História The friendship simply surpasses all - Capítulo 33


Escrita por: ~

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Categorias Five Nights at Freddy's
Personagens Balloon Boy, Bonnie the Bunny, Chica the Chicken, Dave, Endoskeleton, Foxy the Pirate, Freddy Fazbear, Fritz Smith, Golden Freddy, Jeremy Fitzgerald, Mangle, Marionette, Mike Schmidt, Personagens Originais, Purple Guy, Sammy, Shadow Bonnie, Shadow Freddy, Springtrap, Toy Bonnie, Toy Chica, Toy Freddy
Tags Animatronicos, Crianças, Crianças Encapirotadas, Five Nights At Freddy's, Five Nights At Freddy's 2, Five Nights At Freddys 3, Fnaf, Fnaf2, Fnaf3, Friendship, Misterios, Pizza, Pizzaria, Segredos
Exibições 59
Palavras 3.798
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Fantasia, Fluffy, Hentai, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Sobrenatural, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Amo o6 <3
Boa leitura~

Capítulo 33 - More problems


[PoV. Beatriz]

— Ela pode dançar; Ela pode cantar. Ela está equipada com um tanque hélio para encher balões com as pontas dos dedos. Ela pode aceitar pedidos de músicas. Ela pode distribuir sorvete. — Uma voz grave falou em um local desconhecido, eu vi uma animatrônica fofa e um pouco assustadora, maria-chiquinhas ruivas, olhos verdes, pele clara, nariz um tanto avermelhado, e um sorriso no rosto metálico. Era diferente dos outros animatrônicos, usava um lindo vestido laranja, cheio de babados, e um tipo de alto falante no peito.

— Com todo o respeito, essas não eram as escolhas de Designe nas quais eu me referia, senhor Afton... — Outra voz falou. Um silêncio pairou no local. — E qual o nome dela?

— Circus Baby... Mas eu, particularmente, prefiro chamá-la de: A irmã perversa do Freddy.

————

Abri os olhos devagar, tentando me acostumar com a luz que vinha da janela, que sonho estranho... Podia sentir um grande peso acima de mim, Freddy quem estava em cima de mim, tentei me mover para o lado, ou ao mínimo me mover para que Freddy saísse, mas não conseguia.

— F-Freddy... — Murmurei. — P-pode sair de cima de mim? — Eu sabia que ele me ouvia, ele sempre acorda cedo apesar de ficar tempos apenas deitado em cima de mim. Ele foi lentamente para o lado, me deixando um pouco de espaço. — Bom dia, meu ursinho.

Freddy: Bom dia... — Ele parecia preguiçoso essa manhã.

— Com preguiça? — Perguntei, ele sorriu fraco.

Freddy: Dor de cabeça. — Murmurei um "Ah" e me levantei da cama.

Fui até meu guarda-roupa, peguei qualquer roupa que vi e fui em direção ao banheiro que havia no segundo andar.

Não demorou-se para que eu terminasse meu banho e vestisse minha roupa. Fui em direção a sala, vi Shadow Bonnie e Jénnifer lá, eles assistiam um filme, mas Jénnifer não parecia prestar atenção, ela estava triste, me sentei ao lado deles no sofá.

— Bom dia... — Falei os olhando.

Shadow Bonnie: Bom dia. — Jénnifer me olhou, ela parecia mais triste.

Jénnifer: Já não basta ter essa cor de cabelo e olhos, precisa usar blusa roxa também? — Só agora notei que eu estava usando uma blusa roxa.

— Ai meu Deus, eu não notei isso ante-... — Antes que eu terminasse minha frase, pude ouvir um baque alto, olhei as escadas e vi Freddy caindo de lá, nossa, isso parecia doer. Cada degrau era uma pancada diferente, então quando ele terminou de descer ele ficou lá caído no chão.

Jénnifer: Eita, senhor Fazbear... — Nós três olhavamos assustados para o urso, eu me levantei do sofá e fui a passos apressados até o urso.

