História The Future Of Us I Seulrene - Capítulo 12


Escrita por: ~

Exibições 109
Palavras 1.437
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção Científica, Romance e Novela, Yuri
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oi pessoas! Demorei, mas voltei :V Então tá aí mais um beautiful chapter, boa leitura, babys <3

Desculpem qualquer erro e hasta la vista!

Capítulo 12 - Twelve: Teoria do marido e Krystal Jung


Fanfic / Fanfiction The Future Of Us I Seulrene - Capítulo 12 - Twelve: Teoria do marido e Krystal Jung

Seulgi

Joy e eu temos educação física no terceiro tempo. Se estivéssemos em alguma equipe esportiva não precisaríamos fazer educação física, mas o sacrifício valia a pena. Com o tempo que a gente demora para se trocar e caminhar até as quadras de vôlei, a aula só dura trinta minutos.

Passo a toalha embaixo dos braços e jogo de volta para dentro do armário. Na fileira seguinte, o bipe de alguém toca.

A toalha de Joy está bem enrolada no corpo dela. Ela enfia a mão por baixo para tirar o short de ginástica.

- Eu tentei fazer o meu pai me dar um bipe de aniversário - diz. - Mas ele acha que só médicos e traficantes de drogas precisam disso.

Cheiro as axilas e enfio a mão no armário para pegar o desodorante.

- Para que você quer um bipe?

- Para as pessoas poderem falar comigo se precisarem - responde ela.

- Tem tanta gente assim atrás de você? - pergunto. - Sei que você não é traficante de drogas, então é médica em segredo?

Krystal Jung aparece no canto, pelada como sempre. Ergue o bipe pretinho e aperta um botão para fazer os sete dígitos brilharem.

- Minha namorada está me mandando um recado - informa ela. - Alguém tem uma moeda para o orelhão?

A namorada de Krystal, Amber, está na faculdade e todos sabemos o que significa quando ela manda um recado para ela no meio da aula de educação física. Ela vai faltar no quarto tempo e só vai voltar no fim do almoço.

Krystal é uma das ex de Irene. Elas namoraram um tempinho no ano passado e ela costumava falar sobre como Krystal era gostosa. Fico feliz por não fazer aula de educação física com Krystal quando elas estavam juntas. A última coisa de que precisava era ouvi-la falar de Irene enquanto desfilava pelada.

Finjo procurar moedas na minha toalha.

- Desculpe, cara.

Joy tira a calça amassada do armário, enfia a mão no bolso e joga uma moeda para ela. Krystal dá um tapa nas costas dela e se afasta pelo corredor. Depois que vai embora, Joy e eu nos olhamos e fingimos um calafrio.

- Por que ela faz isso? - cochicho. - Ou você se veste ou amarra uma toalha no corpo.

- Exatamente - responde Joy. - Eu não preciso ver a xaninha dela cinco vezes por semana.

Coloco a camiseta por cima da cabeça.

- Talvez seja por isso que você e Yeri terminaram. Porque você chama de "xaninha"

- Se eu tivesse um bipe - observa Joy -, aposto que ainda estaríamos juntas.

- Se você tivesse um bipe, ela ia ficar ligando para você sem parar. Você ia passar metade da vida correndo até o orelhão mais próximo para ligar para ela.

O sinal toca e termino de amarrar os tênis. Depois, arranco a mochila de dentro do armário e coloco no banco. Do bolso da frente, tiro uma caneta e uma folha de papel, que aliso em cima da coxa. Durante o primeiro tempo, comecei uma lista chamada "Eu queria saber o que acontece com...". Até agora, escrevi o nome de dezoito pessoas que quero procurar no computador de Irene. A lista inclui alguns dos alunos mais inteligentes do meu ano. Quem sabe um deles vai encontrar a cura para a AIDS ou inventar um carro que não precisa de gasolina para andar. Talvez o presidente do clube de teatro consiga chegar à Broadway. E o meu primeiro namorado, Kai. O que será que ele vai estar fazendo daqui a quinze anos? Também tem gente bizarra demais para ignorar, como Krystal Jung.

 

Irene

Yeri e eu passamos a hora de estudo na biblioteca. Yeri, que só vai tirar nota máxima nas provas finais, está fazendo um teste da revista YM chamado "Que tipo de namorada você é?". Estou tentando me lembrar dos acontecimentos principais da guerra hispano-americana para a prova final de história, mas, na verdade, estou é pensando no meu futuro.

Fecho os olhos e massageio a testa. É difícil saber muita coisa quando o futuro se revela para a gente em algumas poucas frases aleatórias por vez. Além do mais, minha vida mudou cada vez que a gente olhou, então não dá nem para prever o que meu futuro eu triste vai fazer hoje.

