História The friendship simply surpasses all - Capítulo 32


Escrita por: ~

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Categorias Five Nights at Freddy's
Personagens Balloon Boy, Bonnie the Bunny, Chica the Chicken, Dave, Endoskeleton, Foxy the Pirate, Freddy Fazbear, Fritz Smith, Golden Freddy, Jeremy Fitzgerald, Mangle, Marionette, Mike Schmidt, Personagens Originais, Purple Guy, Sammy, Shadow Bonnie, Shadow Freddy, Springtrap, Toy Bonnie, Toy Chica, Toy Freddy
Tags Animatronicos, Crianças, Crianças Encapirotadas, Five Nights At Freddy's, Five Nights At Freddy's 2, Five Nights At Freddys 3, Fnaf, Fnaf2, Fnaf3, Friendship, Misterios, Pizza, Pizzaria, Segredos
Exibições 46
Palavras 3.920
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Fantasia, Fluffy, Hentai, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Sobrenatural, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Desculpa o atraso </3
Obrigada pelos favs e coments ^^ Boa leitura~

Capítulo 32 - Pains


Berros podiam ser ouvidos na sala da casa, isso fez praticamente todos da casa acordarem, e tratarem de descer o mais rápido possível, para a surpresa de todos: Shadow Freddy e Shadow Bonnie estavam brigando feio, sem tapas ou socos, mas Shadow Bonnie parecia segurar-se para não chorar.

Freddy: E-ei. — O urso estava apreensivo sobre interferir, porém foi mesmo assim, Freddy e Golden Freddy separaram os dois Shadows.

Golden: Gente, o quê houve? — O urso olhou de Shadow Bonnie à Shadow Freddy.

Shadow Bonnie: E-Esse idiota...! — Shadow Freddy se irritou mais.

Puppet: O que quê deu entre vocês dois? — A marionete ainda estava com muito sono, não estava pronto para resolver discussões tão cedo.

Freddy: O quê deu em vocês dois?! — O urso indagou, olhando sua versão sombria na qual ele segurava os ombros, impedindo que o urso negro partisse para cima do coelho negro. — Vocês sempre foram tão jun-... — O moreno mal pôde terminar sua frase, viu o urso sombrio desaparecer. — ...-tos. — Terminou a palavra, e logo todos encararam Shadow Bonnie, este se controlava para não chorar de raiva. — Shadow Bon? — Freddy o chamou, fazendo o coelho o encarar. — Quer conversar sobre isso? — Shadow Bonnie abaixou a cabeça, negando. — Oh...

Toy Freddy: Oh, Santa Marionete... — A voz do pequeno urso ficou mansa. — As coisas estão ficando cada vez piores por aqui.

Puppet suspirou, imaginando mesmo se tudo ia ficar bem.

Aqueles fantasmas estavam destuindo sua família...

Shadow Bonnie encarou Bonnie aflito, então jogou-se no coelho e começou a chorar escandalosamente no ombro do arroxeado.

Bonnie: M-meu Fredbear, Shadow Bonnie... Calma, mano. — Bonnie tentou acalmar o coelho. — Se acalma, ShadBon.

Balloon Boy: Ei... E por que vocês dois estavam acordados tão cedo? — O garotinho olhou Shadow Bonnie.

Shadow Bonnie: C-cedo? — A voz do coelho ficou confusa e abafada, ele tirou o rosto do ombro de Bonnie e encarou Balloon Boy. — Vocês sabem sequer que horas são? — The Puppet puxou a manga de seu pijama branco, olhando um relógio de pulso que apareceu devido seus poderes sobrenaturais.

Puppet: Dez da manhã... — Todos ficaram surpresos. —  Quase onze...

Jénnifer: Temos que começar os afazeres. — A loira olhou o chão, todos assentiram.

Foxy: É, vou tirar o pijama... — O ruivo olhou a camisa leve vermelha claro que usava, cujo continha uma imagem de uma raposa fofa dizendo "Yar!". — A essas horas eu devia ir cuidar do jardim. — O ruivo abaixou as orelhas com memórias dolorosas, e virou-se, saindo.