— Fred, você está bem? — O ajudei a levantar, ele parecia zonzo.

Freddy: Claro, claro. — Vi que um dos olhos dele estavam negros com a íris branca, mas logo voltou ao normal. Freddy sorriu calmamente.

— Não me machuquei muito... — Ele olhou os lados. — Cadê minha cartola? Acho que a deixei cair...

— Ah, vai tomar banho, e trocar essa roupa. — Falei, agora que notei, estou agindo como se fosse a mãe dele.

Freddy: Está bem. — Ele se agarrou ao corrimão da escada e tentou subir.

— Tem banheiro aqui embaixo. — Ele escorregou e caiu outra vez. — Freddy...

Freddy: Estou bem, Bia. — Ele saiu em direção ao banheiro. Fiquei um tanto preocupada, mas decidi apenas voltar para o sofá.

Shadow Bonnie: Estranho... — Eu e Jénnifer olhamos.

Jénnifer: Agora que eu notei, você está mais calmo não é, ShadB? — Shadow Bonnie assentiu sorrindo um pouco. — Esses dias você esteve... Estressado, irritado, não sei.

Shadow Bonnie: É. — Cruzou os braços, sorrindo. — Seja lá o quê deu em mim, já passou. — Agora só precisa fazer as pazes com o Shadow Freddy, pensei.

Kelly: Ah, bom dia, filha. — Ouvi a voz dela atrás de mim, virei a cabeça e a olhei por cima do ombro.

— Bom dia, mãe. — Sorri.

Kelly: Jénnifer, pode ir acordar o Foxy?

Jénnifer: Preguiça. — Ela ficou um tempo imóvel. — Estou indo. — Se levantou devagar e subiu as escadas lentamente.
— Hehe.

Kelly: Aliás, eu ouvi um barulho aqui. Tudo bem? — Pensei no que poderia ter sido.

— Oh, o Freddy caiu das escadas, mas ele está bem.

Kelly: Oh, certeza? — Assenti. — Bem, qualquer coisa é só me chamarem. — Ela saiu.

Freddy: Beatriz! — O ouvi gritar meu nome. Me levantei do sofá nas pressas e corri até a porta do banheiro, onde Freddy estava, pude ver seu cabelo molhado. — Pode trazer a toalha? Ah, e minha roupa por favor? — Corei bruscamente, virando a cabeça para o lado. — Bia?

— Você poderia ao menos... — Procurei palavras. — Tentar esconder-se... — O vi sorrir.

Freddy: Não é a primeira vez que você me vê assim... — Quase surtei, imaginava se alguém ouviu isso. Ou pior, a Jénnifer ouviu? Ela jamais pararia de pegar no meu pé. — Pode ir pegar, por favor? — Assenti, praticamente saí em disparada até meu quarto. Já dentro dele, tratei de pegar a primeira roupa do Freddy que vi, e depois, peguei a toalha azul dele.

Já mais calma, desci as escadas e fui em direção ao banheiro, quando cheguei no mesmo apenas entreguei as roupas e a toalha ao Freddy, sem olhar pra ele.

Ele sorriu de uma forma estranha pra mim antes de pegar as coisas e voltar a entrar no banheiro;

Freddy: Obrigado. — E fechou a porta, toquei as minhas bochechas quentes... Freddy tem razão, eu já o vi assim antes, não devia ficar tão e-envergonhada.

Decidi voltar para a sala, notei a falta da minha irmã lá, apenas Shadow Bonnie estava.

— Minha irmã ainda não voltou? — Shadow Bonnie olhou para mim.

Shadow Bonnie: Vi Foxy descer as escadas, mas ela não. — Fiquei alguns minutos raciocinando, uma ideia surgiu na minha mente.

— Valeu, ShadB. — Saí sem esperar uma resposta dele. Andei pelo corredor que havia no segundo andar, indo diretamente à um quarto, o qual era do meu pai; E eu estava certa, provavelmente pela primeira vez na minha vida, vi Jénnifer sentada na cama dele, parecia ver algo que parecia um álbum de fotos. — Ei, Jénnifer. — Ela se assustou, me olhando com os olhos marejados.

