História The Future Of Us I Seulrene - Capítulo 13


Escrita por: ~

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Palavras 1.509
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção Científica, Romance e Novela, Yuri
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Annyeong Haseyo gente! Tudo bom? Aqui está mais um lindro capítulo pra vocês, uma boa e saborosa leitura pra vcs!

Kisses de Mel e até maixxx! <3

Capítulo 13 - Thirteen: Wendy Son está me olhando


Fanfic / Fanfiction The Future Of Us I Seulrene - Capítulo 13 - Thirteen: Wendy Son está me olhando

Camila

Depois de fazer a chamada, a professora Tuttle conduz a classe pelo corredor, na direção do auditório, onde vamos participar de mais uma aula de comportamento social com outra classe no palco. Seja lá o que nós vamos fazer, na sala de aula não tem espaço suficiente para todo mundo.

No final do corredor ficam as portas duplas que levam ao teatro. A classe do professor Fritz já está entrando. Eu me lembro do conselho de Junsu para não deixar os momentos certos passarem, então me apresso para alcançar Wendy. Quando chego perto, o cheiro de coco dela me envolve e eu me lembro de cremes de bronzear e de biquínis. E de Waikiki! Quero dizer, Acapulco.

Não quero forçar um momento entre nós, mas preciso falar com ela pelo menos uma vez para resolver essa história. Se não, vou ficar agonizando sem que ela nem perceba que eu existo. Ontem mesmo, nunca teria me ocorrido nós duas nos apaixonarmos. Mas, depois de ver aquela foto de Irene no lago e a de Wendy e eu com nossos filhos, não tem como ser uma pegadinha.

Eu me coloco do lado de Wendy e vou caminhando junto com ela pelo corredor. Preciso dizer algo inteligente. Algo do qual ela sempre vai se lembrar como as primeiras palavras que eu disse a ela. Vamos escrever essas palavras em cartões do Dia dos Namorados e contar a história para os nossos netos algum dia.

Wendy olha para mim e sorri. É o meu momento!

- Eu... eu gosto desse auditório para onde nós estamos indo.

Sério? Esse é o quebra-gelo que sela o nosso destino?

- Que bom - responde ela, com o sorriso já sumindo. - Porque é para lá que nós vamos.

Para passar pelas portas, a classe se aperta em uma massa compacta de corpos. Deixo Wendy ir na frente, enquanto o meu rosto arde de vergonha. "Eu gosto desse auditório para onde nós estamos indo" não vai figurar em nenhum cartão de Dia dos Namorados.

A outra classe está parada à beira do palco, com o professor deles. O professor Fritz é gordo, mas sempre usa camisas de poliéster agarradinhas. Parece que sempre que fala de sexo fica com marcas de suor em forma de meia-lua embaixo dos peitos.

- Vamos nos reunir - diz a professora Tuttle. Ela caminha para perto do professor Fritz e nós formamos um semicírculo ao redor deles.

Wendy fica em uma ponta do semicírculo e eu fico perto do meio.

- Estamos aqui para fazer um exercício em grupo - explica o professor Fritz. - Esperamos conseguir fazer com que vocês olhem para além de sua própria vida.

A meu lado, um garoto da outra sala cochicha:

- Aposto um dólar que Fritz e Tuttle mandam ver na sala dos professores.

A professora Tuttle dá um passo à frente.

- Achamos que seria esclarecedor ver quantas perspectivas diferentes podem existir sobre relacionamentos apenas entre nossas duas classes. - E coloca a mão no ombro do professor Fritz.

- O que foi que eu disse? - diz o sujeito, sorrindo para mim.

- Uma das coisas que temos tentado transmitir durante todo o semestre - continua o professor Fritz - é que o bem-estar de cada um é afetado pelas relações que se tem.

Dou uma olhada em Wendy. Ela está prestando muita atenção e joga o cabelo para trás. Eu absorvo o cabelo comprido e a pele macia dela. Tudo nela é lindo demais.

O professor Fritz aponta para os quatro cantos do palco.

- Cada canto vai representar uma filosofia de relacionamento diferente. Nós vamos lhes apresentar uma situação e dar quatro opções, daí vocês vão para o canto com que mais concordam. - Ele entrega a prancheta para a professora Tuttle.

- Vamos começar com uma fácil - diz ela. - Imagine que você quer sair com alguém da nossa escola. Você: convida a pessoa para sair... espera o máximo possível para a pessoa convidar você... pede para um amigo descobrir o que a pessoa pensa de você... ou simplesmente está ocupado demais para sair com alguém?

- Ninguém mais fala sair - diz Taeyang.

