História The Game - Capítulo 37


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Categorias Ciara, Cristiano Ronaldo, Karim Benzema
Personagens Ciara, Cristiano Ronaldo, Karim Benzema, Personagens Originais
Tags Ciara, Cr7, Cristiano Ronaldo, Futebol!, Jogadores De Futebol, Karim Benzema, Kb9, Real Madrid, Romance
Visualizações 84
Palavras 3.125
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Esporte, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Bom, obrigada por todos os comentários e favoritos. Minha internet está ruim então não estava conseguindo salvar uma foto legal da Ciara para usar como capa do capítulo, desculpem por isso. No mais, preparem-se!
Boa leitura.

Capítulo 37 - Orgulhava-se de si mesma


ORGULHAVA-SE DE SI MESMA

 

O quarto era o melhor do hotel cinco estrelas e ocupava todo o último andar. Tratava-se da acomodação mais cara, luxuosa, requintada. Da cobertura, Madri se assemelhava a uma pintura a óleo de um famoso artista há muito morto. Um mimo desfrutado apenas por aqueles de grande poder aquisitivo.

Joaquim entrou devagar, tendo o cuidado de retirar os sapatos e deixá-los num local específico, ao lado da porta principal. Notou que o escritório estava iluminado, e que um zunido ressonava em seu interior. Concluiu que seu patrão estava lá.

Sentia-se frustrado por não ser portador de notícias mais promissoras.

- Senhor Baptista - chamou-o, estacando à entrada do recinto. O homem permanecia sentado à cadeira de rodas, no ponto mais imponente da mesa, de costas para o funcionário.

- Diga-me que ela demonstrou interesse, Joaquim - proferiu, e conduziu a cadeira de rodas motorizada para perto do funcionário. Estudou o semblante dele e ajuizou, por si só, que não vencera aquela batalha. - Quais foram os argumentos dela? - indagou, decepcionado. O tom melancólico e embargado.

- Disse que não precisa de um pai, senhor. Que sabe se virar sozinha e não vê razão para aproximação - iniciou a justificativa, reproduzindo o que ouvira de Leona. - Pediu que eu parasse de ir à boate assisti-la e que não mais a seguisse. Afirmou não querer as esmolas que o senhor tem lhe enviado.

Benedito Baptista digeriu as informações, preocupado.

Como persuadiria Leona para aceitar encontrá-lo a fim que pudesse, ele mesmo,  explicar-lhe o motivo de contatá-la de forma tardia? Duvidava que ela acreditasse que dedicou a vida a achá-la desde que soubera de sua existência, quando seu avô lhe enviou uma carta confessando que a própria filha - mãe de Leona -, engravidara após o tórrido e rápido envolvimento que tiveram no período em que esteve em Havana, cuidando dos negócios.

- Preciso reverter isso - externou. - Preciso conversar com ela e lhe explicar que também fui uma vítima dessa história toda - concluiu.

- E como pretende fazer isso, senhor? - Joaquim interrogou, dúbio.

- Ainda não sei, meu caro Joaquim. Mas pensarei a respeito e em breve encontrarei uma solução para esse impasse. Quero ser para a Leona o melhor pai que ela puder ter... - externou, o sentimentalismo esculpido na face. - Ao menos durante o tempo que me resta.

 

***

 

-Ei, vai devagar! – Mesut ordenou, usurpando de Karim o copo de tequila. Aquela era a décima dose da noite.

- Apenas me deixe beber – Karim argumentou, esticando o corpo para recuperar a bebida. Mesut ingeriu-a numa só golada, insinuando que a situação estava remediada. – Por que você fez isso? – perguntou, desapontado.

- Porque você já está bêbado! – Ozil proferiu, perdendo a paciência com o comportamento do outro. – Acho que se esqueceu que temos treino amanhã de manhã. Se atreva a faltar e veja toda a imprensa inglesa destruir seu nome, que já não é muito limpo.

Karim se levantou da cadeira, rabugento. A visão ofuscada pelo breu da casa noturna. As luzes coloridas servindo apenas para deixá-lo mais zonzo.