Freddy: Ah... Vamos, gente.

Depois de trocar suas roupas, todos foram fazer suas tarefas.

Foxy foi cuidar do jardim. 

Chica e Toy Chica foram ajudar Kelly a fazer o almoço em tudo o que podiam, Golden arrumava a mesa enquanto isso. Também havia Mangle, esta guardava coisas e arrumava móveis.

Beatriz varria o chão da sala, ela não se sentia muito obrigada ao fazer isso, por isso varria a bom gosto.

Freddy procurava Shadow Freddy pela casa, mas não havia um mínimo sinal do mesmo.

Já Shadow Bonnie ajudava Bonnie e Toy Bonnie a lavarem a roupa.

Golden fazia companhia a Jénnifer, mas a mesma estava incrivelmente quieta, e isso preocupava o loiro.

Puppet estava na sala de janta, relaxando o corpo ao som de sua caixinha de música. Ele realmente não tinha nada para fazer, então apenas relaxaria ali.

Balloon Boy comia biscoitos e enchia balões, ele realmente estava entediado, e por isso procurava uma decoração para a casa, na intenção de deixar o lugar menos triste. Mesmo sabendo que não adiantaria...

Freddy, enfim cansado de procurar Shadow Freddy, desceu as escadas partindo para a sala, já pensava se iria conversar com Shadow Bonnie ou apenas deixar o assunto de lado por hora.

Beatriz: Eu espero que aprenda a voar. — A garota olhou brava para o urso.

Freddy: O quê? — Beatriz olhou os pés do urso.

Beatriz: Estou varrendo o chão. — Ela andou calmamente até o urso e começou a varrer os pés do mesmo. — Se não quiser que eu enfie essa vassoura na tua boca acho melhor não sujar o chão. — O garoto engoliu em seco.

Freddy: Certo, não precisa ficar agressiva... — Sorriu sem jeito, saindo da sala o mais rápido possível e deixando a morena continuar seu trabalho.

O garoto se dirigiu até a cozinha, onde Kelly e as garotas estavam. Freddy se escorou em uma parede próxima à Kelly, e encarou fixamente a mulher.

Kelly: Algum problema, Fredrick? — Perguntou sem olhar o urso. Freddy se impressionou com a forma ligeira na qual a moça o notou ali, sendo que ela nem o viu entrar.

Freddy: Ah, os shadows ainda... — Kelly franziu a testa, e olhou o urso. — É que eu... Não sei resolver isso sem saber o motivo da briga dos dois. — Kelly sorriu pacientemente.

Kelly: Ignore-os. — Toy Chica e Chica passaram a prestar atenção nos dois.

Freddy: O quê? — Kelly voltou a olhar o alimento que preparava.

Kelly: Todo casal têm dessas brigas, é normal. E eles têm que resolver sozinhos, se eles se amam o amor vai prevalecer, e aqueles dois lá se amam muito. — Freddy pareceu entender.

Freddy: Todo casal mesmo têm essa briga? — Kelly assentiu.

Kelly: Uma briga ou uma grande dificuldade. Você e a Beatriz vão passar por isso também. — Freddy a olhou assustado.

Freddy: Oh, não diga isso... — Kelly riu fraco, abaixando a cabeça em seguida. Freddy ficou pensando uns momentos, decidindo se iria perguntar ou não, tinha medo de ser indelicado. Respirou fundo. — Dona Kelly...

Kelly: Sim, querido? — A olhou com um sorriso fraco.

Freddy: Er, a senhora e o senhor Miller também passaram por isso? — A mulher baixou o olhar, triste, Freddy sentiu que foi indelicado. — Desculpe...

Kelly: Não precisa se desculpar. — A loira ficou calada um tempo. — E sim, eu e o Will passamos... Em uma época antes do nosso namoro. — A loira começou a ter lembranças do passado e sorriu. — Uma briga no colegial, meu primeiro ano no ensino médio... Mas tudo acabou bem no final. — Kelly iria afagar os cabelos de Freddy, porém suas mãos estavam sujas de cebola. — Freddy, querido. — Freddy abaixou o olhar para encara-la. — Poderia ir ao mercado para mim por favor?

