História The Girl Who Cried Wolf-Ruggarol - Capítulo 16


Escrita por: ~ e ~SuperPanda_Fofa

Postado
Categorias Karol Sevilla, Ruggero Pasquarelli, Sou Luna
Personagens Amanda, Ámbar Benson, Gaston, Jazmin, Jim, Karol Sevilla, Luna Valente, Matteo, Miguel, Monica, Nina, Personagens Originais, Ramiro, Ruggero Pasquarelli, Simón
Tags Lutteo, Romance, Ruggarol, Souluna, Soyluna
Visualizações 1.088
Palavras 1.981
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


E agora a fic entra em sua reta final!
Espero que gostem do cap - Thais

Capítulo 16 - Chapter Fourteen


Ruggero Pasquarelli

 

- Senhor Ruggero, precisa levantar! Faz uma semana que o senhor não vai para o trabalho!

Bufo ao ouvir a voz de Amanda.

- Saia Amanda.

Ouvi a mesma bufar.

Segundos mais tarde ela abre as cortinas da janela fazendo o sol vir em meu rosto. Gemi e tapei a cabeça com o cobertor.

- Arg, saia daqui e me deixe em paz – choraminguei.

O som da porta sendo aberta se fez presente.

- Amanda, pode deixar que eu cuido dele – pausa – Poderia fazer a gentileza de preparar um café para nós?

- Claro senhor Agustín.

Passos.

Amanda havia saído do quarto para a minha alegria.

- É, você está horrível – Agustín suspirou – Nunca pensei que iria lhe ver assim.

- Não que eu não goste de discurso moral, mas você já pode ir embora – murmurei.

- Cara, a Karol foi embora e a sua mãe está doente, mas pense pelo lado positivo, você está vivo! – Agustín deu uma pausa – Poderia ser pior.

- Não ouse falar isso!

Ele arrancou minhas cobertas e me olhou sério.

- Cara, você está fedendo – anunciou – Qual foi a ultima vez que você levantou dessa cama?

- Na terça.

- Hoje é sábado... – Agustín suspirou novamente – Ok, se arrume, vamos visitar minha tia querida e depois vamos tentar falar com a Karol.

- Já liguei para ela, ela não atende – choraminguei.

Ele arqueou as sobrancelhas.

- Pra tia ou para a Ka?

- Ka.

Agustín suspirou, ele estava fazendo muito isso dês que entrou.

Ele sentou ao meu lado na cama e ficou me encarando com uma careta.

Eu nunca havia me permitido ficar mal por algo, mas qual é... Minha vida estava fodidamente fodida.

- Eu sei que tudo isso deve estar difícil para você – sussurrou – Mas ficar ai deitado nessa cama não vai resolver nada, se eu fosse você aproveitaria a tia antes que ela passe dessa para melhor e depois correria atrás da Karol.

Fechei os olhos.

- Minha mãe não vai morrer.

- Ruggero... Você sabe que é impossível ela sobreviver... – ele passou a mão pelo meu cabelo – Ela já luta contra a doença dês que você era pequeno, olha o tempo! Todos sabemos que ela está sofrendo com tanta dor, ter que ficar enfurnada num hospital, todo aquele remédio, ninguém merece isso.

- Mas ela é minha mãe!

- E minha tia – ele murmurou – A amo tanto quanto você, mas por a amar que não quero que ela viva nessa situação, você é o garotinho dela, ao menos vá lá e faça o papel que tem que fazer, nem que depois você chegue em casa e chore.

Sentei na cama e passei as mãos pelo rosto sentindo meus olhos lacrimejarem.

- Eu não quero perder ela – sussurrei.

Agustín me puxou para um abraço e ficou afagando minhas costas de modo carinhoso.

- Eu também não, mas os médicos já fizeram tudo o que podiam cara... Agora levante e mostre que você é Ruggero Pasquarelli, e ninguém derruba você.

- Não sentir, encobrir... – murmurei – Ok, eu posso fazer isso... Acho.

Levantei e fui em direção ao banheiro.

- Eca, vou mandar a Amanda lavar as roupas de cama e trocar por novas – Agustín resmungou.

- Não! – falei – Elas estão com o cheiro da Karol...

Agustín me olhou incrédulo.

- Puta merda, vai tomar banho cara.

 

 

- Fiz panquecas que o senhor gosta – Amanda disse.