Jénnifer: Eu só... — A cortei.

— Tudo bem. — Me sentei ao lado dela, ela voltou a olhar o álbum.

Jénnifer: Achei isso aqui... — Indicou o álbum com o dedo indicador, eu o olhei. — Tem algumas fotos que me fizeram quase chorar... Como essa. — Ela apontou para uma foto, onde estavam Dave, Jackson e Jénnifer, eu acho, eles pareciam vestidos para uma ocasião formal; Jackson estava com um terno negro, paletó branco e gravata vermelha, parecia estar entre os dezesseis a dezoito anos, Jénnifer estava com um vestidinho fofo, azul piscina com um lacinho amarelo na cintura, e cabelo solto, ela aparentava ter uns sete anos, por aí, tinha também o Dave, terno negro, paletó lilás e  gravata roxa escura. Ouvi Jénnifer fungar, a olhei e toquei seu ombro, seu olhar se fixou ao meu, lágrimas escorreram por seu rosto. — Esse... — Começou falando. — Esse dia, foi a primeira festa formal que eu fui, uma das festas da família Afton, mas a primeira na qual eu participei... O papai conversava com muitas pessoas, e eu não desgrudava dele em nenhum segundo, eu o via conversar sobre coisas que eu não entendia, mas agora entendo que eram como negociações, as vezes conversava com alguns parentes distantes, amigos que eu só conhecia de vista, e outros meros desconhecidos. Eu não largava dele, era tanta gente lá... — Ela encarou a foto. — Então, um garoto tentou conversar comigo, tinha olhos azuis e cabelo loiro, agora familiar... Eu fiquei assustada e pulei em meu pai, agarrei a perna dele firmemente e não soltei, então meu pai me olhou e riu, ele pediu para eu soltá-lo e então se agachou na minha altura, sorriu daquela forma meiga e falou: "Não se preocupe, Jénnifer, ele só quer brincar, ele tem sua idade, se quiser ir pode, só não se afaste..." Então, ele me abraçou e voltou a falar "...Eu vou proteger você, eu sempre vou estar com você para qualquer coisa." — A essa altura ela já desabava em lágrimas. — Por que ele descumpriu? Ele não tinha que morrer agora, eu sei que ele machucou pessoas mas ele... — Pausou, permitindo lágrimas. — Ele era meu pai, e eu o amava muito. — Eu não sabia como consola-la, então apenas a abracei bem forte, um abraço que logo foi retribuído.

Puppet: Jénnifer, Beatriz. — Ouvi a voz dele, eu e Jénnifer nos separamos do abraço, encarando nosso irmão. — Mamãe está chamando...

Jénnifer: Ah... — Abaixei o olhar. — Já vamos. — Vi que ela colocou o álbum em cima da cama e se levantou, me levantei também.

Seguimos Puppet até o andar de baixo, de cima das escadas pude ver que absolutamente todos estavam na sala, quando descemos a escada, ficamos no centro de todos, simplesmente porque não havia lugar para nos sentarmos.

Todos os animatrônicos estavam com calças de cores diferentes, e camisas brancas com o símbolo de seus respectivos animais com suas respectivas cores, cada camisa havia uma cor diferente, e alguns poucos detalhes no estilo. 

Puppet: Pronto, mãe... — Ele colocou as mãos nos bolsos.

Kelly: Ótimo, obrigada, meu bebê. — Ela deu um sorrisinho dócil, mas Puppet se engasgou ali, colocou a mão no peito com o rosto completamente vermelho.

Puppet: MÃE! NA FRENTE DELES NÃO!  — Todos rimos um pouco da situação dele.

