História The girl through the forest - Capítulo 3


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Categorias Naruto
Personagens Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hidan, Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Kakashi Hatake, Kisame Hoshigaki, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Sai, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Yahiko
Tags Gaaino, Ino Yamanaka, Kakaino, Sasuino, Terror, Yamanaka Ino
Visualizações 64
Palavras 1.959
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Hentai, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 3 - Coquetel do Caos


— O que é isso?

Perguntei à Kakashi, que aproximava-se com uma seringa em mãos.

Eu estava no ringue da academia da Fundação, sentindo o corpo todo esquentar com o suor que escorria por meus poros. Estava socando um saco de pancadas quando escutei os passos firmes do meu mestre, que aproximava-se de mim com aquela sua comum cara de paisagem, coberta até a metade por uma máscara. Kakashi costumava tapar o rosto quando em missão, o que me deixou com os sentidos aguçados em desconfiança.

Hatake Kakashi era um sociopata adestrado, mestre em atuação, infiltração e com o maior número de assassinatos do que todos nós, os órfãos da A.N.B.U, juntos. Antes de ele assumir o treinamento dos recrutas, fora meticulosamente treinado por um outro como ele: Namikaze Minato. E antes de Minato tiveram outros e outros; essa organização é mais antiga do que você pode imaginar.

Os únicos que fugiam dos nossos padrões eram seus fundadores: Senju Hashirama, um psiquiatra curioso e idealista, e Senju Tobirama, um policial desconfiado. Os irmãos Senjus fundaram a A.N.B.U na intenção de expurgar o mal da Terra, fazendo-o provar do próprio veneno. Há décadas, crianças diagnosticadas com sociopatia são mandadas à Fundação, a fim de serem adestradas a usarem seus instintos para fazer algo de útil à sociedade. As que falhavam no programa, eram descartadas.

No momento, eu vivia em uma falsa república (carinhosamente apelidada de Sanatório) com outros companheiros de missão. Aqui vivíamos sob a custódia de Kakashi, que nos vigiava e treinava, fazendo o papel do professor de Antropologia da Universidade de Konoha, onde todos nós estudávamos, a fim de nos manter na personagem.

Kakashi passou entre os elásticos do ringue, colocando-se em minha frente.

— Meu coquetel do caos.

Ele disse tranquilamente, e eu suspeitei que estivesse um meio sorriso por baixo daquela máscara

— Pentotal de sódio e DMT. — Ele disse, diante minhas sobrancelhas arqueadas.

— Soro da verdade e dimetiltriptamina? — Cruzei os braços, apoiando meu peso na perna esquerda. — Isso aí faz o Freddy Krueger parecer a Fada Madrinha.

Eu vi nos olhos de Kakashi que esse filho da puta estava aprontando; mas, antes que eu pudesse reagir, ele inseriu a agulha no meu pescoço, injetando todo o líquido em minha veia.

— Que porra é essa?!

— Você vai encarar seus maiores e mais profundos medos, Ino.

— E você vai encarar a minha mão no meio da sua cara. — Eu disse, colocando uma das mãos sobre o pescoço.

Kakashi não me respondeu; mas, parado em minha frente, colocou-se em posição de guarda. Dei um curto sorriso, fazia tempo que não entrávamos em combate corporal, visto que ele estava ocupado com o treinamento de um novo recruta. Apertei a faixa que estava enrolada em meus dedos, partindo para cima dele sem aviso, mas não o surpreendendo. Esse idiota era bom de briga, ele quem me ensinou a lutar e, eu posso garantir, ele é rápido.

Dei três diretas, mirando seu rosto, mas ele esquivou-se sem dificuldades. Job, direta, cruzado, cruzado, gancho. Uma sequência de golpes que não fora capaz de atingi-lo, portanto resolvi partir para os chutes. Assim que o peito do meu pé encontrou-se com seu quadril, ele segurou em meu calcanhar e direcionou o cotovelo em minha panturrilha.

Um urro saiu instintivamente pela minha garganta, eu estava frustrada. Com ele ainda segurando meu tornozelo, joguei o peso do corpo para trás, a fim de encontrar o chão, trazendo Kakashi comigo. Ele soltou minha perna e eu só tive tempo de desviar a cabeça para o lado, sentindo um soco atingir de raspão minha orelha e escutando o ruído dos nós de seus dedos contra o chão.