- Onde pensa você pensa que vai? - Mesut interrogou, detestando plenamente ter quer bancar a babá.

- Cansei dos seus sermões - rebateu, dando de ombros e focando a visão nos próprios pés para não tropeçar e partir de encontro ao chão.

Será que Ozil não entendia que ele só precisava espairecer, esfriar a cabeça?

A briga passional com Chloe e o acidente que quase causara, abatera-lhe ao ponto de afetar os ânimos. Tinha ciência de que somente estar ali poderia lhe trazer problemas, graças a imagem pichada por erros que cometera unicamente para se defender da armação na qual fora envolvido - e que o mundo não tomara conhecimento. Entretanto, a mente desgastada pelos problemas acarretados por um relacionamento que nem conseguia ponderar em qual nível se encontrava, fomentava ânsia por um pouco de distração.

Qualquer coisa que o fizesse esquecer a merda de homem que ele era. 

Não fora capaz de fazer Irina escolher ficar ao seu lado. Não fora capaz de fazer Leona ficar ao seu lado. E, provavelmente, também deixaria Chloe escapar, com sua filha na barriga, para algum lugar onde suas atitudes imprudentes não lhes causassem mal.

A caminho do banheiro, esbarrou em uma mulher de fios dourados, cujos olhos azuis capturaram os seus, e sem que pudesse controlar os próprios movimentos - e o desejo animalesco que lhe acometeu -, apertou-a contra a parede, comprimindo-a com o corpo másculo. De alguma maneira, apesar do negrume, ela pareceu reconhecê-lo e sorriu maliciosa ao pronunciar o seu nome:

- Karim Benzema? - inquiriu, mesmo sabendo qual era a resposta. 

- Olá, delícia - murmurou. O hálito quente e repleto de álcool, expelindo uma baforada próximo da boca dela. Compreendendo o que ele queria, a mulher transpassou as mãos ao redor do pescoço de Karim e colou os lábios nos dele de uma forma tão repentina e devassa, que quando deu por si, Karim correspondia ao beijo como se aquele fosse o último de sua vida. E o gosto era bom. Havia fogo, luxúria, paixão. - Quer ir para outro lugar? - sondou, após romper o contato, distância o bastante para tentar enxergar o rosto feminino. A ereção pulsava na pélvis, e lhe excitava a ideia de uma transa casual com uma desconhecida. 

- Eu adoraria - ela respondeu, libertina, vendo na circunstância uma oportunidade única. 

Karim enrodilhou os dedos nos dela, e guiou-os conforme pôde ao exterior da badalada boate da capital inglesa. Inspirou um pouco de oxigênio quando o ar gelado da madrugada açoitou sua face, contudo perdeu o fôlego quando a loira adiantou-se em beijá-lo outra vez. 

 

 

 

***

 

As palavras congelaram na garganta, embora tivesse uma enxurrada de coisas que gostaria de dizer a ele. A mágoa ressurgiu como uma fênix, deixando em brasas, em carne viva, o ressentimento tão vívido quanto em outrora. Sensação que lhe asfixiava, tornando respirar uma tarefa um tanto difícil.

- Você já foi mais falante - ele rompeu o silêncio, estudando-a meticulosamente. Os olhos atentos, varrendo suas reações em busca de um ínfimo indício de fragilidade. Leona não daria a Cristiano esse gostinho.

 Não mais. 

- Você que veio até aqui, imagino que seja você quem tem algo para me falar - rechaçou, e prendeu os cabelos com o elástico que repousava em torno do pulso. - E por favor, ande logo, não tenho muito tempo.

- Fará outra apresentação? - o português averiguou, o timbre cortante, tal qual uma navalha afiada. - Realmente estou surpreso com a nova profissão que escolheu - disse, e Leona captou a faísca de repugnância que fluía dele tão naturalmente como se tivesse nascido com toda aquela altivez. Debaixo do disfarce era o mesmo sujeito arrogante do qual se lembrava. Quiçá até pior. 

