História The General - Capítulo 34


Escrita por: ~ e ~SulkinPettyfer

Postado
Categorias A Seleção
Personagens America Singer, Anne, Aspen Leger, Astra Orders, Carter Woodwork, Celeste Newsome, Gavril Fadaye, Kriss Ambers, Lucy, Marlee Tames, Mary, Maxon Calix Schreave, May Singer, Personagens Originais, Princesa Daphne, Princesa Nicoletta, Rainha Amberly, Rei Clarkson, Shalom Singer
Tags America Singer, Aspen Leger, Drama, General William, Kriss Ambers, Maxon Schreave, Romance
Exibições 181
Palavras 1.931
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Famí­lia, Ficção, Luta, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


tédio mortal aqui...
Boa leitura

Capítulo 34 - Ataque


Fanfic / Fanfiction The General - Capítulo 34 - Ataque

 

Pov Maxon

Eu não estava dormindo, ou ao menos imagino não estar. Mas também não estava completamente consciente. Fui acordado do meu entorpecimento pelo barulho da sirene. Consertamos o sistema de alarme, mesmo que ele estrague todas as vezes que os rebeldes conseguem atravessar o perímetro inicial. Meu primeiro instinto, ao contrário do da mulher deitada ao meu lado, foi fechar os olhos e resmungar, ainda preguiçoso para levantar.

_Vai ficar deitado aí? –Kriss berra enquanto corre para o guarda-roupa.

 Eu não conseguia entender porque alguma pessoa, mesmo que ela, precise trocar de roupa para fugir até o abrigo real, não é como se o rebelde fosse decidir não mata-la só porque está bem-vestida, mas obviamente não disse isso a ela. Peguei um roupão qualquer e corri pra fora do quarto. Precisava encontrar minha filha, pela minha própria sanidade. Meus olhos estavam arregalados e minha expressão era de puro terror quando me observei pela primeira vez. Eu estava horrível, por assim dizer, minhas olheiras estavam fundas, meu cabelo desgrenhado e tinha certeza de que minha pele estava muito mais pálida do que ontem. Eu não me recordo bem quanto tempo demorei para encontrá-la, no momento pareceu muito, sentia como se tivesse corrido uma maratona e mesmo assim não a encontrava.

Depois fiquei sabendo que não havia andado nem mesmo até o fim do corredor antes de vê-la correndo desesperada em minha direção, lágrimas no rosto e o sapato na mão, balançando enquanto seus pés tocam o chão frio. Ela me abraça forte, enquanto chora em meu peito. A envolvo em meus braços enquanto tento acalmá-la, mas os tiros ao longe não ajudavam muito. Eu não sabia de onde vinham os gritos, só esperava que fossem bem longe de nós para que tivéssemos tempo de chegar ao abrigo.

_Consegue andar? –ela assente em silêncio.

Tomo suas mãos e corremos juntos pelo corredor de onde vim a tempo de encontrar Kriss saindo pela porta, correndo futilmente em seu salto alto. Minha vontade era de gritar, tentar entender o que se passa em sua cabeça, mas depois decidi que isso só deixaria Amanda mais eufórica. A ignorei pelo resto do caminho. O abrigo não era muito longe, não teria lógica alguma se fosse, mas horas pareceram ter passado quando enfim vi os guardas na porta.

Tudo se passava em um completo borrão, como todas as vezes, e me surpreendi por ainda não ter me acostumado com essa sensação horrível. Mesmo depois de trinta e cinco anos de ataques, cada vez que aquele alarme toque eu me sinto de uma forma diferente, mesmo que o medo seja constante. Consigo imaginar como minha filha se sente, o terror profundo, e prometi para mim mesmo que tomaria conta dela e cuidaria como meu pai nunca fez comigo. Por um tempo cumpri a promessa, então os ataques se tornaram mais rápidos, mais constantes, e qualquer chance que eu tinha de privar minha filha desse sofrimento se esvaiu.

Meus pais já estavam ali, sentados em seus lugares, conselheiros e guardas os cercando com papeis. Pareceram nem notar nossa presença até que Kriss tropeçasse em um dos poucos móveis no recinto. Meu pai bufou, não que eu esperasse outra atitude, mas pude senti o alívio na feição de minha mãe quando nos viu e sei que teria vindo até nós se não fosse obrigada a ficar lá. Notei os conselheiros todos encostados nos cantos mais escuros e a conclusão me atingiu em cheio. Não é a primeira vez que meu pai cede reuniões sem a minha presença, soube de muitas ao longo dos anos e torcia para que finalmente tivessem terminado. Os tiros continuavam, os gritos de agonia seguidos pelo silêncio profundo, quando não sabíamos o que acontecia, então a gritaria aparecia novamente.