Algumas pessoas dão risadinhas e a senhorita Tuttle diz:

- Bom, seja lá que nome tenha.

O sujeito do meu lado berra:

- Ficar! - E agora a classe inteira dá risada.

O professor Fritz aponta para a frente do palco.

- Quem convida a pessoa para sair venha para a parte de baixo do palco. Mas se prefere...

Young-bae Dong interrompe mais uma vez.

- Na verdade, o senhor está apontando para a parte superior direita do palco.

Depois que as quatro opções são definidas, vou até o canto de quem pede ajuda a um amigo. No segundo semestre do ano passado, eu devia ter pedido a Joy para descobrir o que Irene pensava do nosso relacionamento. Teria me poupado muita humilhação.

- Ninguém está ocupado demais para sair? - pergunta a professora Tuttle e aponta para o canto vazio.

Mina Myoui levanta a mão. Qualquer cara nesta sala daria a mão esquerda para ser convidado por ela para um encontro.

- Eu quase fui para lá - responde ela. - Mas se a pessoa certa convidasse, tenho certeza de que eu ia encontrar tempo.

- A pergunta não era essa - diz outra menina. - O que iria fazer se você quisesse sair com alguém?

- Você tem razão - diz Mina. - Eu ia convidar.

Wendy atravessa o palco e fico hipnotizada pela faixa de pele nua que se agita acima do jeans dela.

No almoço, Yeri falou a respeito da nova regra de não deixar a barriga aparecer e agora ela acha que isso desrespeita os direitos dos alunos. Joy e eu demos risada e ela disse a Yeri que todos são absolutamente contra essa regra, mas nem sempre por causa de algum tipo de direito. E sim por causa da visão! Yeri ficou louca da vida e jogou um monte de batata frita em cima dela.

- Está aqui pode ser mais difícil - diz a professora Tuttle. Ela olha para a prancheta e lê: - Se as coisas estão indo rápido demais do ponto de vista sexual e a menina fica visivelmente incomodada, será que o menino deve parar, mesmo que ela não tenha dito a palavra não?

Os quatro cantos representam "sim", "não", "o menino deve perguntar se está tudo bem" e "não tenho informações suficientes". As pessoas começam a se movimentar até estarmos quase igualmente divididos em "sim" e "perguntar se está tudo bem". Surpreendentemente, três meninas acham que tudo bem continuar.

Uma garota chamada Hyuna acabou por defender seu ponto de vista.

- Conheço várias meninas que estiveram nessa situação. E, sinto muito, mas você precisa falar alguma coisa.

- Entendi - diz a senhorita Tuttle. - Mas, Hyuna, e se um menino, pelo menos, tivesse ficado no seu canto?

Hyuna dá um sorriso sarcástico.

- Eu daria um chute naquilo.

As outras meninas do canto dela dão risada e se cumprimentam com um "toca aqui".

- Isso é uma idiotice - diz um menino. É o mesmo que acha que Fritz e Tuttle estão mandando ver. - Isso é sexismo feminino. A menina precisa falar o que pensa.

O senhor Manda Ver é um aluno do último ano que joga futebol americano. Sempre que passo por ele no corredor, fico com vontade de me jogar no chão e fazer cinquenta flexões de braço.

- A pergunta não era essa, Jooheon - diz Wendy. - Se um cara força demais uma menina e ela fica visivelmente incomodada, então ele precisa parar.

Duas meninas atrás de mim dão risada e uma cochicha:

- Eu não sabia que Wendy Son tinha um "longe demais".

Fico de olho em Wendy. Não acho que ela pudesse ter escutado o comentário da ponta oposta do palco, mas, por um breve instante, vejo que ela morde o lábio.

- Só estou falando - diz ela, com a voz mais baixa. - A menina não tem que soletrar tudo para ele.

- Então, ele precisa ser um leitor de mentes? - pergunta Jooheon.

- Eu só... - Wendy para no meio da frase e balança a cabeça.

O professor Fritz abre a boca, mas, antes que eu me dê conta, solto:

- Ela está certa. É só decência humana.

Eu disse mesmo isso? É verdade, mas por que disse em voz alta? E "decência humana"? Eu podia ter me saído com algo melhor do que isso!

- Muito bem colocado - diz o professor Fritz, batendo o lápis na prancheta. - Certo, a próxima pergunta é sobre sexo antes do casamento e tenho certeza de que vai haver muitas opiniões ferrenhas aqui também.

- Decência humana? - cochicha Young-bae Dong para mim. - Parece algo que minha mãe diria.

Fico olhando fixo para a frente, fingindo que não escutei. Mas então, do outro lado do palco, reparo em algo fora do comum.

Wendy Son está olhando bem para mim... Ai meu Deus.



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