Ele praguejou, sua mão me buscando novamente para que a pancadaria começasse. Rolei para o lado e saí de sua zona; eu tinha a agilidade como vantagem, por ter metade do peso desse troglodita. Antes que Kakashi tivesse tempo para proferir um outro xingamento, chutei suas costelas e o fiz rolar e, quando o vi de barriga para cima, sentei sobre seu quadril e apertei meus joelhos em torno dos ossos de sua pélvis.

Desferi um soco em direção ao seu rosto, tendo o punho interceptado por uma de suas mãos. Ele acertou a outra na altura do meu pulmão, me deixando instantaneamente sem ar. Inclinei meu corpo para frente, sentindo dificuldade em voltar a respirar. Minha mão, que ainda estava livre, foi direto para seu pescoço, apertando-o firmemente entre meus dedos. Minhas unhas enterraram-se em sua pele, por cima do tecido da máscara. Kakashi olhava diretamente em meus olhos, sem alterar-se. Eu poderia matá-lo asfixiado ali mesmo, que sua pupila não se modificaria por um único segundo.

Parei de apertar seu pescoço, arrastando a ponta das unhas até parar na altura de seu nariz, abaixando sua máscara.

Como eu mencionei: todos, todos, têm um calcanhar de Aquiles.

O meu era Hatake Kakashi.

Inclinei meu tronco, capturando seus lábios.

Ele não surpreendeu-se com minha atitude, pois logo os entreabria e invadia minha boca com sua língua, me correspondendo ardentemente. Afobada, mordi seu lábio inferior com força, sentindo logo o gosto ferroso do sangue tocar minha língua, incitando instintos dentro de mim, que subiram por meu peito com rapidez e anuviaram minha cabeça.

Kakashi soltou meu punho, que ele ainda apertava entre os dedos, descendo a mão para minhas coxas. Sua outra mão se esgueirou para dentro de minha regata enquanto os dedos instantaneamente invadiam meu sutiã.

A diferença de temperatura entre nossas peles fez os pêlos de minha nuca se eriçarem, causando arrepios em toda a extensão da minha coluna. Apesar de ter uma clara dificuldade de digerir a moral e de sentir como os outros, eu era um ser humano e também possuía sensações. Deturpadas, mas as possuía. E eu estava irrevogavelmente excitada.

Nossos lábios beijavam-se ferozmente, como em uma briga para ver quem era que dominava, quem detinha o poder. As mãos afobadas percorriam curvas de maneira desgovernada, causando vermelhidões, que se transformariam em marcas, por alguns dias, do pecado de ser humano. Kakashi, como um bom combatente que era, esperou um pequeno momento de distração e, em um único e ágil movimento, inverteu nossas posições ficando por cima de mim.

Ele deitou-se entre minhas pernas, não medindo o peso de seu corpo sobre o meu, esmagando-me contra o chão do ringue. Kakashi não era delicado, tampouco esperava isso dele, não era seu estilo (apesar de que comparado ao idiota do Gaara, ele parecia um príncipe). Ele abaixou meu shorts, levando minha calcinha junto; e, em seguida, abaixando o cós de sua calça o suficiente apenas para conseguir colocar seu membro para fora, ele me invadiu em uma única estocada.

Grunhi com o leve desconforto de ser penetrada de forma brusca, sentindo prazer com meu próprio incômodo. Kakashi forçou meus braços, que haviam se enterrado em seus cabelos, contra o chão, acima de minha cabeça. Ele saía e se enterrava novamente em mim, indo fundo e pressionando sua pélvis na minha. Seus olhos inexpressivos fixos nos meus, sem nenhum resquício de delicadeza, colocando-me em meu lugar. Eu sou uma mulher dominadora, não duvidem disso. Mas, ser fodida daquela forma por ele, como se eu fosse sua posse, era uma das poucas coisas que me fazia sentir viva.

Se eu fosse capaz de amar, Kakashi seria meu primeiro e único amor. (In)felizmente, mesmo me esforçando, eu não consigo passar de uma simples obsessora. Ele era como um prêmio de consolação por essa vida vazia e com poucos propósitos.

Ele capturou novamente meus lábios, mordendo-os com intensidade antes de entrelaçar sua língua na minha. Uma de suas mãos desceram enquanto firmava ainda mais o enlace dos dedos da outra nos meus pulsos. Não pude ver para onde sua mão livre se direcionou, apenas sabia que para nenhuma parte de meu corpo. Ele findou então o beijo, inclinando a cabeça até que seus lábios chegassem próximos a minha orelha.

