História The General - Capítulo 36


Escrita por: ~ e ~SulkinPettyfer

Postado
Categorias A Seleção
Personagens America Singer, Anne, Aspen Leger, Astra Orders, Carter Woodwork, Celeste Newsome, Gavril Fadaye, Kriss Ambers, Lucy, Marlee Tames, Mary, Maxon Calix Schreave, May Singer, Personagens Originais, Princesa Daphne, Princesa Nicoletta, Rainha Amberly, Rei Clarkson, Shalom Singer
Tags America Singer, Aspen Leger, Drama, General William, Kriss Ambers, Maxon Schreave, Romance
Exibições 176
Palavras 1.899
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Famí­lia, Ficção, Luta, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Enfim a chegada de mais alguém
Boa leitura

Capítulo 36 - Os Planos


Fanfic / Fanfiction The General - Capítulo 36 - Os Planos

Pov América

Maxon tem uma força de vontade e uma perseverança que só havia conhecido agora. E que estava me irritando. Achei que se o excluísse por completo em pouco tempo desistiria, mas isso só parece ter acendido mais as chamas que tentam desesperadamente conversar comigo. Eu não conseguia encontrar um motivo para ele querer falar comigo, eu já havia explicado o que havia acontecido comigo e já havíamos brigado. Em minha opinião não tínhamos mais palavra alguma para trocar, mas ele não parecia pensar assim.

Perdi a conta de quantas vezes levava a mão à orelha durante o dia, eu o ignorava por completo, mas ele persistia, suplicando silenciosamente para que eu retribuísse. Eu quase me sentia mal. Quase. A tristeza em seus olhos é evidente para qualquer pessoa atenta, ou para qualquer um que entenda perfeitamente sua decepção, como é meu caso. A cada gesto não correspondido o brilho em seus olhos diminui e as rugas de preocupação parecem mais acentuadas. Eu me sentia parcialmente culpada, apesar do resto da culpa ser inteiramente dele, mas simplesmente não estou com humor para brigas, porque é exatamente o que vai acontecer se começarmos a conversar. É o que o passado trás, conflitos e complicações, e nesse momento não preciso de nada disso, preciso da paz que o futuro me trará, e isso não acontecerá se não focar em meu objetivo final. Não se trata só de mim, mas sim toda Illea.

 Foi com esse pensamento depressivo que levantei da cama para me arrumar. Hoje tinha uma meta bastante clara. Enfiar meu café pela goela e sair da mesa o mais rápido possível para me trancar no meu novo escritório recém nomeado. Estava com tanta pressa que acabei chegando mais cedo do que esperava. Assim que botei os pés no salão e vi Maxon sentado sozinho, me virei instintivamente para voltar de onde tinha vindo, me xinguei mentalmente, e fui em direção ao meu lugar em silêncio. Ele me acompanha com o olhar durante todo o trajeto, mas finjo não perceber mesmo que estivesse me deixando extremamente incomodada. Me sirvo normalmente na esperança de que continue calado, mas ele não perdeu a oportunidade.

_Bom dia, America. –seu tom de voz não possui nenhuma indicação de raiva ou ansiedade, sentimentos que eu sabia serem visíveis no meu.

_Bom dia, Maxon. –respondo sem levantar o olhar e continuo encarando minha comida.

_Precisamos conversar. –bufo, já esperando por essa e sem nenhuma vontade de ter de repetir pela décima vez a mesma frase.

_Quantas vezes vou ter de repetir que não temos mais nada para conversar? –meu tom de voz não era nada sutil, chegava a ser rude, mas tinha a esperança de que ele ainda fosse desistir. O encaro pela primeira vez só para enaltecer o fato da minha falta de satisfação em ter de fazer esse discurso novamente.

_Temos e vamos, quer queira ou não. –qualquer resquício de tristeza que havia ali se transformou em raiva e sua ordem só me fez querer rir de sua tentativa fajuta de querer impor alguma autoridade sobre mim. –Mais cedo ou mais tarde vai baixar a guarda. Não poderá fugir. –dessa vez não aguentei segurar o riso.

_É fofo você achar que ainda existe esperança. –meu sorriso não possuía nada de amigável, mas mesmo assim sorri.