Freddy: Oh. — Freddy coçou a nuca. — Claro, eu... Iria com prazer. Mas, estou com um pouco de dor de cabeça... — O urso explicou, esperando que Kelly entendesse.

Kelly: Certo. — A loira sorriu compreensiva. — Então eu irei amanhã, não se preocupe. — O urso sorriu de canto. — Agora preciso fazer o almoço, que valerá como café da manhã. — Freddy assentiu, se afastando da cozinha para deixar Kelly em paz. Kelly lembrou-se de momentos que tivera com Dave, e seus filhos, uma lágrima escorreu pelo canto de seu olho.

Chica: D-dona Kelly... — A de olhos violetas olhou a loira mais velha, que tentou rapidamente limpar a lágrima.

Kelly: É por causa da cebola, Chica. — A loira mentiu, aquilo não convenceu Chica, mas ela decidiu ignorar, pois de Kelly não queria falar sobre isso, Chica não poderia obriga-la.

Cerca de algum tempo depois, todos haviam terminado suas tarefas, então todos foram almoçar; Porém, ainda nenhum sinal de Shadow Freddy...Shadow Bonnie não podia negar que estava preocupado, mas ao ver que seus três superiores — Puppet, Golden Freddy e Freddy. — não faziam ou falavam nada sobre o assunto, decidiu apenas deixar acontecer.

Beatriz estava pensativa no sofá da sala, mexendo em sua franja, bagunçando e arrumando repetidamente as mechas castanhas escuras que ela possuía, mechas cujo se assemelhavam demais às mechas que Dave tinha...

Beatriz fazia isso para se acalmar, a morena estava passando mal outra vez — Ao menos era o quê a garota pensava.

Os enjoos estavam mais fortes, e por hora, mexer em seu cabelo estava ajudando... De alguma forma. Jénnifer estava deitada no sofá ao lado de sua irmã, com a cabeça apoiada no colo da mesma, a loira estranhava o comportamento de sua irmã, notava que ela não estava bem, porém, preferiu apenas tentar dormir para esquecer os problemas;

No centro da sala, Golden e Freddy finalmente consertavam a mandíbula de Bonnie, este jantar estava quase recuperado do antigo ataque do "Dave".

Foxy observava Bonnie e os dois ursos do canto do cômodo.

A campainha foi soada, atraindo a atenção de todos.

BB foi indo saltitante até a entrada principal, atendendo quem quer que fosse.

Balloon Boy ficara um tempo encarando sua visita, até fechar a porta; Foxy se aproximou de lá, expulsando BB e atendendo a porta.

Foxy: Olá? — Foxy olhou com insegurança para a figura do lado de fora, um homem não muito alto, de físico forte, o nariz dele parecia estar ferido e levemente vermelho, isto indicava que ele estava gripado ou algo do gênero, usava uma camisa vermelha de bordas azuis e uma calça jeans, possuía cabelos ruivos escuros (um tanto assemelhado com castanho, porém dava-se para notar que era ruivo) e olhos verdes escuros.

— Olá. — A voz dele era grave, com um leve sotaque britânico, parecia ter descendência ou convivência com alguém do Reino unido ou de algum lugar pela àquela redondeza, bem, Foxy notou isso. — Aqui é a residência Miller?
 

[Pov Jénnifer]

Abri os olhos em uma velocidade impressionante, praticamente acordando de um quase sono. Aquela voz...

Me levantei do sofá e me dirigi até a porta da frente. Vi Foxy e BB lá, com caras de idiotas, encarando um ruivo muito conhecido. Eu praticamente corri e abracei ele:

— Jack! — Encostei minha cabeça no pescoço dele.

Jackson: Olá, Jénni! — Ele me abraçou forte, e quando eu digo forte, é forte mesmo! — Maninha... Como você está? — O apertei.

— Mal, mal mesmo. — Respondi  com um ar triste.

Jackson: Ah... — Olhei de relance para a sala, todos estavam se reunindo lá, para olhar quem estava na porta.