Kelly: Você sempre vai ser meu bebêzinho. — Vi Puppet pôr as mãos no rosto, parecia querer gritar. — Enfim, só estou avisando que grande maioria de nós iremos sair agora, sabe, compras... — A olhei como quem não entendia, apenas pra ter mais detalhes, eu quase nunca entendo nada mesmo então não é difícil fazer-los acreditar nisso. — Feira, mercado e alguns precisam ir até a pizarria, Beatriz. — Minha mãe me explicou, fiz um sinal de quem entendeu. — Bem, Jénnifer, Jackson, Beatriz, Fredrick, Shadow Bonnie e Lance, tentem não pôr fogo na casa.

Jackson: Certo, mãe.

Jénnifer: Posso ir também, mãe? — Minha mãe a olhou, e sorriu fraco.

Kelly: Claro, pode ser uma ótima maneira de se distrair um pouco. — Ficou um tempo em silêncio. — Vamos... — Praticamente todos foram saindo com a minha mãe, vi que Puppet olhou triste pra mim, e então seguiu todos com um semblante preocupado.

Não entendi o porquê...

Golden: Vou ir pra cozinha. — Ele sumiu, logo Shadow Bonnie desapareceu também. Eu, Freddy e Jackson decidimos assistir TV. Jack vez ou outra falava comigo, mas não muita coisa, ele parecia feliz por me ver, porém, abalado com o fato do Dave ter morrido...

Freddy ficava extremamente grudado a mim, parecia muito perturbado com algo, mas não dizia o quê, ele mesmo não parecia saber.

Até que decidi ir para meu quarto ler alguma coisa, subi as escadas sem sequer olhar para Jack ou Freddy, fui até meu quarto e me joguei na cama, deitando de barriga pra baixo. Eu ia ler algo? Dormir parece bem melhor.

O sono já pesava minhas costas, fechei os olhos e esperei aquela calmaria — ou pesadelo — chegar á mim. É... Sono não pesa tanto assim...

— Sai, eu quero dormir. — Falei de voz abafada, para o suposto urso em cima de mim. Freddy riu, se deitando do meu lado, me impressionei que o humor dele mudou tão rápido.

Freddy: Você dorme demais... — Ele sussurrou, eu quis sorrir, mas apenas um sorriso fraco surgiu em minha face, eu não conseguia sorrir depois do que aconteceu. — Ei, Bia...

— Hum? — Murmurei sem olhar pra ele, senti a cama mexer e logo pude sentir novamente aquele peso acima de mim. — Você é magro mas muito pesado, tá?

Freddy: Tá... — Deu de ombros. — E... Você quer jogar um joguinho? — Abri um dos olhos.

— Que? — O olhei, não entendi.

Freddy: O nome é: "Não escape do Fazbear". — Vi um sorriso estranho em seus lábios, ele segurou meus pulsos com força, o olhei meio confusa e assustada. — As regras são: Não tente me parar, não tente escapar, e não faça muito barulho. — Sussurrou em meu ouvido com a voz bem firme.

[PoV Jénnifer]

Havíamos acabado de chegar à pizzaria, depois de voltarmos da feira lógico. Agora, eu me perguntava o porquê de virmos para cá, mas tudo bem né.

Vi Puppet abaixar a cabeça;

Puppet: É agora... — Parecia triste, eu não conseguir perguntar nada pois mal cheguei e já ouço um grito de estourar os tímpanos, e por mais impressionante que pareça, não foi o Foxy ou a Toy Chica. Olhei para o lado, e vi um cara que eu não lembro o nome discutindo com o tio Henry, o homem tinha a pele escura, cabelos negros, óculos vermelhos e olhos escuros.

— Uma criança? — O homem praticamente gritou. — De doze anos?!

Henry: Exato. — Ele ajeitou o óculos, parecendo realmente não ligar para o assunto. — Espere ela chegar para ver...

— Mas, senhor Henry, isso é... — O tio Henry o cortou.

Henry: Ela é da família, não se preocupe. Não vai haver problema. — Ele pegou o celular no bolso, e pareceu discar um número. — Está chamando... — Ele deu um celular para o outro ali, me aproximei dos dois pra tentar ouvir algo.