- Acredite ou não, é um trabalho muito mais digno do que ser um capacho seu - discorreu, e percebeu que um célere relance dúbio percorreu a fisionomia do jogador. - Vamos, logo, Ronaldo. Qual a razão para me honrar com sua ilustre presença? - debochou. - Aposto que não veio simplesmente para assistir minha apresentação, a menos que seja meu fã - aconselhou. - E além disso, eu não ousaria perguntar como descobriu meu paradeiro, porque sei que sua obsessão por controle te possibilita conseguir qualquer coisa, mesmo que eu desconfie que isso tem o dedo do Quaresma. A propósito, como ele está?

- Ele está bem - Cristiano obrigou-se a manter a calma, não obstante constatasse que algo em Leona havia mudado. - Já não posso dizer o mesmo de ti - provocou, afinal, lidar com o comportamento explosivo de outras pessoas era o seu forte. Contudo, a placidez no semblante de Leona lhe suplantava certo receio, porque não entedia como ela conseguia se manter calma.

 Será que não mais correspondia aos efeitos dele?

E como poderia prosseguir inabalável quando ele mesmo se empenhava para perpetuar a postura ereta, apesar de o encontro lhe suplantar sensações adversas?

Como ela reagiria se, por ventura, decidisse tocá-la? 

- Acredite, é reciproco - ela alargou os lábios, numa espécie de sorriso de escárnio que Cristiano conhecia muito bem, porque o reproduzira tantas vezes antes. - Diga logo o que faz aqui, não vamos arrastar esse drama muito além do necessário - Leona acomodou-se num sofá e apontou uma cadeira a ele. - Gostaria de se sentar, Ronaldo? 

- Não, prefiro ficar de pé. Não pretendo demorar - discorreu, a mente acelerada como um trem desgovernado. 

- Que bom, não quero que você demore. Como eu disse, você está tomando o meu precioso tempo - Leona rechaçou, aninhando-se a uma força interna que não sabia possuir. Na verdade, sentia-se vulnerável e se questionava se ele teria percebido o quão aturdida ficara apenas por estar sob o mesmo teto que ele. Entretanto, jogara aquele jogo uma vez, e ele fora um excelente professor. Ensinara-lhe que emoções devem ser soterradas em busca de um objetivo, e Leona aprendera tão bem, que não cairia na teia que ele costurava, com a finalidade que ainda lhe soava uma incógnita. - Por acaso sentiu minha falta? - sugeriu, e observou o Pomo de Adão se mexer no pescoço masculino, quando Cristiano engoliu a saliva. 

- Muita audácia da sua parte cogitar isso - Cristiano disse, começando a se irritar pelos modos como ela se portava. Todinha cheia de si.

- Muita audácia da sua parte vir me importunar depois de tudo o que me fez. Por acaso se esqueceu, ou preferiu fingir-se de tolo? – interrogou-o, e Cristiano a fitou com orbes ameaçadores. - Você é a última pessoa que eu gostaria de ver. A última pessoa com quem eu gostaria de conversar.

- Não sabia que seus sentimentos eram tão frágeis. Quem te ouve falar desse jeito nem imaginaria que se prostituiu por tanto tempo - provocou, ansiando retomar o topo daquela alçada. Era ele o leão, e ela o cordeiro. Não aceitaria que as posições se invertessem, não permitiria ser passado para trás. 

- Quem te vê usando essa peruca horrorosa nem imagina que você se submeteu a essa situação patética apenas para vir aqui me insultar - ela sorriu, e os dentes brancos apareceram como fileiras de mármore claro. - Continuo achando que isso tudo é saudade.

- Como ousa, sua putinha?! - Cristiano perguntou, e deu dois passos para frente, disposto a agarrá-la pelos braços e ensiná-la que ninguém em sã consciência falava com ele daquela forma. Respirou, fundo, para não perder a razão. 

- Parece que alguém não sabe brincar - Leona levantou do sofá, e aproximou-se dele. Tocou as maçãs do rosto, a única parte da pele facial exposta no disfarce e foi como se pequenas agulhas macerassem as bochechas. Todavia, Cristiano não se moveu. - É sexo que você quer? - investigou, e a menção de tê-la em seus braços, a anatomia curvilínea despida junto à sua, fez um relâmpago verberar pelo corpo de Ronaldo. - Hein? - ela continuou. - Você veio até aqui a fim de transar comigo até eu te deixar tão dolorido que não vai conseguir ir para o treino amanhã? É isso? - estendeu o afago até a boca do jogador, que permanecia comprimida, ferrenha. - Quer sentir o seu pau dentro da minha vagina, sentir o calor que emana da minha mucosa e te faz urrar de prazer? - prosseguiu, e afastou os fios do bigode falso, abrindo espaço para que a própria boca pudesse encostar levemente na dele.