— Você falhou no programa, Ino.

— O qu-

Antes que eu pudesse questionar, senti uma dor lacerante próximo as minhas costelas. Tentei me mover, mas Kakashi usava todo seu peso para me prender. Movendo meus olhos, a fim de procurar a causa da dor que sentia, o vi segurar uma faca manchada de sangue. Meu sangue.

A cada estocada que Kakashi ainda dava dentro de mim, mais uma facada. Eu quis gritar, mas não consegui. Uma insana mistura de dor e prazer subiu por meus nervos, travando por um segundo meu raciocínio. Levei outra facada, que fez com que eu sentisse o sangue subir por minha garganta, me afogando. Outra, e outra. Kakashi me esfaqueava, como se eu fosse mais uma de suas vítimas.

Uma única lágrima, talvez a primeira de minha vida, escorreu pelo canto do meu olho esquerdo. Eu estava prestes a morrer nas mãos de Kakashi, a única pessoa com quem me importei durante a vida, e nada mais eu conseguia sentir. Apenas aquele vazio, que aumentava e aumentava em meu peito, me entorpecendo e fazendo com que a dor das facadas parecessem nada.

— Ino.

— Ino.

Abri bruscamente os olhos, sentindo a água gelada entrar por minhas narinas e me despertar de súbito. Sentei em um impulso, olhando em torno de mim para entender o que diabos estava acontecendo. Não havia sangue, eu estava em um canto do ringue, Kakashi permanecia em pé em minha frente, segurando a garrafa de água que acabara de despejar em cima de mim.

— O que aconteceu?! — Perguntei quase em um grito, ofegante e tentando controlar minha respiração. Levei minhas mãos à cintura, tendo certeza de que não fui covardemente esfaqueada.

— Pentotal de sódio e DMT. — Ele repetiu a fórmula, me fazendo dar conta de que aquilo tudo fora uma alucinação. Ao menos, parte daquilo tudo.

Inspirei fundo, desviando meus olhos para o chão.

Porra.

Isso era humilhante.

— Para onde você foi?

Kakashi me perguntou, referindo-se, obviamente, a pequena viagem mental que fiz para as profundezas do inferno da minha mente.

Levantei novamente a cabeça, encarando-o diretamente em seus olhos.

— Lugar algum. — Ele arqueou uma das sobrancelhas, como se estivesse intrigado. — Permaneci aqui com você. — Expliquei, e ele permaneceu quieto esperando que eu terminasse. Inspirei fundo, conseguindo finalmente tomar controle da minha respiração. — E você disse que eu falhei no programa e, então, me matou.

Kakashi colocou ambas suas mãos nos bolsos da calça, desviando o olhar do meu.

— Você me mataria, se precisasse?

Ele hesitou responder, permanecendo em silêncio alguns segundos.

— Você sabe a resposta.

É claro que ele me mataria; quem sou eu para achar que não?

Quem sou eu, afinal?

— Eu te dei esse coquetel por duas razões. — Ele voltou a falar, como se minha última pergunta não houvesse sido feita. Aproximou-se então, agachando-se para ficar na mesma altura que eu estava. — Você tem que se manter sagaz e focada sob qualquer condição. Tem de saber lutar quando estiver cansada, com frio ou calor, sem dormir e alucinando.

Kakashi agora olhava fixamente em meus olhos e, se eu não fosse que nem ele, poderia desconfiar que suas pupilas dilatarem-se levemente. Sem alterar a expressão, ele continuou:

— Você está pronta, Ino.

Ergui ambas as sobrancelhas, desconfiada.

— Pronta?

— Eu queria que você se desse conta de como seria se seu oponente tivesse tomado esse coquetel, e você não.

— Por quê? Quando eu vou enfrentar alguém que tenha tomado isso?

Eu pude perceber que, por debaixo da máscara, Kakashi sorriu.

— Você está autorizada a seguir com a missão contra a Akatsuki.

Meu coração acelerou uma batida.

Eu vinha me preparando para aquilo há meses, mas estava vetada de dar qualquer passo por conta própria. Repentinamente, então, me dei conta do que meu mestre queria com aquilo, com o coquetel do caos.

Não consegui evitar de sorrir também, satisfeita.

Aquela missão seria muito, muito mais divertida do que eu imaginava.



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