Olhava o recinto sem saber exatamente o que procurava, todos estavam em silêncio, mais silêncio do que eu esperava nesse momento de apreensão. Se America estivesse aqui esse lugar com certeza não estaria quieto. Sorri com o pensamento, então me lembrei o que procurava. Ela. Será que ficou para trás? As portas já haviam se fechado, mas os guardas seriam idiotas se não a deixassem entrar por esse motivo. Todos pareciam ter se esquecido dela, como se nunca tivesse posto os pés ali, eu parecia ser o único me perguntando onde estava e achei que seria mais sábio continuar em silêncio.

 O alarme é alto o suficiente para escutá-lo no palácio inteiro, então será que foi pega? Minha vontade era de ir procurá-la, mas sabia que nenhum guarda me deixaria sair, nem sob ameaças. O silêncio já estava ficando insuportável quando os tiros recomeçaram. Amanda se agarrou em mim e mesmo que tentasse parecer confiante e dissesse para ela que tudo ficaria bem, eu tremia por dentro por cauda da dúvida. A abraço tentando fazer com que esqueça tudo o que está acontecendo, mas a abertura repentina e estrondosa da porta a faz pular, e todas as cabeças se viram imediatamente para a entrada, amedrontados com a possibilidade de que os rebeldes tenham matado os guardas do lado de fora e estejam chegando. Mas era só America. Ou parecia com ela.

Demorei um tempo para reconhecê-la em suas roupas. Estava de preto, coberta em um couro apertado, o cabelo preso deixava a visão do sangue fresco escorrendo do seu pescoço para a roupa. Ela tinha uma arma na mão e vi o brilho da faca escondida no coturno. Ela não se abala com os olhares, caminha confiante até os guardas e começa a dar ordens. Logo eles somem pelo corredor e ela vem até nós. Já estava me levantando para me perguntar o que diabos estava acontecendo, mas minha mãe foi mais rápida.

_Querida, o que aconteceu? –ela olha atentamente o pescoço de America a procura de um ferimento, mas o sangue não era dela. –Você está bem? –sei que está morrendo de preocupação e o sorriso no rosto da ruiva me diz que está grata por isso.

_Não se preocupe. –ela usa toda a sua determinação para tentar convencê-la. –Foram só alguns rebeldes que chegaram no segundo andar.

_Você está sangrando. –afirmo, me intrometendo. –E cheia de hematomas. –levanto seu queixo levemente para observar os machucados. Sinto um frio na barriga quando a toco, um choque que tenho certeza de que notou.

_Ele me deu um soco e tentou me estrangular. –explica fria. –Nada demais. –sua naturalidade nos assusta. Troco olhares com minha mãe, mas não dizemos nada. –Consegui acertá-lo com a faca e matei os outros três no caminho, por isso me atrasei. –seus olhos vazios encaram a arma em sua mão.

_Você matou quatro pessoas? –Kriss sussurra debochada, sentada no lugar da minha mãe.

_Posso matar cinco se quiser. –America responde no mesmo tom de voz e levanta o cano da arma, soprando a ponta e a guardando no cinto. Ela retira a adaga do sapato, ainda ensanguentada e a limpa na bainha da blusa. Minha esposa arregala os olhos o que deixa America satisfeita.

_Quem é você? –pergunto assustado, sem acreditar que aquela garota, a garota que conheci fosse capaz de matar um inseto sequer. Ela sorri em silêncio e se afasta, deixando minha pergunta no ar e se sentando no canto mais afastado, observando a arma e voando em seus pensamentos. Depois disso não demorou muito para que nos liberassem quando o ataque acabou. Tentei pará-la, mas quando percebi ela já havia ido embora. Suspirei cansado e fui pro meu quarto.

