História The Girl Who Cried Wolf-Ruggarol - Capítulo 20


Escrita por: ~ e ~SuperPanda_Fofa

Postado
Categorias Karol Sevilla, Ruggero Pasquarelli, Sou Luna
Personagens Amanda, Ámbar Benson, Gaston, Jazmin, Jim, Karol Sevilla, Luna Valente, Matteo, Miguel, Monica, Nina, Personagens Originais, Ramiro, Ruggero Pasquarelli, Simón
Tags Lutteo, Romance, Ruggarol, Souluna, Soyluna
Visualizações 858
Palavras 1.788
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


OLAAAAA, THAIS FALANDO AMORES

Bem, eu quase não consegui postar esse capitulo .... Quando fui postar mais cedo, eu perdi o CAP todo numa briga com meu Word, então tive que reescrever tudo com a ajuda de duas leitoras maravilhosas ❤ Então dedico esse cap para vocês duas.

Ahhh, nas notas finais tem o link da minha nova fic Lutteo, EU EXIJO VCS LÁ EIM.

Com amor e unicórnios
Thais xx

Ps: Não me matem😜

Capítulo 20 - Chapter Eighteen


Agustin Bernasconi



Karol entrou no carro em silencio.

Suspirei.

Carolina ao meu lado trocava as estações de rádio procurando algo que lhe agradasse.

Ela olhou para mim e sorriu.

Sorri e apertei sua mão.

Segui em direção ao nosso destino devagar. Arriscando levar uma multa por estar dirigindo igual a uma tartaruga.

Mas isso era para adiar chegar lá.

Quando chegássemos, eu sabia o que me aguardava.

Perguntas atrás de perguntas.

Virei na esquina e enfim entramos dentro dos portões de um dos mais caros hospitais do país. Carolina se mexeu desconfortável.

- O que estamos fazendo aqui?

Suspirei novamente.

- Calma, daqui a pouco explico - murmurei.

Segui em direção a entrada que dava para o estacionamento subterrâneo, avistei o carro de Ruggero e estacionei ao lado do mesmo.

Pelo espelho retrovisor vi Ruggero saindo do elevador, respirei fundo tentando não ficar nervoso.

Eu estava fudido se ele visse Carolina ou Karol aqui.

Virei para trás olhando a pequena mulher que parecia um tanto alheia.

- Karol - chamei - vou precisar que você me ajude agora.

Ela me olhou curiosa.

- Claro.

- Vocês duas vão ficar no carro, não quero que conversem ou façam qualquer coisa que possa fazer um barulho, por mais mínimo que seja - pedi - e não saiam do carro até eu falar que podem, não importa o que ouçam.

As duas assentiram.

Sai do carro, Ruggero me analisou.Aquele não era o Ruggero que eu havia me acostumado nos últimos anos.

Na verdade, aquele era o Ruggero que havia visto quando perdeu a irmã, confuso, sem saber o que fazer e principalmente, vazio.

- Hey - ele murmurou - pensei que não viesse hoje.

- Mas vim, consegui me livrar da Carolina - brinquei.

Ele deu algo, um esboço de um sorriso.

- Uh, não sei como você a aguenta - respondeu sarcástico - estou indo para casa.

Arquei as sobrancelhas.

- Milagre, mamãe lhe obrigou? - perguntei.

Ele negou.

- Não estou me sentindo muito bem.

O olhei preocupado.

- Aconteceu algo?

- Pressão baixa, apenas - respondeu.

Respirei fundo.

Sabia que as duas garotas que estavam no carro podiam ouvir a nossa conversa, então não poderia falar algumas coisas.

- Você esta... Hum... Tomando...? - falei.

Ruggero revirou os olhos.

- Aqueles antidepressivos idiotas? Acho que você já sabe a resposta.

Bufei.

- Rugg...

- "Ruggero, você precisa se alimentar direito, precisa tomar os remédios, blá blá blá" - disse numa falha tentativa de imitar minha voz - adivinha... Eu não me importo, então não venha com esse discurso para cima de mim.

Suspirei.

Ele abriu a porta de seu carro, por breves momentos ele focou na janela de trás do carro, onde estava Karol.

Para a minha sorte, os vidros tinham películas escuras.

Ele bufou.

- O que foi? - perguntei.

Ruggero suspirou.

- Acho que estou enlouquecendo ou realmente não esteja bem - disse - só mais uma coisa, não fique enchendo o saco do Jorge por causa do meu testamento, ele não tem nada a ver com isso.

