História The General - Capítulo 35


Escrita por: ~ e ~SulkinPettyfer

Postado
Categorias A Seleção
Personagens America Singer, Anne, Aspen Leger, Astra Orders, Carter Woodwork, Celeste Newsome, Gavril Fadaye, Kriss Ambers, Lucy, Marlee Tames, Mary, Maxon Calix Schreave, May Singer, Personagens Originais, Princesa Daphne, Princesa Nicoletta, Rainha Amberly, Rei Clarkson, Shalom Singer
Tags America Singer, Aspen Leger, Drama, General William, Kriss Ambers, Maxon Schreave, Romance
Exibições 174
Palavras 1.899
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Famí­lia, Ficção, Luta, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Férias é uma coisa maravilhosa
Boa leitura

Capítulo 35 - Estou no comando!


Fanfic / Fanfiction The General - Capítulo 35 - Estou no comando!

Pov América

Não sei exatamente quantas horas dormi essa noite, mas sei que foram poucas. Passei a madrugada inteira me preparando para a apresentação oficial aos soldados. Foram centenas de folhas amassadas e jogadas no chão, algumas muitas vezes em branco. Escrevia poucas palavras, talvez só meu nome, mas até isso estava parecendo extremamente ruim. Depois da milésima vez, suspire cansada e desisti. Eu não fazia ideia de como convenceria aqueles homens a me aceitarem, nossa sociedade pode ser considerada avançada em muitos aspectos, mas aqueles soldados oriundos das castas mais baixas e dos lugares mais abastados ainda teriam dificuldade em me aceitar como sua superior, ainda mais quando Clarkson, os conselheiros e praticamente todos nesse palácio me querem fora. Mas não é como se eu fosse desistir na primeira dificuldade.

Acordei decidida a improvisar maravilhosamente bem, mas estava passando mal de ansiedade. Enrolei na cama até que o sol estivesse em seu pico, então fui para a batalha. Me perguntava como minhas criadas não haviam aparecido até aquele momento para me acordar, mas simplesmente ignorei o pensamento a agradeci por isso. Depois fiquei sabendo que o guarda em minha porta havia lhes contado que fiquei acordada até tarde e elas resolveram que não gostariam de conviver comigo em um péssimo humor. Estava gostando delas cada vez mais. Passamos mais algumas horas para finalmente escolher minha roupa e, embora eu quisesse usar todos aqueles vestidos maravilhosos que elas haviam feito para mim, eu precisava de algo mais sério e formal, algo que mostrasse que sou digna do trabalho e não só uma garotinha fútil.

Elas me trouxeram algo para comer. Ninguém foi para o salão, ainda estava parcialmente destruído devido aos ataques de ontem, as mensagens ainda não haviam sido apagadas por completo e tudo ainda continuava um caos. Agradeci por isso também, ainda não estava preparada para olhar para Maxon e Amberly, não depois da noite de ontem.

Will me treinou para todas as possibilidades, mesmo que eu torcesse para que esse dia nunca chegasse. Mas chegou e eu só conseguia repetir para mim mesma que era por um bem maior. Engoli a última garfada rapidamente, já atrasada e em poucos minutos já corria pelos corredores atrás do comandante das tropas. O encontro na ala dos dormitórios conversando com um guarda qualquer que admito não saber quem era. Ele dispensa o homem com uma aceno de cabeça e caminha em minha direção.

_America. –Aspen me abraça rápido e me olha assustado. –Está tudo bem? Fiquei sabendo do que aconteceu, sinto muito. –assinto cabisbaixa.

_Não se preocupa, William me preparou para isso. –dispenso suas desculpas com um aceno de mãos e um sorriso.

Aspen fora promovido alguns anos trás. Culpa de William, é claro, ele é um ótimo olheiro, consegue enxergar o talento de longe. Com Aspen não foi diferente. Ele não quis aceitar de início, disse que não estava pronto ou que não merecia, algo do tipo, mas no fim cedeu as propostas de Will e aceitou o trabalho como recompensa pelos serviços prestados, mas eu tinha uma dúvida sobre as reais intenções de Will em colocar Aspen nesse posto. Acho que ele próprio sabia, mas não se importava.

 _Ele te treinou para tudo, acho até que recebeu um treinamento melhor do que o nosso. –sorri divertido.