Iria dizer mais, provavelmente não a melhor coisa a se fazer no momento, então agradeci silenciosamente por Amberly ter entrado. Ela conversava com a neta e as duas pareciam alheias a nós dois e a Kriss, que seguia as duas com sua habitual carranca de mau humor. Maxon estava prestes a dizer alguma coisa, mas guardou as palavras na garganta e permaneceu ansioso e nervoso pelo resto da refeição. Eu não me importava dele ter coisas para dizer e não ter chances, se fosse por mim o assunto nunca teria nem ao menos começado.

Amanda me introduziu no assunto que conversava com a avó e fiquei grata por não ter de fazer parte do grupo de anti- sociais presos no silêncio constrangedor. Ouvia atentamente enquanto elas discutiam sobre algum assunto que eu realmente não me interessava, mas que ouvia para... Nem eu sabia exatamente porque as ouvia. Discutir sobre papel ou plástico não parecia uma discussão interessante. Bem quando estava prestes a dissertar contra o plástico, os barulhos do lado de fora das paredes começaram a parecer ensurdecedores. A ventania entrou pelas janelas, jogando as cortinas para os lados e atingindo meu rosto. Não parecia o som normal de um ataque, mas não conseguia pensar em outra possibilidade. Já estávamos levantados e prontos para correr para o abrigo quando o guarda apareceu.

_É só uma aeronave, Majestade, está pousando no gramado. –anuncia ofegante.

Clarkson parece confuso, como todos ali, e estranhei o fato de uma aeronave pousar em seu palácio sem sua autorização. Não sabíamos o que fazer, então simplesmente o seguimos quando ele começou a correr para o lado de fora. Estava com dificuldade por causa do salto, mas paramos na escadaria principal onde possuíamos uma ótima vista do homem que descia do helicóptero. No início imaginei ser algum tipo de autoridade, então imaginem minha surpresa ao me deparar com uma figura conhecida.

Pov Maxon

Eu estava apostando em um diplomata. Alguém importante, um membro da realeza, qualquer pessoa que não fosse a que apareceu. Poderia imaginar até um lunático rico que decidiu entrar no palácio chamando atenção só porque estava há mais de dois dias fora da página principal de uma revista importante. Mas não imaginei um garoto de costas, o cabelo loiro brilhando por causa do sol forte, com uma maleta na mão. Parecia novo, por volta dos dezesseis anos, mas sua postura mostrava mais do que um adolescente. Eu não o conhecia, não tinha a menor ideia de que poderia ser e olhando para minha família ao meu lado, suas caras de confusão me disseram que eu não era o único. Até America se pronunciar ao meu lado.

_Filho? –ela murmura em dúvida, os olhos arregalados enquanto observa a figura estranha. Meu primeiro instinto foi olhá-la, chocando, torcendo para não ser verdade. Mas era. –Filho! –ela gritou e correu em direção do garoto, que se virou e a recebeu de braços abertos. Então as coisas começaram a piorar para mim.

Pov América

Ele se assustou ao me ver pulando em sua direção, o que estranhei, teve dezesseis anos ao meu lado, já devia ter se acostumado comigo. Deixei o pensamento de lado enquanto aproveitava o momento. Fazia tanto tempo que não o via, que não o abraçava que nem havia me lembrado do quanto sentia sua falta. Sentia falta do seu sorriso contagiante que passei a ver só por fotos, da sua mania de estalar os dedos sempre que está nervoso e da sua simples presença, então quando nos separamos, o abracei novamente.

_A quanto tempo, não? –sorri sarcástico assim que consegue se livrar do meu segundo abraço.

_O que está fazendo aqui? Deveria estar estudando! –lhe dou um tapa de leve no ombro e ele faz uma careta completamente exagerada. Ele deveria estar na Itália, fingindo estudar quando na verdade corria atrás de garotas e fazia o que for que garotos dessa idade fazem nessa época.

_A senhora não foi avisada que alguém traria os planos? –ele balança a mala, que está algemada em seu braço. Suprimo um riso, somente um filho de Will para fazer algo assim.

_Não imaginei que você seria o mensageiro! –minha empolgação, mesmo que tentasse conte-la, saía naturalmente. –Mas deveria estar com seu pai. –ele sente o tom bravo, mas sorri do mesmo jeito.