Fiz uma careta.

- Mamãe ama panquecas – murmurei.

Agustín bufou.

- Amanda traz uma xicara de café preto sem açúcar.

- Ok.

A empregada saiu deixando-me sozinho com Agustín na mesa de café.

- Eu sempre me perguntei como você iria se sentir quando percebesse a mulher incrível que a Karol era, mas eu juro que não queria que acontecesse assim – ele suspirou – Ainda não entendo como você deixou a Valentina lhe drogar.

- Ela é uma vadia, todos já sabíamos disso.

Ele revirou os olhos.

- Já movi uma ação contra ela, aliás – deu de ombros – e demitimos ela também.

- Ótimo, isso me traz uma breve sensação de felicidade – murmurei mordendo a panqueca – Qual foi a ultima vez que comi?

- Não faço a mínima ideia – Agustín riu baixo – Você está de quatro pela Karol! Não pensei que fosse viver para lhe ver assim...

- E agora ela deve estar nos braços do Ronda, isso é tão animador – falei sarcástico – eu juro que se eu ver aquele infeliz vou o matar da forma mais dolorosa possível... irei gravar seus gritos de dor para colocar como musica na hora que eu quiser relaxar.

Agustín me olhou com medo.

- Agir friamente, não como um psicopata.

- Tanto faz – dei de ombros – guarde minhas palavras, se aquele desgraçado tocar nela...

- Ok, ele morre... Mas cara, quem resistiria ao corpo da Ka? Com todo o respeito... Mas ela é linda.

Parei de atacar a panqueca e apontei a faca que usava para ele.

- Repita isso e eu mato você agora mesmo – ameacei.

Ele riu.

- Ok, ok – pausa – Você tinha falado que quando chegou a Ka estava aqui...

Fechei os olhos.

No dia em que ela pediu divórcio eu havia chegado em casa e a encontrado arrumando suas coisas para enfim ir embora.

Porém, ela não fora embora naquela noite e sim no dia seguinte durante a manhã.

Se tirássemos o fato que eu sabia que era uma despedida, foi a melhor noite de toda a minha vida. Uma ultima vez tive o prazer de tê-la entregue em minhas mãos e pude tocar seu corpo como quis, pude a ouvir pedir por mim e a gemer com o prazer que eu proporcionava para ela.

Mas quando acordei, estava sozinho na cama com o perfume dela.

E então qualquer defesa que eu tinha, caiu.

Pela primeira vez em anos, me senti um estupido garotinho em defeso que corria para o quarto da mãe em dias de temporal.

Eu era uma verdadeira piada.

Eu passei os primeiros dias chorando como um bebe, depois havia decidido que iria enfrentar tudo aquilo. Porém essa decisão morreu quando cheguei no hospital e vi minha mãe deitada naquela cama.

Percebi que por mais que eu quisesse, não tinha como ser forte.

Então veio a vontade de sumir, simplesmente morrer.

Perdi Karol, o tal amor da minha vida no qual nunca havia acredito. Perdi a menina inocente que aceitou casar comigo por ser apaixonado por mim, perdi a garota que eu dormia abraçado, perdi minha pequena anjinha.

E agora eu sabia que iria perder minha mãe, a mulher que me deu amor, me criou com carinho mesmo tendo tantos problemas de saúde.

Não existia um Ruggero Pasquarelli sem minha mãe, e eu sabia que quando ela se fosse iria levar minha alma junto com ela.

- Ruggero?

- Agustín, se minha mãe morrer... Você irá me substituir na empresa por tempo indeterminado – sussurrei – não conte comigo para nada, se quiser vender aquela empresa, venda... Eu não me importo.

Agustín arregalou os olhos.

- Como?

- Aquela empresa fora a causa de muitas idas ao hospital de minha mãe, se ela se for não quero continuar lá... Eu... Se ela se for não conte comigo para nada, falo sério... Eu serei apenas um corpo sem função alguma.

- Ruggero...

Amanda olhou com pena para mim.

- Aquela empresa é a sua vida senhor Ruggero...

- Não Amanda, minha vida é a mulher que me deixou e a mulher que esta prestes a morrer – respirei fundo – E como pode ver, não irei ter nenhuma delas em poucas semanas.

 

 

Karol Sevilla

 

 

Eu estava em meu quarto observando o teto, já havia perdido a noção do tempo que estava ali naquela posição.