Com todos, eu quero dizer todo mundo, menos o Shadow Freddy! Que raiva daquele urso, a situação já não está ruim demais pra ele ficar de gracinha? Minha vontade mesmo é de empurrar ele em cima do Shadow Bonnie e gritar: "TENTEM CONVERSAR!".

Enfim... Me separei do Jack, e olhei para todos na sala.

Jackson: Oh, — O olhei, ele parecia analisar cada um na sala. — Os animatrônicos? — Ele estava surpreso.

— É. — Falei com o tom de voz fraco, eu não estava com animação nem para falar com meu irmão mais velho cujo eu não via há muito tempo.

Jack pegou duas malas que estavam no chão e adentrou a casa, eu segui ele, depois vi Foxy fechando a porta. 

Jackson: Hum, olá! — Ele cumprimentou à todos.

Toy Freddy: Olá... — Eu notava que eles estavam tímidos.

Toy Bonnie: Quem é você? — Jackson riu fraco, e fungou em seguida, ele parecia meio doente.

Jackson: Meu nome é Jackson, mas podem me chamar de Jack. — Colocou as duas malas no chão.

Freddy: Prazer, somos... — Jack o cortou.

Jackson: Eu conheço vocês. — Sorriu amistoso. Pude ver uma loira correr em direção ao Jack, e abraça-lo com força, e quem seria? Minha mãe, é lógico. Vi o maninho se engasgar. — Mãe? — E ele abraçou ela também, o abraço parecia ser bem forte.

Todos: Awn.

Jackson se separou do abraço, chorando.

Kelly: Você está chorando, Jack? — Ela enxugou as lágrimas dele.

Jackson: Eu estou emocionado. — Ele limpou o rosto. — Desculpa, ai droga...

Kelly: Calma... — Sussurrou, vi Puppet ir vagarosamente até detrás de Jackson, meu irmãozinho ruivo ficou um tempo limpando as lágrimas, até se virar no mesmo instante que Puppet o abraçou.

Jackson: O quê?! — Pareceu ficar confuso, tentando ver quem havia o abraçado. Eu estava bem quietinha na minha.

Puppet: Oi, Jack... — O soltou, Jackson o encarou fixamente o maninho Puppet.

Jackson: S-S-SAMMY?! — Pela cara do Jack, podíamos dizer que ele não conseguia acreditar no que via. E mais lágrimas escorreram pelos cantos dos olhos dele. Ficou chorão de repente, normalmente o maninho é sarcástico e procura dar patadas, muitas vezes pra ganhar discussões ou calar a boca dos outros. — C-como...?

Puppet: Não chora, Jack... — Abraçou ele de novo. — Você sendo tão chorão assim fica parecendo o... — Ele parou a fala bruscamente, prendi o fôlego para não ficar mais depressiva, eu sabia de quem ele iria falar. O papai...

Voltei a respirar, caso contrário eu iria morrer...

Jackson: Como? — Ele perguntou de cabeça baixa, todos olhamos pra ele. — Como ele morreu? — Encarei o chão, não precisam ficar falando que ele morreu o tempo inteiro...

Kelly: Querido, — A olhei, ela se aproximou do Jack. — o seu pai... — A voz dela ficou fraca, mas é claro, a mamãe não quer admitir mas ela também sofre com a morte dele. — ...morreu esmagado pelas SpringLocks.

Jackson: Quê? M-mas aqueles trajes sequer eram usados! — Ele realmente não parecia entender. — Ele nem me viu esses dias... — Voltou à baixar o olhar.

Ficamos todos em silêncio um tempo; Eu apenas ficava encarando meu irmão, notei que a Bia o olhava também.

— O quê foi, Bia? — Ela me encarou.

Beatriz: O quê? — Vi que Jackson a encarou, de olhos arregalados.

— Você não para de olhar nosso irmão... — Comentei.

Beatriz: Ah. É que eu olhei ele e pensei: "Nossa, por que meus irmãos tem que ser tão gatos?" — Eu quase engasguei com a resposta, a olhei meio boquiaberta.

Freddy: Quê? — Eu queria fazer uma piada horrível sobre isso, mas nada me vinha em mente...