Cristiano pensou que fosse morrer. O ardor dominando toda a sua psique.

Ter Leona tão perto era quase nauseante. Manteve-se calado, sem tocar nela, porque qualquer atitude que adotasse lhe parecia arriscada demais. Como cometeu a insanidade de se livrar dela se claramente ainda a desejava com todas as forças do seu querer?

- Diga-me, Ronaldo - Leona suplicou, tateando os braços torneados e trilhando um caminho pelo tórax rijo. Deslizou as mãos por cima da roupa, e ao chegar na barra da camisa, enfiou-as para dentro do tecido, arranhando com a ponta das unhas o abdômen definido. Sólido como uma rocha.

Cristiano fechou os olhos. O perfume dela sendo inalado sem que concedesse, o pênis latejando. Entretanto, como o guerreiro que era, continuou como uma estátua, mas Leona não estava satisfeita. 

- Diga que me quer - a negra continuou, e alisou a lombar dele. Um arrepio devastador ascendeu até a nuca do homem. Determinada, apalpou os glúteos que comprimiram-se diante ao seu tato. - Diga que sente minha falta - voltou para a parte frontal do corpo de Ronaldo e estancou o vasculhar abaixo do umbigo, no cós da calça. Cristiano suspirou, arrastado.

 Leona colocou a ponta da língua para fora, entre os lábios dele, e abriu passagem. Ele cedeu um pouco, distanciando os beiços o suficiente para que ela pudesse mordiscar seu lábio inferior. Porém, ainda não tinha coragem de tocá-la. Fazer aquilo era admitir a derrota, e não nascera para ceder.

 - Admita, Cristiano - Leona sentenciou, dando início a um beijo lento. O homem se mostrou relutante. Ela insistiu. - Diga que você me quer como nunca quis mulher alguma - escorregou a mão um pouco para baixo, e agarrou a ereção que se acomodou em sua palma, numa clemência urgente. Ela começou a acariciar o pau dele, estimulando a glande por cima da calça. Cristiano arfou, aquilo já era demais. - Diga que me quer - intensificou o beijo, conforme a mão depositava estímulos rápidos no pênis duro, e então, Cristiano foi vencido.

- Eu quero você - murmurou, e agarrou-a, sedento. Apertando-a contra si e beijando-a com tanta voracidade que Leona precisou ficar na ponta dos pés. 

Uma parte sua queria se entregar a ele, e reviver aquele ato profano e íntimo era tão doloroso quanto prosseguir com suas próprias convicções. Uma mistura de amor e ódio, enevoando sua sensatez. Contudo, o que ouvira da boca dele ao ser despejada, o que o vira fazer consigo, fora doloroso demais para jogar as memórias no esquecimento. Sendo assim, canalizou toda a determinação que lhe restava e aprisionando as lágrimas nos olhos para que elas não caíssem, empurrou-o, com brutalidade. 

Cristiano perdeu o equilíbrio, e amparou-se na cadeira para não tombar. Assustado, fitou-a com olhos confusos, sem compreender o motivo da reação efusiva já que ela ilustrara claramente que também o desejava. 

- O que houve? - indagou, o rosto em assombro. - Por que fez isso?

Leona empertigou o corpo e amarrou o roupão que quase se abrira devido a agarração. Aquela era sua chance de provar a si mesma que não precisava de mais ninguém além dela para se sentir plena, para se sentir completa. 

