tinham em comum, é que todos tinham a pelagem branca como a neve.

Makucha era uma exceção no pequeno grupo, por causa da cor de seu pelo, ao seu lado, uma guerreira baixa e pequena, com o olhar azul e pelo malhado de branco e preto, com uma sensação de autoridade. Ambos se puseram ao pé da pedra do Líderes, e como se pedissem permissão, encararam os Líderes por um momento.

-Não viemos aqui para lutar, não se preocupem.

Makucha disse, abaixando a cabeça para com os líderes, a sua voz era honesta, mas ainda ao som dela, a nuca de Fuli estremeceu, e ela teve que se conter para que seus músculos não lhe entregassem ao sinal de hostilidade. Kopa encarou Makucha nos olhos, tentando analisar algo, e com um aceno, disse:

-Prossiga...
​A cauda de Fuli se mexeu furiosamente, como ele pode dizer uma coisa dessas? Makucha encarou todos os outro líderes, e como se zombasse de Fuli, seus olhos brilharam em malícia quando caíram sobre ela.

-Vim em nome do Clã Albino...
​Ele apontou com a cauda os felinos atrás de si, com orgulho.

-Fui proclamado seu novo Líder, peço humildemente que me deem uma segunda chance, para Líder da Clã...
Makucha não terminara a fala, quando Fuli pulou furiosamente ao seu lado, com todos os sinais de hostilidade que pôde, quase atacando a guerreira ao lado de Makucha.

-Depois de tudo que você fez, você ainda tem coragem de vir aqui, pedir uma segunda chance, no meio de uma assembleia?
Seus olhos faiscaram, e Makucha recuou um passo, com a cabeça inclinada tentando continuar com o respeito, no canto do olho, Fuli percebeu uma orelha nervosa vinda de guerreira Tigre Branca.

-Eu estou a par dos meus Crimes, mas fui aceito em uma segunda chance no Clã Albino, deixe-me provar de que sou digno de uma segunda chance...

Antes que Fuli negasse, Kopa gritou em alto som, com Dean ao seu lado.

-Devemos ouvir o que ele tem a dizer, Fuli...
​Ela olhou para Kopa em sinal de desaprovação, mas Dean e Kopa estavam lado á lado, como se concordassem, ela olhou para Atlas, ele não tinha reação alguma, apenas parecia analisar a situação, sem seu olhar orgulhoso e brincalhão que Fuli conhecia, com um calafrio, percebeu que tudo mudara e que agora, não tinha o apoio de nenhum dos outros Clãs. Suspirou derrotada e deu lugar para que Makucha pudesse se explicar...
 



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