Beatriz: Eu estou mentindo? — Ela ficou um tempo quieta. — Cada filho dos meus pais são gatos.

Puppet: Só que esse não é teu caso, né, amor? — Vi Freddy emburrar a cara. Opa. — Brincadeira.

Freddy: Heh, a Bia é gata sim. — Ai, essa conversa é um paraíso, mas não consigo processar nenhuma piada. — Ela tem curvas que ó. — Eu não 'tô crendo no que eu 'tô ouvindo.

Foxy: A Jénni também. — Riu, um segundo, PUSERAM MEU NOME NISSO?

Puppet: Nós homens da família somos chiques também. — Esse não é o Puppet, tragam o original. Quero o maninho calado, sombrio e misterioso.

BB: Quê conversa é essa?

Shadow Bonnie: Deselegância.

Kelly: Ô, podem ir parando! — Ah, mãe... Jackson riu fraco.

Golden: Então, Freddy... — Freddy continuou mexendo no microfone dele, parecia estar consertando algo.

Freddy: Hum? — Murmurou sem olhar o outro urso.

Golden: Você já viu as curvas da Bia? — Perguntou descaradamente, me impressionei que o Freddy não ficou vermelho, já a Bia...

Beatriz: Parem de falar essas coisas com meu nome! — Ela escondeu o rosto, minha mãe também não parecia contente.

Freddy: ... — Ele realmente parecia concentrado no microfone. — Não vi não. 

Golden: Oh...

— Esses dois aí ainda nem sequer se beijaram de língua. — Falei, vi Bia vermelha, enquanto Freddy realmente apenas prestava atenção no microfone.

Freddy: Não fale o que você não sabe...

— Ah, então já deram umas pegadas? — Tentei provocar ele, Bia estava mais vermelha que nunca.

Freddy: Somos namorados, é claro que já. — Espera, ele está mesmo falando isso na maior naturalidade do mundo? — Só que nada muito pesado, a Bia é tímida.

Beatriz: Freddy... — Freddy enfim desgrudou daquele microfone para olhar Bia. — Você têm noção do quê você está dizendo?

Freddy: Claro que sim, meu amor. — ...Ué.

Jackson: Biazinha! — Ele sorriu, puxando-a para perto e a levantando no ar, ouvi Bia dar um gritinho fino. — Como você cresceu! Não tinha te percebido antes.

Beatriz: O q-quê isso? — Vi a mamãe sorrir.

Jackson: Da última vez que eu te vi você era uma bebezinha bem fofinha! Na verdade, você ainda é leve pra mim... — Ele continuava com ela nos braços. — Ei, você lembra de mim? — Ergui uma sobrancelha, a guria era praticamente um bebê quando viu ele pela última vez, que pergunta desnecessária.

Beatriz: Lembro. — Quê?! Jack sorriu. — Agora me põe no chão, ele é meio ciumento às vezes. — Ela indicou o Freddy com o polegar.

Jackson: Ah, mas eu sou seu irmão! — A colocou no chão, ela voltou a sentar no sofá. —Está tudo bem?

Beatriz: Sim, é quê eu estava meio mal, daí quando você me segurou eu fiquei zonza com o movimento. — Jack pareceu entender.

Kelly: Beatriz, você sabe o motivo desse mal estar? — Bia negou com a cabeça, vi Pupp abaixar a cabeça. — Estou preocupada com você, filha.

Jackson: Ah, você é o garoto que fechou a porta na minha cara. — Se agachou perto de BB, Balloon ficou meio sem graça, eu vi. Ficamos todos em silêncio por um tempo, até Jack se levantar e olhar nossa mãe. — E-eu posso... Ver ele? — Vi nossa mãe ficar confusa.

Kelly: Quem? — Jack pareceu triste.

Jackson: O papai... Eu quero ver ele. — Baixei o olhar.

— Posso ir também? — Perguntei.

Beatriz: Eu também quero ir. — A olhei.

Puppet: Idem. — Vi que minha mãe parecia se sentir em pressão.