_Provavelmente, me treinou para uma guerra praticamente. –entro na brincadeira mesmo que não deixe de ser verdade. –Mas não estou aqui por isso, preciso de sua ajuda.

_Sou todo ouvidos. –cruza os braços enquanto espera que eu explique.

 _Preciso que convoque uma reunião no jardim, darei um comunicado importante. –ele não parece muito satisfeito.

_Todos os guardas? –pergunta hesitante.

_Sim. –ele faz uma careta e já sei exatamente o motivo. –Tivemos um ataque ontem, eles não voltarão hoje. – começa a pensar não parece convencido. –Assumo a responsabilidade se isso acontecer. –ele pondera por um minuto em silêncio.

_Posso saber o motivo?

_Anunciarei quem comandará o exército. –ele arregala os olhos, mas permite.

 _Tudo bem, mas, por favor, tome cuidado com quem colocará no cargo. –suas palavras são quase que implorando. –É uma grande responsabilidade.

_Confie em mim, Aspen. –respondo confiante. – Não irei te decepcionar. –saio da ala com um sorriso misterioso.

 Voltei para o escritório de Will, que naquela hora já havia sido transformando em nosso oficialmente, é o que a placa de metal pendurada na porta diz “Lyon’s”. Edward e Paige já me esperavam, como sempre acontece meus fiéis escudeiros discutiam, mas se calaram assim que notaram minha presença. Jogamos conversa fora por alguns minutos até que um funcionários veio nos avisar que os guardas já estavam em seus lugares e me esperavam. Inspirei, amedrontada, e subi no palanque montado de imprevisto.

_Devemos ser rápidos, todos eles estão aqui e tive de deixar os jardineiros com cães de guarda protegendo os muros. –suprimo um pequeno riso e me aproximo do microfone. Eram muitos, mas fiz meus máximo para olhar nos olhos de todos eles, mostrar confiança para todos, mas como disse, eram muitos. Me perdi na multidão, mas sabia que não podia olhar para o chão, para o céu ou para qualquer outro lugar que não fossem seus olhares curiosos, então comecei.

_É de conhecimento geral que o General Lyon está impossibilitado de exercer suas funções e por isso fui enviada para representá-lo, afinal, não podemos parar devido um contratempo. –dou uma pausa para que todos digiram as poucas informações já dadas. –Estou aqui para comunicar que outra pessoa comandará o exército durante a ausência do General. –nesse momento Edward se aproxima para me dizer que o rei estava insatisfeito com essa pequena reunião e gostaria que fosse dissolvida imediatamente. A reação dos guardas foi surpresa, muitos arregalaram os olhos, assustados, recuaram alguns passos e a expressão de surpresa virou insatisfação.

_Ele será nosso superior? –tento localizar a voz grave na multidão, mas não a encontro. Edward desce do palanque, envergonhado, e me lembro do dia em que me disse não ser bem visto entre os soldados, algo a ver com uma acusação de traição e Will ter sido o único a acreditar em suas palavras.

_E o que faz supor isso? –pergunto calmamente na esperança de que o dono da voz se pronuncie novamente e possa ler seu nome.

_Não o achamos adequado para ser nosso líder. –uma segunda voz aparece na esquerda e me movo rapidamente para captá-la. Semicerro os olhos para ler seu nome bordado no uniforme. –Ele não é confiável. –sorrio com suas palavras infantis. _Discordo, Soldado Jackson, Edward é bastante confiável e seria uma ótima opção para o cargo, visto que conhece muito sobre o assunto, porém não é dele que me refiro. –alguns soldados não tentam esconder o alivio, ou suspirando forte ou levando a mão ao peito. –Acho que não me apresentei formalmente. –tomo ar enquanto procuro novamente seus olhos. –sou America Lyon, esposa do General Lyon e sua nova superior.

O silêncio demorou um pouco mais do que eu esperava para finalmente acabar. Os murmuros e sussurros vieram em seguidas, vozes consternadas e chocadas se sobressaindo às outras. Permaneci em silêncio, os observando, esperando pelo momento em que me notariam e recomeçariam a discussão. Não consegui definir exatamente a expressão de Aspen. Seria choque, ou orgulho? Surpresa ou descrença? Talvez todas. Edward e Paige seguram o riso e tenho vontade de fazer o mesmo, mas preciso permanecer séria.