Prendi a respiração.

Jorge havia o contado...?

Ele me analisou.

- Somos melhores amigos, irmãos... Mas você não pode se meter nas minhas decisões - disse sério - eu já tomei a minha, não vai ser você, nem os discursos da minha mãe, a Karol ou sei lá mais quem, que vai me fazer mudar de ideia.

Ele bateu a porta do carro com força e saiu.

As portas do meu carro abriram, Carolina e Karol saíram.

Karol estava tremendo.

- Do que ele estava falando? - murmurou - Agustin, aquele não é meu marido.

Carolina assentiu.

- Aquele não é o Ruggero que conhecemos, deus! Amor, ele estava pálido, olheiras, magro demais... Parecia se obrigar a se manter em pé.

Suspirei novamente.

- Está na hora de vocês saberem da verdade - mordi o lábio - venham, vamos para o real motivo da nossa visita.

Entramos no elevador.

- A minha querida mãe adotiva, mãe do Ruggero, Alice, quando ela era ainda muito nova, descobriu ter uma doença.

Carolina e Karol me olhavam atentas.

- Os anos foram se passando, hora ela ficava bem, hora ela ficava mal.

Respirei fundo.

- Mas as coisas começaram a ir de mal a pior quando perdemos Sol - fechei os olhos - Sol era a irmã gemêa do Ruggero, Sol Pasquarelli... Ela também era minha melhor amiga e garota pela qual eu já fui apaixonado.

Carolina se mexeu desconfortável.

- Por que nunca ouvi falar sobre ela? - Karol perguntou confusa.

- Porque a Sol está morta.

Silencio.

Ambas estavam em choque.

Tirei da carteira uma foto que havia minha, da Sol e de Ruggero, a ultima foto que havia antes dela falecer.

As portas do elevador se abriram.

Saímos.

- Ela... É parecida com você, Karol - Carolina disse.

Assenti.

- Por isso todos ficaram surpresos quando Ruggero falou que iria se casar com você... Ele sempre afastava tudo que o lembrasse da Sol, ai casava com uma garota parecida com ela? A mamãe foi a primeira a desconfiar...

- Por isso ele era frio comigo? - sussurrou.

- Sim - concordei - Ele se casou pois o sonho da mamãe era ver ele se casando, mas em algum momento, ele se apaixonou por você.

Karol estava emotiva, Carolina a abraçou.

Avistei Sebastian, enquanto Karol se acalmava fui até lá pegar nossos crachás.

- Ruggero nem sempre fora esse cara com o qual você se casou, antes ele era carinhoso com todos - contei seguindo em direção ao elevador - Mas ele se culpa até hoje pela morte de Sol... Isso resultou em uma depressão.

Apertei o último botão do elevador.

- Sol era a pessoa mais importante da vida dele, perdendo somente para a mamãe - suspirei - Karol, ele não sabe lidar com perdas... Agora a mamãe vai morrer, sabemos que dessa vez ela não sai daqui, ele não está lidando bem com isso e ele acabou de perder você.

Karol se mexeu desconfortável.

- Aquele dia, que era para ele assinar o documento de separação...

- Ele não foi porque mamãe teve uma parada cardíaca.

Karol olhou para seus pés.

- Pensei que era porque ele era um idiota.

Carolina assentiu.

- Eu também.

Dei de ombros.

- A gente havia conversado, ele ia ir, Ruggero havia chegado a conclusão que você só ia ser feliz longe dele...

Me encostei na parede do elevador.

- Ele lhe ama, Karol, na mesma intensidade de Sol, você é importante - falei sério - mas... Você o ama na mesma intensidade?

Karol me olhou indignada.

- Claro! Mas ele foi um...

Idiota com você? Que tal você parar de focar nos maus momentos, mas sim nos bons?

Silêncio.

As portas se abriram.

Saímos do elevador e andamos em direção a ultima porta do andar, no caminho cumprimentei alguns enfermeiros.

Dei duas batidas na porta e entrei.

- Olá.

Mamãe sorriu.

- Oi querido, Ruggero acabou de sair daqui.

- Encontrei ele no estacionamento... Trouxe suas visitas.

Dei passagem para as duas entrarem no quarto.

Mamãe sorriu para elas.

- Karol e Carolina, fico feliz que estejam aqui.

Me encostei na porta observando as três conversarem, tínhamos exatas duas horas e meia até que Ruggero voltasse.