- Porque eu tenho nojo de você, Ronaldo - discorreu, moldando o rosto num asco aparente. Até um cego enxergaria a  verdade que escorria por seus lábios, como uma bestialidade indomável. - Eu tenho nojo de você, nojo de ter aceitado trabalhar para você, nojo de ter me permitido amar você - pausou, absorvendo o peso das próprias afirmações. - Sei que eu não sou a melhor pessoa do mundo, sei que já cometi muitos erros, mas quando eu olho para você - bufou. -  Vejo que mesmo que você negue, nós somos muito parecidos. Somos dois monstros, e sabe, eu deveria sentir orgulho de ter algo em comum com o melhor jogador do mundo - enalteceu o título, pronunciando-o com outro timbre na voz -, mas eu me vergonho. Sinto vergonha de mim por ter feito o que eu fiz com Benzema, por ter me vendido por um dinheiro que não valeu a pena. Não valeu a pena porque ele veio de você, e você, Ronaldo, é um câncer. É uma doença que contamina tudo o que o cerca, você é...

- Não fal... - Cristiano interrompeu-a, porém não conseguiu se defender. 

- Cale a boca porque eu ainda não terminei! - Leona bradou. - Você não veio até aqui conversar? Então irá me ouvir! - anunciou. - Você é um verme, um imundo. Você é vazio, é oco. Você é um mal que deve ser combatido e agora que eu consigo enxergar isso, me sinto maravilhosamente bem, me sinto pura - abriu os braços e abraçou-a si mesma. - Eu me sinto feliz como nunca antes, porque o tempo em que passei como sua aliada me fez perceber que você ter se livrado de mim foi a melhor coisa que me aconteceu.

- Ah, sua piranha, eu vou acabar com a sua raça! - Cristiano exclamou, e partiu para cima dela, mas Leona retrocedeu e ele perdeu o tino. O impulso que tomara jogou-o sobre o sofá.

- Você não vai fazer nada - Leona disse, aguerrida. - Não vai fazer nada porque eu não quero mais ter que olhar para essa sua cara asquerosa. Você pode viver cercado de luxo e glamour, mas na verdade, você é um rato. Você é digno de pena, Cristiano Ronaldo. Digno de pena - cessou, e fechou os olhos, aspirando o que protagonizava. - Josué! - gritou. - Josué!

- Algum problema, Leona? - o funcionário da casa noturna surgiu, atendendo ao chamado dela.

- Por favor, tire esse senhor daqui - apontou para Ronaldo. - Nós já acabamos.

- Sim, Leona - Josué confirmou. Obedeceu a ordem dela, e pegou Cristiano por trás, segurando os seus braços, como uma prensa. 

- Me solte! - Cristiano bradou, em protesto, o corpo estremecendo numa vã tentativa de se libertar. Coitado. Josué valia por três. - Me solte, seu desgraçado! - rugiu, vermelho de raiva. - Me solte! Você sabe quem eu sou? Sabe quem eu sou? - perguntou, a voz esganiçada. - Eu sou Cristiano Ronaldo. Sou o jogador mais rico desse planeta! Leona, mande ele me soltar agora. Você vai se arrepender, Leona! - ameaçou-a. - Vocês dois vão pagar por isso. Porra, me solte, seu animal! - exigiu, debatendo-se. - Me solte! Ninguém faz isso comigo, eu sou o CR7!

- Aham, tá bom - Josué discorreu, enquanto o arrastava para fora. - E eu sou o Jon Snow.

Ao vê-lo sumir de suas vistas, Leona permitiu-se libertar o choro que encarcerara ao procurar abrigo no chão. Sentou-se sobre o piso e apoiou a cabeça nos joelhos, umedecendo-os com as lágrimas que escorriam, contínuas. Olhou para o teto e observou o lustre do camarim: dezenas de cristais falsificados, refletindo o brilho da lâmpada central. Passou a língua ao redor dos lábios que ressecaram, devido ao desgaste da extenuante conversa. E, apesar do martírio que fora tomar aquela decisão, sentia-se, ironicamente, flutuando em leveza.  

Tirara um enorme peso das próprias costas e, por mais que doesse, orgulhava-se de si mesma.

 


Notas Finais


Segura esse forninho, Ronaldo! Parece que o jogo virou, não é mesmo?
E então, lindas, o que acharam?
Nossa prostgirl agiu certinho?

Beijos, até logo! <333


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