— Er, alô? — O homem disse, pude ouvir um grito do celular, provavelmente devia ser um "oi". — Senhorita E-... — Ele foi cortado.
 

— Clel. Me chame de Clel. — Ouvi uma voz feminina falar do celular, estava meio monótona, ah estava no viva-voz. — Pelo menos até nós nos vermos pessoalmente...

— Certo... — Por alguma razão, o cara parece intimidado.

— Ah... Avisa pro Henry que eu vou levar meu bonde. — O cara aqui do lado fez uma expressão de desespero.

Henry: Ah, que bom... — Ele também parecia desesperado.

— AEH, TIOZINHO HENRY ESTÁ OUVINDO? ESTÁ NO VIVA VOZ NÉ?

Henry: S-sim.

— Ah. Legal, a previsão é chegarmos ai semana que vem, já prepara os papéis aí.

Henry: Desliga isso. — Ele sussurrou para o moreno. — Depois nós nos falamos mais, pequena E. — E eles finalizaram a chamada.

— Meu Deus, que terror que foi esse? — Perguntei aos dois.

Henry: Ah, sobrinha, essa menina é fogo, uma hora pode ser um amorzinho, na outra o próprio demônio, e pior, ela vai trazer os amigos dela, esse lugar vai virar um caos.

— Eita. É sua sobrinha de algum grau distante? — Ele negou com a cabeça.

— Estou com medo que ao invés de ajudar, ela atrapalhe. — O cara lá colocou a mão no peito. — Quantos anos eles tem?

Henry: Calma, ela pode ser tudo, até responsável, até agora ela cuidou bem da nossa filial. E os amigos dela tem entre doze a quatorze anos.

— São crianças? — Perguntou o cara.

— Meu Deus... — Antes que eu pudesse falar mais algo ouvi um grito muito fino, que quase estourou meus tímpanos. Todos olhamos para o centro do salão de festas, onde vimos um homem de cabelos castanhos escuros, vestindo uma camisa branca e uma calça azul, em cima de uma mesa afastando Foxy com uma vassoura, esse cara parece eu quando vejo uma barata, só que eu taco fogo mesmo, sou moderna.

Foxy: Mike~. — Ele cantarolou, puxando o "e" do nome. — Dê olá para seus velhos amigos.

Mike: Saí! Saí, saí! — Ele gritava.

Bonnie: Ele está tímido. — Riu.

Ouvi o tio Henry suspirar pesadamente:

Henry: Vê aquele cara, o Mike? — Assenti. — Um dos nossos melhores funcionários, assim como o Steven.

— Obrigado, senhor. — Falou o tiozinho aqui do lado, há, descobri o nome dele.

Henry: Enfim, eles dois estão conosco há anos... Transferi o Mike para o turno noturno, vamos dizer que ele ficou... Traumatizado. E meio paranoico, por isso ele vive reclamando sobre sua sanidade, porém nunca largou o trabalho. Ele foi um dos únicos que... — Parou bruscamente a fala, eu sabia que ele ia dizer "sobreviveram" hehe, mas não falou por causa do Steven ali.

Steven: Que continuaram trabalhando em vez de se demitir? — Riu. — Ainda bem que eu fui transferido para instrutor, e não guarda, se bem que foi estranho o sumiço do segundo instrutor do local. Hm.

— Ah, tu é o tio que grava mensagens?

Steven: O próprio, "rapaz do telefone". O sucessor do Cara do telefone. — Riu fraco.

— Nunca precisei ouvir tuas mensagens. — Vi um desânimo no rosto dele, enquanto ouvia os gritos do Mike ao fundo.

Steven: Aha, — Ele pareceu animado do nada. — mas vai ouvir nos próximos projetos da pizzaria.

— Quais projetos? — Perguntei como quem não quer nada.

Steven: Algo sobre duas pizzarias, e um parque provavelmente. — Meus olhos brilharam.