Se ele me visse aqui com Karol, nossa amizade iria pelos ares.

Mamãe me olhou.

- Que tal você levar Carolina até a cantina que tem nesse andar? Algo me diz que ela vai adorar a torta de lá.

Ri baixo e estendi minha mão para a Carolina.

Saímos do quarto e fomos andando em direção a lanchonete.

- Acho que julguei Ruggero errado - Carolina comentou.

Suspirei.

- Sim.

Ela apertou minha mão.

- Sol era importante para você, não era?

- Era, mas ela não está mais aqui - falei - porém você está, e eu te amo.

Carolina sorriu.

- Também lhe amo, idiota.

Dei um rápido selinho nela.



Karol Sevilla



Já estava a meia hora naquele quarto.

Alice me contou a história mais detalhada e eu acabei por descobrir que ela já sabia do contrato e que eu estava grávida.

Os olhos dela brilharam quando falou do neto.

Sorri.

Ela colocou a mão na minha barriga e sorriu.

- Karol, você vai dar uma segunda chance para Ruggero... Ou ao menos dizer para ele sobre a criança, não?

Respirei fundo.

- Eu...

- Se você não contar agora, seu filho não vai conhecer o pai, mesmo que você queira.

A analisei.

- O que quer dizer?

Ela suspirou.

- Ruggero não sabe lidar com perdas... Ele vai procurar o caminho mais fácil para se livrar da dor.

A olhei sem entender.

Ela começou a tossir, havia sangue. Uma hora depois, Carolina, Agustin e eu estávamos em meu quarto.

Eu não iria contar para Ruggero da gravidez agora.

E isso não agradou Agustin.

Ele bufou e me olhou irritado.

- Meu deus, Karol, você é muito idiota - resmungou

- você não entendeu o porque eu coloquei a droga da confiança do Ruggero em mim, em risco só para lhe levar naquela merda de hospital?

- Pois a mãe do Ruggero está morrendo...

Ele negou.

- Não! A gente já sabia que ela ia morrer, o problema é o Ruggero! - falou nervoso - você não pode ser tão burra Karol! O Ruggero vai se matar depois que a mãe dele morrer!

Silencio.

- Isso é drama dele - conclui.

Agustin me olhou de um modo que me deu medo.

Carolina tossiu.

- Amor...

- Amor nada! - ele resmungou - Carolina, será que dá para você ficar do meu lado?

Minha irmã se mexeu desconfortável.

- Agustin, é uma decisão da Karol não contar.

Ele a olhou incrédulo.

- Quer saber? Vocês duas são duas idiotas - ele olhou para mim - eu tenho PENA dessa criança que você está carregando Karol, sabe porque? Pois a mãe dela é mais infantil que ela, uma criança carregando outra criança.

Ele estava irritado.

Carolina num ato rápido deu um tapa na cara de Agustin.

Ele arregalou os olhos.

- Você me deu um tapa? - perguntou pausadamente.

Carolina arregalou os olhos.

- Agus...

Ele bufou.

Seu celular começou a tocar.

Ele atendeu ao respirar fundo.

- Alô? O que...? Merda, tô indo para ai... Sebastian! Dá um calmante para ele! Como caralhos não pode dar um calmante para ele? Quer saber, vai tomar no cu... Não me importo que não adiante xingar você! Tá, não deixa ele sair dai... Já disse que estou indo.

Agustin guardou o celular e olhou para Carolina.

- Quando eu voltar, se eu ver algo seu no meu apartamento, eu jogo pela janela - avisou - quero distância de vocês.

- Mas...

Agustin rosnou.

- Mas o que? A droga da minha mãe adotiva morreu, meu irmão e melhor amigo vai se matar e eu tenho a mínima chance de conseguir salvar ele, porque a ex dele está grávida, mas sabe o que você faz? Em vez de me ajudar a não perder as pessoas que eu amo, você concorda com sua irmã mimada que ela não tem que contar pro Ruggero que ele vai ser pai!

- Agustin - chamei.

Ele me olhou irritado.

- Quando essa criança me perguntar o porquê de não ter conhecido o pai, eu vou ter o prazer de responder que foi porque a vadia que ele chama de mãe não teve capacidade de falar para o pai dele que ele ia ter um filho.

Agustin saiu a passos pesados do quarto.

Uma lagrima escorreu pelo meu rosto, Carolina caiu no tapete felpudo soluçando.

Eu me sentia inútil.


Notas Finais




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