_Conhece o general melhor do que eu, ele me mandou aqui com uma missão. Trazer os documentos. –dá algumas batidinhas na maleta para enfatizar. –Além disso, semana que vem entraria de férias de qualquer jeito, então a diretora Constantine adiantou nossas provas para que pudéssemos voltar. Planejava passar meus dias com Giovanna, mas papai ligou antes. –ele soa um pouco triste e tive de me conter para não abraçá-lo novamente.

_E Enrico. Giovanna e Enrico. –acrescento com um sorriso malicioso.

_Se assim você se sente melhor. –dá de ombros. –Planejava passar meus dias com Giovanna e Enrico, mas papai ligou antes. –gargalho.

_Todos voltaram? Sua irmã está bem? –pergunto apressada. Faz semanas que não recebo notícias, estou desesperada.

_Não, só eu, Astra e Kile que ficaram em casa, Tia May e Tio Gerard não sabem ainda, papai não quis atrapalhar a faculdade deles.

_Mas sabem sobre o acidente? Alguém lhes contou?

_Sim, Astra ficou maluca quando soube que tinha tomado um tiro, Kile e eu tivemos de arrastá-la para fora do quarto ou o sermão nunca teria fim.

_Kile e ela ainda...? –não preciso terminar a pergunta para que ele me interrompa.

_Isso você deveria falar com ela. –sorri malicioso e só então percebo a plateia que havia se aproximado de nós. Fiquei brava inicialmente, não vejo meu filho há meses e agora tenho de compartilhá-lo com uma família real e seu dever de casa. Me viro, com os braços ao redor do corpo do meu filho, e caminho em direção dos olhares alternados entre mim e Richard.

_Esse é Richard, meu filho. –o apresento depois de minutos de silêncio.

Não esperava uma reação diferente deles, Maxon arregalou os olhos e Amanda sorri, Kriss o estuda de baixo a cima, assim como Clarkson, e Amberly sorri docemente. Olho ao redor e noto a quantidade de guardas que havia aparecido para checar a chegada o estranho, todos com armas em mãos. Os dispenso com um aceno e eles desaparecem em seus postos.

_Muito prazer em revê-lo, querido. Lembra-se de mim? –Amberly se aproxima e Richard faz uma reverência.

_Como poderia esquecer tamanha beleza? –pergunta galante. –Com todo o respeito, Majestade. –faz outra reverência ao rei, o que o impediu de ver o revirar de olhos de Maxon as suas palavras. Sinto vontade de rir, ele aprendeu bem com o pai como conquistar garotas e lisonjeá-las. –Faz muito tempo, Majestade, mas não esqueceria minha soberana. –ela sorri, alegre e tenho certeza de que iria dizer alguma coisa se Kriss não tivesse entrado na frente.

_Quando vai embora? –pergunta Kriss fingindo desinteresse.

_Creio que nem tão cedo. –meu filho responde com toda a educação. –Os planos estão codificados. –explico.

_Mas disso eu posso me responsabilizar. –digo sem importância, não queria meu filho aqui, não perto deles.

_Estão em sânscrito. –ele diz tentando segurar o riso de minha careta e arregalo os olhos. –Entre outras línguas.

_Porque seu pai tem que fazer isso comigo?! Tinha que ser a língua morta que eu mais odeio? Em latim? Eu adoraria! Grego antigo? Eu aceito. Gaulês? Eu o expulsaria de casa, mas traduziria. Agora sânscrito? –faço uma cara de nojo, me esquecendo completamente das pessoas ao meu redor. Reclamo mentalmente pelas próximas horas. Will sabe que odeio línguas mortas, mas o inteligentíssimo general tem que complicar minha vida. Suspiro cansada e assinto, pensando em meu plano de vingança por esse detalhe.

_É por isso que estou aqui, meu projeto de verão. – seu tom não parece muito animado, mas se inclina e me dá um beijo na bochecha.

_Então vamos, irei te levar aos seus aposentos. –sorri grato e só nesse momento percebe a presença de Amanda. Ele a olha e ela cora, abaixando a cabeça, assim que percebe pigarreia e acompanha a rainha. Bem pelo menos não estarei tão sozinha agora.


Notas Finais


é o Richard e ele está no palacio
na proxima teremos uma briga o.O
PERGUNTA: VC QUEREM UM EXTRA WILLERICA??
comentem compartilhem, espero vê-los nos comentários
até qualquer dia beijos


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