Kelly: B-bem, é que eu não poderia... — A campainha soou, fazendo minha mãe parar de falar. Foxy foi atender a porta, e depois voltou com ninguém mais, ninguém menos que o tio Henry.

Henry: Olá... Ah, Jackson! — Ele sorriu fraco ao ver o ruivo.

Jackson: Ah, tio, chegou bem na hora! Pode nos levar até a Fazbear? — Henry pareceu pensativo.

Henry: Sei o que quer fazer lá, mocinho. Só levo se sua mãe deixar. — Todos nós olhamos para Kelly.

Kelly: Ah, não. — Não nada! Ninguém me impede de ver meu pai, ou o cadáver dele! Eu vou chorar pra caramba se eu o ver, mas tudo bem.

— Mas, mãe! Por que não podemos ver ele? — Fiz aquela típica cara de inocente.

Beatriz: Mãe, por favor. — Bia se juntou ao time.

Puppet: Deixa a gente ir, mãe! — O olhei, mais um no time e... Espera, os olhos dele estavam normais, e a íris castanha... Finalmente descobrimos a cor dos olhos do Puppet. Espera, ele pode mudar a cor dos olhos? Como assim, produção? 

Jackson: Eu mal chego e já sou recebido com um "não" na cara. — Outro no time, já dava-se pra notar o nervosismo da minha mãe.

Kelly: Os quatro juntos?!

Henry: Cinco... — Kelly o olhou.

Kelly: Ah vão lá! — Ela deu-se por vencida. — Mas se voltarem vomitando ou chorando, a culpa vai ser de vocês.

— Okay. — Henry suspirou.

Henry: Vamos, garotos... — Olhei para trás, todos estavam olhando para nós. Então, segui o tio Henry até lá fora, sendo seguida pelos meus irmãos. Nós quatro entramos no carro do Henry, eu, Bia e Jack atrás, Puppet no banco de passageiro e Henry, obviamente no de motorista.

Tio Henry foi dirigindo até a pizzaria. Eu estava ansiosa demais, era como se assim que eu chegasse lá ele iria estar acordado como os outros animatrônicos.

Mas isso é só conspiração da minha mente...

Mesmo assim, eu não conseguia deixar de ficar ansiosa.

Enfim, depois de alguns minutos chegamos à pizzaria. Estava fechada, Henry abriu-na com as chaves que haviam no bolso da calça dele.

Henry respirou fundo: 

Henry: Conhecem o caminho? — Eu assenti. — Guie teus irmãos, Jénnifer.

— O senhor não vêm, tio? — Ele negou.

Henry: Eu... — Ficou em silêncio. — Prefiro ficar aqui, esperando vocês. — A voz dele saía fraca e baixa, era óbvio que ele não iria porque poderia não aguentar ver o papai naquele estado outra vez.

Beatriz: Certo, tio. — Sem esperar mais nenhuma resposta deles, fui andando lentamente pelo corredor da Sala Segura, sem pressa, afinal eu sabia o quê me aguardava. Olhei de relance para trás, Pupp  estava abraçando a Bia, ela parecia bem assustada com alguma coisa, olhava para os lados como se procurasse algo... Assustada com o quê?

Andamos por aquele lugar sujo, tentando ter paciência com o Jack, que ficava falando dos ratos que passavam vez ou outra.

Jackson: Ó. — Ele estendeu a mão, cujo estava coberta de mofo e poeira.

— O quê é isso?! — Eu me assustei.

Jackson: Mofo e poeira.

Beatriz: Onde você se sujou?

Jackson: Toquei na parede. — Céus. — Essa é a prova que precisam limpar esse lugar.

Puppet: Queria saber de quem você herdou essa mania de limpeza. — Puppet falou com tédio, tirando as palavras da minha boca. Paralisei ao ver onde tinhamos chegado.

— É a-aqui. — Gaguejei, Pupp tocou meu ombro.

Puppet: Se não quiser entrar... — Falou calmamente, eu apenas ignorei e entrei na Safe Room. Que ideia ruim, quase vomitei com o cheiro que estava lá. Meus três maninhos entraram logo depois de mim. — Oh... — Ele olhou o SpringBonnie, ainda deitado no chão de barriga pra cima, o sangue nele parecia um tantinho mais seco, porém pegajoso, e tinha um líquido estranho vazando dos olhos dele...