— Um parque? — Vi tio Henry espalmar a própria testa e depois dar uma cotovelada no Steven. 

Henry: Sten! Era surpresa! — Ele pigarreou, o Steven riu. — Bem, sobrinha, conseguimos um espaço em um parque de diversões, mas até agora nenhuma ideia...

— Oh...

Mike: Socorro! — Ele gritou mais alto, tentando acertar a vassoura no Bonnie.

Chica: Haha! Freddy iria adorar estar aqui. — Ela ria, vi Golden surgir do meu lado, o quê fez Steven dar um pulo de susto. — Douradinho...

Mike: AH, O TRAJE VAZIO! — Ele apontou a vassoura para o Golden.

Foxy: NÃO TEMA, MIKE SCHMIDT! Eu vou salvá-lo desse ser de corpo vazio. — Fez um trocadilho pelo fato do Goldie ser apenas um traje que vive levitando por ai quase tocando o chão. Não pude evitar um sorrisinho.

Golden: Ah, qual é, Foxy? — Revirou as faixas brilhantes que tinha nas órbitas.

Foxy: O que? Achou que eu ia perder essa oportunidade de ouro? — Ele riu.

Golden: ...

Kelly: Certo, certo, meninos. Parem de infernizar o Mike. — Ela empurrou os animatrônicos, e ajudou Mike a descer da mesa.

Mike: Obrigado, senhora Kelly. — Agradeceu. — Espera, senhora Kelly?

Kelly: Sim?

Mike: Está aqui mesmo? Nossa quantos anos... — Ficou um tempo em silêncio. — Continua linda como sempre, senhora Lewis. — Tentou ser formal ou algo assim, mas falhou miseravelmente. Vi minha mãe rir.

Kelly: Obrigada, Mike.

Mike: Esse é o momento perfeito para o Fritz não ter vindo. — Minha mãe o olhou atentamente, e riu mais.

Henry: O quê é quê eu suporto. — Ele balançou a cabeça em negação.

— O senhor só não se juntou a zueira porque o papai não está aqui. — Falei triste, ouvi Henry suspirar triste.

Henry: Como eu poderia, só com ele eu era assim... Sem ele não parece haver motivo, havia me acostumado demais com meu irmão -... — Ele não terminou a frase, minha mãe apareceu do nada, e o fez se calar.

Kelly: Jénnifer, pode me levar até ele? — Arqueei uma sobrancelha. — Quero vê-lo. — Olhei pelo canto dos olhos para o Steven confuso no canto.

— Certo, tudo bem para o senhor, tio?

Henry: ...Claro... — Ele parecia incerto. Dei as costas, indo para um corredor sombrio, minha mãe me seguia.

Andamos por um tempo naquele lugar cheio de mofo e ratos, até chegar na safe room.

— Ali. — Apontei para o coelho sangrento no chão, Kelly se aproximou dele lentamente, fui logo atrás. Por incrível que pareça, ela não reclamou do cheiro ou estado horrível do corpo dele. Ela se ajoelhou;

Kelly: Nossa. — Ela tocou os longos cabelos loiros do coelho, que estavam soltos. Eu notei que outro canto da sala estava sujo de sangue também, fiquei confusa. — O cabelo dele está úmido, tem alguns nós, mas não muitos...

Fiz carinho nas duas orelhas do coelho, notei que uma estava meio solta. Decidi olhar todos os detalhes, um terno amarelo de mangas longas, meio rasgado por causa de traças, uma longa calça esfarrapada, orelhas sujas e ensanguentadas, alguns arranhões e cicatrizes no rosto, e obviamente ensopado de sangue. Estava em um estado horrível de decomposição, mas não estava muito destruído, só podre mesmo.

Notei que lágrimas escorriam pelo rosto da minha mãe, ela abraçava o coelho com não muita força, o sangue dele estava quase seco, então não sujava ela tanto. Senti um peso no coração, mas tentei ao máximo ignorar, enxuguei minha primeira lágrima e evitei ao máximo que outra escorresse.