Depois da cena da empresa acabei por voltar para a casa dos meus pais.

Porém eu não estava sendo sincera comigo mesma.

Eu não estava feliz, nem um pouco... Mas ele não precisa saber disso, ninguém precisa.

Meu pai não sabe ao certo porque voltei, já a minha mãe sabe de tudo... Mas quem disse que ela me apoia?

Eu sei que não da para ficar se lamentando sempre.

Ele me traiu... Ponto final.

Levantei da cama ainda com um pouco de preguiça, esses dias estava mais cansada do que o normal. Despi-me abrindo o box e em seguida ligando o chuveiro.

A água caia pelo meu corpo e rosto e somente escutando o barulho da água me peguei lembrando-me da minha primeira vez.

O carinho com que ele me tratou, as palavras nem tão compreendidas pelos gemidos de prazer ecoavam pela minha mente, por mais que seja ridículo pensar isso de um cara que te traiu a vida inteira eu me senti amada , agora sim fazia sentindo a frase de Agustín em um dos jantares entre família.

 

Era mais um jantar de casamento entre família, mas dessa vez de dois anos de casado. O jantar havia sido ótimo, como poderia ser diferente com uma cozinheira de mão cheia que era a minha sogra, em datas especiais ela fazia questão de cozinhar.

Agustín e Ruggero estavam afastados de todos em uma sala da casa, e eu curiosa fui ouvir o que eles estavam falando:

- Caramba em Ruggero não imaginava que você conseguiria.

- Eu sempre consigo ninguém resiste a mim.

- É parece que o Sr. Ruggero Pasquarelli não brinca em serviço.

- Nunca ninguém voltou para reclamar eu sou muito bom no que faço.

 

 

Há anos atrás eu nem imaginava do que eles estavam falando, mas agora eu sei.

Sei muito bem que ele já me traia, sabe-se lá com quem já que ele me disse que estava com Valentina há apenas três anos;

E os outros dois?

Não estou a fim de ter essa pergunta respondida para evitar de sofrer ainda mais.

Sai do banheiro e vestida uma roupa fresca, um pouco vulgar por assim dizer... Ruggero não me deixaria usar aquele shortinho que mais parecia uma calcinha por nada.

Droga! Tenho que parar de ficar pensando naquele babaca.

Desci as escadas me deparando com mamãe fazendo panquecas, ela não estava com uma cara muito boa.

Lá vem bronca! Bufei e me sentei à mesa.

- Bom dia mãe, cadê o papai?

- Bom dia filha, seu pai está no trabalho ele entrou mais cedo hoje.

Soltei um breve "Hum" e o silêncio se instalou no ambiente.

- Solta a bomba!- murmurei.

- Você já sabe do que eu quero falar, filha – falou séria.

Bufei

- Decisão tomada Sra. Sevilla, não volto para aquela casa nem que me paguem – resmunguei.

- Mas filha, por favor... O Ruggero me ligou várias vezes chorando - revirei os olhos com sua fala - ele disse que você não o atende, e Amanda disse que ele não sai do quarto desde que você foi embora!

- Nem ligo.

Na verdade eu ligava sim e muito, eu amo demais aquele desgraçado e duvido que isso mude.

Minha mãe bufou voltando a seus afazeres e o meu celular tocava compulsivamente.

 

- Alô? – murmurei.

- Oi Karol! É o Michael.

- Oi Michael! - respondi animada até demais e mamãe revirou os olhos.

 Ela nunca gostou de Mike, Ruggero sempre fora o seu favorito.

- Vejo que esta animada Karol, tenho uma notícia que irá deixar seu dia melhor ainda – contou com uma animação.

- Fale.

- Hoje você poderá ir assinar o divórcio.

- Sério? Porra, que ótimo!- minha mãe arregalou os olhos, certeza que fora pelo palavrão.

Era bem raro eu soltar um.

- Hoje as duas e meia eu lhe busco – avisou.

- OK! Espero-lhe, beijos.

- Até mais.

E desliguei.

 

- O que esse ser queria Karol? - falou com ódio nas palavras.

- Veio me dizer que hoje eu posso ir me divorciar – contei animada.

- Mas Karol... P-pense...

- Mas nada mãe! Já está decidido, hoje mesmo eu me divorcio e não quero ver a cara daquele galinha nunca mais.

 

 



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