Era nojento, e muito doloroso, o cheiro estava muito forte, estava ficando difícil até permanecer no cômodo.

Jackson: Woa. — O olhei, a expressão dele era de puro nojo. — O que é isso saindo dos olhos dele?

Puppet: Provavelmente muco... — Eu me encolhi, ignorando a vontade de vomitar com o cheiro.

Jackson: Argh. — Ficamos um tempo em silêncio. — Essa coisa fede muito. — O olhei meio incomodada.

— Essa "coisa", como você diz, era o seu pai! Que cuidou e educou você durante toda sua vida. — Respondi em forma de repreensão.

Jackson: Não foi à ele que eu me referia, eu me referia ao muco... — Me acalmei com a resposta. — Eu estou me controlando tanto aqui pra não chorar, eu não quero que a mãe brigue com a gente depois.

— Quer chorar no meu ombro? — Indaguei na esperança de que se ele chorasse eu poderia chorar também.

Beatriz: Eu aceito. — Ela veio correndo me abraçar, a abracei de volta.

Puppet: Por favor, não chorem de novo... — Ficou quieto por um tempo. — Vamos embora.

Jackson: E-eu... Já vi ele... Acho melhor irmos... — O olhei pelos cantos dos olhos.

Beatriz: Está bem. — Ela falou abafado perto do meu ouvido, aposto que eles praticamente não a ouviram.

Eu e Bia seguimos o Jack pra fora da sala, quando eu estava na porta da Safe Room, vi que Puppet continuava lá dentro. Me apoiei na porta, o observando, ele apenas ficava parado encarando o SpringBonnie;

O ouvi suspirar e se sentar no chão.

Puppet: ... — Ele continuava quieto, com seu olhar fixo ao coelho. — Como está o seu novo corpo? O senhor sequer me ouve? — Ele ficou um tempo em silêncio, até parecia esperar uma resposta, depois suspirou. — As coisas estão péssimas, pai, e tem tendência a piorar bem mais... — Ele falava baixo, na maior calma do mundo. — Eu estou tentando... — Ele pausou, pra pôr as mãos sob o rosto. — Tentando mesmo manter a calma. Mas está difícil, eu estou até em dúvida sobre o fato do senhor renascer como animatrônico... Se isso não acontecer aqueles malditos monstros jamais serão derrotados, eles vão destruir nossa família... Precisamos do senhor... — Pupp tirou as mãos do rosto, e ficou olhando o coelho. — O quê...? — ... — Oh, eu achei ter sentido força vindo da sua alma... Mas foi só impressão. — Ele voltou a ficar triste, se encolhendo no chão. — Não entendo, às vezes parece que está inexistente, outras, que pode sentir tudo ao seu redor. Ah... Jénnifer, quer se juntar a conversa? — Eu devia imaginar que ele sabia que eu estou aqui.

— Não... — Olhei o chão, depois levantei o olhar outra vez e vi Pupp parado bem à minha frente, me assustei.

Puppet: Vamos para casa... — Ele foi saindo, dei uma última olhada no SpringBonnie, que ainda vazava sangue e saí atrás de meu irmão...

["Alô? Alô, alô. Ah, só um pequeno aviso, não se esqueça de não deixar ninguém entrar na sala dos fundos, agora é explicitamente proibido. O patrão mandou avisar que o animatrônico feito de molas foi excluído da lista de animatrônicos existentes e ainda inteiros. Por alguma razão, o chefe diz que é para esquecer que ele ainda permanece guardado. E também, parece que o gerente não está mais no comando, e por isto, haverá algumas mudanças na organização do estabelecimento... Pelo o que eu entendi, outros funcionários de outra filial irão vir para cá, e iremos discutir sobre algo, é tudo o quê eu soube. Até a próxima ligação."]


Notas Finais


Sorry pelo cap menor que o normal ;-; mas vou postar o proximo mais rápido em compensação <3
Obg por ler até aq, comentar ou favoritar <3 Bye ^^


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