Kelly: Ele está em um estado horrível. — Ela fungou, cortando meu coração. —  Meu William... — Murmurou baixinho, para minha surpresa dando um breve beijinho na testa ensanguentada do coelho, eu praticamente engasguei e desmaiei aqui. Preciso de um novo nome de Shipp. SpringBonnie + Kelly é...?

PARA, JÉNNIFER! Não é hora pra isso, primeiro vamos ver se esse coelho acordará mesmo — Ou se eles apenas falam isso pra me acalmar — E daí perguntamos se o papai prefere ser chamado de Dave ou SpringBonnie... Daí decidimos um nome de shipp, isso se a mamãe não ficar dando uma de difícil.

Abracei a mamãe, que tentou imediatamente limpar as lágrimas.

Kelly: Eu estou bem... — Ouvi um grito alto lá no Salão de Festas, que tirou nossa atenção. Mas não era o grito do Mike ou dos animatrônicos, era do Shadow Bonnie, pelo grito ele parecia desesperado.

Então, do nada ele apareceu aqui, com a respiração acelerada.

— ShadB, o quê houve?! — O olhei preocupada.

Kelly: É o Shadow Freddy? — Vi que ela colocou o coelho no chão cuidadosamente, Shadow Bonnie olhou o coelho surpreso.

Shadow Bonnie: Esse é o Dave? — Ele não esperou a resposta, balançou a cabeça como se afastasse pensamentos. — Não, não! — Ele parecia muito desesperado. — A Beatriz ela está muito mal mesmo! — Colocou as mãos no peito, arregalei os olhos.

— Maninha?

Kelly: O quê aconteceu com a minha filha?! — Agora ela parecia desesperada também.

Shadow Bonnie: E-ela... — Colocou as mãos na cabeça. — Eu não consigo dizer! É complicado, ela está mal mesmo! — Vi a mamãe começar a tremer, eu estava assustada. — Eu ajudei ela um pouco, mas não consegui fazer muita coisa, quase nada! O Jackson e o Freddy estão quase se matando lá! — Ele parecia nervoso mesmo, e eu já estava me matando de preocupação. — Pelo amor da Marionete, vamos logo pra lá. — Eu e minha mãe nos levantamos depressa.

— O que estamos esperando? — Minha mãe saiu correndo sala afora, Shadow Bonnie, completamente trêmulo, segurou minha mão e me guiou para fora do lugar nas pressas. Antes dei uma última olhada na sala segura, vi que tinha um estranho brilho branco em um dos olhos do SpringBonnie, eu estava tão preocupada que não conseguir me animar, aliás, vi uma criança negra parecendo o capeta perto do coelho, acho que o tal brilho era daquela criança, estremeci. E quando notei, Shadow Bonnie estava correndo atrás de Kelly pelo corredor escuro, ele parecia enxergar tudo então apenas acelerei o passo.
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

— Então, — Uma voz feminina ecoou na escuridão. — Já reprogramou o urso idiota, Dark Ghost? 

— Sim, Creppy Ghost. — Uma voz rouca ecoou no lugar. — Aquele lá não se intromete mais.

— Ótimo. — Outra voz masculina ecoou, em seguida riu.

— Ainda falta mais coisa? — A voz feminina indagou. — Estou começando a ficar meio... — Procurou uma palavra. — Cansada.

— De que? — A voz masculina indagou.

— Ah, de não ter corpo físico e tal, só isso. — Respondeu a garota.

— Certo... E respondendo sua pergunta, claro. — A voz masculina rouca ecoou de novo.

— Nós destruímos as vidas dos Afton. — A voz masculina firme voltou a falar naquele enorme breu. — Mas nada como atormentar mais um pouco, antes de acabar com elas, não?  E destruir aquelas crianças que se aliaram ao seu próprio assassino. — As três vozes riram de forma macabra.


Notas Finais


Vou tentar terminar o prox cap logo :3
Obg por lerem até aq, comentarem ou favoritarem! ^^ Bye!


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