- Você planejou passar a noite com as amigas - lê Yeri -, quando seu(a) namorado(a) liga e convida você para ir ao cinema. Você: (A) diz que não pode, mas que vai estar livre amanhã; (B) convida o(a) namorado(a) para vir à sua casa e se divertir com as meninas; ou (C)...".

- Nenhuma das anteriores - interrompo. - Digo para ele que essa história de ver filme é papo-furado. Ele só quer agarrar você.

- Você está certa - diz Yeri, balançando a cabeça. - Os meninos são os maiores tarados.

Examino as unhas dos meus dedos.

- Você pensa sobre a pessoa com quem vai se casar um dia?

- Engraçado você perguntar. - Yeri sorri e dobra a ponta da página da revista. - Hoje de manhã, estava conversando com Momo sobre uma Teoria do Marido que inventei.

- Você tem uma Teoria do Marido?

- Pensei nela quando estava parada em um sinal vermelho ontem - diz ela. - Certo, imagine que você está prestes a morrer em uma batida de frente. Lá está você, dirigindo pela rua, quando um Ford Branco vem com tudo para cima de você. Você sabe que já era, que é o fim. Então, você olha para o banco do passageiro e... quem está lá?

- Que coisa horrível, Yeri!

- Rápido, quem está lá? É seu futuro marido.

Tiro um pouco de esmalte cor de coral do polegar.

- Eu é que estou dirigindo?

- É, e vocês dois vão morrer. Quem é?

- Não sei - respondo. - Você, talvez.

- Impossível - diz ela. - Acabamos de aprender em sociologia que casamentos entre pessoas do mesmo sexo não são permitidos em nenhum lugar do mundo. Esse é o tema do meu próximo editorial. Mas, vamos lá! Quem está no seu banco do passageiro?

- Mas até nos casarmos talvez seja permitido. E ninguém, não tem ninguém do meu lado. - respondo, balançando a cabeça. - Vejo um gatinho malhado. Ou, quem sabe, uma daquelas cacatuas, igual à que aquela mulher do centro carrega no ombro.

Yeri faz beicinho com o lábio inferior.

- Você nem quer entrar na minha brincadeira.

- Desculpe. Certo, considerando que já será permitido, verei Jisoo. E você? Quem você vê?

- Joy - responde ela e volta a abrir a revista.

- Joy? - Olho por cima do ombro, para ter certeza de que a bibliotecária não reparou que estamos conversando. Ela está sentada no balcão da entrada, lendo o Boletim das Bibliotecas Escolares. - Ela partiu seu coração. Duas vezes! Por que você sempre se esquece disso?

- É ela que eu vejo - retruca Yeri. - Não posso fazer nada a respeito. Mas quer saber uma coisa fofa? Joy vai ajudar alguns skatistas do último ano a colher lenha para a fogueira de sexta à noite. É tão prestativo da parte dela, não é mesmo?

Quando Yeri volta para o teste da revista, penso sobre o meu futuro marido real, Sehun ‘Oh’. Não tinha muita coisa na página dele, apesar de obviamente gostar de barcos. Mas não sei o suficiente sobre ele para vê-lo no banco do passageiro.

Então, é isso. Levanto de um pulo da cadeira e atravesso a biblioteca correndo. É ele que faz o meu futuro ser uma porcaria. Se conseguir me livrar dele, talvez tenha uma chance de ser feliz.

- Senhorita Nesbit? - chamo. A bibliotecária tem uma mecha cor-de-rosa no cabelo e duas argolas de prata no alto de uma orelha. - Tem lista telefônica aqui na biblioteca?

Ela larga a revista, que está aberta em um artigo sobre censura a livros. Com toda a certeza, ela é uma das professoras mais legais da Lake Forest High School.

- É alguma emergência? - pergunta ela, enquanto levanta com dificuldade a lista de telefones residenciais locais. - Posso deixar você usar o telefone dos fundos, se precisar fazer uma ligação.

- Na verdade, estou interessada em listas telefônicas de outros estados.

A senhorita Nesbit mexe em um dos brincos.

- Algum estado específico?

Meu coração bate mais rápido.

- Da Califórnia?

- Você tem que tentar na biblioteca pública - diz ela. - Lá tem listas telefônicas do país todo. Tenho certeza de que vai ter alguma da Califórnia....


Notas Finais


~Bipe/Bip: Basicamente era um anunciador de chamadas telefônicas pessoais pre-determinadas pelo usuário que serve como aviso ou alerta.~


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