Pov América

Tinha acabado de sair do banho quando escutei o alarme. Escorreguei na água enquanto tentava desesperadamente trocar de roupa. Tinha certeza de que havia separado uma roupa específica para esse momento, mas quando mais abofada ficava, menor era a possibilidade de eu encontrá-la. Quando finalmente consegui me vestir, cacei a arma na gaveta e corri pelo corredor. Queria chegar ao abrigo o mais rápido possível, não tinha nenhuma intenção de entrar na luta dessa vez, mas parece que a confusão me encontra de qualquer jeito.

Eu não tinha visto o homem, nem ao menos ouvido o som dos seus passos correndo atrás de mim, só senti sua presença quando suas mãos sujas se abriram ao redor do meu pescoço. Minha guarda estava abaixada, estava vulnerável e desprevenida, algo que nunca deveria ter acontecido. Parei, imóvel, respirando ofegante enquanto pensava em uma ideia para me livrar dele, mas era forte demais. O máximo que consegui em minha luta foi me virar, agora conseguindo encarar o rosto do meu agressor.

Deve ter me reconhecido, pois sorriu antes de apertar meu pescoço com mais força. Sentia minha garganta queimar, implorando por um oxigênio que não chegava. Tentava gritar, mas a única coisa que saia era um grunido animal. Ele não disse nada, parecia estar adorando o momento e palavras estragariam tudo. Só conseguir levantar minha perna o mínimo possível para que ele não notasse e levar minha mão para alcançar a faca presa em minha meia. Já estava perdendo a consciência, minha visão estava turva e tive de apertar a faca em minha mão para ter certeza de que não cairia. Então fechei os olhos e enfiei a faca em sua barriga.

Não sabia se uma bastaria, então a retirei rapidamente e repeti o processo mais vezes. Sentia o sangue quente em minha mão enquanto sua carne era rasgada, e mesmo que tenha me largado e que o sangue escorrendo por sua boca tivesse caindo em mim, ele continuou a se defender, até que, por fim, quando atingi seu pescoço, ele caiu inerte. Saquei o revólver, pronta para acabar com qualquer sulista que aparecesse em meu caminho. Atirei naqueles que apareciam no caminho com a total consciência de que eu tinha de escolher entre eles ou eu. Will sempre me disse isso e até aquele momento não achei que fosse capaz de cometer tal atrocidade, mas sigo todos os seus ensinamentos.

Não sei o que esperava encontrar quando finalmente encontrasse o abrigo, mas esperava que as pessoas fossem me deixar em paz. Obviamente estava errada. Maxon estava preocupado, Amberly ainda me via como uma filha e continuava dizendo que tudo ficaria bem, Kriss me irritou e em resposta a ameacei, a fazendo finalmente fechar o bico. Me sentei em um canto e esperei. Ninguém me incomodou, ninguém veio puxar conversa, e agradeci por isso. As pessoas estavam com medo de mim depois do incidente de hoje e estava grata por eles terem finalmente entendido.

Quando liberaram a passagem, corri para fora. Eu precisava respirar. Encontrei diversas frases pintadas com sangue no caminho que ainda não haviam sido limpas, ameaças de morte e de deposição. "Você cairá”. “Seu reinado está para acabar". “Seu sangue será derramado." Eram dezenas, mas essas chamaram mais minha atenção. Eu só queria um banho e um bom tempo de sono, mas quando abri a porta, Edward e Paige estavam me esperando. Nenhum dos dois estavam apresentáveis, deviam ter acabado de acordar porque Paige estava da cor do meu cabelo por estar de camisola e Edward, só de calça, morria de vergonha com os braços cruzados. Eles correm para me abraçar e deixo toda a tensão das horas passadas sair do meu corpo em forma de suspiro.

_Os soldados não estavam preparados para esse ataque. –Edward anuncia quando nos separamos. –Não tinham nenhuma estratégia, não receberam ordens. Normalmente era Will que fazia isso, mas hoje estavam totalmente perdidos, quase não conseguiram.

_Então chegou à hora de tomar as rédeas da situação. –digo exausta, porém decidida. –Controlarei tudo com mãos de ferro, preparem-se soldados, um novo comando subiu ao poder. –sorrindo de canto, sentindo a satisfação tomar conta de mim.

 


Notas Finais


espero que tenham gostado
Agora eu acho que Maxon percebeu que William transformou América e no proximo teremos América -A Dama de Ferro, adorei fazer o discurso dela, foi tão... inspirador kkkkk
espero que tenham gostado compartilhem, comentem, adoramos suas opiniões
até brevee


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