_Mas... Mas é impossível. –o mesmo Jackson se pronuncia, levantando a voz em minha direção e calando qualquer outro que estivesse conversando naquele momento. –A senhora não pode estar falando sério, sem querer ofender. –ele parecia o mais incrédulo de todos.

_Eu pareço estar de brincadeira? –nenhum deles responde por um momento.

_Me desculpe, Senhora. –ele tenta ser mais diplomático dessa vez. –mas não tem patente no exército. Não pode assumir essa função. Seria mais prudente se o Comandante Leger assumisse.

_Entendo, porém, mesmo confiando tanto no Comandando Leger e no Senhor Norton, só eu possuo os conhecimentos do General.

_Comandante, faça algo! –uma onda de gritos começa a ecoar, mas ele rapidamente os cala, subindo no palanque ao meu lado. –Uma mulher não pode ter poderes de um general. –uns diziam.

_Há cinco minutos eu havia acabado de dizer para a Senhora Lyon que ela havia recebido um treinamento melhor do que os de todos nós, então, me desculpem, não posso fazer nada a respeito. E se eu fosse vocês, a seguiria. –termina com uma piscadela em minha direção e desce novamente para a grama.

_Serei direta. –recomeço meu discurso, já cansada das reclamações. –Sou sua nova superior e ninguém me impedirá. Me respeitem e serão respeitados, me escutem e obteremos sucesso, sigam minhas ordens e não morrerão. –falo como uma verdadeira autoridade, largo o microfone e caminho em direção da multidão. –Estou no comando e o General será um anjo quando comparado a mim. Não ousem me desafiar, vocês não gostariam de ver do que sou capaz, tenham-me como amiga, pois posso ser uma oponente a altura e não entro em uma batalha que não tenho certeza de já estar vencida. –lhe dou as costas e saio sem esperar por uma resposta.

POV Maxon

Imaginei que caminhar pelos jardins diminuiriam minhas saudades de America, mas só parecia aumentar cada vez mais. Não a via desde ontem, o que provavelmente não explica minha saudade, mas estava ocupado tentando repassar todos os acontecimentos em minha cabeça. Ela matou uma pessoa, quatro na verdade. Assassinou a sangue frio. Como a garota que conheci dezesseis anos atrás poderia ter feito?

Meus pensamentos resumiam basicamente nisso nos últimos dias, fazia uma lista de prós e contras, tudo aquilo que não parece America, e tudo aquilo, as poucas coisas, de antes que permanecem ali, escondidas, mas ainda ali. A primeira estava na frente em disparada. Contava os dois lados quando ouvi a movimentação a frente. Não havia visto tantos guardas juntos em minha vida, guarda que deveriam estar cuidando do palácio, não confraternizando ao sol. Me dirigia até Aspen para perguntar o que estava acontecendo quando a vi chegar.

Estava poderosamente vestida toda de preto, com um porte de rainha que nunca havia visto antes, uma rainha que deveria estar ao meu lado. Me encosto na primeira árvore que encontro, tentando me manter escondido e observo quando ela sobre no palco e se dirige a multidão. Não me surpreendi de início, realmente é de conhecimento geral que carecemos de alguém para esse serviço já que meu pai entregou nossas forças armadas para William, mas quando ela disse que seria ela própria a desempenhar o papel, enlouqueci.

Não como os outros homens que gritavam em revolva, foi mais como um soco na cara, daqueles bem fortes que normalmente quebram nosso nariz. Ela estará no comando e, mesmo sabendo que ela mudou nos últimos anos, continua sendo minha doce America a frente de um exército. Se tivessem me dito anos atrás que isso aconteceria, teria rido, mas parece que a realidade gosta de mudar e nos jogar no chão.

Seu discurso me fez repensar, se eu fechasse os olhos e ouvisse somente sua voz, não diria que era ela falando, mas era, agindo como uma verdadeira rainha, sem qualquer vestígio de medo ou qualquer falha em sua voz. Foi ali que decido que, não importa o quanto ela tenha mudado, ela voltaria a ser minha, a reconquistaria não só o seu amor, mas o seu perdão, independente do que custar.

 


Notas Finais


Vão ter que engolir a América, agora que temos o comando de tudo chegou a hora de uma pessoinha aparecer no palácio não é mesmo??
Espero que tenham gostado. Compartilhem, comentem adoramos suas opiniões
até a proxximaaa

ps: cap de LIT já está pronto só pra saberem
bjs


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